Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

domingo, fevereiro 13, 2011

Tudo uma questão de justificação para pedir perdão ou não simplesmente um cigarro.

I

Somos ironicamente justificados
a fazer mais do que o feito
ou do que o intencionado
por propósitos já gastos
em conversas de esquina.

Dói-te o corpo certamente menino
carregas tanto porque não partilhas.
Julgas que ninguém repara?
Uma cara diz quase tudo
ou assim diz a zine de um rosa podre.

"dá-me um cigarro"
Fico estupefacto.
"é para um charro"
será que justifica?

És parvo
és tótó
és nojento
será que sou tão cinzento
ao ponto de achares que assim me alegras?

Já chega
tenho pressa
e só um no maço.

II 2º variação o tema é sempre o mesmo.

como uma bola rebolas e arrastas
parte do que por isso levantas
as páginas, tantas, lidas
quase que completam um livro
que alguém mais que tu leu.

Estão escuras as ruas,
guia-te alexandricamente a luz da sala
a que deixate ligada para a tua gata
essa pequena
ter uma noçao errada do mundo.
Ressaltas nas esquinas
que aqui não dão companhia a ninguém.

~vultos surgem
procuram algo
tudo se permite
o instinto acorda
e quem precisa cheira a milhas
o que necessita no bolso de alguém.

"tem, não tem"
ninguém pergunta.
É outro o assunto.
O mundo tem fome
nem que seja de fumo.

Acendi
larguei a pista
fui um bocado descuidado
"tens um cigarro
é para um charro?"
Bem aventurado
Quem p'lo vício conquista.

domingo, janeiro 30, 2011

Caríssima (take I)

Talvez te tenha dado
uma razão para saires
para somente ires
à procura de um sentido.

Mas agora sozinho
neste canto qualquer
vejo a mulher
que queria tão longe

Porque te foste
porque nao disseste
Porque nao fizeste
Só o que querias

X2

Nao me escondas tudo
Nao me guardes da verdade
esta nossa cidade
é tao pequena

O que um dia é azul
dir-me-ão que verde
Assim de repente
Um simples nada é muito.

Ouvi dizer que na marquesa estava uma francesa que percebia o que o gainsbour cantava.

I
Porque te esqueces do que foi dado
entre dois copos e um charro
que alguém fumava e bebia ao pé de ós?
Esqueceste-te de dizer tanta coisa
Parace que a pessoa que foi a lua
resume tudo em palavras pequenas.
Mas o que importa a dimensão do que algu´´em nos diz?
É peneira a verdade de tudo.
o mundo soma.se e anula-se
num jogo que só dá zero
independentemente do que se aposta.
Quem joga primeiro senhores?
Será um doutor pós moderno
será um rapaz sincero
ou um ciclista de domingo?
nao interessa aqui joga-se +ara p bomgp
e conselho de amigo
joga-se a sério
indepdentemente do credo.

dissea barbarbara a mesa e pequena para tanta garrafa

Tentas esquecer em noite perdaas
entre o nada que so sente por emprestimo
de um trago que das enquanto outro so te quer sair.
estas num canto ttrsite a jogar
com as palavras que alguem solta feliz
~~~~~~Como se a pesia ganhasse mais sentido com uma proximidade do real.

Repetes a ladainha
repetes
ate qiea decoras
com todos os apeadeiros que nunca te hao de ser precisos
para alem da viagem que talvez um dia
um dia
partilhes com alguém que te importe mais que nada.

Cpmversas perdidas
idas a laponia
um dj que arranhava mais o hispanico
por paixao
que o ingles.

O mundo nunca ha de ajudar
a esquecer o que tivemos
vejo beijos
partolhas
abracos sentidos
c0mo aqueles que ao adormecer dao cor.

meu amor
as merdas ha muito que estao ditas
e é pelo ditado dito que nos valiamos
que adormecemos
mesmo que lentamente sobre uma cama
que só será por nós feita.

Onde estarás tu nesta hora
o que farás
o que dirás sobre um balcao qualquer
sera que perde s a mulher
que es
num instante?
Será que um chulo me dira uma vedade qualquer
que
por seres mulher
p'ra mim
eu nao quero ouvir.

II
ja nao ha nada mais sobre a mesa que garrafas
vazias pela sede de quem delas bebeu.
Merdsa imberbes que nem sei o que sao
vicios que justificam o que são
nao o que uderao ser,
Mama,
mama
onde estás ti neste instante que so colo exige
em que se finge uma humnanidade que medo
tem de dormir sozino.
Quero abrigo
faz frio na rua
e a rua e suja
todos nela caminham,
inham inham e marcam.
passam
num sentido qualquer
que nao este que tenho.
vejo,
uma pintura num espaço qualquer por preencher
movese-me o braço
sobe o regaço
dá-se a luz ao que antes era negro
tenho isso xom a dimesao
quanto maior mais escura
quantomair ais pura
mas nunca no começo.
III Propriamente dito.
Estava a mesa cheia
tombavam para os lados
cada um dos edificios
de um vidro
que só se faz por ser útil.
Caíam
desciam pouco a pouco
cada um deles fervorosos
só se partiu
de um plásico
segura pra infelicidades
maiores ou
menores.
bao me cabe a mim julgar
atitudes
desprovidas
de um sentido emrcemente imposto
as regras de um jogo
sao definidas por quem joga.
Mostra-me a tua mao
antes de lançares as cartas.
A mmesa e pequena
para tanta garrafa.
IV
Mamã és um monstro criado por mim
verde como a falta que me dás
como a mao que ja nao me afaga
como a falta de um gesto aprovador
de uma atitutude qualquer mais parva.
Entendo-te no teu medo senil
da pouoca ida de que tens
o que é ser mae afinal
o que ditar um futura para um miudo que o pode escolher
de entre uma lista
de uma lista que nao acana
que nao psa sem ser pelo tempo.
Tenho meo
tenho medo mamama
o que será tornal aguém no que tu foste
quem me ensina deixar o igarrp
a vir de um trabalho para um abraço desporporcionaç?
afinal
uqem é que sabe esta merda toda?
Mama,
mamã,
mamã nao te escondas
és uma pesoa
com os teus receios
com os medos que nao me dizes
porque finges que não existe mais que eu no mudo?
porque fazes sentr ao miuda que nada lhe ha de toar?
Mamã
mamã,
TEnho um monstro debaixo da cama
tenho uma aranha no teto
E acho que sou eu que estando sobre
estou sob o colchão
V
Pai conta-me uma história de embalar
diz-me que uma ventura nao dura ais
que um parágrafo
Entoa uma história que sei ser tua
Mostra-me o que não muda
cria em mim o rancor que faz com que se pense.
Papá,
tente mostrar-me o que só um privelegiado vê.
Nao pense nos porques papá,
nao ense no gágá
nao pense no que será
nao ense no que deus dará
diga só o que existiu.
Papá,
O que é um colo
o que ´um carinho
como é estar sozinho
na casa que sonhou?

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Para o titio.

Deus me livre do Desassossego.

20/01/2011 - Já ponho datas nas minhas coisas. Estarei datado? (piada parva resultante de convivio com poetas)

I

Somas pouco com pouco
até muito já teres gasto
a vida é um pequeno jogo
em que apostas o suado.

Não sabes o retorno
mas o que evita uma jogada?
Já com com corda no pescoço
Gargarejas que passa.

No final tudo somas
Todos os dados levam tudo
E fatalmente tu lá jogas
c'o que resta do pulso.

II

Contabilidade Realista.

Somando pouco a pouco do que nos dias larguei, constato quem em meses foi largado muito do que o meu suor permitiu, potenciado por um traje classicamente moderno e obrigatoriamente engravatado.

Considero-me um polegarzinho moderno que, ao invés de pão, marca o seu regresso com euro peus caminhos que percorria. Justifica os vícios a falta de rotinas sem horários definidos e/ou de um nascer de um astro que nunca inesperadamente surge ou cai. Parece que um relógio programado é o melhor dos contabilistas já que por arrasto de um horário restrito nos limita limitando os investimentos desnecessários, i.e. sem aparente retorno, nunca em qualidade somente no número de vezes que existem.

"Amanhã continuo, tenho merdas p'ra fazer".

sábado, janeiro 15, 2011

Caderno antigo provavelmente maio de 2010

I - Quando ao fundo está algo que foi nada.
Quando ao fundo está algo que foi nada
quando o tempo passa,
por entre os dedos em segundo
Um nada que tudo
Que tudo resume
Puxo,
Puxo e bebo um trago
que a pouco-e-pouco nunca será pequeno.
Tentas não olhar
tentas no vão que te é próprio
enquanto tu sóbrio aguentas
e inventas num instante
uma história qualquer
a que ouves porque queres
Só porque precisas.
II
Apetece-te ranger
os dentes que te sobram
que não largaste no caminho.
Os caninos
os molares afiados
os incisivos
e os outros que estragados
ainda não caíram.
r .r .r .r .r
rosnas
ameaças
amordaças o que vês p´'ró sentido
que temendo exiges.
III
És um maricas
tremes face o que também fazes
o que nem sabes se existe.
És um triste
vives nos ses
q' enrolam o que existe.
Tens medo
e afundas no negro
o peso que te afastasta a solidão.
Pedes perdão,
pl'lo que nunca perderias.
IV
Cheira a esturro no fundo
Cheira a esturro
no fundo
de mim.
Aqui.
_______"______
"porquê?" pergunta o leitor curioso
ansioso de resposta certa
come se nada mais lhe importasse
que uma certeza qualquer.
Responde-lhe como lhe apetecer.
"estava um palhaço sentado
a fazer malabarismo
Quando só queria ser dançarino
como o caniche perneta"
Note o leitor o humor
o requintado ou mesmo antigo
mas também consigo outro estilo
é só pedir...
"Um cabrão com cabeça de colhão
estava sentado ali ao fundo
Chorava muito com tanta emoção
Não tendo herpes tinha quase tudo"
Falta garra meus amigos
sei que o podem dizer
mas também hei-de fazer
o mesmo noutro tom
Desde que se ouça som
som é e será preciso
"Ai que tristeza
que melancolia..ia..ia..ia
que sinto neste canto
será que é o meu quebranto
Está ali quem ele comia".
Já chega
Já chega de merdas
DE ignorâncias bacocas
De bocas
de inutilidades
só se diz a idade
ao que jamais soía.
V
O princípio do fim
e assim começa o poeta
com eufemismos
tá farto de ser pesado
é sinal de uma fraqueza parva
do mais pequeno que existe
em qualquer ser que pensa
Pensa este autor
que tem a sensibilidade de não se achar senhor
de uma verdade p'lo menos dele
dele e de mais ninguém.
"Isto está uma parvoíce"
Mãe, o que é que eu lhe disse
já muitas vezes sobre
sobre isto que está a fazer agora
a estragar-me uma criação
intrometendo-se no meu processo criativo?
"É depressivo meu filho"
o princípio do fim...
mãe saia daqui, UM
"Eduquei-o para ser um vencedor
Um senhor de sapatos de vela"
"aguenta" penso eu
"Aguenta" penso eu de novo
o princípio do fim...
A vida é um jogo
Com regras que se engolem.
VI
Avida é um jogo com regras que se engolem desde que se lança o primeiro par de dados. E não interessa se ao lado do tabuleiro acabam por cair, caiem e sai um de muitos números.
VII (Não te precipites)
Não.
Pensaste bem no que fizeste?
O que disseste?
VIII - No lounge 08/05/10
Acendo o cigarro na vela em frente, poupando uma qualquer fracção desconhecida da carga do meu isqueiro e dando um uso mais que luminoso a um qualquer objecto do ikea assim não tão barato.

Há uns dias atrás.

I
Que saudades que eu já tinha
deste cheiro, cheirinho
maravilha
de mau ou bom subterrâneo
sucedâneo
de um qualquer subúrbio.
II
Parecia pelo ângula do braço
sustentado numa parede da paragem
de autocarros no chiado
uma puta que por certo não era
Passava a perna ao incauto
fumava o que parecia ser
sendo um cigarro
um parpalho mal enrolado
que p'la falta de estima
é cara o charro
só puderia ser a versão de maçp
claro que em saquetas vendida.
Parecia que chovia
Entretanto choveu.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Quem pariu, sabe o que pariu
Quem pariu bem sabe de côr.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

poema de outra

Amanha dia de estreia
Venha o publico
Essa gente
Tao querida
Amorosos sao
Os que querem
O bem
E o mal feito.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Falácia pós moderna

Quero botas de aprés ski
pr'aqui

não neva.

Ai o craças.

"não sei porque tou tão feliz e já nem sei se é necessário ter um bom motivo"

Talvez seja para esconder uma infelicidade
diz o mesmo tipo cujo problema era a felicidade
que em brasileiro soa e sabe tao melhor que em portugues
tem a ver com forma como se fala
independentemente da forma como se concretiza
inteira ou às metades
"felicidades"
merdas
buscas estupidas e mesquinhas
comparaçoes idiotas
que nao tem sempre na duraçao
como uma lata de ervilhas
que, por mais que dure, dura sempre menos que uma vida
incipiente ou com décadas a percorrer.

Dou mais um trago no leite
que previnirá uma doença ossea qualquer agora
que nao cresço mais que para os lados
implicando a horizontalidade velhice
quando ela implica crescimento.
A única coisa que sobe e desce
para além do óbvio
é o fumo
que quanto mais graúdo
se tivermos crescido por sentido
ascendente
é mais requintado.
Passa-me o charuto ó miúdo
serve-me o copo que hás-de beber.

momento televisivo entre momentos de televendas
o zapa zapa pá pá pá té ro
zapa té rú
que leve no cú
e todos os outros que põe no bolso
o dinheiro que o povo
deveria dar para governar
um governo que se calhar
não é de um mas de todos.
Como é que somos
representados
por idiotas palermas
cheio de esquemas e de pernas
que tão parvas usam luvas
filhos de lutas
de bairros
uns caralhos
zitos
menores
que por gritos de uma revolta que qualquer um já esqueceu
pelos bonés que ofereceu
ascendeu a um poder
que por direito e o que se quiser
poderia enfortecer
um cravo que se sabe cada vez mais murcho...

são as reformas
os políticos são pobrezitos
uns coitaditos que vivem de esmola
que inventam uma escola
que forma em invenções
por um par de tostões
que o contribuinte pagou.

E se fossem abruptamente para a puta que os pariu?
e se o abrupto realmente o fosse?
e se a liberdade fosse o que a revolução trouxe?
e se a decência um dia andasse na rua?
E se quem manda fosse mais que uma fruta
que dura três dias no continente?
Que come da mão da gente
que disse que dela comeria?

(á lopes graça)
Acordai
Gente que dormis
A enganar a dor
por entre covis
de gente que come
daquilo que diz?

mas ninguém ouve daquilo que o povo canta
e a mama
essa será sempre a mesma
e a lesma
desliza na rosa
que bebe da poça
que só na cor muda.

II . A cantar porque espantas o mal e talvez a gente se entenda
Votaste,
Mudaste quem te governa
disste que a perna
ninguém te passa a frente!
Vai ser diferente
o dia que tu segues
já nao temes ninguém!!!
Foi por isto que a tua mãe morreu.
III - Grito suburbano num bairro da linha.
A mãe do zé cheirava
a perfume bastante caro
o carro do pai era uma bomba.
Tinha um carro tinha cona
que por cilindrada se dava
a mãe do zé cheirava
pelo nariz tanto se deu.
A avó do zé morreu
num canto escuro qualquer
Cedo se fez mulher
Católica era séria.
O avó esse era um monstro
nunca pagou p'ra foder
ainda estão p'ra perceber
como branco era negro.
IV - Acho que era uma mulher.
Só não fodeu o joão
porque ele não tinha conversa
Quem quer foder com pressa
Tem menos que pouco tempo.
Até que era bom moço
Diz tudo o que ele carrega
Voluntário do esfrega esfrega
Sai bastantes vezes À noite.
Deu há uns dias um açoite
A uma desconhecida velha
Duvido que ela não peça
Uma segunda oportunidade.
V - ligo o complicómetro.
Ai! mulher parece que não me entendes
perdeste numa conversa mundana
apontas-me o dedo que lentamente levantas
e dizes que a verdade está escrita nos meus pequenos
gestos que repetidamente te ofereci
como um presente moralmente gasto
e estupidamente justificado por uma vida de uma classe média triste.
Nunca te hei-de partilhar mais do que palavras ou lágrimas que verta
quanto te conto uma história que não sabes por mais que ta repita
e te aponte lentamente e com detalhe onde me custou.
Custa-te a entender percebo-te tal como não percebo o que a mim partilhas
mas não te faço perder mais tempo do que aquele que uma vez fiz.
Claro que me contas e contas e contas vezes
sem conta porque esse nunca foi o pouco que tivemos em comum,
mas também que nos interessa quando se trata de uma partilha.
Quero-te e se me queres queres o que digo,
o que conto à luz de uma lareira que se gasta
com o consumir de um gás ecologicamente mais avançado
e menos consumidor que uma versão incandescente.
Mas até nisso estamos limitados,
acompanha-nos nas conversas o que alguém exige
o que alguém diz ser amigo do ambiente (voz de gozo)
Não me percebes
nunca nos havemos de perceber.
VI - Pretinho.
ó pretinho
de São Tomé (mais grave)
tens a praia ao pé
e morres de fome
que sorte
de merda
mas ficas bem no currículo
ó pretinho
de são tomé.

Voltei. mal mas voltei.

Caríssima,

Pois esta aguardente não é quente
Como o cha que me serviste ha dias
Tu é claro que no canto que tinhas
Sabias que o que tenho só um sente

quando pasmado ou só parvo sente
por entre o que claro ou não querias
"ah porque te armas em pequeno vias
achando que de cima eras difrente"

E ris-te sem nenhuma novidade
justificando o triste que eu trago
por entre os dias em que nada faço
Na tua fronte que o tão branco marca.

E assim um dia devagar nos passa,
e lentamente arrasta flicidade.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Ano Novo...

Vida nova. Ah pois é.

Está a dar o Fernando Tordo na televisão a companhia está a lavar os dentes e as músicas que ouço parecem-me saídas de uma série com o Miguel Guilherme e a Rita Blanco - se preferirem do tempo em que quem governava era humilde nas origens mas doutorado nas competências e tinha tomates para praticar censura com lápis dando até emprego quando hoje, por ela sem nome, só se tira.

Esfrego os meus pés e sigo com a mesma máxima: "Ano novo, vida nova", ou tudo continua porque o puto com ar de elvis como o elvis morreu.

Neste ano prometo que vou voltar a fazer o que desde Julho deixei tanto por escrito como com rabiscos que assumem formas distintas das caligráficas, (será que isto se diz, esqueci-me mas hei-de me lembrar), vou tentar ter uma vida mais sensata, saudável e, se assim entender, equilibrada mesmo que isso implique o desequilíbrio nuns quantos campos.

Na minha vida fiz viagens de ida e volta
...
devagarinho era um problema para começar
...
mas outra vez a triste sorte com subi
...
Adeus tristeza
até depois
chamo-te triste por sentir que entre os dois
não há mais p'ra fazer ou conversar
chegou a hora de acabar...

Bastava-me apenas escolher pensei que isso era vaidade
(som do rato da minha gata a passar no chão)
...
e o meu futuro há de ser o que eu quiser
Adeus tristeza
até depois
chamo-te triste por sentir que entre os dois
não há mais p'ra fazer ou conversar
chegou a hora de acabar...

(repete.se até o coração parar).

E com esta (re)começo.

Maestro !!!

terça-feira, julho 13, 2010

Catarse.

Estou a flipar como um golfinho supostamente esperto tendo a minha frente nada mais que uma bola colorida que, esfericamente, resume a minha exitência simples na complexidade que um mundo da dimensão de uma piscina permite.

EStou a flipar. Não aguento mais uma sessão de criancinhas parvas que procuram explicações para tudo quando o que me é tudo me parece tão inexplicável como o funcionamento de uma bateria e de uma lampada e de um frigorifico e de um motor de combustão interna que, neste último caso, até pode justificar um gasto de muitos mais euros que muita gente ganha, parte ou acumula.

Vivo a dicotonomia presente de um vácuo face á totalidade que antigamente existia. Parece-me que a galáxia que sou mudou as suas forças gravíticas após colisão de um cometa ´...e o rasto que deixou é a +unica prova que existe de tudo o que uma vez vi a minha volta.

Eestou cansado
Estou farto
este mundo é pequeno
tenho medo
de tudo... (cantar)

Ah musas de outros tempos
movam aos poucos os vossos cabelos
dos ombros
dêm a voz estrondoso a este poeta
Já nem na tristeza encontra o alento da escrita
já nao cita euforicamente os gregos,
Esqueceu-se do que era estoicamente correcto
que o rio flui sempre e só num sentido,
naquele que o destino parece impor.

Que as minhas lágrimas surjam e reguem o que semeieo com custo
com o agora não acostumado esforço desumano,
Aquele que por tantas vezes ao papel direccionei.
~Mudei, musas mudei, cantei aegrias, celebrei os meus amores as minhas paixões
por mais tardias ou precoces que fossem
Escudei-me por detrás de palavras felizes
de um te que precedia a serventia e do qual agora sou escravo
sem qualquer produtividade na tristeza.

Pensa, Pensa, Pensa homem vais ver que te libertas
Que talvez percas a fé a que te entregaste
Que derramas as lágrimas derradeiras num caminho teu
aquele que há pouco tão pouco referiste...
Esqueceste-te homem? esqueceste-te?
Como se se foste tu quem o disse, que o passou para o papel
que o retirou de si...assim não vais longe
assim nada vais conseguir
assim vais-te iludir na tristeza que carregas
que muda a cor do mundo
que faz um azul ser tão mais que ele prórprio.

Musas musas antigas onde estão, corpos de abrigo porque já não me esquentam
Tristeza porque é que já só um balde te ilui dilui di lui di di di di lui?

As armas e o os barões assinalados
Que agora se encontram num melodrama
por sentimentos nunca antes dados,
batendo numa tecla numa trama
e sempre a mesma mesmo estando fartos,
"Ai com caralho tudo isto cansa"
Cantando expurgarei por toda a parte
Se assim me ajudar o whisty e arte.

Não não não não n~ºao. Nem os clássicos me inspiram como deviam. Toda a merda da beleza instituída das regras feitas o que me é isso, filho que sou de uma geração televissiva e sempre corrigqueira? O que é o real para mim, o que o torna mais belo o que faz dele ser o que é? o uqe? a Fé? já ninguem acredita nele próprio e deus não existe para justificar nada nada mais que a meteorologia nos é! MERDA e merda para quem cagou, este poeta deixou lentamente o recinto:
Pois se existo, não posso carpir, torto mais não hei-de escrever e p'ra viver que leve então com os outros.

sábado, julho 10, 2010

Olhas em teu redor: Tantas. AlgumAs com o que lhe falta e nenhuma com o que a faz.

terça-feira, julho 06, 2010

Then suddenly like a sparrow who suddenly showed on a tree branch the poet rises at 6.00 AM from a lenghty sleep.

É tão tarde
e a cidade dorme.

Só o calor que se sente incomoda,
Ás segundas ninguém que importe
anda na rua...

Em cada quarto com tomada algo há que ventila,
Corta-se o ar lentamente,
lentamente se refresca
e sobrevive
O resto.

Modernices,
Em mim não existe ventoinhas,
nem uma ou duas pequeninas
Porque até davam jeito
Com esta merda de calor.

Estupor
Do TEMPO
ou do Sr. CLI MA an an an an an an an
(e insisto nisto só,
para evitar problemas de traduções futuras,
não se perca tempo para evitar que se tornem manhosas,
- Tenho as minhas crenças que hei-de de ser famoso
Sei lá.)

TRIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
Movo-me lentamen en en en en te
até
Á janela.
Estou de pé,
Pergunto sem me mostrar
"Quem é?" (com voz de sono)

"Publicidade
Dos colchões pikolin
Estão fazendo desconto"

Treeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem
(abre-se porta)
Cheek.
Move-se alguém ao fundo.
PUM
(fechou-se)
Foi-se o senhor,
Foi passear pela cidade
Ganhar o seu pão por molho submetido
Ao escuro e vazio
de uma caixa velha e com pó acumulado.

Quem limpará as caixas de correio postal?
Será normal que acumulem pó e permitam,
caso ventilação não lhes seja necessária,
(o que eu dava por uma ventoinha
uma ou duas...mesmo que pequeninas)
O desenvolvimento de formas de vida
Das dimensões das ventoinhas
entre parentesis nomeadas.

Nunca limpei a minha,
às vezes até demoro algum
Tem pu
A retirar as cartas,
por distracção clara.
É vidente.
Que eu saiba
Nem a santíssima trindade
das minhas matriarcas
Bastante obcecadas
Por limpeza
Esfregam
ou passam o pano
na sua caixinha de
surpresa(s).

NÂO.
nã ão passam.
Não precisa de ser limpa.
Contas que acumulem pó
Dicas da semana dá a velha do mercado
E o lidl será sempre barato inde
pen
den
te
MEN e te
das promoções da semana.
Os postais
especialmente os artisticos
ficam sempre melhor com uma patine suja.
Que outra parte de uma casa da para rua?
Que outra parte fica com uma parte dela?
Nem falo dos japoneses que deixam
e já vi isto nalgumas casas europeias
os sapatinhos da rua à porta...
tenho pena dos que têm filhos do skate
aqueles com ténis grandes
Cheiram mal para diabos
Quase como queijos de Santa iria,
Exigindo áreas bastante ventiladinhas
(o que eu dava por uma ventoinha
uma ou duas... podem ser pequeninas).

Visto.me sem pressas,
Carrego no botão de standby da minha nespresso
Ponho o meu copo de leite na parte que expele.
Ponho a capsula nas parte que lhe diz respeito,
A que o clube me recomendou na última carta
Carrego no botão de novo e forma-se uma pasta
Que pagando um € em média se chama galão.
Acendo um cigarro e bebo lenta ta ta ta ta ta ta ta mente.
Lavo um dente
de cada vez
Conto quase três vezes três por cada.
Passo água na cara
ponho os cremes às vezes
Primeiro o tónico
Depois o anti-rugas
Depois o hidratante
Depois o anti-olheiras
E
Porque agora o sol queima
ponho a primeira camada de protector.
Tudo dicas do senhor doutor
Especialista
em madames da celulita
e em meninos pó acneico.

Desço a escada e eis que vejo
A publicade não endereçada
Colchão pikolin
Adaptado
Ao calor que se sente e com desconto
Bastante interessante pó interessado.
Largo a folha num canto
que fique ali amontoada
Fica a caixa vazia
Ventilada...

Só queria uma ventoínha
ou duas pequeninas
mas só o que não quero ali pára.

II - Fosse uma caixa de correio.
Uma caixa de correio
De quase nada precisa
Até a mais pequenina
Tem no seu nada o meio
De levar c'oa maior conta.
Não é preciso brilhar,
P'ra alguém lá se meter
Tanta merda a vai encher...
e às proteses a dar
eu duvido que ela ouça.
Pode estar no vão da escada.
Ou somente p'ro exterior
Ser de um senhor doutor
Ou da puta mais barata.
Pode ser suja e não ventilada,
Nunca será por certo excomungada,
só nunca será pessoa.
III - Questões de interresse FAQ.
P. Jesus tinha caixa de correio ou limitava-se a ler mentes?
R. A edição deste pequeno folheto lúdico fica muito feliz pela questão que nos coloca por ser comum a diversas pessoas que, normalmente, preferem rezar por escrito do que em processos cognitivos conscientes e interiores, tanto no seu leito como, por exemplo, num templo que Lhe seja dedicado.
Quando Jesus começou o seu grupo tinha muito poucos fãs, como desde já se dedudz pela leitura da famosa passagem da divisão dos pães e na aplicação de técnicas ancestrais que martha stewart globalizou através da racionalização das porções alimentares. Face tal paradigma Jesus levava a cabo um processo de "diálogo" com os seus seguidores que, recorrendo ao sistema de quadradinhos (to-do list), se mostrava ser bastante eficaz. Para além do mais naqueles tempos as comunidades estavam muito dispersas e pouco ou mais se puderia fazer do que ser ser artesão , portanto se alguem escrevesse para o carpinteiro de nazaré poderia ter a sua correspondência ou extraviada ou mal recebida. Os correios tinham uma vida difícil.
Até à sua morte Jesus acumulou muitos poucos fãs e nunca criou o hábito de receber cartas. Os seus representantes também não desenvolveram esse tipo de práticas preferindo sempre a conversa mais corriqueira e picante no confessionário que eles podem sempre direccionar para o conteúdo com mais interesse: algo que uma carta nunca permitira. Depois de contados os pormenores aí sim entra a parte mais espiritual da reza e Deus que quer lá saber de pormenores picantes.
Claro que há uma excepção, como sempre. S. Nicolau, o pai natal ou simplesmente mascote da Coca-Cola e/ou outras empresas que lhe pagam o face-time, por lidar com crianças felizes e não ter interesse nenhum nas suas vidas inocentes, prefere o registo escrito mas, por ter uma vida muito activa na área do advertising na altura em que lhe escrevem, envia as cartas para leitura em out-sourcing por crianças que precisam do trabalho em países sub-desenvolvidos para terem +/- uma noção daquilo que devem produzir - antes não era assim mas uma consultora em regime pro-bono fez esta recomendação para evitar os problemas de stock histórico.
P. Será que posso colocar uma ventoínha de computador ou um sistema de refrigeração com luzes ultra-violeta na minha caixa de correio? A minha mãe costuma-me enviar feijoada todos os meses e às vezes estou fora e acaba por se estragar.
R. A edição deste pequeno folheto testou a sua ideia e ficou surpresa com os resultados. A ventoinha tem um impacto bastante importante na preservação de alimentos. A luz essa fica ao seu critério, no nosso caso preferimos luz azul glaciar por ficar melhor com o amarelo da nossa caixa postal.
IV - Resumo de tudo o que até aqui foi dito.
(o que eu dava por uma ven
ven ven ven ven vento
vento to to to to to to to to
to i i i i i i i i i i i i i i i i i i i i i
nha nha nha nha nha nha nha nha
VENTOINHA PORRA
uma
BAstava-me uma
Só uma ventoínha...
Ok
Podem ser duas
Duas ventoínhas? (infantil)
uma ou duas mesmo que pequenitas.
Ou então,
se for possível claro
Posso ser uma caixa
uma caixa de correio?
Não precisa de asseio
nem de ser ventilada.

domingo, junho 27, 2010

Post-"mortem" I.

Ao longo da minha vida, curta por certo, conheci indíviduos que permitindo-se me valorizam ao longo de diferentes pontos do mesmo eixo. A consciência, intrínseca ao avaliado, é que incomoda, muito mais que o acto, o reflexo ou o instinto a que outros se entregam. Tendo noção do que em meu redor se passa e, por certo, aquilo que em mim existe inspirado pela minha vida, que como já disse curta é, algumas vezes, felizmente muito menos do que aquelas em que me rio, fico irritado, sinto-me injustiçado e, valha-me Deus, acima de tudo incompreendido.

I

Chega-nos o calvário por mais tarde,
Que aparente chegar, mas que nos importa?
Dá-nos o céu de uma só vez o alarde,
A que a alma confessa tanto roga.

Inocente partida ela faz-se
carregada p'la culpa que não mostra
O exemplo de um mal que talvez passe,
É de um futuro incerto talvez porta.

Homem chega e diz mas do que serve,
Tanto se diz, quando nem ver nos basta
palavras com palavras o falso arrasta,
Desde que esteja ao lume o pote ferve.

Momento tão tão triste só por ti.
Não estás p'ra contar tudo o que ouvi.

sábado, maio 08, 2010

Não nao fodi ninguém
fodas vão e vêm
têm o seu que de desumano
"vamu"
grita a brasileira ao fundo
como se o mundo se resumisse a um sim.
Assim não quero respondo eu
Talvez um carinho seu me fizesse esquecer
mas foder
depois de catolicamente enamorado
era como dar um passo
estupidamente no vazio.

II
Vais pelo fácil e o fácil
não exige que ágil
sejas por ir em frente
Eu cá sou gente
não desses, não stresses
que te importa
a porta ao fundo
a que te dá tudo
Só abres se quiseres
mulheres há tantas
porque choras? cantas
uma música tão triste
Meue amigo s'existe
neste corpo que despiste
é razão para chorar
Cantar é só pra quem pode.

terça-feira, maio 04, 2010

Epitáfio (o início consciente)

Quando o rapaz chegou aquele palácio pouco tinha de semelhante com os que vira no contos do Walt Disney. Os homens trajavam o mais claro possível entre o azul escuro e o cinzento antracite, estando somente protegidos de investidas desconfiadas ou de espadas do monte branco e douradas passadas de pai para filho, ou compradas pelo últimos se fosse empreendedor de impérios assentes em nomes que a partir do instante desse acto seriam tão mais bem escritos. Não tinham cavalos com pernas mas tinham rodas com cavalos, rodas concessionadas (traduzo livremente de acordo com a sugestão do google) e com cada vez mais carga perissodáctila - com ou sem cornos - quanto maior fosse o bolo de tempo naqueles cantos acumulado.

Princesas havia como os dedos de uma mão do Django e passado uns meses (tantos quanto na outra mão há), iniciavam um processo de transformação cada vez mais assente num traseiro que, por assentado a maior parte das vezes estar, levava à formação de uma superfície extensa que justificava o equipamento dos homens há pouco referidos.

"Grande de mais". Grita o especialista ao longe. "Não faz mal, não tarda a vir outra Senhora".

Os pajens também tinham o seu quê. Eram habituados a ter tudo quanto os seus mestres nos dias de festa e era neles que eles mais mostravam o que aos Senhores faltava em demasia.

I - O comunista verdinho como as nota do ólar que só escrevia em papel reciclado não do tronco mas das folhas.

Nos corredores do palácio, por vezes e tão de mansinho,
ouvia-se um riso deveras, deveras fofinho.
"Quem sorrirá assim?" pergunta o jovem recém entrado,
é "ELE" diz um jovem, já velho e cansado.

A primeira vez que do quentinho das paredes de amarelo pintadas saí foi com ele que fui ter. Criança pequena nos gestos e nas palavras, no brilho que com os olhos desperta o mundo só por pensar no que, mesmo podendo, pelo tempo não o faz. Nas brincadeiras que por dimensão já não pode fazer e no comer risotto porque lhe sabe a batatas fritas.

Era alto como eu, e também no seu ar de Portugal antigo. Maneiras, porte, cabelo e traço facial com nariz empinado a roçar o actor cómico e roliço de fimes antigos e repletos do sangue que viriato bombeava. Tínhamos interesses comuns e que ele havia perseguido numa exaustão juvenil deixando pouco a pouco de praticar.

Tinha sido o melhor a tudo, e foi por certo, e só o sei por não ter a estrutura sólida quanto o seu tamanho implica, qual arranha céus que se vende por dizer que aguenta com rabanadas de vento mais fortinhas. "A estrutura agita mas não quebra" concepção moderna do estudo de materiais em esforço que, por serem alto, já têm de considerar um co-seno superior a zero.

E agita, e agita com pena, esquecendo o gatinhar de outrora tudo aquilo por que anseia.