Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

sábado, maio 08, 2010

Não nao fodi ninguém
fodas vão e vêm
têm o seu que de desumano
"vamu"
grita a brasileira ao fundo
como se o mundo se resumisse a um sim.
Assim não quero respondo eu
Talvez um carinho seu me fizesse esquecer
mas foder
depois de catolicamente enamorado
era como dar um passo
estupidamente no vazio.

II
Vais pelo fácil e o fácil
não exige que ágil
sejas por ir em frente
Eu cá sou gente
não desses, não stresses
que te importa
a porta ao fundo
a que te dá tudo
Só abres se quiseres
mulheres há tantas
porque choras? cantas
uma música tão triste
Meue amigo s'existe
neste corpo que despiste
é razão para chorar
Cantar é só pra quem pode.

terça-feira, maio 04, 2010

Epitáfio (o início consciente)

Quando o rapaz chegou aquele palácio pouco tinha de semelhante com os que vira no contos do Walt Disney. Os homens trajavam o mais claro possível entre o azul escuro e o cinzento antracite, estando somente protegidos de investidas desconfiadas ou de espadas do monte branco e douradas passadas de pai para filho, ou compradas pelo últimos se fosse empreendedor de impérios assentes em nomes que a partir do instante desse acto seriam tão mais bem escritos. Não tinham cavalos com pernas mas tinham rodas com cavalos, rodas concessionadas (traduzo livremente de acordo com a sugestão do google) e com cada vez mais carga perissodáctila - com ou sem cornos - quanto maior fosse o bolo de tempo naqueles cantos acumulado.

Princesas havia como os dedos de uma mão do Django e passado uns meses (tantos quanto na outra mão há), iniciavam um processo de transformação cada vez mais assente num traseiro que, por assentado a maior parte das vezes estar, levava à formação de uma superfície extensa que justificava o equipamento dos homens há pouco referidos.

"Grande de mais". Grita o especialista ao longe. "Não faz mal, não tarda a vir outra Senhora".

Os pajens também tinham o seu quê. Eram habituados a ter tudo quanto os seus mestres nos dias de festa e era neles que eles mais mostravam o que aos Senhores faltava em demasia.

I - O comunista verdinho como as nota do ólar que só escrevia em papel reciclado não do tronco mas das folhas.

Nos corredores do palácio, por vezes e tão de mansinho,
ouvia-se um riso deveras, deveras fofinho.
"Quem sorrirá assim?" pergunta o jovem recém entrado,
é "ELE" diz um jovem, já velho e cansado.

A primeira vez que do quentinho das paredes de amarelo pintadas saí foi com ele que fui ter. Criança pequena nos gestos e nas palavras, no brilho que com os olhos desperta o mundo só por pensar no que, mesmo podendo, pelo tempo não o faz. Nas brincadeiras que por dimensão já não pode fazer e no comer risotto porque lhe sabe a batatas fritas.

Era alto como eu, e também no seu ar de Portugal antigo. Maneiras, porte, cabelo e traço facial com nariz empinado a roçar o actor cómico e roliço de fimes antigos e repletos do sangue que viriato bombeava. Tínhamos interesses comuns e que ele havia perseguido numa exaustão juvenil deixando pouco a pouco de praticar.

Tinha sido o melhor a tudo, e foi por certo, e só o sei por não ter a estrutura sólida quanto o seu tamanho implica, qual arranha céus que se vende por dizer que aguenta com rabanadas de vento mais fortinhas. "A estrutura agita mas não quebra" concepção moderna do estudo de materiais em esforço que, por serem alto, já têm de considerar um co-seno superior a zero.

E agita, e agita com pena, esquecendo o gatinhar de outrora tudo aquilo por que anseia.

sexta-feira, abril 30, 2010

21/04/2010 - "Dói-lhe. Tome e esqueça."

Começo o dia com o cansaço dos que passaram. Dias claro pois é deles que falo; sobre mim pouco há a acrescentar.

São longos e exaustivos e duram muito mais que a luz diurna dura. "Cansaço", não sei bem se é isso , dizia o Forjaz. Tudo tem de ser doseado, um motivo q.b. tem de estar presente nem que seha a simples cenoura que o burra faz correr e nao com a cor que foge, pantone que me é servido já normalmente como se me alimentasse.

Rotineiro o que tenho não me dão mais do que aquilo que já vi. Ânsias recorrentes, respostas a todos e não a mim, fomes e sedes que engano com palavras meigas que me solto com pouco mais pouco de graça que entretanto se gastou; recurso justificados por excesso do bom que a maioria evita; honestidade parca tão parca como as horas que são horas e o dormir sem sequer termos falado com o pouco que resta de nós.

"O que é bom é para se ver, e, se deixar, é p'ra se tocar", disse por certo alguém antes de mim.

19/04 do lindo ano de 2010 após o nascimento de Cristo - uma 2ª feira

Era baixo o poeta que comigo falava, diferente em unidades métricas de mim, mas por carregar os óculos na face assumi que o mundo que víamos seria, por certo, similar nas manchas que nos permitem somar dias.

Fomos apresentados e seu nome artístico, pouco ou nada, se via na sua atitude. Ouvia. Agradecia até o vernáculo com que caracterizei os seus de uma forma tão maquinal como a aprendida em qualquer aula de línguas diferenciada, diferenciando somente no seu conteúdo pedagogicamente não recomendado: não era nada bom.

Insisto na forma como o fiz, tal como insisti nas desculpas pedidas apesar de não ver nenhuma reacção estranha no outro lado: parecia que um ataque era bem vindo à sua rua habituada à calmaria de um bairro onde todos os hábitos/ rotinas de cada um, com [ ] inclusivé, se conhecem. Sorria. Eu desconfiava da experiência feita, ou conseguida, face os artifícios experimentados de outros cardinais, Avatares de uma verdade, tão inseguros quanto castrados na sua essência e apologistas de um lugar seguro onde todos se sentam, comem e cagam.

"Todos escrevemos, não podemos agradar a todos", e a escrita vale nem que seja por no colo de alguém ser feita e o colo a pouco e poucos ser dedicado. Mesmo que díspares ninguém que ninguém critíca a punheta de outrém - a sua também, mais ou menos, poderia ser criticada. Sugestões porém são bem vindas, principalemnte qde ue quem como nós não faz nem no futuro aspira fazê-lo com mais que indiferença: da que irrita a pele até se esfolar.

Porém punhetas há e há punhetas. Uma vez falei com um senhor da 7ª; artista. Disse (eu) em tom simpático que gostara do que vira, independentemente de quem representava e mesmo não tendo base nacional comparativa. Era a minha 1ª na minha língua, a 1ª numa tela, e ainda por cima do princípio ao fim. "Tens de ver as outras tantas" disse ele com um tom tão solene que só pode ser triste; cada perna com tanto mais que eu em cima, como um todo ainda mais, tanto mais, e tremiam como as varas ao vento no pantanal a céu aberto na antiga avenida da costa da caparica - na qual alguns verões passei pequenino e mais infantil.

Nem a um elogio soube o homem responder. Onanismo do caro; elitismo; essências de merda - com cheiro a fralda (kenzo flower) - tanto justificam. Fosses poeta, fosses da letra que a tua vida carrega. Fosses. Não desses cara a emoções que sujam e rasgam o papel. Fosses. Escrevesses. Ouvisses. Até um escarro justificaria o mais pequeno que fizesses, um sorriso dir-te-ia que afinal não era só teu.
____________________________________________________________________

Todo o poeta vê em outrém um possível reflexo de si. A palavra sente-se, vive, comanda, aponta, leva, cada um de nós em si ou com outrém. Há muito que sabe que não é de todos, aceita assim não ser partilhada.

sábado, abril 17, 2010

nove e tantos com o computador no meu colo limitado.

A calmaria raramente me estimula a creatividade obrigando a uma obrigação pesada em cada um dos gestos que, no seu tempo e ritmo, permitirão que daqui a a nada um ponto, se usado, se torne mais que ele próprio ou parágrafo.

Estou leve tão leve ao ponto de não estar acostumado o mundo a me ver desta forma. Estou doente aos olhos de quem me cuida e me toma e todos são mais hipocritas nas côndrias que eu. Estou só, estou num canto acolchoado, sossegado mas só em mim. Tudo à minha volta irrita-me com um crescendo quase tão clássico como surdo e eu continuo no meu canto sem sequer me mexer em mais do que uma das minhas extremidades pequeninas que me ensinaram darem pelo nome de dedos.

Um dos dedos está estragado
Cortou-se e não a cebola
No seu todo imaculado.
Mas será que assim....cortado,
Não serei meia pessoa?
Parte foi em partes vivas
tão mais rubras do que sou
no cal e gesso caídas
cada uma pequenina
Chora pelo que deixou.
escó rrem rrem dando o espaço
que as que vêm tanto exigem.
fico aos poucos tão tão fraco
cama perto último passo.
Durmo só com as qu'existem.
Pelo menos estou melhor que os outros que estão entupidos, li te ral men te, entupidos nos aeroportos dos países dos centros evoluíditos desta europa. Uma nuvem negra dizem eles e estão, principalmente os alemães, tão assustados. Os tugas, presidente e aníbal, seis miúdos açoreanos, presidente do AEP, e o faria de oliveira, entre outros, de certo também ilustres, apanharam logo o autocarro e comeram sandes e batatinhas fritas numa estação de serviço que, de essência, não mais pode ser que manhosa. De nuvens, principalemnte das negras, sabem muito muito mesmo, está no sangue que lhes dá a vida e inspira a sua arte de viver...hão-de chegar mesmo que tarde e com as costas a arder.

quarta-feira, abril 07, 2010

Está-me na pele o que p'los dias passa,
centricamente p'lo meu ego e gira;
Pedras pomes, poeiras e mais gravita
em redor da que outrora fui marcada

rocha que sou e que afinal não pára
entre volta e voltas em que orbita
de copérnica moda definida
em redor do que o id já não pasma.

Não mais que pó eu sou por mais que o aspire
neste vácuo perdido qual a forma?
Sou todo o oposto a que a grandeza exige
mais que pequeno, pequenito, esmola.

E ás voltas e em volta eu vou
sem ver que o que arrasto já me inchou.

segunda-feira, abril 05, 2010

No mesmo de sempre embriado pela vida 26/03/10

Ao balcão da brasileira
ao lado de quem se estranha
Entranhando-se aos poucos como os hábitos
Pergunto-me dando eu próprio a resposta:
De que me serve quase tudo afinal?

Vejo o velho ao fundo que cobre a calvice
Tão grande na pobreza que ainda maior é.
Vejo a puta que trabalha na esquina,
Escondida na luz que já muito já há
Exalando que um cigarro tão fino quanto
o pouco que dela é permite.

Os dois tremem, tremem pela certeza que existe
d'algo que começa, d'algo que acaba
saiu um de casa outro vai sair.

Ele lá fora é que não treme
nem a sua mão alçada
Olha a calçada, vê o mar que é português.

6/03/10 - Vi um móvel bonito que me apeteceu levar

I

Era sábado e fazia Sol á tarde dando-me assim uma vontade de passear que, em modo solitário, raramente me surgia e ainda hoje surge. Ao sair de uma casa de umas que Lhe são devotas vi um móvel bonito e que, antes de me ter apetecido, não aparentava ser muito pesado.

Carreguei-o vinte passos de cada vez. Repousava os braços depois por um pouco entre cada um dos que implica contar até 20. Por vezes sentava-me no móvel e escrevia. Fazia-o em qualquer lado, sempre vinto passos mais à frente. Primeiro num jardim, depois á frente do bar o século e continuamente na rua que com ele (o bar) partilhava o nome.

Passavam por mim pessoas e olhavam-me o esforço e o móvel com uma estranheza rara, incomum. Todos viam o suor, todos viam o peso que o causava mas todos passavam esforçando-se no máximo a olhar ou para mim ou para o que me sustentava e que eu mais cedo ou mais tarde, mais descansado, iria suportar.

Destacaram-se, por ordem de chegada, um casal e dois filhos franceses que disseram - "que jolie petit meuble"-, dois velhos com sacos que noutra altura poderiam contar com a minha ajuda se a aceitassem.

Os franceses queriam saber do Marquês de Pombal que, na grandeza francesa, não lhes deveria soar a mais que um camponês por mais portuguesamente burguês que ele tivesse sido.

"Regarde, le marquis de Pombal; aos velhos só importava descarregar as cebolas como se a idade tivesse atenuado qualquer azul num vermelhor que, por ora, ainda é deles e que o espinafre vai garantir que assim continua. Uma pechincha Dona Lourdes, e o quilo tem estado mui caro".

Como qualquer operário, com um dedo de testa, fatalmente comecei a pensar em como optimizar o processo a que me entreguei e que aparentava - agora estou certo - ser bastante inefeciente. Pensei nas restrições: 2 braços, 2 pernas e no objecto em si: móvel, 1,80 m de comprido, 40 cm de altura e 20 a 30 de profundidade...

Pensei...

E conclui: só dava desta forma.

Liguei enquanto parado esperava por ajuda até que por chamada ela chegou; sempre a mesma, sempra mesma, mesmo tendo mais que fazer.

2x2 braços, 2X2 pernas, o móvel, esse, era o mesmo... menos tempo, - de metade, todos os passos de uma só vez. Deixámos à porta, em casa, aí então ajuda apareceu. Exalei, de uma só vez veio o cansaçõ todo, 1x2 braços, e 2 pernas, (distributiva é sempre a matemática), o móvel mais empenado, embora num quarto, continuava o mesmo:

Eu, eu estava cansado de o trazer.

II
Não ardi mas também preciso de arranjo, de uma mão que disfarçasse os estragos
III (citando a Vozone) dia das mentiras de 2010
"Sou tão civilizada. De que me serve? (pausa)
De Nada."

domingo, março 07, 2010

3/03/10

3 da tarde e eu faço sempre tudo igual
Revolvo na cama horas até horas passarem da hora de acordar para o mundo que me dá motivos para me agitar cada vez mais de sucessivo. Rotinas desculpadas por deitar tarde e exausto do que artificialmente nos impomos por assim sermos educados a viver com todo um rol de necessidades alheias a um corpo que, cada vez menos faz algo por instinto.
Até o equilíbrio vem do que nos foi ensinado numa ardósia cada vez mais preenchida por complexidades não naturais que somente existem a partir do medo que exige uma explicação para tudo. Tem carro o homem porque andar parece mal, andar num cubículo partilhado ainda parece pior e defender isto tudo é horrível.
Lembro-me do mar que me acompanhava de um lado ou de outro quando ia para lisboa e voltava para cascais. Tristes eram os dias em que nele nao reparava que nao me lembrava de quando sobre ele trilhei e que com ele nao fugia para longe de utdo num papel por vezes partilhado com que me lesse ou ouvisse.
Subitamente acordo sempre mais tarde do que podia ou queria. Visto-me, lavo o rosto do que a cama e o sono mal respirado marcou. Dou um nó cada vez mais maquinal nas gravatas já marcadas pela minha altura, vejo-me ao espelho e aprovado parto num caminhar tão lento quanto em mim partes se colidem. Vou em frente na calçada gasta pelo meu caminhar mais ou menos comum ao de outros e piso onde tantos outros pararam e agito o braço para entrar no táxi em que tantos outros entraram. Aproveita para colocar a voz com conversa banal e com discussões de taberna ambulante mas com mais vida por ter tantas que aquela que agora é transportada. Componho-me em mim e chego com uma lição aprendida sem tirar apontamentos, chego, chego saio e vou como se me levantasse sucessivamente de uma superfície estranha mas confortável e finjo, finjo, até que dali saio.
Tanto dói e pesa o corpo
Como te estando algo em falta
Transportas-te com esforço
Neste deserto sem água.
Mas vais e pequeno segues
num trilho por eles levado
Parvo como eles só temes
Todo o pouco ensinado.
E em casa chegas eo frio
frio não há por que pagaste
Sorris por pouco do brio
Não tremes e te esfolaste
O aniversário sem aludir a Chagall ou a Álvaro 4/3/10
Pouco falta para somar mais um aos anos que tenho
num dia em que o calendário de bolso de um estabelecimento qualquer
Estipula com certeza como não sendo um dos outros seis
A hora essa não sei não se lembrando a minha mãe
do momento exacto em que com dor me teve
Com o mesmo reflexo com que nasci envelheço
Por entre palmadas mais ou menos óbvias
Expectativas mais incertas que um choro
Ou um primeiro grito de ligarem à tomada um músculo
Que marginalmente por consciência contraio.
Vai-me ligar ao longo de 24 horas alguma gente
um conjunto sempre distinto dos anteriores ou dos por vir
uns terão desejos concretos, outros correntes, outros banais
outros hão-de me entristecer por não se terem lembrado
alguns hei-de ver ao vivo e com eles hei-de me sentir mais velho
por cada gestro, postura, acto distinto ao que antes vira
Cada mudança - deles - há-de me dar o sentido que o espelho
diariamente interrogado não permite
do hábito que aos olhos dá inibindo-os
Hão de me cantar contar histórias ouvir as minhas
dizer em que xs e ys e talvez zs mudei
Tudo vai ser como antes, tudo vai ser diferente
e eu só sei do dia em que tudo vai acontecer.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Wallet house cleaning? is it feasible?

I - Dois cafés pingados e uma sandes (é o que diz no papel)

A preta continua a cantar à minha chegada certa
áquela hora que eu, por rotina
orgâ
ni
camente
sei que chegou.

Estou farto de pensar
nas minhas emoções entristecidas
somente por mim.
o vazio.
esse que é meu so o é por falta de par
ti
lha
de compor sozinho a música que canto
mas que
por falta de ouvido
ou memória
acaba por se perder no vácuo que sou.

Puxa!
E puxada cessa lentamente de existir
Tudo
Como até os tristes dias que
por qualquer razão
sei ainda serem meus.

II
E Aqui vai mais um escrito no mesmo recibo de um café...não não é uma factura porque senão tinham de pagar impostos...TOMA!
Tentem cantar isto pq eu não consigo.
Lhe dê um nome,
lhe dê uma cor
o meu amor
não pode estar só
Lhe dê uma voz
Lhe dê um som
O meu amor
o meu amor
o meu amor
tem de ser de todos
e de todos é o meu amor...
III e não não é de vez.
Tudo é tão simples
quando existe
algo p'ra dar.

Quanto mais em cima mais (menos) p'ra baixo se olha.

Sou responsável de x por $; arquitecto por vocação.

Era simpático o sr. que desenho o elefante que me parecia um rinoceronte e que acabou por mo dar justificando que o papel de mesa tinha uma textura particular, bem explorada pelo desenho.

Era um homem dividido por entre dois mundos que o encaixotavam em categorias distintas, duas, e nunca entre elas por portuguesamente tal não nos ser permitido. Tristeza lisboeta com cais categóricos em que cada um atraca; Lisboa é Lisboa, Cacilhas é Cacilhas e o Barreiro já foi Cuf (...) para além deles pouco ou nada há com nome e aqui o exótico é asiático.

Quem é bom mandam matar

A redoma é de todos mas nem todos inferem, cingindo-se a maioria a sobreviver por entre aqueles com quem partilha o ar com que num exalar mais ou menos competitivo ciclicamente se repete.

Nada é de facto nosso, tudo circula, se ganha e se perde, de uns para outros, mesmos que por transformação.

E sobrevivemos aos dias, até o dia, em que o dia fragma se cessa de contrair permanecendo em nós que num instantante guardámos, num instante triste em que tudo acabou. Derrotados descontraímos, é o último reflexo que temos, descontraímos e vamos. Não há mais lutas, não há mais esforços, pesos, melancolias, ultima tudo quando tudo está como lutamos por estar mas que só o fim garante.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

ao Virar da página um novo menino surge

I
18/02/10

É de tarde quanto o Relógio de puslo aponta com a certeza que nos desfaz a lógica estruturada sobre um cinzento e um frio atípico, tanto num ano como no espaço de poucos dias.

Deveriam ser horas de trabalho de venda do tempo que cada vez remanesce menos mas, promovido pela inconstância que aparenta todos rodear, conto-o perdendo palavras nesta folha que, aparentemente, vou acabar por preencher nunca a rasurando.

Sigo, sigo em frente mas só agora assume que mas que isto nunca fiz; aceitando ao longo os dias o que eles me trazem, pelas pessoas ou gestos que me partilham, de mim a consequência do meu caminho; seham eles quentes ou frios, verdadeiros ou falsos, certos ou inesperados, eu sigo, sigo em frente como um burro que antes de dormir consciente e pondo a preguiça de lado se apercebe do que antes lhe toldara a visão - sem qualquer evidência de álcool.

Dou mais um trago no leite pela garrafa que bem sabe! que bem sabe o dia que cada vez é mais meu; não me importa sequer o frio, as mãos exangues e pálidas, as pernas escanzeladas e onde o que sou mal circula...tudo isto é meu, tão meu e tão mais que o meu rosto num retrato corporativo que rapidamente por cansaço se marcou, que um corpo transfigurado pelo cinzento de que sempre, sem saber, fugiu.

Os gritos, já nem os gritos estremecem como antes assustando-me ao lado do que se libertou e ergueu; grilhões, esferas metálicas, fardos de palha e de merda, dor - já os vi, já os conheço.

É tarde. Sigo. Dou mais um trago (o último). Gritos? não, não obrigado.

II
"Dá-se à consequência causa, o que é previsto liberta"

Ganha a causa consequência,
Liberta-nos o que é previsto.
De que serve a vida, vende-a.
- E a cada hora dada grito.

E lá sigo, sigo em frente
Com o que sou como peso,
Bracejando pela gente
Não sendo, por ela, o mesmo.

Mas que importa afinal ser,
Isto, aquilo ou aqueloutro,
O que alimenta faz perder
De comer se fez o monstro.

III

Disse o senhor taxista na sua certeza de anos que somam caras, rostos, gestos e tons, que o poema prévio, depois de ouvido e descrito como tal (poema), estava giro.

Sorri.

"É sobre sentimentos, sobre pessoas?". É.

Lembro-me do que o Brandão disse ao almoço. Supostamente alguém, lá da terra, vendo o poço seco pediu aos bombeiros que o enchessem. Poesia é: rubra e com vida com o seu quê de saloia.

Sorri de novo.

"Quando fala de comer está a falar de Deus n é? Acredita?". Sim, à minha maneira. "Pois. Também eu. Não gosto daqueles sacrifícios".

De novo sorri.

Lembrei-me de uma história contada num filme sobre cinema. Era sobre alguém que esperava se se ralar com intempéries. Supostamente iria fazê-lo por cem mas aos 99 deixou de o fazer. Respeito, há quem diga respeito, eu fico-me por atitude.

Guardei um sorriso matreiro.

IV

Hello my friend it's time to(day) [die].

quinta-feira, dezembro 31, 2009

+ um(a) no mesmo carrocel que me tem como involucro.

Apanhar a linha verde para trás como antes. Perdi-me troquei o verde por azul o que em termos de pantones - algo que recentemente aprendi - não sei o que quer dizer.



Cais do sodré. Fila para bilhetes, malta agitada mas de uma forma estranha tal como o meu célere teclado que estando sujo parece débil, fuga para a plataforma de aquisição de cartões verdes recarregáveis e, há algum tempo avaliados pela capacidade de contorção, manhosos para actividades recreativas. Nenhum tempo de espera...nenhum nenhum. Uma pequena conquista que somo ao ano que está prestes a culminar de um modo que há pouco tempo era diariamente comum...de volta a s.pedro.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Peço desculpa pelo meu inglês mas como o outro disse: e se fosses para a cona da tua mãe=

Mais um jantar que alimentou a subida de uma rua que outra vez hoje se desceu. Um jantar escuro e feio e sujo como as mesas que, por analfabetismo conveniente, se amontoam do que outro, outro e outro e talvez outro ainda antes de mim não comeu mas que se não fosse de plástico comeria.

Mais um hamburguer. Mais um. Um daqueles novos que custam um pouco mais do que os outros. Preços que se justificam pelo facto de me concederem o direito de ir buscar um guardanapo ou mais para limpar a merda que eu hei-de fazer e uma palinha ou mais para hidratar todos os outros processos que caso contrário me daria uma pedra - não das que vós gostais - mas sim das dos rins.

Primeira trinca. Vejo um vulto ao fundo com ar de indiano mas que por certo é paquistânes pela forma encurvada com que anda. Recolhe facturas. Uma duas três quatro cinco e foge com elas consciente do crime que alguém por cima dele comete de uma forma fiscal.

Segunda trinca. Constato que hoje não há muitos "bichas" neste armazém que muitas vezes é gaiola. Estranho. (smiley confuso). Continuo a comer. Não tenho com quem falar. Como rápido e, ironicamente permitido pelo silêncio menos chato que o costume, chateia-me a velocidade com que o faço que é quase tão triste como imaginar uma máquina fria a violar o titio álvaro.

Dói-me a barriga. Última trinca. Deito o lixo do tabuleiro no lixo e penso se o vão limpar com mais que um pano de seguida.

Escadas rolantes. Nova visão, um starbucks na esquina. "Penso mas vou para a bica, bebo no orignal lá em cima, vejo uma cara conhecida pelo menos". Desço. Acendo o cigarro. Páro um bocado, aprecio o primeiro bafo, passa um carro, sigo no túnel de vento criado. Lá em cima sentado o senhor do teclado que agora passou para guitarra. Varia num azul lisboeta sobre um clássico capitalista natalício. É propício penso eu. Desfaço um slide na cabeça. Perco a pressa. Invento um tema. Estou cansado vou em frente mas páro volto sempre ao mesmo lado vou. E custa e custa estar tudo igual o que é o normal? o que é ser especial? o que importa afinal? Estou cansado vou em frente mas páro volto sempre ao mesmo lado vou.

Acelerada a guitarra na mente sou levado para onde a banda sonoramente me leva. E tenho...

"Olá, como é que estás?
.....
Desculpa lá o toque só agora é que percebi que estavas a pensar....ainda estás a trabalhar ali? como é que aguentas? tás com um ar cansado...aproveita o natal.
...
Igualmente"

E não cito o autor (eu próprio) oralmente expressado sou uma nódoa física que como a ana drago diz só sai com o que o Eça antes referiu. Merda. Esqueci-me do que estava a pensar.

Cheguei. Acendo outro cigarro. Não aprecio o bafo que só se acumulou ao outro. Uma bica sim sff.

"Como estão a correr as vendas?"
?
"Não trabalha na Bertrand o senhô?"

"Pensava que sim, mas se diz que não vende não vende".

Café no balcão mais um não que não trabalho acolá, mas um que não trabalho ali, mais um que não faço isto mais um que não preciso de copo de água.

PAROU TUDO! (Citando kleber, exactamente o mesmo tom)

Altura de beber o café...

Um trago. Trago pouco. Dois tragos. Menos trago. Três tragos. Trago nada. Aliviado. Sinto agora o bafo que não o sendo sabe a último. Cobro um grão de açucar com os 70 que devo. Páro. Respiro. Penso no que antes vi enquanto era de dia. Nunca sentira aquele olhar antes. 6 ou 7 horas depois aprecio a beleza do ódio que ali vi. Começo a caminhada com ele. Atravesso com ele a rua que os peões cromaticamente não respeitam. O ódio. O ódio que aquele olhar tinha e eu alheio no meu canto engravatado no meu canto medroso...o ódio que nunca vi mas que ali me foi dado e que só agora percebo...

O menino portou-se muito mal,
Ou simplesmente me parece, vê
A forma como o olham. Sem porquê
ninguém assim nos olha...Não não vale

olhar assim,achas que é normal?
Alguma coisa ele fez. Agora ten
tas-te a grisar. Não faças nada crê
somente no que digo que se cale

O resto deste mundo. Nada diz
nada acrescenta para além disto viste
e mais não dá este tão triste mundo.
Aceita o ódio que p'lo medo existe.

Num instante se desfez p'lo que fiz
o quê não importa pelo luto.

E caminhei um pouco mais. E passei o quiosque sem beber um capilé. E parei e olhei não passei vinha um carro o menino ao meu lado arriscou. E o taxista gritou sentido pela vida quase posta de parte com um carinho deveras familiar.

"E se fosses (não não é apanhar...)" " E se fosses para a cona da tua mãe" - Aposto que por lá se sentir seguro.

Avancei mais um pouco e de repente pensei sobre o dito. Parece que fez sentido tudo.




sábado, dezembro 05, 2009

My own house cleaning

I

Estou á espera num bar qualquer nos limites que não conheço de mim
Arrasto um medo que nunca me foi próprio
pelas ruas, vielas e travessas que sempre me aliviaram.
Estranho tudo o que sou ou fui.

Saltam das janelas como alvos de treino
- num filme de policias manhoso qualquer-
memórias tão frescas como um quejo que propositadamente cheira mal
Sque já provou e gosta é que não desconfia.
Pum, Pum, Tr tr tr
Maus um que foi abatido.

"Cuidado não alvvejes o refem que não te quer mal nenhum coitadito"

Café
(mais um)
cigarro
(um de muitos)
sono
(o de sempre)
Companhias funestas à plenitude do ser.
P'lo menos ao contrário do resto são auto induzidas,
Por entre dias feio bons maus bonitos
Tardes de merda tardes de riso
Noites de punheta de foda e [luxúria]
Por entre a vida que dura até que a cobardia aguente.

"São só rotinas são só rotinas
mais cedo ou mais tarde vais estar assim"

Disse-me alguém alguém em cada uma delas,
Alguém sempre um pouco mais frio, mais seco
Como eu com o envelhecer de um corpo cada vez mais rijo
mais impermeável ao choro que agora
mais do que antes
arde ao sair.

Está tudo sobre a pele, à sua flor.
Chegasse ao coração ou ao centro de tudo o que sinto
tudo aquilo que me turva o olhar.
PErcebesse porra o que se passa o que me consome,
Desse ao mundo o que nem a mim mesmo dou.

Riem-se todos ao meu redor.
Dois pretos, duas gajas e um gajo
mais dois
mais ou menos brancos que não vejo.
Falam da vida, veêm a bola
parlham o que nem ao papel dou
Não quero ser mais como eles, não posso pedir isso.
Gosto de mais de mim para me eliminar em momentos de loucura
de [ ]
Quero que me tomem como sou com as minhas regras básicas:
Valores, moral, gostos e tudo exponho tão gratuitamente
tão obviamente
tão monotomament
tão
Porque ão me dão o mesmo mesmo depois de eu pedir
Porque?

Acho que acertei num transeunte.

II (III de outro)

Nada pode ser tudo
Tudo pode ser nada
C'o tempo vem o luto
luto contra a ressaca

Tento e tento e não passa,
Como se um whisky fosse
Dos que o corpo arrasta
cada vez p'ra mais longe.

Esqueço o futuro hoje
Só o passado enxuto,
Caído p'lo que trouxe
Sem nada me ergo e mudo.

III ( IV de outros)

Solto palavras guilherme,
Como eu quero ouvir.
Imagina alguém ao leme
na altura de decidir
Duvido que certo te leve
o que desconhece
é por onde deve ir.

Guilherme o que escreveste
é parvo é pequeno
onde é que o aprendeste?
Qual é que foi o teu medo?
Quando é que tu percebeste
que essa vil gente
é mais sério do que o vento?

Guilherme, foste feliz
com essa atitude?
Consegues ver o que fiz?
não menti na juventude
Elogios nunca os quis
Vi-os por um triz
só duvido que alguém mude.


quinta-feira, dezembro 03, 2009

Continuando. ´(há mas são verdes, há quem diga que estivessem)

Introdução.

Verde do que há,
e à verde de nojo
ou de verde de monstro
nojentamente criado
verde de gasto
sem sequer ter tido uso
verde do que não mudo
verde
verde
verde
verde

verde do que só verde é
e verde nunca como um monte
ou árvore também esverdeada
à juventude acabada
sem sequer ter envelhecido.

pobrezito,
fosse a culpa da côr.

Receitas
1º Dito
Depois de um murro, ainda com a pala
só precisa de um olho o poeta
perspectiva da a mente
com os seus pontos de fuga partilhados
cansados ou não não importa
zarolho ou não tenta ver o mundo
ou simulá-lo
na caixa de petri que ele é e incuba
tudo o que talvez por causa importe.
2º dito
moraliza o senhor autor
no valor que ele assume universal
película ele é de tudo
ampliável ao ponto que a sua alma
mais ou menos fraca potencia
e dita o senhor poeta a verdade resteliana
ou negreiramente do futuro apologista
nao interessa só maldita tem de ser
a puta da vida que rege
a mão que escreve
a propria com ou quase sem instinto
controlado p'lo apre(e)ndido
estimulado pelo que lhe mete medo
credo.credo
no que só de mim dele parte.
Maldito
Falaram-me uma vez no que se esconde
apontaram-me uma vez o que surge
Ditaram-me uma vez em pequenito o que rege
Grito por vozes que tudo mude
Mas o que é um bloco de papel por timbrar
Assinado à letra de quem não assina
O que é um velho que ensina
Um conjunto de peixes já por si salgados?
E vem, e vem id(o) ao de cima
e o papel fica negro não estruturado
Preenche-se num canto acabando noutro lado
e a forma aos poucos fica gasta
ninguém percebe nem quem o faz
(institivamente é claro contraria o apreendido
apreensivamente o homem assustado
põe tudo de um só gesto tão bem educado
Aquilo que parecia ser dele
numa pequena folha de papel
e sente-se aos poucos um pouco expurgado
saiu toda a merda esta alividado...)
E num instante sem saber como
em gesto em forma e até no modo
foi tudo dito do que havia por dizer
Mal dito o dito ninguém vai perceber,
Gritou-se no escuro,
Tivessem escutado.
Ego cogito, ergo sum
E duvido que mude sem ser medicado
só sinto por vezes
e fico alterado.
A base
Tempo, Kronos o que comia calhaus.
Engana o tempo o vício
ícios mudam com ele
Até o papel
já foi mais escuro e frágil.
Dá-se o corpo à mente
sente-se como petrarca
Dá-se o mundo à máquina
as flores que há são dentadas.
Essas cores alturas há em que soam
e sons há que por vezes sabem
mudam-se os tempos e as vontades com eles
o mundo que é nosso não era o seu.
O mestre e o calhau, não come mas atura-o
Ó tu que me lês e citas,
serás um pouco parvo?
Tu que olhas para um quadro
Em tudo o q'vês acreditas?
Consideras que o vermelho
Estruturalmente é pensado,
Que o monstro tão bem deitado,
maior é que o seu tamanho?
Ah meu homem tem cuidado,
Pedras que pinto não tomo,
A tudo aquilo que posso,
Rodeia vil tracejado.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Último dia senhor para cantar o fado.

De onde?

Mas que raio de pergunta essa.
Deus nos livre de destinos com carácter local.

terça-feira, novembro 24, 2009

Quadra natalícia

A solidão potencia
O frio que a rua transmite
A tristeza de um pedinte
Do olhar de alguém que passa.

A merda do trabalho.

Caro
não parece ser fácil o que me pedes
não é nada fácil
nada
caro
duvido até que consiga
isto é
digamos
uma grande porcaria
assim não sei
não
o que faço caralho para estimar o potencial
o potencial deste mercado
caralho
não sei
não sei
não sei
E estou a ficar cada vez mais nervoso
ao ponto
de me apetecer explodir
levar comigo tudo de arrasto
de arrasto comigo
comigo para longe daqui
assim
hei-de ter algum impacto.
Fraco?
talvez
mas pesa tanto que me dói.

sexta-feira, novembro 20, 2009

tentativa de criação sobre um conceito definido pelo próprio autor.

génese I

O que cita I.i

Abana o vento a árvore,
pelO eixo o resto treme.
Enraizado tudo se agita,
Pelo medo o resto cede.

Uni, não bi a lapa
Nunca vai c´o a corrente
Move-se na rocha segura,
Descalça chega lentamente.

A pedra essa com ela não muda
Não leva a água a parte dela
O pouco do velho tanto mais dura
Quanto mais de outro é.

O que cita I.i (take 2)

Diz o que o outro diz ou disse
Cresce no mausoléu paciente.

O que cita I.i (take 3)

Tão grande és e vê.
pleo que a tumba de outrém dá
não muda nem um pouco
- nem sequer traduz-
o outro
se sabe
entende-o

Ás cavalitas vai
aos ombros.
Os outros
só são uns
nunca chegaram a ser eles.

O que cita I.i (take 4)

Toma toma toma que cito
é desta que tu tremes
não conheces?!
eu já sabia
eu já sabia
eu conhecia tão mais que tu.
Um
nunca hei-de ser
Estou a dizer
Tudo o que outro disse
Tudo o que existe
também e só por mim

"Fim"
e sim
estou a citar.

O que brinca aos trapos I.ii

Flanqueia a gaivota no azul torpe
De um que do verde desperta
que como o sol se põe.

Não notas que o caminho também e meu?
Um dia vai chegar triste áquele sítio
ao mesmo onde ele já fumava charros.
Aqueles
Aqueles que solitários
são
pequeno com ninguém ele os partilha
as colheitas do dia do nigga
Que ás vezes tem material de primeira"

Deixa,
Deixa estar ó homem
é bonito
e é só por isso que interessa
depressa
é so a quinta
a 1ª a 2ªa a 3ª a 4ª a 5ª a 6ª
Ou qualquer outra
Que te servir.

O que pintar I.iii

A que diz B fica bem perto de C
O ponto
se usado correctamente
por mais que o texto fique diferente
esteticamente
é uma arma . ! ?
A seguido de C com o elemento final
contido
num conjunto definido
entre chavetas anormalmente colocadas.
Não se diz nada
Sente-se
Diferente/ fica/ cada mente...agitada.

Não digas
I.iiiv

Guarda em ti a verdade
A que saber ser mais que tua
Uma pessoa não muda
pouco ou mais que nada.
Guarda,
Sê egoísta nas conclusões
Emoções não são partilhadas
Sente o que resta como ninguém o fez
Sente, sabes que ninguém toma
nele mais que ele próprio
Dá ao opóbrio
ao que tudo na mesma deixa.

Faz I.v

Traz
o impacto é sonoro
É assim que deve ser feito
r.r.r.r.r.r.r.r.r.r.r eterno
maqunal
Anal é tudo o que vai contra o feito
Feitio
merdas instítuidas
Um azul tão bonito,
aquele que vês
nos meus olhos quee termicos
a luz dos olhos têm
Continuamente fechado o alado profano
Por favor....tenho medo
não me obrigues assim não quero
por favor
se for sincero
Fodo-me como só fodia
Escrevi.
E assim começo.

terça-feira, novembro 03, 2009

É tarde.

É tarde. A luz do sol já se pôs talvez há muito; não sei, descobri a evidência ao fumar um cigarro no exterior permitido ao escuro de uma falha técnica qualquer que talvez, fatalmente ao olho do iniciado, faça sentido, quando a outrém só o desagrado levanta por ser só naquele quarteirão.

"Sonhos diluiem-se no que vais acumulando ao longo da vida", disse-me uma vez quem agora, de certa forma, a minha vida comanda porque na sua maior parte a faz contaminando-me com cada palavra que aparentemente em vão nunca soltou. Talvez seja isto a que alguns chamam de crescer mas, à parte de tudo, espero que daquilo que importa nunca se açabarque.

Remorsos vou aos poucos desconhecendo dando lugar a uma indiferença sólida como uma rocha que previne acima de tudo o agitar de uma lágrima que faltando nunca há de promover a erosão a que ainda há pouco me lembro de ter entregado por tal me ter sido permitido. Perco aos poucos a minha humanidade, e nada menor que isso eu sinto em mim quando tenho tempo disso me aperceber.

Estou cansado, tão cansado. As vozes que vêm dos bares aos poucos perdem a força que só um copo, um de gesto tomado me permitiria ver.

quarta-feira, outubro 21, 2009

(alivia a garganta como se se preparasse para dizer algo de importante a uma audiência que talvez importe ou não)

Amigos desta vida,
Desta que me dá forma aos dias que a enformam
Que me faz sorrir ou me enferma
Amigos.

Estou obstinado naquilo que o CO2 permite.
Estou.
Pesa-me o corpo por assim ser, não manso.
Acobardo-me violentamente por entre as pessoas que
irritando-me
me
assustam.

Pessoas que se esquecem que um poema tem de ser harmonioso...
que um conjunto de palavras tem de se conjugar de uma forma sonante...
Que transumância nunca há de soar bem
que o anemómetro
pela aula de código
ficou.

BuH.

Estão assustados?
não tanto quanto eu.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Comparison. A simple one.

Há quem tente inalar o que só um abraço, um a sério, um forte, um sentido, possibilita.

quase 6 da tarde.

São quase seis da tarde.
Estou cansado pela falta de sono que,
por melhor que seja justificada,
pesa tanto como a que não a foi.

Arrasto o meu corpo que arrasta uma mente em si.
Ambos pelo dia que retenho a pouco
a pouco
a pouco e pouco
pouco
e pouco
poucuchinho.

Fosse tudo mais lento. vagaroso.
Como o barco que ao fundo aparenta não se mover.
Aproveitasse cada detalhe no seu mais pequeno componente:
soubesse onde um bronzeado acaba
só só só só só só
pelo meu toque paciente.
Pelo que já não tenho há mais que muito,
Pelo que dedicado
talvez em vão
foi entregue...

II

É de noite e a menina,
a visita,
-Nunca ali quis viver-
Já dorme.
Fechou-se no meu de mim.
É tarde e a visita,
a menina
- porque de facto o era-
trabalha amanhã bem cedo
e é num horário que o faz.
Traz
Pressa
Está ali ao lado a dormir
Embala-me a espera.
Um dia acorda e vai.

III

Ai por favor não me chateiem merdas,
Dessas só fartam. Dói-me o corpo estou
Com o famoso génio em que só dou
Gritos de raiva quand'alguém me esfrega.

Aqui não se dão desejos, coisas dessas,
inventou um qualquer senhor e dou
Tor mente já está feito, agora vou
pr'aquele canto, o resto desta peça.

Oh menina nao m'olhe desse jeito...
Até parece que o que disse é novo,
Tudo tem de ser visto como um jogo.

Claro que as regras são feitas por alguém
Que como elas não sei. Sendo eu ninguém,
Seja então rei deste pequeno reino.

IV - Ó tio Álvaro dás-me uma ajuda neste? não ando no barrow nem de cacilheiro mas pelo menos já deixei alguém a meio-caminho do barreiro movido de um cavalheirismo estranho.

Estou a meio de tudo o que me importa,
Vivendo na tristeza de não estar nem num lado
nem no outro
Da parede que divide os opostos a que aspiro.

Como o cal velho que começa a cair aos poucos sou consumido,
Pelo sol que de um lado se impõe e dos encontros,
mais ou menos sonoros/físicos que alguém me dá.
Por dentro vejo algo a erguer-se apoiado em mim,
Ganho camadas de vida de tristeza de alegrias
Privo com o que mais privado poderia ter mas
armado pelo betão não chego a quem sorri por beijo paternal
ou a quem na rua passa movido ao compasso de uma mão que alguém deu.

A parede, a parede, a parede, a parede,
A única verdade absolutamente física de o que nos rodeia
Cortando a visão o abrigando do frio.
A parede cómodo na sua perfeição matemática
Na sua capacidade inata de resistir a um tremor
De uma terra que só o homem é que cava
mesmo que com o apoio do hidráulico que também o que definiu a parede define.

A parede, a parede, a parede
A parede não se move está bem onde está
Ou então pensa demasiado ao ponto de
dali
ela nao querer sair
Vê, observa a fraca
prefere pensar no que seria tudo se tudo fosse diferente
Como um senhor daqueles nojentos com binóculos
cujo estímulo que procura nunca é o dele.

A parede, a parede, a?

A parede.

O muro,
O muro ainda é mais triste
ainda é mais triste o muro
muito mais...tem verde de um lado ou de outro
mas ele não ele não ele não ele não ele não
Ele só sente o ramo que pelo vento por mero acaso lhe tocou ou
se for um muro que o permita pode ter uma trepadeirita
daquelas bem verdes e floridas a cobri-lo numa
relação que na minha opinião nunca vai deixar de ser parasitária e triste.
Ao menos fica enfeitada na sua debilidade motora.

o muro. o muro. o rumo. o muro. o rum.

Infiltrada,
A parede desaba
Se não for tratada.
A tempo.

evite
confusões das grandes.
Desumidifique
Não ponha grafite
O muro sim o muro
esse senhor assim para o duvidoso
Duvido que não agradeça.

V

Percorre-me o corpo e move-se o meu gesto.
e nunca, nunca sujo da forma suja,
só do sujo que respeita e dá.












quinta-feira, setembro 24, 2009

Momento para pensar ou outra coisa qualquer. Se fosse uma formiga andaria em fila indiana. Isto sem xenofobia é uma expressão idiomática.

Só mais um só um mais dia. Deitar tarde e cedo tentar acordar, vestir e barbear e voltar tudo ao mesmo. Mãos a transpirar, casaco cada vez mais gasto do uso apressado olhos cansados de procurar um sentido em tudo. Grunhos para mim de peso, gente que não conheço, bons dias que não partilho.

quarta-feira, setembro 23, 2009

E o armário tem cada vez menos lá dentro. Não, não sou. Fui é educado por mulheres.

I
Pesa-me o caminho de estranho,
De, desta vez, não ser partilhado,
mostrar que algo mudou no tempo.
Alinham-se todos por detrás da linha que garante a vida
Todos c'oa pressa de chegar a algum lado.
Esperados que serão em qualquer encontro.
Não tenho pressa. Não estou atrasado
Sentome com o bilhete verde que por mim guardo
só uma vez me levará - estrago-os.

Tinhas sempre um para mim
Rias-te sabias que o meu não funcionava
Depois de tantas tentativas frustradas
Agora só dura uma viagem.

Antigo desenhei uma alemã ao lado

Numa lógica ou pressuposto
Vi-te a passar tão menina
Fazendo-te mulher com cada passo
cresces, cresces indo
Indo te vais e teces
Cresces indo cresces
vais em cada dia de ti
até que
ao fim
nada te sobra.

Outro (esperança, o restaurante)

Pesa-me cada átomo do meu corpo ao ponto de prever que, mais cedo ou mais tarde, como um lego nas mãos de um recém-nascido, eu estruturalment definharei em cada molécula de mim.

Há ondas que chegam ao âmago de nós, que agitam partes criteriosamente por frequência seleccionadas a dedo. Que se dane quem sabe de cor e salteado à maneira antiga e que pelo coração se move: é isto que me irritada a sério.

O subterrâneo diz o Fiodor, esse local invejável onde guardo o melhor mim cingindo-me a mostrar o que é feio ao mundo que o aprecia na sua felicidade; esse recanto onde so gente gente me pode buscar na sua anormaliade assumida. Não me escondo no escuro, escondo-me em mim que, na sua qualidade, tão mais sombria pode ser, mas, quem o faz, sou eu, que também a mão no que a luz permite assenta pois tendo-a nada mais belo há.

Só me falta aprender a ser porteiro de mim mesmo e definir critérios óptimos de entrada. Nada mais dói que em nos alguém ser bruto ao ponto de desalinhar nem que seja um quadro que, por mais piroso, só connosco fora partilhado.

O Resto= o resto são merdas que a chorar esquecemos e que com o que nos resta tentamos nunca mais ver.

No esperança de novo, novo comboio parece.

I
É tudo tão irónico,
Há o que quero (o que procuro)
Há o que posso.
Cruzam-se tão poucas vezes e nunca certas
Irónico,
Rio-me em falta de melhor que se faça
Arregaço as mangas antes de lidar com tudo
Movo um móvel de um lado ao outro
Acreditando que o oriental faz sentido aqui
Logo aqui
de onde partiu o o senhor que o brasileiro
o que traduziu
acabou por parir no tempo.
Rio-me
por entre as pessoas que passam
independentemente do meu olhar agressivo
amigo, fodido, apreensivo, convidativo
ou outra coisa qualquer que até podiam procurar
As pessoas.
O que são as pessoas no meio disto que vejo
São meros pontos
coordenadas que defino
no meio
no meio estou eu e mais ninguém,
mais ninguém.
II
Dói-te o corpo?
Afaga-o com um ungento qualquer
um antigo cuja força bem conheças.
Dói-te a alma?
Esfrega-te num corpo
um novo
vê se te faz diferença.
III
Esquece como alguém tão pequeno que,
Chegado ao u
só talvez se lembre que o A existe.
IV
Foge, Foge de ti ao ponto de ao que és já não poderes voltar.

segunda-feira, setembro 14, 2009

Trascrição de poema dito durante uma noite qualquer triste.

Encontraram.se na rua com um estranho tamanho
venho pelo caminho por onde sempre vou
Estranho?
Não.
que importa? isso não vem com o tempo.
ou dás cedo ou não dás
Deste-te
foste em frente como um cego
sem conhecer o caminho
e perdido
numa cidade em que o metro
não é amigo dos invisuais

ouves um som: talvez consiga entrar (cantado)
Tentas não entras cais
só que a morte vem por alta tensão ou voltagem
nunca percebi muito de química
fiz perguntas a mais
porque porque porque porque porque?
nao percebendo a reacção que se passava
do mais simples físico
de vectores de entrada e de saída
meninas que coleccionava como se fossem selos
que permitiam o envio postal rápido ou não
para outro país qualquer
havendo descontos claros para a uniao europeia
tamanha era a dor que em mim se acumuluva
tudo o resto pesava como um sol que nao levanta
e que puxa puxa puxa puxa mas nao para cima e só para baixo
coberto por nunves que tornam tudo mais quente.
Promotoras de um irrealidade
promotoras de uma tristeza
Gentes que na miudeza se acham grandes
nao produzem só consomem
fogem da vida entre merdas que a crédito se acumulam em sua casa
entre um ecra de plasma uma mesa um sofá
Até o livro com um cartão fnac é comprado
10% de juros 10% de juros (voz de vendedor) de taxa anual efectiva
quem percebe isto esta gente nem sequer faz matémátca
e quando a faz é porque houve beneficios num exame qualquer
Uma mulher é so uma mulher que eu quero
alguém que me afague o corpo que me
que me
que me
que me afague a cabeça no seu ombro
alguém que me dê um carinho um carinho que não tive
alguém que seja como ela é sempre que não tenha medo de se mostrar
que me
que me alicie
que me dê tudo o resto sem eu pedir
sem eu pedir.
Especial? fora do comum? Coisa assim para o fantástico como só se vê na TV shop?

Só se for para melhor...assim coisas boas. Para pior tenho-me a mim.

(esboça um sorriso o escritor e escreve)

nada a escrever. nada como antes é movido por uma triste quase que por mim imposta. Ouço o Serge: la decadense. Ela não sabia cantar, tentava a pequena inglesa. Eram loucos com léxicos e grámitas diferentes. Tentavam.

I
Estava tão cansada a menina de cruzar o rio.
Chegou, não conhecia ninguém.
Sentou
se, a perder nada tinha
não perdeu nada.
Levantou
se, apetecia dançar
a dançar acabou.
Ouviu as história do amigo chato
muitas vezes
evitado
desta vez falou.
Betinhos só betinhos à volta
de todos deles de todos
Só betinhos
à volta
à volta
os dois que dançavam
Altos
os braços eram compassos
defeniam um raio incerto
Riam-se
Sentiam-se
a metros da distância partilhada
nenhuma das pessoas alteradas
Personalidades mudadas?
Só as dos outros
à volta
à volta
só betinhos betinhos só.
à volta
à volta
como na antiga escola
só betinhos
só só só.
Que interessa se são betinhos
neste cantinho só estão os dois divertidos
eles é que olham com o medo
são meio maricões
Têm colhões daqueles que só enfeitam.
"não não tenho MD, ou ecstasy ou uma dessas merdas
a minha perna
esta
e esta outra também
movem-se do que tem
naturalmente o corpo a bombear
Gritar?
isso é só nos filmes.
finges?
só quando digo que te faço.
à volta À volta à volta
a chuva regou o resto
o resto ficou para trás.
Zas
Caeiro na avenida
na avenida junto ao Tejo
ironicamente o que dele não era.
à volta os betinhos já não estavam.
à volta
à volta
à volta
à volta nada mudou.
ninguém gritou À porta de uma casa partilhada.
II
Antes de dormir sonhou.
Ou pensou.
Sentiu que era um senhor.
ai a dor da correcção
de um teste face a matriz americana
"pus mal a cruz na primeira e na terceira
já nao entro em medicina diz o aluno muito convicto"
Quem nunca votou não há de ser presidente.
Mas também desta gente?!
Pela densidade e pelo peso
só mesmo ares.
III
A joaninha voa
voa para fora de lisboa
A joaninha não é vermelha
se fosse moínho não seria do Pigalle.
Tem pintas
tem.
Vai joaninha vem
O vento há-de vir do mar.
IV
Um domingo na vida do Sr.
Do sr. que eu sou.
Vou
Sou eu mesmo
Não tenho medo
Falo para caraças como pratico
Reivindico as verdades que quase ninguém partilha.
Regista a menina na superfície o que faço?
Passo
não deixo marcas escuras ou sangrentas.
Senta
te imagino o que serias às avessas.
Princesas
não é um prédio que as faz.
Trás
Só o que vales
se tiver cabeça julgo.
Há quem não queira aprender há. Há, quem se esconda por detrás de barreiras que insistem que se domine tudo com uma intentsidade que só quem exige pode definir, há. Há merda e o bom há. Há quem se perca no escuro e não queira mais que isso porque e só porque o olho que nunca a viu nunca poderá ver a luz crescido que está o corpo e cada uma das partes há. Há o que é há.


quinta-feira, setembro 10, 2009

A Deus, esse técnico informático do ser humano.

Tenho um pequeno problema no que diz respeito aos passos mencionados no teu thread. Quando me reinicio e ponho o dedo no umbigo para aceder ao menú aparece efectivamente uma imagem azul onde posso escolher o Programa de instalação de personalidade porém nunca aparecem as opções que referiste na segunda imagem mais indigo ficando bloqueado todo o organismo nesse passo. Tens alguma ideia do que pode estar a acontecer? Obrigado pela ajuda. Cumprimentos.

Sidoro Brago ( 24 anos, >1,80m, 2 diopterias mas usa lentes, sistema de calmantes de raíz, fumador frequente, bebe alcool em ambientes recreativos, Rookie)

_____________________________________________________________________

Espera aí Deus, eu mando o link para a página com a informação detalhada. Agradeço-Te que ponhas o meu nome no posto pois acho que mereço um pouco de crédito

Jesus Nazareno (2009 anos, altura incerta, vê o que mais ninguém vê, tão calmo que morrer por outros, não fuma, enólogo imbatível tem uma produtora de vinho caseira - diz-se que importa uvas clandestinamente mas nunca ninguém as viu a entrar, Administrador/ Moderador)

____________________________________________________________________

Muito boa a informação detalhada de formatação, muito obrigado pela vossa ajuda, só tive um bocado de dificuldade com a parte das partições e na eliminação selectiva de conteúdo, creio que deveriam explicitar melhor. Boa Vida e obrigado.

Sidoro Brago ( 24 anos, >1,80m, 2 diopterias mas usa lentes, sistema de calmantes de raíz, fumador frequente, bebe alcool em ambientes recreativos, Rookie)

Se Ele fosse vivo

Se Jesus fosse vivo
seria meu amigo
no facebook!

quarta-feira, setembro 09, 2009

(já perdi a conta e tou farto de pensar)

Há coisas na vida como os pinos de um qualquer bairro histórico lisboeta. Tanto estão para cima como para baixo, para cima estando são difíceis de se mover. Tudo depende de alguém sentado num canto que imagino escuro e cuja cara desconhecemos. Uns Deuses alimentados a pequenos múltiplos de um salário mínimo.

quinta-feira, setembro 03, 2009

Dans le studio Astolfí ali para os lados das salgadeiras. Ideia dela poema meu.

I
A partir do tema A beleza do erro e dedicado a J. Astolfi que a ele (não ao erro) tanto tempo dedica.
"Erro essa, pequena coisa a que alguns chamam experiência" ( Alguém)
1º [quadrado] - Obviamente certo
2º [quadrado] - O seu quê de certo
3º [quadrado] - Resultado incerto
4º [quadrado] - Merda
E perdemo-nos por entre as formas geométricas,
Esquecemo-nos.
No centro de tudo nada é naturalmente recto.
Certo,
O que é aos olhos de um homem ou mulher bebidade
De tudo aquilo
Que o irracional só sente por instinto?
Eu sei,
Diz um senhor perdido por entre um racíciocinio que só ele tem por mais que o comunique.
Existe uma resposta a tudo?
Só um parvo assume que um dos quadrados a cruzar
(Entre todos os outros)
É melhor do que aqueles que à parte referi.
Mas insisto, no iNatural do recto
na inexistência de um PI por não haver circunferência no mundo
nem o mundo é um globo
A gravidade só permite o oval.
O normal é imperfeito
O instável é um rio
E a nossa bomba vermelha é uma merda falacionsa e deturpadora do que é formatado.
Errado
ahn ahn ahn ahnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnN (gutural)
Vem um telex de longo.
Estou a lê.lo por entre os meus dedos que aos poucos as lágrimas envolvem.
Já não quero nada contigo
Percebi tudo não me amas
Mê mê, faz a ovelha,
p'ra mim é mé é erda
Só te queria dizer o que já sabes
(presumi eu que era amor)
Sabias outra coisa
Afinal era a 1ª que estava erra a a da. (como se fosse da música do MAX)
II
"Estás cansado, molha os pés num alguidar, diz alguém que ajuda"
Nunca gostei de espelhos,
custa-me encarar
por mais bem que o tenha concebido
o que eu mostro de mim ao mundo.
Em pequenino fui uma vez à feira popular
- os meus pais tinha medo que
por ficar de pernas para o ar
o meu cérebro até então programado a ser um de bom rapaz
de repente, não mais que de repente (notem que estou a citar)
Se transformasse no oposto e que lhes mete medo.
Lembro-me de sardinhas
creio que por não ter gostado
naquela altura não percebi o peso de uma nódoa
e também de tantas outras coisas que
caso fosse o que não sou
seriam bastante poucas.
Havia uma casa com espelhos que deformavam as pessoas
Uns para cima
Outros para baixo
e muitos para dentro com alguns para fora (ou se quisermos para o lado)
Lembro-me de nunca me ter sentido tão eu:
Muita gente se ria,
Inclusivé o meu pai que gozava com o meu nariz,
Mas eu sorria de uma felicidade até então desconhecida
como se fora cristo
depois de lhe espetarem um dos pregos.
Tudo era instável, destrutivo ou creativo
Alto ou baixo
feio ou bonito
Silencioso ou como um grito sempre demasiado alto.
Um refelho espelhado numa superfície instável
Transformável como eu com cada passo, passinho ou corrida que dou...
Quem é que diz EU VOU,
num sentido certo?
Sou um encoberto de mim mesmo não de um império
Durmo com as memórias do que um dia fui
Sonhando e esquecendo de seguida o que sonho ainda ser...
Como se aos pés da cama que por vezes nem comigo partilho
Estivesse uma piscina onde me perco mas me vejo.

quarta-feira, setembro 02, 2009

I

E volta a repetição de dizer que tudo
- ou quase tudo se formos optimistas -
se vai repetindo por entre os dias
nas partes controladas ou que não o são.

E repete-se o ruído
que vai roendo como um rato
de um rei que é um rabo
um daqueles que não põe rolha.

estou muito cansado de esperar por quase nada quando estou disposto a dar tudo desde que forma justificada.

Paga?

Não.

Hoje é o dia da menina.
Sabe somos um casal
um casal moderno
Partilhamos tudo tudo tudo!!!
Até o pagamento segundo a lógica ancestral do pim pu neta.
Claro que com a prática já se sabe à partida onde tudo vai parar
A idade também traz destas coisas que há quem chame de manha!!!

Tem cuidado
dizia a minha avô na sua consciencia a vinte de centenária.
Parecia que partilhava parte da verdade que só entre elas é comum.
Sabe-a toda como tu.

E já conto umas quantas águas das pedras em meu redor.
Ficam bem ao lado das outras muito mais simplistas na sua transparência discreta.

A água faz bem ao corpo (com sotaque russo)
dizia o professor de tango do bairro
que sentia o quanto queria
comer
o que abraçava de uma maneira artística
e
por isso
só por isso
invejável e compreensível.

à cabeça... não sei (com o mesmo sotaque, mas mais dramático, é uma conclusão).

___________________________________________________________

Arranca-a
põe-na debaixo do sovaco de seguida.
dá uns toques
pratica
atira-a contra a parede com força
joga ao mata
põe alguém à rabia
Agita.
Quando estiveres preparado
o que fazes de seguida
é pegar no que resta da cabecita
por contra o teu colo como as rosas da rainha
uma expansão de uma barriga que é barriga
ergue-la lentamente como se fosse uma taça
(Até podia ser até então estava calada)
Sentir cada uma das marcas que na pele ficaram
e então já preparada
põe-na no lugar.
(sempre sem te preocupar em pôr
exactamente como ela estava).

terça-feira, setembro 01, 2009

Outro

Quando é preciso
quando é mesmo preciso
no verso de uma caixa de amorfos
Até se escreve um poema a murro.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Like every sunday the boy kept walking, on every stop he wrote something he told..

I - Genérico.
Até o 35 mm tem limites de ampliação,
certo que maior que aqueles de 16 mm
E o grão, nem se fala do grão, que a película permite.
Mas existe, e peço desculpa por insistir, um limite.
Nada é como o que naturalmente vive,
por tamanho, excesso ou defeito,
a vida,
como quem vive.
II - Apresentação dos personagens
Porrada no cano, sai o chumbo da caixa de aço.
Ritual tão lento da morte que só pode ser certeira.
Distância e diâmetro, reguladores do calibre.
Nem mais nem menos só da se for o certo.
III - The first victim/ o primeiro golpe
Someone cries ouve-se um sorriso macabro
Vem do fundo: ah ah ah ah AH
Alto, decibeis desumanos, a dwarf arrives a jester
and a 3ª bola atirada é apanhada pelo chão
O corpo à escala 1:2 torpe cai
A 1ª empurra a cabeça
Á segunda queda, sobre o corpo
fica a dor de um riso subitamente solto
pela 1ª vítima of the first blow.
IV - Now it's all the same. Surpreende-me bébé.
O que está negro mais negro não fica
Ou a cor se perde ou avermelha
depende da forma como o corpo se prolonga somente.
Da densidade do que se amplia.
aí já nada se sente está morto
"está gasto pelo tempo, já se foi,
o tapete estendido, que entre quem quiser"
não se deforma mais o espaço.
Surprise me girl, faz aquilo
agora ali que ninguém conhece.
faz isso, já me aborrece
o tédio do estático que antecedo.
V - La salida se queda en el otro lado de la oficina.
Creo que está casi a llegar.
Pensa alguém enquantoe foge do ponto de encontro
aquele que cobardemente nao é estático-
A ampulheta foi enchendo o copo compassadamente esvaziado.
Conscientemente alguém já sabe...
Aproxima-se a porta que entretanto se abriu.
It's over there!!!
Estou quase a chegar.
VI - The other side (Á J. de cadeia de hóteis internacionais)
Há portas abertas que dão para a rua não óbvias.
Há cadeiras onde o assento se tem sem convite.
Há conversas a ter sem argumentos aperfeiçoados.
Há o que é o que se mostra.
E há quem diga o que diz.
Sons épicos chegam com a descoberta
Sentido tem o que não se queria...
Há lados (outros) em que o que somos, de facto importa.
Borrachas há que dão sentido.
Ido,
Já não estou.
VII - A passagem para a outra margem. (à L. que por lá está)
O rio é o mesmo.
E a linha, a que divie nunca vai deixar de o ser,
nem no nome nem na forma que comigo muda.
Mas se de um lado se vê o outro,
o monstro do lobo diz que monstro ele é.
P.S.:
mesmo que o mesmo marque
nenhum relógio o faz na mesma.
Conversa de quem atrás se sentava.
Pergunta o puto de 3 anos: o que é o tempo das vacas gordas?
Responde o irmão de cinco:
Era o tempo em que não havia crise!
Pensa o pai que ouvia:
"é desde o dia em que conheço a tua mãe."

segunda-feira, agosto 17, 2009

Quinta I

É tão de tarde quanto o meu corpo gasto permite. Ri-se por entre estas paredes que já limitaram brincadeiras alimentadas por uma energia que só por obrigação se esvaneceu com o cerrar de uns olhos que, até ao último instante, gostariam de ter coragem para desafiar aqueles que pelo 1º nome nunca foram tratados.

O processo é o mesmo mas o ângulo mudou como tudo o resto que está predestinado trignometricamente mesmo que por valores fracamente tabelados e com normas mais frágeis ou tristes que senos, cosenos - p'ra não falar de tangentes - da vida.

Está tudo igual mesmo que mais velho e que inclua elementos modernos à mistura. O caderno do tecto é laranja, o bisavô está ao fundo (na parede) o móvel é azul e tem pegas muito 70 show.

Está tudo igual, só que eu me deito à hora que quero.

quarta-feira, julho 29, 2009

A comer no esperança.

I
Momento para mim.
só para mim.
Escrevo-me sobre o meu trabalho.
Puxo um cigarro
Anulo o whisky.
Sabe ao primeiro
Não me aflige como o 1º sabe.
Vejo
Escuto
Só para mim, tudo
Puxo
Sinto-me enquanto sou.
II
Está uma menina sentada
ao meu lado ou por detrás de mim.
É bonita como outras já o foram
Faz-me lembrar muito
muito do pouco a que aspiro.
Tenho de mover o pescoço
o pescoço deste moço, o pescoço deste moço
para a ver de uma forma que intimida.
É tímida a menina
É tímida
É!
A menina?
Sim.
Ao meu lado ou á minha frente
Estão duas mulheres sentadas.
Vestem-se de gente.
São da gente à beira mar plantada.
Fazem-me lembrar muito
Muito do pouco que falo
criado por entra palavras ouvidas
Que ao longo de tudo acumulei.
A calçada essa está disforme
Em volume e cor inferior ao da estrada
Qual delas a mais pisada?
Qual delas tem mais de mim?
III
Fosses os tempos outros,
Não houvesse um tempo certo
Por entre o que define um dia.
Risse, risse sem peso
na consciência cada vez mais imposta.
E corresse, e parasse e andasse,
Com uma verdade; que já não sei ser minha.

segunda-feira, julho 13, 2009

I - Lá me vou ficcionando

Era tarde, relativamente tarde quanto um relógio biológico permitia inferir. Tudo era estranho naquele espaço que pejo não tinha de tudo o que simbolizava: abertas estavam todas as portas para o mundo.

A maioria das pessoas estavam a começar a sua refeição não tendo mais que um copo, umas azeitonas e um par de talheres de perfil moderno em frente. Tocavam-se de ladlo a lado e entiam a falta do pano que até há pouco os afastava da mesa aparentemente limpa. Por cada mesa, de 4 ou de 2 - não se incluindo os os topos - havia uma vela que iluminava mais que a luz que, por moda, era fraca.

O campo de batalha estava exposto mas mesmo assim não existiam sinais de futuras conquistas. Os empregados iam carregando de mesa em mesa elementos aparentemente fortuitos mas que não mostrava levar a lado nenhum.

Barulho, muito barulho, aquele que só a paz permitte por não haver nada a perdoar, nada a bradar aos céus, nenhum agradecimento que implique a queda de um outro corpo qualquer. Barulho, barulo de multidões que discutem o formal de um dia certo. Ruído de armas que já não se afiam.

Havia também um menino que já devia estar a dormir e que também contrastava pela sua tez mediterrânica do lado de lá. Reclinava-se na cadeira apoiando a sua nuca como se descanssasse de um dia quase trágico. Um dia haveria de perceber que é a sorte que o leva neste mundo desde que dali, do outro lado, o tirou. Um dia haveria de perceber que mãe só há uma e que as duas se movem numa cruzada anti-católica e melancólica pelo olhar que carregam. Movia-se constantemente de um lado ao outro da mesa como as prefrências que se trocam no decorrer de uma vida. Reclinava-se outra vez e outra e outra com a nuca, como se já, e tão inconscientemente, aguardasse uma resposta pesada a tudo.

Na rua iam passando pessoas que por vezes paravam para olhar, de urbano e tardio. Por mais que vissem só apreendiam um ou outro detalhe mas, no geral, era a actividade que os prendia e que a elas empregava. Uma era loira, e outra era morena. Uma brasileira e outra portuguesa. Ao contrário da rima tudo o resto fazia sentido nem que seja por [ ] ou entre elas estar tudo ao contráio. Elas viam, elas viram tanto e, se pudessem, tão mais, quanto a sua linda cabeça o permitisse, teriam escrito. Não podem, trabalham, vão e vêm em mais que um sentido aparente. Não as estranho, vejo-as, quase que tudo, num instante, tem ou faz sentido.

quarta-feira, julho 08, 2009

As horas não digo porque só agora comecei. será ficção ou auto-biográfico. Aqui vai doutores.

I

Era uma vez um rapaz que gostava de jogar playstation. jogava playstation e ficava feliz. depois de foder lá ia ele jogar playstation mas de uma maneira especial, quando comparado com as outras acções que poderiam dele partir.

Tinha uma namorada que geralmente respeitava. Não fodia com qualquer uma recorrentemente porém, quando estava com esse estado de espírito, não era tão feliz na maioria das vezes, por respeito, não jogava Playstation às vezes, e, nas vezes em que não era na casa dele, não jogava de certeza porque os seus comandos tinham algo de especial.

Os seus amigos também partilhavam dos mesmo hábitos. Quando estavam juntos também bebiam cervejas e de garrafas de litro que partilhavam pelo gargalo ao contrário dos comandos que só conheciam o suor de um par de mãos - ou de uma como é o caso do chico maneta que recorria a uma joystick bocal para mover os seus jogadores da bola electrónica de uma forma que até ao cristiano ronaldo seria impossível mesmo sendo mais que 1s e 0s: pelo que sei é um 7 e um 9.

Eram felizes. Pediam pouco mais que electricidade da vida e que afastassem caricas da sua frente no caso do nelito e do josé que vinham de viseu com hábitos estranhos.

Late again...professionaly (cantado como o alone again)

Estou á espera. Continuo à espera de uma merda que entre ás, às e hás vai e volta para trás pelo brio que ortograficamente exige de um ser que maquinalmente foi ensinado, por ser humano, a pensar. Só fica cada vez mais tarde e já é tão tarde agora.

Distraiem-me músicas enviadas talvez com um segundo sentido que, pelo contexto, já não perco muito tempo a perceber. A clpa é minha, eu sei que é minha, mas a que se esconde por detrás de cantorias francesas acompanhadas de um vídeo que ganha sentido agora que escrevo e que por isso eu não partilho. Vi parte dele agora, neste preciso instante, neste momento tão pequeno como o meu dia já foi: uma menina dança; dança uma menina à volta de um homem: um homem joga snooker e move um taco move-o; swing dizem os outros; outros não há, neste preciso instante estou sozinho.

Cum diacho. Mais um desabafo que foi escrito.

Momento de ficção.
As ruas são como pequenos pontos de uma constelação cada vez mais conhecida. Corpos que já percorridos perdem qualquer interesse à alma que cresce pelos lugares comuns que implican a quem vive. "Bom dia, quero uma bica!", lá pedimos nós vados por uma certeza que já nos é propria, num café do costume, levados, acima de tudo, não por sabermosmais mas por não querermos correr riscos independentemente da qualidade do café. O açucar sabe sempre o mesmo e mata qualquer excesso que exija a presença dele.
Quantas caras não conhecemos deste e neste percurso que percorremos só por isso não sozinhos. Acompanham-nos mem´orias mais ou menos trágicas, menos ou mais lúcidas regadas que estão das drogas que os sentimentos são, sempre tomadas a colheradas que contra a física aparentam não transbordar. Queixávamo-nos do óleo de fígado; não éramos meninos?! Toma lá que crescemos e aprendemos c'o processo...malandros. Somos todos uns malandros.
O vento passa e dá mais peso a tudo pelo arrancar das camadas que entretanto ficam mais finas. Fica um homem despido há quem diga, há quem saiba que homem deixa de ser. Ganha cor lentamente...lentamente fica azul se lhe ocorrer A, fica verde se vier ao de cima um N muito grande, fica vermelho se o recordado for um IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII do tamanho do mundo que sem saber, porque a Remax disso não fala, habita.
E o rio? de que nos serve o rio para além de escoar a merda que em nós, em casa, e no primeiro espaço referido nesta pequena prosa se acumula? Até com os olhos cagamos; e o que deles sai não fertiliza...Quanto não foram levados até ao mar embalados por um corpo que se agitava mais turbulento ou mais calmo consoante a corrente de um Tejo desgovernado e saudoso do tempo em que a terra que é pisada só naturalmente com ele co-existia. Conquista o homem tudo achando que mais que os bichos são dele. Os bichos.
E de repente tudo cai sobre nós para depois cairmos sobre tudo que depois acaba por cair de novo naquilo com que levou. O mundo, a terra, os prédios, as ruas, nós. Nós edificamos aquilo que por nós acaba por ruir.

segunda-feira, julho 06, 2009

Dor de barriga, ai valha-me Deus.

Começa a subir como uma chama moribunda,
Por pequenas rabanadas de um vento empurrada,
Não dizes nada achas que passa
Até que num instante só te apetece arrotar.

Fode-te o queimar
Que só se sente verde.

Agora o senhor poeta sente-se um pouco infeliz o que, conjugado com a sua dorzinha de barriga, o põe irado, danado e cansado porque num instante tem de lidar com tantas sensações negativas. Não gostou nada do que escreveu há pouco. Acha, quase como sempre, que podia dar mais ao mundo mas desiste logo porque não se sente obrigado. Não.

Desabafa o poeta pelas palavras que dá.
Olha para os lados e ninguém está...lá
Segue pelo conhecido trilho
Pé ante pé cuidado está sozinho.

Consigo
Tudo eu vou mudar
Consigo
não posso parar.

Só preciso de um ritmo de uma merda qualquer
Comecem meus filhos quando o pai quiser
mas deixemos de nadas de conteúdos vazios
Até um chulo de sucesso tem brio.

Consigo
Tudo eu vou mudar
Consigo
não posso parar.

Porcaria.

E o fim.

quinta-feira, junho 25, 2009

Before bed time.

I - o leite derramado

Derramado sobre algo,
Sem sequer pensar no quente,
Estraga-se aquilo que a gente
consome com cada passo.

Mesmo que não vejas sentes
Que algo se faz de errado.
Por estupidez dás um trago
Igualas-te então às gentes,

Áquelas que nunca foste,
que com brio eliminaste.
Mas c'o sol tu fraquejaste
Ah como era lindo pôs-se
[Aquele que entretanto pôs-se.]

II - Complexo vitamínico
De a a z,
Completo ou com quase tudo.
Vi-te a minha face, luto
percorre-te o que antecede e mudo.
A de a de ar de algo.
B de broa de boa de b.
C do que antecede o d
que
Dê se o é bem melhor o faz
precedendo é
o que sempre foi.
E continua o alfabeto com variações que o Y o K e o w
O duplo V
o 55 escrito por um aprendiz de romano
o V V que não passa de ele próprio
o V V que para o crítico literário é sinal de aliteração
é onomatopeica representação de som
a ar de condicionado não silenciado
que
melhor
no ruim do meu portugês
que e
que
e que
para algumas vítimas
´Vítimas senhor meu deus que todos amas independentemente da idade
da cor
do tipo de cabelo
da pele ser oleasa ou não
do sexo nas suas duas principais variantes
as que têm feito no fim e uma dualidade quasi divina a antecedê-lo
do absolutismo de ouvido
do despotismo de um dos sentidos perante os outros todos que nem são muitos
por ser em determinada tonalidade
acaba mesmo por levar à loucura.
E ela dura e
e dura ela e
e
e
e dura e
e e e e e e
e
Ela dura.
Como se já não bastasse o que na rádio toca
até a minha escrita meio
no seu inteiro
cigana
engana
como um cinzeiro num restaurante de luxo.
Acho que este rapaz não está bem.
Acho que comeu algo estragado.
acho.
acho.
Sei porém que há também
quem a maior das certezas tenha.
Quem?
pergunta o poeta a alguém que talvez neste preciso instante o guie.
sabe porém
pela certeza da hora internáutica
que se não for para a cama será ensonado cáustica
caos
causticamente.
Limpa a merda!!!
Sê gente caralho!!!
Amanhã trabalho
sim!
Sim...
Trabalho amanhã!
Sim.
Sim sim sim sim sim sim sim.
Tchan an
Fim.
_____________________________________________________________________
Vitamina à boca
Copo de água num só gesto
Gritos de não presto
enfim...
e assim,
de A a Z se toma o que mal sabe.
III - Sobre o devir
Há devir. Há. Muita gente sabe que há devir. Poucos sabem porém que não hão de chegar, que o nome irá sempre existir.

terça-feira, junho 23, 2009

No nood all by myself. (Reparem no piroso que eu estava)

O mal dito dito dito está,
Por mais mal que o esteja
Dito o mal dito já não está,
dentro de quem de por quem é dito.
Está escrito mesmo que mal
dito foi o que se escreveu
Insisto que foi mal
cito o que se apreendeu
Dito, dito, mal o dito
Cujo
Se a razão ainda permite
Mudo
Mal!
e dito foi tudo
Ele => fa-lo
Ele => fa-lo
ELE FALO
ELE FÀ-LO
como consideram as feministas
sempre
quase sempre
Ele
Falo mal.

segunda-feira, junho 22, 2009

Ao ouvir vinicius depois de um francesismo tão manhoso quanto ele.

O eléctrico estava sem,
Ninguém que importasse nele,
Passava e á frente dele,
Estava tudo o que não tem.

Só nada ele sabe o que é ter.
Faz um hábito um monge
tudo ao lado mas tão longe
e o vidro isolava o mexer.

De que lhe serve o tamanho!?!?
Reduz-se só no que q'ria...
Sem peso nada seria
o que o é e que não tenho.

sexta-feira, junho 19, 2009

Momma's houscleaning, mais uma vez.

I


Pelo reflexo olho,

choro

pq ninguém me vê.

Por aquilo que eu tinha.


Lembro-me de outrora,

Com a porta fechada

um espelho por partir.


II - Sobre a técnica da mão dormente


Não gosto. É como se nã fosse eu fazê-lo, parece que está lá outra pessoa e isso é quase sexo.



terça-feira, junho 16, 2009

Back to the basics again.

Pede-se pouco, até menos que fumo, desde que algo sinalize. O sentido é base de qualquer acção.