Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

segunda-feira, julho 04, 2011

Poesia da última semana, pela qualidade podem imaginar o quanto estou feliz.

I - Para quem só sabe contar até 12 aquela coisa do AM até tem utilidade

Caríssima saiu-me a água
Pelos poros sujos e os sacos dos olhos
Pisados nos dias
Que bebia como quem tem sede de algo.
Carrego o negro até no avesso
Envergo o que cobre quem se lamenta
Sou o more que andando não suporta
mais nada porque o resto ruiu.
Na arca ficou o puco por pilhar
O arremessado em dias de plenitude.
Desfeita já não treme com a conquista
das terras que na fronteira se encaixam.

"Baixou a cabeça o injusto, a pomba
desceu com o rio noutra forma vestida
Não tinha química a água a lixívia
por inexistente só o diminuiu"

Ó alguém do mundo que quero
Ó gravidade ao contrário que exista
Expurga este prequeno homem
Do mais pequeno H com 2 O poluído.

Prece ouvida, cabeça já no alto
é de lá não de baixo que o bem vem,
Ressuscita o impura c'o sujo como mãe.

II - Tentativa: O alcool desinfecta, whisky é quase água em escocês e o freguês tem a razão que só ele sabe

Dá-me o JB com gelo
2 pedras e um dedo de água
Por mais merdosa que seja com o álcool passa
a ser melhor até 2 dedos.
(1 do gelo, o resto do pedido)
Mais do que isso só o estrago,
sem o alcool não consigo
ó meu amigo
dar mais que um trago,
e de águ gu gu gu a
preciso para viver.

III - Carinha na alcova, carinho na bolsa.

Carrego cheio, esvaziado o copo, o corpo
De JB movido ao fim da escada
Abre-se a porta à gente na rua
e a lua puxa e leva-nos aos fados.

___________________________________

"Amar de mais é doidice
Amar de menos é maldade"

IV - Tentativa II mais inspirado com menos gosto e bastante piroso

Carrego esvaziado o copo o corpo
Cheio embalo-me nas escadas ingremes
Adormecido levam-me ao fatalmente dito
por outrem que eu so sonho outo lado,
Arrepia a forma entristece o conteúdo
choro lentamente porque posso
entender, é coisa de quem sofre.
e foge por entre as frestas da porta
encerrada por respeito a quem dorme,
uma palavra mais pequena que com sorte,
pelo peso não volta a ser cantada
E perde-se nas ruas do bairro mal afamado
Rodeia os drogados da fonte gratuita
brinca pelos dedos de quem os vê pela cortina
e continua pela colina acima,
e faz suar (á parte mas sim suar) o sino da sé velhinha
e lentamente sai do que me prende
e eu continuo um mariquinhas...

Muda a voz, muda a postura nõ soa ao mesmo
Vem da vida a tesão e o afinadinho fofinho
duvido que já tenha sido bem fodido
porque já nem da vida me distraia
todo o calor que existia
Assim de repente ficou mais declarado;
Venha outro, mais um que me distraia do que rodeia
alguém que me mova com a voz
que me tire da cabeça as palavras
que as subsitua por pouco pelas suas.

Abraço sob a ventoínha insuficiente o copo
Carregado tão bem com pedi
Sem ele não teria ido aos fados
Sem ele não teria cantado
Sem teria ficado farto
Sem ele teria [ ]
Sem ele não teria passado
A porta que me chamou do outro lado dos remédios.
Com ele me vou e em caracol surjo
Numa ilha perdida c'o Tejo ao fundo
o outro mais triste e bêbedo que eu.

Os anjos são roucos e acalmam-me como podem
JB puro não como os outros meio aguados
Fico aos poucos mais perto dos céus
Para o que é meu alado salto
Já tou darto de
no quarto
me esconder de mim.

V - Tentativa III sobre o mesmo tema

É mais cedo que o costume
e não me dói o corpo
Do cansaço ou sangue
A conta gota extraído.

Vou para o mesmo
o de sempre que não deixo
Que me assegura o mais simples
Vício que me garante um sorriso.

Faz sol na cidade
e a janela para o rio descanso
me dá sem eu o sentir.
A porta não se fecha mas fico
por ter a certeza que posso fugir.

VI - 28/06/11

Que me habite o que em mim
por vezes trago sem o saber
Que surja a luz que não se vê
Mão, treme por mim e outros
diz ao mundo o que é dele
e não receies o corpo parvo
face a mente que te interessa.

Pensa,
Pensa mais devagar do que podes
é pela mensagem que o fazes
é pelo que te rodeia que vives.

VII - + um.

Já chega desta merda
esta mesmo
este bedum
A que eu e tu
ou até msmo nós
numa só voz
chamamos ou chamámos
por sermos parvos
de vida.
Tu sorris ó meu idiota?
Não andavas com a corda
a que o amável te ofereceu
agarradinho ao pescoço e ao céu
por acreditares que esse caminho serve.

Quem não crê não teme
quem não vê nao pensa
ou finge que o faz.
Quanta gente é que aqui
neste pedaço [] de massa
acha que não se arrasta
para um enorme vazio?
"Parem a convulsão"
Chiu...
Não ouço nada.
Chiu...
não passa,
fico por enquanto na mesma"

VIII - 1st of July

A premeditação fode tudo
é bem pior que o conceito
aquele previamente concebido.
Envolve mais que gente
situamo-la no que pressentimos
e que não vendo juntos programamos
juntamos
simples planos
variedades diversas
e por situações disperas
esperamos que não surja algo de novo
mas,
de repente e de um canto inesperado
vem algo e nós parvos
ficamos subitamente c'o nervoso
miudinho ou não
como jogadores de roleta ou de outrojogo.

Fossem só pares e ímpares
vermelhas e pretas
dividise-se tudo por dois.
É pelo verde que se treme
saindo o zero não depois.

IX - Direito por tortas.

Pedimos algo que acabamos por possuir
mesmo que no instante menos próprio
A muleer que amamos e de que fugimos
Precisamente descrita e assim disponibilizada,
Ou simplesmente uma estalada ou par de cornos
que queríamos inócuos por uma amada.
É preciso tento, não basta q'rer
Têm as hipóteses de ser ponderadas
Hão de surgir mas só p'ra nos foder,
só aparecem em alturas erradas.

X - A HK. a pessoa não o clube.

Disse-me ontem, d aforma
Que pesada fica com a repetição
que pensar nas razões nunca serviu
A não ser claro que suporte a solução.

Eram os gestos mais duros sintomas
não o problema a ser resolvido,
E assim esquecia o que doía
inventando desculpas na dor de outra.

O amor estupidifica o melhor
de qualquer homem fica o nada
E o que é próprio minga no vazio.
Achava-me louco. mau, desrespeitador
Achava que dava sempre de menos
sentida que devia mais do que
alguma vez pedira.

Lentamente
tan tan mente
men en te
men en te
te vi como um apêndice ferido
um que por hábito não quis amputar

"VAI GANGRENAR"
gritaram os sábios
"ISSO ESTÀ COMPLICADO"
murmuravam os amigos
"EU AVISEI-TE
disse-me quem sabia
"Dá má energia"
Disseram os bruxos
Estimulando o arroto

Não quero perdêlo
a necrose nao vai existir
eu AGUENTO isto tudo.
Caralho eu mudo
Porque é tudo culpa minha.

(rápido)
Vou começar a ir onde não iria
Vou tratar por tu idiotas
Vou achar que é normal
Até mesmo especial
gente que se cagando
suportando o vício é amigo
Vou comprar um Kimono
Vou ficar mais mongo
dar $ p'lo vazio.

(devagarinho)
Pouco a pouco
pouco de cada vez
pouco ou chinho
até não ser um menino
até ficar lentamente bom
talvez mais feliz
sorridente
indiferente
ao que antes me incomodou.

(locutor de rádio)
Acho assim o nosso herói,
Que tudo o que de mau tinha
com aquela tipa iria mudar

...

Passou um dia, uma dia a seguir
se não falho as contas passaram dois
e depois 3, até semanas
e não é que a sacana
ficou indiferente na mesma?
Deêm sal À lesma
- gritou quem me conhecia
e como não percebia por ser outro mais quis.

Nem um esforço ela fez
nem uma vez nunca 3
4 não houve porque mais não tolero.

"tens de ser sincero contigo
Olha para o teu umbigo"

ELA È ASSIM

[VOZ de doido, rápido]

Ela não muda
ela não muda
não
não muda
Ela não muda
Não
Não muda
Não

Eu não sou assim tão mau
tenho um bom pirilau
e p'lo que consta sou bom de cama
E isto é só a merda básica
A primeira derivada...

[CRIANçA a enumerar]
Tenho casa paga
Sou minimamente
inteligente
Tenho conversas de interesse
Sou delicado
dedicado se apaixonado
Protejo
sou educado
Até posso ser de confiança
estou só com quem quero
Espero
Porque espero que esperem por mim
TEnho um humor caricato
Ofereço o bocado a a que chego
....




quinta-feira, junho 30, 2011

I

Uma vez disseram-me que estava em modo meio-homem. Não percebiam o que me tinha sucedido já que estupidamente lhes contara o quão feliz eu estava. Coisas mudaram lentamente como a minha consciência do eu que sou, ou era. Á medida que me olhava ao espelho, perdido entre as rotinas de cremes a que me impus para não dar a alguém o peso da idade e das suas, ao longo dos meses ia percebendo o que me contaram; não estava mais pequeno, estava era agrilhoado a uma esfera cada vez mais densa (como se progredisse na tabela periódica) enquanto corria numa passadeira de atletismo. As quedas eram frequentes mas, devido ao costume, pareciam já não doer nada; estava dormente como o Waters a dada altura do muro, e parvo assumi que era por conforto.

O desconforto acabou por ficar óbvio. As desculpabilizações carinhosas ou boas passaram a ser simplesmente estúpidas. E o excesso do bom a que me impûs terminou como eu nunca aprendi a acabar. Coisas há que precisam de saúde e de educação, outras há que necessitam da sua falta, e olhando-me ao espelho vi-me com o chapéu que nunca me puseram na sala independentemente do castigo.

"não foste educado para isto" uma vez disseram-me, "Não fui educado para isto" agora percebendo respondo eu.

II

De nada serve crescer
Mantém-se o dilema.
Luta grande
Ou Luta pequena
é e será Luta mesma.

III

Há aqueles a quem escrevem poemas feios e que os merecem jolies
Há os outros que têm bonitos mas nem merecem uma linha,
Também os há com sorte.

(...)

É triste querer tudo de quem nada traz nos punhos, os dois, que estende.

sábado, junho 25, 2011

Citando o JP que se lê GP

"Está com bom aspecto a senhora - diz a outra
O aspecto não dói - diz a primeira"

Há primaveras que chegam com o solstício que não é de Inverno.

Há primaveras que chegam com o solstício que não é de Inverno. Há tanto que é até o instante em que percebemos que nada foi. Agora vê-se, põe-se lado a lado tudo como quando se comparava o passado no passado recente porque na altura era um presente que agora só pode ser distante; como outrora avalia-se os x's que preenchem a escolha múltipla aparentemente simples mas que na altura nunca o foi e que até levou as mãos a suar e por isso a largar por vezes a caneta que imprimia a folha com o que em nós estava. E agora olhando percebe-se que as árvores eram silhuetas de edíficios que nenhum surrealista pobre foi capaz de edificar a partir da sua imaginação, o céu era um inferno invertido e o inferno era o oposto desse mesmo céu. O caminho era uma paragem de autocarros numa IC qualquer a que se chama vida.

Até a música soa ao que durante nunca soou. O que antes não se ouvia é nosso e tem, mesmo que por pouco, o sentido que deixara de ter.

segunda-feira, junho 20, 2011

Á chiqueta F. Nascimento

I

Assim é Lisboa
Faz de ti uma Pessoa
na boca do mundo.

II

Por mais que bom haja
Só o sujo ficará
mesmo aquele imposto

III - Variações sobre o mesmo tema comparação de personalidades distintas. (começo à campos o resto logo se vê)

Veio ter comigo junto ao quiosque do Camões,
Cabisbaixo como sempre mas sob a luz diurna,
Estava mais cheio do que antes lhe faltava
Era o mesmo parecendo outra pessoa.

Conto-me as estórias que eu já sabia dele mesmo
Ouvia-as com a novidade que o verdadeiro permite,
Qualquer filtro destrói uma memória que a partilha
Tende sempre a dividir por campos distintos.

Sabia a minha também por outrém
A partilhada com o interlocutor da sua
Senti-me o que ela já antes fora para mim,
Uma imagem desfocada que alguém achou que viu.

Rimo-nos do mode que os nossos lutos permitiam,
Perdera um amigo que eu desconheço
Ele sabia que eu algo também havia perdido,
Já passara pelo mesmo mas com as idades inversas
eu Nada lhe disse, ninguém perdi ainda, mas senti
Nos seus gestos marcados o que nos era comum.

Os cigarros esses foram-se acumulando
como as lágrimas que não tivemos coragem
ou força de soltar por tonificação de glândulas
baseada no repetitivo esforço.
Falámos enquanto caminhavamos para o seu destino
Não nos preocupávamos com a Garrett e os turistas
Ninguém nos veio vender Haxixe no Rossio
Não parámos para beber uma ginja naquele pequeno estanco,
Precisavamos somente de trocar algum cromo
Daqueles que faltam para preencher a caderneta.

Era um deles
não era como eles
ouvi dizer que já foi pior.

Seguiu o seu caminho sacro pesando-lhe a cruz do que se foi,
Sorri c'oa vontade de escrever e com a surpresa decisiva
Que um simples café junta Universos paralelos.


O que dói não é o corno é o ângulo de entrada.

Para apreciar ao som disto. Aqui.




Caxuxa: Ninguém por enquanto por perto

I - As paredes são diferentes, o local é o mesmo, o estado mais ou menos

A vida é tão parva que há quem traia e se consuma pelo ciúme.

II - É bárbara a consciência

O mau hábito tornando-se costume muda,
A mais simples percepção da realidade
Consome-nos o medo que afasta o necessário
Espantalhos somos em nós do que queremos.

A consciência essa chega-nos mais tarde
geralmente quantificada pelademasia
Com o rótulo que só nós temos de saudade.

Os gestos de puros ficam sujos
e incomodam as sensações calejadas ou
Se alguém não evitar sofridas.

O que se dá bom pesa c'oa densidade
desconhecida até o então da entrega.

Quem escreve espera que passe
Que passe ao compasso da bebida.

III - O sub é o que queremos, do sub de outro vemos o que nos dão.

Há quem beba luz e escuro,
Fique porque mais nada há p'ra alumiar
Outros clamam p'lo que ao seu lado
nunca deveria ter deixado de estar.

IV - II + III - I

Nunca foram as unidades métricas culpadas,
pela pequenez de uma pessoa.
Sempre existiram degraus ou outras
maneiras de chegar ao alto.
Há quem estique o braço
Mesmo que só com isto não possa.

Vive conformada a maioria,
é por arrasto que sente
E os rectos esses hão-de ser curvos se deixarem.
Sempre, sempre se quer mais um pouco de tudo
nada a ninguém chega
E os braços vivem de acordo com a cabeça
que o coração a terra gruda.

V

Já é tarde p'ro que antes fora cedo, são horas de ir deitar.

VI

Já é tarde deixa de te armar em pessoa,
Esse escrevia num armário
Tu és alto demais p'ra mobília padrão
Não es como os outros (a maioria)
és um outlier para cima
e isso dá-te outro peso.

Pensa que daqui a nada tens coisas a fazer
Tens de estar apto a pensar,
tens de ter uma voz que o bagaço
o gin
o whisky
e um cigarro,
Só te acabam por estragar.

E deixa-te de rimas pobres
São bem piores para quem sofre
"Esta pessoa vai sentir que pode
dentro de minutos se tiver sorte
que esta coisa é coisa pequena" - [voz de interlocutor]

Por isso rapaz tem calma, tem calma e pensa
Sabes que como outro qualquer problema
Da vida nunca terá solução melhor.

Isso,
Começa a deixar a rima num canto
num lugar qualquer ao qual não podes
não queres, ou tens medo de chegar.

Sê um homem rapaz
Sê o que a tua barba implica
Não tenhas medo do próprio que tu és.

Recomeça,
sabes que são quase horas do ó-ó
do bem bom que precisas
Como tens feito sem ninguém te acompanhar.
Até mudaste os lençois pá
até a deixaste sair de tua casa
Até da casa da outra saiste
Até p'ra casa de outra o táxi não apanhaste
E pelo que vejo ja nem expandes a tua conversa
Aquela que sempre tiveste a desconhecidas.

(vá podes, só desta vez) - Voz de responsável de infantário

Acaba a bebida
Nao sejas menina
Vai para a caminha
Sonha com o que queres
Quer sejam mulher
Ou simplesmente porcarias.

Isso,
Um último trago
Mais um
Agora outro
Esta quase
mesmo quase
Pronto,
Vamos que dói o pulso.


Epitáfio

Gajas malucas
vão para o caralho
mais vale eunucas
dão menos trabalho.

domingo, junho 19, 2011

4/06/11 provavelmente Antes do Meio dia.

Ditamos regras que não esperamos exercer
Com o medo que nos dá a reacção
A algo que consideramos furtivo.

Negamos tudo o que nos foi ensinado a negar,
E deitamos sentenças sobre nós
Pesando-nos o trilho p'lo que há.de vir.

E quando surge um dia o inaceitável
O que mais dói é o peso de não o ser
e as horas perdidas c'o medo.

18 de junho de 2011 - Voltei a escrever e como podem ter notado isto anda para o fraquinho

I

De nada serve chorar mais uma vez
A vida é curta demais para ser cíclica
Há características que só concedo à história.

Lamento muito do que me aconteceu,
Supreendo-me até, mesmo tendo passado
mais tempo que suposto, de coisas que me aconteceram.

II

"Olha rapaz, é a vida.
Goza-a o melhor que possas
mais cedo do que pensas
ficas
caústico e pensativo
como eu.
Já nem sorrio com as crianças traquinas
Sentadas irrequietas ao meu lado"

Acho que é o que o velho me diria
se largasse a bengala
e não tivesse vergonha
de mostrar a sua boca
(já só tem gengivas).

O resto vai no comboio
na linha traçada e certa
Saindo uns antes e outros depois.
Ninguém põe nada em causa,
Tão-se todos pouco fodendo pa tudo.

Ás vezes aparacem uns tipos mais arruaceiros
Roubam usando navalhas como argumento
Ninguém faz nada e as crianças choram
Precoces com o conhecimento crú da verdade.

"o indie que se foda
Os intelectuais de esquerda também
Os tipos do jornal que levem no cú"
- para eles é tudo ao contrário:
Nunca andaram nesta carruagem
Nunca pisaram este chão
Nunca olharam nos olhos de quem sofre
De quem se arrasta no que os leva,
De quem se assusta a caminho de casa
De quem pensa sair antes e fugir
não conseguindo por cobardia paternal
E o peso na consciência dos cornos que já antes a fizeram sofrer.

E o maquinista faz o que lhe mandam
Pára, arranca, arranca e pára,
Não se preocupa se alguém se perde no caminho;
Só os vê pelas câmaras que ninguém respeita
e tende a focá-as nas pernas de uma tipa qualquer
Normalmente com um ar muito rasco
por a falta de virtude nada mais exigir.

É mais fácil acreditar que as fotos da traição
Estupidamente claras, óbvias e flagrantes
São produtos de uma montagem qualquer
Do que na existência de um éden incerto
Aberto somente aos que são rectos na vida.

Não há nada mais certo que esta ou outra linha
Que o seu príncipio, que o seu fim
Mesmo que o horário seja distinto
do comboio o tipo
bem como o seu número de paragens.

III

O que mais me importa é tentar ser sempre um bom rapaz e fazer aquilo para o que fui educado, também de acordo com preceitos que me foram ensinados por quem me educou.

IV

A poesia surge-me, nunca me obriguei a ela. Pensando sobre a minha evolução como pessoa e, por disso depender muito, inclusivé aquilo que passo para o papel, nas alterações, tanto na temática como na forma, dos meus poemas, vejo que partilham estados ou, se preferirmos, paradigmas.

A minha produtividade é constante quando estou só, aumenta seriamente quando conheço uma nova pessoa ou quando dela me separo, e é nula nos momentos de alegria falsa, ou simplesmente conformista. Nas últimas semanas, estando eu só de novo, terminei a última condição; percebo agora que não era a falta de tempo que me limitava a produtividade, esse nunca foi o motivo, vivia era num ambiente que me castrava a criatividade. O irónico de tudo é que foi este mesmo campo da minha pessoa que me colocou na mesma casa, que já antes partilhara, o elemento diferenciador. Simplesmente, pouco-a-pouco, foi-se escondendo num ghetto qualquer sempre que sentia que estava a ser observado por essa pequena (ilegível).

O tempo consome tudo mas ao mesmo tempo que somos levados cresce com ele o semeado até dar o seu fruto, este é também com ele que amadurece.

A agricultura tem muitas coisas interessantes, mas a base para a sua análise terá de ser sempre o fim a que se destina. A inexistência de propósito só permite colher o que ocasionalmente surge, o que escapa às passaradas, às doenças, às intempéries, à criançada; trinca-se o que houver.

Há quem produza para subsistênca e tente colocar em pequenos terrenos de tudo um pouco. Trata com cuidado do que cresce, tem de pensar na despensa que vai alimentar a boca de toda a família; na cebola, no alho, no refogado, na batata. Cada uma das bocas tem os braços que a terra, que um dia os há de cobrir, trabalham e até lá os cansa e nutre.h

Há quem compre a terra que emparcela que produza muito e venda p'ra lucro.

Nenhum dos modos gosta de daninhas e pragas. Tem de se ter cuidado com elas, se surgem podem implicar que se replante tudo de novo. Também existem erros, se queremos batatas não podemos plantar courgettes. Acima de tudo é preciso atenção e carinho e esforço e pensar, todos ao mesmo tempo. Tem de se ter cuidado para não se desgastar o terreno, fazer pousios, depois de gasto já nada mais cresce.

Agora escrevo demasiado, inclusivé coisas sem sentido. Pinto em horas indevidas. Surgem-me na cabeça coisas estranhas e já não tenho medo de um não ou de um olhar [feio]/[reprovativo]. Ponho cá fora o que é meu; sorrio. Há quem goste do que faço, há quem se importe com o que digo.

V

You feel a bit tense, everything is going to be fine. Good Luck. That cl... Essa nuvem que te paira na cabeça dá-te cabo do penteado.

nao e a solidao que me assusta so a possibilidade de nao sair dela.

Overdose de incenso.

Não é o Diabo que incomoda, são as suas personificações.

Lições dos quase últimos 3 anos de vida.

1º. Não ser possessivo.
2º. Não abdicar nunca daquilo que nos define por obrigação
3º. Não tratar ninguém como um coitadinho, permite recorrências e acaba por levar ao ponto dois por obrigação
4.º Ao mínimo sinal de que é necessário dois para manter uma relação seguir o ponto um e seguir cada um o seu caminho
5.º Espaço de armário só deve ser concedido pouco antes do casamento, pesa na separação quando estiver vazio
6.º Caso não se siga dois e a pessoa gostar de arremessar objectos contra ti nunca ofereças sapatos de salto alto.
7.º Quem te avisa teu amigo é, quem te avisa mais do que uma vez além de amigo tem uma paciência do caraças
8.º Nunca faças ou aceites algo que te faz sentir vergonha face os teus familiares. Torna os almoços de família pesados principalmente quando se fala de coisas que eles nem imaginam que se passaram contigo.
9.º Se algo te é escondido é porque te pode incomodar. Só deves brincar às escondidas até ao 7º ano ou com os teus filhos, feito fora desses casos é estúpido.
10.º O que tens de melhor deve ser potenciado e o que tens de pior limitado por quem te acompanha
11.º Quem te acusa de algo que não fazes nem nunca esperas fazes é porque ou o faz ou já o fez.
12.º Voltando ao sete muitas vezes os teus pais também são amigos. Sabem mais da vida do que tu nem que seja por mais terem vivido. Se o que te disseram no primeiro dia é igual ao que te repetiram no último garante que o escutas da próxima vez.
13.º O sexo pode ser secundário para uma vida em conjunto mas é essencial para diagnosticar outros problemas numa relação.
14.º Quando te trocam por alguém não te deves sentir inferiorizado mesmo que o orgulho te doa. Há quem te troque pelo que merece, há quem te troque pelo que precise e há quem seja simplesmente idiota. Nenhum deles tem a ver contigo.
15.º Pegando no doze o meu pai disse-me: " tens é de sentir que está a viver, se não vives, por mais que te custe deixa-te de merdas".

Viva o Eastwood da Silva. Interpretação Livre.

É normal que não gostem de nós por aquilo que temos de mau. É triste que não gostem de nós por algo que tenhamos de bom.

Uma pessoa mais de uma vez me criticou por tudo ser tão certo, por eu querer o bom, por querer fazer as coisas vada vez melhor. Assustava-se dizia, a minha avó deve ter orgulho, os meus filhos, caso algum dia os tenha, deverão sentir algo entre os dois.

Sobre a mentira

Basta uma para que tudo soe a falso.

quarta-feira, junho 15, 2011

+ outro

Escondemonos por entre comptadores portateis
Assentes nma responsabilidade
Quase sempre assumida
Pla necessidade estupida de comer
só nos pesa o esforço
só nos arrasta o cansaço
sentir é p'rá casa
onde maioritariamente dormimos

+ uma quadra

Há coisas que passam c'oa luz
Outras morrem num buraco
Cada um com sua cruz
De enterrar minha tou farto.

Crescer tem destas coisas.

Costumo ir a Igrejas em processo de agradecimento, raramente peço algo directamente para mim. O meu pai complementou bastante bem a noção de peditório com trabalho sempre mostrando que a segunda opção era mais realista. Porém não sou mal agradecido tudo o que tenho e sou a alguém o devo, claro que o papá me dirá sempre que tem a ver com o seu "esforço" mas do pouco que sei de genética creio que há muitos resultados específicos.

O que importa falar neste contexto é da mudança que dois dedos de testa a mais e um par de "colhões" mais à séria permitem. Passei de um dia para o outro de agradecer por ter o que hoje agradeço ter perdido, fui já não sou um menino e crescer tem destas coisas...

terça-feira, junho 14, 2011

"dá-me um para me ir de vez" com imagem

"Tanta casa sem gente, tanta gente sem casa" - graffitis em Lisboa

Irrita-me solenemente ser olhado como um cabrão quando o apetrecho me foi colocado indevidamente.

segunda-feira, junho 13, 2011

Requiem

Putras não se choram, a lágrima não as extrai. Tentemos com terebentina.

sábado, junho 04, 2011

A vida é pior que um boomerang, o que enviamos vem dez vezes mais forte. Tenta ser bom senão não aguentas.

A vida é pior que um boomerang, o que enviamos vem dez vezes mais forte. Tenta ser bom senão não aguentas. Claro que um braço forte ajuda em todo o processo mas não há ginásios para tudo o que se lança na vida e nem num templo ecuménico penso que existam Santos para tudo o que há no mundo.

sábado, maio 21, 2011

Calma.

Tens de te acalmar. Espera. De que vale a pena juntares pequenos fragmentos que nem sabes se se somam em algo que queres ou evitas? Caiem-te de uma janela ou de outra em caracteres que só sabes serem humanos porque te foram ensinados.

No final do dia o corpo só te dói por tudo o que já antes fizeste e sofrendo não o mostras porque pesa a consciência do grito injusto porque também já o provocaste. Infelizmente desta vez é contigo e por isso te abre os olhos aos que de errado fizeste e que tudo provocou. Apetece-te sorrir a uma força qualquer que equilibra o mundo, chorar por dentro a ti e gritar a ela mas equacionando tudo só te resta o estado de apatia a que te deste.

E agora lembras-te do bom do que te fez seguir do que te fez correr do que te fez querer mudar, e agora percebes que se desvaneceu aos poucos dando lugar a algo que só com tempo e um estado qualquer que vejo em gente feliz se dá apreço. Querer assusta porque implica uma entrega e com ela, à medida que se vai acumulando, vêm expectativas pedidos, partilahas de um tecto, de um código genético, de dias, de noites de alegrias, de problemas e com isso tudo um receio de não servir. Fosse por não querer, por não amar mas há vidas que resultam num medo de não servir, de ser posto de lado e com isso tudo passa a ser premeditado desde o mais simples beijo até a uma piada parva que tem intenções sub-entendidas.

Não tivesse eu contribuído para isso. Não tivesse medo fosse eu mesmo e não valesse nem mais nem menos do que sou quando me dou a alguém que também aceito p'lo que é.

quarta-feira, abril 20, 2011

comprometi-me comigo mesmo a esqcrever todos os dias para mim e a colocar aqui o que resultasse dessa promessa, tão a cumprir como tanto o que me foi ensinado na escola, em casa e nas diocesse que na minha escola pregava. Nunca é e inteiro que ecoa em nós aquilo que dizemos com tom de obrigação e por mais ladainhas que pregassemos com a idade sabemos que mais umas, que outras, acabam por nos saltar ao lado. Ecoam em nós porém o os gritos qde lguém que eigiu e , por vezes, isso tem mais peso que a mão de um Deus que só afortunados perdidos no tempo tiveram a sorte de ver separa um mar e a levantar pragas por um desígnio macabro de um bastão qualquer que com os anos ganhou o peso e o valor de um metal mais amarelo que outros.

Ecos. sons ruminados por uma montanha tºao grande como nós e um vazio mais nulo que a nossa própria existência idenpendentemente da nossa altura ou peso. Ecos, e ecoam e por mais palavras que se perdam. Ecos, e coam e de súbito já nada se disse.

sábado, fevereiro 26, 2011

Num saco.

Era uma vez um menino que tinha medo de maminhas, porque o leite da mamã, bebia a senhora oléo de fígado de bacalhau e nha-nha de gajos manhosos, sabia a pirilau e a elixir de banha de cobra.

domingo, fevereiro 13, 2011

Tudo uma questão de justificação para pedir perdão ou não simplesmente um cigarro.

I

Somos ironicamente justificados
a fazer mais do que o feito
ou do que o intencionado
por propósitos já gastos
em conversas de esquina.

Dói-te o corpo certamente menino
carregas tanto porque não partilhas.
Julgas que ninguém repara?
Uma cara diz quase tudo
ou assim diz a zine de um rosa podre.

"dá-me um cigarro"
Fico estupefacto.
"é para um charro"
será que justifica?

És parvo
és tótó
és nojento
será que sou tão cinzento
ao ponto de achares que assim me alegras?

Já chega
tenho pressa
e só um no maço.

II 2º variação o tema é sempre o mesmo.

como uma bola rebolas e arrastas
parte do que por isso levantas
as páginas, tantas, lidas
quase que completam um livro
que alguém mais que tu leu.

Estão escuras as ruas,
guia-te alexandricamente a luz da sala
a que deixate ligada para a tua gata
essa pequena
ter uma noçao errada do mundo.
Ressaltas nas esquinas
que aqui não dão companhia a ninguém.

~vultos surgem
procuram algo
tudo se permite
o instinto acorda
e quem precisa cheira a milhas
o que necessita no bolso de alguém.

"tem, não tem"
ninguém pergunta.
É outro o assunto.
O mundo tem fome
nem que seja de fumo.

Acendi
larguei a pista
fui um bocado descuidado
"tens um cigarro
é para um charro?"
Bem aventurado
Quem p'lo vício conquista.

domingo, janeiro 30, 2011

Caríssima (take I)

Talvez te tenha dado
uma razão para saires
para somente ires
à procura de um sentido.

Mas agora sozinho
neste canto qualquer
vejo a mulher
que queria tão longe

Porque te foste
porque nao disseste
Porque nao fizeste
Só o que querias

X2

Nao me escondas tudo
Nao me guardes da verdade
esta nossa cidade
é tao pequena

O que um dia é azul
dir-me-ão que verde
Assim de repente
Um simples nada é muito.

Ouvi dizer que na marquesa estava uma francesa que percebia o que o gainsbour cantava.

I
Porque te esqueces do que foi dado
entre dois copos e um charro
que alguém fumava e bebia ao pé de ós?
Esqueceste-te de dizer tanta coisa
Parace que a pessoa que foi a lua
resume tudo em palavras pequenas.
Mas o que importa a dimensão do que algu´´em nos diz?
É peneira a verdade de tudo.
o mundo soma.se e anula-se
num jogo que só dá zero
independentemente do que se aposta.
Quem joga primeiro senhores?
Será um doutor pós moderno
será um rapaz sincero
ou um ciclista de domingo?
nao interessa aqui joga-se +ara p bomgp
e conselho de amigo
joga-se a sério
indepdentemente do credo.

dissea barbarbara a mesa e pequena para tanta garrafa

Tentas esquecer em noite perdaas
entre o nada que so sente por emprestimo
de um trago que das enquanto outro so te quer sair.
estas num canto ttrsite a jogar
com as palavras que alguem solta feliz
~~~~~~Como se a pesia ganhasse mais sentido com uma proximidade do real.

Repetes a ladainha
repetes
ate qiea decoras
com todos os apeadeiros que nunca te hao de ser precisos
para alem da viagem que talvez um dia
um dia
partilhes com alguém que te importe mais que nada.

Cpmversas perdidas
idas a laponia
um dj que arranhava mais o hispanico
por paixao
que o ingles.

O mundo nunca ha de ajudar
a esquecer o que tivemos
vejo beijos
partolhas
abracos sentidos
c0mo aqueles que ao adormecer dao cor.

meu amor
as merdas ha muito que estao ditas
e é pelo ditado dito que nos valiamos
que adormecemos
mesmo que lentamente sobre uma cama
que só será por nós feita.

Onde estarás tu nesta hora
o que farás
o que dirás sobre um balcao qualquer
sera que perde s a mulher
que es
num instante?
Será que um chulo me dira uma vedade qualquer
que
por seres mulher
p'ra mim
eu nao quero ouvir.

II
ja nao ha nada mais sobre a mesa que garrafas
vazias pela sede de quem delas bebeu.
Merdsa imberbes que nem sei o que sao
vicios que justificam o que são
nao o que uderao ser,
Mama,
mama
onde estás ti neste instante que so colo exige
em que se finge uma humnanidade que medo
tem de dormir sozino.
Quero abrigo
faz frio na rua
e a rua e suja
todos nela caminham,
inham inham e marcam.
passam
num sentido qualquer
que nao este que tenho.
vejo,
uma pintura num espaço qualquer por preencher
movese-me o braço
sobe o regaço
dá-se a luz ao que antes era negro
tenho isso xom a dimesao
quanto maior mais escura
quantomair ais pura
mas nunca no começo.
III Propriamente dito.
Estava a mesa cheia
tombavam para os lados
cada um dos edificios
de um vidro
que só se faz por ser útil.
Caíam
desciam pouco a pouco
cada um deles fervorosos
só se partiu
de um plásico
segura pra infelicidades
maiores ou
menores.
bao me cabe a mim julgar
atitudes
desprovidas
de um sentido emrcemente imposto
as regras de um jogo
sao definidas por quem joga.
Mostra-me a tua mao
antes de lançares as cartas.
A mmesa e pequena
para tanta garrafa.
IV
Mamã és um monstro criado por mim
verde como a falta que me dás
como a mao que ja nao me afaga
como a falta de um gesto aprovador
de uma atitutude qualquer mais parva.
Entendo-te no teu medo senil
da pouoca ida de que tens
o que é ser mae afinal
o que ditar um futura para um miudo que o pode escolher
de entre uma lista
de uma lista que nao acana
que nao psa sem ser pelo tempo.
Tenho meo
tenho medo mamama
o que será tornal aguém no que tu foste
quem me ensina deixar o igarrp
a vir de um trabalho para um abraço desporporcionaç?
afinal
uqem é que sabe esta merda toda?
Mama,
mamã,
mamã nao te escondas
és uma pesoa
com os teus receios
com os medos que nao me dizes
porque finges que não existe mais que eu no mudo?
porque fazes sentr ao miuda que nada lhe ha de toar?
Mamã
mamã,
TEnho um monstro debaixo da cama
tenho uma aranha no teto
E acho que sou eu que estando sobre
estou sob o colchão
V
Pai conta-me uma história de embalar
diz-me que uma ventura nao dura ais
que um parágrafo
Entoa uma história que sei ser tua
Mostra-me o que não muda
cria em mim o rancor que faz com que se pense.
Papá,
tente mostrar-me o que só um privelegiado vê.
Nao pense nos porques papá,
nao ense no gágá
nao pense no que será
nao ense no que deus dará
diga só o que existiu.
Papá,
O que é um colo
o que ´um carinho
como é estar sozinho
na casa que sonhou?

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Para o titio.

Deus me livre do Desassossego.

20/01/2011 - Já ponho datas nas minhas coisas. Estarei datado? (piada parva resultante de convivio com poetas)

I

Somas pouco com pouco
até muito já teres gasto
a vida é um pequeno jogo
em que apostas o suado.

Não sabes o retorno
mas o que evita uma jogada?
Já com com corda no pescoço
Gargarejas que passa.

No final tudo somas
Todos os dados levam tudo
E fatalmente tu lá jogas
c'o que resta do pulso.

II

Contabilidade Realista.

Somando pouco a pouco do que nos dias larguei, constato quem em meses foi largado muito do que o meu suor permitiu, potenciado por um traje classicamente moderno e obrigatoriamente engravatado.

Considero-me um polegarzinho moderno que, ao invés de pão, marca o seu regresso com euro peus caminhos que percorria. Justifica os vícios a falta de rotinas sem horários definidos e/ou de um nascer de um astro que nunca inesperadamente surge ou cai. Parece que um relógio programado é o melhor dos contabilistas já que por arrasto de um horário restrito nos limita limitando os investimentos desnecessários, i.e. sem aparente retorno, nunca em qualidade somente no número de vezes que existem.

"Amanhã continuo, tenho merdas p'ra fazer".

sábado, janeiro 15, 2011

Caderno antigo provavelmente maio de 2010

I - Quando ao fundo está algo que foi nada.
Quando ao fundo está algo que foi nada
quando o tempo passa,
por entre os dedos em segundo
Um nada que tudo
Que tudo resume
Puxo,
Puxo e bebo um trago
que a pouco-e-pouco nunca será pequeno.
Tentas não olhar
tentas no vão que te é próprio
enquanto tu sóbrio aguentas
e inventas num instante
uma história qualquer
a que ouves porque queres
Só porque precisas.
II
Apetece-te ranger
os dentes que te sobram
que não largaste no caminho.
Os caninos
os molares afiados
os incisivos
e os outros que estragados
ainda não caíram.
r .r .r .r .r
rosnas
ameaças
amordaças o que vês p´'ró sentido
que temendo exiges.
III
És um maricas
tremes face o que também fazes
o que nem sabes se existe.
És um triste
vives nos ses
q' enrolam o que existe.
Tens medo
e afundas no negro
o peso que te afastasta a solidão.
Pedes perdão,
pl'lo que nunca perderias.
IV
Cheira a esturro no fundo
Cheira a esturro
no fundo
de mim.
Aqui.
_______"______
"porquê?" pergunta o leitor curioso
ansioso de resposta certa
come se nada mais lhe importasse
que uma certeza qualquer.
Responde-lhe como lhe apetecer.
"estava um palhaço sentado
a fazer malabarismo
Quando só queria ser dançarino
como o caniche perneta"
Note o leitor o humor
o requintado ou mesmo antigo
mas também consigo outro estilo
é só pedir...
"Um cabrão com cabeça de colhão
estava sentado ali ao fundo
Chorava muito com tanta emoção
Não tendo herpes tinha quase tudo"
Falta garra meus amigos
sei que o podem dizer
mas também hei-de fazer
o mesmo noutro tom
Desde que se ouça som
som é e será preciso
"Ai que tristeza
que melancolia..ia..ia..ia
que sinto neste canto
será que é o meu quebranto
Está ali quem ele comia".
Já chega
Já chega de merdas
DE ignorâncias bacocas
De bocas
de inutilidades
só se diz a idade
ao que jamais soía.
V
O princípio do fim
e assim começa o poeta
com eufemismos
tá farto de ser pesado
é sinal de uma fraqueza parva
do mais pequeno que existe
em qualquer ser que pensa
Pensa este autor
que tem a sensibilidade de não se achar senhor
de uma verdade p'lo menos dele
dele e de mais ninguém.
"Isto está uma parvoíce"
Mãe, o que é que eu lhe disse
já muitas vezes sobre
sobre isto que está a fazer agora
a estragar-me uma criação
intrometendo-se no meu processo criativo?
"É depressivo meu filho"
o princípio do fim...
mãe saia daqui, UM
"Eduquei-o para ser um vencedor
Um senhor de sapatos de vela"
"aguenta" penso eu
"Aguenta" penso eu de novo
o princípio do fim...
A vida é um jogo
Com regras que se engolem.
VI
Avida é um jogo com regras que se engolem desde que se lança o primeiro par de dados. E não interessa se ao lado do tabuleiro acabam por cair, caiem e sai um de muitos números.
VII (Não te precipites)
Não.
Pensaste bem no que fizeste?
O que disseste?
VIII - No lounge 08/05/10
Acendo o cigarro na vela em frente, poupando uma qualquer fracção desconhecida da carga do meu isqueiro e dando um uso mais que luminoso a um qualquer objecto do ikea assim não tão barato.

Há uns dias atrás.

I
Que saudades que eu já tinha
deste cheiro, cheirinho
maravilha
de mau ou bom subterrâneo
sucedâneo
de um qualquer subúrbio.
II
Parecia pelo ângula do braço
sustentado numa parede da paragem
de autocarros no chiado
uma puta que por certo não era
Passava a perna ao incauto
fumava o que parecia ser
sendo um cigarro
um parpalho mal enrolado
que p'la falta de estima
é cara o charro
só puderia ser a versão de maçp
claro que em saquetas vendida.
Parecia que chovia
Entretanto choveu.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Quem pariu, sabe o que pariu
Quem pariu bem sabe de côr.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

poema de outra

Amanha dia de estreia
Venha o publico
Essa gente
Tao querida
Amorosos sao
Os que querem
O bem
E o mal feito.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Falácia pós moderna

Quero botas de aprés ski
pr'aqui

não neva.

Ai o craças.

"não sei porque tou tão feliz e já nem sei se é necessário ter um bom motivo"

Talvez seja para esconder uma infelicidade
diz o mesmo tipo cujo problema era a felicidade
que em brasileiro soa e sabe tao melhor que em portugues
tem a ver com forma como se fala
independentemente da forma como se concretiza
inteira ou às metades
"felicidades"
merdas
buscas estupidas e mesquinhas
comparaçoes idiotas
que nao tem sempre na duraçao
como uma lata de ervilhas
que, por mais que dure, dura sempre menos que uma vida
incipiente ou com décadas a percorrer.

Dou mais um trago no leite
que previnirá uma doença ossea qualquer agora
que nao cresço mais que para os lados
implicando a horizontalidade velhice
quando ela implica crescimento.
A única coisa que sobe e desce
para além do óbvio
é o fumo
que quanto mais graúdo
se tivermos crescido por sentido
ascendente
é mais requintado.
Passa-me o charuto ó miúdo
serve-me o copo que hás-de beber.

momento televisivo entre momentos de televendas
o zapa zapa pá pá pá té ro
zapa té rú
que leve no cú
e todos os outros que põe no bolso
o dinheiro que o povo
deveria dar para governar
um governo que se calhar
não é de um mas de todos.
Como é que somos
representados
por idiotas palermas
cheio de esquemas e de pernas
que tão parvas usam luvas
filhos de lutas
de bairros
uns caralhos
zitos
menores
que por gritos de uma revolta que qualquer um já esqueceu
pelos bonés que ofereceu
ascendeu a um poder
que por direito e o que se quiser
poderia enfortecer
um cravo que se sabe cada vez mais murcho...

são as reformas
os políticos são pobrezitos
uns coitaditos que vivem de esmola
que inventam uma escola
que forma em invenções
por um par de tostões
que o contribuinte pagou.

E se fossem abruptamente para a puta que os pariu?
e se o abrupto realmente o fosse?
e se a liberdade fosse o que a revolução trouxe?
e se a decência um dia andasse na rua?
E se quem manda fosse mais que uma fruta
que dura três dias no continente?
Que come da mão da gente
que disse que dela comeria?

(á lopes graça)
Acordai
Gente que dormis
A enganar a dor
por entre covis
de gente que come
daquilo que diz?

mas ninguém ouve daquilo que o povo canta
e a mama
essa será sempre a mesma
e a lesma
desliza na rosa
que bebe da poça
que só na cor muda.

II . A cantar porque espantas o mal e talvez a gente se entenda
Votaste,
Mudaste quem te governa
disste que a perna
ninguém te passa a frente!
Vai ser diferente
o dia que tu segues
já nao temes ninguém!!!
Foi por isto que a tua mãe morreu.
III - Grito suburbano num bairro da linha.
A mãe do zé cheirava
a perfume bastante caro
o carro do pai era uma bomba.
Tinha um carro tinha cona
que por cilindrada se dava
a mãe do zé cheirava
pelo nariz tanto se deu.
A avó do zé morreu
num canto escuro qualquer
Cedo se fez mulher
Católica era séria.
O avó esse era um monstro
nunca pagou p'ra foder
ainda estão p'ra perceber
como branco era negro.
IV - Acho que era uma mulher.
Só não fodeu o joão
porque ele não tinha conversa
Quem quer foder com pressa
Tem menos que pouco tempo.
Até que era bom moço
Diz tudo o que ele carrega
Voluntário do esfrega esfrega
Sai bastantes vezes À noite.
Deu há uns dias um açoite
A uma desconhecida velha
Duvido que ela não peça
Uma segunda oportunidade.
V - ligo o complicómetro.
Ai! mulher parece que não me entendes
perdeste numa conversa mundana
apontas-me o dedo que lentamente levantas
e dizes que a verdade está escrita nos meus pequenos
gestos que repetidamente te ofereci
como um presente moralmente gasto
e estupidamente justificado por uma vida de uma classe média triste.
Nunca te hei-de partilhar mais do que palavras ou lágrimas que verta
quanto te conto uma história que não sabes por mais que ta repita
e te aponte lentamente e com detalhe onde me custou.
Custa-te a entender percebo-te tal como não percebo o que a mim partilhas
mas não te faço perder mais tempo do que aquele que uma vez fiz.
Claro que me contas e contas e contas vezes
sem conta porque esse nunca foi o pouco que tivemos em comum,
mas também que nos interessa quando se trata de uma partilha.
Quero-te e se me queres queres o que digo,
o que conto à luz de uma lareira que se gasta
com o consumir de um gás ecologicamente mais avançado
e menos consumidor que uma versão incandescente.
Mas até nisso estamos limitados,
acompanha-nos nas conversas o que alguém exige
o que alguém diz ser amigo do ambiente (voz de gozo)
Não me percebes
nunca nos havemos de perceber.
VI - Pretinho.
ó pretinho
de São Tomé (mais grave)
tens a praia ao pé
e morres de fome
que sorte
de merda
mas ficas bem no currículo
ó pretinho
de são tomé.

Voltei. mal mas voltei.

Caríssima,

Pois esta aguardente não é quente
Como o cha que me serviste ha dias
Tu é claro que no canto que tinhas
Sabias que o que tenho só um sente

quando pasmado ou só parvo sente
por entre o que claro ou não querias
"ah porque te armas em pequeno vias
achando que de cima eras difrente"

E ris-te sem nenhuma novidade
justificando o triste que eu trago
por entre os dias em que nada faço
Na tua fronte que o tão branco marca.

E assim um dia devagar nos passa,
e lentamente arrasta flicidade.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Ano Novo...

Vida nova. Ah pois é.

Está a dar o Fernando Tordo na televisão a companhia está a lavar os dentes e as músicas que ouço parecem-me saídas de uma série com o Miguel Guilherme e a Rita Blanco - se preferirem do tempo em que quem governava era humilde nas origens mas doutorado nas competências e tinha tomates para praticar censura com lápis dando até emprego quando hoje, por ela sem nome, só se tira.

Esfrego os meus pés e sigo com a mesma máxima: "Ano novo, vida nova", ou tudo continua porque o puto com ar de elvis como o elvis morreu.

Neste ano prometo que vou voltar a fazer o que desde Julho deixei tanto por escrito como com rabiscos que assumem formas distintas das caligráficas, (será que isto se diz, esqueci-me mas hei-de me lembrar), vou tentar ter uma vida mais sensata, saudável e, se assim entender, equilibrada mesmo que isso implique o desequilíbrio nuns quantos campos.

Na minha vida fiz viagens de ida e volta
...
devagarinho era um problema para começar
...
mas outra vez a triste sorte com subi
...
Adeus tristeza
até depois
chamo-te triste por sentir que entre os dois
não há mais p'ra fazer ou conversar
chegou a hora de acabar...

Bastava-me apenas escolher pensei que isso era vaidade
(som do rato da minha gata a passar no chão)
...
e o meu futuro há de ser o que eu quiser
Adeus tristeza
até depois
chamo-te triste por sentir que entre os dois
não há mais p'ra fazer ou conversar
chegou a hora de acabar...

(repete.se até o coração parar).

E com esta (re)começo.

Maestro !!!

terça-feira, julho 13, 2010

Catarse.

Estou a flipar como um golfinho supostamente esperto tendo a minha frente nada mais que uma bola colorida que, esfericamente, resume a minha exitência simples na complexidade que um mundo da dimensão de uma piscina permite.

EStou a flipar. Não aguento mais uma sessão de criancinhas parvas que procuram explicações para tudo quando o que me é tudo me parece tão inexplicável como o funcionamento de uma bateria e de uma lampada e de um frigorifico e de um motor de combustão interna que, neste último caso, até pode justificar um gasto de muitos mais euros que muita gente ganha, parte ou acumula.

Vivo a dicotonomia presente de um vácuo face á totalidade que antigamente existia. Parece-me que a galáxia que sou mudou as suas forças gravíticas após colisão de um cometa ´...e o rasto que deixou é a +unica prova que existe de tudo o que uma vez vi a minha volta.

Eestou cansado
Estou farto
este mundo é pequeno
tenho medo
de tudo... (cantar)

Ah musas de outros tempos
movam aos poucos os vossos cabelos
dos ombros
dêm a voz estrondoso a este poeta
Já nem na tristeza encontra o alento da escrita
já nao cita euforicamente os gregos,
Esqueceu-se do que era estoicamente correcto
que o rio flui sempre e só num sentido,
naquele que o destino parece impor.

Que as minhas lágrimas surjam e reguem o que semeieo com custo
com o agora não acostumado esforço desumano,
Aquele que por tantas vezes ao papel direccionei.
~Mudei, musas mudei, cantei aegrias, celebrei os meus amores as minhas paixões
por mais tardias ou precoces que fossem
Escudei-me por detrás de palavras felizes
de um te que precedia a serventia e do qual agora sou escravo
sem qualquer produtividade na tristeza.

Pensa, Pensa, Pensa homem vais ver que te libertas
Que talvez percas a fé a que te entregaste
Que derramas as lágrimas derradeiras num caminho teu
aquele que há pouco tão pouco referiste...
Esqueceste-te homem? esqueceste-te?
Como se se foste tu quem o disse, que o passou para o papel
que o retirou de si...assim não vais longe
assim nada vais conseguir
assim vais-te iludir na tristeza que carregas
que muda a cor do mundo
que faz um azul ser tão mais que ele prórprio.

Musas musas antigas onde estão, corpos de abrigo porque já não me esquentam
Tristeza porque é que já só um balde te ilui dilui di lui di di di di lui?

As armas e o os barões assinalados
Que agora se encontram num melodrama
por sentimentos nunca antes dados,
batendo numa tecla numa trama
e sempre a mesma mesmo estando fartos,
"Ai com caralho tudo isto cansa"
Cantando expurgarei por toda a parte
Se assim me ajudar o whisty e arte.

Não não não não n~ºao. Nem os clássicos me inspiram como deviam. Toda a merda da beleza instituída das regras feitas o que me é isso, filho que sou de uma geração televissiva e sempre corrigqueira? O que é o real para mim, o que o torna mais belo o que faz dele ser o que é? o uqe? a Fé? já ninguem acredita nele próprio e deus não existe para justificar nada nada mais que a meteorologia nos é! MERDA e merda para quem cagou, este poeta deixou lentamente o recinto:
Pois se existo, não posso carpir, torto mais não hei-de escrever e p'ra viver que leve então com os outros.

sábado, julho 10, 2010

Olhas em teu redor: Tantas. AlgumAs com o que lhe falta e nenhuma com o que a faz.

terça-feira, julho 06, 2010

Then suddenly like a sparrow who suddenly showed on a tree branch the poet rises at 6.00 AM from a lenghty sleep.

É tão tarde
e a cidade dorme.

Só o calor que se sente incomoda,
Ás segundas ninguém que importe
anda na rua...

Em cada quarto com tomada algo há que ventila,
Corta-se o ar lentamente,
lentamente se refresca
e sobrevive
O resto.

Modernices,
Em mim não existe ventoinhas,
nem uma ou duas pequeninas
Porque até davam jeito
Com esta merda de calor.

Estupor
Do TEMPO
ou do Sr. CLI MA an an an an an an an
(e insisto nisto só,
para evitar problemas de traduções futuras,
não se perca tempo para evitar que se tornem manhosas,
- Tenho as minhas crenças que hei-de de ser famoso
Sei lá.)

TRIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
Movo-me lentamen en en en en te
até
Á janela.
Estou de pé,
Pergunto sem me mostrar
"Quem é?" (com voz de sono)

"Publicidade
Dos colchões pikolin
Estão fazendo desconto"

Treeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem
(abre-se porta)
Cheek.
Move-se alguém ao fundo.
PUM
(fechou-se)
Foi-se o senhor,
Foi passear pela cidade
Ganhar o seu pão por molho submetido
Ao escuro e vazio
de uma caixa velha e com pó acumulado.

Quem limpará as caixas de correio postal?
Será normal que acumulem pó e permitam,
caso ventilação não lhes seja necessária,
(o que eu dava por uma ventoinha
uma ou duas...mesmo que pequeninas)
O desenvolvimento de formas de vida
Das dimensões das ventoinhas
entre parentesis nomeadas.

Nunca limpei a minha,
às vezes até demoro algum
Tem pu
A retirar as cartas,
por distracção clara.
É vidente.
Que eu saiba
Nem a santíssima trindade
das minhas matriarcas
Bastante obcecadas
Por limpeza
Esfregam
ou passam o pano
na sua caixinha de
surpresa(s).

NÂO.
nã ão passam.
Não precisa de ser limpa.
Contas que acumulem pó
Dicas da semana dá a velha do mercado
E o lidl será sempre barato inde
pen
den
te
MEN e te
das promoções da semana.
Os postais
especialmente os artisticos
ficam sempre melhor com uma patine suja.
Que outra parte de uma casa da para rua?
Que outra parte fica com uma parte dela?
Nem falo dos japoneses que deixam
e já vi isto nalgumas casas europeias
os sapatinhos da rua à porta...
tenho pena dos que têm filhos do skate
aqueles com ténis grandes
Cheiram mal para diabos
Quase como queijos de Santa iria,
Exigindo áreas bastante ventiladinhas
(o que eu dava por uma ventoinha
uma ou duas... podem ser pequeninas).

Visto.me sem pressas,
Carrego no botão de standby da minha nespresso
Ponho o meu copo de leite na parte que expele.
Ponho a capsula nas parte que lhe diz respeito,
A que o clube me recomendou na última carta
Carrego no botão de novo e forma-se uma pasta
Que pagando um € em média se chama galão.
Acendo um cigarro e bebo lenta ta ta ta ta ta ta ta mente.
Lavo um dente
de cada vez
Conto quase três vezes três por cada.
Passo água na cara
ponho os cremes às vezes
Primeiro o tónico
Depois o anti-rugas
Depois o hidratante
Depois o anti-olheiras
E
Porque agora o sol queima
ponho a primeira camada de protector.
Tudo dicas do senhor doutor
Especialista
em madames da celulita
e em meninos pó acneico.

Desço a escada e eis que vejo
A publicade não endereçada
Colchão pikolin
Adaptado
Ao calor que se sente e com desconto
Bastante interessante pó interessado.
Largo a folha num canto
que fique ali amontoada
Fica a caixa vazia
Ventilada...

Só queria uma ventoínha
ou duas pequeninas
mas só o que não quero ali pára.

II - Fosse uma caixa de correio.
Uma caixa de correio
De quase nada precisa
Até a mais pequenina
Tem no seu nada o meio
De levar c'oa maior conta.
Não é preciso brilhar,
P'ra alguém lá se meter
Tanta merda a vai encher...
e às proteses a dar
eu duvido que ela ouça.
Pode estar no vão da escada.
Ou somente p'ro exterior
Ser de um senhor doutor
Ou da puta mais barata.
Pode ser suja e não ventilada,
Nunca será por certo excomungada,
só nunca será pessoa.
III - Questões de interresse FAQ.
P. Jesus tinha caixa de correio ou limitava-se a ler mentes?
R. A edição deste pequeno folheto lúdico fica muito feliz pela questão que nos coloca por ser comum a diversas pessoas que, normalmente, preferem rezar por escrito do que em processos cognitivos conscientes e interiores, tanto no seu leito como, por exemplo, num templo que Lhe seja dedicado.
Quando Jesus começou o seu grupo tinha muito poucos fãs, como desde já se dedudz pela leitura da famosa passagem da divisão dos pães e na aplicação de técnicas ancestrais que martha stewart globalizou através da racionalização das porções alimentares. Face tal paradigma Jesus levava a cabo um processo de "diálogo" com os seus seguidores que, recorrendo ao sistema de quadradinhos (to-do list), se mostrava ser bastante eficaz. Para além do mais naqueles tempos as comunidades estavam muito dispersas e pouco ou mais se puderia fazer do que ser ser artesão , portanto se alguem escrevesse para o carpinteiro de nazaré poderia ter a sua correspondência ou extraviada ou mal recebida. Os correios tinham uma vida difícil.
Até à sua morte Jesus acumulou muitos poucos fãs e nunca criou o hábito de receber cartas. Os seus representantes também não desenvolveram esse tipo de práticas preferindo sempre a conversa mais corriqueira e picante no confessionário que eles podem sempre direccionar para o conteúdo com mais interesse: algo que uma carta nunca permitira. Depois de contados os pormenores aí sim entra a parte mais espiritual da reza e Deus que quer lá saber de pormenores picantes.
Claro que há uma excepção, como sempre. S. Nicolau, o pai natal ou simplesmente mascote da Coca-Cola e/ou outras empresas que lhe pagam o face-time, por lidar com crianças felizes e não ter interesse nenhum nas suas vidas inocentes, prefere o registo escrito mas, por ter uma vida muito activa na área do advertising na altura em que lhe escrevem, envia as cartas para leitura em out-sourcing por crianças que precisam do trabalho em países sub-desenvolvidos para terem +/- uma noção daquilo que devem produzir - antes não era assim mas uma consultora em regime pro-bono fez esta recomendação para evitar os problemas de stock histórico.
P. Será que posso colocar uma ventoínha de computador ou um sistema de refrigeração com luzes ultra-violeta na minha caixa de correio? A minha mãe costuma-me enviar feijoada todos os meses e às vezes estou fora e acaba por se estragar.
R. A edição deste pequeno folheto testou a sua ideia e ficou surpresa com os resultados. A ventoinha tem um impacto bastante importante na preservação de alimentos. A luz essa fica ao seu critério, no nosso caso preferimos luz azul glaciar por ficar melhor com o amarelo da nossa caixa postal.
IV - Resumo de tudo o que até aqui foi dito.
(o que eu dava por uma ven
ven ven ven ven vento
vento to to to to to to to to
to i i i i i i i i i i i i i i i i i i i i i
nha nha nha nha nha nha nha nha
VENTOINHA PORRA
uma
BAstava-me uma
Só uma ventoínha...
Ok
Podem ser duas
Duas ventoínhas? (infantil)
uma ou duas mesmo que pequenitas.
Ou então,
se for possível claro
Posso ser uma caixa
uma caixa de correio?
Não precisa de asseio
nem de ser ventilada.

domingo, junho 27, 2010

Post-"mortem" I.

Ao longo da minha vida, curta por certo, conheci indíviduos que permitindo-se me valorizam ao longo de diferentes pontos do mesmo eixo. A consciência, intrínseca ao avaliado, é que incomoda, muito mais que o acto, o reflexo ou o instinto a que outros se entregam. Tendo noção do que em meu redor se passa e, por certo, aquilo que em mim existe inspirado pela minha vida, que como já disse curta é, algumas vezes, felizmente muito menos do que aquelas em que me rio, fico irritado, sinto-me injustiçado e, valha-me Deus, acima de tudo incompreendido.

I

Chega-nos o calvário por mais tarde,
Que aparente chegar, mas que nos importa?
Dá-nos o céu de uma só vez o alarde,
A que a alma confessa tanto roga.

Inocente partida ela faz-se
carregada p'la culpa que não mostra
O exemplo de um mal que talvez passe,
É de um futuro incerto talvez porta.

Homem chega e diz mas do que serve,
Tanto se diz, quando nem ver nos basta
palavras com palavras o falso arrasta,
Desde que esteja ao lume o pote ferve.

Momento tão tão triste só por ti.
Não estás p'ra contar tudo o que ouvi.

sábado, maio 08, 2010

Não nao fodi ninguém
fodas vão e vêm
têm o seu que de desumano
"vamu"
grita a brasileira ao fundo
como se o mundo se resumisse a um sim.
Assim não quero respondo eu
Talvez um carinho seu me fizesse esquecer
mas foder
depois de catolicamente enamorado
era como dar um passo
estupidamente no vazio.

II
Vais pelo fácil e o fácil
não exige que ágil
sejas por ir em frente
Eu cá sou gente
não desses, não stresses
que te importa
a porta ao fundo
a que te dá tudo
Só abres se quiseres
mulheres há tantas
porque choras? cantas
uma música tão triste
Meue amigo s'existe
neste corpo que despiste
é razão para chorar
Cantar é só pra quem pode.

terça-feira, maio 04, 2010

Epitáfio (o início consciente)

Quando o rapaz chegou aquele palácio pouco tinha de semelhante com os que vira no contos do Walt Disney. Os homens trajavam o mais claro possível entre o azul escuro e o cinzento antracite, estando somente protegidos de investidas desconfiadas ou de espadas do monte branco e douradas passadas de pai para filho, ou compradas pelo últimos se fosse empreendedor de impérios assentes em nomes que a partir do instante desse acto seriam tão mais bem escritos. Não tinham cavalos com pernas mas tinham rodas com cavalos, rodas concessionadas (traduzo livremente de acordo com a sugestão do google) e com cada vez mais carga perissodáctila - com ou sem cornos - quanto maior fosse o bolo de tempo naqueles cantos acumulado.

Princesas havia como os dedos de uma mão do Django e passado uns meses (tantos quanto na outra mão há), iniciavam um processo de transformação cada vez mais assente num traseiro que, por assentado a maior parte das vezes estar, levava à formação de uma superfície extensa que justificava o equipamento dos homens há pouco referidos.

"Grande de mais". Grita o especialista ao longe. "Não faz mal, não tarda a vir outra Senhora".

Os pajens também tinham o seu quê. Eram habituados a ter tudo quanto os seus mestres nos dias de festa e era neles que eles mais mostravam o que aos Senhores faltava em demasia.

I - O comunista verdinho como as nota do ólar que só escrevia em papel reciclado não do tronco mas das folhas.

Nos corredores do palácio, por vezes e tão de mansinho,
ouvia-se um riso deveras, deveras fofinho.
"Quem sorrirá assim?" pergunta o jovem recém entrado,
é "ELE" diz um jovem, já velho e cansado.

A primeira vez que do quentinho das paredes de amarelo pintadas saí foi com ele que fui ter. Criança pequena nos gestos e nas palavras, no brilho que com os olhos desperta o mundo só por pensar no que, mesmo podendo, pelo tempo não o faz. Nas brincadeiras que por dimensão já não pode fazer e no comer risotto porque lhe sabe a batatas fritas.

Era alto como eu, e também no seu ar de Portugal antigo. Maneiras, porte, cabelo e traço facial com nariz empinado a roçar o actor cómico e roliço de fimes antigos e repletos do sangue que viriato bombeava. Tínhamos interesses comuns e que ele havia perseguido numa exaustão juvenil deixando pouco a pouco de praticar.

Tinha sido o melhor a tudo, e foi por certo, e só o sei por não ter a estrutura sólida quanto o seu tamanho implica, qual arranha céus que se vende por dizer que aguenta com rabanadas de vento mais fortinhas. "A estrutura agita mas não quebra" concepção moderna do estudo de materiais em esforço que, por serem alto, já têm de considerar um co-seno superior a zero.

E agita, e agita com pena, esquecendo o gatinhar de outrora tudo aquilo por que anseia.

sexta-feira, abril 30, 2010

21/04/2010 - "Dói-lhe. Tome e esqueça."

Começo o dia com o cansaço dos que passaram. Dias claro pois é deles que falo; sobre mim pouco há a acrescentar.

São longos e exaustivos e duram muito mais que a luz diurna dura. "Cansaço", não sei bem se é isso , dizia o Forjaz. Tudo tem de ser doseado, um motivo q.b. tem de estar presente nem que seha a simples cenoura que o burra faz correr e nao com a cor que foge, pantone que me é servido já normalmente como se me alimentasse.

Rotineiro o que tenho não me dão mais do que aquilo que já vi. Ânsias recorrentes, respostas a todos e não a mim, fomes e sedes que engano com palavras meigas que me solto com pouco mais pouco de graça que entretanto se gastou; recurso justificados por excesso do bom que a maioria evita; honestidade parca tão parca como as horas que são horas e o dormir sem sequer termos falado com o pouco que resta de nós.

"O que é bom é para se ver, e, se deixar, é p'ra se tocar", disse por certo alguém antes de mim.

19/04 do lindo ano de 2010 após o nascimento de Cristo - uma 2ª feira

Era baixo o poeta que comigo falava, diferente em unidades métricas de mim, mas por carregar os óculos na face assumi que o mundo que víamos seria, por certo, similar nas manchas que nos permitem somar dias.

Fomos apresentados e seu nome artístico, pouco ou nada, se via na sua atitude. Ouvia. Agradecia até o vernáculo com que caracterizei os seus de uma forma tão maquinal como a aprendida em qualquer aula de línguas diferenciada, diferenciando somente no seu conteúdo pedagogicamente não recomendado: não era nada bom.

Insisto na forma como o fiz, tal como insisti nas desculpas pedidas apesar de não ver nenhuma reacção estranha no outro lado: parecia que um ataque era bem vindo à sua rua habituada à calmaria de um bairro onde todos os hábitos/ rotinas de cada um, com [ ] inclusivé, se conhecem. Sorria. Eu desconfiava da experiência feita, ou conseguida, face os artifícios experimentados de outros cardinais, Avatares de uma verdade, tão inseguros quanto castrados na sua essência e apologistas de um lugar seguro onde todos se sentam, comem e cagam.

"Todos escrevemos, não podemos agradar a todos", e a escrita vale nem que seja por no colo de alguém ser feita e o colo a pouco e poucos ser dedicado. Mesmo que díspares ninguém que ninguém critíca a punheta de outrém - a sua também, mais ou menos, poderia ser criticada. Sugestões porém são bem vindas, principalemnte qde ue quem como nós não faz nem no futuro aspira fazê-lo com mais que indiferença: da que irrita a pele até se esfolar.

Porém punhetas há e há punhetas. Uma vez falei com um senhor da 7ª; artista. Disse (eu) em tom simpático que gostara do que vira, independentemente de quem representava e mesmo não tendo base nacional comparativa. Era a minha 1ª na minha língua, a 1ª numa tela, e ainda por cima do princípio ao fim. "Tens de ver as outras tantas" disse ele com um tom tão solene que só pode ser triste; cada perna com tanto mais que eu em cima, como um todo ainda mais, tanto mais, e tremiam como as varas ao vento no pantanal a céu aberto na antiga avenida da costa da caparica - na qual alguns verões passei pequenino e mais infantil.

Nem a um elogio soube o homem responder. Onanismo do caro; elitismo; essências de merda - com cheiro a fralda (kenzo flower) - tanto justificam. Fosses poeta, fosses da letra que a tua vida carrega. Fosses. Não desses cara a emoções que sujam e rasgam o papel. Fosses. Escrevesses. Ouvisses. Até um escarro justificaria o mais pequeno que fizesses, um sorriso dir-te-ia que afinal não era só teu.
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Todo o poeta vê em outrém um possível reflexo de si. A palavra sente-se, vive, comanda, aponta, leva, cada um de nós em si ou com outrém. Há muito que sabe que não é de todos, aceita assim não ser partilhada.

sábado, abril 17, 2010

nove e tantos com o computador no meu colo limitado.

A calmaria raramente me estimula a creatividade obrigando a uma obrigação pesada em cada um dos gestos que, no seu tempo e ritmo, permitirão que daqui a a nada um ponto, se usado, se torne mais que ele próprio ou parágrafo.

Estou leve tão leve ao ponto de não estar acostumado o mundo a me ver desta forma. Estou doente aos olhos de quem me cuida e me toma e todos são mais hipocritas nas côndrias que eu. Estou só, estou num canto acolchoado, sossegado mas só em mim. Tudo à minha volta irrita-me com um crescendo quase tão clássico como surdo e eu continuo no meu canto sem sequer me mexer em mais do que uma das minhas extremidades pequeninas que me ensinaram darem pelo nome de dedos.

Um dos dedos está estragado
Cortou-se e não a cebola
No seu todo imaculado.
Mas será que assim....cortado,
Não serei meia pessoa?
Parte foi em partes vivas
tão mais rubras do que sou
no cal e gesso caídas
cada uma pequenina
Chora pelo que deixou.
escó rrem rrem dando o espaço
que as que vêm tanto exigem.
fico aos poucos tão tão fraco
cama perto último passo.
Durmo só com as qu'existem.
Pelo menos estou melhor que os outros que estão entupidos, li te ral men te, entupidos nos aeroportos dos países dos centros evoluíditos desta europa. Uma nuvem negra dizem eles e estão, principalmente os alemães, tão assustados. Os tugas, presidente e aníbal, seis miúdos açoreanos, presidente do AEP, e o faria de oliveira, entre outros, de certo também ilustres, apanharam logo o autocarro e comeram sandes e batatinhas fritas numa estação de serviço que, de essência, não mais pode ser que manhosa. De nuvens, principalemnte das negras, sabem muito muito mesmo, está no sangue que lhes dá a vida e inspira a sua arte de viver...hão-de chegar mesmo que tarde e com as costas a arder.

quarta-feira, abril 07, 2010

Está-me na pele o que p'los dias passa,
centricamente p'lo meu ego e gira;
Pedras pomes, poeiras e mais gravita
em redor da que outrora fui marcada

rocha que sou e que afinal não pára
entre volta e voltas em que orbita
de copérnica moda definida
em redor do que o id já não pasma.

Não mais que pó eu sou por mais que o aspire
neste vácuo perdido qual a forma?
Sou todo o oposto a que a grandeza exige
mais que pequeno, pequenito, esmola.

E ás voltas e em volta eu vou
sem ver que o que arrasto já me inchou.

segunda-feira, abril 05, 2010

No mesmo de sempre embriado pela vida 26/03/10

Ao balcão da brasileira
ao lado de quem se estranha
Entranhando-se aos poucos como os hábitos
Pergunto-me dando eu próprio a resposta:
De que me serve quase tudo afinal?

Vejo o velho ao fundo que cobre a calvice
Tão grande na pobreza que ainda maior é.
Vejo a puta que trabalha na esquina,
Escondida na luz que já muito já há
Exalando que um cigarro tão fino quanto
o pouco que dela é permite.

Os dois tremem, tremem pela certeza que existe
d'algo que começa, d'algo que acaba
saiu um de casa outro vai sair.

Ele lá fora é que não treme
nem a sua mão alçada
Olha a calçada, vê o mar que é português.