Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

terça-feira, julho 03, 2012

ewafdesgegfhsdfsa foagieaowgjdsf - ou, se preferiremos, o herói está em Espanha

mais um dia em que, sem se ponderar, se dá mais uma volta ao carrocel. Obrigação há quem o diga por tudo o que o rodeia obrigado. Ainda há uns dias fui a um casamento e pude sentir nos olhos de tantos que apesar de tudo, aparentemente, terem soavam como uma lata de spray vazia quando respiravam. (estou a citar o breaking bad).

Passos há quem dê por outros darem, por outros insinuarem que têm de ser dados ou simplesmente por haver facilidade de crédito e, consequentemente, um menor risco de incumprimento. Admito que as últimas, no actual paradigma, deixaram de fazer sentido mas as outras ainda estão presentes apesar da separação crescente entre a igreja e o estado - Portugal é um país de tradições e isso é sentido no que tacanhamente prevalece como objectivo para muita da gente que o faz ser assim.

Generalizar é um problema; muita gente o diz e luta contra esta tendência mas todo o processo democrático, principalmente num país como o meu, exige a generalização para tomada de decisão tanto a nível parlamentar, como a nível partidário. O mundo moderno "português" não existiria se não se generalizasse, o problema é que "aqui" implica uma conclusão quase sempre depreciativa por mais que estatisticamente esteja correcto. Em pequeno ensinaram-me que contra factos não existem argumentos mas isto só se aplica ao que dá jeito e deste jeito, não tomando consciência de onde se acumula a maior parte da área da curva do Sr. Gauss, nunca iremos permitir que ela se desloque, mesmo que lentamente para a direita mantendo os mesmos princípios de análise. Claro que o português é saloio e é esperto, e a esperteza saloia tudo consegue: está tudo na mesma, factualmente, mas a bitola desce e parece que subimos.

Não temos educação, não educamos mais, baixamos a bitola e tudo fica mais educado. Não temos gente no teatro interessada, oferecemos bilhetes que contam para o negócio e para o subsídio. Não temos dinheiro para comprar casas, baixamos as taxas de juro. Os números são mais bonitos para os senhores ministros mas quem cá vive e é consciente é que lida com a merda, generalizando claro, e treme, ao contrário do geral de medo do apocalipse que aí vem.

Podemos então continuar esta discussão com a máxima, os nossos políticos não prestam. Eles são uma corja! Uns gatunos, uns chupista, uns idiotas! Esta classe vem do Povo logo o povo é assim e até gosta de pessoas como eles. O outro forjou o curso. O Português so é alguém se tiver curso, faz sentido que o faça. as empresas públicas têm mais carros que devia, o português gosta de carros mais do que deve. O Figo é importante para campanhas políticas, é importante para o português. É tudo o mesmo. Os de cima e os que os sustentam. Dizem mal de quem se abstem? se calhar são os mais iluminados e os que menos compactuam com os outros.

Tudo se divide em dois extremos como um casal típico português. A mulher(e)amante que estão ao centro e que nunca se sabe bem quem tem que posição porque invariavelmente são os mesmos, até frequentam as mesmas lojas; e as que não nos interessam para além de prometerem tudo o que queremos ouvir, umas putas Brasileiras que só dizem o que sabem que nunca vão fazer mas que não sabemos que mentem, como os outros, porque nem sequer estamos interessados em saber.

mais um dia em que, sem se ponderar, se dá mais uma volta ao carrocel. Por mais injusto que seja, que se se saiba que assim o é, andar às voltas, apesar da distância entre os cavalinhos, do diâmetro das chávenas, não saímos por mais queiramos do sítio. P'lo menos a casa dos fantasmas tem um fim, mete medo  p'lo que não é comum; não nos esqueçamos que o cú de um por mais particular que seja é sempre uma merda num país que se felicita por limpar o cú a papel preto.

Eu cá lamento desistir sem tirar conclusões.

quarta-feira, junho 27, 2012

Escrevo rápido por que ela me espera para dormir.

Arde-me o olho de o esfregar com um gesto tão repetitivo como eu a abdicar do sono por trabalhar para outrém que não eu. Agora que podia já nem força tenho para pensar em mais que ligações parolas pela falta de profundidade entre o meu presente e o meu passado recente...

A nível de tempo pouca coisa mudou. Quando trabalho não tneho tempo para nada nem para mim nem para ninguém em concreto com a excepção da hora do sono.

Durmo aconchegado. Isso é bom, face o que conhecia, é mesmo muito bom. Até tenho vontade de dormir.

Tocava a carmen na aparalhagem do bizet na minha.

Prometi há um tempo atrás digitalizar os negativos das máquinas descartáveis que levei para o casamento da Ana e do Luís logo após a minha fuga, promovida por ela estar à minha espera, discreta mas que se sentiu. Passaram uns anos e só agora é que o começo a fazer.

O passado tem esta propriedade sem paralelo. Não escolhemos quando passa a sê-lo e muito menos quando se torna simplesmente uma memória já não sentida ou, se preferirmos, sem falhas ou, se as tem, sem necessidade de resolver.

Ontem senti o mesmo.

terça-feira, junho 26, 2012

Era bárbara a razão p'ra esquecer tudo
o olho negro, o luto
com que ponha a máscara
e mentia sobre um furto
antes de voltar para casa.

uwifsafewqf

Tudo tem um começo por mais que a nós, como observadores, nos possa parecer existir desde sempre. Tal como este texto que aparenta ter intenções profundas; sou demasiado egocêntrico para ter tal vontade. Se existe alguma moral para quem me escuta ou lê ou me atura é porque lá a colocou. Qualquer chorrilho meu não passa de uma enumeração dos meus feitos, de uma necessidade de eu me julgar, compreender, afirmar ou culpar, e qualquer outro verbo que tenha a ver com acções onanistas não masturbatórias.

Parece-me, cada vez mais, que ninguém me conhece naquilo que essencialmente me define. A formatação para seguir um determinado perfil na sociedade - não só a nível de gostos, como de necessidades criadas e "escolas" escolhidas - juntamente com a anulação de tudo o que se lhe opõe - internamente, partindo de mim ou de gente próxima, ou externamente, nem que seja pela limitação dos estímulos do mundo ao parcialmente permitido- por parte de uma família que assim o entende melhor, acabaram por criar um ser amorfo e sem qualquer tipo de capacidade de perseguir o que de facto pretende. Não o fazendo não se dá a conhecer a quem dele deveria gostar e acaba por promover a continuidade das atitudes referidas, entrando num círculo vicioso que, com o passar do tempo, necessitará de uma atitude progressivamente mais violenta para ser anulado: principalmente pela surpresa de quem nos encaminha, perante a nossa necessidade de perseguirmos um rumo distinto. Só sonha quem tem vontades ou medos, só tem medo quem tem vontade.

Não percebia nada disto evitava o que queria e orgulhava-me da força de me contentar pela metade. Tinha outras coisas em que me concentrar. Casar só depois dos 30. Uma mulher não me prende, eu controlo tudo. E outras balelas do género. Até olhar os seus olhos nunca me vira, até ter medo de a perder nunca me senti, até abdicar de mim por mim, pelo que queria, nunca lutei.

A criação da Besta.

I  - Mutatis mutandis Surge quem doma 

[a mão ergue-se ao centro da testa e diz-se pelo]

Tudo tem um começo por mais
que a outros - meros observadores .
pareça existir desde sempre.

Acho que ninguém esperava
o sucedido. O resultado de uma fuga
uma vontade de mijo, a cerveja
bebida apesar de um vôo caro.
A carteira de quem ficou à porta
financiando sem saber f'rido
uma descoberta talvez de um rê
antecedido, agora que penso.

As escadas que aproximavam,
que ainda sabem ao mesmo
pois foi o tempo, não a distância
que entre nós mudou.
Um bigode que deixou de existir
uma pergunta que p'la noite
boi!!! ó lá? não mais se fez.
Um encontrão. Um beijinho.
a queda de uma cruz
de cristo. agora me lembro.

II  - Mutatis mutandis Aprende uns truques, já se senta, algum tempo até saltar argolas de fogo.

[a mão desce para o segundo chakra e sabe.se agora que é um sinal]


Berlim somou as paragens rápidas,
necessárias para quem se quer
com calma obviamente conhecer.
[Como quem conta uma história]
Num Bar perto da AlexanderPlatz
Um senhor mais velho que,
essencialmente por ser meu chefe,
eu gostava muito de ouvir
Admito tá bem porr
Que Somente ouvia por
ser meu chefe naquele instante,
Era muito beto irritante
Como eu tinha medo do que queria,
Surpreendo-me, falou-mtráse da sua vida,
Depois de lhe ter contado a narrativa
Por detrás do anterior poema 
com uma alma mais oral e descritiva,
sem merdas, estava em modo executivo,
daquelas que supostamente fazem bom
um poema e transformam uma queca
em amor p'ra além do sexo profundo.

[Dito rapidamente...]
O que me espantou e digo-vos ainda surpreso
foi a reacção do senhor que peso
p'los seus olhos vidrados e cabelo
ruivo subitamente afectado,
me fez sentir. Alertou-me
para o que eu já pensara
Faz isto e tem aquilo
é sabido
por quem como nós
é "regrado"
tens de ter cuidado 


de certeza.que não presta
tens de ter
cuidado.


Tens de ser cre cre cre cre cre
i
e
do.

Percebi passado um pouco o motivo do seu susto
Abriu-se como o mestre que por ser chefe deveria ser.
Começou-me por dizer
que há uns anos
a
trás
de                                                                                   mim,
Também passou pelo menos
não lhe tendo chamado de
má
ri
lim.
Eram parecidas de acordo com ele
partilhavam o nome
  1. o  primeiro
  2. o segundo, esse ja era diferente.
Tinham o mesmo ar triste
como se existisse algo de ób
via mente falso ou infatilmente
per
dido
no caminho.

Eram parecidas de rosto
Uma mais alta
Eu era de uma
ela era de outro.
Só me alertou
edisse para ter cuidado.
Não especificou.

Lembro-me que no chão tocou.
A cruz.

Ouvi-o
e fui de seguida para o quarto assustado
quem pensa não quer ser enganado
queria sentir outra coisa que não essa.
Liguei a uma ex mais simpática
disse o que tinha sucedido
comigo
e ela não acreditou
jurou que era uma pessoa ideal
tinha uma experiência fantástica
não era plástica como outras
parecia uma pessoa ideal
fenomenal
como é que eu tinha conseguido
com o meu bigodinho à miudinho
o que ela receitou.

Liguei à que não era ex.
dei uma desculpa telefónica esfarrapada
mandei uma mensagem parva

(Pausa)

com escala em frankfurt passei por uma casa
Olhei para cima quando do chão me julgavam.









UH

As verdades só as são se a maioria as aceitar como tal. Tudo é difuso na impossibilidade de uma democracia já que esta, mesmo que imposta, é a verdadeira juíza dos destinos passados e vindouros.

Escrevo com o computador ao colo como há já algum tempo não o fazia, consigo-o porque finalmente fiz download da aplicação que permite controlar a velocidade da ventoínha. O meu computador aquece tanto que me queima a barriga se eu estiver distraído. Porque escrevo teoricamente não devo estar nesse estado, até deveria estar concentrado, mas raramente são as vezes em que assim penso, estou ou ambiciono estar.

sexta-feira, junho 01, 2012

Tempos houve em que as ruas
pareciam trincheiras escavadas
pelo nosso olhar pesado a medo.

domingo, maio 20, 2012

Ironicamente bebo esta cerveja por ti, talvez seguida por um dos cheirinhos que o esteves, por mais que os martelasse, vendia com uma licença de há já muitos anos. Dou um trago pensativo e, por espaço ser aberto, nao me permito desenvolver conversas com estranhos como aqueles que completavam a tua presença como uma corte da nome a um rei. Nao te conhecia para além das conversas que partilhamos e do que ouvi de quem partilhou o teu crescimento; nao te respeitava para além disso e das promessas de uma obra conjunta que, como alguém que procura saciar o de sempre num trago, engasga e leva sempre ao incumprimento. Foste-te. Fica comigo o ensinado e por cobrar, o exemplo do a ter a fazer e a ensinar e o respeito que me tiveste quando nem quem no meu tecto se albergava mo mostrava, e a frase que só me diz que quase ninguém nos merece. E até isto és tu quem mo mostra, esta noção de injustiça que um noticiário cada vez mais reles desculpa por montagem exigida, este pão e este circo de massas que se senta num Globo dourAdo ou nao mas que o atlas que somos sustenta desde a sua génese. Vais-te mas fica-te o respeito, aquele que eu insisto que me mostraste ao contrario de outras partidas. Já nao te vou procurar mais entre aquele bloco de êxito iOS , num de dois sítios mas com um receituário comum. Agora carrego-te sem peso amigo. Sei que o exemplo vai ser ir.

terça-feira, maio 08, 2012

Ue

Desde que mudei para Perto do mar que ainda nao aproveitei nada do que Parentemente existe por detrás da capitania, velha como este pais no que a constitui mAs moderna numa arquitectura que, embora agrade ao transeunte, nada para além de despertar espanto estético permite. Presumo que quem aqui habitava antes lamentou a vista perdida. Só foi esse o sentimento de revolta que tudo promoveu e a arte toda quedou-se nisto. O homem já nao edifica o sentido, a descoberta,a humanidade. Depois de ir ao cu poucos orifícios tem a explorar, e, por mais cus que venha a foder, o acto em si já verteu o seu simbolismo. A imaginação e rara e repetitiva no mundo global, mas também e esta abrangência que permitira, caso estruturas estruturAdas desempenhem essa função, um maior crivo de qualidade e também mais ético se respeitar a moral existente em cada uma das regiões participantes. Pela primeira vez, apesar de esse conforto nao ser sentido, o poder do povo passou os limiares da representação. A mensagem individual e, se tal for fatalisticamente exigido, talvez global poderá chegar a todos e em todos germinar uma melhor realidade. As classes somos nos quem as cria, a sua existência somos nos quem a permite, a tomada de decisão nao exige representantes mas um sistema que a todos aceda prontamente e de uma forma segura. Só resta que alguém na forma pense e que outros contribuam com o conteúdo que outros terAo de comunicar. Se se focarem em idiossincrasias de classe a mudança nunca surgira. O presente exige estrutura comecemos então por obrigar que elas existam, e a culPabilizar as presentes e as passadas pelos seus erros pois sem exemplos de justiça, de facto cega e holistica, ninguém participara para além do seu próprio umbigo que se satisfaz com muito pouco. Juntemos cada um deles no que todos acreditam que o do mundo nunca pede de menos.

domingo, maio 06, 2012

Ueuue Ue ueeeeeee

Acendi a lareira com calma como me pediras sem mo dizer. Cozinhavas em mente, Matilde, algo que lentamente nos saciaria, por mais medo que estivéssemos a carregar de um teste qe a distancia a rotina parece exigir nos tempos que correm. Escrevo com a mesma calma com que me lavaste o corpo sem qualquer tipo de sexo ou desejo, eu Jesus de um mundo novo nosso tu profeta Batista do mesmo. Joao sem cabeca abriu as portAs do céu ao mundo, o outro que alegoricamente eu represento limitou-se a justificar o acto, sem cabeca abriu os seus e ela se se foi foi só por ela e o desejo que com inveja nos tirA dos céus e nos arrasta pela terra. O Senhor se existe e nos cantos que por distracção nao vemos e só queremos o que nos colocao Por obrigacaO com um sorriso e um decote a frente. E triste o mundo que pela tristeZa e o medo que dela tem se arrasta como se uma marca afastasse mais o frio que a camisola ue a carrega. Joao Batista sem cabeca abriu as Portas do céu joao era um deles e por eles fOia aceite e destruído. JoaO era preciso nao para detectar, nao para resolver, só para o mundo ter essas acções para além do problema. Joao limpoume só me resta agora aer. Há de ter um motivo para o que lhe falta para o que lhe falta

quarta-feira, abril 18, 2012

Publicar título. Gostei da sugestão do novo blogger.

já precisei de menos para me ir deitar sosessegado. houve até um tempo em que a primeira coisa que eu fazia era atirar-e para a cama depois lanchar. A bitola era a dos outros e tudo tinha um certo mais que alcancável certo também por si.

É uma merda crescer e passar a viver com o que por não ser certo é incerto e por iss só conhecido depois de levar um muito que também pode ser so bom ou suficiente ou até pior. Fode-me o brio e a inércia qe cria a vontade de alcançar algo perfeito. Fode-me. Também me fode o medo de ser feliz que destrói o que o é à partida e aos olhos de todos menos de quem receia que o não seja e que, só por isso, acaba por criar a infelicidade e a questionar sempre o que se sabe à partida que existe e que no final de tudo lamenta não ter reconhecido.

Desse-me a vida
uma palavra nova
cada dia que tenho
só para foder
o que já pré-concebi
o que aprendi
noutro dia qualquer.

Desse-me a fome
sede também
Fosse tudo
mais complementar.

Esquecesse a merda
e o bom lembrasse.
Dormisse
sem saber que penso.

mas o fodido é que sei que isto
isto aqui deste lado
umas linhas acima em geral
nunca  há de acontecer
por mais que me esforce
por mais que eu tente sem me esforçar
por mais que eu reze
por mais que eu não acredite
por mais fé que tenha
e por mais esperança
a que supostamente não morre
e que por ter tanta vai certamente custar a morrer
eu tenha em mim
e no que eu quero.

Deus nosso senhor nas alturas
se me houves altura agora era
de me mostrares um caminho
por mais streitinho ou sinuoso
que ele seja.
seja ele longo
curto
perigoso ou calmo.
Claro que prefiro o antónimo
de mau. Claro que quero o bom.
mas isso já é pedir muito.
Quero mais que o régio porra
diz-me para onde vou ou devo ir.
O que não quero qualquer um sabe
"sei que não vou por aí"
parece conversa de professor de liceu
ou do mota amaral quando
o alberto vê de bacante...
Quantas vezes não recusamos
porra porra porra
o que precisamos...
Até nos queixamos a ele
a ela
sobre esta
sobre este
sobre isto
aquilo
aqueloutro
sicrano
beltrano
do senhor.
quando ela
quem?
o que?
Esta!!!!
é que era  a certa
a que devíamos?
Sim.
ter ter ter
ao nosso lado
e enviado
um raminho de flores.

Com caraças estou a desenhar com palavras.
Estou a ir contra os meus dogmas
ou simplesmente cresci?
ahn?
hein?
tu aí?
vai durmi.

quarta-feira, abril 11, 2012

Só mais um cigarro, noel rosa a tocar e uma tipa nua pintada numa folha de papel

Só mais um cigarro, noel rosa
a tocar e uma tipa nua
pintada numa folha de papel.
Um tubo de acrílico amarelo
limão pálido para platinar
o cabelo a tipa que já referi.

Uma cama vazia cada vez
mais acolhedora. Uma vontade
de ir dormir não exausto
talvez reconhecimento.

o que sair com a escova de dentes na boca.

São 23 horas e poucos minutos,
quinze para ser preciso,
mas os detalhes não importam
mesmo que o título assim
por referir o estado em que me encontro
pareça ser contraditório ao texto.

Estou quasea sair desta casa
estou quase a por de lado
as memórias que ainda vou carregar
mesmo que as paredes
as que me envolvam diariamente
já não tenham a forma do que
por sorte só não me chegou
à cabeça. Mesmo que a maldade
de quem as atirou
tenham arruinado mais que uma
ou várias pinturas.

Não é a casa que faz ou muda a vida
é a vida que, por ser nova, uma nova casa exige.
Vou fazer a trouxa um dia destes e
talvez descubra atras de qualquer coisa
qualquer coisa que perdi;
ou outra coisa qualquer escondida
com mais ou menos prurido.
Uma coisa é certa, muitas coisas
têm de ir para o lixo ou para uma instituição
que já há alguns meses deixei de ser.

Agora que penso em tudo só me vem um sorriso
à cara que raramente fica assustada
a um nível que antes lhe era comum.
Procurei frenéticamente tudo o que acreditava
faltar-me, em coisas pequenas que sempre soube
pequenas desde o instante em que as vi.
Quantas vezes não procurei confirmaçao
do que eu já sabia por experiência
nem que fosse por ter ouvido mais de uma vez
para depois ir contra tudo o que me era dito
e insisto sabido por mim. Ás vezes temos de ir
ao médico para confirmar que o álcool não sacia
a sede que nada tem de vício.

Fui vezes sem conta a estancos que não consigo
enumerar independentemente da sua repetição
até ter vergonha dos copos já me serem servidos
sem um qualquer pedido. Nomeavam-me e estranhavam
quando os contradizia ao pedir algo que não inebriasse
ou pediam a confirmação só quando a dose era pequena.
Tu vias-me nos dias que se seguiam e o verde que adjectivas
como feio por estar não em meu redor mas sob mim.
Ouvias-me sem fugir, e acredito, hoje acredito ou sei
que sabias tão melhor que eu que as flores não eram flores
para além de mim ou do que eu achava certo
para a correcção de uma atitude que, apesar de ponderada,
só o foi para ser contraditória a mim.

Um homem escreve para alguém que o entenda. Creio
eu que ninguém gosta de ser mal interpretado
e só um artista que não passa de isso mesmo
é que tolera que um grito de dor seja
por idiotice alheia uma desculpa para algo sujo
- a não ser claro que essa seja a sua permissa inicial.
Sem te ver ou saber já te dera tanto quanto
eu de ti já recebera. Escrevia, dizia muito perdendo,
como cada gesto de carinho bacoco que ao vão
por uma educação descabida neste tempo,
atirava esperando no mínimo um eco de retorno,
quase tudo agora que penso sobre isso. Muito
do que fiz foi para alguém como tu.
Agora que tu hás estou certo disso,
e o que o velho escreveu, porque era assim que me via,
sei que estava correctamente endereçado.

I am sorry for not writing but lately i've been happy, or til the the day we met.

I

O seu nome era o mesmo
que o mestre c'os dedos respirava,
por uma caligrafia
que quanto mais contava,
mais era tremida.

II

Surgia; e assim se quisesse
poderia dar o texto por fechado.
Foram mais os acasos
o premeditado, se o houve,
era tão inconsciente;
como os corpos que,
automaticamente,
acabavam sempre
por se encontrar.

Nunca nos ultrapassámos,
cruzávamos os sentidos,
sempre opostos.
Ou também nos sentámos,
agora que penso,
[provável] talvez o mesmo
mesmo que por motivos distintos.

Permitia a falta de intenção
a honestidade que a intenção exige
mas que intencionalmente ninguém pratica.
Rio-me da ironia
de a nada se dar tudo;
de só o nada nos conhecer.

Existisse algo mais então,
que teríamos hoje para escrever?


quarta-feira, março 07, 2012

I - o mote

O ás vezes precede qualquer estado
que seja humano por natureza, ou acção
que só nunca se faz por moral
ou medo artificialmente imposto.
Outros há instintivos; finge o animal
como o homem mata [outro: mente], p'ra não morrer
ou tentar, querendo ou não, dar vida.

II "outros que me tomem (...) mais que a besta sadia"

Não escondo, omito e sou parvo
ao ponto de dizer que o faço
a quem não minto.

III - O mestre escreveu a lição que não explicou ao pupilo, o último cita um livro que o primeiro não escreveu

Quem se aproximava da arca
morria de acordo com os textos;
Do que lá estava só 10 se sabiam.
Uns nazis tentara usá-la em vão
como os antigos previam.

É tudo uma questão de idade
de não viver à letra o escrito;
nada fui dito para além da lição
e poucas duram mais que uma vida.

segunda-feira, março 05, 2012

(sem título)

De nada me serve empilhar ou dispôr lado a lado fragmentos de algo que imagino não existir mas que creio poder criar. As coisas são como são; desde há muito que não dormia a sesta necessária ao ordenar de momentos e que, dada a ordem, implica uma maior consciência de tudo.

Ando triste faz já algum tempo. Tenho a certeza que há mais de dois ou três anos me preenche este sentimento em quase tudo o que me rodeia; não como antes na minha fase ainda mais pueril, essa tristeza baseava-se na insuficiência de não cumprir com aquilo que era esperado de mim, tanto do meu como do patamar de outros. O que me consome neste período de tempo é o fracasso e a descoberta que pouco ou muito pouco depende inteiramente de nós. Entre os dois períodos o factor determinante da mudança passou por eu ter agido em função de algo em que eu acreditava, não o que me era ditado, tanto pelo mundo como por aqueles que me criaram.

O passado era fácil de cumprir. Nada me importava mas tinha o brio, o respeito e a capacidade suficiente para alcançar todas as metas que nunca, insisto no facto de me terem sido impostas, escolhi transpôr. Tudo me surgia de uma forma tão simples e natural como a chuva contraditória ao último boletim meteorológico.

Hoje pergunto-me o que fiz por mim? O que construí para além de um armário do IKEA? Sou um cobarde com medo de fazer a minha mãe chorar e de lidar com mais um erro que nunca ninguém me disse que eu poderia algum dia cometer. Não escrevo sem pedir aprovação, não pinto sem alguém opinar primeiro e, só para ter uma justificação para a falta de qualquer elemento ou falha de construção, crio de rasgo, não corrijo e evito a criação sóbria para puerilmente diluír e limitar a capacidade e consequentemente a crítica. Nem eu me conheço e apesar do meu tempo ser raramente dedicado a mim quem o tem não tem a mínima ideia do que sou; confundem os pequenos gestos de carinho que eu dou, só porque espero e preciso de os receber de volta, com algo que se calhar nem uma vez dei. Não fui ensinado a querer ou a gostar de algo que de mim partisse e quem assim me formatou vê-me à imagem de um ídolo qualquer que, apesar de não existir, até lhes dita como eu estou de acordo com o grau do meu afastamento ou encaixe - até se me calço de uma maneira distinta parece que o mundo se lhes acaba. Começasse o meu.

A última frase não me sai da cabeça. Consciente de que tudo o que acreditei partir da minha vontade ter desmoronado assola-me ainda mais o medo de agir e de ser eu próprio. Era tudo mais fácil quando vivia em função do que devia, o erro não importava, o fracasso não podia existir quando a importância é limitada, faz-se; e fazendo por fazer o que surge é o que surge e não se julga. Errei desde a primeira vez que fui contra o que eu acreditava por não querer acreditar que aquilo em que acreditei era uma pequena ilusão que somente ganhava forma em pequenas alturas por entre os dias em que só ilusão era. Errei quando me deixei levar por uma preocupação parva e um excesso de educação e príncipios que só se traduziu no anular das minhas vontades. Errei quando disse que não a quem queria na merda de uma travessa da bica por que outra precisava de mim, e o erro ganhou forma 1 hora depois. errei, errei, errei...

E agora que penso nesta merda toda sinto-me mais aliviado. Parece que sou mais eu eu próprio, sinto-me como quando eu me dei mesmo que para o canto errado. Cresci talvez um pouco.

domingo, março 04, 2012

A triste ou alegre conclusão no eu. no ego que cêntrico só é na conversa.

Acho que até à principal nunca lutei, no sentido básico de me ter esforçado, por nenhuma mulher. Tudo se resumia a uma consciência esforçada ou óbvia do seu interesse ou numa bebedeira que, promovendo uma uma noite, permitiria muitas outras independentemente do interesse e quase sempre por limitação judaico-betinha-cristã. Depois dela só mais uma surgiu na falta do espirituoso carácter incosequente.

Disse-me a senhora que me vê colorido e para além do espaço e do tempo que fosse com sincero, com a última, só tinha sido com a outra. De nada me serviu. Creio que nunca fui atrás do meu ego, ele limita-me, nem sequer tem força para expôr sem consentimento ou tolerância de outrém o que sente mesmo que tenha bebido 3 cariocas de limão.

Nunca tive ou fiz o que quis para além do primeiro acto.

un otro.

Quando são para ti não
preciso de os endereçar
tal como as cedências,
aquelas a que te acostumaste,
nunca foram justificas.
Mas o tempo passa lentamente
mesmo que cada vez mais rápido
até ao instantâneo dormir,
sempre mais pesado que antes
mesmo que o sangue só esteja em nós.

Tenho saudades do teu riso
o sincero que a Vozone
ainda ontem disse que viu
justificava o que tínhamos
dizia ela, a primeira que soube de nós
"sempre vos defendi, sempre"
erao bom que vinhaem defesa
sempre era ele que se impunha.

Cresci ao ponto de partir
da casa a que de modo particular
particularmente excessivo
insisto no excesso,me
acolhia entre horas de farda.
Corrijo tu é que te foste.
Depois de ter expulsado
mas insisto na saudade
na saudade do teu sorriso
agora que te contentas com menos
só para te sentires segura
longe da casa que te fez
ummonstro triste de carapaça
a que vive numa farsa
que por gosto deu forma
a estes meus membros tristes
aqueles que viste tantasvezes
em volta nunca por ataque
mas só para darem o que queriam
receber mesmo que lhes desses contrário.
e dou menos do que alguma vez
tiveste a qualquer hora do dia
Contentam-se querem mais são
felizes enquanto os teêm,
mas não veêm as [] que tinha
a vontade de voltar a uma casa
por maisque seja feliz que a que
fizemos nós dois tão estúpida.

O que é que fizemos de errado?
Não são quecas que me fodem
não é ver-te noutro lado
é a falta de verdade porra
São as pernas que exigem
a mesma dança que os braços
um cheiro que é o mesmo
o medo de não servir,
a vontade de fazer mais
a infantilidade de querer
dar um murtal do ferro
mais alto do parque infantil.

Já voltei a tantos sítios nossos
obrigado pela lógica de desfazer
o aparente pouco que construímos
e de que me serve? e a elas?
que me sabe a []
a merda da açorda que por ti
só por ti não por elas
a santíssima trindade que te assusta
comi até ao final e repeti.
Merda, porra merda puta de vida
Tinha mais lógica,
mais de história,
esta merda puta de vida
quando lógica não havia
Simplesmente.

Os anjos, agora que o demónio se foi, esses são os que mais importam

I - O começo

Creio que seim pensarem muito
sobre o assunto em questão,
acredtaram, falhando no motivo,
que aquela pequena televisão,
ITT de nome e comando memorável
me iria acalmar o sono.

Era na SIC que dava
a mítica salada de frutas
Que mulheres ceramente não indigenas
usavam para cobrias as maminhas
que eu vuia sem qualquer saturação.
Explica agora a minha
irmã ao seu irmão mais velho
queeu o fazia para não dar
estupidamente nas vistas.
O meu pai nunca foi conservador
simplesmente era um sedutor
e o caminho onanista é egoísta.
"egoísta tu não sejas tu não sejas!!!
assim não deves mesmo ser meu filho"

Nunca me apanhou mas também,
não terminou em certo o resultado,
Também falhou na futurologia,
(talvez por isso eu seja consultor)
creio que nunca fui egoista
tornei-me foi num grande
grandessíssimo egocênctrico
habituado que estava ater
a culpa
por mais idiota que fosse
de quase
senão
mesmo tudo.

II

Quando talvez por erro ou não
passou p'las 10 filmes da playboy
um dos quais mostrava uma verruga
partilhada p'los habitantes
de um condado percebi
que foder era assim
muito pouco complicado.

Tinham todos no rabo
A marca do conde.
"Sê alguém que onde
és tu que dizes ser o teu buraco"

III

A internet trouxe ao compasso
da largura de banda mais emoções
Tudo começou com más canções
Tudo acabou com loiras
muito muito boazonas
A levar violentamente no rabo

IV - A escolha

Primeiro foram as loiras
Depois as mais românticas
depois as que a peida
sempre tinham preenchida
depois por viver a vida
clickarmos até a nhanha
surgir.
por uma ou mais que se estão
realmente e por contracção
tão bem a se vir.

quinta-feira, março 01, 2012

no móvel ontem.

N me f@lh@ndo @s cont@s,
Hoje j@ poderi@ ter tido
Um filho ou um@ filh@
Num berco vigi@do
Por um@ divind@de.

I'm@gino como seri@
Ou @m cd um deles
Que teri@m de cd um
De nos rep@rtidos,
M@s plenos no bom
Excessiv@mente d@do.

So um nome er@ certo,
o que deveri@ ter sido
teu.