Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

quinta-feira, julho 07, 2011

De súbito muda

Ensaio I

Ali, até a Rua curava,
A água caía despressurizada
Arrastava com ela a merda
à flor da pele enquanto escorria
sobre o corpo envergonhado
Abraçado a ele próprio.

Dormia-se pensando no hoje
como num holiday inn
tacto era uma sensação boa
a mínima que se tinha
Antess de mais um dia acabar.

O trabalho era uma pausa
terapêutica na justificação
e o whisky vertido um gesto
que se acreditava quebrar a rotina.

Da janela o rio parecia outro,
se descesse não era para fugir;
embalava-me com o vento
as luzes descontínuas do outro lado
para onde tão poucas vezes fui.

Ensaio II - soneto tentativo

Até a rua me curava sem
sequer ter reparado no seu nome;
Esqueço o que tinha, p'lo que trouxe
um mero abraço sincero, mãe

Se tu soubesses o que tinha sei
que me olharias de forma doce;
me porias no teu colo p'loe que fosse
eu é que o chão teria a que me dei.

Não me lembro de noites, do vertido
Das correria parvas, dos excessos
Do que em vão atirei sempre sorrindo
De me esconder sem luz sempre por medo.

Abriu-se a porta, vou entrar, eu quero
Por sorte este tardar p'ra ti é cedo.

III ensaio solto.

Cada gesto não me parece
que deixa de ser pensado.
Teme
e treme no instante
aquele mesmo
em que se deixa ir.

Vê.
com os olhos
de quem observa;
Categoriza
pelo dado conclui
e ui
como gerlamente acerta.

Ás vezes não pensa
Não se apercebe
fica mais bonita
como a chaleira
a que rosna e não ferve.

I - (e agora começa) Hoje.

Sinto-me eu próprio aqui;
fico com um barco atracado
no porto da primeira partida.
Fala-se e come-se o mesmo
repete-se e entende-se o chamamento
de tudo o que no profanao é divino.

II- a rotina

Aconchega-me o leito enquanto trabalho
e parece que me esqueço de ti;
És tu quem vejo entra cada viagem
Entre o que crio em troca de cigarros
e do que bebo mal doseado contigo.

Olhas para o gráfico e ris-te
Crês que o esforço está na côr;
Explico-te entendes que há mais que isso,
nenhum poema me levou mais que cada número
Cada variação, suplemento, conteúdo
que esse slide com título em a paraste.
Sinto-me eu próprio aqui,
não um conjunto conjugado com outro
por um motivo qualquer parvo,
pequeno para quem não o entende,
idiota para a maioria que conheço.

Falas de mim juntando os dias
percebes que o disparate tem gaguez
que a gaguez vem de antes
que o antes vai sempre mandar no depois,
e resolves, ou tentas, muito antes de surgir.

Espreito pela janela
que me ofereces por entre os dias
Do outro lado tudo.
Sem medo é assim que me tens.

III

Cheira a citrino mas engana
é doce, doce, doce.
Se não soubesse talvez fosse
ARGH CHIiiiiii do (dito a fazer caretas por causa da acidez, comer um limao se necessário)

Ah,
Como gosto de surpresas
desta mais que é boa.

IV - O antes (é chato, querer ir para a garagem e acabar no 12º)

Falava-te de estórias entre
disparates meus e gente disparatada
Ouvias como quem tem algo para contar.
Aparentemente vendias tópicos novos
Para conversas minhas futuras.

Tinhas um espanador num canto;
E eu que até há pouco acreditei que o pó
Aspirado tinha melhor fim
Não percebi que me faltava um lá
na casa onde acabaste por entrar.

"Suddenly i saw you in someone else's shoes"
e foste-te sem saber que o caminho
se for feito leva a algum lado.

Era da casa que eu te falava,
Talvez por lá ninguém estar;
Tinha medo do regresso, sentia-o
Incómodo como a água de África.
Não me escondi, tu rias-te
por entre os medos parvos de quem sabe
quantos dias de vida lhe restam
e os poucos momentos em que te apresentaste.

Rodava tudo à minha volta por não haver semáforos,
sem saber não tinha o peso no peito
por o colesterol não estar ao lado;
Até dizia algumas coisas com graça
não me expulsavam de estabelecimentos
comerciais eram os meus gestos e vendia.

Não queria acreditar, depois de tudo
que o que me define velava há dias
ou há mais tempo não interessa,
o que é o tempo p'ra quem não existe?
Antes era um vulto que rondava
sem saber nem poder tocar o mundo
um ganz um bruno com mãos que não sentem
com olhos que limitam o que quer
com um corpo dormente e limpo;

Antes
Antes tocava o que q'ria e fugia
Para casa como se lá estivesse seguro.
Agora deixo a luz ligada como um farol
um sinal de que alguém lá habita
por entre aquelas paredes pesadas,
sujas de leite atirado
sangue derramado,
ecoadoras de gritos de maldade.

Hei-de voltar quando tiver tudo,
agora só faço o que quero, mesmo que não precise.
Mesmo que me canse
mesmo que alguém se irrite
E um dia
Hei de camar casa
casa
CAsa
caSA
caaaaaaaaaaasaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Casa
Casa
Casa
CasA
Casa
casa
casa
casa
CÀAAAAAAAAAAAAAAAA SSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSAAAAAAAAAAAAAAAAa
POrra
A um sítio onde se vive.

V - o imediatamente antes

É triste a chegada do tristemente esperado,
a lógica falha e p'rás sensações não fomos educados.
Pesavam-me as divisões sem vida,
e o vazio só pelo que ingiro era preenchido.

Fomos com o deprimente deprimido;
evitando as ruas que logicamente trariam
por horários conhecidos a tristeza do luto.
Descemos e ainda não tinha chegado a de auto cultura
mais uma fonte de preenchimento.
Bebi a russo como fui ensinado,
sem educação a nada brindei
o motivo ainda não me era conhecido
e em cada copo ficou um pouco de mim.

Queria dançar e eles também e fomos,
onde me contou que ainda bem vindo
não era, viam-me sempre como um torto
- quantas vezes não estive eu já sem luz?

Dancei e perdi-me ainda mais
come se cada passo fosse um ritual
shamanico, católico, moçulmano, budista ou meu
e quando ele se foi comungámos talvez a distintos
sinceramente nem me lembro bem, ídolos.
" eu vou mas em 10 tu tás lá!"
passaram a mais e de minutos a dias.
É tramada a consciência se moral
alguma tem imposta com pouco de egoísmo.

Valeu-me a verdade pingada ou comichosa
que sem saber me deu quando a vi.
Milagrosa é visão que o jejum permite
sensível é a verdade ao bêbedo
e idiotas passam a saber ser idiotas
que ao ébrio nunca idiota foram

"Sejam felizes mesmo que tristes
e os outros tristes felizes façam
Mesmo que só a tristeza apalpem
Porque a felicidade não entra p'lo nariz"

Caído o peso era cedo para tudo
Estava em casa a da rua que curava
entrei a sorrir num táxi
1/2 bebedo disse mundo.

VI - porque tem lógica tudo resumido

Sinto-me eu próprio aqui,
entre o que crio em trocas de cigarros
e do que bebo mal doseado contigo.
Cheira a citrinos mas engana
é doce doce doce.
Antes tocava o que q'ria e fugia
para casa como se lá estivesse seguro
Caído o peso era cedo para tudo
"porque entrei num táxi tenho o mundo".

VII

Casa Trabalho
Casa Remédio
Cama Dormida
Casa Trabalho
Casa Farmácia
Casa Remédio
Trabalho Dormida
Trabalho Casa
Farmácia Remédio
Dormida Trabalho
Remédio Fado
Remédio Dormida

Trabalho Remédio
Remédio Trabalho?
Casa Trabalho
Travessa Remédio?

Trabalho Remédio
Remédio Trabalho.
(repete-se até ficar sem ar)

segunda-feira, julho 04, 2011

Poesia da última semana, pela qualidade podem imaginar o quanto estou feliz.

I - Para quem só sabe contar até 12 aquela coisa do AM até tem utilidade

Caríssima saiu-me a água
Pelos poros sujos e os sacos dos olhos
Pisados nos dias
Que bebia como quem tem sede de algo.
Carrego o negro até no avesso
Envergo o que cobre quem se lamenta
Sou o more que andando não suporta
mais nada porque o resto ruiu.
Na arca ficou o puco por pilhar
O arremessado em dias de plenitude.
Desfeita já não treme com a conquista
das terras que na fronteira se encaixam.

"Baixou a cabeça o injusto, a pomba
desceu com o rio noutra forma vestida
Não tinha química a água a lixívia
por inexistente só o diminuiu"

Ó alguém do mundo que quero
Ó gravidade ao contrário que exista
Expurga este prequeno homem
Do mais pequeno H com 2 O poluído.

Prece ouvida, cabeça já no alto
é de lá não de baixo que o bem vem,
Ressuscita o impura c'o sujo como mãe.

II - Tentativa: O alcool desinfecta, whisky é quase água em escocês e o freguês tem a razão que só ele sabe

Dá-me o JB com gelo
2 pedras e um dedo de água
Por mais merdosa que seja com o álcool passa
a ser melhor até 2 dedos.
(1 do gelo, o resto do pedido)
Mais do que isso só o estrago,
sem o alcool não consigo
ó meu amigo
dar mais que um trago,
e de águ gu gu gu a
preciso para viver.

III - Carinha na alcova, carinho na bolsa.

Carrego cheio, esvaziado o copo, o corpo
De JB movido ao fim da escada
Abre-se a porta à gente na rua
e a lua puxa e leva-nos aos fados.

___________________________________

"Amar de mais é doidice
Amar de menos é maldade"

IV - Tentativa II mais inspirado com menos gosto e bastante piroso

Carrego esvaziado o copo o corpo
Cheio embalo-me nas escadas ingremes
Adormecido levam-me ao fatalmente dito
por outrem que eu so sonho outo lado,
Arrepia a forma entristece o conteúdo
choro lentamente porque posso
entender, é coisa de quem sofre.
e foge por entre as frestas da porta
encerrada por respeito a quem dorme,
uma palavra mais pequena que com sorte,
pelo peso não volta a ser cantada
E perde-se nas ruas do bairro mal afamado
Rodeia os drogados da fonte gratuita
brinca pelos dedos de quem os vê pela cortina
e continua pela colina acima,
e faz suar (á parte mas sim suar) o sino da sé velhinha
e lentamente sai do que me prende
e eu continuo um mariquinhas...

Muda a voz, muda a postura nõ soa ao mesmo
Vem da vida a tesão e o afinadinho fofinho
duvido que já tenha sido bem fodido
porque já nem da vida me distraia
todo o calor que existia
Assim de repente ficou mais declarado;
Venha outro, mais um que me distraia do que rodeia
alguém que me mova com a voz
que me tire da cabeça as palavras
que as subsitua por pouco pelas suas.

Abraço sob a ventoínha insuficiente o copo
Carregado tão bem com pedi
Sem ele não teria ido aos fados
Sem ele não teria cantado
Sem teria ficado farto
Sem ele teria [ ]
Sem ele não teria passado
A porta que me chamou do outro lado dos remédios.
Com ele me vou e em caracol surjo
Numa ilha perdida c'o Tejo ao fundo
o outro mais triste e bêbedo que eu.

Os anjos são roucos e acalmam-me como podem
JB puro não como os outros meio aguados
Fico aos poucos mais perto dos céus
Para o que é meu alado salto
Já tou darto de
no quarto
me esconder de mim.

V - Tentativa III sobre o mesmo tema

É mais cedo que o costume
e não me dói o corpo
Do cansaço ou sangue
A conta gota extraído.

Vou para o mesmo
o de sempre que não deixo
Que me assegura o mais simples
Vício que me garante um sorriso.

Faz sol na cidade
e a janela para o rio descanso
me dá sem eu o sentir.
A porta não se fecha mas fico
por ter a certeza que posso fugir.

VI - 28/06/11

Que me habite o que em mim
por vezes trago sem o saber
Que surja a luz que não se vê
Mão, treme por mim e outros
diz ao mundo o que é dele
e não receies o corpo parvo
face a mente que te interessa.

Pensa,
Pensa mais devagar do que podes
é pela mensagem que o fazes
é pelo que te rodeia que vives.

VII - + um.

Já chega desta merda
esta mesmo
este bedum
A que eu e tu
ou até msmo nós
numa só voz
chamamos ou chamámos
por sermos parvos
de vida.
Tu sorris ó meu idiota?
Não andavas com a corda
a que o amável te ofereceu
agarradinho ao pescoço e ao céu
por acreditares que esse caminho serve.

Quem não crê não teme
quem não vê nao pensa
ou finge que o faz.
Quanta gente é que aqui
neste pedaço [] de massa
acha que não se arrasta
para um enorme vazio?
"Parem a convulsão"
Chiu...
Não ouço nada.
Chiu...
não passa,
fico por enquanto na mesma"

VIII - 1st of July

A premeditação fode tudo
é bem pior que o conceito
aquele previamente concebido.
Envolve mais que gente
situamo-la no que pressentimos
e que não vendo juntos programamos
juntamos
simples planos
variedades diversas
e por situações disperas
esperamos que não surja algo de novo
mas,
de repente e de um canto inesperado
vem algo e nós parvos
ficamos subitamente c'o nervoso
miudinho ou não
como jogadores de roleta ou de outrojogo.

Fossem só pares e ímpares
vermelhas e pretas
dividise-se tudo por dois.
É pelo verde que se treme
saindo o zero não depois.

IX - Direito por tortas.

Pedimos algo que acabamos por possuir
mesmo que no instante menos próprio
A muleer que amamos e de que fugimos
Precisamente descrita e assim disponibilizada,
Ou simplesmente uma estalada ou par de cornos
que queríamos inócuos por uma amada.
É preciso tento, não basta q'rer
Têm as hipóteses de ser ponderadas
Hão de surgir mas só p'ra nos foder,
só aparecem em alturas erradas.

X - A HK. a pessoa não o clube.

Disse-me ontem, d aforma
Que pesada fica com a repetição
que pensar nas razões nunca serviu
A não ser claro que suporte a solução.

Eram os gestos mais duros sintomas
não o problema a ser resolvido,
E assim esquecia o que doía
inventando desculpas na dor de outra.

O amor estupidifica o melhor
de qualquer homem fica o nada
E o que é próprio minga no vazio.
Achava-me louco. mau, desrespeitador
Achava que dava sempre de menos
sentida que devia mais do que
alguma vez pedira.

Lentamente
tan tan mente
men en te
men en te
te vi como um apêndice ferido
um que por hábito não quis amputar

"VAI GANGRENAR"
gritaram os sábios
"ISSO ESTÀ COMPLICADO"
murmuravam os amigos
"EU AVISEI-TE
disse-me quem sabia
"Dá má energia"
Disseram os bruxos
Estimulando o arroto

Não quero perdêlo
a necrose nao vai existir
eu AGUENTO isto tudo.
Caralho eu mudo
Porque é tudo culpa minha.

(rápido)
Vou começar a ir onde não iria
Vou tratar por tu idiotas
Vou achar que é normal
Até mesmo especial
gente que se cagando
suportando o vício é amigo
Vou comprar um Kimono
Vou ficar mais mongo
dar $ p'lo vazio.

(devagarinho)
Pouco a pouco
pouco de cada vez
pouco ou chinho
até não ser um menino
até ficar lentamente bom
talvez mais feliz
sorridente
indiferente
ao que antes me incomodou.

(locutor de rádio)
Acho assim o nosso herói,
Que tudo o que de mau tinha
com aquela tipa iria mudar

...

Passou um dia, uma dia a seguir
se não falho as contas passaram dois
e depois 3, até semanas
e não é que a sacana
ficou indiferente na mesma?
Deêm sal À lesma
- gritou quem me conhecia
e como não percebia por ser outro mais quis.

Nem um esforço ela fez
nem uma vez nunca 3
4 não houve porque mais não tolero.

"tens de ser sincero contigo
Olha para o teu umbigo"

ELA È ASSIM

[VOZ de doido, rápido]

Ela não muda
ela não muda
não
não muda
Ela não muda
Não
Não muda
Não

Eu não sou assim tão mau
tenho um bom pirilau
e p'lo que consta sou bom de cama
E isto é só a merda básica
A primeira derivada...

[CRIANçA a enumerar]
Tenho casa paga
Sou minimamente
inteligente
Tenho conversas de interesse
Sou delicado
dedicado se apaixonado
Protejo
sou educado
Até posso ser de confiança
estou só com quem quero
Espero
Porque espero que esperem por mim
TEnho um humor caricato
Ofereço o bocado a a que chego
....




quinta-feira, junho 30, 2011

I

Uma vez disseram-me que estava em modo meio-homem. Não percebiam o que me tinha sucedido já que estupidamente lhes contara o quão feliz eu estava. Coisas mudaram lentamente como a minha consciência do eu que sou, ou era. Á medida que me olhava ao espelho, perdido entre as rotinas de cremes a que me impus para não dar a alguém o peso da idade e das suas, ao longo dos meses ia percebendo o que me contaram; não estava mais pequeno, estava era agrilhoado a uma esfera cada vez mais densa (como se progredisse na tabela periódica) enquanto corria numa passadeira de atletismo. As quedas eram frequentes mas, devido ao costume, pareciam já não doer nada; estava dormente como o Waters a dada altura do muro, e parvo assumi que era por conforto.

O desconforto acabou por ficar óbvio. As desculpabilizações carinhosas ou boas passaram a ser simplesmente estúpidas. E o excesso do bom a que me impûs terminou como eu nunca aprendi a acabar. Coisas há que precisam de saúde e de educação, outras há que necessitam da sua falta, e olhando-me ao espelho vi-me com o chapéu que nunca me puseram na sala independentemente do castigo.

"não foste educado para isto" uma vez disseram-me, "Não fui educado para isto" agora percebendo respondo eu.

II

De nada serve crescer
Mantém-se o dilema.
Luta grande
Ou Luta pequena
é e será Luta mesma.

III

Há aqueles a quem escrevem poemas feios e que os merecem jolies
Há os outros que têm bonitos mas nem merecem uma linha,
Também os há com sorte.

(...)

É triste querer tudo de quem nada traz nos punhos, os dois, que estende.

sábado, junho 25, 2011

Citando o JP que se lê GP

"Está com bom aspecto a senhora - diz a outra
O aspecto não dói - diz a primeira"

Há primaveras que chegam com o solstício que não é de Inverno.

Há primaveras que chegam com o solstício que não é de Inverno. Há tanto que é até o instante em que percebemos que nada foi. Agora vê-se, põe-se lado a lado tudo como quando se comparava o passado no passado recente porque na altura era um presente que agora só pode ser distante; como outrora avalia-se os x's que preenchem a escolha múltipla aparentemente simples mas que na altura nunca o foi e que até levou as mãos a suar e por isso a largar por vezes a caneta que imprimia a folha com o que em nós estava. E agora olhando percebe-se que as árvores eram silhuetas de edíficios que nenhum surrealista pobre foi capaz de edificar a partir da sua imaginação, o céu era um inferno invertido e o inferno era o oposto desse mesmo céu. O caminho era uma paragem de autocarros numa IC qualquer a que se chama vida.

Até a música soa ao que durante nunca soou. O que antes não se ouvia é nosso e tem, mesmo que por pouco, o sentido que deixara de ter.

segunda-feira, junho 20, 2011

Á chiqueta F. Nascimento

I

Assim é Lisboa
Faz de ti uma Pessoa
na boca do mundo.

II

Por mais que bom haja
Só o sujo ficará
mesmo aquele imposto

III - Variações sobre o mesmo tema comparação de personalidades distintas. (começo à campos o resto logo se vê)

Veio ter comigo junto ao quiosque do Camões,
Cabisbaixo como sempre mas sob a luz diurna,
Estava mais cheio do que antes lhe faltava
Era o mesmo parecendo outra pessoa.

Conto-me as estórias que eu já sabia dele mesmo
Ouvia-as com a novidade que o verdadeiro permite,
Qualquer filtro destrói uma memória que a partilha
Tende sempre a dividir por campos distintos.

Sabia a minha também por outrém
A partilhada com o interlocutor da sua
Senti-me o que ela já antes fora para mim,
Uma imagem desfocada que alguém achou que viu.

Rimo-nos do mode que os nossos lutos permitiam,
Perdera um amigo que eu desconheço
Ele sabia que eu algo também havia perdido,
Já passara pelo mesmo mas com as idades inversas
eu Nada lhe disse, ninguém perdi ainda, mas senti
Nos seus gestos marcados o que nos era comum.

Os cigarros esses foram-se acumulando
como as lágrimas que não tivemos coragem
ou força de soltar por tonificação de glândulas
baseada no repetitivo esforço.
Falámos enquanto caminhavamos para o seu destino
Não nos preocupávamos com a Garrett e os turistas
Ninguém nos veio vender Haxixe no Rossio
Não parámos para beber uma ginja naquele pequeno estanco,
Precisavamos somente de trocar algum cromo
Daqueles que faltam para preencher a caderneta.

Era um deles
não era como eles
ouvi dizer que já foi pior.

Seguiu o seu caminho sacro pesando-lhe a cruz do que se foi,
Sorri c'oa vontade de escrever e com a surpresa decisiva
Que um simples café junta Universos paralelos.


O que dói não é o corno é o ângulo de entrada.

Para apreciar ao som disto. Aqui.




Caxuxa: Ninguém por enquanto por perto

I - As paredes são diferentes, o local é o mesmo, o estado mais ou menos

A vida é tão parva que há quem traia e se consuma pelo ciúme.

II - É bárbara a consciência

O mau hábito tornando-se costume muda,
A mais simples percepção da realidade
Consome-nos o medo que afasta o necessário
Espantalhos somos em nós do que queremos.

A consciência essa chega-nos mais tarde
geralmente quantificada pelademasia
Com o rótulo que só nós temos de saudade.

Os gestos de puros ficam sujos
e incomodam as sensações calejadas ou
Se alguém não evitar sofridas.

O que se dá bom pesa c'oa densidade
desconhecida até o então da entrega.

Quem escreve espera que passe
Que passe ao compasso da bebida.

III - O sub é o que queremos, do sub de outro vemos o que nos dão.

Há quem beba luz e escuro,
Fique porque mais nada há p'ra alumiar
Outros clamam p'lo que ao seu lado
nunca deveria ter deixado de estar.

IV - II + III - I

Nunca foram as unidades métricas culpadas,
pela pequenez de uma pessoa.
Sempre existiram degraus ou outras
maneiras de chegar ao alto.
Há quem estique o braço
Mesmo que só com isto não possa.

Vive conformada a maioria,
é por arrasto que sente
E os rectos esses hão-de ser curvos se deixarem.
Sempre, sempre se quer mais um pouco de tudo
nada a ninguém chega
E os braços vivem de acordo com a cabeça
que o coração a terra gruda.

V

Já é tarde p'ro que antes fora cedo, são horas de ir deitar.

VI

Já é tarde deixa de te armar em pessoa,
Esse escrevia num armário
Tu és alto demais p'ra mobília padrão
Não es como os outros (a maioria)
és um outlier para cima
e isso dá-te outro peso.

Pensa que daqui a nada tens coisas a fazer
Tens de estar apto a pensar,
tens de ter uma voz que o bagaço
o gin
o whisky
e um cigarro,
Só te acabam por estragar.

E deixa-te de rimas pobres
São bem piores para quem sofre
"Esta pessoa vai sentir que pode
dentro de minutos se tiver sorte
que esta coisa é coisa pequena" - [voz de interlocutor]

Por isso rapaz tem calma, tem calma e pensa
Sabes que como outro qualquer problema
Da vida nunca terá solução melhor.

Isso,
Começa a deixar a rima num canto
num lugar qualquer ao qual não podes
não queres, ou tens medo de chegar.

Sê um homem rapaz
Sê o que a tua barba implica
Não tenhas medo do próprio que tu és.

Recomeça,
sabes que são quase horas do ó-ó
do bem bom que precisas
Como tens feito sem ninguém te acompanhar.
Até mudaste os lençois pá
até a deixaste sair de tua casa
Até da casa da outra saiste
Até p'ra casa de outra o táxi não apanhaste
E pelo que vejo ja nem expandes a tua conversa
Aquela que sempre tiveste a desconhecidas.

(vá podes, só desta vez) - Voz de responsável de infantário

Acaba a bebida
Nao sejas menina
Vai para a caminha
Sonha com o que queres
Quer sejam mulher
Ou simplesmente porcarias.

Isso,
Um último trago
Mais um
Agora outro
Esta quase
mesmo quase
Pronto,
Vamos que dói o pulso.


Epitáfio

Gajas malucas
vão para o caralho
mais vale eunucas
dão menos trabalho.

domingo, junho 19, 2011

4/06/11 provavelmente Antes do Meio dia.

Ditamos regras que não esperamos exercer
Com o medo que nos dá a reacção
A algo que consideramos furtivo.

Negamos tudo o que nos foi ensinado a negar,
E deitamos sentenças sobre nós
Pesando-nos o trilho p'lo que há.de vir.

E quando surge um dia o inaceitável
O que mais dói é o peso de não o ser
e as horas perdidas c'o medo.

18 de junho de 2011 - Voltei a escrever e como podem ter notado isto anda para o fraquinho

I

De nada serve chorar mais uma vez
A vida é curta demais para ser cíclica
Há características que só concedo à história.

Lamento muito do que me aconteceu,
Supreendo-me até, mesmo tendo passado
mais tempo que suposto, de coisas que me aconteceram.

II

"Olha rapaz, é a vida.
Goza-a o melhor que possas
mais cedo do que pensas
ficas
caústico e pensativo
como eu.
Já nem sorrio com as crianças traquinas
Sentadas irrequietas ao meu lado"

Acho que é o que o velho me diria
se largasse a bengala
e não tivesse vergonha
de mostrar a sua boca
(já só tem gengivas).

O resto vai no comboio
na linha traçada e certa
Saindo uns antes e outros depois.
Ninguém põe nada em causa,
Tão-se todos pouco fodendo pa tudo.

Ás vezes aparacem uns tipos mais arruaceiros
Roubam usando navalhas como argumento
Ninguém faz nada e as crianças choram
Precoces com o conhecimento crú da verdade.

"o indie que se foda
Os intelectuais de esquerda também
Os tipos do jornal que levem no cú"
- para eles é tudo ao contrário:
Nunca andaram nesta carruagem
Nunca pisaram este chão
Nunca olharam nos olhos de quem sofre
De quem se arrasta no que os leva,
De quem se assusta a caminho de casa
De quem pensa sair antes e fugir
não conseguindo por cobardia paternal
E o peso na consciência dos cornos que já antes a fizeram sofrer.

E o maquinista faz o que lhe mandam
Pára, arranca, arranca e pára,
Não se preocupa se alguém se perde no caminho;
Só os vê pelas câmaras que ninguém respeita
e tende a focá-as nas pernas de uma tipa qualquer
Normalmente com um ar muito rasco
por a falta de virtude nada mais exigir.

É mais fácil acreditar que as fotos da traição
Estupidamente claras, óbvias e flagrantes
São produtos de uma montagem qualquer
Do que na existência de um éden incerto
Aberto somente aos que são rectos na vida.

Não há nada mais certo que esta ou outra linha
Que o seu príncipio, que o seu fim
Mesmo que o horário seja distinto
do comboio o tipo
bem como o seu número de paragens.

III

O que mais me importa é tentar ser sempre um bom rapaz e fazer aquilo para o que fui educado, também de acordo com preceitos que me foram ensinados por quem me educou.

IV

A poesia surge-me, nunca me obriguei a ela. Pensando sobre a minha evolução como pessoa e, por disso depender muito, inclusivé aquilo que passo para o papel, nas alterações, tanto na temática como na forma, dos meus poemas, vejo que partilham estados ou, se preferirmos, paradigmas.

A minha produtividade é constante quando estou só, aumenta seriamente quando conheço uma nova pessoa ou quando dela me separo, e é nula nos momentos de alegria falsa, ou simplesmente conformista. Nas últimas semanas, estando eu só de novo, terminei a última condição; percebo agora que não era a falta de tempo que me limitava a produtividade, esse nunca foi o motivo, vivia era num ambiente que me castrava a criatividade. O irónico de tudo é que foi este mesmo campo da minha pessoa que me colocou na mesma casa, que já antes partilhara, o elemento diferenciador. Simplesmente, pouco-a-pouco, foi-se escondendo num ghetto qualquer sempre que sentia que estava a ser observado por essa pequena (ilegível).

O tempo consome tudo mas ao mesmo tempo que somos levados cresce com ele o semeado até dar o seu fruto, este é também com ele que amadurece.

A agricultura tem muitas coisas interessantes, mas a base para a sua análise terá de ser sempre o fim a que se destina. A inexistência de propósito só permite colher o que ocasionalmente surge, o que escapa às passaradas, às doenças, às intempéries, à criançada; trinca-se o que houver.

Há quem produza para subsistênca e tente colocar em pequenos terrenos de tudo um pouco. Trata com cuidado do que cresce, tem de pensar na despensa que vai alimentar a boca de toda a família; na cebola, no alho, no refogado, na batata. Cada uma das bocas tem os braços que a terra, que um dia os há de cobrir, trabalham e até lá os cansa e nutre.h

Há quem compre a terra que emparcela que produza muito e venda p'ra lucro.

Nenhum dos modos gosta de daninhas e pragas. Tem de se ter cuidado com elas, se surgem podem implicar que se replante tudo de novo. Também existem erros, se queremos batatas não podemos plantar courgettes. Acima de tudo é preciso atenção e carinho e esforço e pensar, todos ao mesmo tempo. Tem de se ter cuidado para não se desgastar o terreno, fazer pousios, depois de gasto já nada mais cresce.

Agora escrevo demasiado, inclusivé coisas sem sentido. Pinto em horas indevidas. Surgem-me na cabeça coisas estranhas e já não tenho medo de um não ou de um olhar [feio]/[reprovativo]. Ponho cá fora o que é meu; sorrio. Há quem goste do que faço, há quem se importe com o que digo.

V

You feel a bit tense, everything is going to be fine. Good Luck. That cl... Essa nuvem que te paira na cabeça dá-te cabo do penteado.

nao e a solidao que me assusta so a possibilidade de nao sair dela.

Overdose de incenso.

Não é o Diabo que incomoda, são as suas personificações.

Lições dos quase últimos 3 anos de vida.

1º. Não ser possessivo.
2º. Não abdicar nunca daquilo que nos define por obrigação
3º. Não tratar ninguém como um coitadinho, permite recorrências e acaba por levar ao ponto dois por obrigação
4.º Ao mínimo sinal de que é necessário dois para manter uma relação seguir o ponto um e seguir cada um o seu caminho
5.º Espaço de armário só deve ser concedido pouco antes do casamento, pesa na separação quando estiver vazio
6.º Caso não se siga dois e a pessoa gostar de arremessar objectos contra ti nunca ofereças sapatos de salto alto.
7.º Quem te avisa teu amigo é, quem te avisa mais do que uma vez além de amigo tem uma paciência do caraças
8.º Nunca faças ou aceites algo que te faz sentir vergonha face os teus familiares. Torna os almoços de família pesados principalmente quando se fala de coisas que eles nem imaginam que se passaram contigo.
9.º Se algo te é escondido é porque te pode incomodar. Só deves brincar às escondidas até ao 7º ano ou com os teus filhos, feito fora desses casos é estúpido.
10.º O que tens de melhor deve ser potenciado e o que tens de pior limitado por quem te acompanha
11.º Quem te acusa de algo que não fazes nem nunca esperas fazes é porque ou o faz ou já o fez.
12.º Voltando ao sete muitas vezes os teus pais também são amigos. Sabem mais da vida do que tu nem que seja por mais terem vivido. Se o que te disseram no primeiro dia é igual ao que te repetiram no último garante que o escutas da próxima vez.
13.º O sexo pode ser secundário para uma vida em conjunto mas é essencial para diagnosticar outros problemas numa relação.
14.º Quando te trocam por alguém não te deves sentir inferiorizado mesmo que o orgulho te doa. Há quem te troque pelo que merece, há quem te troque pelo que precise e há quem seja simplesmente idiota. Nenhum deles tem a ver contigo.
15.º Pegando no doze o meu pai disse-me: " tens é de sentir que está a viver, se não vives, por mais que te custe deixa-te de merdas".

Viva o Eastwood da Silva. Interpretação Livre.

É normal que não gostem de nós por aquilo que temos de mau. É triste que não gostem de nós por algo que tenhamos de bom.

Uma pessoa mais de uma vez me criticou por tudo ser tão certo, por eu querer o bom, por querer fazer as coisas vada vez melhor. Assustava-se dizia, a minha avó deve ter orgulho, os meus filhos, caso algum dia os tenha, deverão sentir algo entre os dois.

Sobre a mentira

Basta uma para que tudo soe a falso.

quarta-feira, junho 15, 2011

+ outro

Escondemonos por entre comptadores portateis
Assentes nma responsabilidade
Quase sempre assumida
Pla necessidade estupida de comer
só nos pesa o esforço
só nos arrasta o cansaço
sentir é p'rá casa
onde maioritariamente dormimos

+ uma quadra

Há coisas que passam c'oa luz
Outras morrem num buraco
Cada um com sua cruz
De enterrar minha tou farto.

Crescer tem destas coisas.

Costumo ir a Igrejas em processo de agradecimento, raramente peço algo directamente para mim. O meu pai complementou bastante bem a noção de peditório com trabalho sempre mostrando que a segunda opção era mais realista. Porém não sou mal agradecido tudo o que tenho e sou a alguém o devo, claro que o papá me dirá sempre que tem a ver com o seu "esforço" mas do pouco que sei de genética creio que há muitos resultados específicos.

O que importa falar neste contexto é da mudança que dois dedos de testa a mais e um par de "colhões" mais à séria permitem. Passei de um dia para o outro de agradecer por ter o que hoje agradeço ter perdido, fui já não sou um menino e crescer tem destas coisas...

terça-feira, junho 14, 2011

"dá-me um para me ir de vez" com imagem

"Tanta casa sem gente, tanta gente sem casa" - graffitis em Lisboa

Irrita-me solenemente ser olhado como um cabrão quando o apetrecho me foi colocado indevidamente.

segunda-feira, junho 13, 2011

Requiem

Putras não se choram, a lágrima não as extrai. Tentemos com terebentina.

sábado, junho 04, 2011

A vida é pior que um boomerang, o que enviamos vem dez vezes mais forte. Tenta ser bom senão não aguentas.

A vida é pior que um boomerang, o que enviamos vem dez vezes mais forte. Tenta ser bom senão não aguentas. Claro que um braço forte ajuda em todo o processo mas não há ginásios para tudo o que se lança na vida e nem num templo ecuménico penso que existam Santos para tudo o que há no mundo.

sábado, maio 21, 2011

Calma.

Tens de te acalmar. Espera. De que vale a pena juntares pequenos fragmentos que nem sabes se se somam em algo que queres ou evitas? Caiem-te de uma janela ou de outra em caracteres que só sabes serem humanos porque te foram ensinados.

No final do dia o corpo só te dói por tudo o que já antes fizeste e sofrendo não o mostras porque pesa a consciência do grito injusto porque também já o provocaste. Infelizmente desta vez é contigo e por isso te abre os olhos aos que de errado fizeste e que tudo provocou. Apetece-te sorrir a uma força qualquer que equilibra o mundo, chorar por dentro a ti e gritar a ela mas equacionando tudo só te resta o estado de apatia a que te deste.

E agora lembras-te do bom do que te fez seguir do que te fez correr do que te fez querer mudar, e agora percebes que se desvaneceu aos poucos dando lugar a algo que só com tempo e um estado qualquer que vejo em gente feliz se dá apreço. Querer assusta porque implica uma entrega e com ela, à medida que se vai acumulando, vêm expectativas pedidos, partilahas de um tecto, de um código genético, de dias, de noites de alegrias, de problemas e com isso tudo um receio de não servir. Fosse por não querer, por não amar mas há vidas que resultam num medo de não servir, de ser posto de lado e com isso tudo passa a ser premeditado desde o mais simples beijo até a uma piada parva que tem intenções sub-entendidas.

Não tivesse eu contribuído para isso. Não tivesse medo fosse eu mesmo e não valesse nem mais nem menos do que sou quando me dou a alguém que também aceito p'lo que é.

quarta-feira, abril 20, 2011

comprometi-me comigo mesmo a esqcrever todos os dias para mim e a colocar aqui o que resultasse dessa promessa, tão a cumprir como tanto o que me foi ensinado na escola, em casa e nas diocesse que na minha escola pregava. Nunca é e inteiro que ecoa em nós aquilo que dizemos com tom de obrigação e por mais ladainhas que pregassemos com a idade sabemos que mais umas, que outras, acabam por nos saltar ao lado. Ecoam em nós porém o os gritos qde lguém que eigiu e , por vezes, isso tem mais peso que a mão de um Deus que só afortunados perdidos no tempo tiveram a sorte de ver separa um mar e a levantar pragas por um desígnio macabro de um bastão qualquer que com os anos ganhou o peso e o valor de um metal mais amarelo que outros.

Ecos. sons ruminados por uma montanha tºao grande como nós e um vazio mais nulo que a nossa própria existência idenpendentemente da nossa altura ou peso. Ecos, e ecoam e por mais palavras que se perdam. Ecos, e coam e de súbito já nada se disse.

sábado, fevereiro 26, 2011

Num saco.

Era uma vez um menino que tinha medo de maminhas, porque o leite da mamã, bebia a senhora oléo de fígado de bacalhau e nha-nha de gajos manhosos, sabia a pirilau e a elixir de banha de cobra.

domingo, fevereiro 13, 2011

Tudo uma questão de justificação para pedir perdão ou não simplesmente um cigarro.

I

Somos ironicamente justificados
a fazer mais do que o feito
ou do que o intencionado
por propósitos já gastos
em conversas de esquina.

Dói-te o corpo certamente menino
carregas tanto porque não partilhas.
Julgas que ninguém repara?
Uma cara diz quase tudo
ou assim diz a zine de um rosa podre.

"dá-me um cigarro"
Fico estupefacto.
"é para um charro"
será que justifica?

És parvo
és tótó
és nojento
será que sou tão cinzento
ao ponto de achares que assim me alegras?

Já chega
tenho pressa
e só um no maço.

II 2º variação o tema é sempre o mesmo.

como uma bola rebolas e arrastas
parte do que por isso levantas
as páginas, tantas, lidas
quase que completam um livro
que alguém mais que tu leu.

Estão escuras as ruas,
guia-te alexandricamente a luz da sala
a que deixate ligada para a tua gata
essa pequena
ter uma noçao errada do mundo.
Ressaltas nas esquinas
que aqui não dão companhia a ninguém.

~vultos surgem
procuram algo
tudo se permite
o instinto acorda
e quem precisa cheira a milhas
o que necessita no bolso de alguém.

"tem, não tem"
ninguém pergunta.
É outro o assunto.
O mundo tem fome
nem que seja de fumo.

Acendi
larguei a pista
fui um bocado descuidado
"tens um cigarro
é para um charro?"
Bem aventurado
Quem p'lo vício conquista.

domingo, janeiro 30, 2011

Caríssima (take I)

Talvez te tenha dado
uma razão para saires
para somente ires
à procura de um sentido.

Mas agora sozinho
neste canto qualquer
vejo a mulher
que queria tão longe

Porque te foste
porque nao disseste
Porque nao fizeste
Só o que querias

X2

Nao me escondas tudo
Nao me guardes da verdade
esta nossa cidade
é tao pequena

O que um dia é azul
dir-me-ão que verde
Assim de repente
Um simples nada é muito.

Ouvi dizer que na marquesa estava uma francesa que percebia o que o gainsbour cantava.

I
Porque te esqueces do que foi dado
entre dois copos e um charro
que alguém fumava e bebia ao pé de ós?
Esqueceste-te de dizer tanta coisa
Parace que a pessoa que foi a lua
resume tudo em palavras pequenas.
Mas o que importa a dimensão do que algu´´em nos diz?
É peneira a verdade de tudo.
o mundo soma.se e anula-se
num jogo que só dá zero
independentemente do que se aposta.
Quem joga primeiro senhores?
Será um doutor pós moderno
será um rapaz sincero
ou um ciclista de domingo?
nao interessa aqui joga-se +ara p bomgp
e conselho de amigo
joga-se a sério
indepdentemente do credo.

dissea barbarbara a mesa e pequena para tanta garrafa

Tentas esquecer em noite perdaas
entre o nada que so sente por emprestimo
de um trago que das enquanto outro so te quer sair.
estas num canto ttrsite a jogar
com as palavras que alguem solta feliz
~~~~~~Como se a pesia ganhasse mais sentido com uma proximidade do real.

Repetes a ladainha
repetes
ate qiea decoras
com todos os apeadeiros que nunca te hao de ser precisos
para alem da viagem que talvez um dia
um dia
partilhes com alguém que te importe mais que nada.

Cpmversas perdidas
idas a laponia
um dj que arranhava mais o hispanico
por paixao
que o ingles.

O mundo nunca ha de ajudar
a esquecer o que tivemos
vejo beijos
partolhas
abracos sentidos
c0mo aqueles que ao adormecer dao cor.

meu amor
as merdas ha muito que estao ditas
e é pelo ditado dito que nos valiamos
que adormecemos
mesmo que lentamente sobre uma cama
que só será por nós feita.

Onde estarás tu nesta hora
o que farás
o que dirás sobre um balcao qualquer
sera que perde s a mulher
que es
num instante?
Será que um chulo me dira uma vedade qualquer
que
por seres mulher
p'ra mim
eu nao quero ouvir.

II
ja nao ha nada mais sobre a mesa que garrafas
vazias pela sede de quem delas bebeu.
Merdsa imberbes que nem sei o que sao
vicios que justificam o que são
nao o que uderao ser,
Mama,
mama
onde estás ti neste instante que so colo exige
em que se finge uma humnanidade que medo
tem de dormir sozino.
Quero abrigo
faz frio na rua
e a rua e suja
todos nela caminham,
inham inham e marcam.
passam
num sentido qualquer
que nao este que tenho.
vejo,
uma pintura num espaço qualquer por preencher
movese-me o braço
sobe o regaço
dá-se a luz ao que antes era negro
tenho isso xom a dimesao
quanto maior mais escura
quantomair ais pura
mas nunca no começo.
III Propriamente dito.
Estava a mesa cheia
tombavam para os lados
cada um dos edificios
de um vidro
que só se faz por ser útil.
Caíam
desciam pouco a pouco
cada um deles fervorosos
só se partiu
de um plásico
segura pra infelicidades
maiores ou
menores.
bao me cabe a mim julgar
atitudes
desprovidas
de um sentido emrcemente imposto
as regras de um jogo
sao definidas por quem joga.
Mostra-me a tua mao
antes de lançares as cartas.
A mmesa e pequena
para tanta garrafa.
IV
Mamã és um monstro criado por mim
verde como a falta que me dás
como a mao que ja nao me afaga
como a falta de um gesto aprovador
de uma atitutude qualquer mais parva.
Entendo-te no teu medo senil
da pouoca ida de que tens
o que é ser mae afinal
o que ditar um futura para um miudo que o pode escolher
de entre uma lista
de uma lista que nao acana
que nao psa sem ser pelo tempo.
Tenho meo
tenho medo mamama
o que será tornal aguém no que tu foste
quem me ensina deixar o igarrp
a vir de um trabalho para um abraço desporporcionaç?
afinal
uqem é que sabe esta merda toda?
Mama,
mamã,
mamã nao te escondas
és uma pesoa
com os teus receios
com os medos que nao me dizes
porque finges que não existe mais que eu no mudo?
porque fazes sentr ao miuda que nada lhe ha de toar?
Mamã
mamã,
TEnho um monstro debaixo da cama
tenho uma aranha no teto
E acho que sou eu que estando sobre
estou sob o colchão
V
Pai conta-me uma história de embalar
diz-me que uma ventura nao dura ais
que um parágrafo
Entoa uma história que sei ser tua
Mostra-me o que não muda
cria em mim o rancor que faz com que se pense.
Papá,
tente mostrar-me o que só um privelegiado vê.
Nao pense nos porques papá,
nao ense no gágá
nao pense no que será
nao ense no que deus dará
diga só o que existiu.
Papá,
O que é um colo
o que ´um carinho
como é estar sozinho
na casa que sonhou?

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Para o titio.

Deus me livre do Desassossego.

20/01/2011 - Já ponho datas nas minhas coisas. Estarei datado? (piada parva resultante de convivio com poetas)

I

Somas pouco com pouco
até muito já teres gasto
a vida é um pequeno jogo
em que apostas o suado.

Não sabes o retorno
mas o que evita uma jogada?
Já com com corda no pescoço
Gargarejas que passa.

No final tudo somas
Todos os dados levam tudo
E fatalmente tu lá jogas
c'o que resta do pulso.

II

Contabilidade Realista.

Somando pouco a pouco do que nos dias larguei, constato quem em meses foi largado muito do que o meu suor permitiu, potenciado por um traje classicamente moderno e obrigatoriamente engravatado.

Considero-me um polegarzinho moderno que, ao invés de pão, marca o seu regresso com euro peus caminhos que percorria. Justifica os vícios a falta de rotinas sem horários definidos e/ou de um nascer de um astro que nunca inesperadamente surge ou cai. Parece que um relógio programado é o melhor dos contabilistas já que por arrasto de um horário restrito nos limita limitando os investimentos desnecessários, i.e. sem aparente retorno, nunca em qualidade somente no número de vezes que existem.

"Amanhã continuo, tenho merdas p'ra fazer".

sábado, janeiro 15, 2011

Caderno antigo provavelmente maio de 2010

I - Quando ao fundo está algo que foi nada.
Quando ao fundo está algo que foi nada
quando o tempo passa,
por entre os dedos em segundo
Um nada que tudo
Que tudo resume
Puxo,
Puxo e bebo um trago
que a pouco-e-pouco nunca será pequeno.
Tentas não olhar
tentas no vão que te é próprio
enquanto tu sóbrio aguentas
e inventas num instante
uma história qualquer
a que ouves porque queres
Só porque precisas.
II
Apetece-te ranger
os dentes que te sobram
que não largaste no caminho.
Os caninos
os molares afiados
os incisivos
e os outros que estragados
ainda não caíram.
r .r .r .r .r
rosnas
ameaças
amordaças o que vês p´'ró sentido
que temendo exiges.
III
És um maricas
tremes face o que também fazes
o que nem sabes se existe.
És um triste
vives nos ses
q' enrolam o que existe.
Tens medo
e afundas no negro
o peso que te afastasta a solidão.
Pedes perdão,
pl'lo que nunca perderias.
IV
Cheira a esturro no fundo
Cheira a esturro
no fundo
de mim.
Aqui.
_______"______
"porquê?" pergunta o leitor curioso
ansioso de resposta certa
come se nada mais lhe importasse
que uma certeza qualquer.
Responde-lhe como lhe apetecer.
"estava um palhaço sentado
a fazer malabarismo
Quando só queria ser dançarino
como o caniche perneta"
Note o leitor o humor
o requintado ou mesmo antigo
mas também consigo outro estilo
é só pedir...
"Um cabrão com cabeça de colhão
estava sentado ali ao fundo
Chorava muito com tanta emoção
Não tendo herpes tinha quase tudo"
Falta garra meus amigos
sei que o podem dizer
mas também hei-de fazer
o mesmo noutro tom
Desde que se ouça som
som é e será preciso
"Ai que tristeza
que melancolia..ia..ia..ia
que sinto neste canto
será que é o meu quebranto
Está ali quem ele comia".
Já chega
Já chega de merdas
DE ignorâncias bacocas
De bocas
de inutilidades
só se diz a idade
ao que jamais soía.
V
O princípio do fim
e assim começa o poeta
com eufemismos
tá farto de ser pesado
é sinal de uma fraqueza parva
do mais pequeno que existe
em qualquer ser que pensa
Pensa este autor
que tem a sensibilidade de não se achar senhor
de uma verdade p'lo menos dele
dele e de mais ninguém.
"Isto está uma parvoíce"
Mãe, o que é que eu lhe disse
já muitas vezes sobre
sobre isto que está a fazer agora
a estragar-me uma criação
intrometendo-se no meu processo criativo?
"É depressivo meu filho"
o princípio do fim...
mãe saia daqui, UM
"Eduquei-o para ser um vencedor
Um senhor de sapatos de vela"
"aguenta" penso eu
"Aguenta" penso eu de novo
o princípio do fim...
A vida é um jogo
Com regras que se engolem.
VI
Avida é um jogo com regras que se engolem desde que se lança o primeiro par de dados. E não interessa se ao lado do tabuleiro acabam por cair, caiem e sai um de muitos números.
VII (Não te precipites)
Não.
Pensaste bem no que fizeste?
O que disseste?
VIII - No lounge 08/05/10
Acendo o cigarro na vela em frente, poupando uma qualquer fracção desconhecida da carga do meu isqueiro e dando um uso mais que luminoso a um qualquer objecto do ikea assim não tão barato.

Há uns dias atrás.

I
Que saudades que eu já tinha
deste cheiro, cheirinho
maravilha
de mau ou bom subterrâneo
sucedâneo
de um qualquer subúrbio.
II
Parecia pelo ângula do braço
sustentado numa parede da paragem
de autocarros no chiado
uma puta que por certo não era
Passava a perna ao incauto
fumava o que parecia ser
sendo um cigarro
um parpalho mal enrolado
que p'la falta de estima
é cara o charro
só puderia ser a versão de maçp
claro que em saquetas vendida.
Parecia que chovia
Entretanto choveu.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Quem pariu, sabe o que pariu
Quem pariu bem sabe de côr.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

poema de outra

Amanha dia de estreia
Venha o publico
Essa gente
Tao querida
Amorosos sao
Os que querem
O bem
E o mal feito.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Falácia pós moderna

Quero botas de aprés ski
pr'aqui

não neva.

Ai o craças.

"não sei porque tou tão feliz e já nem sei se é necessário ter um bom motivo"

Talvez seja para esconder uma infelicidade
diz o mesmo tipo cujo problema era a felicidade
que em brasileiro soa e sabe tao melhor que em portugues
tem a ver com forma como se fala
independentemente da forma como se concretiza
inteira ou às metades
"felicidades"
merdas
buscas estupidas e mesquinhas
comparaçoes idiotas
que nao tem sempre na duraçao
como uma lata de ervilhas
que, por mais que dure, dura sempre menos que uma vida
incipiente ou com décadas a percorrer.

Dou mais um trago no leite
que previnirá uma doença ossea qualquer agora
que nao cresço mais que para os lados
implicando a horizontalidade velhice
quando ela implica crescimento.
A única coisa que sobe e desce
para além do óbvio
é o fumo
que quanto mais graúdo
se tivermos crescido por sentido
ascendente
é mais requintado.
Passa-me o charuto ó miúdo
serve-me o copo que hás-de beber.

momento televisivo entre momentos de televendas
o zapa zapa pá pá pá té ro
zapa té rú
que leve no cú
e todos os outros que põe no bolso
o dinheiro que o povo
deveria dar para governar
um governo que se calhar
não é de um mas de todos.
Como é que somos
representados
por idiotas palermas
cheio de esquemas e de pernas
que tão parvas usam luvas
filhos de lutas
de bairros
uns caralhos
zitos
menores
que por gritos de uma revolta que qualquer um já esqueceu
pelos bonés que ofereceu
ascendeu a um poder
que por direito e o que se quiser
poderia enfortecer
um cravo que se sabe cada vez mais murcho...

são as reformas
os políticos são pobrezitos
uns coitaditos que vivem de esmola
que inventam uma escola
que forma em invenções
por um par de tostões
que o contribuinte pagou.

E se fossem abruptamente para a puta que os pariu?
e se o abrupto realmente o fosse?
e se a liberdade fosse o que a revolução trouxe?
e se a decência um dia andasse na rua?
E se quem manda fosse mais que uma fruta
que dura três dias no continente?
Que come da mão da gente
que disse que dela comeria?

(á lopes graça)
Acordai
Gente que dormis
A enganar a dor
por entre covis
de gente que come
daquilo que diz?

mas ninguém ouve daquilo que o povo canta
e a mama
essa será sempre a mesma
e a lesma
desliza na rosa
que bebe da poça
que só na cor muda.

II . A cantar porque espantas o mal e talvez a gente se entenda
Votaste,
Mudaste quem te governa
disste que a perna
ninguém te passa a frente!
Vai ser diferente
o dia que tu segues
já nao temes ninguém!!!
Foi por isto que a tua mãe morreu.
III - Grito suburbano num bairro da linha.
A mãe do zé cheirava
a perfume bastante caro
o carro do pai era uma bomba.
Tinha um carro tinha cona
que por cilindrada se dava
a mãe do zé cheirava
pelo nariz tanto se deu.
A avó do zé morreu
num canto escuro qualquer
Cedo se fez mulher
Católica era séria.
O avó esse era um monstro
nunca pagou p'ra foder
ainda estão p'ra perceber
como branco era negro.
IV - Acho que era uma mulher.
Só não fodeu o joão
porque ele não tinha conversa
Quem quer foder com pressa
Tem menos que pouco tempo.
Até que era bom moço
Diz tudo o que ele carrega
Voluntário do esfrega esfrega
Sai bastantes vezes À noite.
Deu há uns dias um açoite
A uma desconhecida velha
Duvido que ela não peça
Uma segunda oportunidade.
V - ligo o complicómetro.
Ai! mulher parece que não me entendes
perdeste numa conversa mundana
apontas-me o dedo que lentamente levantas
e dizes que a verdade está escrita nos meus pequenos
gestos que repetidamente te ofereci
como um presente moralmente gasto
e estupidamente justificado por uma vida de uma classe média triste.
Nunca te hei-de partilhar mais do que palavras ou lágrimas que verta
quanto te conto uma história que não sabes por mais que ta repita
e te aponte lentamente e com detalhe onde me custou.
Custa-te a entender percebo-te tal como não percebo o que a mim partilhas
mas não te faço perder mais tempo do que aquele que uma vez fiz.
Claro que me contas e contas e contas vezes
sem conta porque esse nunca foi o pouco que tivemos em comum,
mas também que nos interessa quando se trata de uma partilha.
Quero-te e se me queres queres o que digo,
o que conto à luz de uma lareira que se gasta
com o consumir de um gás ecologicamente mais avançado
e menos consumidor que uma versão incandescente.
Mas até nisso estamos limitados,
acompanha-nos nas conversas o que alguém exige
o que alguém diz ser amigo do ambiente (voz de gozo)
Não me percebes
nunca nos havemos de perceber.
VI - Pretinho.
ó pretinho
de São Tomé (mais grave)
tens a praia ao pé
e morres de fome
que sorte
de merda
mas ficas bem no currículo
ó pretinho
de são tomé.

Voltei. mal mas voltei.

Caríssima,

Pois esta aguardente não é quente
Como o cha que me serviste ha dias
Tu é claro que no canto que tinhas
Sabias que o que tenho só um sente

quando pasmado ou só parvo sente
por entre o que claro ou não querias
"ah porque te armas em pequeno vias
achando que de cima eras difrente"

E ris-te sem nenhuma novidade
justificando o triste que eu trago
por entre os dias em que nada faço
Na tua fronte que o tão branco marca.

E assim um dia devagar nos passa,
e lentamente arrasta flicidade.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Ano Novo...

Vida nova. Ah pois é.

Está a dar o Fernando Tordo na televisão a companhia está a lavar os dentes e as músicas que ouço parecem-me saídas de uma série com o Miguel Guilherme e a Rita Blanco - se preferirem do tempo em que quem governava era humilde nas origens mas doutorado nas competências e tinha tomates para praticar censura com lápis dando até emprego quando hoje, por ela sem nome, só se tira.

Esfrego os meus pés e sigo com a mesma máxima: "Ano novo, vida nova", ou tudo continua porque o puto com ar de elvis como o elvis morreu.

Neste ano prometo que vou voltar a fazer o que desde Julho deixei tanto por escrito como com rabiscos que assumem formas distintas das caligráficas, (será que isto se diz, esqueci-me mas hei-de me lembrar), vou tentar ter uma vida mais sensata, saudável e, se assim entender, equilibrada mesmo que isso implique o desequilíbrio nuns quantos campos.

Na minha vida fiz viagens de ida e volta
...
devagarinho era um problema para começar
...
mas outra vez a triste sorte com subi
...
Adeus tristeza
até depois
chamo-te triste por sentir que entre os dois
não há mais p'ra fazer ou conversar
chegou a hora de acabar...

Bastava-me apenas escolher pensei que isso era vaidade
(som do rato da minha gata a passar no chão)
...
e o meu futuro há de ser o que eu quiser
Adeus tristeza
até depois
chamo-te triste por sentir que entre os dois
não há mais p'ra fazer ou conversar
chegou a hora de acabar...

(repete.se até o coração parar).

E com esta (re)começo.

Maestro !!!

terça-feira, julho 13, 2010

Catarse.

Estou a flipar como um golfinho supostamente esperto tendo a minha frente nada mais que uma bola colorida que, esfericamente, resume a minha exitência simples na complexidade que um mundo da dimensão de uma piscina permite.

EStou a flipar. Não aguento mais uma sessão de criancinhas parvas que procuram explicações para tudo quando o que me é tudo me parece tão inexplicável como o funcionamento de uma bateria e de uma lampada e de um frigorifico e de um motor de combustão interna que, neste último caso, até pode justificar um gasto de muitos mais euros que muita gente ganha, parte ou acumula.

Vivo a dicotonomia presente de um vácuo face á totalidade que antigamente existia. Parece-me que a galáxia que sou mudou as suas forças gravíticas após colisão de um cometa ´...e o rasto que deixou é a +unica prova que existe de tudo o que uma vez vi a minha volta.

Eestou cansado
Estou farto
este mundo é pequeno
tenho medo
de tudo... (cantar)

Ah musas de outros tempos
movam aos poucos os vossos cabelos
dos ombros
dêm a voz estrondoso a este poeta
Já nem na tristeza encontra o alento da escrita
já nao cita euforicamente os gregos,
Esqueceu-se do que era estoicamente correcto
que o rio flui sempre e só num sentido,
naquele que o destino parece impor.

Que as minhas lágrimas surjam e reguem o que semeieo com custo
com o agora não acostumado esforço desumano,
Aquele que por tantas vezes ao papel direccionei.
~Mudei, musas mudei, cantei aegrias, celebrei os meus amores as minhas paixões
por mais tardias ou precoces que fossem
Escudei-me por detrás de palavras felizes
de um te que precedia a serventia e do qual agora sou escravo
sem qualquer produtividade na tristeza.

Pensa, Pensa, Pensa homem vais ver que te libertas
Que talvez percas a fé a que te entregaste
Que derramas as lágrimas derradeiras num caminho teu
aquele que há pouco tão pouco referiste...
Esqueceste-te homem? esqueceste-te?
Como se se foste tu quem o disse, que o passou para o papel
que o retirou de si...assim não vais longe
assim nada vais conseguir
assim vais-te iludir na tristeza que carregas
que muda a cor do mundo
que faz um azul ser tão mais que ele prórprio.

Musas musas antigas onde estão, corpos de abrigo porque já não me esquentam
Tristeza porque é que já só um balde te ilui dilui di lui di di di di lui?

As armas e o os barões assinalados
Que agora se encontram num melodrama
por sentimentos nunca antes dados,
batendo numa tecla numa trama
e sempre a mesma mesmo estando fartos,
"Ai com caralho tudo isto cansa"
Cantando expurgarei por toda a parte
Se assim me ajudar o whisty e arte.

Não não não não n~ºao. Nem os clássicos me inspiram como deviam. Toda a merda da beleza instituída das regras feitas o que me é isso, filho que sou de uma geração televissiva e sempre corrigqueira? O que é o real para mim, o que o torna mais belo o que faz dele ser o que é? o uqe? a Fé? já ninguem acredita nele próprio e deus não existe para justificar nada nada mais que a meteorologia nos é! MERDA e merda para quem cagou, este poeta deixou lentamente o recinto:
Pois se existo, não posso carpir, torto mais não hei-de escrever e p'ra viver que leve então com os outros.

sábado, julho 10, 2010

Olhas em teu redor: Tantas. AlgumAs com o que lhe falta e nenhuma com o que a faz.