Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

No aeroplaine de Lisboa a Madrid, tentou este rapaz, entre sessões de trabalho contínuo, escrever coisas felizes

I

Memorizo por interesse
comum, as palavras de outro.
Por provocação que é
somente
vontade.

Tento não me esquecer
de palavras, a cadência,
por não ser minha
desconheço.
O referencial é novo.

Recomeço,
e estupor
não estranho o esforço

II

Movias-te entre conversas
do passado mais frio
que o futuro do regresso
a casa.

Sorrias, lembro-me eu
como há uns dias
voltaste por trocas
a sorrir.

III

Falta-me o hábito que permite
escrever textos, poemas, aparentemente
doces, dar ao mundo, ou só a ti,
o que por entre os dias, ainda poucos,
me dás. Noto, pelo menos, que pontuo.
Não sei o que isso quer dizer, mas
que importa? O propósito de tudo, esse
era outro. pelo menos o que escrevo
agora
é legível.

IV

Lentamente
foi lentamente
que surgiu. sem pressas;
a idade tem essa coisa
nalgumas pessoas.

Larga gestos infantis
lentamente
só lentamente
permitidos, com medo;
a vida tem essa coisa
nem tudo foi bom.

______________

mas sorri, sorri mais pequena,
do que quando pequena se fez.
Não alça a perna, não vês
a menina a querer ser grande.
Dá-me mais um sorriso pueril.
Afasta os olhos de mim com medo.
Deitemo-nos cedo, acorde-nos
o mimo, não o alarme ensurdecedor.
Esqueçamos o que dói o que fomos
pensemos no que nos fizeram esquecer.
e depois lentamente
só lentamente façamos o mesmo tudo
com a certeza que é bom o a que nos demos.

V

Se algum dia viajarmos
promete-me, por favor,
que não vamos discutir
se o leite ficou dentro
ou fora do frigorífico,
antes ou depois de chegarmos
ao destino.

Promete-me, por favor,
que uma surpresa meteorológica
não nos vai fazer descompor
um ao outro por escolha
errada de guarda roupa.

Promete-me por favor
que sorriremos, a não ser,
claro, por notícia triste,
ou que a viagem seja de luto.

Promete-me só, somente,
que saindo, é p'ra melhor.

____________________

[Se algum dia viajarmos
promete que é p'ra melhor]


sexta-feira, janeiro 25, 2013

Caiam sober to os livros
Que a estante parecia
Nao suportar, por regras
Nao gravitacionais
So minhas.

A abramovic, ou lá
Como se escreve
Era demasiado obvia
E os discos tinham um peso
De um passado presente.

Personagem
Esta em personagem
Lembra-me um título
Um mais do que outro.
Por menos que tenha sido
Lido bem com emoções
Sou melhor quando as tenho.

Nao caiam
Imagino que caiem
Nao por regras gravitacionais
Mas minhas
As mesmas que aproximam
Objectos. So planetas
Se sujeitam a regras
As mesmas que nos restringem.
Fingem que se podem explicar.

domingo, janeiro 13, 2013

O whisky ainda existe
Por menos que seja face
O copo de um shot que já foi
Ou foi [info], e vai.

Nao dura mais um sip
Um sip
Um Sip,
Dos que dura
Tanto como o plástico
Do meu
Cartão
Toda a noite ela espera
Espera que eu diga o que outro disse
Aquelas promessas vãs que asseguram
Nao mais que um futuro
Que sem coisas como esta nao existem.

Todos temos pequenos castelos
De areia colados a cuspo
Temos quase a certeza que tudo.
Seria melhor se fosse nosso

segunda-feira, dezembro 31, 2012

Ensinaste-me a dançar de novo
Que o kafka era um cão que o alcatrão
Era a ravina de um phyton que caia
Que o mijo serve para mais que as frieiras.

Subentende-se o resto, mais difícil
De entender por estar em mim.
Nunca me expus sem ser obrigado
Duvido que o faria. Até os olhares
Cada um deles exigiam que o chão
Somente aquele chao
o que foi queimado antes
Me encarasse por entre todos
Todos os que me olhavam.

As mascaras que temos, de que servem?
Para além de confirmar o nosso gosto
De nos obrigarem a ponderar os gestos.
Todos aqueles que concretizam
Deado o mais estúpido ao melhor de nos.

Abanava violentamente a cabeça
Subtilmente coordenada
Sujeita ao movimento do resto do seu corpo.
Leve por consciência tornado pesado.

O peso nao interessa tanto no momento
A velocidade é que é exponencial
Leve mas rapidamente imposta
A história aparenta ter outro peso.

Com desconhecidos nao tenho medo
Partilho assumindo que ali nao volto.


sexta-feira, dezembro 28, 2012

Só quem sabe magoar-me me toca.

Agora pergunta o autor para onde vou

O copo já se esvaziou
Estou num canto sozinho
Se tivesse um instrumento
De que me serviria?
A minha poesia nao pede
Nunca pediu
Complementos.
Tenho tanto para dizer
Alguém há que me ouça?

Que merda de começo
Nem a alusão ao álcool
Nem isso nao é triste
Existe alguém que eu sei
Tem de haver. Neste canto nao
Eu nao encontro

Es um monstro ó
Fogo já estou farto de tudo
Eu luto e pago mais um copo.

Se quiser fumar eu fumo
Se quiser beber eu bebo
Eu pago tudo o que consumo
Com o suor do meu emprego.

Ate o zeca me vem á cabeça
O do pagode o outro é comuna
Vermelho das utopias parvas
Maioritariamente alentejanas.

Acho é que vou para outro lado
Estou cansado do que já vi.
A russa tesuda saiu
A mesa que importava
A única desfez-se
Tentar nao ser eu próprio
É tao meu quanto assumir
Que, independentemente da hora,
A que saio é cedo que volto.

E vou-me perdendo
De lento modo
De vontade estrangulada
Pela minha indecisão.
Nao volto deparo-me
Com as portas fechadas
E só a minha porta abrir.

Para onde vou a seguir?
Nem me pergunto
Aceno os euros
Debito um destino
lamento a escolha
E aceno-os de novo.

És ca um tonto
Tens é guito.

quinta-feira, dezembro 27, 2012

Arrepia-me, por gostar e associar a esta cidade, tal como o cheiro a mijo na calcada que também lhe é própria, o som dos estendais a serem puxados carregados ou descarregados. É so dela, de mais nenhum outro lugar.

segunda-feira, novembro 26, 2012

o corpo do cláudio fico envolvido pela cinza do que alegoricamente representava um dia que se foi queimado.

Todos eles fumavam crack no intendente.
dizia o cláudio. Apesar das diferentes nacionalidades
dos locais onde viviam e das responsabilidades assumidas.
Todos fumavam crack no intendente.

O corpo carregava os restos cinzentos do que
cobriu antes de descontos o piso de betão armado.
Ele falava com duas vozes, uma só do momentos
o que ouvíamos vinha de um outro dia talvez melhor.

Hiroshima! meu amor
que mais que uma bomba
que o seu resultado
que a carnificina
que uma merda de poema
gasto por linhas mal lidas
quem mais que hiroshima temos?

Ele pedia que se escrevesse um poema
um que morresse. que vivesse.
que tudo tivesse (guita) ou nada
que com isso não se importasse
um poema que se transformasse
em nada.

Nenhum poema não tem peso.
todas as palavras carregam um dia.
vindo de mim usualmente mau.
é ainda maior o peso
porque perco tempo enquanto penso
em coisas que por serem reais não fazem
sentido nenhum.

Não consigo escrever sobre a cabeça da Joana
como o meu homónimo que a queria abrir
e que aos olhos dela, que se arrastava por orgasmos,
no seu ponto de vista, implicava mais poesia que a minha;
não sou um poeta aos olhos de quem me leu
nunca fiz nada de interesse literário.
Deveria focar-me no meu trabalho gráfico.
deveria fazer mais pinturinhas.

Pó caralho recomendações parvas
o corpo carrega os restos cinzentos de um dia.

sábado, novembro 24, 2012

Fome - estudo para IV pinturas contemporâneas na génese e senhoras, por enquanto, da mesma parede.

I

Escorrega-te por entre os dedos a areia
do deserto que te alimenta. ou que pensas
que te dá mais que uma insolação ou frio.
O vazio promove os extremos
e reduz a distância entre eles.

II

escorrega-te por entre os dedos ainda.
sustens-te como podes enquanto tenta
outro por saciar levar-te a perna.
Nada há em teu redor para além do que tentas
em vão ingerir. resultado triste de uma erosão de vidas
formas antigas que só podem ser imaginadas.
Resto de impérios que caíram até chegar ao teu
ao nosso, sendo nós os poucos que restam.

Busca a criança a teta, come-lhe a mãe o braço
a troca nunca foi tão óbvia e marcante
aos olhos de quem observa.

Lentamente a perna começa a doer-te
e a areia que vertes é cada vez mais
por mais que não se note por estar entre ela.

Não sabes que horas são. A luz não importa
o que dita tudo é a temperatura.
O nada muda de súbito
um extremo que se faz o seu oposto.
Já não há monstros para além de nós.
nós os poucos que restam.

A única que poderia sonhar
já só tem um braço para fazer castelos.

quarta-feira, novembro 21, 2012

estou cansado de mais para escrever
so digo que me apetecia.
so escrevo  o que posso
tudo o resto soar-me-ia inferior.

sexta-feira, novembro 16, 2012

epitafio de uma pintura que o poeta quase concluiu

tenho o corpo pesado como a matilde
me assume que preciso antes de criar.
Dá mais peso ao movimento e sente-se
mais por custar que o sentido.

Os dedos estão sujos de um afecto
a um papel que do negro ganhou cor.
E o resto, por rimar com não presto,
se mais disser é por favor.
mas também a estas horas
de final não de começo de dia
de que nos serve a educação?
Vão mas é pó caralho
voces que acordam para o trabalho
cada um que me lembra o que sou.

amanhã não vou. e basta isso.
não preciso de citar a betânia
de enaltecer a minha sobriedade
não depois mas durante a performance.
Será que isso faz de mim um ser superior?
será que não sinto o que com superior rima?
será que sou melhor por me lembrar
por saber de côr o que outros esquecem?
isso nada tem de cardíaco amigo
quem sabe o étimo não emprega em vão.
Quero é sentir o que eles sentiram
perceber a semântica que do ébrio provém
reviver a loucura que não foi violenta
por mais que me tivesse feito sentir.

É tão tarde, e é tarde demais para assumir
o que ela me disse como verdadeiro.
Estou cansado, exausto e até isto
apesar do meu estado é mais forte
mais meu. sem sequer assumir uma ressaca.

Já passa
já passa dioguinho
vamos para o quentinho
vou-te dar colinho
vais voltar a pequenito.

o que faz sentido faz independentemente do sotaque
ito ou inho ou o caralho que o foda. Somos pessoas
sentimos o mesmo desde que herberto não preceda o hélder
desde que as palavras sirvam para construir mais que outro problema.

Estou cansado, exausto e mais não consigo
por mais que mais que seja o que quero
sem qualquer outro estímulo externo
que este copo de leite que sorvo de um modo porco
(não sabia juntá-lo com mente)
e agora ó gente
é tempo de dormir.

II

Lentamente regresso do sono para afirmar com certeza:

o português só é sério quando não trabalha;

se alguém ao teu lado estiver que seja alguém te faça viver.

e o resto são ditados ainda mais parvos, e parvo em latim era pequeno.

sábado, novembro 10, 2012

Ja não tenho medo de ser eu ate escrevo nomes nos poemas e os problemas antecedo sempre de um pronome.
Assume o amor, por ódio, formas que o anulam, apesar de o ódio o comprovar por eliminar a partida a indiferença que é a principal razão do seu fim. Nao se confunda, nunca, perdão com indiferença pois ele é a maior prova de que o amor existe.

Evitemos mal entendidos. Apesar de opostos a calma e a obsessão justifica o mesmo; os graus é que nao sao os mesmos, dai é que surgem as formas de amar contraditórias ao sentimento amoroso base.com a perdão aceitam-se actos impensáveis, o ciúme anulla-se por nao ir para além de um corpo e da felicidade individual, algo que o ódio nao consegue, nem sequer permite. Reside o problema na aceitação do artificial como natural, a imposição moral, independentemente do credo, suplanta o que de mais selvagem temos. Amar, no grau mais alto, nunca implicará posse mesmo que assuma entrega, mesmo que no seu grau mais baixo a exija. Respeito é a única condição necessária, a mesma que garante a honestidade, aquela que que nos faz de facto conhecer alguém, que nos faz de facto saber o que esperar, sem sequer ter em conta elementos que possam Aer. Negativos.

Quem ama perdoando aceita. Odiando impõe mudança. O primeiro mantém o objecto do amor, o outro por medo tolda o amado ao ponto de possibilitar o seu desaparecimento. Assume o amor, por ódio, formas que o anulam, apesar de o ódio o comprovar por eliminar a partida a indiferença que é a principal razão do seu fim. Dizem o mesmo duram e tempos distintos.

quinta-feira, novembro 08, 2012

nao sei quem me lê
mas que importa?
a história
só por quem me adora
será contada
o resto, a merda a escória
são contos de fantasma.

II

A Matilde diz
que só crio
bem
quando estou esgotado
quando caio para o lado
quando deixo de ser eu.

A matilde sabe mais que eu
o que eu sou
e isso assusta
A matilde
muda
como eu
por estar exausta.

Fica inspirada
diz oque sente
não teme
não diz que brinca
não diz o que irrita
a pessoa que sou eu.

E eu
e eu e outra vez eu.
o cabrao do eocentrico
o rapaz que só nele pensa
o que inventa
desculpas para dizer o seu nome.

Vai para longe
foge
como quem pode
como quem a tilda
a supracitada
diz que és.

III

A fé é um produto da vida
tal como a fome é necessária.
O resto são invenções
Não há mais arte que na comida.

o beethoven escreveu-lhe uma carta.
no tempo dele ela era outra.
e o beethoven não parecia uma traveca
e as travecas não tinham o youtube,
para dizerem o que não tinham tomates
para dizer cara-a-cara ou mal cantado.

Foste-te como o vento de uma índia
levada por um maremoto
por uma monção ou lá como se chama
aqui não há disso. aqui só há frio.
o mesmo a que me acostumaste.

Ela dançava com tipos parecidos comigo
pela altura, depois de me procurar.
A outra não deixou que me tocasse
não o meu par que sabia quem ela
era por recorrência de referências.

Gostava de ter dançado o slow contigo
que sentisses a leveza que consigo
mesmo que sem ti ter com contratempo
aquele que por formação te é próprio.

Já não te peço desculpa.
Peço-te que a vejas.
O que sou é o que te respeita
e que aquilo que eu seja
seja sempre o que querias que eu fosse.
(por mais longe que me saibas)
hoje brindaram tres vezes
tres vezes brindaram hoje
para um monsto que longe
sinto hoje que eu já fui.

Nunca mais ame quem me destrua
quem jogue como quem ossua
enquanto sabe que nao pode.
E chorei como quem pode
e quis mais do que pude.
e por mais que quisesse
por mais que temesse
assumi o erro que so foi meu
com ela, a que estava ao meu lado
a que sem precisar percebeu.

A francesa, a lydie, procurava um par
acho que olhou para mim por instantes
acho que me provocou até ao ultimo momento.
Gostava de ter dançado com ela
de lhe ter dado o passo que so a outra dei
(antes dela por certo;
ou durante se quisermos ser sinceros)
mas nem de isso fui capaz.

Somos miseraveis.
nos nossos cantos perdemos a noçao do tempo
tal como o titio hh nos recomenda.
Pomos mas caras de bisonte quando queremos
ser doces ou uma outra coisa qualquer dócil.
Pomos mascaras de veado quando cornos
nao queremos ser. De rinoceronte
depois de uma rinoplastia. De enguia
quando somos facei tão faceis de apanhar.

Os actores que se fodam. Quem aacha que sente mais por ler
quem leva a letra o tolstoi que a mtilde me ensinou ser cómico.
E toda a restante merda que o joao miguel me mostrou imatura.
Quantas pessoas me marcaram por serem?
Quantos me deram por darem com partilha?
são todos da mesma matilha bacoca e irrisória!
Rio-me agora com as cartas para a elise.
Para o sofrimento que chama os bacocos como já fui.
O idiota que tremia com cada grito dela.

Não interessa o que dizes
nao posso ficar todo o ontem
Tooda a maneira é insuficiente
e tudo o mais que isto não é huma


Não interessa o que fazes
nao posso ficar dentro de ti
os teus olhos não dizem o que queres
há sempre algo mais escondido.

e tudo o resto é merda. mas quem sabe de poesia para alé dos poetas
quem escreve as linhas que são mais do que deles?
o Mestre já se foi há tanto e só quem vê o que não queres
é que sabe onde é que ele reside meu amor.

Porque rima o que me és com o que me incomoda.
ainda toca a estúpida da tua canção.
"nunca dancei um slow", dizia a outra
tão calma tão bonita ao lado de duas palitas
uma que me dá tusa uma que pôde ser minha
a mesma que por ti deixei. a unica que lamento
coisa que tem pernas e nome, que me faz
pedir as desculpas que nunca assumi.
"fala muito de ti" disse a matilde com a verdade
a que por não me ser própria me magoa.

Não fui educado para ti. para isto. para o que tivemos.
Tu sabias tão melhor que eu porra
e eu nunca te ouvi quando me anulava
quando me vias tornar cinzento
quando o verde, não o de nojo, esmorecia.

A música acabou. foram-se as palavras de quem não viveu
de quem te inspira para além dos livros.
"somos de água a música afecta-nos
a água é mlehro condutora do som"
dizia o pintor polaco que sabia mais do que
quem amo claro o que me inspira
são polacos caralho, mal se não soubesse.

Vou põr em repeat e adormecer
quando roncamos tudo perde
por mais que faça antes
o sentido que nos incomoda.
Agora durmo como quem chora.
porque posso não sonho..



domingo, novembro 04, 2012

Não sei o número mas também não tinha papel - SW - Interlúdio I - MF

A ânsia antiga perdera-se
com a distância do que agora
importava mais.

Estava longe e ela estava perto
não se prometera nada
o próximo dia era incerto
p'la certeza de um bolso vazio
uma qualquer falta de vontade
ou a impossibilidade
de trabalhar fora da oficina.

....



I - o mote

O ás vezes precede qualquer estado
que seja humano por natureza, ou acção
que só nunca se faz por moral
ou medo artificialmente imposto.
Outros há instintivos; finge o animal
como o homem mata [outro: mente], p'ra não morrer
ou tentar, querendo ou não, dar vida.

II "outros que me tomem (...) mais que a besta sadia"

Não escondo, omito e sou parvo
ao ponto de dizer que o faço
a quem não minto.

III - O mestre escreveu a lição que não explico ao pupilo, o último cita um livro que o primeiro não escreveu


Como o pescador de atum
Sabe o que a corrente lhe traz
Pelo teu rosto triste evitei-te
A casa já gastou demais.

Hadji orchestra dodo

O titulo nao interessa para nada quando o que lhe segue o anula. O começo é um detalhe, face o caminho que se percorre.

Anulava-se constantemente nos seus vícios parvos, parvos mesmo da infantilidade que a idade e a criação justificam. Preocupo-me, para além do que sinto ou sentia, e o consentimento deste estado perante algo que nao podemos tocar para, como deus com o Barro, moldar só me destruía lentamente com cada bater nao ritmado de um coração pelo medo. Quero-a bem, quero-lhe o melhor mesmo que isso nao me inclua e dificulte a consciência de tudo o que se passa ou se venha a passar; quero-me bem também, depois de se ir, deixa de ser um fardo, vou eu de seguida e sigo talvez até que, mesmo que de súbito seja, um dia passe a preocupar-me só comigo.
A vida é um jogo de dados, de tempos aleatórios que, por cada decisão, temos ou assumimos.

Chega de esperas inúteis
Imobilidades justificadas
Pla falta de empurrões.
Passou mais um dia dos dias
Que passados pouco deixaram
Que só subtraiem ao quase nada
Ao tudo o que Ainda havia.

Estou num decimo terceiro piso
Vejo terra que só para outros valorizei.
Sorvo o chá pelo isolamento
A educação sempre foi social.

quarta-feira, outubro 24, 2012

de cada vez que em ti penso,
porque não te falo, estremeço
muito mais que sorrir.
Imagino uma banda sonora
nunca só minha nossa
apetece-me dançar
contigo não outra vítima
da minha necessidade
parece que esta cidade
não pariou
outra com o meu ritmo.

terça-feira, outubro 23, 2012

Para ti a.m.

Ja não te consigo desenhar
Por mais que ventura me enoje
E por mais que aurora me ponha saudoso.
Fomo-nos tão devagar quanto Ulisses
O cabrão que nao queria voltar a casa
O mesmo que deu o nome a Lisboa.

Nunca quis que me lesses.
Que sentisses nos meus versos a a a a dor
A que detestas todos os dias sente.
Queria-te como hoje bem.
Desprovida de rimas bacocas
De gente maior que eu mas mais imberbe
A que tem a segurança dada pelo estatuto
A mesma que te fodeu antes de mim.

Caga para os livros que nada te dão
Quem escreve tem mais tempo do que lê
E nao perguntes porque. Ouve as palavras.
Ou vê o que é teu.

Este o outro e o ultimo antes deste
Pelo menos, te digo eu certo como odeias
Por mais que certo eu esteja
Diante ou por debaixo de ti.

Mas nao te desenho. Nao conheço o teu rosto.
Aquele que me davas sem saber
"Cantado, o iPhone nao permite tipos,"

Que não Sejas como foste para mim
Que sejas como eu nao quis
Como eras quando me olhaste
Como eras quando me deixaste"

E ate esta metade de mim e melhor
Que o dobro de todo o antes e depois
E mais nao digo porque nao sou de pau
Nem quero ser porque o pau arde
Desde que te foste que tenho frio.


quinta-feira, outubro 18, 2012

Se falasse na tabela passaria do 2 periodicamente.

ao titio hh. já li um hei-de ler mais. Hoje falei-te não sei quando ofarei de novo.

Falemos de casas. não de paredes.
o elemento comum não cria a diferença
por mais que  cor varie ou a altura.
Falemos de mossas, as que criámos
as cicatrizes que vão para além de nós,
os copos que arremessámos assustados
quando as palavras deixaram de servir.

Falemos do medo, das trincheiras que escavámos,
das palavras que soltas deixaram de se sentir.
Da necessidade constante da fuga
não do outro mas sempre do que fomos
do menos com menos não dar neste caso mais.
Paremos por um instante nesta ideia.
Prolongue-mo-la por anos, digamos que 3.
Assumamos, os dois, que o tempo só amadurece
que torna a maldade obsessiva.
E esqueçamos a poesia que nos seguiu
merda sem cheiro porque não se sente.
e pensemos por instantes no que temos.

Hoje sorrimos, falámos, perguntámos
pedimos as desculpas que o interesse assume
fomos mais do início do que do fim.
punhas caralhos nas mesmas frases de outrora
agora sem precisares do alcool que vertíamos.
Eras o que me olhou e olhei de volta
o que o medo, o há pouco referido, anulou.
Passava o chapeu de chuva pelos dedos amplos
moldados pelo que te sucedeu e que deixaram cair
um gesto tremido, necessário. o cigarro
não tinha espaço com a meteorologia.

Continua como eu ensinei a trepar as paredes
as portas sem medo, com a idade, sem mim.
continua tudo por mais que tivesse acabado.
As paredes são as mesmas mesmo que descobertas
abertas pelo tempo que passou e que as sujou.
A rima existe por mais que seja evitada
o ritmo não é indiferente ao tom
e os dedos mesmo que pisados batem o mesmo
o medo sempre foi a razão de tudo.

Antecipávamos conclusões precipitadas
Atrámos pedras a possíveis pecadores
Simulámos discussões sem nexo
Testámos a estrutra face sismos inexistentes.
E seguimos lentamente o nosso caminho
enquanto pudemos de mãos dadas
as mesmas que apertámos com veemência,
por demência cada vez mais forte.
Os limites foram sempre expadidos
queriamos ter a certeza do que já existia
a refutação é sempre o mais fácil argumentário
qual paradigma qual kuhn ó caralho
(até já te cito sem o querer ou pensar).

Falemos de tudo, falemos de nada,
de nós da gata de um dia que deixou de haver,
como hoje depois de tudo, como no início.
Sem os tabus que pelo meio inibem.
Falemos.
porque um dia havemos de nos ver.

domingo, setembro 30, 2012

A história rescreve-se?

Do Rivera eu tenho o nome
Um pouco mais fechado
Pela amplitude da nossa língua
E os sons tristes das suas vogais.
Da frida tinhas a sobrancelha
É escusado usar o plural
Que assentava tão melhor
No teu rosto infantil,
E limitava expressivamente
O olhar ingénuo que das ao mundo.

A diferença entre nos também existia
Subtraída de décadas que nem chegam a haver.
Talvez importe mais a vida, o vivido
Fosse outro e talvez não te tivesse medo.

Não corro como antes, não tenho pressa.
Tudo o que tive estava partido
Por amor colei os dedos com super cola
Muito mais que 3 vezes.
Cacos havia que me alegravam
Tantos outros só me fizeram chorar.
Tudo o que tive estava partido
Partido estava e não por mim.
Tenho medo de te partir
Que cambaleando te encontre
E que de encontrão caias
Que cambaleando tente e nao te agarre
Que por descuido, falta de pratica
Por entre os meus dedos toques o chão.

Estou farto de tristezas provocadas
De monstros com ar delicado
De gente por dentro pelo de fora consumida.
Sao tão más as pessoas e a maldade pega-se.
Peço a deus por cobardia que nao fique uma besta
A fé existe da cobardia se alimenta.
E eu cobarde tenho medo de ti,
Nao do que me possas fazer
Cacos, insisto nos cacos, foi o que tive
Mas do que te podes tornar se me colar a ti.

E entretanto perco-me o medo fode a lógica
A mariquice destrói o bom.

Dele tinha o nome
Dela tinhas o pelo
Dela tinhas o meu amor.

sexta-feira, setembro 28, 2012

3 e 40, sambas a tocar de um tipo que era mais feio que muitos e que, aos 26, morreu mais novo que muitos mais.

Não se conhece ninguém poucas horas antes da aurora. No limite só nos deixamos de conhecer, cada vez mais quanto menos falta para ela chegar. A noite fora do nosso existe para a perdição, para evitar um quarto  isolado, uma casa que não abriga ou ismplesmente um fantasma que só existe enquanto a memória ainda funciona. As paredes ou a morada não importam, por mais mudança que se faça, o que faz a casa está em nós e não num catálogo do ikea ou em telas compradas em praias no golfo do México ou no Brasil.

Estou só, acho que pela primeira vez desde há anos estou só. Não tenho ninguém a quem ligar, não me apetece ligar a ninguém, e nem o único número que sei de côr depois dos meus 20 serve para outra coisa que ocupar espaço na minha memória, ou um susto por marcação reflectiva. Mas esse número tem história, tem um café com leite sorvido lentamente para não queimar, tem um acordar a tempo de apanhar um avião, e é do tempo em que, apesar do muito peso, ainda me conseguia levantar.

Estou sóbrio, acho que pela primeira vez desde há anos estou sóbrio a estas horas e neste estado civil. Tenho diversas garrafas para beber, não me apetece nenhuma. Não me apetece sair para beber de uma que eu não tenha. Estou só. Finalmente estou só. Talvez volte a sorver um café como no outro parágrafo sorvi, um dia.

II

Do meu estado estranho a ausência de medo, a vontade criativa, o nojo crescente por atitudes, excessos e faltas passados e  consciência de um desconhecimento geral do que sou - sensação essa promovida por um total alheamento das minhas vontades e valores, sempre receei o que sou por mais que o desculpe com as atitudes dos meus progenitores.

Amarram-me a um poste. Dele posso sair por aquilo que aprendi e sou. Cada flecha que me fere é ao poste que aponta,  a minha impassividade é o que de facto me fere. Cada vez menos me posso ferir o meu sangue suja o que me rodeia cada vez mais.

todas elas gostavam mas ainda não consigo ler o H.H.

De mim só carregas o cheiro nos pulsos
hoje marcados por mim como um presente
mais reles que a doença que queres curar.

terça-feira, setembro 18, 2012

Hoje a vitoria casou-se
Penso com pena que já
Me poderia ter casado também.

Sao escolhas diz-me quem sabe
Eu sei respondo eu parvamente

domingo, setembro 16, 2012

Adeus meu amor. Sao horas de partir é a música possivelmente triste que o define pelo que me faz sentir por dentro. Pela primeira vez misturo o que penso com o que sinto e disso também surge essa consequência; quando o mestre tocou ninguém dançou, quando a que por nos canta cantou ninguém chorou e a pena que nao se impõe muito para além de mina seria a mesma para cada um dos casos.

Agora acelerou um pouco, apetece-me lentamente dançar como quem expia um mal do seu corpo. Acumulei tanto, de mais, e só na memória me movo como deveria. E abre mais um pouco. E nao preciso de beber. E nao bebo.

Danço.

Já sei o que a casa gasta

Disse-me que atenderia sempre mentiu-me mais uma vez

sábado, setembro 15, 2012

Sao como as Flores secam pouco a pouco depois de colhidas
Sou um pequeno rapaz
Que bem sequer e capaz
De por os versos na vida
O mesmo que da vida faz versos

Sou lá capaz de tomar
O que t sabes que de ti quero
Porque nem sequer espero
Para já ser melhor que um deles.

quinta-feira, setembro 13, 2012

Casa da mae revisitada

Da varanda observo o mesmo mas de amarelo
Mais sujo coberto pelos dias que passam
Entre cada regresso a casa apressado
E até há bem pouco tempo envolto
Numa vergonha que por amor
Todas elas me avisaram que eu sentiria.

Eu sou o mesmo por mais velho que esteja,
Ainda me habitam os mesmos medos
Criados por entre estas paredes velhas,
Discussões conhecidas ao ponto de se preverem
E outras provas de um afecto que do passado
Diferem por já ser tolerado o vernáculo
Quecas com pluralidade de sujeitos
Mal dizer de políticos que já nao reprimem
E a vidas comentadas nao serem minimamente relevantes
- por mais capas de revistas que preencham.

Sempre me deu gosto fumar nesta varanda
A mesma de onde tantas vezes saltei
Em mim ganhando o cigarro um adjectivo queirosiano
Aquele que nesta varanda li
E que os apontamentos amarelos
Leitura Europa américa para burros
Tão bem me explicaram ao ponto
De ter seguido uma vida exemplar.

Minto, como sempre minto a mim mesmo
Diagnosticando-me a calma que ambiciono
O prazer nas pequenas coisas que faço
Saltando como um suicida recorrente
De amor- será amor- em amor, de responsabilidade
De vontade por mais pequena que seja
Anulando o eu que mal conheço
O que estas paredes sem espelho nunca reflectiram.

Começam a acender-se as luzes
Pelas mãos guiadas por uma responsabilidade
Provavelmente imposta.
Os problemas sao os mesmos independentemente do prédio
Do andar, do seu lado, e da sua dimensão.
Todos temos estômago mesmo que diferentemente o saciemos
Todos temos pila e cona por mais sádicos que sejamos.
E o estômago, a pila e a cona exigem
Responsabilidades que os permitam
E poucos têm as que defacto procuram.

Vou dormir. Já pintei um pouco
Inspirado que estou por outra
Outra fase que nunca pensei ter
Foi sempre a idade que me encantou
A inocência perdida que eu restituiria
Precisava de salvar como preciso que me salvem
Queria dar o que nao recebo e queria.
Estou cansado do que faço
É pelo que faço que me agito a dormir

quarta-feira, setembro 12, 2012

Nao faz sentido nenhum,
A inocência só me chamou
Quando já estava perdida,
Achando eu que a salvava.

sábado, setembro 08, 2012

procuro justificar excessos e a perda de uma consciência que só retorna pesada sempre que eles culminam em atitudes parvas, pequenas e ridículas. Sou tão triste como os meus gestos o provam, e a falta de vontade de chegar a um lado qualquer, uma ambição ridícula e tão curta quanto os dias ou horas que me duram os desejos ou sonhos só dão à dor mais dor e menos importância ao que eu faço.

Sou tão pequeno como alto é o meu corpo. Quantos que me elogiaram nao estarão arrependidos do que me disseram, quantos sonhos de outros de outras nao desfiz. Sou tão pequeno e assustado, inseguro de tudo o que os outros prende, medíocre na obra nos gestos nas conquistas, tudo conseguido ao acaso, apanhado na corrente de uma vida que cada vez se repete mais. Como saio daqui? Nem vontade existe.

Talvez amanhã tente de novo. Talvez. Já disse vezes demais que o faria com uma certeza que também foi gorada

quarta-feira, setembro 05, 2012

Own housecleaning (the cais do sodre one)

Sobre a casa antiga

Pingava a pega preta,
entre visitas aos lavabos
por limpar por um de nós.

Instantes havia em que 
ouvíamos, e que chamados
à razão por uma consciência
mais ecologista que outra,
a fechávamos mals servidos,
de um banho solitário.

Pingava, pingava a pega,
prta como o fado de um dia,
pingava e só às vezes
entre vezes a ouviamos,
distraídos que estávamos
do resto que só por
vezes em que se deu prestava.

Hoje pingava e eu chorava
quase tão preto como ela.
hoje o poliban seco
mais que eu seco estava.
Eu homem chorava
face a pega que pingava
preto ou não de luto
por um sovaco já enxuto
ou pentelheira a depilar.

Eu olhava, eu chorava
enquanto a pega pingava
no poliban e p'lo chão em sim.

sexta-feira, agosto 31, 2012

A casa. O país. O herói depende do cenário.

Regressei com o jet lag próprio de uma viaem demorada, e de alguém que tem mais centimetros que a média para um voo directo e a horas madrugadoras. A mente trabalhava a um ritmo diferente que a dos que me rodeariam, os meus olhos veriam o que antes não repararam e só por isso as conclusões seriam outras se não fossem completamente novas.

Tudo estava no mesmo sítio, as pessoas não mudaram, nem o espaço que preenhciam. O tabuleiro, no que diz respeito à sua disposição, não surpreendia, nem as peças que continuavam as mesmas no mesmo sítio. As regras do jogo é que tinham mudado, ou eram melhor percebidas, à luz do que eu vivera no meu exílio neo-clássico com contactos por viciar e aparentemente, ou linguisticamente, ingénuos e inocentes. Parecia-me mais óbvio a disposição de todos os elementos.

I - Ou se preferirmos outro número qualquer, o que importa é aquilo de que falamos, o título pode ser o que melhor o enuncie.

A pátria, a nossa, a de um indíviduo,
tem mais que um tempo. Na génese
impõe-se a tristeza ou alegria comum,
no presente o que conhecemos,
ou que vivemos um por um.
No futuro o que acreditamos.

Os cheiros, as cores, os prédios.
As ruas, o rio que se tem ou não,
O que a apátria é está nas mãos
da memória de um-por-um.
Talvez não mais que a língua nos una
porque até essa é usada de forma
distinta mesmo com regras comuns
partilhadas por graus distintos
do recurso correcto à gramática
à semântica e à sintaxe.

Já me cheira a Lisboa, já me dói
a barriguinha, a bexiga e a cabeça.
Lá está outro gajo que comenta
a minha forma de vestir. Um taxista
que larga caralhadas constantes
Ou outro que se acha com graça
A forma de vestir encapsulada
na necessidade de ser alguém
um doutor um senhor engenheiro
ou arquitecto ou outra coisa qualquer
que anteceda o seu primeiro nome
que mostre DESDE DE BEM LONGE
que não é um senhor qualquer
porque ser nobre vem do sangue
e os burgueses só acreditam nisso
se o santo espírito fizer parte do nome.

Idiotas. que acreditam que assim
são mais do mesmo. Comprassem
quintas como os heróis realistas
e que as esfregam na cara do senhor
de quem os seus pais foram caseiros.
Pelo menos investiam e produziam
algum ou algo mais do que hoje.
Mas não, todos eles querem é pensar,
Mostrar ao mundo que sabem mais
sendo a bitola, por causa deles, menor.

Já me cheira a Lisboa, e não a mijo.
Ainda não fui ao bairro que do alto,
parece uma latrina pública.

II - o que surgir.

domingo, agosto 26, 2012

Toca um house manhoso, daqueles que nos fazem lembrar que o verão
Por mais que as responsabilidades
Contradigam, ainda não acabou.
Reafirmam cada uma das quecas
Sem qualquer significado ritmadas
Por compassos naturalmente simples.

Os pássaros fazem-no, as abelhas
Até pulgas bem criadas e holandeses
Voadores ou não. Involuntárias
São somente as exigências
Aquelas que atípicas da estacão,
Surgem quando um dos lados nao
Ouve a mesma banda sonora que nos.

1 2 3 4
1 2 3 4
1 2 3 4
1 2 3 4

"I feel love...
I feel love..."

O ritmo é o mesmo mas tocam outra
Coisa qualquer que o bater do pé
Só muda se decidirmos pensar.
Outra, pumba, outra, pimba, viva
Ao grooveshark e outros programas
Preditivos da escala humana tanto
Ao nível de gostos, como de referências
E de outras exigências ditadas
Por leituras em voga, cosmopolitas
Ou por ibiza ou outro destino bacoco.

1 2 3 4
1
2
3 e
4

1 2 3 4

Esta parece ser melhor, ao meu lado
Acompanham-na com assobios
Palavras soltas que soam quase quase
Igual ao original do artista, mas
Paradigmaticamente helénicamente adaptadas

4

3

2

E e e e e
E 1
E 2
3
E 4

Entra um coro feminino desesperado
Diz que esta fresco, assume a postura
E dura e dura até algo aquecer, a fervura
Marca mais que a coxa de um poltro
E o pescoço é sensível a dois tipos
De apertos, respiratório e sanguíneo.

E 4

Voltamos ao inicio, e nada mudou
Só o eléctrico som que rufa
O mau gosto que percute,
Duvido que mude mais que isto.
O ritmo do verão que apesar
Da obrigação sei que nao acabou.

2

O problema de começar ferias a meio do mês
Das ferias claro
É que quase todo o buraco apaixonado
Está e preenchido.
Sou mais pequeno que as minhas pernas e, apesar de elas serem compridas, sao menores que qualquer pessoa adulta. Sou um imberbezinho. Assustado pelo quero Ao ponto de nao acreditar no que me dão e, consequentemente, em mim por mais triste que eu saiba que esta atitude seja; nunca me ensinaram a sonhar, nem me recordo dos meus sonhos, por mais agitado que a aplicação do iPhone diga que ele é. Como ao tio Bernardo seriam só pequenos, por nao serem impossíveis que me magorariam, mas nem de ser César nem de soldado raso eu sonho. Quedo-me por dar um aparente rumo à minha vida como faço com o que escrevo ou Pinto, desculpando o obtido, se for mau, ou enaltecendo-o, se for bom, pelo processo cobarde que descrevi. Nem aquelas com quem me relacio-no escapam a isto tão triste que sou, surgem e tenho-as ou nao, nunca me importando, ao contrario do que pensam quem me acusa de ser manipulador. Acabo ate por destruir o que imagino ser algo a ter no futuro, que por sorte assim se mostrou na consequência dos meus actos.

Sou mais pequeno que os meus actos, que o mu cérebro que limito a usar para comer sem gosto a destruir quando nao é para comer, a nao ser o que sou quando o posso.

Mas o que quero, o que quero afinal?

1

Dá Deus nozes a quem nao tem dentes, eu tenho mas não os uso porque nao sei que nozes quero trincar. Ou se sei tenho medo de partir os incisivos quando sao os molares que as abrem, a isto chama-se cobardia e, qual mãe romana que nao sofre, nao quero dar a mim mesmo motivos de desgosto - mater tímidus non pleurat- podia ter sido o que quisesse desde que o demonstrasse aos meus como um caminho lógico. Sempre fui bom no que fiz mas só o fiz porque era empurrado nessa direcção, nunca tive gosto em nada e ganhei o hábito nao o gosto nisso. Passados anos nao sei o quero por mais que eu possa ter; sei-me esperto, achava-me feio agora dizem que sou bonito, achava-me uma besta dizem-me que sou bom e etc. e tal. Evitava estar com o que queria, como a russa a católica e a alemã, estive com a actriz, esforçou-se mais, nao desistiu, mas depois fugiu e magoou-me vezes sem conta e voltei a ser o mesmo só que com ela tinha consumado, tinha prometido tudo e, como nao sou de mentir, nao voltei atras por mais que me dessem, outras, claramente o que eu precisava. Acreditei no amor ou noutra merda qualquer, desculpei com vícios, com taras, dom patologias e tudo junto. Nao vi com a única coisa que eu tenho de bom e acredito; abdiquei do que eu queria e agora sou ruim ao ponto de ferir o que quero. E o meu lado é só uma pequena parte de mim, por mais que arraste o resto.

2

Chega de baboseiras.

Perco-me nas coisas pequenas
Cada uma delas a que me dou
Medidas que sao por mim
Descrente desde o dia em que sou.
Apetece-te olhar para ela
Porque te escondes entre os ombros
Tão pequenos que tens
Crês que sao maiores que outros?
Vives na recorrência de um engano
Por mais que tentes nao o desculpas
Nao fales de pais é auto induzido.

Tou farto tou farto de mim
Agora que estou aqui
E nem sequer falo grego
Moderno ou clássico
Parece-me que penso
Um ao poucochinho mais.

Chego as mesmas conclusões
Mas um pouco mais aprofundadas
Caraças, tenho tempo
E já perdi bastante com merda
Com merdas, com nadas.

Já passa,
Daqui a nas dormes.

3

O álcool potência o que se sente
E nao import quanto tempo dura
Só o sóbrio elimina por consciência
O que e certo por um dia

Ou um cabrão
Mas esses nao interessam.

4

Bebo e digo
Nao bebo e nao faço
Com um bagaço
Somos dois.

4

A menina bonita desta lado do bar,
Fode mais que o irmão que nao fode
Por mais que queira ou tente bêbedo.
Bêbeda todos lhe saltam à espinha
Que maravilha ser mulher.

Do outro lado outra trabalha,
Coitada para caralho, uma questão
De vistos aparentemente
Limito-me a supõr pela nacionalidade
também fode mas pela fisionomia
Ou talveZ por outra coisa
Prefiro esta a outra
por consciência a casa limpa.

5

Já tou quase sem cigarros
Sen tabaco só escreve
Quem eu sei que nao vive
Como eu quando era bom.

O som é de partida.

7

Diz a tristeza que o mais triste é quem nao encara o que quer. Tem o catalisador da cobardia ou da impotência que só culminam em duvida ou em algo pior.

Sao tristes os que sao como eu.

8

O templo tem oito lados,
É circunscrito pelo que assegura
A mesma distancia que é um raio
O que suporta o resto também
É o mesmo em metros
O que é ninguém o sabe
Quem sane não partilha
Esperam o mestre que o diga
Como dizem as historias
Que em crianças esquecemos.

9

Mais forte que o forte
É quem o compra
Mais esperto que o esperto
É quem o contrata
O tempo passa
Só muda a montra.

10

Assume a forma se quisermos
Do profano e do sacro
Cipriano em dois estados
O caminho a que nos dermos.

11

Mais nao digo
Sem régua e esquadro.

12

Apagar o cigarro custou-me
Mais por implicar uma despedida
Do que o maço estar vazio.
Só largava bafos tão tristes
Como o que de min expurgavam
Era altura de ir
De voltar
Talvez volte com os copos
Os que me fazem dizer algo.
Os dias sao fúteis quanto as idas
Ao facebook à procura se sentido
Imposto pela vida dos outros
A que preenche o nosso sítio
Sem qualquer esforço nosso.

Podemos perder tempo e supor
Por canções partilhadas gostos
Ou com mais esforço estado de espirito.
O egoísmo elimina qualquer pergunta
Mas também quem as espera hoje?

Hoje apeteceu-me revisitar o passado
Ver o estado ou a capa dela
O pouco que achava ser-me permitido
Mas já nem a isso tenho acesso,
Nao comento, também nao poderia
Independentemente do bloqueio,
Tem uma conta relativamente protegida.

Restam-me como antes as memórias
E talvez a que tudo justifica.

2 - head on - fatih akim

Nao sei se é um ditado grego, mas podia
O que mais queremos é o que mais dá
O que mais queremos é o que mais tira.
Eu já sabia
mas foi um turco em alemão que o disse.

É triste como tudo o que importa
Independentemente do uso do pretérito
Ou Das situações conjuntivas
Aquelas que pouco sabem conjugar.
É triste simplesmente triste
Como o cansaço que alguém exagerou.
E é sobre isto que se escreve
E é isto que suja o papel
E é isto que se filma
O resto, o bom, vive-se
Porque é ainda mais triste
Deitá-lo para o lixo
Nao lhe valem os 3 r's.

2 - lista de casamento

Uma vez fiz uma lista, um enxoval
O que queria presente nao oferecido.

sexta-feira, agosto 24, 2012

Só a ti lamento ter magoado por uma decisão aparentemente altruísta mas de conclusão triste. Até sabes que te escondi nas minhas limitadas etiquetas do gmail, o dela com o seu nome o teu como piadas por eu ter mau gosto.

Escrevi-te mais do que imaginas. Li de ti barbaramente hoje. Vi alguém parecido á distância de um dedo mas diferente por não poder tocar, perguntaram-me quem era aquela que não eras tu; linitei-me a explicar quem foste que foras a primeira e única me ver chorar da maneira que só a minha irmã ouviu entre as cabeçadas a que eu sujeitava a minha cama. Sou um estúpido, e agora escrevo-o sem sequer lacrimejar do hábito que já tenho.

Não és a mesma, vejo-te feliz como nunca te fiz como te deveria ter feito, como me disseste e escreveste que me farias.

Obrigado por me teres mostrado o que sempre precisei e ainda hoje preciso., desculpa-me pelo que recebeste de mim.

quarta-feira, agosto 22, 2012

Tudo começa com uma linha
Um Vicio ou um texto ou outra
Merda qualquer que uma linha
Ou um risco exija, mas merda
Pará tudo isso pequeno.

O sol nao se ergueu ainda
A costa ainda é alumiada
Com tons tão pouco humanos
Quanto os os que os criaram.
E o tabaco, por bos enrolado
Ameaça acabar daqui a pouco.
É tudo um jogo e pouco ficam de pé
No fim de tudo que conhecemos.

Vem até mim tio alvaaaaaaaaro.

Reclinasse-me na cadeira
Fosse ela de reclinar
A altura da-lhe a instabilidade própria,
Os olhos mais vêem por o corpo
Pouco ou nada se poder mover.
Entretem-se os outros todos
Quanto os dedos que sei possuir
E invejo-os por nao me mover
Nem inebriado pelo que carrego
Como eles ou entre eles.
Nem fugir consigo porque nao há
Outro lado que nao este
E triste sou por alternativas
Aquelas com que Meco o que me resta
Nao me restarem.
Sou fraco
Estou fraco
Mais consciente que os outros.

2 - o tio da o mote

Nao percebi grego e escondo-me
Por entre cada palavra nao entendida.
Desculpa nao há melhor para a ignorância.
Rio-me como uma criança
Brincasse como ela e distraísse
Cada um dos meus medos com peões
carros de latão e argola plásticas,
Ao invés do que pago para beber.

Eduquei-me mal. Fui mal criado
Por mim tive nadas que importaram
E marcado estou por cada uma das minhas
Por mais pequenas que sejam
Decisões aparentemente grandes.
Vou-me con mais um trago
Fui até o ter tomado.

terça-feira, agosto 21, 2012

Outro

Na Grécia nao há cães vadios na rua, os gatos comem, por agilidade maior, tudo o que acaba no lixo.

sábado, agosto 18, 2012

Grécia take 2

O que mais me irrita na minha condição e a infantilidade com que me afasto de tomadas de decisão. Hp

Dinos christianopoulos

Pouco importa, nem a poesia, nem o dinheiro que contamos numa questão de bebidas possíveis ou rendas que a partida justificariam independências momentaneas. Nada importa neste instante, bebo uma cerveja chamada fix como se de um fix precisasse. Estou sóbrio tenho consciência de cada uma das minha extremidades, dos meus medos, do que sou; poderia mentir a mim mesmo e ir atras de mais um sonho ébrio mas já nem isso faz sentido.

Apetece-me chorar ou mostrar ao mundo que tenho essa capacidade, mas que importaria? Quem entenderia o meu português bacoco nesta ilha? Fico num canto e fixo o que ontem fez sentido e que faria se como ontem estivesse, e perco assim mais um mais um dia sem descanso e sem o sol que tanto preciso.

Dançam coitadinhos dançam ao som de uns gregos quaisquer.

1

Era um dia tão parco como outro
Qualquer se bem me recordo
Era somente composto
Por gregas malandronas
No nome e talvez na atitude.
Entre tragos apercebia-me
De nada porque nada mais havia.

Nao chores rapaz, malakis
É a puta que te pariu.

2

Tivesse a coragem que tenho para o nada para tudo o que aparentemente importa. E ter concluído isto já justificou a minha viagem a grécia. Das poucas veZes em que. Fiz gestos nessa ordem ela ficou incrédula face os meus Cariocas de limão por nao terem Gin e as minhas flores que nada pedim de volta

Estorias que perfazem parte de um dia

3

Era tão tarde como o relógio apontava,
As almas saíam a rua tristezas
Os barcos ainda nao chegavam
A nenHum lado. Talvez tristes
Os que neles iam pwrnoitavam
Em aguas mais deles do que d'outrem.

Sao horas de dormir rapaz
Sao horas de dormir.
Horas sao.

Mal m lembro do que disse.
Tinha olhos bonitos
Apetecia-me fode-lá lentamente
Como se a respeitasse por cad segundo
Cada mun deles a mais.
Sou um romântico estúpido
Cada vez máis sei o que sou
Nao vou sair deste sítio.

4

Se fodes A nao tocas em B
Fodendo C nao tocas em H
E o etc. sao coisas pequenas
Mas tu já sebes isso,
Parva talvez fosse a tua avó.

Tento distrair-me nas coisas pequenas
Mas tão bonitas que me das
Mas cada vez que um deles
Um sempre distinto do outro
Te toca., e ainda por cima mal,
Aprendido que foi no ginásio,
Fico com vómitos vómitos na barriga
Tenho pena menina tenho.
Tantas coisas por te dizer.
Tantas.

Escrevo em vão, nem a outra me lia.

Esta a tocar a namoradinha
De um amigo meu. Em grego.
Só me apetece rir.

5

Irrita-me o facto de me poder
Apaixonar caralho
Por uma puta
Russa ou tuga
Desde que me saiba
Dar a volta
Sou fácil demais.

6

Nao preciso de muito mais
Do que isto sinto-me vivo
Nao preciso de mais nada.
Continua a sorrir no teu espaço
Limitado por copos vazios
Esvaziados e por encher
Puxa o top para cima
Esconde as mamas obvias
Recorrentemente e sorri
Mais uma vez e realça os olhos
Confirma sem saber tudo
Que eu me vou de seguida
Com o rabo entre as pernas
Exactamente como aqui cheguei.

7

Os cães metem-se com ela
Ouve-me como a mim me ouviu
Pesa-me o nojo de ser mais um
De o ébrio ter sido mais feliz.

8

Nem puchkin me salvaria
Ele nunca escreve um nome
Nu m poema tacanho qualquer.
Apetecia-me usa-lo agora.

When u are in love with a beautiful woman
U watch her eyes, u look for lies ...
Cause everybody loves
Cause everybody tells her
That She is The most beautiful
Woman in life

E os cães cercam-na
Os latidos com o seu nome
Mordem-me como se os dentes
Nao fossem para ela virados
Arrancam-me aos poucos
Parte de mim. Fico nas que restam
Com as que restam peso.
Ladram continuam a ladrar
E eu parvo acredito
No que o stolichnaya inventou.

9

Mais um - shot - mais uma estoria por contar
Nunca fui de estas merdas, mas preciso
Delas pelos vistos agora que penso
Sobre o assunto. Sao horas de ir
E os latidos consomem-me cada um
Deles que se metem quem se aproveita.
Ninguém e eu nao sou mais que nada
Sem saberes ensinaste-me tudo
O que tenho de aprender a ser.

Antes chorav por coisas imberbes,
Dava cabrçadas contra paredes
As que eram minhas por timidez
Acreditava no esforço
Agora compro só o pre feito

Finalmente tem um título tão simples como eu amei-te

Caríssima, e assim começo sem esconder quem eu invoco. Sabes se álgum dia me leres, coisa que eu duvido, que este texto como outros é para ti. Passou já algum tempo mas permaneces na memória de uma forma tão viva quanto as palavras que a constroem permitem, e é tão triste quanto a distancia que estou de casa que ao me deveria promover olvidar de ti. Faz-me falta o teu colo os teus pequenos pés inquietos como tu, o teu cheiro igual ao meu, o amor que quem via sabia existir, e até mesmo as nossas discussões parvas que agora sei que existiam por amor.

Gostava de te ter aqui ao meu lado em samos, nesta ilha tão pequena quano o que tivemos. Penso se alguma vez existiu algo em ti recorrentemente mas duvido e isso é o que mais me magoa, tudo puseste a perder meu amor quando me dizias que nunca que nunca o farias. Eu amei-te, agora sei passado tanto tempo e sendo injusto para todas as que me mereciam.

Eu amei-te e odeio a pena que vivo e o facto de só em mim ter existido.

segunda-feira, agosto 13, 2012

as aranhas também picam
picam mas que importa
vão-se com um insecticida
e a peçonha amiga
depois de coçares já não existe.

Picou,
picou e foi-se logo depois
não importa se um se dois
ou até mesmo três
contar é de quem sofre
veve o tempo quem é feliz.
P'lo nariz foi-me levada
e as palavras deixaram de ser nossas.

Nem lixívia, não passa
a ressaca é so de mim.
Caríssima saiu-me
a noite que passa
inesperada pelo pescoço
talvez do esforço
talvez da memória.

Nas keke jsk. Jsk kW já jezbdjxwxj jesuítico

Havia um sinal laranja ao fundo que indicava uma marca de combustíveis, havia outro mais próximo que proibia que os carros parassem para cargas, descargas e estacionamentos. Eu estão que lhes dava o significado, bem como aos outros que ladeavam a igreja onde na capela lidei com a minha primeira morte.

Estava a espera de alguma coisa. Parecia uma das arvores de copa larga ou a estatua pequena que ganhou tanto verdete por falta de estima idiossicraticamente portuguesa. Tinha tendência a atrasar-se permitindo-me escrever escrever qualquer merda aparentemente conclusiva. Estava a espera. Tinha fome apesar de ter vindo de um almoço que durou um dia, tal como a companhia familiar que nao me bastava ou que só foi excedententaria desde que me lembro. Faltar depois de se ter só pode significar que nada houve ou se teve, como impor sinaletica vertical a qu nunca a aprendeu: que se foda o símbolo nao passa para além de quem já o entende e stop está em inglês nao de Portugal, e pouco vem com legendas concretas para além do título e do material que o faz, letras cores dimensões, um pouco de tudo.

Para que pensar se alguém já o pensou por nos que nos ensine. Estou a espera, continuo a espera, ou estava para manter coerência temporal no texto, nao sei porque, ou se sei nao é exaustivamente, que me explique, eu explico o que provavelmente nao aabe e eu pessoalmente sei. Ou, pelo mesmo motivo de há pouco, o que só cada um de nos sabia.

Com esta linha mais concretamente termino, como o Ary sozinho, como a Natalia mais cheio mas só de mim que é tudo quanto alcanço.

quarta-feira, agosto 01, 2012

Adeus - ou a revelação da sesta, de um despertar acordado

Caríssima saiu-me a sesta facturada em níveis de estupidez, cegueira e uma necessidade parva em acreditar em algo obviamente falso, como o que o circundava dizia, a quem ouvia, que era bem como o despertar assustado, que até algo me guiou, foram os motivos. O que a Ama apontava que não era tido em conta, até ao instante em que o repetiu, sem ter algo a tremer para me distrair faz hoje todo o sentido do mundo.

Saiu-me por entre lágrimas e arrotos, daqueles que os meus "gurus" me ensinam, caríssima, acho que foi desta que me fui. Não por a louça quebrada, não por ter cabides novos em casa, não por não ter dormido por susto, mas pela prova inequívoca de que há coisas que há enquanto servem outras há que se querem, e eu duvido que essas levem um enxoval partido, um voo ou dois perdidos, e uma conversa de merda. E estou irritado, como só umas duas vezes estive, e não pela questão de facturação caríssima, mas por fazer parte das minhas contas um conjunto de coisas que implicaram pessoas das que dão coisas das que não houve, e agora insisto no advérbio, nunca. O que vale é que não me querem mal, quase todas, percebem que não passava de um miúdo, dos que vivem assustados com os pais e querem provar que são mais do que eles pensam, que merecem a pena, que querem mostrar um troféu.

A quem o merece desculpem-me a distração, prometo que não me volto a deixar ir. Agora estou certo, caríssima permissão peço mas sem qualquer "não faço isto a ninguém":

"Vai pá puta que te pariu de mãe que criou um monstro a gosto, enterra-te num dos cantos que habitas, e não comas batatas fritas que já não tens um bom creme para a celulite".


FIM - Tudo por causa de uma sesta.

segunda-feira, julho 30, 2012

cinco e dezasseis da tarde. A espera de um filme para ver. Casa vazia sala arrumada ao ponto de parecer que o teles nunca aqui esteve coitado. Computador ao colo, nenhum trabalho. Cansado ao ponto de não querer conjugar verbos.

kçfafpsf hflsajfpoewa kdsaçokfoew mlkdafew fsafew af fefewaf fafefaf

tudo começa com um propósito qualquer. Mesmo o começo despropositado terá o seu nem que seja simplesmente o que o define, necessário por vezes a qualquer um. Escrevo, neste instante, porque não durmo, algo me inquieta, do fluxo da minha consciência talvez me acalme, talvez entenda porque assim estou, talvez me venha o cansaço ou tudo fique na mesma.

Mais um dia se passou. Mais um que vou somar às minhas memórias, mais um que fica marcado por um texto, uma discussão, uma presença, uma ausência, uma inquietação, um maço de tabaco, uma peça de roupa adicional na pilha que vou acumulando atrás de mim, uma conversa; por uma merda qualquer. Somando tudo resultamos nós. Confirmo o que já antes escrevera, os brinquedos ficam mais caros com a idade mas também ficam mais pesadas as memórias e os segredos que carregamos por entre os ombros e as palavras que escrevemos ou soltamos. Pouco se passou hoje para além do passeio que dei, da água entornada sobre as calças e o que agora sinto. Pouco.

Agora penso lentamente em mim. Não tenho pressas enquanto vou e venho de uma conversa num chat do gmail com alguém que me conhece, dos poucos e que, por não pensar, já não está perto. Diz-me para não pensar tanto como se eu o fizesse. Tivesse pensado. Não tivesse feito a cagada que fiz. As cagadas que faço e a merda que somo dia após dia. Custa-me assim o que sou, pesa-me não poder desculpar-me com aqueles que me criaram tudo, os meus maiores erros foram meus; julgo-me severamente; custam-me os sonhos que anulei e as vezes que pus os pés na poça de merda que nem o skip ou o persil ajudam a limpar.

Tudo começa com um propósito qualquer. Acho que já sei porque não durmo.

I - momento de poesia

Chora o poeta coitadinho
pela merda que tem e sozinho
estar neste preciso momento.
nem ter ninguém com quem
teclar.

De um lado dizem que é parvo
um don giovanni  ou galã de bairro
que sabe o nome de um ou dois porteiros
vida de inveja final fatela a
sonhar.

Do outro lado nada se diz
e o que se escreve é sempre a  giz
sobre um alcatrão muito usado.
duvido que alguém se passe pare a
chorar

II - Momento de poesia

Já parava com esta lenga-lenga
repetitiva apesar dos actores
serem parcialmente os mesmo.
O elenco, por mais amplo que seja,
é sempre arrastado para baixo
pelo enredo de merda.

Violência é tão anos 90
Paixões eufóricas são românticas
e agora os sedutores jogam futebol
sabem lá eles de caligrafia
Qualquer modelo da a bilha
Se apareceres na TV.

Porquê pergunta a crítica
continuas a fazer este tipo
de coisa e de texto.
Cresce rapaz, deixa-te disto
já basta um diário de um onanista
e só a outra idiota é uma força
qualquer de uma natureza incerta.

Já nem as gajas choram pah.
Queres ser drástico apanha
uma dose acima da recomendada
Corta os pulsos, atira-te a um carro
Faz comentários desagradáveis
Bate  nelas pah senão elas batem em ti.
O que está in é ser de chelas.

Alegorias e o caneco
ironia não é para o ser mediano
sarcasmo pior ainda que vais preso.
Puto cresce e aparece
para depois em sucessivas
mulheres e noitadas desapareceres
ESTES são outros tempos
Os medos combatem-se com doses
ponderadas sempre bem ponderadas,
de anti-depressivos revolucionários
bem mais que qualquer maoista.
Estes gajos são transversais
São holísticos e omnipresentes
Até te dão um sorriso kodak.

Caracterização.
Já estás preparado?
que cabelo é esse ?!
Chiça rapaz que tás uma desgraça
bebeste? é que esta merda
que é da boa não se agarra
a merda que está a tua pele.

já tá. Dá lá um nó na gravata,
vai trabalhar, entra em cena.
Problemas? Esses ficam para outra altura.





Usos uvu d you g urubu dedução tucuxi ficção

Carrego o peso constante de necessitar de dar uma lógica, por mais simples que ela seja, a tudo o que me rodeia independentemente da distância e que me salte ao olhar. É uma merda.

Mudasse e ganhasse a forma que garante um sorriso ao compasso dos batanetes, a concretização de desejos e vontades ao ver os morangos com açúcar, a emoção de um drible mais eloquente e importância de um pénalti mal marcado.

Perco tempo com tanta coisa que por generalidade ninguém valoriza, deveria aceitar tudo como é, perder o fascínio macabro que tenho pelo que nao entendo e ser somente por entre os dias que me restam uma sombra com mais luz do que fui. Que matemática tem a vida, que regras existem para nos que importam para nos que só vemos a televisão que alguém construiu e que nos basta só por existir? Metade de uma metade nao é um quarto, as fracções são outras e outra coisa sao na vida, metade do que sou talvez seja eu inteiro por mais que me custe a assumi-lo dado o medo parvo que de mim tenho.

Tudo acaba um dia. Tudo é como um filme só com finais de dois tipos, o que importa é que o tenhamos visto do principio ao fim, com pequenas distracções, e se possível, vivido. Tudo o resto sao criticas sempre distintas entre elas e menos importantes para o corpo que pipocas que essas ao menos alimentam e o refresco sacia.


terça-feira, julho 24, 2012

Divulgou gig sue o. Unir Fr e cudddgxuvdyvdtscyz. Fdh há

Hoje viu-me um rapaz que era da minha escola, do meu colégio betinho, e perguntou-me se nos nos conhecíamos. Depois de me explicar o grau de parentesco, confirmei a sua suspeita. Estávamos era diferentes, tínhamos barba, éramos hipsters, cada um á sua maneira só a base do rosto se mantinha igual.

Passou já mais de um ano desde a ultima vez que nos abraçámos, e nem o Henrik, meu pai emprestado, me foi capaz de dizer quanto mais tempo seria necessário para esquecer ou, se preferirmos deixar de importar. Irrita-me estes tempos permitirem uma maior durabilidade de tudo pela certeza de encontrarmos um vestígio por mais pequeno que seja da outra existência que já não é partilhada. No comboio sei que rstá numa pensão, no jantar sei que janta em massamá, numa sala escura sei que está noutra a ver uma reprodução em pequena escala do que eu já fui e frustra e torna o que já nao devia num sentimento obsessivo. Antes, pelo que consigo perceber era a incerteza que contava, uma carta que nao vinha, um encontro a uma hora predefinida que nao se pode cumprir e que nenhum meio poderia anular. Voltasse o tempo atras, fosse como aquele filme, o que a mulher volta para a quinta para o encontrar igual depois revela ter mudado tanto, o que acaba com um poema bonito. Sei tudo sei demais apetece-me ser ignorante, ter a forca que nao me deixa procurar mais e ter o espaço que o presente exige.

Ó mar Salgado,
Passou a teclado
E a internet Service provider
Se viste meu amigo
Neste caso amiga
Mostra uma fotografia
Dela com o caga tacos.

Ó verde pino
Se viste meu amigo
Insisto que é amiga
Diz-me o que come e onde o faz
E traz uma memória antiga
Reabre uma ferida que quero esquecer
Enquanto esteja a foder
Uma qualquer rapariga

Depois lembro-me que só depende de mim este comportamento neurótico. Guardo iPhone, ou simplesmente passo a ler o publico, ponho numa gaveta tudo, o meu mundo é o que está à distancia de um olhar comun.

Sentam-se em volta desarmados
Pela noite que os consome
Ironicamente pelos copos que bebem.
Uns russos mafiosos ao fundo
Uns americanos petulantes ao ponto
De nao negociarem com o quê frô.
Umas gajas mas plásticas que uma boneca.

Falam de amor, de serem fieis a eles mesmos
Bujarda atras de bujarda simples
Ao ponto de até a mim fazer sentido
Mesmo que nao seja eu o alvo
De uma sedução pior que rasca obvia.

Vamos, vamos embora mulher
Amanhã nao consigo é muito cedo
Hoje sinto que vou beber
Ser infiel mais uma vez
Como uma outra qualquer.

segunda-feira, julho 16, 2012

Jdhdisnsjhx jejuns herda haver suas bebe Had jeans

Há uns tempos atras ter tinha a facilidade da certeza ou de uma Assuncao, por mais que falsa fosse, publica de uma pertença partilhada. Até os gritos se anulavam nisso que implicava que mais tarde culminassem num abraço reconhecidamente terno.

Quem via e viu diz que se via claramente sem ser preciso explicar o tremer de umas pernas que por lógica nunca cederiam. Quem via e viu nao nega. Quem via e vê até compreende mas nao percebe nada, nem o carioca de limão que bebo calmamente, nem o facto de me manter sentado cigarro atras de cigarro, certeza vã e treinada atrás de certeza. Pareço o pastor alemão do meu primo afastado que morreu a fome por o dono nao lhe dar de comer, fora treinado com uma bateria de carro a recusar comida dada por estranhos, eu que sou humano percebo que é do deles que preciso, por mais lógico que me pareça ser aquilo a que fui treinado.

É bom este limão. Transpiro aos poucos a tensão que tenho, apetece-me algo, por isso sai de casa, lamento nao saber o que. Antes beberia à procura de uma resposta qualquer, por ser domingo, escreveria um poema qualquer com tantas partes quanto copos de whisky caro pagos, e no dia seguinte, satisfeito ficava apesar de nada ter concluído com o processo de descoberta, com umas merdas de linha que tentaria decifrar para depois colocar neste blog, um de muitos, um em muitos dos meus que só quem comigo dorme lé até perceber que sobre outra escrevo. É triste.

É bom o limão. Faz-me esquecer o anormal que antes de mim soube tudo o que me colocou neste estado inerte e desconfiado incapaz de se ligar, amedrontado desde a primeira afronta e incapaz de esquecer os gestos que antes acumulou num lado mais escuro de si; mas que limitam mas que afastam mas que isolam agora desde que sóbrio seja o estado. Nada me prende, e assusta-me pensar, agora só agora, que nem na maldade, na tristeza a quero substituir. Até assim a quero preservar, bem como a exclusividade de um sentimento que cada vez mais quero que seja parvo por tanto melhor eu magoar e ter, por esta ou pela inversa ordem.

Fodasse, preciso de um shot. Preciso de não ser capaz de procurar uma memória em sítios conhecidos, de não saber o que sao os meus valores parvos, o nome de um gato que adoptei, o que sou e o que era.

Um shot. Stoli, nao faz mal que esteja quente. Quero é beber, se conseguir sozinho.

domingo, julho 15, 2012

Shd jejuei judiciei judiciei jau jau jau Jesus

Havia aos domingos a promessa de um passeio que, no inicio nao havendo vergonhas, culminava sempre numa visita a uma casa que aprendeu a odiar um dos elementos necessários à partilha recorrendo a argumentos violentamente válidos. Até isso no fim se tinha perdido.

Enrijece-nos a vida e afasta-nos do que repetido só iria, à partida dar ao mesmo, o medo irónico de ser feliz que só por um triz deixamos de ter. Passeio agora sempre que posso, vou aos sítios que agora sei serem só meus, por mais que os consuma em memórias com teor distinto e os use para dar mais cor a um dia

sábado, julho 14, 2012

Qjjzjwoxokxn jso jso noakna

Tinham as tardes a leveza de um peso excedentário em falta, e as pernas pareciam seguir um caminho necessário e fatalmente percorrido. Húmus do outro, alcatrão moderno meu talvez.

Via como uma criança os caminhos que deixaram um por um de ser novos e os detalhes que até há um instante não suponha que existissem. Casca grossa por sorte deixei de ser, o sino toca mas não salivo o mesmo.

segunda-feira, julho 09, 2012

Yfjskdiidsii Bush o uso iro ironizou ie o o ido Jeová

Fumo demasiado. Foi a primeira conclusão partilhada no primeiro telefonema da minha silly mas profunda season.

Tenho o rio ao fundo com a calma que lhe é própria desde que navegar se tornou uma necessidade cada vez mais suburbana. Finalmente respeito-o como o mestre, por mais incapaz que seja de sobre ele escrever, desta vez vivo-o ao ponto de absorver a qualidade, ou estado, que já referi que o acompanhava fatalmente.

Lembro-me de áfrica, da minha onde o Sul se punha nas minhas costas por entre os pouco edifícios que nao limitavam o indico. Lembro-me dos fins de tarde na terra do meu pai, nao de antepassados genéticos que vieram do berço do mundo. Lembro-me das tardes com um Gin demorado no servir, dos gritos necessários a relembrá-lo, e de uma racha numa piscina.

Expurgamos o que respiramos pelos nossos corpos e atitudes, por mais reactivas que sejam. Ali o ar era outro. O trabalho tinha o peso de um altruísmo estranho, o pequeno tinha grandes consequências, o básico era o essencial para garantir qualquer tipo de sucesso. Falaram-me hoje da pobreza. Perguntaram-me se ela me incomodava estando tão próxima de mim; ri-me, só quem não sente a pode ignorar pela distância. Mais que milhas me separam desse mundo que nunca há-de ver para além do que as pernas permitem, que nunca há de conhecer o Tejo que há uns anos até ele levou. Paredes foi o homem que construiu dinheiro é o homem que cunha distribui-lo sao poucos que o fazem e partilha-lo quem o fará?

Fumo demasiado, escrevo e nao faço enquanto algo há por escrever. Estou calmo, como o Tejo, como ele para algum lado hei-de ir.

quinta-feira, julho 05, 2012

fesafeageagesfreageasgedsafvaio4ejf - ou ao som de uns tangos, do sosa, quando não toca uma publicidade no youtube.

Acho que já não dormia tanto há demasiado tempo sem o patrocínio de algo que bebi, e sem o consequente acordar pesado e a voz que só falta, talvez por gritar num sonho que nunca irei recordar. Soube-me bem, lamento só o facto de já ter fechado a cozinha do hotel.

"Por isso canto tan triste",  insiste o sosa.

Coisas há as quais damos uma carga tão pesada, quer as entendamos muito pouco ou nada, e independentemente da leveza com que outros as sintam. Não vale a pena escrutinarmos razões, procurarmos uma lógica em algo que é, acima de tudo, emotivo e, pelo que tenho vindo a entender, pavloviano à custa de sinos, uns melhor sonantes que outros, e confirmados pelas reacções, umas sempre piores do que imaginámos, pois só nos leva a uma obsessão a que nos acabamos por entregar obsessivamente.

"no se se estan preparados para lo que vos voy a contar", diz o rapaz do anúncio, confirmei-o ao mudar de tab. "Rencor, mi viejo rencor,/dejáme olvidar/la cobarde traición. ¡No ves que no puedo más,"


Por mais que fique em nós, que nos consuma, vivemos com cada memória e com ela limitamos tudo. Acções são antecedidas pelo prefixo (re) o que as anula na essência, deixamos de ser por causa de um novo sino, um que soa e ressoa para mais que o babar faminto de um cão que tanta gente quer que se acredite sentir tanto como um homem. Moralistas de merda que até um cão colocam no eixo da virtude; não lhes basta já a experiência com o homem que avalia? Querem que os bichos lutem por estética e o éticamente aprovado por grupos que nunca hão de ser exaustivos? Moralistas e tristes ao ponto de segregarem a sua tristeza.

 E assim começo, com uma clássica postura que se tornará, quando assim o sentir, minha mas diferente.

I - (recupera-se um tema anterior)

Só agora os excessos que contigo
e por ti cometi, a pele me marcam,
com memórias que tenho, que não param,
rugas criadas, c'o pesar do vinho.

e Todo o dia te busco, justifico,
Uma unha roída. E tocaram
música condescendente das que matam,
e que nota a nota realç'o vinco.

E as asas atrofiam com o peso,
que se arrasta no meu corpo e o medo
do que posso e não sou que me consome
só me aproxima deste chão tão sujo.

E consciente faço o mesmo mudo,
vou para o tumblr que sei que me fode.


























Ztcsjsjsjxjkwo!!2&93&,9dkxoe

Só agora me marcam a pele os excessos por ti e contigo cometidos.

terça-feira, julho 03, 2012

ewafdesgegfhsdfsa foagieaowgjdsf - ou, se preferiremos, o herói está em Espanha

mais um dia em que, sem se ponderar, se dá mais uma volta ao carrocel. Obrigação há quem o diga por tudo o que o rodeia obrigado. Ainda há uns dias fui a um casamento e pude sentir nos olhos de tantos que apesar de tudo, aparentemente, terem soavam como uma lata de spray vazia quando respiravam. (estou a citar o breaking bad).

Passos há quem dê por outros darem, por outros insinuarem que têm de ser dados ou simplesmente por haver facilidade de crédito e, consequentemente, um menor risco de incumprimento. Admito que as últimas, no actual paradigma, deixaram de fazer sentido mas as outras ainda estão presentes apesar da separação crescente entre a igreja e o estado - Portugal é um país de tradições e isso é sentido no que tacanhamente prevalece como objectivo para muita da gente que o faz ser assim.

Generalizar é um problema; muita gente o diz e luta contra esta tendência mas todo o processo democrático, principalmente num país como o meu, exige a generalização para tomada de decisão tanto a nível parlamentar, como a nível partidário. O mundo moderno "português" não existiria se não se generalizasse, o problema é que "aqui" implica uma conclusão quase sempre depreciativa por mais que estatisticamente esteja correcto. Em pequeno ensinaram-me que contra factos não existem argumentos mas isto só se aplica ao que dá jeito e deste jeito, não tomando consciência de onde se acumula a maior parte da área da curva do Sr. Gauss, nunca iremos permitir que ela se desloque, mesmo que lentamente para a direita mantendo os mesmos princípios de análise. Claro que o português é saloio e é esperto, e a esperteza saloia tudo consegue: está tudo na mesma, factualmente, mas a bitola desce e parece que subimos.

Não temos educação, não educamos mais, baixamos a bitola e tudo fica mais educado. Não temos gente no teatro interessada, oferecemos bilhetes que contam para o negócio e para o subsídio. Não temos dinheiro para comprar casas, baixamos as taxas de juro. Os números são mais bonitos para os senhores ministros mas quem cá vive e é consciente é que lida com a merda, generalizando claro, e treme, ao contrário do geral de medo do apocalipse que aí vem.

Podemos então continuar esta discussão com a máxima, os nossos políticos não prestam. Eles são uma corja! Uns gatunos, uns chupista, uns idiotas! Esta classe vem do Povo logo o povo é assim e até gosta de pessoas como eles. O outro forjou o curso. O Português so é alguém se tiver curso, faz sentido que o faça. as empresas públicas têm mais carros que devia, o português gosta de carros mais do que deve. O Figo é importante para campanhas políticas, é importante para o português. É tudo o mesmo. Os de cima e os que os sustentam. Dizem mal de quem se abstem? se calhar são os mais iluminados e os que menos compactuam com os outros.

Tudo se divide em dois extremos como um casal típico português. A mulher(e)amante que estão ao centro e que nunca se sabe bem quem tem que posição porque invariavelmente são os mesmos, até frequentam as mesmas lojas; e as que não nos interessam para além de prometerem tudo o que queremos ouvir, umas putas Brasileiras que só dizem o que sabem que nunca vão fazer mas que não sabemos que mentem, como os outros, porque nem sequer estamos interessados em saber.

mais um dia em que, sem se ponderar, se dá mais uma volta ao carrocel. Por mais injusto que seja, que se se saiba que assim o é, andar às voltas, apesar da distância entre os cavalinhos, do diâmetro das chávenas, não saímos por mais queiramos do sítio. P'lo menos a casa dos fantasmas tem um fim, mete medo  p'lo que não é comum; não nos esqueçamos que o cú de um por mais particular que seja é sempre uma merda num país que se felicita por limpar o cú a papel preto.

Eu cá lamento desistir sem tirar conclusões.