Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

terça-feira, junho 26, 2012

uwifsafewqf

Tudo tem um começo por mais que a nós, como observadores, nos possa parecer existir desde sempre. Tal como este texto que aparenta ter intenções profundas; sou demasiado egocêntrico para ter tal vontade. Se existe alguma moral para quem me escuta ou lê ou me atura é porque lá a colocou. Qualquer chorrilho meu não passa de uma enumeração dos meus feitos, de uma necessidade de eu me julgar, compreender, afirmar ou culpar, e qualquer outro verbo que tenha a ver com acções onanistas não masturbatórias.

Parece-me, cada vez mais, que ninguém me conhece naquilo que essencialmente me define. A formatação para seguir um determinado perfil na sociedade - não só a nível de gostos, como de necessidades criadas e "escolas" escolhidas - juntamente com a anulação de tudo o que se lhe opõe - internamente, partindo de mim ou de gente próxima, ou externamente, nem que seja pela limitação dos estímulos do mundo ao parcialmente permitido- por parte de uma família que assim o entende melhor, acabaram por criar um ser amorfo e sem qualquer tipo de capacidade de perseguir o que de facto pretende. Não o fazendo não se dá a conhecer a quem dele deveria gostar e acaba por promover a continuidade das atitudes referidas, entrando num círculo vicioso que, com o passar do tempo, necessitará de uma atitude progressivamente mais violenta para ser anulado: principalmente pela surpresa de quem nos encaminha, perante a nossa necessidade de perseguirmos um rumo distinto. Só sonha quem tem vontades ou medos, só tem medo quem tem vontade.

Não percebia nada disto evitava o que queria e orgulhava-me da força de me contentar pela metade. Tinha outras coisas em que me concentrar. Casar só depois dos 30. Uma mulher não me prende, eu controlo tudo. E outras balelas do género. Até olhar os seus olhos nunca me vira, até ter medo de a perder nunca me senti, até abdicar de mim por mim, pelo que queria, nunca lutei.

A criação da Besta.

I  - Mutatis mutandis Surge quem doma 

[a mão ergue-se ao centro da testa e diz-se pelo]

Tudo tem um começo por mais
que a outros - meros observadores .
pareça existir desde sempre.

Acho que ninguém esperava
o sucedido. O resultado de uma fuga
uma vontade de mijo, a cerveja
bebida apesar de um vôo caro.
A carteira de quem ficou à porta
financiando sem saber f'rido
uma descoberta talvez de um rê
antecedido, agora que penso.

As escadas que aproximavam,
que ainda sabem ao mesmo
pois foi o tempo, não a distância
que entre nós mudou.
Um bigode que deixou de existir
uma pergunta que p'la noite
boi!!! ó lá? não mais se fez.
Um encontrão. Um beijinho.
a queda de uma cruz
de cristo. agora me lembro.

II  - Mutatis mutandis Aprende uns truques, já se senta, algum tempo até saltar argolas de fogo.

[a mão desce para o segundo chakra e sabe.se agora que é um sinal]


Berlim somou as paragens rápidas,
necessárias para quem se quer
com calma obviamente conhecer.
[Como quem conta uma história]
Num Bar perto da AlexanderPlatz
Um senhor mais velho que,
essencialmente por ser meu chefe,
eu gostava muito de ouvir
Admito tá bem porr
Que Somente ouvia por
ser meu chefe naquele instante,
Era muito beto irritante
Como eu tinha medo do que queria,
Surpreendo-me, falou-mtráse da sua vida,
Depois de lhe ter contado a narrativa
Por detrás do anterior poema 
com uma alma mais oral e descritiva,
sem merdas, estava em modo executivo,
daquelas que supostamente fazem bom
um poema e transformam uma queca
em amor p'ra além do sexo profundo.

[Dito rapidamente...]
O que me espantou e digo-vos ainda surpreso
foi a reacção do senhor que peso
p'los seus olhos vidrados e cabelo
ruivo subitamente afectado,
me fez sentir. Alertou-me
para o que eu já pensara
Faz isto e tem aquilo
é sabido
por quem como nós
é "regrado"
tens de ter cuidado 


de certeza.que não presta
tens de ter
cuidado.


Tens de ser cre cre cre cre cre
i
e
do.

Percebi passado um pouco o motivo do seu susto
Abriu-se como o mestre que por ser chefe deveria ser.
Começou-me por dizer
que há uns anos
a
trás
de                                                                                   mim,
Também passou pelo menos
não lhe tendo chamado de
má
ri
lim.
Eram parecidas de acordo com ele
partilhavam o nome
  1. o  primeiro
  2. o segundo, esse ja era diferente.
Tinham o mesmo ar triste
como se existisse algo de ób
via mente falso ou infatilmente
per
dido
no caminho.

Eram parecidas de rosto
Uma mais alta
Eu era de uma
ela era de outro.
Só me alertou
edisse para ter cuidado.
Não especificou.

Lembro-me que no chão tocou.
A cruz.

Ouvi-o
e fui de seguida para o quarto assustado
quem pensa não quer ser enganado
queria sentir outra coisa que não essa.
Liguei a uma ex mais simpática
disse o que tinha sucedido
comigo
e ela não acreditou
jurou que era uma pessoa ideal
tinha uma experiência fantástica
não era plástica como outras
parecia uma pessoa ideal
fenomenal
como é que eu tinha conseguido
com o meu bigodinho à miudinho
o que ela receitou.

Liguei à que não era ex.
dei uma desculpa telefónica esfarrapada
mandei uma mensagem parva

(Pausa)

com escala em frankfurt passei por uma casa
Olhei para cima quando do chão me julgavam.









UH

As verdades só as são se a maioria as aceitar como tal. Tudo é difuso na impossibilidade de uma democracia já que esta, mesmo que imposta, é a verdadeira juíza dos destinos passados e vindouros.

Escrevo com o computador ao colo como há já algum tempo não o fazia, consigo-o porque finalmente fiz download da aplicação que permite controlar a velocidade da ventoínha. O meu computador aquece tanto que me queima a barriga se eu estiver distraído. Porque escrevo teoricamente não devo estar nesse estado, até deveria estar concentrado, mas raramente são as vezes em que assim penso, estou ou ambiciono estar.

sexta-feira, junho 01, 2012

Tempos houve em que as ruas
pareciam trincheiras escavadas
pelo nosso olhar pesado a medo.

domingo, maio 20, 2012

Ironicamente bebo esta cerveja por ti, talvez seguida por um dos cheirinhos que o esteves, por mais que os martelasse, vendia com uma licença de há já muitos anos. Dou um trago pensativo e, por espaço ser aberto, nao me permito desenvolver conversas com estranhos como aqueles que completavam a tua presença como uma corte da nome a um rei. Nao te conhecia para além das conversas que partilhamos e do que ouvi de quem partilhou o teu crescimento; nao te respeitava para além disso e das promessas de uma obra conjunta que, como alguém que procura saciar o de sempre num trago, engasga e leva sempre ao incumprimento. Foste-te. Fica comigo o ensinado e por cobrar, o exemplo do a ter a fazer e a ensinar e o respeito que me tiveste quando nem quem no meu tecto se albergava mo mostrava, e a frase que só me diz que quase ninguém nos merece. E até isto és tu quem mo mostra, esta noção de injustiça que um noticiário cada vez mais reles desculpa por montagem exigida, este pão e este circo de massas que se senta num Globo dourAdo ou nao mas que o atlas que somos sustenta desde a sua génese. Vais-te mas fica-te o respeito, aquele que eu insisto que me mostraste ao contrario de outras partidas. Já nao te vou procurar mais entre aquele bloco de êxito iOS , num de dois sítios mas com um receituário comum. Agora carrego-te sem peso amigo. Sei que o exemplo vai ser ir.

terça-feira, maio 08, 2012

Ue

Desde que mudei para Perto do mar que ainda nao aproveitei nada do que Parentemente existe por detrás da capitania, velha como este pais no que a constitui mAs moderna numa arquitectura que, embora agrade ao transeunte, nada para além de despertar espanto estético permite. Presumo que quem aqui habitava antes lamentou a vista perdida. Só foi esse o sentimento de revolta que tudo promoveu e a arte toda quedou-se nisto. O homem já nao edifica o sentido, a descoberta,a humanidade. Depois de ir ao cu poucos orifícios tem a explorar, e, por mais cus que venha a foder, o acto em si já verteu o seu simbolismo. A imaginação e rara e repetitiva no mundo global, mas também e esta abrangência que permitira, caso estruturas estruturAdas desempenhem essa função, um maior crivo de qualidade e também mais ético se respeitar a moral existente em cada uma das regiões participantes. Pela primeira vez, apesar de esse conforto nao ser sentido, o poder do povo passou os limiares da representação. A mensagem individual e, se tal for fatalisticamente exigido, talvez global poderá chegar a todos e em todos germinar uma melhor realidade. As classes somos nos quem as cria, a sua existência somos nos quem a permite, a tomada de decisão nao exige representantes mas um sistema que a todos aceda prontamente e de uma forma segura. Só resta que alguém na forma pense e que outros contribuam com o conteúdo que outros terAo de comunicar. Se se focarem em idiossincrasias de classe a mudança nunca surgira. O presente exige estrutura comecemos então por obrigar que elas existam, e a culPabilizar as presentes e as passadas pelos seus erros pois sem exemplos de justiça, de facto cega e holistica, ninguém participara para além do seu próprio umbigo que se satisfaz com muito pouco. Juntemos cada um deles no que todos acreditam que o do mundo nunca pede de menos.

domingo, maio 06, 2012

Ueuue Ue ueeeeeee

Acendi a lareira com calma como me pediras sem mo dizer. Cozinhavas em mente, Matilde, algo que lentamente nos saciaria, por mais medo que estivéssemos a carregar de um teste qe a distancia a rotina parece exigir nos tempos que correm. Escrevo com a mesma calma com que me lavaste o corpo sem qualquer tipo de sexo ou desejo, eu Jesus de um mundo novo nosso tu profeta Batista do mesmo. Joao sem cabeca abriu as portAs do céu ao mundo, o outro que alegoricamente eu represento limitou-se a justificar o acto, sem cabeca abriu os seus e ela se se foi foi só por ela e o desejo que com inveja nos tirA dos céus e nos arrasta pela terra. O Senhor se existe e nos cantos que por distracção nao vemos e só queremos o que nos colocao Por obrigacaO com um sorriso e um decote a frente. E triste o mundo que pela tristeZa e o medo que dela tem se arrasta como se uma marca afastasse mais o frio que a camisola ue a carrega. Joao Batista sem cabeca abriu as Portas do céu joao era um deles e por eles fOia aceite e destruído. JoaO era preciso nao para detectar, nao para resolver, só para o mundo ter essas acções para além do problema. Joao limpoume só me resta agora aer. Há de ter um motivo para o que lhe falta para o que lhe falta

quarta-feira, abril 18, 2012

Publicar título. Gostei da sugestão do novo blogger.

já precisei de menos para me ir deitar sosessegado. houve até um tempo em que a primeira coisa que eu fazia era atirar-e para a cama depois lanchar. A bitola era a dos outros e tudo tinha um certo mais que alcancável certo também por si.

É uma merda crescer e passar a viver com o que por não ser certo é incerto e por iss só conhecido depois de levar um muito que também pode ser so bom ou suficiente ou até pior. Fode-me o brio e a inércia qe cria a vontade de alcançar algo perfeito. Fode-me. Também me fode o medo de ser feliz que destrói o que o é à partida e aos olhos de todos menos de quem receia que o não seja e que, só por isso, acaba por criar a infelicidade e a questionar sempre o que se sabe à partida que existe e que no final de tudo lamenta não ter reconhecido.

Desse-me a vida
uma palavra nova
cada dia que tenho
só para foder
o que já pré-concebi
o que aprendi
noutro dia qualquer.

Desse-me a fome
sede também
Fosse tudo
mais complementar.

Esquecesse a merda
e o bom lembrasse.
Dormisse
sem saber que penso.

mas o fodido é que sei que isto
isto aqui deste lado
umas linhas acima em geral
nunca  há de acontecer
por mais que me esforce
por mais que eu tente sem me esforçar
por mais que eu reze
por mais que eu não acredite
por mais fé que tenha
e por mais esperança
a que supostamente não morre
e que por ter tanta vai certamente custar a morrer
eu tenha em mim
e no que eu quero.

Deus nosso senhor nas alturas
se me houves altura agora era
de me mostrares um caminho
por mais streitinho ou sinuoso
que ele seja.
seja ele longo
curto
perigoso ou calmo.
Claro que prefiro o antónimo
de mau. Claro que quero o bom.
mas isso já é pedir muito.
Quero mais que o régio porra
diz-me para onde vou ou devo ir.
O que não quero qualquer um sabe
"sei que não vou por aí"
parece conversa de professor de liceu
ou do mota amaral quando
o alberto vê de bacante...
Quantas vezes não recusamos
porra porra porra
o que precisamos...
Até nos queixamos a ele
a ela
sobre esta
sobre este
sobre isto
aquilo
aqueloutro
sicrano
beltrano
do senhor.
quando ela
quem?
o que?
Esta!!!!
é que era  a certa
a que devíamos?
Sim.
ter ter ter
ao nosso lado
e enviado
um raminho de flores.

Com caraças estou a desenhar com palavras.
Estou a ir contra os meus dogmas
ou simplesmente cresci?
ahn?
hein?
tu aí?
vai durmi.

quarta-feira, abril 11, 2012

Só mais um cigarro, noel rosa a tocar e uma tipa nua pintada numa folha de papel

Só mais um cigarro, noel rosa
a tocar e uma tipa nua
pintada numa folha de papel.
Um tubo de acrílico amarelo
limão pálido para platinar
o cabelo a tipa que já referi.

Uma cama vazia cada vez
mais acolhedora. Uma vontade
de ir dormir não exausto
talvez reconhecimento.

o que sair com a escova de dentes na boca.

São 23 horas e poucos minutos,
quinze para ser preciso,
mas os detalhes não importam
mesmo que o título assim
por referir o estado em que me encontro
pareça ser contraditório ao texto.

Estou quasea sair desta casa
estou quase a por de lado
as memórias que ainda vou carregar
mesmo que as paredes
as que me envolvam diariamente
já não tenham a forma do que
por sorte só não me chegou
à cabeça. Mesmo que a maldade
de quem as atirou
tenham arruinado mais que uma
ou várias pinturas.

Não é a casa que faz ou muda a vida
é a vida que, por ser nova, uma nova casa exige.
Vou fazer a trouxa um dia destes e
talvez descubra atras de qualquer coisa
qualquer coisa que perdi;
ou outra coisa qualquer escondida
com mais ou menos prurido.
Uma coisa é certa, muitas coisas
têm de ir para o lixo ou para uma instituição
que já há alguns meses deixei de ser.

Agora que penso em tudo só me vem um sorriso
à cara que raramente fica assustada
a um nível que antes lhe era comum.
Procurei frenéticamente tudo o que acreditava
faltar-me, em coisas pequenas que sempre soube
pequenas desde o instante em que as vi.
Quantas vezes não procurei confirmaçao
do que eu já sabia por experiência
nem que fosse por ter ouvido mais de uma vez
para depois ir contra tudo o que me era dito
e insisto sabido por mim. Ás vezes temos de ir
ao médico para confirmar que o álcool não sacia
a sede que nada tem de vício.

Fui vezes sem conta a estancos que não consigo
enumerar independentemente da sua repetição
até ter vergonha dos copos já me serem servidos
sem um qualquer pedido. Nomeavam-me e estranhavam
quando os contradizia ao pedir algo que não inebriasse
ou pediam a confirmação só quando a dose era pequena.
Tu vias-me nos dias que se seguiam e o verde que adjectivas
como feio por estar não em meu redor mas sob mim.
Ouvias-me sem fugir, e acredito, hoje acredito ou sei
que sabias tão melhor que eu que as flores não eram flores
para além de mim ou do que eu achava certo
para a correcção de uma atitude que, apesar de ponderada,
só o foi para ser contraditória a mim.

Um homem escreve para alguém que o entenda. Creio
eu que ninguém gosta de ser mal interpretado
e só um artista que não passa de isso mesmo
é que tolera que um grito de dor seja
por idiotice alheia uma desculpa para algo sujo
- a não ser claro que essa seja a sua permissa inicial.
Sem te ver ou saber já te dera tanto quanto
eu de ti já recebera. Escrevia, dizia muito perdendo,
como cada gesto de carinho bacoco que ao vão
por uma educação descabida neste tempo,
atirava esperando no mínimo um eco de retorno,
quase tudo agora que penso sobre isso. Muito
do que fiz foi para alguém como tu.
Agora que tu hás estou certo disso,
e o que o velho escreveu, porque era assim que me via,
sei que estava correctamente endereçado.

I am sorry for not writing but lately i've been happy, or til the the day we met.

I

O seu nome era o mesmo
que o mestre c'os dedos respirava,
por uma caligrafia
que quanto mais contava,
mais era tremida.

II

Surgia; e assim se quisesse
poderia dar o texto por fechado.
Foram mais os acasos
o premeditado, se o houve,
era tão inconsciente;
como os corpos que,
automaticamente,
acabavam sempre
por se encontrar.

Nunca nos ultrapassámos,
cruzávamos os sentidos,
sempre opostos.
Ou também nos sentámos,
agora que penso,
[provável] talvez o mesmo
mesmo que por motivos distintos.

Permitia a falta de intenção
a honestidade que a intenção exige
mas que intencionalmente ninguém pratica.
Rio-me da ironia
de a nada se dar tudo;
de só o nada nos conhecer.

Existisse algo mais então,
que teríamos hoje para escrever?


quarta-feira, março 07, 2012

I - o mote

O ás vezes precede qualquer estado
que seja humano por natureza, ou acção
que só nunca se faz por moral
ou medo artificialmente imposto.
Outros há instintivos; finge o animal
como o homem mata [outro: mente], p'ra não morrer
ou tentar, querendo ou não, dar vida.

II "outros que me tomem (...) mais que a besta sadia"

Não escondo, omito e sou parvo
ao ponto de dizer que o faço
a quem não minto.

III - O mestre escreveu a lição que não explicou ao pupilo, o último cita um livro que o primeiro não escreveu

Quem se aproximava da arca
morria de acordo com os textos;
Do que lá estava só 10 se sabiam.
Uns nazis tentara usá-la em vão
como os antigos previam.

É tudo uma questão de idade
de não viver à letra o escrito;
nada fui dito para além da lição
e poucas duram mais que uma vida.

segunda-feira, março 05, 2012

(sem título)

De nada me serve empilhar ou dispôr lado a lado fragmentos de algo que imagino não existir mas que creio poder criar. As coisas são como são; desde há muito que não dormia a sesta necessária ao ordenar de momentos e que, dada a ordem, implica uma maior consciência de tudo.

Ando triste faz já algum tempo. Tenho a certeza que há mais de dois ou três anos me preenche este sentimento em quase tudo o que me rodeia; não como antes na minha fase ainda mais pueril, essa tristeza baseava-se na insuficiência de não cumprir com aquilo que era esperado de mim, tanto do meu como do patamar de outros. O que me consome neste período de tempo é o fracasso e a descoberta que pouco ou muito pouco depende inteiramente de nós. Entre os dois períodos o factor determinante da mudança passou por eu ter agido em função de algo em que eu acreditava, não o que me era ditado, tanto pelo mundo como por aqueles que me criaram.

O passado era fácil de cumprir. Nada me importava mas tinha o brio, o respeito e a capacidade suficiente para alcançar todas as metas que nunca, insisto no facto de me terem sido impostas, escolhi transpôr. Tudo me surgia de uma forma tão simples e natural como a chuva contraditória ao último boletim meteorológico.

Hoje pergunto-me o que fiz por mim? O que construí para além de um armário do IKEA? Sou um cobarde com medo de fazer a minha mãe chorar e de lidar com mais um erro que nunca ninguém me disse que eu poderia algum dia cometer. Não escrevo sem pedir aprovação, não pinto sem alguém opinar primeiro e, só para ter uma justificação para a falta de qualquer elemento ou falha de construção, crio de rasgo, não corrijo e evito a criação sóbria para puerilmente diluír e limitar a capacidade e consequentemente a crítica. Nem eu me conheço e apesar do meu tempo ser raramente dedicado a mim quem o tem não tem a mínima ideia do que sou; confundem os pequenos gestos de carinho que eu dou, só porque espero e preciso de os receber de volta, com algo que se calhar nem uma vez dei. Não fui ensinado a querer ou a gostar de algo que de mim partisse e quem assim me formatou vê-me à imagem de um ídolo qualquer que, apesar de não existir, até lhes dita como eu estou de acordo com o grau do meu afastamento ou encaixe - até se me calço de uma maneira distinta parece que o mundo se lhes acaba. Começasse o meu.

A última frase não me sai da cabeça. Consciente de que tudo o que acreditei partir da minha vontade ter desmoronado assola-me ainda mais o medo de agir e de ser eu próprio. Era tudo mais fácil quando vivia em função do que devia, o erro não importava, o fracasso não podia existir quando a importância é limitada, faz-se; e fazendo por fazer o que surge é o que surge e não se julga. Errei desde a primeira vez que fui contra o que eu acreditava por não querer acreditar que aquilo em que acreditei era uma pequena ilusão que somente ganhava forma em pequenas alturas por entre os dias em que só ilusão era. Errei quando me deixei levar por uma preocupação parva e um excesso de educação e príncipios que só se traduziu no anular das minhas vontades. Errei quando disse que não a quem queria na merda de uma travessa da bica por que outra precisava de mim, e o erro ganhou forma 1 hora depois. errei, errei, errei...

E agora que penso nesta merda toda sinto-me mais aliviado. Parece que sou mais eu eu próprio, sinto-me como quando eu me dei mesmo que para o canto errado. Cresci talvez um pouco.

domingo, março 04, 2012

A triste ou alegre conclusão no eu. no ego que cêntrico só é na conversa.

Acho que até à principal nunca lutei, no sentido básico de me ter esforçado, por nenhuma mulher. Tudo se resumia a uma consciência esforçada ou óbvia do seu interesse ou numa bebedeira que, promovendo uma uma noite, permitiria muitas outras independentemente do interesse e quase sempre por limitação judaico-betinha-cristã. Depois dela só mais uma surgiu na falta do espirituoso carácter incosequente.

Disse-me a senhora que me vê colorido e para além do espaço e do tempo que fosse com sincero, com a última, só tinha sido com a outra. De nada me serviu. Creio que nunca fui atrás do meu ego, ele limita-me, nem sequer tem força para expôr sem consentimento ou tolerância de outrém o que sente mesmo que tenha bebido 3 cariocas de limão.

Nunca tive ou fiz o que quis para além do primeiro acto.

un otro.

Quando são para ti não
preciso de os endereçar
tal como as cedências,
aquelas a que te acostumaste,
nunca foram justificas.
Mas o tempo passa lentamente
mesmo que cada vez mais rápido
até ao instantâneo dormir,
sempre mais pesado que antes
mesmo que o sangue só esteja em nós.

Tenho saudades do teu riso
o sincero que a Vozone
ainda ontem disse que viu
justificava o que tínhamos
dizia ela, a primeira que soube de nós
"sempre vos defendi, sempre"
erao bom que vinhaem defesa
sempre era ele que se impunha.

Cresci ao ponto de partir
da casa a que de modo particular
particularmente excessivo
insisto no excesso,me
acolhia entre horas de farda.
Corrijo tu é que te foste.
Depois de ter expulsado
mas insisto na saudade
na saudade do teu sorriso
agora que te contentas com menos
só para te sentires segura
longe da casa que te fez
ummonstro triste de carapaça
a que vive numa farsa
que por gosto deu forma
a estes meus membros tristes
aqueles que viste tantasvezes
em volta nunca por ataque
mas só para darem o que queriam
receber mesmo que lhes desses contrário.
e dou menos do que alguma vez
tiveste a qualquer hora do dia
Contentam-se querem mais são
felizes enquanto os teêm,
mas não veêm as [] que tinha
a vontade de voltar a uma casa
por maisque seja feliz que a que
fizemos nós dois tão estúpida.

O que é que fizemos de errado?
Não são quecas que me fodem
não é ver-te noutro lado
é a falta de verdade porra
São as pernas que exigem
a mesma dança que os braços
um cheiro que é o mesmo
o medo de não servir,
a vontade de fazer mais
a infantilidade de querer
dar um murtal do ferro
mais alto do parque infantil.

Já voltei a tantos sítios nossos
obrigado pela lógica de desfazer
o aparente pouco que construímos
e de que me serve? e a elas?
que me sabe a []
a merda da açorda que por ti
só por ti não por elas
a santíssima trindade que te assusta
comi até ao final e repeti.
Merda, porra merda puta de vida
Tinha mais lógica,
mais de história,
esta merda puta de vida
quando lógica não havia
Simplesmente.

Os anjos, agora que o demónio se foi, esses são os que mais importam

I - O começo

Creio que seim pensarem muito
sobre o assunto em questão,
acredtaram, falhando no motivo,
que aquela pequena televisão,
ITT de nome e comando memorável
me iria acalmar o sono.

Era na SIC que dava
a mítica salada de frutas
Que mulheres ceramente não indigenas
usavam para cobrias as maminhas
que eu vuia sem qualquer saturação.
Explica agora a minha
irmã ao seu irmão mais velho
queeu o fazia para não dar
estupidamente nas vistas.
O meu pai nunca foi conservador
simplesmente era um sedutor
e o caminho onanista é egoísta.
"egoísta tu não sejas tu não sejas!!!
assim não deves mesmo ser meu filho"

Nunca me apanhou mas também,
não terminou em certo o resultado,
Também falhou na futurologia,
(talvez por isso eu seja consultor)
creio que nunca fui egoista
tornei-me foi num grande
grandessíssimo egocênctrico
habituado que estava ater
a culpa
por mais idiota que fosse
de quase
senão
mesmo tudo.

II

Quando talvez por erro ou não
passou p'las 10 filmes da playboy
um dos quais mostrava uma verruga
partilhada p'los habitantes
de um condado percebi
que foder era assim
muito pouco complicado.

Tinham todos no rabo
A marca do conde.
"Sê alguém que onde
és tu que dizes ser o teu buraco"

III

A internet trouxe ao compasso
da largura de banda mais emoções
Tudo começou com más canções
Tudo acabou com loiras
muito muito boazonas
A levar violentamente no rabo

IV - A escolha

Primeiro foram as loiras
Depois as mais românticas
depois as que a peida
sempre tinham preenchida
depois por viver a vida
clickarmos até a nhanha
surgir.
por uma ou mais que se estão
realmente e por contracção
tão bem a se vir.

quinta-feira, março 01, 2012

no móvel ontem.

N me f@lh@ndo @s cont@s,
Hoje j@ poderi@ ter tido
Um filho ou um@ filh@
Num berco vigi@do
Por um@ divind@de.

I'm@gino como seri@
Ou @m cd um deles
Que teri@m de cd um
De nos rep@rtidos,
M@s plenos no bom
Excessiv@mente d@do.

So um nome er@ certo,
o que deveri@ ter sido
teu.

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Mah Joh Phe nho - ou: vou passar a pedir o 78

I

Tem algo de restaurante chinês
a vida, exige que arrisquemos
para encher a barriga de um modo
que não estejamos fartos.








sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Turquia - num bar chamado kiki Aniversários

Caríssima,

Só escrevi no meu, no teu, e
quando houve o nosso.
Desta vez não te dei algo,
para além do silêncio orgulhoso
desfeito por idas À rua ingreme
disfarçado com o premir da campaínha.
não te dei nada e não por te saber longe
só ao me pai lhe guardei isto
só a ele perdoei tudo.
De entre o nada, o vazio que me deu.

Odeio perdoar-te tudo
querer tudo quando nada
por pensar só isso mereces.

É o mesmo que antes o mesmo
e antes só procurava razões para te amar
amando-te no fim.
Agora que procuro o inverso
que peço para te ires de mim,
carrego-te nos meus ombros
com o peso de lá não estares.
Ponho o orgulho de lado
e é só lá que te quero
Como se filha pródiga fosses de mim.

Tivesse aberto a porta
posto os caralhos de lado
entrado para te dar mais que um beijo
e shots de uma tequilla tua
como sempre bebida à pressa.

Que mais nos resta que o medo
que a vontade de sermos mais
julgando nunca servir o que temos?

Foi só por isso que nos vimos
Antes de haver futuro éramos.

[]-te mas, p'lo de há pouco,
não to digo.

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Turquia - a mensagem

As ruas não têm passadeiras,
as pessoas vão e atravessam
se querem ir para outro lado.
Há um respeito implícito na
travagem a acontecer provavelmente
mais vezes que um atropelamento
na rua que o iria julgar.

P'lo poder do tablóide,
Sabem-se as coisas
e p'las coisas se age. (a soar a ladaínha católica)

Definidos por por poucos
algo haver são pequenos
os mundos e reduzidas
as pontes ou portas. (técnico o tom)

Mas sou eu quem consideram
Brave (técnino) por conversas
que se tivesse partilhado
e fosse daqui fariam um chinfrim (velha de aldeia)
nas publicações supracitadas (técnico outra vez mas cantante).
Felizmente não sou e a diferença
de heranças culturais,
de viajar sem cruzes na bagagem
de evitar o excesso de peso,
de viver com o apedrejamento
Parece dão ao chentimento (velha da aldeia)
Exagerado, passional, contraditório
capaz de cortar cabeças
de esventrar por ele próprio
um maior entendimento.

Parece que sinto agora,
que já corri por um sonho.
Ou até talvez mais que um.
Uhm!
mas ainda desenho monstros! (infantil)




terça-feira, fevereiro 14, 2012

Turquia - o ronron de ronha

Olhava pelo vidro tão limpo
que parecia não existir.
O do meio, o que não se movia
os dois do lado estavam mais
por limpar de menos cinzentos.

Tinha ténis mais infantis que o costume
roía as unhas ou a pele dos dedos
o seu gorrinho de inverno no braço
do sofá onde dormia e agora
repousava tão infantilmente.

"Se era para terem demorado tanto
tempo podiam ter-me avisado,
só teria acordado há 20 minutos"

Afagava o cão com um inglês
quase que provocante.
voltando a cruzar as pernas
e a enroscar-se como um bébé.

Ela arranjava-se, e ele queixava-se
"Estás com aquele ar perverso
de quem pensa o inverso".
Pensasse. A estas horas observo.

Turquia - Acordar cedo em istanbul

Só a almofada carrega parte
do rosto que ontem sei
ter visto por momentos.
A luzentra por um ângulo,
até agora estranho. As horas
em casa seriam de adormecer
com ou sem aditivos modernos
ou simplesmente humanos.

Só o lençol ganhou a cor
que ao longo do pouco dormido,
perdemos. Qualquer sonho
está mais perto do agora,
que qualquer grito do antes.

É tão cedo que estranho,
a luz que fica mais intensa.
Já não estou habituado
a isto que chamam de dia
esta coisa de toda a gente.
Até fico com alergia nos olhos
daquela que precisa de corticóides.
eu estou mal habituado
até vejo no escuro.

"na noite ha a luz" diz o texto,
só sabe quem nela está acordado.



Turquia - a ressaca

nem o lubrificante ajuda
a aceitar merdas embora
nos aproxime com menor esforço.
São poucas as cordas que apertam
o pescoço com menos dó
que as palaras que soltou
com a gratidão da honestidade.

Há merdas que não temos
não temos mesmo de ouvir
por mais que nos aliviem
a consciência a ser no futuro.

e mais um fumo emprestado
pelo dinheiro que troquei
por uma serventia necssária
quase tão certa como um pagamento.
O tempo faz-nos aceitar rapaz
mais ou menos do mesmo
cria os vícios que tens de pagar
para alimentar ou saciar
numa base se recorrente doentia.
O homem tem medo
do que se repete dia após dia
tem medo da permanência
da certeza de uma foda
só por sorte exprimentalmente
baseada no visto sentido melhor.
Tem receio da rotina
de acordar todos os dias
com o bafo que sabe comum
depois de tomar um de X
Y de outra merda qualquer
Z de nenhuma coisa
TETA de coisa alguma.
Assusta-se com o orgasamo
presditigiado pelo arfar F
com a pele arrepiada por R
com o que por A implica B

E riem-se sossegados num quarto tão triste
Com o computador ao colo contando mentiras
mostrando referências sonhadas com mau gosto
tão melhores quanto mais têm, suco de laranja
ananãs maracujá goiaba imanjá e um pouco de acerola
cereais dietéticos. dos que ajudam a expulsar, uma criada
de traje à antiga e um nó de gravata, laranja por falta de gosto,
tão forte e grande que até a Sagres amarra a um porto.

E agora sorriem que já não veêm maldade.
o tradutor do google está meio lento
e o significado que dá não traduz porno
de mau gosto e por isso decente.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Estes gajao é que comem gajas boas

Gajas boas?
umas pindéricas.
Gajas que querem foder alternativos
terem experiências
para depois acabarem lésbicas
ou mães-solteiras aos quarennta
Uma tristeza de vida.
Mas daquelas tristezas que insistem
como potassa sobre um metal sujo
corrrói corrói sem ser acido
é tão básico que leva tudo à frente
Fode lá o "arstita alternativo"
Fode para aprenderes o que não é bom
e estranhares quando bem
levares
nessa tua coninha
Caso não tenhas medo ficarei feliz por ti,
estou certo que só te magoará
a barriguinha estremecer
não de uma duas ou três
o teu útero se contrair.
Vai lá pequenina
vai ter com o tue grande senhor
doutor das barbas grandes das modas
que por enquanto manda umas fodas
a gajas e não gajos rabetas
por que o senhor que o inspira
um americano que faz o que ele faz há mais de 20 anos
ainda não levou no cú!!!!

Tu tu tu tututututututu é uma expressão individualista
exige um bocadinho de auto conhecimento
de capacidade de flagelamento
de consciência
duvido que qualquer um destes senhores o atinja
e agora, só para rimar, para isto não ficar monótono
Mas duvido que consiga
pensar é coisa de quem é.

"1 + 1 é igual a dois
um por um é um"
A dos sete é que é difíicil
até aos seis conseguem tê-lo vezes 3
na boa
mas mesmo assim bué na bua
e mais não digo porque já é obviamente satânico.

O jardim botânico
era ocupado
pelo meu amigo que prendado
seduzia sem sequer beber.

Pois hoje não fui como ele
olhei para um jardim de betão
e levado por uma necessidade
quase egocêntrica de emoção
fiquei com o meu coração
embutido numa cidade.

(foi fácil ahn irmão
ele é um cara maravilhoso
o beija flor é o simbolo
é coisa de chegar ao coração
Ele ensina o perdão
ela dá à mão à vitima hindu
Até o hindu vai à sua celebração
não é mentira não
é verdade

Não é mentira não (cantado)
é verdade.

O rio ganges passaca pela terra onde eles iam ter
ninguém morria po aquelas bandas
por isso ninguém era atirado ao rio santo
a água que se bebia era pura para xúxú
Faia bem à pele e ao corpo que o ingeria
porque era pura como já disse.

O que mais incomodava
para não dizer surpreendia
no seu guru, um psicológo treinado
não eram as suas palavras
era a presença.

II

São horas de ir dormir Ays(com cedilha)e gül.

domingo, fevereiro 12, 2012

Istanbul take 2 - não importa a qualidade

I - Rondon

Tinha medo que ele sentisse
demasiado o frio que nos rodeava.
Veio com a promessa de uma calma
que inconscientemente promovia,
por só tisanas e nada mais beber.

II - Perksoy e Bebek

O bairro era mais simples que o outro,
não havia serventia artisticamente paga
E o carro era alugado por momentos
sem saber o nome de cada um dos motoristas.

Confirmo a tristeza comum no que me envolve,
nos olhos do que só por nome tem uma cara feliz.
Só se lembra um corpo do que sentiu
Só se há de lembrar do que a cabeça permite
O alcoól desinibe mas limita a memória.

O seu andar pesava independentemente
da griffe do par que calçava e marcava
até quem a marcha solene só ouvia.
"Vem guerreiro vem até aqui"
glorificando-se a conquista
esquecendo-se o pelejado
o embrutecido pelas camadas
de merda que nas campanhas
se foram acumulando.

Não há remédio ou cantar estranho
feitiço que tire o peso
karamba mukekas já não servem
e mijar p'ras mãos só serve p'ras frieiras.

custa a dormir por falta de embalo
ainda mais custa se não for o certo.
Deita-te e queima o que bebeste
o que comeste em tragos instintivos.
Não tenhas medo só os cães é que mordem,
e as matilhas daqui ou dali
não sabem abrir portas.

A cor aos poucos há-de surgir,
está escuro não procures ver.
Sente aos poucos, vê que se arfa
o laranja que é distinto.
Percorre o verde do momento,
que Alguém obriga a ser vitalício.

Mas tens medo, percebo-o
nos gestos que pedem sempre mais
quando o suficiente está à porta.

Se forem pós ácidos que vão.
p'ro caralho se vai tudo.
Não preciso de merdas que atinjo
por um equilíbrio disciplinado,
mais que gratuito poupado,
que custa por esforço a atingir.

Apetece-me ir embora.
Já destruido está o templo.
Não quero ouvir idiotas,
cançoes cantadas por memória
imposta por falta de vivência.

Sinto-me agora estranho
ouço as vozoes de longe
o meu corpo estremece
assustado, do medo
quem sabe extrai o motivo.
Sei qual é "the hippies are here
hte gays are there"
the idiots sit in front
of me, e eu não sei porque
e fico irritado, irritadiço
impossibilitado p'las palavras
restam-me os sons.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
GHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHh
CHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH-


(snif)
If
if
if
SNIFFFFFFFFFFFFFFfffff
IF
IF i was a rich man
la la la la la la la la la

Não
não serve
mulher
Tem de ser outra coisa

IFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFffffff
snif
if
if
I was an happy man
i would not fucking tolerate this shit
i would only eat
the simple things i want to order
ORDER in the room
Bring the broom and wash away
this
Shit.

Deus existe nas pessoas
O demónio consome-as
A luz aparente é o que chama os fracos
Os pedaços que restam refractem
o verdadeiro que se esqueceu.
O incauto bebe o que lhe é dado
sem cheirar o copo
a água não tem cheiro
a decente é inócua.
a vírgula a mais
o ponto a menos
faz tão pequeno o ser
ser.
deturpa a verdade.
até a mais pura.

A cura só se dá a quem quer.

III - Hiato conclusão de um dia.

Olhou-a nos olhos impressos
depois de os ter visto ao vivo
disse o mesmo "crazy eyes".
Elas conhecem-se é o que sei
agora que sou mais crescido.

É o fado como o que toca-
falam de poemas.
Só se sente o fatalmente dado.



sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Este sai directo no computador. O número não importa.


Escrevo. Começo lentamente com as técnicas de meditação que me foram ensinadas por um guru que, apesar de meio duvidoso, aparentava ter certeza nas suas palavras. Penso. Penso ainda e isso não serve o propósito inicial de este acto aparentemente criativo; corrijo-me, ainda não referi a intenção de escrever agora, quero escrever algo que parta de mim sem controle.

Primeiro. Inspiro. Segundo Expiro. Até o cardinal que achar necessário e, assegurando-me que aos pares ficará sempre a responsabilidade da expiração, espero que assim entre num transe qualquer que o cansaço e a limitação oxigenadora da gravata só deverão potenciar.

Continuo. Continuo. Continuo. Fecho os olhos de súbto e começo a deixar-me ir...

I

Já não está ninguem no escritório de este subúrbio triste de Madrid. Para além da minha engravatada pessoa só o imigrante Marroquino, isolado na sua cabine de controle, dá vida a este conjunto de metal om bastante mau gosto mas de renda competitiva - até se considerarmos um comparativo da europa do leste. Só ouço a ventoínha do meu computador velho e o bater dos meus dedos no seu teclado, por enquanto ainda com o receio de pressionar uma qualquer tecla errada. Ainda nao me sinto confortável com o fechar dos olhos e é por ter a consciência de esta pequena sensação pela primeira vez de hoje confirmo a minha humanidade, no sentido mais estatisticamente normal do termo.

Propomo-nos a sonhar desde cedo; a ambicionar algo que, por mais idiota que seja, acabará por guiar a nossa vida desde a mais pequena manifestação de consciência humana. De que nos serve isso para além de nos assustar e reprimir? Estou a escrever e tenho medo de errar, mas a ideia estará sempre certa, o receio vm sempre da aprovação do mundo da aprovação pessoal face o alcançar de objectivos bacocos que muitas vezes esquecemos que sonhámos por entre cabeçadas que acabamos por mandar contra paredes que muitas vezes nao sao paredes são pessoas mas que por tamb´m não se moverem tanto no plano lógico como físico acabam sempre por não ser mais que paredes.

Quanto me custa manter os olhos cerrados. *arece qie as cpmcçisões ão vão ser as mesmas se não conseguir decifrar aquilo que ponho no papel. Mas o meu cérebro é tão rápido a minha vontade de expurgar algo que ainda não sei bem de que se trata porque o método parece ainda ser insuficiente é tanta que acabo por ter esbarrar no controle que, apesar de garantir um texto legíbel, me sufoca o génio desde o momento do seu nascimento porra. Quero ter a certeza quero tê-la, mas por que raio não me basta pensá-la e exijo que a leitura futura seja garantida? Sou um idiota é o que sou. Fico-me no intermédio do mal pontuado e do underachievement.

O que me vale é o meu trabalho que tanto insultei por tanto tempo. Acabo por sr capaz de escrever quase tão bem como um estenógrafo de tribunal. Até abro os olhos quando sinto que falhei uma tecla só para confirmar que sim.... Trabalhasse com um piano com um instrumento e desse continuação melódica ao meu sentir já que parece que tenho medo das palabras.

Estou sózinho. Só ouço o som do meu computador e as teclas que cada vez mais rápidas são batidas. Vale-mea luz, a electricidade que outros mais modernos que eu tãnto aplaudiram. Certezas não dão gozo ao ser consumidor . Máquinas fazem parte de uma máquina que eles nem querem conhecer para aém das formas e sorrisos tamão falsos que lhes sã presenteados na televisão que só um aFricano hoje poderá olhar com espanto. Ninguém quer saber do que lhe é dado de graça, do que encontra ao virar de uma esquina. MAs será que é daí que vem a ambição, de se ver para além do nosso do que temods de olharmos para o vizinho? Se sim é uma merda se sim é feio se sim é estupidamente estúpido.

O que ambicionei meu Deus? o que quis para mim? Tudo me foi imposto por medo bruto e histórico. Sim tenho consciência de tudo, sim tenho, mas de que me serve porra? Nem sei onde quero estar daqui a 5 min cquanto mais no final de uma vida. só o trabalho me dita horas, locais e rotinas; é só nele que tanto odiava que encontro um qualquer equilíbrio e como me magoa ter esta conclusão, como me magoa a minha iditotice. Scarifiquei-me tanto, pus tanto de lado deste mundo por outro que agora, agora que estou distante, claramente vejo que me arrastoupara um estado sem equilíbrio.

Ambicionva tudo por nada, queria tudo para nada com nada e só por nada. Corri atrás de um sonho que me toldou o carácter, a razão o pouco amor que tinha por mim. Magoei-me, magoou-me mas ao fim de tudo admirei a minha coragem. Só um parvo o faria e eu não tive medo de ser parvo.

II

A pequenez de carácter é algo que só se pode conseguir de duas maneiras: a inata, que não tem cura possível nem mesmo com viagens à Índia com discursos de gurus, e a voluntária que, nalguns casos, permite retorno.

terça-feira, janeiro 17, 2012

Mais não escrevo porque estou particularmente infantil.

A sobriedade dá ao cérebro uma melhor noçao de cansaço, o cérebro porém limita o acesso ao descanço de que se necessita, logicamente que dentro dos limites que cada parte possui. Se não fosse o tabaco que comprei e referi há 2 posts atrás provavelmente não teria consciência de tudo isto e, por certo, não teria escrito os 2 desabafos imberbes que antecedem este; já estaria a dormir.

Crescer tem destas coisas e, por mais simples ou óbvio que nos pareça passado alguns anos, durante o crescimento em si se só nos doer as canelas estamos com muita, mas mesmo muita, sorte. O durante é uma merda. Tenho estado sozinho neste apartamento que sempre foi habitado ou visitado por muitos que aqui pernoitavam ,ironicamente para eu não ter frio, e, à medida que me tenho dado a conhecer a mim mesmo, cada vez mais sinto a necessidade de assim estar recorrentemente. Os outros a maior parte da vez só nos distraiem de nós quer seja por euforia alegre ou triste e daí só resulta o anular do tempo que é nosso e que nunca nos será devolvido. Faço coisas independentemente da sua dimensão ou morosidade, faço sem cabeças rolarem ou demónios surgirem pelo canto do olho e durmo sem a boca saber a papel. A princípio custou mas só temos de saber deixar ir,pois, por menos natural que nos pareça abrir mão do que /queremos, o desumano é considerarmos que algo é nosso à partida principalmente quando nos limita de volta.

Há tantos menos que nos fazem ser mais, há poucos tudos mas alguns fazem de nós nadas. É uma questão de sorte e mais não escrevo porque estou particularmente infantil.

At home.

A casa parece-se aos poucos com um lar. Adquire esse estado por ser vivida, não ter vidros partidos nas molduras das paredes, as paredes estarem sem buracos e sem leite que se derramou por impulso. Falta-me a gata somente para me dar o único carinho que havia na minha direcção antigamente; também me queixo de uma forma injusta, agora os meus amigos visitam-me e partilham a casa comigo, especialmente quando está limpa e não há pó nas paredes. Já não tenho saudades - deles - tão frequentemente como antes e eles para além disso já não têm medo da minha companhia e de quem me acompanha como antes.

Pareço outro. já não vejo televisão ao Jantar.

the house is clean, the paper has to filled - no muv

Desci sozinho a bica não a buscando ou o conforto do alcoól de outrora, tinha que comprar tabaco para fumar enquanto o chá, que me iria embalar o sono, arrefece-se. Ele aproximou-se de mim, desta vez não me cuspindo na cara, exigindo a compreensão pela vez que me cuspira.

A conversa não me agradou e foi-se tornando cada vez mais pesada ao mesmo tempo que chá ia arrefecendo e se bebia cada vez melhor e por tragos cada vez mais vigorosos. Chamava-se Rodrigo, apanhei eu no meio das suas palavras embriagadas, tinha estado em África com ela e sabia, como muita gente que não eu, parte das estórias que a minha acabaram por mudar subitamente. Refugiava-se num olhar assustado que me assustou pelo nojo que o meu subconsciente transmitiu a mais que uma parte do meu corpo. Tivesse cuspido, teria um motivo óbvio, explicável, para assim estar e, como da outra vez, ele não teria fugido. Fugiu e eu nem iria pôr um TU na questão que rapidamente deixou de ter QUEM. Só me vem a cabeça que pesa o QUANTOS que com cada I (romano) me alivia, estranhamente, o espírito.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

My own, now truly mine, housecleaning (III)

I.a.

Piso as escadas,
vejo de mais alto mas desço
canso-me aos poucos a caminhar
Levassem p'ro céu,
fossem lá dar;
nõ para
n vou lá chegar.
Canso-me mas p'ra lá não caminho.
Tudo oque faço é inceroto
e não sou levado p'lo vento
que as minhas pernas nao empurram.

I.b

Quem melhor me conhece
por timidez.
é quem menos me responde.
E, quando o faz,
leva-me a lado nenhum.

I.c

Dá-me lídia a mão que recusei
por pensamento só em mim centrado
dá-me a mão mas afaga-me o resto
sente o peso de novo dos meus actos
sente-o em mim.

Estás rubra mas não como antes ficavas,
o tempo sedimentou o que nos cobre
tudo aquilo que sentiste também vincou
esta máscara que já não reconheceste
só do outro te lembravas.

Olha o rio que tão diferente etá
mas que ainda guarda o seu nome desconhecido
Lembras-te? foi aqui que nos separámos
que por medo quis fugir de ti e me esqueci,
Lembro-me agora.

I.c

Cala-te cabeça descontrolada
Cessa já de pensar
Qto mais pensas mais eu de ti quero
e eu não t quero falar
Cala-te
Dá o espaço que tu tiras
coça-te mas longe
trazes sangue
estou cansado ao ponto
de chegar a versar de ti.

I.d.

As ondas batem na areia,
deixam na costa o que
dela tavez levaram
as ondas deixam de ser ondas
quando na costa batem.
trazem também o que marcado
folhas incertas que no fundo
têm sentido,
corpos mortos decompostos
pelo bater que não larga.
Sente-se na praia sujo
cheiro a mar que vem de longe
e sinto a sua chegada
estou sozinho e conspurco-me
faço-o sem me molhar.

I.e

Gostava de ser capaz de escreves odes vastas como o mestre e que dessa forma me explansasse em páginas que, por estarem cobertas de mim, fossem eu. Tivesse uma personalidade ou um pretexto para o fazer já que jeito me falta na poesia que, por ser feita sem jeito, nunca passa de linhas riscadas e não vincadas de sentimentos que or vezes senti. Fosse diferente, olho para a montra e inspiro-me.

II

Levaste-me comigo p'ra outro mundo,
Saímos do casulo. Adeus céu!
Entrámos e em seguida veio o escuro.
Há quanto tempo é que ele fora teu?

O pano ergueu-se mas não vi o muro,
mister caleidoscópico iludia.
Visionário idiota, eu no fundo
via tudo o que nunca te diria.

Ás vezes despertava p'ra te ver,
Tu concentrada separavas vias
Ah era em ti que agora me perdia.

Nada mais do que tinha queria ter
Sem querer c'o sorriso cativaste.
era e não sou o que fui já domaste

III (canções).a

A minha irmã Raquel
uma vez com o garfo
não teve cuidado
Quase que me pões zarolha

III (canções).b

Dá-me um motivo
p'ra me ir de ver
as conta q'eram tres
contigo não se aplicam.

Duvido que existam
mais casos como este
parece que deus fez-te
à margem de regras quaisquer

São só mulheres (voz esganiçada)
Diz alguém sobre ti
Acumula-se a dor
mas não chega o fim.

Que não sejas como foste p'ra mim
que sejas como eu não quis
como eras quando me olhaste
como eras quando me deixaste


III (canções).c

Se o menino jesus descer à terra
vai ficar assustado
a cruz onde foi pregado
está espalhada por todo o lado

IV

Não gostava de ter asas neste instante
e sempre, sempre as quis ter
a minha queda seria mais um fracasso
que a idade por qualquer motivo
ainda não permite.
Assim o mundo aponta o dedo a quem
não usa o que o fado lhe deu.
S cair, se se partir por completo
o recepiente que contém o que
transborda neste maço
foi só porque assim quis.
Quem compreendo o que se quer?
Tivesse asas, tivesse asas afinal.
Voasse p'ra bem longe daqui
não as tenho e só por isso
caio depois de saltar
como tantas outras vezes caí
não me despeço
porque não posso partir.