Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

domingo, fevereiro 13, 2011

Tudo uma questão de justificação para pedir perdão ou não simplesmente um cigarro.

I

Somos ironicamente justificados
a fazer mais do que o feito
ou do que o intencionado
por propósitos já gastos
em conversas de esquina.

Dói-te o corpo certamente menino
carregas tanto porque não partilhas.
Julgas que ninguém repara?
Uma cara diz quase tudo
ou assim diz a zine de um rosa podre.

"dá-me um cigarro"
Fico estupefacto.
"é para um charro"
será que justifica?

És parvo
és tótó
és nojento
será que sou tão cinzento
ao ponto de achares que assim me alegras?

Já chega
tenho pressa
e só um no maço.

II 2º variação o tema é sempre o mesmo.

como uma bola rebolas e arrastas
parte do que por isso levantas
as páginas, tantas, lidas
quase que completam um livro
que alguém mais que tu leu.

Estão escuras as ruas,
guia-te alexandricamente a luz da sala
a que deixate ligada para a tua gata
essa pequena
ter uma noçao errada do mundo.
Ressaltas nas esquinas
que aqui não dão companhia a ninguém.

~vultos surgem
procuram algo
tudo se permite
o instinto acorda
e quem precisa cheira a milhas
o que necessita no bolso de alguém.

"tem, não tem"
ninguém pergunta.
É outro o assunto.
O mundo tem fome
nem que seja de fumo.

Acendi
larguei a pista
fui um bocado descuidado
"tens um cigarro
é para um charro?"
Bem aventurado
Quem p'lo vício conquista.

domingo, janeiro 30, 2011

Caríssima (take I)

Talvez te tenha dado
uma razão para saires
para somente ires
à procura de um sentido.

Mas agora sozinho
neste canto qualquer
vejo a mulher
que queria tão longe

Porque te foste
porque nao disseste
Porque nao fizeste
Só o que querias

X2

Nao me escondas tudo
Nao me guardes da verdade
esta nossa cidade
é tao pequena

O que um dia é azul
dir-me-ão que verde
Assim de repente
Um simples nada é muito.

Ouvi dizer que na marquesa estava uma francesa que percebia o que o gainsbour cantava.

I
Porque te esqueces do que foi dado
entre dois copos e um charro
que alguém fumava e bebia ao pé de ós?
Esqueceste-te de dizer tanta coisa
Parace que a pessoa que foi a lua
resume tudo em palavras pequenas.
Mas o que importa a dimensão do que algu´´em nos diz?
É peneira a verdade de tudo.
o mundo soma.se e anula-se
num jogo que só dá zero
independentemente do que se aposta.
Quem joga primeiro senhores?
Será um doutor pós moderno
será um rapaz sincero
ou um ciclista de domingo?
nao interessa aqui joga-se +ara p bomgp
e conselho de amigo
joga-se a sério
indepdentemente do credo.

dissea barbarbara a mesa e pequena para tanta garrafa

Tentas esquecer em noite perdaas
entre o nada que so sente por emprestimo
de um trago que das enquanto outro so te quer sair.
estas num canto ttrsite a jogar
com as palavras que alguem solta feliz
~~~~~~Como se a pesia ganhasse mais sentido com uma proximidade do real.

Repetes a ladainha
repetes
ate qiea decoras
com todos os apeadeiros que nunca te hao de ser precisos
para alem da viagem que talvez um dia
um dia
partilhes com alguém que te importe mais que nada.

Cpmversas perdidas
idas a laponia
um dj que arranhava mais o hispanico
por paixao
que o ingles.

O mundo nunca ha de ajudar
a esquecer o que tivemos
vejo beijos
partolhas
abracos sentidos
c0mo aqueles que ao adormecer dao cor.

meu amor
as merdas ha muito que estao ditas
e é pelo ditado dito que nos valiamos
que adormecemos
mesmo que lentamente sobre uma cama
que só será por nós feita.

Onde estarás tu nesta hora
o que farás
o que dirás sobre um balcao qualquer
sera que perde s a mulher
que es
num instante?
Será que um chulo me dira uma vedade qualquer
que
por seres mulher
p'ra mim
eu nao quero ouvir.

II
ja nao ha nada mais sobre a mesa que garrafas
vazias pela sede de quem delas bebeu.
Merdsa imberbes que nem sei o que sao
vicios que justificam o que são
nao o que uderao ser,
Mama,
mama
onde estás ti neste instante que so colo exige
em que se finge uma humnanidade que medo
tem de dormir sozino.
Quero abrigo
faz frio na rua
e a rua e suja
todos nela caminham,
inham inham e marcam.
passam
num sentido qualquer
que nao este que tenho.
vejo,
uma pintura num espaço qualquer por preencher
movese-me o braço
sobe o regaço
dá-se a luz ao que antes era negro
tenho isso xom a dimesao
quanto maior mais escura
quantomair ais pura
mas nunca no começo.
III Propriamente dito.
Estava a mesa cheia
tombavam para os lados
cada um dos edificios
de um vidro
que só se faz por ser útil.
Caíam
desciam pouco a pouco
cada um deles fervorosos
só se partiu
de um plásico
segura pra infelicidades
maiores ou
menores.
bao me cabe a mim julgar
atitudes
desprovidas
de um sentido emrcemente imposto
as regras de um jogo
sao definidas por quem joga.
Mostra-me a tua mao
antes de lançares as cartas.
A mmesa e pequena
para tanta garrafa.
IV
Mamã és um monstro criado por mim
verde como a falta que me dás
como a mao que ja nao me afaga
como a falta de um gesto aprovador
de uma atitutude qualquer mais parva.
Entendo-te no teu medo senil
da pouoca ida de que tens
o que é ser mae afinal
o que ditar um futura para um miudo que o pode escolher
de entre uma lista
de uma lista que nao acana
que nao psa sem ser pelo tempo.
Tenho meo
tenho medo mamama
o que será tornal aguém no que tu foste
quem me ensina deixar o igarrp
a vir de um trabalho para um abraço desporporcionaç?
afinal
uqem é que sabe esta merda toda?
Mama,
mamã,
mamã nao te escondas
és uma pesoa
com os teus receios
com os medos que nao me dizes
porque finges que não existe mais que eu no mudo?
porque fazes sentr ao miuda que nada lhe ha de toar?
Mamã
mamã,
TEnho um monstro debaixo da cama
tenho uma aranha no teto
E acho que sou eu que estando sobre
estou sob o colchão
V
Pai conta-me uma história de embalar
diz-me que uma ventura nao dura ais
que um parágrafo
Entoa uma história que sei ser tua
Mostra-me o que não muda
cria em mim o rancor que faz com que se pense.
Papá,
tente mostrar-me o que só um privelegiado vê.
Nao pense nos porques papá,
nao ense no gágá
nao pense no que será
nao ense no que deus dará
diga só o que existiu.
Papá,
O que é um colo
o que ´um carinho
como é estar sozinho
na casa que sonhou?

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Para o titio.

Deus me livre do Desassossego.

20/01/2011 - Já ponho datas nas minhas coisas. Estarei datado? (piada parva resultante de convivio com poetas)

I

Somas pouco com pouco
até muito já teres gasto
a vida é um pequeno jogo
em que apostas o suado.

Não sabes o retorno
mas o que evita uma jogada?
Já com com corda no pescoço
Gargarejas que passa.

No final tudo somas
Todos os dados levam tudo
E fatalmente tu lá jogas
c'o que resta do pulso.

II

Contabilidade Realista.

Somando pouco a pouco do que nos dias larguei, constato quem em meses foi largado muito do que o meu suor permitiu, potenciado por um traje classicamente moderno e obrigatoriamente engravatado.

Considero-me um polegarzinho moderno que, ao invés de pão, marca o seu regresso com euro peus caminhos que percorria. Justifica os vícios a falta de rotinas sem horários definidos e/ou de um nascer de um astro que nunca inesperadamente surge ou cai. Parece que um relógio programado é o melhor dos contabilistas já que por arrasto de um horário restrito nos limita limitando os investimentos desnecessários, i.e. sem aparente retorno, nunca em qualidade somente no número de vezes que existem.

"Amanhã continuo, tenho merdas p'ra fazer".

sábado, janeiro 15, 2011

Caderno antigo provavelmente maio de 2010

I - Quando ao fundo está algo que foi nada.
Quando ao fundo está algo que foi nada
quando o tempo passa,
por entre os dedos em segundo
Um nada que tudo
Que tudo resume
Puxo,
Puxo e bebo um trago
que a pouco-e-pouco nunca será pequeno.
Tentas não olhar
tentas no vão que te é próprio
enquanto tu sóbrio aguentas
e inventas num instante
uma história qualquer
a que ouves porque queres
Só porque precisas.
II
Apetece-te ranger
os dentes que te sobram
que não largaste no caminho.
Os caninos
os molares afiados
os incisivos
e os outros que estragados
ainda não caíram.
r .r .r .r .r
rosnas
ameaças
amordaças o que vês p´'ró sentido
que temendo exiges.
III
És um maricas
tremes face o que também fazes
o que nem sabes se existe.
És um triste
vives nos ses
q' enrolam o que existe.
Tens medo
e afundas no negro
o peso que te afastasta a solidão.
Pedes perdão,
pl'lo que nunca perderias.
IV
Cheira a esturro no fundo
Cheira a esturro
no fundo
de mim.
Aqui.
_______"______
"porquê?" pergunta o leitor curioso
ansioso de resposta certa
come se nada mais lhe importasse
que uma certeza qualquer.
Responde-lhe como lhe apetecer.
"estava um palhaço sentado
a fazer malabarismo
Quando só queria ser dançarino
como o caniche perneta"
Note o leitor o humor
o requintado ou mesmo antigo
mas também consigo outro estilo
é só pedir...
"Um cabrão com cabeça de colhão
estava sentado ali ao fundo
Chorava muito com tanta emoção
Não tendo herpes tinha quase tudo"
Falta garra meus amigos
sei que o podem dizer
mas também hei-de fazer
o mesmo noutro tom
Desde que se ouça som
som é e será preciso
"Ai que tristeza
que melancolia..ia..ia..ia
que sinto neste canto
será que é o meu quebranto
Está ali quem ele comia".
Já chega
Já chega de merdas
DE ignorâncias bacocas
De bocas
de inutilidades
só se diz a idade
ao que jamais soía.
V
O princípio do fim
e assim começa o poeta
com eufemismos
tá farto de ser pesado
é sinal de uma fraqueza parva
do mais pequeno que existe
em qualquer ser que pensa
Pensa este autor
que tem a sensibilidade de não se achar senhor
de uma verdade p'lo menos dele
dele e de mais ninguém.
"Isto está uma parvoíce"
Mãe, o que é que eu lhe disse
já muitas vezes sobre
sobre isto que está a fazer agora
a estragar-me uma criação
intrometendo-se no meu processo criativo?
"É depressivo meu filho"
o princípio do fim...
mãe saia daqui, UM
"Eduquei-o para ser um vencedor
Um senhor de sapatos de vela"
"aguenta" penso eu
"Aguenta" penso eu de novo
o princípio do fim...
A vida é um jogo
Com regras que se engolem.
VI
Avida é um jogo com regras que se engolem desde que se lança o primeiro par de dados. E não interessa se ao lado do tabuleiro acabam por cair, caiem e sai um de muitos números.
VII (Não te precipites)
Não.
Pensaste bem no que fizeste?
O que disseste?
VIII - No lounge 08/05/10
Acendo o cigarro na vela em frente, poupando uma qualquer fracção desconhecida da carga do meu isqueiro e dando um uso mais que luminoso a um qualquer objecto do ikea assim não tão barato.

Há uns dias atrás.

I
Que saudades que eu já tinha
deste cheiro, cheirinho
maravilha
de mau ou bom subterrâneo
sucedâneo
de um qualquer subúrbio.
II
Parecia pelo ângula do braço
sustentado numa parede da paragem
de autocarros no chiado
uma puta que por certo não era
Passava a perna ao incauto
fumava o que parecia ser
sendo um cigarro
um parpalho mal enrolado
que p'la falta de estima
é cara o charro
só puderia ser a versão de maçp
claro que em saquetas vendida.
Parecia que chovia
Entretanto choveu.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Quem pariu, sabe o que pariu
Quem pariu bem sabe de côr.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

poema de outra

Amanha dia de estreia
Venha o publico
Essa gente
Tao querida
Amorosos sao
Os que querem
O bem
E o mal feito.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Falácia pós moderna

Quero botas de aprés ski
pr'aqui

não neva.

Ai o craças.

"não sei porque tou tão feliz e já nem sei se é necessário ter um bom motivo"

Talvez seja para esconder uma infelicidade
diz o mesmo tipo cujo problema era a felicidade
que em brasileiro soa e sabe tao melhor que em portugues
tem a ver com forma como se fala
independentemente da forma como se concretiza
inteira ou às metades
"felicidades"
merdas
buscas estupidas e mesquinhas
comparaçoes idiotas
que nao tem sempre na duraçao
como uma lata de ervilhas
que, por mais que dure, dura sempre menos que uma vida
incipiente ou com décadas a percorrer.

Dou mais um trago no leite
que previnirá uma doença ossea qualquer agora
que nao cresço mais que para os lados
implicando a horizontalidade velhice
quando ela implica crescimento.
A única coisa que sobe e desce
para além do óbvio
é o fumo
que quanto mais graúdo
se tivermos crescido por sentido
ascendente
é mais requintado.
Passa-me o charuto ó miúdo
serve-me o copo que hás-de beber.

momento televisivo entre momentos de televendas
o zapa zapa pá pá pá té ro
zapa té rú
que leve no cú
e todos os outros que põe no bolso
o dinheiro que o povo
deveria dar para governar
um governo que se calhar
não é de um mas de todos.
Como é que somos
representados
por idiotas palermas
cheio de esquemas e de pernas
que tão parvas usam luvas
filhos de lutas
de bairros
uns caralhos
zitos
menores
que por gritos de uma revolta que qualquer um já esqueceu
pelos bonés que ofereceu
ascendeu a um poder
que por direito e o que se quiser
poderia enfortecer
um cravo que se sabe cada vez mais murcho...

são as reformas
os políticos são pobrezitos
uns coitaditos que vivem de esmola
que inventam uma escola
que forma em invenções
por um par de tostões
que o contribuinte pagou.

E se fossem abruptamente para a puta que os pariu?
e se o abrupto realmente o fosse?
e se a liberdade fosse o que a revolução trouxe?
e se a decência um dia andasse na rua?
E se quem manda fosse mais que uma fruta
que dura três dias no continente?
Que come da mão da gente
que disse que dela comeria?

(á lopes graça)
Acordai
Gente que dormis
A enganar a dor
por entre covis
de gente que come
daquilo que diz?

mas ninguém ouve daquilo que o povo canta
e a mama
essa será sempre a mesma
e a lesma
desliza na rosa
que bebe da poça
que só na cor muda.

II . A cantar porque espantas o mal e talvez a gente se entenda
Votaste,
Mudaste quem te governa
disste que a perna
ninguém te passa a frente!
Vai ser diferente
o dia que tu segues
já nao temes ninguém!!!
Foi por isto que a tua mãe morreu.
III - Grito suburbano num bairro da linha.
A mãe do zé cheirava
a perfume bastante caro
o carro do pai era uma bomba.
Tinha um carro tinha cona
que por cilindrada se dava
a mãe do zé cheirava
pelo nariz tanto se deu.
A avó do zé morreu
num canto escuro qualquer
Cedo se fez mulher
Católica era séria.
O avó esse era um monstro
nunca pagou p'ra foder
ainda estão p'ra perceber
como branco era negro.
IV - Acho que era uma mulher.
Só não fodeu o joão
porque ele não tinha conversa
Quem quer foder com pressa
Tem menos que pouco tempo.
Até que era bom moço
Diz tudo o que ele carrega
Voluntário do esfrega esfrega
Sai bastantes vezes À noite.
Deu há uns dias um açoite
A uma desconhecida velha
Duvido que ela não peça
Uma segunda oportunidade.
V - ligo o complicómetro.
Ai! mulher parece que não me entendes
perdeste numa conversa mundana
apontas-me o dedo que lentamente levantas
e dizes que a verdade está escrita nos meus pequenos
gestos que repetidamente te ofereci
como um presente moralmente gasto
e estupidamente justificado por uma vida de uma classe média triste.
Nunca te hei-de partilhar mais do que palavras ou lágrimas que verta
quanto te conto uma história que não sabes por mais que ta repita
e te aponte lentamente e com detalhe onde me custou.
Custa-te a entender percebo-te tal como não percebo o que a mim partilhas
mas não te faço perder mais tempo do que aquele que uma vez fiz.
Claro que me contas e contas e contas vezes
sem conta porque esse nunca foi o pouco que tivemos em comum,
mas também que nos interessa quando se trata de uma partilha.
Quero-te e se me queres queres o que digo,
o que conto à luz de uma lareira que se gasta
com o consumir de um gás ecologicamente mais avançado
e menos consumidor que uma versão incandescente.
Mas até nisso estamos limitados,
acompanha-nos nas conversas o que alguém exige
o que alguém diz ser amigo do ambiente (voz de gozo)
Não me percebes
nunca nos havemos de perceber.
VI - Pretinho.
ó pretinho
de São Tomé (mais grave)
tens a praia ao pé
e morres de fome
que sorte
de merda
mas ficas bem no currículo
ó pretinho
de são tomé.

Voltei. mal mas voltei.

Caríssima,

Pois esta aguardente não é quente
Como o cha que me serviste ha dias
Tu é claro que no canto que tinhas
Sabias que o que tenho só um sente

quando pasmado ou só parvo sente
por entre o que claro ou não querias
"ah porque te armas em pequeno vias
achando que de cima eras difrente"

E ris-te sem nenhuma novidade
justificando o triste que eu trago
por entre os dias em que nada faço
Na tua fronte que o tão branco marca.

E assim um dia devagar nos passa,
e lentamente arrasta flicidade.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Ano Novo...

Vida nova. Ah pois é.

Está a dar o Fernando Tordo na televisão a companhia está a lavar os dentes e as músicas que ouço parecem-me saídas de uma série com o Miguel Guilherme e a Rita Blanco - se preferirem do tempo em que quem governava era humilde nas origens mas doutorado nas competências e tinha tomates para praticar censura com lápis dando até emprego quando hoje, por ela sem nome, só se tira.

Esfrego os meus pés e sigo com a mesma máxima: "Ano novo, vida nova", ou tudo continua porque o puto com ar de elvis como o elvis morreu.

Neste ano prometo que vou voltar a fazer o que desde Julho deixei tanto por escrito como com rabiscos que assumem formas distintas das caligráficas, (será que isto se diz, esqueci-me mas hei-de me lembrar), vou tentar ter uma vida mais sensata, saudável e, se assim entender, equilibrada mesmo que isso implique o desequilíbrio nuns quantos campos.

Na minha vida fiz viagens de ida e volta
...
devagarinho era um problema para começar
...
mas outra vez a triste sorte com subi
...
Adeus tristeza
até depois
chamo-te triste por sentir que entre os dois
não há mais p'ra fazer ou conversar
chegou a hora de acabar...

Bastava-me apenas escolher pensei que isso era vaidade
(som do rato da minha gata a passar no chão)
...
e o meu futuro há de ser o que eu quiser
Adeus tristeza
até depois
chamo-te triste por sentir que entre os dois
não há mais p'ra fazer ou conversar
chegou a hora de acabar...

(repete.se até o coração parar).

E com esta (re)começo.

Maestro !!!

terça-feira, julho 13, 2010

Catarse.

Estou a flipar como um golfinho supostamente esperto tendo a minha frente nada mais que uma bola colorida que, esfericamente, resume a minha exitência simples na complexidade que um mundo da dimensão de uma piscina permite.

EStou a flipar. Não aguento mais uma sessão de criancinhas parvas que procuram explicações para tudo quando o que me é tudo me parece tão inexplicável como o funcionamento de uma bateria e de uma lampada e de um frigorifico e de um motor de combustão interna que, neste último caso, até pode justificar um gasto de muitos mais euros que muita gente ganha, parte ou acumula.

Vivo a dicotonomia presente de um vácuo face á totalidade que antigamente existia. Parece-me que a galáxia que sou mudou as suas forças gravíticas após colisão de um cometa ´...e o rasto que deixou é a +unica prova que existe de tudo o que uma vez vi a minha volta.

Eestou cansado
Estou farto
este mundo é pequeno
tenho medo
de tudo... (cantar)

Ah musas de outros tempos
movam aos poucos os vossos cabelos
dos ombros
dêm a voz estrondoso a este poeta
Já nem na tristeza encontra o alento da escrita
já nao cita euforicamente os gregos,
Esqueceu-se do que era estoicamente correcto
que o rio flui sempre e só num sentido,
naquele que o destino parece impor.

Que as minhas lágrimas surjam e reguem o que semeieo com custo
com o agora não acostumado esforço desumano,
Aquele que por tantas vezes ao papel direccionei.
~Mudei, musas mudei, cantei aegrias, celebrei os meus amores as minhas paixões
por mais tardias ou precoces que fossem
Escudei-me por detrás de palavras felizes
de um te que precedia a serventia e do qual agora sou escravo
sem qualquer produtividade na tristeza.

Pensa, Pensa, Pensa homem vais ver que te libertas
Que talvez percas a fé a que te entregaste
Que derramas as lágrimas derradeiras num caminho teu
aquele que há pouco tão pouco referiste...
Esqueceste-te homem? esqueceste-te?
Como se se foste tu quem o disse, que o passou para o papel
que o retirou de si...assim não vais longe
assim nada vais conseguir
assim vais-te iludir na tristeza que carregas
que muda a cor do mundo
que faz um azul ser tão mais que ele prórprio.

Musas musas antigas onde estão, corpos de abrigo porque já não me esquentam
Tristeza porque é que já só um balde te ilui dilui di lui di di di di lui?

As armas e o os barões assinalados
Que agora se encontram num melodrama
por sentimentos nunca antes dados,
batendo numa tecla numa trama
e sempre a mesma mesmo estando fartos,
"Ai com caralho tudo isto cansa"
Cantando expurgarei por toda a parte
Se assim me ajudar o whisty e arte.

Não não não não n~ºao. Nem os clássicos me inspiram como deviam. Toda a merda da beleza instituída das regras feitas o que me é isso, filho que sou de uma geração televissiva e sempre corrigqueira? O que é o real para mim, o que o torna mais belo o que faz dele ser o que é? o uqe? a Fé? já ninguem acredita nele próprio e deus não existe para justificar nada nada mais que a meteorologia nos é! MERDA e merda para quem cagou, este poeta deixou lentamente o recinto:
Pois se existo, não posso carpir, torto mais não hei-de escrever e p'ra viver que leve então com os outros.

sábado, julho 10, 2010

Olhas em teu redor: Tantas. AlgumAs com o que lhe falta e nenhuma com o que a faz.

terça-feira, julho 06, 2010

Then suddenly like a sparrow who suddenly showed on a tree branch the poet rises at 6.00 AM from a lenghty sleep.

É tão tarde
e a cidade dorme.

Só o calor que se sente incomoda,
Ás segundas ninguém que importe
anda na rua...

Em cada quarto com tomada algo há que ventila,
Corta-se o ar lentamente,
lentamente se refresca
e sobrevive
O resto.

Modernices,
Em mim não existe ventoinhas,
nem uma ou duas pequeninas
Porque até davam jeito
Com esta merda de calor.

Estupor
Do TEMPO
ou do Sr. CLI MA an an an an an an an
(e insisto nisto só,
para evitar problemas de traduções futuras,
não se perca tempo para evitar que se tornem manhosas,
- Tenho as minhas crenças que hei-de de ser famoso
Sei lá.)

TRIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
Movo-me lentamen en en en en te
até
Á janela.
Estou de pé,
Pergunto sem me mostrar
"Quem é?" (com voz de sono)

"Publicidade
Dos colchões pikolin
Estão fazendo desconto"

Treeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem
(abre-se porta)
Cheek.
Move-se alguém ao fundo.
PUM
(fechou-se)
Foi-se o senhor,
Foi passear pela cidade
Ganhar o seu pão por molho submetido
Ao escuro e vazio
de uma caixa velha e com pó acumulado.

Quem limpará as caixas de correio postal?
Será normal que acumulem pó e permitam,
caso ventilação não lhes seja necessária,
(o que eu dava por uma ventoinha
uma ou duas...mesmo que pequeninas)
O desenvolvimento de formas de vida
Das dimensões das ventoinhas
entre parentesis nomeadas.

Nunca limpei a minha,
às vezes até demoro algum
Tem pu
A retirar as cartas,
por distracção clara.
É vidente.
Que eu saiba
Nem a santíssima trindade
das minhas matriarcas
Bastante obcecadas
Por limpeza
Esfregam
ou passam o pano
na sua caixinha de
surpresa(s).

NÂO.
nã ão passam.
Não precisa de ser limpa.
Contas que acumulem pó
Dicas da semana dá a velha do mercado
E o lidl será sempre barato inde
pen
den
te
MEN e te
das promoções da semana.
Os postais
especialmente os artisticos
ficam sempre melhor com uma patine suja.
Que outra parte de uma casa da para rua?
Que outra parte fica com uma parte dela?
Nem falo dos japoneses que deixam
e já vi isto nalgumas casas europeias
os sapatinhos da rua à porta...
tenho pena dos que têm filhos do skate
aqueles com ténis grandes
Cheiram mal para diabos
Quase como queijos de Santa iria,
Exigindo áreas bastante ventiladinhas
(o que eu dava por uma ventoinha
uma ou duas... podem ser pequeninas).

Visto.me sem pressas,
Carrego no botão de standby da minha nespresso
Ponho o meu copo de leite na parte que expele.
Ponho a capsula nas parte que lhe diz respeito,
A que o clube me recomendou na última carta
Carrego no botão de novo e forma-se uma pasta
Que pagando um € em média se chama galão.
Acendo um cigarro e bebo lenta ta ta ta ta ta ta ta mente.
Lavo um dente
de cada vez
Conto quase três vezes três por cada.
Passo água na cara
ponho os cremes às vezes
Primeiro o tónico
Depois o anti-rugas
Depois o hidratante
Depois o anti-olheiras
E
Porque agora o sol queima
ponho a primeira camada de protector.
Tudo dicas do senhor doutor
Especialista
em madames da celulita
e em meninos pó acneico.

Desço a escada e eis que vejo
A publicade não endereçada
Colchão pikolin
Adaptado
Ao calor que se sente e com desconto
Bastante interessante pó interessado.
Largo a folha num canto
que fique ali amontoada
Fica a caixa vazia
Ventilada...

Só queria uma ventoínha
ou duas pequeninas
mas só o que não quero ali pára.

II - Fosse uma caixa de correio.
Uma caixa de correio
De quase nada precisa
Até a mais pequenina
Tem no seu nada o meio
De levar c'oa maior conta.
Não é preciso brilhar,
P'ra alguém lá se meter
Tanta merda a vai encher...
e às proteses a dar
eu duvido que ela ouça.
Pode estar no vão da escada.
Ou somente p'ro exterior
Ser de um senhor doutor
Ou da puta mais barata.
Pode ser suja e não ventilada,
Nunca será por certo excomungada,
só nunca será pessoa.
III - Questões de interresse FAQ.
P. Jesus tinha caixa de correio ou limitava-se a ler mentes?
R. A edição deste pequeno folheto lúdico fica muito feliz pela questão que nos coloca por ser comum a diversas pessoas que, normalmente, preferem rezar por escrito do que em processos cognitivos conscientes e interiores, tanto no seu leito como, por exemplo, num templo que Lhe seja dedicado.
Quando Jesus começou o seu grupo tinha muito poucos fãs, como desde já se dedudz pela leitura da famosa passagem da divisão dos pães e na aplicação de técnicas ancestrais que martha stewart globalizou através da racionalização das porções alimentares. Face tal paradigma Jesus levava a cabo um processo de "diálogo" com os seus seguidores que, recorrendo ao sistema de quadradinhos (to-do list), se mostrava ser bastante eficaz. Para além do mais naqueles tempos as comunidades estavam muito dispersas e pouco ou mais se puderia fazer do que ser ser artesão , portanto se alguem escrevesse para o carpinteiro de nazaré poderia ter a sua correspondência ou extraviada ou mal recebida. Os correios tinham uma vida difícil.
Até à sua morte Jesus acumulou muitos poucos fãs e nunca criou o hábito de receber cartas. Os seus representantes também não desenvolveram esse tipo de práticas preferindo sempre a conversa mais corriqueira e picante no confessionário que eles podem sempre direccionar para o conteúdo com mais interesse: algo que uma carta nunca permitira. Depois de contados os pormenores aí sim entra a parte mais espiritual da reza e Deus que quer lá saber de pormenores picantes.
Claro que há uma excepção, como sempre. S. Nicolau, o pai natal ou simplesmente mascote da Coca-Cola e/ou outras empresas que lhe pagam o face-time, por lidar com crianças felizes e não ter interesse nenhum nas suas vidas inocentes, prefere o registo escrito mas, por ter uma vida muito activa na área do advertising na altura em que lhe escrevem, envia as cartas para leitura em out-sourcing por crianças que precisam do trabalho em países sub-desenvolvidos para terem +/- uma noção daquilo que devem produzir - antes não era assim mas uma consultora em regime pro-bono fez esta recomendação para evitar os problemas de stock histórico.
P. Será que posso colocar uma ventoínha de computador ou um sistema de refrigeração com luzes ultra-violeta na minha caixa de correio? A minha mãe costuma-me enviar feijoada todos os meses e às vezes estou fora e acaba por se estragar.
R. A edição deste pequeno folheto testou a sua ideia e ficou surpresa com os resultados. A ventoinha tem um impacto bastante importante na preservação de alimentos. A luz essa fica ao seu critério, no nosso caso preferimos luz azul glaciar por ficar melhor com o amarelo da nossa caixa postal.
IV - Resumo de tudo o que até aqui foi dito.
(o que eu dava por uma ven
ven ven ven ven vento
vento to to to to to to to to
to i i i i i i i i i i i i i i i i i i i i i
nha nha nha nha nha nha nha nha
VENTOINHA PORRA
uma
BAstava-me uma
Só uma ventoínha...
Ok
Podem ser duas
Duas ventoínhas? (infantil)
uma ou duas mesmo que pequenitas.
Ou então,
se for possível claro
Posso ser uma caixa
uma caixa de correio?
Não precisa de asseio
nem de ser ventilada.

domingo, junho 27, 2010

Post-"mortem" I.

Ao longo da minha vida, curta por certo, conheci indíviduos que permitindo-se me valorizam ao longo de diferentes pontos do mesmo eixo. A consciência, intrínseca ao avaliado, é que incomoda, muito mais que o acto, o reflexo ou o instinto a que outros se entregam. Tendo noção do que em meu redor se passa e, por certo, aquilo que em mim existe inspirado pela minha vida, que como já disse curta é, algumas vezes, felizmente muito menos do que aquelas em que me rio, fico irritado, sinto-me injustiçado e, valha-me Deus, acima de tudo incompreendido.

I

Chega-nos o calvário por mais tarde,
Que aparente chegar, mas que nos importa?
Dá-nos o céu de uma só vez o alarde,
A que a alma confessa tanto roga.

Inocente partida ela faz-se
carregada p'la culpa que não mostra
O exemplo de um mal que talvez passe,
É de um futuro incerto talvez porta.

Homem chega e diz mas do que serve,
Tanto se diz, quando nem ver nos basta
palavras com palavras o falso arrasta,
Desde que esteja ao lume o pote ferve.

Momento tão tão triste só por ti.
Não estás p'ra contar tudo o que ouvi.

sábado, maio 08, 2010

Não nao fodi ninguém
fodas vão e vêm
têm o seu que de desumano
"vamu"
grita a brasileira ao fundo
como se o mundo se resumisse a um sim.
Assim não quero respondo eu
Talvez um carinho seu me fizesse esquecer
mas foder
depois de catolicamente enamorado
era como dar um passo
estupidamente no vazio.

II
Vais pelo fácil e o fácil
não exige que ágil
sejas por ir em frente
Eu cá sou gente
não desses, não stresses
que te importa
a porta ao fundo
a que te dá tudo
Só abres se quiseres
mulheres há tantas
porque choras? cantas
uma música tão triste
Meue amigo s'existe
neste corpo que despiste
é razão para chorar
Cantar é só pra quem pode.

terça-feira, maio 04, 2010

Epitáfio (o início consciente)

Quando o rapaz chegou aquele palácio pouco tinha de semelhante com os que vira no contos do Walt Disney. Os homens trajavam o mais claro possível entre o azul escuro e o cinzento antracite, estando somente protegidos de investidas desconfiadas ou de espadas do monte branco e douradas passadas de pai para filho, ou compradas pelo últimos se fosse empreendedor de impérios assentes em nomes que a partir do instante desse acto seriam tão mais bem escritos. Não tinham cavalos com pernas mas tinham rodas com cavalos, rodas concessionadas (traduzo livremente de acordo com a sugestão do google) e com cada vez mais carga perissodáctila - com ou sem cornos - quanto maior fosse o bolo de tempo naqueles cantos acumulado.

Princesas havia como os dedos de uma mão do Django e passado uns meses (tantos quanto na outra mão há), iniciavam um processo de transformação cada vez mais assente num traseiro que, por assentado a maior parte das vezes estar, levava à formação de uma superfície extensa que justificava o equipamento dos homens há pouco referidos.

"Grande de mais". Grita o especialista ao longe. "Não faz mal, não tarda a vir outra Senhora".

Os pajens também tinham o seu quê. Eram habituados a ter tudo quanto os seus mestres nos dias de festa e era neles que eles mais mostravam o que aos Senhores faltava em demasia.

I - O comunista verdinho como as nota do ólar que só escrevia em papel reciclado não do tronco mas das folhas.

Nos corredores do palácio, por vezes e tão de mansinho,
ouvia-se um riso deveras, deveras fofinho.
"Quem sorrirá assim?" pergunta o jovem recém entrado,
é "ELE" diz um jovem, já velho e cansado.

A primeira vez que do quentinho das paredes de amarelo pintadas saí foi com ele que fui ter. Criança pequena nos gestos e nas palavras, no brilho que com os olhos desperta o mundo só por pensar no que, mesmo podendo, pelo tempo não o faz. Nas brincadeiras que por dimensão já não pode fazer e no comer risotto porque lhe sabe a batatas fritas.

Era alto como eu, e também no seu ar de Portugal antigo. Maneiras, porte, cabelo e traço facial com nariz empinado a roçar o actor cómico e roliço de fimes antigos e repletos do sangue que viriato bombeava. Tínhamos interesses comuns e que ele havia perseguido numa exaustão juvenil deixando pouco a pouco de praticar.

Tinha sido o melhor a tudo, e foi por certo, e só o sei por não ter a estrutura sólida quanto o seu tamanho implica, qual arranha céus que se vende por dizer que aguenta com rabanadas de vento mais fortinhas. "A estrutura agita mas não quebra" concepção moderna do estudo de materiais em esforço que, por serem alto, já têm de considerar um co-seno superior a zero.

E agita, e agita com pena, esquecendo o gatinhar de outrora tudo aquilo por que anseia.

sexta-feira, abril 30, 2010

21/04/2010 - "Dói-lhe. Tome e esqueça."

Começo o dia com o cansaço dos que passaram. Dias claro pois é deles que falo; sobre mim pouco há a acrescentar.

São longos e exaustivos e duram muito mais que a luz diurna dura. "Cansaço", não sei bem se é isso , dizia o Forjaz. Tudo tem de ser doseado, um motivo q.b. tem de estar presente nem que seha a simples cenoura que o burra faz correr e nao com a cor que foge, pantone que me é servido já normalmente como se me alimentasse.

Rotineiro o que tenho não me dão mais do que aquilo que já vi. Ânsias recorrentes, respostas a todos e não a mim, fomes e sedes que engano com palavras meigas que me solto com pouco mais pouco de graça que entretanto se gastou; recurso justificados por excesso do bom que a maioria evita; honestidade parca tão parca como as horas que são horas e o dormir sem sequer termos falado com o pouco que resta de nós.

"O que é bom é para se ver, e, se deixar, é p'ra se tocar", disse por certo alguém antes de mim.

19/04 do lindo ano de 2010 após o nascimento de Cristo - uma 2ª feira

Era baixo o poeta que comigo falava, diferente em unidades métricas de mim, mas por carregar os óculos na face assumi que o mundo que víamos seria, por certo, similar nas manchas que nos permitem somar dias.

Fomos apresentados e seu nome artístico, pouco ou nada, se via na sua atitude. Ouvia. Agradecia até o vernáculo com que caracterizei os seus de uma forma tão maquinal como a aprendida em qualquer aula de línguas diferenciada, diferenciando somente no seu conteúdo pedagogicamente não recomendado: não era nada bom.

Insisto na forma como o fiz, tal como insisti nas desculpas pedidas apesar de não ver nenhuma reacção estranha no outro lado: parecia que um ataque era bem vindo à sua rua habituada à calmaria de um bairro onde todos os hábitos/ rotinas de cada um, com [ ] inclusivé, se conhecem. Sorria. Eu desconfiava da experiência feita, ou conseguida, face os artifícios experimentados de outros cardinais, Avatares de uma verdade, tão inseguros quanto castrados na sua essência e apologistas de um lugar seguro onde todos se sentam, comem e cagam.

"Todos escrevemos, não podemos agradar a todos", e a escrita vale nem que seja por no colo de alguém ser feita e o colo a pouco e poucos ser dedicado. Mesmo que díspares ninguém que ninguém critíca a punheta de outrém - a sua também, mais ou menos, poderia ser criticada. Sugestões porém são bem vindas, principalemnte qde ue quem como nós não faz nem no futuro aspira fazê-lo com mais que indiferença: da que irrita a pele até se esfolar.

Porém punhetas há e há punhetas. Uma vez falei com um senhor da 7ª; artista. Disse (eu) em tom simpático que gostara do que vira, independentemente de quem representava e mesmo não tendo base nacional comparativa. Era a minha 1ª na minha língua, a 1ª numa tela, e ainda por cima do princípio ao fim. "Tens de ver as outras tantas" disse ele com um tom tão solene que só pode ser triste; cada perna com tanto mais que eu em cima, como um todo ainda mais, tanto mais, e tremiam como as varas ao vento no pantanal a céu aberto na antiga avenida da costa da caparica - na qual alguns verões passei pequenino e mais infantil.

Nem a um elogio soube o homem responder. Onanismo do caro; elitismo; essências de merda - com cheiro a fralda (kenzo flower) - tanto justificam. Fosses poeta, fosses da letra que a tua vida carrega. Fosses. Não desses cara a emoções que sujam e rasgam o papel. Fosses. Escrevesses. Ouvisses. Até um escarro justificaria o mais pequeno que fizesses, um sorriso dir-te-ia que afinal não era só teu.
____________________________________________________________________

Todo o poeta vê em outrém um possível reflexo de si. A palavra sente-se, vive, comanda, aponta, leva, cada um de nós em si ou com outrém. Há muito que sabe que não é de todos, aceita assim não ser partilhada.

sábado, abril 17, 2010

nove e tantos com o computador no meu colo limitado.

A calmaria raramente me estimula a creatividade obrigando a uma obrigação pesada em cada um dos gestos que, no seu tempo e ritmo, permitirão que daqui a a nada um ponto, se usado, se torne mais que ele próprio ou parágrafo.

Estou leve tão leve ao ponto de não estar acostumado o mundo a me ver desta forma. Estou doente aos olhos de quem me cuida e me toma e todos são mais hipocritas nas côndrias que eu. Estou só, estou num canto acolchoado, sossegado mas só em mim. Tudo à minha volta irrita-me com um crescendo quase tão clássico como surdo e eu continuo no meu canto sem sequer me mexer em mais do que uma das minhas extremidades pequeninas que me ensinaram darem pelo nome de dedos.

Um dos dedos está estragado
Cortou-se e não a cebola
No seu todo imaculado.
Mas será que assim....cortado,
Não serei meia pessoa?
Parte foi em partes vivas
tão mais rubras do que sou
no cal e gesso caídas
cada uma pequenina
Chora pelo que deixou.
escó rrem rrem dando o espaço
que as que vêm tanto exigem.
fico aos poucos tão tão fraco
cama perto último passo.
Durmo só com as qu'existem.
Pelo menos estou melhor que os outros que estão entupidos, li te ral men te, entupidos nos aeroportos dos países dos centros evoluíditos desta europa. Uma nuvem negra dizem eles e estão, principalmente os alemães, tão assustados. Os tugas, presidente e aníbal, seis miúdos açoreanos, presidente do AEP, e o faria de oliveira, entre outros, de certo também ilustres, apanharam logo o autocarro e comeram sandes e batatinhas fritas numa estação de serviço que, de essência, não mais pode ser que manhosa. De nuvens, principalemnte das negras, sabem muito muito mesmo, está no sangue que lhes dá a vida e inspira a sua arte de viver...hão-de chegar mesmo que tarde e com as costas a arder.

quarta-feira, abril 07, 2010

Está-me na pele o que p'los dias passa,
centricamente p'lo meu ego e gira;
Pedras pomes, poeiras e mais gravita
em redor da que outrora fui marcada

rocha que sou e que afinal não pára
entre volta e voltas em que orbita
de copérnica moda definida
em redor do que o id já não pasma.

Não mais que pó eu sou por mais que o aspire
neste vácuo perdido qual a forma?
Sou todo o oposto a que a grandeza exige
mais que pequeno, pequenito, esmola.

E ás voltas e em volta eu vou
sem ver que o que arrasto já me inchou.

segunda-feira, abril 05, 2010

No mesmo de sempre embriado pela vida 26/03/10

Ao balcão da brasileira
ao lado de quem se estranha
Entranhando-se aos poucos como os hábitos
Pergunto-me dando eu próprio a resposta:
De que me serve quase tudo afinal?

Vejo o velho ao fundo que cobre a calvice
Tão grande na pobreza que ainda maior é.
Vejo a puta que trabalha na esquina,
Escondida na luz que já muito já há
Exalando que um cigarro tão fino quanto
o pouco que dela é permite.

Os dois tremem, tremem pela certeza que existe
d'algo que começa, d'algo que acaba
saiu um de casa outro vai sair.

Ele lá fora é que não treme
nem a sua mão alçada
Olha a calçada, vê o mar que é português.

6/03/10 - Vi um móvel bonito que me apeteceu levar

I

Era sábado e fazia Sol á tarde dando-me assim uma vontade de passear que, em modo solitário, raramente me surgia e ainda hoje surge. Ao sair de uma casa de umas que Lhe são devotas vi um móvel bonito e que, antes de me ter apetecido, não aparentava ser muito pesado.

Carreguei-o vinte passos de cada vez. Repousava os braços depois por um pouco entre cada um dos que implica contar até 20. Por vezes sentava-me no móvel e escrevia. Fazia-o em qualquer lado, sempre vinto passos mais à frente. Primeiro num jardim, depois á frente do bar o século e continuamente na rua que com ele (o bar) partilhava o nome.

Passavam por mim pessoas e olhavam-me o esforço e o móvel com uma estranheza rara, incomum. Todos viam o suor, todos viam o peso que o causava mas todos passavam esforçando-se no máximo a olhar ou para mim ou para o que me sustentava e que eu mais cedo ou mais tarde, mais descansado, iria suportar.

Destacaram-se, por ordem de chegada, um casal e dois filhos franceses que disseram - "que jolie petit meuble"-, dois velhos com sacos que noutra altura poderiam contar com a minha ajuda se a aceitassem.

Os franceses queriam saber do Marquês de Pombal que, na grandeza francesa, não lhes deveria soar a mais que um camponês por mais portuguesamente burguês que ele tivesse sido.

"Regarde, le marquis de Pombal; aos velhos só importava descarregar as cebolas como se a idade tivesse atenuado qualquer azul num vermelhor que, por ora, ainda é deles e que o espinafre vai garantir que assim continua. Uma pechincha Dona Lourdes, e o quilo tem estado mui caro".

Como qualquer operário, com um dedo de testa, fatalmente comecei a pensar em como optimizar o processo a que me entreguei e que aparentava - agora estou certo - ser bastante inefeciente. Pensei nas restrições: 2 braços, 2 pernas e no objecto em si: móvel, 1,80 m de comprido, 40 cm de altura e 20 a 30 de profundidade...

Pensei...

E conclui: só dava desta forma.

Liguei enquanto parado esperava por ajuda até que por chamada ela chegou; sempre a mesma, sempra mesma, mesmo tendo mais que fazer.

2x2 braços, 2X2 pernas, o móvel, esse, era o mesmo... menos tempo, - de metade, todos os passos de uma só vez. Deixámos à porta, em casa, aí então ajuda apareceu. Exalei, de uma só vez veio o cansaçõ todo, 1x2 braços, e 2 pernas, (distributiva é sempre a matemática), o móvel mais empenado, embora num quarto, continuava o mesmo:

Eu, eu estava cansado de o trazer.

II
Não ardi mas também preciso de arranjo, de uma mão que disfarçasse os estragos
III (citando a Vozone) dia das mentiras de 2010
"Sou tão civilizada. De que me serve? (pausa)
De Nada."

domingo, março 07, 2010

3/03/10

3 da tarde e eu faço sempre tudo igual
Revolvo na cama horas até horas passarem da hora de acordar para o mundo que me dá motivos para me agitar cada vez mais de sucessivo. Rotinas desculpadas por deitar tarde e exausto do que artificialmente nos impomos por assim sermos educados a viver com todo um rol de necessidades alheias a um corpo que, cada vez menos faz algo por instinto.
Até o equilíbrio vem do que nos foi ensinado numa ardósia cada vez mais preenchida por complexidades não naturais que somente existem a partir do medo que exige uma explicação para tudo. Tem carro o homem porque andar parece mal, andar num cubículo partilhado ainda parece pior e defender isto tudo é horrível.
Lembro-me do mar que me acompanhava de um lado ou de outro quando ia para lisboa e voltava para cascais. Tristes eram os dias em que nele nao reparava que nao me lembrava de quando sobre ele trilhei e que com ele nao fugia para longe de utdo num papel por vezes partilhado com que me lesse ou ouvisse.
Subitamente acordo sempre mais tarde do que podia ou queria. Visto-me, lavo o rosto do que a cama e o sono mal respirado marcou. Dou um nó cada vez mais maquinal nas gravatas já marcadas pela minha altura, vejo-me ao espelho e aprovado parto num caminhar tão lento quanto em mim partes se colidem. Vou em frente na calçada gasta pelo meu caminhar mais ou menos comum ao de outros e piso onde tantos outros pararam e agito o braço para entrar no táxi em que tantos outros entraram. Aproveita para colocar a voz com conversa banal e com discussões de taberna ambulante mas com mais vida por ter tantas que aquela que agora é transportada. Componho-me em mim e chego com uma lição aprendida sem tirar apontamentos, chego, chego saio e vou como se me levantasse sucessivamente de uma superfície estranha mas confortável e finjo, finjo, até que dali saio.
Tanto dói e pesa o corpo
Como te estando algo em falta
Transportas-te com esforço
Neste deserto sem água.
Mas vais e pequeno segues
num trilho por eles levado
Parvo como eles só temes
Todo o pouco ensinado.
E em casa chegas eo frio
frio não há por que pagaste
Sorris por pouco do brio
Não tremes e te esfolaste
O aniversário sem aludir a Chagall ou a Álvaro 4/3/10
Pouco falta para somar mais um aos anos que tenho
num dia em que o calendário de bolso de um estabelecimento qualquer
Estipula com certeza como não sendo um dos outros seis
A hora essa não sei não se lembrando a minha mãe
do momento exacto em que com dor me teve
Com o mesmo reflexo com que nasci envelheço
Por entre palmadas mais ou menos óbvias
Expectativas mais incertas que um choro
Ou um primeiro grito de ligarem à tomada um músculo
Que marginalmente por consciência contraio.
Vai-me ligar ao longo de 24 horas alguma gente
um conjunto sempre distinto dos anteriores ou dos por vir
uns terão desejos concretos, outros correntes, outros banais
outros hão-de me entristecer por não se terem lembrado
alguns hei-de ver ao vivo e com eles hei-de me sentir mais velho
por cada gestro, postura, acto distinto ao que antes vira
Cada mudança - deles - há-de me dar o sentido que o espelho
diariamente interrogado não permite
do hábito que aos olhos dá inibindo-os
Hão de me cantar contar histórias ouvir as minhas
dizer em que xs e ys e talvez zs mudei
Tudo vai ser como antes, tudo vai ser diferente
e eu só sei do dia em que tudo vai acontecer.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Wallet house cleaning? is it feasible?

I - Dois cafés pingados e uma sandes (é o que diz no papel)

A preta continua a cantar à minha chegada certa
áquela hora que eu, por rotina
orgâ
ni
camente
sei que chegou.

Estou farto de pensar
nas minhas emoções entristecidas
somente por mim.
o vazio.
esse que é meu so o é por falta de par
ti
lha
de compor sozinho a música que canto
mas que
por falta de ouvido
ou memória
acaba por se perder no vácuo que sou.

Puxa!
E puxada cessa lentamente de existir
Tudo
Como até os tristes dias que
por qualquer razão
sei ainda serem meus.

II
E Aqui vai mais um escrito no mesmo recibo de um café...não não é uma factura porque senão tinham de pagar impostos...TOMA!
Tentem cantar isto pq eu não consigo.
Lhe dê um nome,
lhe dê uma cor
o meu amor
não pode estar só
Lhe dê uma voz
Lhe dê um som
O meu amor
o meu amor
o meu amor
tem de ser de todos
e de todos é o meu amor...
III e não não é de vez.
Tudo é tão simples
quando existe
algo p'ra dar.

Quanto mais em cima mais (menos) p'ra baixo se olha.

Sou responsável de x por $; arquitecto por vocação.

Era simpático o sr. que desenho o elefante que me parecia um rinoceronte e que acabou por mo dar justificando que o papel de mesa tinha uma textura particular, bem explorada pelo desenho.

Era um homem dividido por entre dois mundos que o encaixotavam em categorias distintas, duas, e nunca entre elas por portuguesamente tal não nos ser permitido. Tristeza lisboeta com cais categóricos em que cada um atraca; Lisboa é Lisboa, Cacilhas é Cacilhas e o Barreiro já foi Cuf (...) para além deles pouco ou nada há com nome e aqui o exótico é asiático.

Quem é bom mandam matar

A redoma é de todos mas nem todos inferem, cingindo-se a maioria a sobreviver por entre aqueles com quem partilha o ar com que num exalar mais ou menos competitivo ciclicamente se repete.

Nada é de facto nosso, tudo circula, se ganha e se perde, de uns para outros, mesmos que por transformação.

E sobrevivemos aos dias, até o dia, em que o dia fragma se cessa de contrair permanecendo em nós que num instantante guardámos, num instante triste em que tudo acabou. Derrotados descontraímos, é o último reflexo que temos, descontraímos e vamos. Não há mais lutas, não há mais esforços, pesos, melancolias, ultima tudo quando tudo está como lutamos por estar mas que só o fim garante.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

ao Virar da página um novo menino surge

I
18/02/10

É de tarde quanto o Relógio de puslo aponta com a certeza que nos desfaz a lógica estruturada sobre um cinzento e um frio atípico, tanto num ano como no espaço de poucos dias.

Deveriam ser horas de trabalho de venda do tempo que cada vez remanesce menos mas, promovido pela inconstância que aparenta todos rodear, conto-o perdendo palavras nesta folha que, aparentemente, vou acabar por preencher nunca a rasurando.

Sigo, sigo em frente mas só agora assume que mas que isto nunca fiz; aceitando ao longo os dias o que eles me trazem, pelas pessoas ou gestos que me partilham, de mim a consequência do meu caminho; seham eles quentes ou frios, verdadeiros ou falsos, certos ou inesperados, eu sigo, sigo em frente como um burro que antes de dormir consciente e pondo a preguiça de lado se apercebe do que antes lhe toldara a visão - sem qualquer evidência de álcool.

Dou mais um trago no leite pela garrafa que bem sabe! que bem sabe o dia que cada vez é mais meu; não me importa sequer o frio, as mãos exangues e pálidas, as pernas escanzeladas e onde o que sou mal circula...tudo isto é meu, tão meu e tão mais que o meu rosto num retrato corporativo que rapidamente por cansaço se marcou, que um corpo transfigurado pelo cinzento de que sempre, sem saber, fugiu.

Os gritos, já nem os gritos estremecem como antes assustando-me ao lado do que se libertou e ergueu; grilhões, esferas metálicas, fardos de palha e de merda, dor - já os vi, já os conheço.

É tarde. Sigo. Dou mais um trago (o último). Gritos? não, não obrigado.

II
"Dá-se à consequência causa, o que é previsto liberta"

Ganha a causa consequência,
Liberta-nos o que é previsto.
De que serve a vida, vende-a.
- E a cada hora dada grito.

E lá sigo, sigo em frente
Com o que sou como peso,
Bracejando pela gente
Não sendo, por ela, o mesmo.

Mas que importa afinal ser,
Isto, aquilo ou aqueloutro,
O que alimenta faz perder
De comer se fez o monstro.

III

Disse o senhor taxista na sua certeza de anos que somam caras, rostos, gestos e tons, que o poema prévio, depois de ouvido e descrito como tal (poema), estava giro.

Sorri.

"É sobre sentimentos, sobre pessoas?". É.

Lembro-me do que o Brandão disse ao almoço. Supostamente alguém, lá da terra, vendo o poço seco pediu aos bombeiros que o enchessem. Poesia é: rubra e com vida com o seu quê de saloia.

Sorri de novo.

"Quando fala de comer está a falar de Deus n é? Acredita?". Sim, à minha maneira. "Pois. Também eu. Não gosto daqueles sacrifícios".

De novo sorri.

Lembrei-me de uma história contada num filme sobre cinema. Era sobre alguém que esperava se se ralar com intempéries. Supostamente iria fazê-lo por cem mas aos 99 deixou de o fazer. Respeito, há quem diga respeito, eu fico-me por atitude.

Guardei um sorriso matreiro.

IV

Hello my friend it's time to(day) [die].

quinta-feira, dezembro 31, 2009

+ um(a) no mesmo carrocel que me tem como involucro.

Apanhar a linha verde para trás como antes. Perdi-me troquei o verde por azul o que em termos de pantones - algo que recentemente aprendi - não sei o que quer dizer.



Cais do sodré. Fila para bilhetes, malta agitada mas de uma forma estranha tal como o meu célere teclado que estando sujo parece débil, fuga para a plataforma de aquisição de cartões verdes recarregáveis e, há algum tempo avaliados pela capacidade de contorção, manhosos para actividades recreativas. Nenhum tempo de espera...nenhum nenhum. Uma pequena conquista que somo ao ano que está prestes a culminar de um modo que há pouco tempo era diariamente comum...de volta a s.pedro.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Peço desculpa pelo meu inglês mas como o outro disse: e se fosses para a cona da tua mãe=

Mais um jantar que alimentou a subida de uma rua que outra vez hoje se desceu. Um jantar escuro e feio e sujo como as mesas que, por analfabetismo conveniente, se amontoam do que outro, outro e outro e talvez outro ainda antes de mim não comeu mas que se não fosse de plástico comeria.

Mais um hamburguer. Mais um. Um daqueles novos que custam um pouco mais do que os outros. Preços que se justificam pelo facto de me concederem o direito de ir buscar um guardanapo ou mais para limpar a merda que eu hei-de fazer e uma palinha ou mais para hidratar todos os outros processos que caso contrário me daria uma pedra - não das que vós gostais - mas sim das dos rins.

Primeira trinca. Vejo um vulto ao fundo com ar de indiano mas que por certo é paquistânes pela forma encurvada com que anda. Recolhe facturas. Uma duas três quatro cinco e foge com elas consciente do crime que alguém por cima dele comete de uma forma fiscal.

Segunda trinca. Constato que hoje não há muitos "bichas" neste armazém que muitas vezes é gaiola. Estranho. (smiley confuso). Continuo a comer. Não tenho com quem falar. Como rápido e, ironicamente permitido pelo silêncio menos chato que o costume, chateia-me a velocidade com que o faço que é quase tão triste como imaginar uma máquina fria a violar o titio álvaro.

Dói-me a barriga. Última trinca. Deito o lixo do tabuleiro no lixo e penso se o vão limpar com mais que um pano de seguida.

Escadas rolantes. Nova visão, um starbucks na esquina. "Penso mas vou para a bica, bebo no orignal lá em cima, vejo uma cara conhecida pelo menos". Desço. Acendo o cigarro. Páro um bocado, aprecio o primeiro bafo, passa um carro, sigo no túnel de vento criado. Lá em cima sentado o senhor do teclado que agora passou para guitarra. Varia num azul lisboeta sobre um clássico capitalista natalício. É propício penso eu. Desfaço um slide na cabeça. Perco a pressa. Invento um tema. Estou cansado vou em frente mas páro volto sempre ao mesmo lado vou. E custa e custa estar tudo igual o que é o normal? o que é ser especial? o que importa afinal? Estou cansado vou em frente mas páro volto sempre ao mesmo lado vou.

Acelerada a guitarra na mente sou levado para onde a banda sonoramente me leva. E tenho...

"Olá, como é que estás?
.....
Desculpa lá o toque só agora é que percebi que estavas a pensar....ainda estás a trabalhar ali? como é que aguentas? tás com um ar cansado...aproveita o natal.
...
Igualmente"

E não cito o autor (eu próprio) oralmente expressado sou uma nódoa física que como a ana drago diz só sai com o que o Eça antes referiu. Merda. Esqueci-me do que estava a pensar.

Cheguei. Acendo outro cigarro. Não aprecio o bafo que só se acumulou ao outro. Uma bica sim sff.

"Como estão a correr as vendas?"
?
"Não trabalha na Bertrand o senhô?"

"Pensava que sim, mas se diz que não vende não vende".

Café no balcão mais um não que não trabalho acolá, mas um que não trabalho ali, mais um que não faço isto mais um que não preciso de copo de água.

PAROU TUDO! (Citando kleber, exactamente o mesmo tom)

Altura de beber o café...

Um trago. Trago pouco. Dois tragos. Menos trago. Três tragos. Trago nada. Aliviado. Sinto agora o bafo que não o sendo sabe a último. Cobro um grão de açucar com os 70 que devo. Páro. Respiro. Penso no que antes vi enquanto era de dia. Nunca sentira aquele olhar antes. 6 ou 7 horas depois aprecio a beleza do ódio que ali vi. Começo a caminhada com ele. Atravesso com ele a rua que os peões cromaticamente não respeitam. O ódio. O ódio que aquele olhar tinha e eu alheio no meu canto engravatado no meu canto medroso...o ódio que nunca vi mas que ali me foi dado e que só agora percebo...

O menino portou-se muito mal,
Ou simplesmente me parece, vê
A forma como o olham. Sem porquê
ninguém assim nos olha...Não não vale

olhar assim,achas que é normal?
Alguma coisa ele fez. Agora ten
tas-te a grisar. Não faças nada crê
somente no que digo que se cale

O resto deste mundo. Nada diz
nada acrescenta para além disto viste
e mais não dá este tão triste mundo.
Aceita o ódio que p'lo medo existe.

Num instante se desfez p'lo que fiz
o quê não importa pelo luto.

E caminhei um pouco mais. E passei o quiosque sem beber um capilé. E parei e olhei não passei vinha um carro o menino ao meu lado arriscou. E o taxista gritou sentido pela vida quase posta de parte com um carinho deveras familiar.

"E se fosses (não não é apanhar...)" " E se fosses para a cona da tua mãe" - Aposto que por lá se sentir seguro.

Avancei mais um pouco e de repente pensei sobre o dito. Parece que fez sentido tudo.




sábado, dezembro 05, 2009

My own house cleaning

I

Estou á espera num bar qualquer nos limites que não conheço de mim
Arrasto um medo que nunca me foi próprio
pelas ruas, vielas e travessas que sempre me aliviaram.
Estranho tudo o que sou ou fui.

Saltam das janelas como alvos de treino
- num filme de policias manhoso qualquer-
memórias tão frescas como um quejo que propositadamente cheira mal
Sque já provou e gosta é que não desconfia.
Pum, Pum, Tr tr tr
Maus um que foi abatido.

"Cuidado não alvvejes o refem que não te quer mal nenhum coitadito"

Café
(mais um)
cigarro
(um de muitos)
sono
(o de sempre)
Companhias funestas à plenitude do ser.
P'lo menos ao contrário do resto são auto induzidas,
Por entre dias feio bons maus bonitos
Tardes de merda tardes de riso
Noites de punheta de foda e [luxúria]
Por entre a vida que dura até que a cobardia aguente.

"São só rotinas são só rotinas
mais cedo ou mais tarde vais estar assim"

Disse-me alguém alguém em cada uma delas,
Alguém sempre um pouco mais frio, mais seco
Como eu com o envelhecer de um corpo cada vez mais rijo
mais impermeável ao choro que agora
mais do que antes
arde ao sair.

Está tudo sobre a pele, à sua flor.
Chegasse ao coração ou ao centro de tudo o que sinto
tudo aquilo que me turva o olhar.
PErcebesse porra o que se passa o que me consome,
Desse ao mundo o que nem a mim mesmo dou.

Riem-se todos ao meu redor.
Dois pretos, duas gajas e um gajo
mais dois
mais ou menos brancos que não vejo.
Falam da vida, veêm a bola
parlham o que nem ao papel dou
Não quero ser mais como eles, não posso pedir isso.
Gosto de mais de mim para me eliminar em momentos de loucura
de [ ]
Quero que me tomem como sou com as minhas regras básicas:
Valores, moral, gostos e tudo exponho tão gratuitamente
tão obviamente
tão monotomament
tão
Porque ão me dão o mesmo mesmo depois de eu pedir
Porque?

Acho que acertei num transeunte.

II (III de outro)

Nada pode ser tudo
Tudo pode ser nada
C'o tempo vem o luto
luto contra a ressaca

Tento e tento e não passa,
Como se um whisky fosse
Dos que o corpo arrasta
cada vez p'ra mais longe.

Esqueço o futuro hoje
Só o passado enxuto,
Caído p'lo que trouxe
Sem nada me ergo e mudo.

III ( IV de outros)

Solto palavras guilherme,
Como eu quero ouvir.
Imagina alguém ao leme
na altura de decidir
Duvido que certo te leve
o que desconhece
é por onde deve ir.

Guilherme o que escreveste
é parvo é pequeno
onde é que o aprendeste?
Qual é que foi o teu medo?
Quando é que tu percebeste
que essa vil gente
é mais sério do que o vento?

Guilherme, foste feliz
com essa atitude?
Consegues ver o que fiz?
não menti na juventude
Elogios nunca os quis
Vi-os por um triz
só duvido que alguém mude.


quinta-feira, dezembro 03, 2009

Continuando. ´(há mas são verdes, há quem diga que estivessem)

Introdução.

Verde do que há,
e à verde de nojo
ou de verde de monstro
nojentamente criado
verde de gasto
sem sequer ter tido uso
verde do que não mudo
verde
verde
verde
verde

verde do que só verde é
e verde nunca como um monte
ou árvore também esverdeada
à juventude acabada
sem sequer ter envelhecido.

pobrezito,
fosse a culpa da côr.

Receitas
1º Dito
Depois de um murro, ainda com a pala
só precisa de um olho o poeta
perspectiva da a mente
com os seus pontos de fuga partilhados
cansados ou não não importa
zarolho ou não tenta ver o mundo
ou simulá-lo
na caixa de petri que ele é e incuba
tudo o que talvez por causa importe.
2º dito
moraliza o senhor autor
no valor que ele assume universal
película ele é de tudo
ampliável ao ponto que a sua alma
mais ou menos fraca potencia
e dita o senhor poeta a verdade resteliana
ou negreiramente do futuro apologista
nao interessa só maldita tem de ser
a puta da vida que rege
a mão que escreve
a propria com ou quase sem instinto
controlado p'lo apre(e)ndido
estimulado pelo que lhe mete medo
credo.credo
no que só de mim dele parte.
Maldito
Falaram-me uma vez no que se esconde
apontaram-me uma vez o que surge
Ditaram-me uma vez em pequenito o que rege
Grito por vozes que tudo mude
Mas o que é um bloco de papel por timbrar
Assinado à letra de quem não assina
O que é um velho que ensina
Um conjunto de peixes já por si salgados?
E vem, e vem id(o) ao de cima
e o papel fica negro não estruturado
Preenche-se num canto acabando noutro lado
e a forma aos poucos fica gasta
ninguém percebe nem quem o faz
(institivamente é claro contraria o apreendido
apreensivamente o homem assustado
põe tudo de um só gesto tão bem educado
Aquilo que parecia ser dele
numa pequena folha de papel
e sente-se aos poucos um pouco expurgado
saiu toda a merda esta alividado...)
E num instante sem saber como
em gesto em forma e até no modo
foi tudo dito do que havia por dizer
Mal dito o dito ninguém vai perceber,
Gritou-se no escuro,
Tivessem escutado.
Ego cogito, ergo sum
E duvido que mude sem ser medicado
só sinto por vezes
e fico alterado.
A base
Tempo, Kronos o que comia calhaus.
Engana o tempo o vício
ícios mudam com ele
Até o papel
já foi mais escuro e frágil.
Dá-se o corpo à mente
sente-se como petrarca
Dá-se o mundo à máquina
as flores que há são dentadas.
Essas cores alturas há em que soam
e sons há que por vezes sabem
mudam-se os tempos e as vontades com eles
o mundo que é nosso não era o seu.
O mestre e o calhau, não come mas atura-o
Ó tu que me lês e citas,
serás um pouco parvo?
Tu que olhas para um quadro
Em tudo o q'vês acreditas?
Consideras que o vermelho
Estruturalmente é pensado,
Que o monstro tão bem deitado,
maior é que o seu tamanho?
Ah meu homem tem cuidado,
Pedras que pinto não tomo,
A tudo aquilo que posso,
Rodeia vil tracejado.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Último dia senhor para cantar o fado.

De onde?

Mas que raio de pergunta essa.
Deus nos livre de destinos com carácter local.

terça-feira, novembro 24, 2009

Quadra natalícia

A solidão potencia
O frio que a rua transmite
A tristeza de um pedinte
Do olhar de alguém que passa.

A merda do trabalho.

Caro
não parece ser fácil o que me pedes
não é nada fácil
nada
caro
duvido até que consiga
isto é
digamos
uma grande porcaria
assim não sei
não
o que faço caralho para estimar o potencial
o potencial deste mercado
caralho
não sei
não sei
não sei
E estou a ficar cada vez mais nervoso
ao ponto
de me apetecer explodir
levar comigo tudo de arrasto
de arrasto comigo
comigo para longe daqui
assim
hei-de ter algum impacto.
Fraco?
talvez
mas pesa tanto que me dói.

sexta-feira, novembro 20, 2009

tentativa de criação sobre um conceito definido pelo próprio autor.

génese I

O que cita I.i

Abana o vento a árvore,
pelO eixo o resto treme.
Enraizado tudo se agita,
Pelo medo o resto cede.

Uni, não bi a lapa
Nunca vai c´o a corrente
Move-se na rocha segura,
Descalça chega lentamente.

A pedra essa com ela não muda
Não leva a água a parte dela
O pouco do velho tanto mais dura
Quanto mais de outro é.

O que cita I.i (take 2)

Diz o que o outro diz ou disse
Cresce no mausoléu paciente.

O que cita I.i (take 3)

Tão grande és e vê.
pleo que a tumba de outrém dá
não muda nem um pouco
- nem sequer traduz-
o outro
se sabe
entende-o

Ás cavalitas vai
aos ombros.
Os outros
só são uns
nunca chegaram a ser eles.

O que cita I.i (take 4)

Toma toma toma que cito
é desta que tu tremes
não conheces?!
eu já sabia
eu já sabia
eu conhecia tão mais que tu.
Um
nunca hei-de ser
Estou a dizer
Tudo o que outro disse
Tudo o que existe
também e só por mim

"Fim"
e sim
estou a citar.

O que brinca aos trapos I.ii

Flanqueia a gaivota no azul torpe
De um que do verde desperta
que como o sol se põe.

Não notas que o caminho também e meu?
Um dia vai chegar triste áquele sítio
ao mesmo onde ele já fumava charros.
Aqueles
Aqueles que solitários
são
pequeno com ninguém ele os partilha
as colheitas do dia do nigga
Que ás vezes tem material de primeira"

Deixa,
Deixa estar ó homem
é bonito
e é só por isso que interessa
depressa
é so a quinta
a 1ª a 2ªa a 3ª a 4ª a 5ª a 6ª
Ou qualquer outra
Que te servir.

O que pintar I.iii

A que diz B fica bem perto de C
O ponto
se usado correctamente
por mais que o texto fique diferente
esteticamente
é uma arma . ! ?
A seguido de C com o elemento final
contido
num conjunto definido
entre chavetas anormalmente colocadas.
Não se diz nada
Sente-se
Diferente/ fica/ cada mente...agitada.

Não digas
I.iiiv

Guarda em ti a verdade
A que saber ser mais que tua
Uma pessoa não muda
pouco ou mais que nada.
Guarda,
Sê egoísta nas conclusões
Emoções não são partilhadas
Sente o que resta como ninguém o fez
Sente, sabes que ninguém toma
nele mais que ele próprio
Dá ao opóbrio
ao que tudo na mesma deixa.

Faz I.v

Traz
o impacto é sonoro
É assim que deve ser feito
r.r.r.r.r.r.r.r.r.r.r eterno
maqunal
Anal é tudo o que vai contra o feito
Feitio
merdas instítuidas
Um azul tão bonito,
aquele que vês
nos meus olhos quee termicos
a luz dos olhos têm
Continuamente fechado o alado profano
Por favor....tenho medo
não me obrigues assim não quero
por favor
se for sincero
Fodo-me como só fodia
Escrevi.
E assim começo.

terça-feira, novembro 03, 2009

É tarde.

É tarde. A luz do sol já se pôs talvez há muito; não sei, descobri a evidência ao fumar um cigarro no exterior permitido ao escuro de uma falha técnica qualquer que talvez, fatalmente ao olho do iniciado, faça sentido, quando a outrém só o desagrado levanta por ser só naquele quarteirão.

"Sonhos diluiem-se no que vais acumulando ao longo da vida", disse-me uma vez quem agora, de certa forma, a minha vida comanda porque na sua maior parte a faz contaminando-me com cada palavra que aparentemente em vão nunca soltou. Talvez seja isto a que alguns chamam de crescer mas, à parte de tudo, espero que daquilo que importa nunca se açabarque.

Remorsos vou aos poucos desconhecendo dando lugar a uma indiferença sólida como uma rocha que previne acima de tudo o agitar de uma lágrima que faltando nunca há de promover a erosão a que ainda há pouco me lembro de ter entregado por tal me ter sido permitido. Perco aos poucos a minha humanidade, e nada menor que isso eu sinto em mim quando tenho tempo disso me aperceber.

Estou cansado, tão cansado. As vozes que vêm dos bares aos poucos perdem a força que só um copo, um de gesto tomado me permitiria ver.

quarta-feira, outubro 21, 2009

(alivia a garganta como se se preparasse para dizer algo de importante a uma audiência que talvez importe ou não)

Amigos desta vida,
Desta que me dá forma aos dias que a enformam
Que me faz sorrir ou me enferma
Amigos.

Estou obstinado naquilo que o CO2 permite.
Estou.
Pesa-me o corpo por assim ser, não manso.
Acobardo-me violentamente por entre as pessoas que
irritando-me
me
assustam.

Pessoas que se esquecem que um poema tem de ser harmonioso...
que um conjunto de palavras tem de se conjugar de uma forma sonante...
Que transumância nunca há de soar bem
que o anemómetro
pela aula de código
ficou.

BuH.

Estão assustados?
não tanto quanto eu.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Comparison. A simple one.

Há quem tente inalar o que só um abraço, um a sério, um forte, um sentido, possibilita.

quase 6 da tarde.

São quase seis da tarde.
Estou cansado pela falta de sono que,
por melhor que seja justificada,
pesa tanto como a que não a foi.

Arrasto o meu corpo que arrasta uma mente em si.
Ambos pelo dia que retenho a pouco
a pouco
a pouco e pouco
pouco
e pouco
poucuchinho.

Fosse tudo mais lento. vagaroso.
Como o barco que ao fundo aparenta não se mover.
Aproveitasse cada detalhe no seu mais pequeno componente:
soubesse onde um bronzeado acaba
só só só só só só
pelo meu toque paciente.
Pelo que já não tenho há mais que muito,
Pelo que dedicado
talvez em vão
foi entregue...

II

É de noite e a menina,
a visita,
-Nunca ali quis viver-
Já dorme.
Fechou-se no meu de mim.
É tarde e a visita,
a menina
- porque de facto o era-
trabalha amanhã bem cedo
e é num horário que o faz.
Traz
Pressa
Está ali ao lado a dormir
Embala-me a espera.
Um dia acorda e vai.

III

Ai por favor não me chateiem merdas,
Dessas só fartam. Dói-me o corpo estou
Com o famoso génio em que só dou
Gritos de raiva quand'alguém me esfrega.

Aqui não se dão desejos, coisas dessas,
inventou um qualquer senhor e dou
Tor mente já está feito, agora vou
pr'aquele canto, o resto desta peça.

Oh menina nao m'olhe desse jeito...
Até parece que o que disse é novo,
Tudo tem de ser visto como um jogo.

Claro que as regras são feitas por alguém
Que como elas não sei. Sendo eu ninguém,
Seja então rei deste pequeno reino.

IV - Ó tio Álvaro dás-me uma ajuda neste? não ando no barrow nem de cacilheiro mas pelo menos já deixei alguém a meio-caminho do barreiro movido de um cavalheirismo estranho.

Estou a meio de tudo o que me importa,
Vivendo na tristeza de não estar nem num lado
nem no outro
Da parede que divide os opostos a que aspiro.

Como o cal velho que começa a cair aos poucos sou consumido,
Pelo sol que de um lado se impõe e dos encontros,
mais ou menos sonoros/físicos que alguém me dá.
Por dentro vejo algo a erguer-se apoiado em mim,
Ganho camadas de vida de tristeza de alegrias
Privo com o que mais privado poderia ter mas
armado pelo betão não chego a quem sorri por beijo paternal
ou a quem na rua passa movido ao compasso de uma mão que alguém deu.

A parede, a parede, a parede, a parede,
A única verdade absolutamente física de o que nos rodeia
Cortando a visão o abrigando do frio.
A parede cómodo na sua perfeição matemática
Na sua capacidade inata de resistir a um tremor
De uma terra que só o homem é que cava
mesmo que com o apoio do hidráulico que também o que definiu a parede define.

A parede, a parede, a parede
A parede não se move está bem onde está
Ou então pensa demasiado ao ponto de
dali
ela nao querer sair
Vê, observa a fraca
prefere pensar no que seria tudo se tudo fosse diferente
Como um senhor daqueles nojentos com binóculos
cujo estímulo que procura nunca é o dele.

A parede, a parede, a?

A parede.

O muro,
O muro ainda é mais triste
ainda é mais triste o muro
muito mais...tem verde de um lado ou de outro
mas ele não ele não ele não ele não ele não
Ele só sente o ramo que pelo vento por mero acaso lhe tocou ou
se for um muro que o permita pode ter uma trepadeirita
daquelas bem verdes e floridas a cobri-lo numa
relação que na minha opinião nunca vai deixar de ser parasitária e triste.
Ao menos fica enfeitada na sua debilidade motora.

o muro. o muro. o rumo. o muro. o rum.

Infiltrada,
A parede desaba
Se não for tratada.
A tempo.

evite
confusões das grandes.
Desumidifique
Não ponha grafite
O muro sim o muro
esse senhor assim para o duvidoso
Duvido que não agradeça.

V

Percorre-me o corpo e move-se o meu gesto.
e nunca, nunca sujo da forma suja,
só do sujo que respeita e dá.












quinta-feira, setembro 24, 2009

Momento para pensar ou outra coisa qualquer. Se fosse uma formiga andaria em fila indiana. Isto sem xenofobia é uma expressão idiomática.

Só mais um só um mais dia. Deitar tarde e cedo tentar acordar, vestir e barbear e voltar tudo ao mesmo. Mãos a transpirar, casaco cada vez mais gasto do uso apressado olhos cansados de procurar um sentido em tudo. Grunhos para mim de peso, gente que não conheço, bons dias que não partilho.

quarta-feira, setembro 23, 2009

E o armário tem cada vez menos lá dentro. Não, não sou. Fui é educado por mulheres.

I
Pesa-me o caminho de estranho,
De, desta vez, não ser partilhado,
mostrar que algo mudou no tempo.
Alinham-se todos por detrás da linha que garante a vida
Todos c'oa pressa de chegar a algum lado.
Esperados que serão em qualquer encontro.
Não tenho pressa. Não estou atrasado
Sentome com o bilhete verde que por mim guardo
só uma vez me levará - estrago-os.

Tinhas sempre um para mim
Rias-te sabias que o meu não funcionava
Depois de tantas tentativas frustradas
Agora só dura uma viagem.

Antigo desenhei uma alemã ao lado

Numa lógica ou pressuposto
Vi-te a passar tão menina
Fazendo-te mulher com cada passo
cresces, cresces indo
Indo te vais e teces
Cresces indo cresces
vais em cada dia de ti
até que
ao fim
nada te sobra.