Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

quarta-feira, abril 18, 2012

Publicar título. Gostei da sugestão do novo blogger.

já precisei de menos para me ir deitar sosessegado. houve até um tempo em que a primeira coisa que eu fazia era atirar-e para a cama depois lanchar. A bitola era a dos outros e tudo tinha um certo mais que alcancável certo também por si.

É uma merda crescer e passar a viver com o que por não ser certo é incerto e por iss só conhecido depois de levar um muito que também pode ser so bom ou suficiente ou até pior. Fode-me o brio e a inércia qe cria a vontade de alcançar algo perfeito. Fode-me. Também me fode o medo de ser feliz que destrói o que o é à partida e aos olhos de todos menos de quem receia que o não seja e que, só por isso, acaba por criar a infelicidade e a questionar sempre o que se sabe à partida que existe e que no final de tudo lamenta não ter reconhecido.

Desse-me a vida
uma palavra nova
cada dia que tenho
só para foder
o que já pré-concebi
o que aprendi
noutro dia qualquer.

Desse-me a fome
sede também
Fosse tudo
mais complementar.

Esquecesse a merda
e o bom lembrasse.
Dormisse
sem saber que penso.

mas o fodido é que sei que isto
isto aqui deste lado
umas linhas acima em geral
nunca  há de acontecer
por mais que me esforce
por mais que eu tente sem me esforçar
por mais que eu reze
por mais que eu não acredite
por mais fé que tenha
e por mais esperança
a que supostamente não morre
e que por ter tanta vai certamente custar a morrer
eu tenha em mim
e no que eu quero.

Deus nosso senhor nas alturas
se me houves altura agora era
de me mostrares um caminho
por mais streitinho ou sinuoso
que ele seja.
seja ele longo
curto
perigoso ou calmo.
Claro que prefiro o antónimo
de mau. Claro que quero o bom.
mas isso já é pedir muito.
Quero mais que o régio porra
diz-me para onde vou ou devo ir.
O que não quero qualquer um sabe
"sei que não vou por aí"
parece conversa de professor de liceu
ou do mota amaral quando
o alberto vê de bacante...
Quantas vezes não recusamos
porra porra porra
o que precisamos...
Até nos queixamos a ele
a ela
sobre esta
sobre este
sobre isto
aquilo
aqueloutro
sicrano
beltrano
do senhor.
quando ela
quem?
o que?
Esta!!!!
é que era  a certa
a que devíamos?
Sim.
ter ter ter
ao nosso lado
e enviado
um raminho de flores.

Com caraças estou a desenhar com palavras.
Estou a ir contra os meus dogmas
ou simplesmente cresci?
ahn?
hein?
tu aí?
vai durmi.

quarta-feira, abril 11, 2012

Só mais um cigarro, noel rosa a tocar e uma tipa nua pintada numa folha de papel

Só mais um cigarro, noel rosa
a tocar e uma tipa nua
pintada numa folha de papel.
Um tubo de acrílico amarelo
limão pálido para platinar
o cabelo a tipa que já referi.

Uma cama vazia cada vez
mais acolhedora. Uma vontade
de ir dormir não exausto
talvez reconhecimento.

o que sair com a escova de dentes na boca.

São 23 horas e poucos minutos,
quinze para ser preciso,
mas os detalhes não importam
mesmo que o título assim
por referir o estado em que me encontro
pareça ser contraditório ao texto.

Estou quasea sair desta casa
estou quase a por de lado
as memórias que ainda vou carregar
mesmo que as paredes
as que me envolvam diariamente
já não tenham a forma do que
por sorte só não me chegou
à cabeça. Mesmo que a maldade
de quem as atirou
tenham arruinado mais que uma
ou várias pinturas.

Não é a casa que faz ou muda a vida
é a vida que, por ser nova, uma nova casa exige.
Vou fazer a trouxa um dia destes e
talvez descubra atras de qualquer coisa
qualquer coisa que perdi;
ou outra coisa qualquer escondida
com mais ou menos prurido.
Uma coisa é certa, muitas coisas
têm de ir para o lixo ou para uma instituição
que já há alguns meses deixei de ser.

Agora que penso em tudo só me vem um sorriso
à cara que raramente fica assustada
a um nível que antes lhe era comum.
Procurei frenéticamente tudo o que acreditava
faltar-me, em coisas pequenas que sempre soube
pequenas desde o instante em que as vi.
Quantas vezes não procurei confirmaçao
do que eu já sabia por experiência
nem que fosse por ter ouvido mais de uma vez
para depois ir contra tudo o que me era dito
e insisto sabido por mim. Ás vezes temos de ir
ao médico para confirmar que o álcool não sacia
a sede que nada tem de vício.

Fui vezes sem conta a estancos que não consigo
enumerar independentemente da sua repetição
até ter vergonha dos copos já me serem servidos
sem um qualquer pedido. Nomeavam-me e estranhavam
quando os contradizia ao pedir algo que não inebriasse
ou pediam a confirmação só quando a dose era pequena.
Tu vias-me nos dias que se seguiam e o verde que adjectivas
como feio por estar não em meu redor mas sob mim.
Ouvias-me sem fugir, e acredito, hoje acredito ou sei
que sabias tão melhor que eu que as flores não eram flores
para além de mim ou do que eu achava certo
para a correcção de uma atitude que, apesar de ponderada,
só o foi para ser contraditória a mim.

Um homem escreve para alguém que o entenda. Creio
eu que ninguém gosta de ser mal interpretado
e só um artista que não passa de isso mesmo
é que tolera que um grito de dor seja
por idiotice alheia uma desculpa para algo sujo
- a não ser claro que essa seja a sua permissa inicial.
Sem te ver ou saber já te dera tanto quanto
eu de ti já recebera. Escrevia, dizia muito perdendo,
como cada gesto de carinho bacoco que ao vão
por uma educação descabida neste tempo,
atirava esperando no mínimo um eco de retorno,
quase tudo agora que penso sobre isso. Muito
do que fiz foi para alguém como tu.
Agora que tu hás estou certo disso,
e o que o velho escreveu, porque era assim que me via,
sei que estava correctamente endereçado.

I am sorry for not writing but lately i've been happy, or til the the day we met.

I

O seu nome era o mesmo
que o mestre c'os dedos respirava,
por uma caligrafia
que quanto mais contava,
mais era tremida.

II

Surgia; e assim se quisesse
poderia dar o texto por fechado.
Foram mais os acasos
o premeditado, se o houve,
era tão inconsciente;
como os corpos que,
automaticamente,
acabavam sempre
por se encontrar.

Nunca nos ultrapassámos,
cruzávamos os sentidos,
sempre opostos.
Ou também nos sentámos,
agora que penso,
[provável] talvez o mesmo
mesmo que por motivos distintos.

Permitia a falta de intenção
a honestidade que a intenção exige
mas que intencionalmente ninguém pratica.
Rio-me da ironia
de a nada se dar tudo;
de só o nada nos conhecer.

Existisse algo mais então,
que teríamos hoje para escrever?