Encontraram.se na rua com um estranho tamanho
venho pelo caminho por onde sempre vou
Estranho?
Não.
que importa? isso não vem com o tempo.
ou dás cedo ou não dás
Deste-te
foste em frente como um cego
sem conhecer o caminho
e perdido
numa cidade em que o metro
não é amigo dos invisuais
ouves um som: talvez consiga entrar (cantado)
Tentas não entras cais
só que a morte vem por alta tensão ou voltagem
nunca percebi muito de química
fiz perguntas a mais
porque porque porque porque porque?
nao percebendo a reacção que se passava
do mais simples físico
de vectores de entrada e de saída
meninas que coleccionava como se fossem selos
que permitiam o envio postal rápido ou não
para outro país qualquer
havendo descontos claros para a uniao europeia
tamanha era a dor que em mim se acumuluva
tudo o resto pesava como um sol que nao levanta
e que puxa puxa puxa puxa mas nao para cima e só para baixo
coberto por nunves que tornam tudo mais quente.
Promotoras de um irrealidade
promotoras de uma tristeza
Gentes que na miudeza se acham grandes
nao produzem só consomem
fogem da vida entre merdas que a crédito se acumulam em sua casa
entre um ecra de plasma uma mesa um sofá
Até o livro com um cartão fnac é comprado
10% de juros 10% de juros (voz de vendedor) de taxa anual efectiva
quem percebe isto esta gente nem sequer faz matémátca
e quando a faz é porque houve beneficios num exame qualquer
Uma mulher é so uma mulher que eu quero
alguém que me afague o corpo que me
que me
que me
que me afague a cabeça no seu ombro
alguém que me dê um carinho um carinho que não tive
alguém que seja como ela é sempre que não tenha medo de se mostrar
que me
que me alicie
que me dê tudo o resto sem eu pedir
sem eu pedir.
Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)
segunda-feira, setembro 14, 2009
(esboça um sorriso o escritor e escreve)
nada a escrever. nada como antes é movido por uma triste quase que por mim imposta. Ouço o Serge: la decadense. Ela não sabia cantar, tentava a pequena inglesa. Eram loucos com léxicos e grámitas diferentes. Tentavam.
I
Estava tão cansada a menina de cruzar o rio.
Chegou, não conhecia ninguém.
Sentou
se, a perder nada tinha
não perdeu nada.
Levantou
se, apetecia dançar
a dançar acabou.
Ouviu as história do amigo chato
muitas vezes
evitado
desta vez falou.
Betinhos só betinhos à volta
de todos deles de todos
Só betinhos
à volta
à volta
os dois que dançavam
Altos
os braços eram compassos
defeniam um raio incerto
Riam-se
Sentiam-se
a metros da distância partilhada
nenhuma das pessoas alteradas
Personalidades mudadas?
Só as dos outros
à volta
à volta
só betinhos betinhos só.
à volta
à volta
como na antiga escola
só betinhos
só
só só só.
Que interessa se são betinhos
neste cantinho só estão os dois divertidos
eles é que olham com o medo
são meio maricões
Têm colhões daqueles que só enfeitam.
"não não tenho MD, ou ecstasy ou uma dessas merdas
a minha perna
esta
e esta outra também
movem-se do que tem
naturalmente o corpo a bombear
Gritar?
isso é só nos filmes.
finges?
só quando digo que te faço.
à volta À volta à volta
a chuva regou o resto
o resto ficou para trás.
Zas
Caeiro na avenida
na avenida junto ao Tejo
ironicamente o que dele não era.
à volta os betinhos já não estavam.
à volta
à volta
à volta
à volta nada mudou.
ninguém gritou À porta de uma casa partilhada.
II
Antes de dormir sonhou.
Ou pensou.
Sentiu que era um senhor.
ai a dor da correcção
de um teste face a matriz americana
"pus mal a cruz na primeira e na terceira
já nao entro em medicina diz o aluno muito convicto"
Quem nunca votou não há de ser presidente.
Mas também desta gente?!
Pela densidade e pelo peso
só mesmo ares.
III
A joaninha voa
voa para fora de lisboa
A joaninha não é vermelha
se fosse moínho não seria do Pigalle.
Tem pintas
tem.
Vai joaninha vem
O vento há-de vir do mar.
IV
Um domingo na vida do Sr.
Do sr. que eu sou.
Vou
Sou eu mesmo
Não tenho medo
Falo para caraças como pratico
Reivindico as verdades que quase ninguém partilha.
Regista a menina na superfície o que faço?
Passo
não deixo marcas escuras ou sangrentas.
Senta
te imagino o que serias às avessas.
Princesas
não é um prédio que as faz.
Trás
Só o que vales
se tiver cabeça julgo.
Há quem não queira aprender há. Há, quem se esconda por detrás de barreiras que insistem que se domine tudo com uma intentsidade que só quem exige pode definir, há. Há merda e o bom há. Há quem se perca no escuro e não queira mais que isso porque e só porque o olho que nunca a viu nunca poderá ver a luz crescido que está o corpo e cada uma das partes há. Há o que é há.
quinta-feira, setembro 10, 2009
A Deus, esse técnico informático do ser humano.
Tenho um pequeno problema no que diz respeito aos passos mencionados no teu thread. Quando me reinicio e ponho o dedo no umbigo para aceder ao menú aparece efectivamente uma imagem azul onde posso escolher o Programa de instalação de personalidade porém nunca aparecem as opções que referiste na segunda imagem mais indigo ficando bloqueado todo o organismo nesse passo. Tens alguma ideia do que pode estar a acontecer? Obrigado pela ajuda. Cumprimentos.
Sidoro Brago ( 24 anos, >1,80m, 2 diopterias mas usa lentes, sistema de calmantes de raíz, fumador frequente, bebe alcool em ambientes recreativos, Rookie)
_____________________________________________________________________
Espera aí Deus, eu mando o link para a página com a informação detalhada. Agradeço-Te que ponhas o meu nome no posto pois acho que mereço um pouco de crédito
Jesus Nazareno (2009 anos, altura incerta, vê o que mais ninguém vê, tão calmo que morrer por outros, não fuma, enólogo imbatível tem uma produtora de vinho caseira - diz-se que importa uvas clandestinamente mas nunca ninguém as viu a entrar, Administrador/ Moderador)
____________________________________________________________________
Muito boa a informação detalhada de formatação, muito obrigado pela vossa ajuda, só tive um bocado de dificuldade com a parte das partições e na eliminação selectiva de conteúdo, creio que deveriam explicitar melhor. Boa Vida e obrigado.
Sidoro Brago ( 24 anos, >1,80m, 2 diopterias mas usa lentes, sistema de calmantes de raíz, fumador frequente, bebe alcool em ambientes recreativos, Rookie)
Sidoro Brago ( 24 anos, >1,80m, 2 diopterias mas usa lentes, sistema de calmantes de raíz, fumador frequente, bebe alcool em ambientes recreativos, Rookie)
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Espera aí Deus, eu mando o link para a página com a informação detalhada. Agradeço-Te que ponhas o meu nome no posto pois acho que mereço um pouco de crédito
Jesus Nazareno (2009 anos, altura incerta, vê o que mais ninguém vê, tão calmo que morrer por outros, não fuma, enólogo imbatível tem uma produtora de vinho caseira - diz-se que importa uvas clandestinamente mas nunca ninguém as viu a entrar, Administrador/ Moderador)
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Muito boa a informação detalhada de formatação, muito obrigado pela vossa ajuda, só tive um bocado de dificuldade com a parte das partições e na eliminação selectiva de conteúdo, creio que deveriam explicitar melhor. Boa Vida e obrigado.
Sidoro Brago ( 24 anos, >1,80m, 2 diopterias mas usa lentes, sistema de calmantes de raíz, fumador frequente, bebe alcool em ambientes recreativos, Rookie)
quarta-feira, setembro 09, 2009
(já perdi a conta e tou farto de pensar)
Há coisas na vida como os pinos de um qualquer bairro histórico lisboeta. Tanto estão para cima como para baixo, para cima estando são difíceis de se mover. Tudo depende de alguém sentado num canto que imagino escuro e cuja cara desconhecemos. Uns Deuses alimentados a pequenos múltiplos de um salário mínimo.
quinta-feira, setembro 03, 2009
Dans le studio Astolfí ali para os lados das salgadeiras. Ideia dela poema meu.
I
A partir do tema A beleza do erro e dedicado a J. Astolfi que a ele (não ao erro) tanto tempo dedica.
"Erro essa, pequena coisa a que alguns chamam experiência" ( Alguém)
1º [quadrado] - Obviamente certo
2º [quadrado] - O seu quê de certo
3º [quadrado] - Resultado incerto
4º [quadrado] - Merda
E perdemo-nos por entre as formas geométricas,
Esquecemo-nos.
No centro de tudo nada é naturalmente recto.
Certo,
O que é aos olhos de um homem ou mulher bebidade
De tudo aquilo
Que o irracional só sente por instinto?
Eu sei,
Diz um senhor perdido por entre um racíciocinio que só ele tem por mais que o comunique.
Existe uma resposta a tudo?
Só um parvo assume que um dos quadrados a cruzar
(Entre todos os outros)
É melhor do que aqueles que à parte referi.
Mas insisto, no iNatural do recto
na inexistência de um PI por não haver circunferência no mundo
nem o mundo é um globo
A gravidade só permite o oval.
O normal é imperfeito
O instável é um rio
E a nossa bomba vermelha é uma merda falacionsa e deturpadora do que é formatado.
Errado
ahn ahn ahn ahnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnN (gutural)
Vem um telex de longo.
Estou a lê.lo por entre os meus dedos que aos poucos as lágrimas envolvem.
Já não quero nada contigo
Percebi tudo não me amas
Mê mê, faz a ovelha,
p'ra mim é mé é erda
Só te queria dizer o que já sabes
(presumi eu que era amor)
Sabias outra coisa
Afinal era a 1ª que estava erra a a da. (como se fosse da música do MAX)
II
"Estás cansado, molha os pés num alguidar, diz alguém que ajuda"
Nunca gostei de espelhos,
custa-me encarar
por mais bem que o tenha concebido
o que eu mostro de mim ao mundo.
Em pequenino fui uma vez à feira popular
- os meus pais tinha medo que
por ficar de pernas para o ar
o meu cérebro até então programado a ser um de bom rapaz
de repente, não mais que de repente (notem que estou a citar)
Se transformasse no oposto e que lhes mete medo.
Lembro-me de sardinhas
creio que por não ter gostado
naquela altura não percebi o peso de uma nódoa
e também de tantas outras coisas que
caso fosse o que não sou
seriam bastante poucas.
Havia uma casa com espelhos que deformavam as pessoas
Uns para cima
Outros para baixo
e muitos para dentro com alguns para fora (ou se quisermos para o lado)
Lembro-me de nunca me ter sentido tão eu:
Muita gente se ria,
Inclusivé o meu pai que gozava com o meu nariz,
Mas eu sorria de uma felicidade até então desconhecida
como se fora cristo
depois de lhe espetarem um dos pregos.
Tudo era instável, destrutivo ou creativo
Alto ou baixo
feio ou bonito
Silencioso ou como um grito sempre demasiado alto.
Um refelho espelhado numa superfície instável
Transformável como eu com cada passo, passinho ou corrida que dou...
Quem é que diz EU VOU,
num sentido certo?
Sou um encoberto de mim mesmo não de um império
Durmo com as memórias do que um dia fui
Sonhando e esquecendo de seguida o que sonho ainda ser...
Como se aos pés da cama que por vezes nem comigo partilho
Estivesse uma piscina onde me perco mas me vejo.
quarta-feira, setembro 02, 2009
I
E volta a repetição de dizer que tudo
- ou quase tudo se formos optimistas -
se vai repetindo por entre os dias
nas partes controladas ou que não o são.
E repete-se o ruído
que vai roendo como um rato
de um rei que é um rabo
um daqueles que não põe rolha.
estou muito cansado de esperar por quase nada quando estou disposto a dar tudo desde que forma justificada.
Paga?
Não.
Hoje é o dia da menina.
Sabe somos um casal
um casal moderno
Partilhamos tudo tudo tudo!!!
Até o pagamento segundo a lógica ancestral do pim pu neta.
Claro que com a prática já se sabe à partida onde tudo vai parar
A idade também traz destas coisas que há quem chame de manha!!!
Tem cuidado
dizia a minha avô na sua consciencia a vinte de centenária.
Parecia que partilhava parte da verdade que só entre elas é comum.
Sabe-a toda como tu.
E já conto umas quantas águas das pedras em meu redor.
Ficam bem ao lado das outras muito mais simplistas na sua transparência discreta.
A água faz bem ao corpo (com sotaque russo)
dizia o professor de tango do bairro
que sentia o quanto queria
comer
o que abraçava de uma maneira artística
e
por isso
só por isso
invejável e compreensível.
à cabeça... não sei (com o mesmo sotaque, mas mais dramático, é uma conclusão).
___________________________________________________________
Arranca-a
põe-na debaixo do sovaco de seguida.
dá uns toques
pratica
atira-a contra a parede com força
joga ao mata
põe alguém à rabia
Agita.
Quando estiveres preparado
o que fazes de seguida
é pegar no que resta da cabecita
por contra o teu colo como as rosas da rainha
uma expansão de uma barriga que é barriga
ergue-la lentamente como se fosse uma taça
(Até podia ser até então estava calada)
Sentir cada uma das marcas que na pele ficaram
e então já preparada
põe-na no lugar.
(sempre sem te preocupar em pôr
exactamente como ela estava).
terça-feira, setembro 01, 2009
Outro
Quando é preciso
quando é mesmo preciso
no verso de uma caixa de amorfos
Até se escreve um poema a murro.
quando é mesmo preciso
no verso de uma caixa de amorfos
Até se escreve um poema a murro.
segunda-feira, agosto 31, 2009
Like every sunday the boy kept walking, on every stop he wrote something he told..
I - Genérico.
Até o 35 mm tem limites de ampliação,
certo que maior que aqueles de 16 mm
E o grão, nem se fala do grão, que a película permite.
Mas existe, e peço desculpa por insistir, um limite.
Nada é como o que naturalmente vive,
por tamanho, excesso ou defeito,
a vida,
como quem vive.
II - Apresentação dos personagens
Porrada no cano, sai o chumbo da caixa de aço.
Ritual tão lento da morte que só pode ser certeira.
Distância e diâmetro, reguladores do calibre.
Nem mais nem menos só da se for o certo.
III - The first victim/ o primeiro golpe
Someone cries ouve-se um sorriso macabro
Vem do fundo: ah ah ah ah AH
Alto, decibeis desumanos, a dwarf arrives a jester
and a 3ª bola atirada é apanhada pelo chão
O corpo à escala 1:2 torpe cai
A 1ª empurra a cabeça
Á segunda queda, sobre o corpo
fica a dor de um riso subitamente solto
pela 1ª vítima of the first blow.
IV - Now it's all the same. Surpreende-me bébé.
O que está negro mais negro não fica
Ou a cor se perde ou avermelha
depende da forma como o corpo se prolonga somente.
Da densidade do que se amplia.
aí já nada se sente está morto
"está gasto pelo tempo, já se foi,
o tapete estendido, que entre quem quiser"
não se deforma mais o espaço.
Surprise me girl, faz aquilo
agora ali que ninguém conhece.
faz isso, já me aborrece
o tédio do estático que antecedo.
V - La salida se queda en el otro lado de la oficina.
Creo que está casi a llegar.
Pensa alguém enquantoe foge do ponto de encontro
aquele que cobardemente nao é estático-
A ampulheta foi enchendo o copo compassadamente esvaziado.
Conscientemente alguém já sabe...
Aproxima-se a porta que entretanto se abriu.
It's over there!!!
Estou quase a chegar.
VI - The other side (Á J. de cadeia de hóteis internacionais)
Há portas abertas que dão para a rua não óbvias.
Há cadeiras onde o assento se tem sem convite.
Há conversas a ter sem argumentos aperfeiçoados.
Há o que é o que se mostra.
E há quem diga o que diz.
E há quem diga o que diz.
Sons épicos chegam com a descoberta
Sentido tem o que não se queria...
Há lados (outros) em que o que somos, de facto importa.
Borrachas há que dão sentido.
Ido,
Já não estou.
VII - A passagem para a outra margem. (à L. que por lá está)
O rio é o mesmo.
E a linha, a que divie nunca vai deixar de o ser,
nem no nome nem na forma que comigo muda.
Mas se de um lado se vê o outro,
o monstro do lobo diz que monstro ele é.
P.S.:
mesmo que o mesmo marque
nenhum relógio o faz na mesma.
Conversa de quem atrás se sentava.
Pergunta o puto de 3 anos: o que é o tempo das vacas gordas?
Responde o irmão de cinco:
Era o tempo em que não havia crise!
Pensa o pai que ouvia:
"é desde o dia em que conheço a tua mãe."
segunda-feira, agosto 17, 2009
Quinta I
É tão de tarde quanto o meu corpo gasto permite. Ri-se por entre estas paredes que já limitaram brincadeiras alimentadas por uma energia que só por obrigação se esvaneceu com o cerrar de uns olhos que, até ao último instante, gostariam de ter coragem para desafiar aqueles que pelo 1º nome nunca foram tratados.
O processo é o mesmo mas o ângulo mudou como tudo o resto que está predestinado trignometricamente mesmo que por valores fracamente tabelados e com normas mais frágeis ou tristes que senos, cosenos - p'ra não falar de tangentes - da vida.
Está tudo igual mesmo que mais velho e que inclua elementos modernos à mistura. O caderno do tecto é laranja, o bisavô está ao fundo (na parede) o móvel é azul e tem pegas muito 70 show.
Está tudo igual, só que eu me deito à hora que quero.
O processo é o mesmo mas o ângulo mudou como tudo o resto que está predestinado trignometricamente mesmo que por valores fracamente tabelados e com normas mais frágeis ou tristes que senos, cosenos - p'ra não falar de tangentes - da vida.
Está tudo igual mesmo que mais velho e que inclua elementos modernos à mistura. O caderno do tecto é laranja, o bisavô está ao fundo (na parede) o móvel é azul e tem pegas muito 70 show.
Está tudo igual, só que eu me deito à hora que quero.
quarta-feira, julho 29, 2009
A comer no esperança.
I
Momento para mim.
só para mim.
Escrevo-me sobre o meu trabalho.
Puxo um cigarro
Anulo o whisky.
Sabe ao primeiro
Não me aflige como o 1º sabe.
Vejo
Escuto
Só para mim, tudo
Puxo
Sinto-me enquanto sou.
II
Está uma menina sentada
ao meu lado ou por detrás de mim.
É bonita como outras já o foram
Faz-me lembrar muito
muito do pouco a que aspiro.
Tenho de mover o pescoço
o pescoço deste moço, o pescoço deste moço
para a ver de uma forma que intimida.
É tímida a menina
É tímida
É!
A menina?
Sim.
Ao meu lado ou á minha frente
Estão duas mulheres sentadas.
Vestem-se de gente.
São da gente à beira mar plantada.
Fazem-me lembrar muito
Muito do pouco que falo
criado por entra palavras ouvidas
Que ao longo de tudo acumulei.
A calçada essa está disforme
Em volume e cor inferior ao da estrada
Qual delas a mais pisada?
Qual delas tem mais de mim?
III
Fosses os tempos outros,
Não houvesse um tempo certo
Por entre o que define um dia.
Risse, risse sem peso
na consciência cada vez mais imposta.
E corresse, e parasse e andasse,
Com uma verdade; que já não sei ser minha.
segunda-feira, julho 13, 2009
I - Lá me vou ficcionando
Era tarde, relativamente tarde quanto um relógio biológico permitia inferir. Tudo era estranho naquele espaço que pejo não tinha de tudo o que simbolizava: abertas estavam todas as portas para o mundo.
A maioria das pessoas estavam a começar a sua refeição não tendo mais que um copo, umas azeitonas e um par de talheres de perfil moderno em frente. Tocavam-se de ladlo a lado e entiam a falta do pano que até há pouco os afastava da mesa aparentemente limpa. Por cada mesa, de 4 ou de 2 - não se incluindo os os topos - havia uma vela que iluminava mais que a luz que, por moda, era fraca.
O campo de batalha estava exposto mas mesmo assim não existiam sinais de futuras conquistas. Os empregados iam carregando de mesa em mesa elementos aparentemente fortuitos mas que não mostrava levar a lado nenhum.
Barulho, muito barulho, aquele que só a paz permitte por não haver nada a perdoar, nada a bradar aos céus, nenhum agradecimento que implique a queda de um outro corpo qualquer. Barulho, barulo de multidões que discutem o formal de um dia certo. Ruído de armas que já não se afiam.
Havia também um menino que já devia estar a dormir e que também contrastava pela sua tez mediterrânica do lado de lá. Reclinava-se na cadeira apoiando a sua nuca como se descanssasse de um dia quase trágico. Um dia haveria de perceber que é a sorte que o leva neste mundo desde que dali, do outro lado, o tirou. Um dia haveria de perceber que mãe só há uma e que as duas se movem numa cruzada anti-católica e melancólica pelo olhar que carregam. Movia-se constantemente de um lado ao outro da mesa como as prefrências que se trocam no decorrer de uma vida. Reclinava-se outra vez e outra e outra com a nuca, como se já, e tão inconscientemente, aguardasse uma resposta pesada a tudo.
Na rua iam passando pessoas que por vezes paravam para olhar, de urbano e tardio. Por mais que vissem só apreendiam um ou outro detalhe mas, no geral, era a actividade que os prendia e que a elas empregava. Uma era loira, e outra era morena. Uma brasileira e outra portuguesa. Ao contrário da rima tudo o resto fazia sentido nem que seja por [ ] ou entre elas estar tudo ao contráio. Elas viam, elas viram tanto e, se pudessem, tão mais, quanto a sua linda cabeça o permitisse, teriam escrito. Não podem, trabalham, vão e vêm em mais que um sentido aparente. Não as estranho, vejo-as, quase que tudo, num instante, tem ou faz sentido.
A maioria das pessoas estavam a começar a sua refeição não tendo mais que um copo, umas azeitonas e um par de talheres de perfil moderno em frente. Tocavam-se de ladlo a lado e entiam a falta do pano que até há pouco os afastava da mesa aparentemente limpa. Por cada mesa, de 4 ou de 2 - não se incluindo os os topos - havia uma vela que iluminava mais que a luz que, por moda, era fraca.
O campo de batalha estava exposto mas mesmo assim não existiam sinais de futuras conquistas. Os empregados iam carregando de mesa em mesa elementos aparentemente fortuitos mas que não mostrava levar a lado nenhum.
Barulho, muito barulho, aquele que só a paz permitte por não haver nada a perdoar, nada a bradar aos céus, nenhum agradecimento que implique a queda de um outro corpo qualquer. Barulho, barulo de multidões que discutem o formal de um dia certo. Ruído de armas que já não se afiam.
Havia também um menino que já devia estar a dormir e que também contrastava pela sua tez mediterrânica do lado de lá. Reclinava-se na cadeira apoiando a sua nuca como se descanssasse de um dia quase trágico. Um dia haveria de perceber que é a sorte que o leva neste mundo desde que dali, do outro lado, o tirou. Um dia haveria de perceber que mãe só há uma e que as duas se movem numa cruzada anti-católica e melancólica pelo olhar que carregam. Movia-se constantemente de um lado ao outro da mesa como as prefrências que se trocam no decorrer de uma vida. Reclinava-se outra vez e outra e outra com a nuca, como se já, e tão inconscientemente, aguardasse uma resposta pesada a tudo.
Na rua iam passando pessoas que por vezes paravam para olhar, de urbano e tardio. Por mais que vissem só apreendiam um ou outro detalhe mas, no geral, era a actividade que os prendia e que a elas empregava. Uma era loira, e outra era morena. Uma brasileira e outra portuguesa. Ao contrário da rima tudo o resto fazia sentido nem que seja por [ ] ou entre elas estar tudo ao contráio. Elas viam, elas viram tanto e, se pudessem, tão mais, quanto a sua linda cabeça o permitisse, teriam escrito. Não podem, trabalham, vão e vêm em mais que um sentido aparente. Não as estranho, vejo-as, quase que tudo, num instante, tem ou faz sentido.
quarta-feira, julho 08, 2009
As horas não digo porque só agora comecei. será ficção ou auto-biográfico. Aqui vai doutores.
I
Era uma vez um rapaz que gostava de jogar playstation. jogava playstation e ficava feliz. depois de foder lá ia ele jogar playstation mas de uma maneira especial, quando comparado com as outras acções que poderiam dele partir.
Tinha uma namorada que geralmente respeitava. Não fodia com qualquer uma recorrentemente porém, quando estava com esse estado de espírito, não era tão feliz na maioria das vezes, por respeito, não jogava Playstation às vezes, e, nas vezes em que não era na casa dele, não jogava de certeza porque os seus comandos tinham algo de especial.
Os seus amigos também partilhavam dos mesmo hábitos. Quando estavam juntos também bebiam cervejas e de garrafas de litro que partilhavam pelo gargalo ao contrário dos comandos que só conheciam o suor de um par de mãos - ou de uma como é o caso do chico maneta que recorria a uma joystick bocal para mover os seus jogadores da bola electrónica de uma forma que até ao cristiano ronaldo seria impossível mesmo sendo mais que 1s e 0s: pelo que sei é um 7 e um 9.
Eram felizes. Pediam pouco mais que electricidade da vida e que afastassem caricas da sua frente no caso do nelito e do josé que vinham de viseu com hábitos estranhos.
Era uma vez um rapaz que gostava de jogar playstation. jogava playstation e ficava feliz. depois de foder lá ia ele jogar playstation mas de uma maneira especial, quando comparado com as outras acções que poderiam dele partir.
Tinha uma namorada que geralmente respeitava. Não fodia com qualquer uma recorrentemente porém, quando estava com esse estado de espírito, não era tão feliz na maioria das vezes, por respeito, não jogava Playstation às vezes, e, nas vezes em que não era na casa dele, não jogava de certeza porque os seus comandos tinham algo de especial.
Os seus amigos também partilhavam dos mesmo hábitos. Quando estavam juntos também bebiam cervejas e de garrafas de litro que partilhavam pelo gargalo ao contrário dos comandos que só conheciam o suor de um par de mãos - ou de uma como é o caso do chico maneta que recorria a uma joystick bocal para mover os seus jogadores da bola electrónica de uma forma que até ao cristiano ronaldo seria impossível mesmo sendo mais que 1s e 0s: pelo que sei é um 7 e um 9.
Eram felizes. Pediam pouco mais que electricidade da vida e que afastassem caricas da sua frente no caso do nelito e do josé que vinham de viseu com hábitos estranhos.
Late again...professionaly (cantado como o alone again)
Estou á espera. Continuo à espera de uma merda que entre ás, às e hás vai e volta para trás pelo brio que ortograficamente exige de um ser que maquinalmente foi ensinado, por ser humano, a pensar. Só fica cada vez mais tarde e já é tão tarde agora.
Distraiem-me músicas enviadas talvez com um segundo sentido que, pelo contexto, já não perco muito tempo a perceber. A clpa é minha, eu sei que é minha, mas a que se esconde por detrás de cantorias francesas acompanhadas de um vídeo que ganha sentido agora que escrevo e que por isso eu não partilho. Vi parte dele agora, neste preciso instante, neste momento tão pequeno como o meu dia já foi: uma menina dança; dança uma menina à volta de um homem: um homem joga snooker e move um taco move-o; swing dizem os outros; outros não há, neste preciso instante estou sozinho.
Cum diacho. Mais um desabafo que foi escrito.
Distraiem-me músicas enviadas talvez com um segundo sentido que, pelo contexto, já não perco muito tempo a perceber. A clpa é minha, eu sei que é minha, mas a que se esconde por detrás de cantorias francesas acompanhadas de um vídeo que ganha sentido agora que escrevo e que por isso eu não partilho. Vi parte dele agora, neste preciso instante, neste momento tão pequeno como o meu dia já foi: uma menina dança; dança uma menina à volta de um homem: um homem joga snooker e move um taco move-o; swing dizem os outros; outros não há, neste preciso instante estou sozinho.
Cum diacho. Mais um desabafo que foi escrito.
Momento de ficção.
As ruas são como pequenos pontos de uma constelação cada vez mais conhecida. Corpos que já percorridos perdem qualquer interesse à alma que cresce pelos lugares comuns que implican a quem vive. "Bom dia, quero uma bica!", lá pedimos nós vados por uma certeza que já nos é propria, num café do costume, levados, acima de tudo, não por sabermosmais mas por não querermos correr riscos independentemente da qualidade do café. O açucar sabe sempre o mesmo e mata qualquer excesso que exija a presença dele.
Quantas caras não conhecemos deste e neste percurso que percorremos só por isso não sozinhos. Acompanham-nos mem´orias mais ou menos trágicas, menos ou mais lúcidas regadas que estão das drogas que os sentimentos são, sempre tomadas a colheradas que contra a física aparentam não transbordar. Queixávamo-nos do óleo de fígado; não éramos meninos?! Toma lá que crescemos e aprendemos c'o processo...malandros. Somos todos uns malandros.
O vento passa e dá mais peso a tudo pelo arrancar das camadas que entretanto ficam mais finas. Fica um homem despido há quem diga, há quem saiba que homem deixa de ser. Ganha cor lentamente...lentamente fica azul se lhe ocorrer A, fica verde se vier ao de cima um N muito grande, fica vermelho se o recordado for um IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII do tamanho do mundo que sem saber, porque a Remax disso não fala, habita.
E o rio? de que nos serve o rio para além de escoar a merda que em nós, em casa, e no primeiro espaço referido nesta pequena prosa se acumula? Até com os olhos cagamos; e o que deles sai não fertiliza...Quanto não foram levados até ao mar embalados por um corpo que se agitava mais turbulento ou mais calmo consoante a corrente de um Tejo desgovernado e saudoso do tempo em que a terra que é pisada só naturalmente com ele co-existia. Conquista o homem tudo achando que mais que os bichos são dele. Os bichos.
E de repente tudo cai sobre nós para depois cairmos sobre tudo que depois acaba por cair de novo naquilo com que levou. O mundo, a terra, os prédios, as ruas, nós. Nós edificamos aquilo que por nós acaba por ruir.
segunda-feira, julho 06, 2009
Dor de barriga, ai valha-me Deus.
Começa a subir como uma chama moribunda,
Por pequenas rabanadas de um vento empurrada,
Não dizes nada achas que passa
Até que num instante só te apetece arrotar.
Fode-te o queimar
Que só se sente verde.
Agora o senhor poeta sente-se um pouco infeliz o que, conjugado com a sua dorzinha de barriga, o põe irado, danado e cansado porque num instante tem de lidar com tantas sensações negativas. Não gostou nada do que escreveu há pouco. Acha, quase como sempre, que podia dar mais ao mundo mas desiste logo porque não se sente obrigado. Não.
Desabafa o poeta pelas palavras que dá.
Olha para os lados e ninguém está...lá
Segue pelo conhecido trilho
Pé ante pé cuidado está sozinho.
Consigo
Tudo eu vou mudar
Consigo
não posso parar.
Só preciso de um ritmo de uma merda qualquer
Comecem meus filhos quando o pai quiser
mas deixemos de nadas de conteúdos vazios
Até um chulo de sucesso tem brio.
Consigo
Tudo eu vou mudar
Consigo
não posso parar.
Por pequenas rabanadas de um vento empurrada,
Não dizes nada achas que passa
Até que num instante só te apetece arrotar.
Fode-te o queimar
Que só se sente verde.
Agora o senhor poeta sente-se um pouco infeliz o que, conjugado com a sua dorzinha de barriga, o põe irado, danado e cansado porque num instante tem de lidar com tantas sensações negativas. Não gostou nada do que escreveu há pouco. Acha, quase como sempre, que podia dar mais ao mundo mas desiste logo porque não se sente obrigado. Não.
Desabafa o poeta pelas palavras que dá.
Olha para os lados e ninguém está...lá
Segue pelo conhecido trilho
Pé ante pé cuidado está sozinho.
Consigo
Tudo eu vou mudar
Consigo
não posso parar.
Só preciso de um ritmo de uma merda qualquer
Comecem meus filhos quando o pai quiser
mas deixemos de nadas de conteúdos vazios
Até um chulo de sucesso tem brio.
Consigo
Tudo eu vou mudar
Consigo
não posso parar.
Porcaria.
E o fim.
E o fim.
quinta-feira, junho 25, 2009
Before bed time.
I - o leite derramado
Derramado sobre algo,
Sem sequer pensar no quente,
Estraga-se aquilo que a gente
consome com cada passo.
Mesmo que não vejas sentes
Que algo se faz de errado.
Por estupidez dás um trago
Igualas-te então às gentes,
Áquelas que nunca foste,
que com brio eliminaste.
Mas c'o sol tu fraquejaste
Ah como era lindo pôs-se
[Aquele que entretanto pôs-se.]
II - Complexo vitamínico
De a a z,
Completo ou com quase tudo.
Vi-te a minha face, luto
percorre-te o que antecede e mudo.
A de a de ar de algo.
B de broa de boa de b.
C do que antecede o d
que
Dê se o é bem melhor o faz
precedendo é
o que sempre foi.
E continua o alfabeto com variações que o Y o K e o w
O duplo V
o 55 escrito por um aprendiz de romano
o V V que não passa de ele próprio
o V V que para o crítico literário é sinal de aliteração
é onomatopeica representação de som
a ar de condicionado não silenciado
que
melhor
no ruim do meu portugês
que e
que
e que
para algumas vítimas
´Vítimas senhor meu deus que todos amas independentemente da idade
da cor
do tipo de cabelo
da pele ser oleasa ou não
do sexo nas suas duas principais variantes
as que têm feito no fim e uma dualidade quasi divina a antecedê-lo
do absolutismo de ouvido
do despotismo de um dos sentidos perante os outros todos que nem são muitos
por ser em determinada tonalidade
acaba mesmo por levar à loucura.
E ela dura e
e dura ela e
e
e
e dura e
e e e e e e
e
Ela dura.
Como se já não bastasse o que na rádio toca
até a minha escrita meio
no seu inteiro
cigana
engana
como um cinzeiro num restaurante de luxo.
Acho que este rapaz não está bem.
Acho que comeu algo estragado.
acho.
acho.
Sei porém que há também
quem a maior das certezas tenha.
Quem?
pergunta o poeta a alguém que talvez neste preciso instante o guie.
sabe porém
pela certeza da hora internáutica
que se não for para a cama será ensonado cáustica
caos
causticamente.
Limpa a merda!!!
Sê gente caralho!!!
Amanhã trabalho
sim!
Sim...
Trabalho amanhã!
Sim.
Sim sim sim sim sim sim sim.
Tchan an
Fim.
_____________________________________________________________________
Vitamina à boca
Copo de água num só gesto
Gritos de não presto
enfim...
e assim,
de A a Z se toma o que mal sabe.
III - Sobre o devir
Há devir. Há. Muita gente sabe que há devir. Poucos sabem porém que não hão de chegar, que o nome irá sempre existir.
terça-feira, junho 23, 2009
No nood all by myself. (Reparem no piroso que eu estava)
O mal dito dito dito está,
Por mais mal que o esteja
Dito o mal dito já não está,
dentro de quem de por quem é dito.
Está escrito mesmo que mal
dito foi o que se escreveu
Insisto que foi mal
cito o que se apreendeu
Dito, dito, mal o dito
Cujo
Se a razão ainda permite
Mudo
Mal!
e dito foi tudo
Ele => fa-lo
Ele => fa-lo
ELE FALO
ELE FÀ-LO
como consideram as feministas
sempre
quase sempre
Ele
Falo mal.
Por mais mal que o esteja
Dito o mal dito já não está,
dentro de quem de por quem é dito.
Está escrito mesmo que mal
dito foi o que se escreveu
Insisto que foi mal
cito o que se apreendeu
Dito, dito, mal o dito
Cujo
Se a razão ainda permite
Mudo
Mal!
e dito foi tudo
Ele => fa-lo
Ele => fa-lo
ELE FALO
ELE FÀ-LO
como consideram as feministas
sempre
quase sempre
Ele
Falo mal.
segunda-feira, junho 22, 2009
Ao ouvir vinicius depois de um francesismo tão manhoso quanto ele.
O eléctrico estava sem,
Ninguém que importasse nele,
Passava e á frente dele,
Estava tudo o que não tem.
Só nada ele sabe o que é ter.
Faz um hábito um monge
tudo ao lado mas tão longe
e o vidro isolava o mexer.
De que lhe serve o tamanho!?!?
Reduz-se só no que q'ria...
Sem peso nada seria
o que o é e que não tenho.
Ninguém que importasse nele,
Passava e á frente dele,
Estava tudo o que não tem.
Só nada ele sabe o que é ter.
Faz um hábito um monge
tudo ao lado mas tão longe
e o vidro isolava o mexer.
De que lhe serve o tamanho!?!?
Reduz-se só no que q'ria...
Sem peso nada seria
o que o é e que não tenho.
sexta-feira, junho 19, 2009
Momma's houscleaning, mais uma vez.
I
Pelo reflexo olho,
choro
pq ninguém me vê.
Por aquilo que eu tinha.
Lembro-me de outrora,
Com a porta fechada
um espelho por partir.
II - Sobre a técnica da mão dormente
Não gosto. É como se nã fosse eu fazê-lo, parece que está lá outra pessoa e isso é quase sexo.
terça-feira, junho 16, 2009
Back to the basics again.
Pede-se pouco, até menos que fumo, desde que algo sinalize. O sentido é base de qualquer acção.
momma's house cleaning IV
I
Nem a bifana a um euro lhe serve.
Coitado espera no fim da fila e ninguém lhe cede
o passo que certo a fome mata.
Faz-me lembrar o cão que não tendo pra mijar
do outro lado da porta que não abria
cheirava o mijo com vontade de beber.
Os dois sujos pelo mundo e por eles,
O mesmo olhar mamífero triste.
Tinham os dois o mesmo,
e só o cão era gozado [gordo]
II (i)
Perdemos o significado num filtro
numa beata que arde sozinha
ou entre outras que já arderam ou ardem.
Usamo-nos
levamo-nos ao limite do que somos
sempre em nós talvez entre outros
pequenos voos que aliviam o peso da terra.
Esperamos
Com a certeza que é certa,
na incerta
certeza do que vai chegar.
(ii) Os cavaleiros da verdade
Santo é quem não é mártir,
Humilde é quem é Santo,
vamos de quebranto
somos a nossa graça.
(...)
III - Lar de Terceira Idade
Saiu a puta do mais velho dos sítios
Feita outra p'lo feito. Só aceita
Castigo dado ao fim. Funda à receita
num só valor valor que ache d'vido.
Enquanto dura dura uma gesto amigo
Aceita o que lhe é dado não se queixa
Destino foi-nos dado nesta seita
Por ter maneiras cobre só o linho.
O velho estava mais que só só tinha,
Nostálgico rubor a rodeá-lo.
Foi bom enquanto aguentou, durou,
Um pouco mais do que havia pago.
Abre-se a porta ao fundo outra fechou.se
e num distinto quarto hoje é noitinha.
IV
A tristeza que cresce
Cada dia que passa
A minha vida tece
Dela faz uma farsa.
Finjo sentir alegria
num mundo de dor
Digo que quero a vida
mas só sinto rancor.
V - Manisfesto anti-catedrático ou quase porque isso é um clube a que poucos pertence
Existe ou é por simplesmente o ser
não é de quem se senta mas de quem a usou e vice
Morre o senhor e p'la soma de bolas
talvez de alunos que as perderam
outro senhor de certo velho e certamente influente
de certo ignóbil e só em si crente
nunca o fazendo lá se pode sentar.
Cabrões; Puta de assento messiânico
D. Sebastião de Pau Brasil
onzeneiros sem medo [concedido]
Senhores de um valor que nunca chega a [cristo]
Caprichos de um Deus, realidade do que se lhe opõe
Monstros sem a cabeça que impões
cientistas de ilusões temporárias
Oficiais da verdade sem opostos
Cavaleiros da fome do nada que os faz
Tecedores de um tapete lilás
Só na parte que é deles.
E insisto, e insisto, cabrões
Chulos que levam mas não trazem
Só nos dando quando outro nos passe a não dar.
Nem a bifana a um euro lhe serve.
Coitado espera no fim da fila e ninguém lhe cede
o passo que certo a fome mata.
Faz-me lembrar o cão que não tendo pra mijar
do outro lado da porta que não abria
cheirava o mijo com vontade de beber.
Os dois sujos pelo mundo e por eles,
O mesmo olhar mamífero triste.
Tinham os dois o mesmo,
e só o cão era gozado [gordo]
II (i)
Perdemos o significado num filtro
numa beata que arde sozinha
ou entre outras que já arderam ou ardem.
Usamo-nos
levamo-nos ao limite do que somos
sempre em nós talvez entre outros
pequenos voos que aliviam o peso da terra.
Esperamos
Com a certeza que é certa,
na incerta
certeza do que vai chegar.
(ii) Os cavaleiros da verdade
Santo é quem não é mártir,
Humilde é quem é Santo,
vamos de quebranto
somos a nossa graça.
(...)
III - Lar de Terceira Idade
Saiu a puta do mais velho dos sítios
Feita outra p'lo feito. Só aceita
Castigo dado ao fim. Funda à receita
num só valor valor que ache d'vido.
Enquanto dura dura uma gesto amigo
Aceita o que lhe é dado não se queixa
Destino foi-nos dado nesta seita
Por ter maneiras cobre só o linho.
O velho estava mais que só só tinha,
Nostálgico rubor a rodeá-lo.
Foi bom enquanto aguentou, durou,
Um pouco mais do que havia pago.
Abre-se a porta ao fundo outra fechou.se
e num distinto quarto hoje é noitinha.
IV
A tristeza que cresce
Cada dia que passa
A minha vida tece
Dela faz uma farsa.
Finjo sentir alegria
num mundo de dor
Digo que quero a vida
mas só sinto rancor.
V - Manisfesto anti-catedrático ou quase porque isso é um clube a que poucos pertence
Existe ou é por simplesmente o ser
não é de quem se senta mas de quem a usou e vice
Morre o senhor e p'la soma de bolas
talvez de alunos que as perderam
outro senhor de certo velho e certamente influente
de certo ignóbil e só em si crente
nunca o fazendo lá se pode sentar.
Cabrões; Puta de assento messiânico
D. Sebastião de Pau Brasil
onzeneiros sem medo [concedido]
Senhores de um valor que nunca chega a [cristo]
Caprichos de um Deus, realidade do que se lhe opõe
Monstros sem a cabeça que impões
cientistas de ilusões temporárias
Oficiais da verdade sem opostos
Cavaleiros da fome do nada que os faz
Tecedores de um tapete lilás
Só na parte que é deles.
E insisto, e insisto, cabrões
Chulos que levam mas não trazem
Só nos dando quando outro nos passe a não dar.
segunda-feira, junho 15, 2009
Sobre a falta de inocência e do jeito que só ela traz.
Ás vezes Deus treme com a cara que o mundo lhe faz. Percebo que ele passe umas férias em Aspen envolvido por um branco mais límpido que o dos céus cada vez mais químico mas demasiado ácido. Sabe-lhe bem passear por entre gente endinheirada que não perde tempo com rezas repetitivas e agradecimentos que só poderiam ser irónicos, e o quentinho da lareira de uma casa de férias em madeira, tão natural como a natureza que Ele há tanto criou, e o LCD a passar os últimos videos da Angelina Jolie intercalado por sessões seleccionadas da Bloomberg para saber onde é que deve investir o seu acto de criação.
As suas rotinas são do mais simples possível. Acorda cedinho para não apanhar o buffet com gente a mais e delicia-se com um número controlado de enchidos porque a idade já não lhe permite exageros...fica carrancudo e as consequências desse estado ele já as conhece demasiado bem para as querer rever. Segue-se uma pequena sessão de aquecimento a anteceder o esquiar. Uma vez tentou fazer snowboard mas para ele isso são coisas de miúdos e, como qualquer pai, não gosta de se sentir inferior ao seu filho. Jesus é um artista tendo até aparecido uma vez na fuel tv a fazer proezas, milagrosas segundo a maioria dos comentadores, no half-pipe. Não almoça (pelos mesmos motivos supra-citados) mas volta mais cedo para lanchar com substância antes de ir dormir uma soneca que, infelizmente para o mundo, pode implicar a morte de muita gente em África.
Por volta das sete da tarde ligam-lhe do serviço despertar e ele dedica-se a verificar que mensagens lhe deixaram no gravador quando a pomba sua amiga decide não o chatear. Chateando-o , como quase sempre, ele acaba por não ligar patavina ao que lhe disseram. Uma vez Maria ameaçou-o de divórcio por causa desta atitude, por isso ele tem ficado mais atento e pôs o seu número com um toque diferente,, muito mais estridente, que branda aos céus para ver se acorda. "ainda bem que inventei as novas tecnologias" - Disse ele.
Infelizmente, e por regras por ele criadas a neve acaba por se ir. Custa-lhe. Nunca sabe para onde ir a seguir...uma vez arrependeu-se. Estava indeciso entre as maldivas e o Bali. Digamos que teve um dia bombástico. "Que fiquem com Alá" - resmungou.
As suas rotinas são do mais simples possível. Acorda cedinho para não apanhar o buffet com gente a mais e delicia-se com um número controlado de enchidos porque a idade já não lhe permite exageros...fica carrancudo e as consequências desse estado ele já as conhece demasiado bem para as querer rever. Segue-se uma pequena sessão de aquecimento a anteceder o esquiar. Uma vez tentou fazer snowboard mas para ele isso são coisas de miúdos e, como qualquer pai, não gosta de se sentir inferior ao seu filho. Jesus é um artista tendo até aparecido uma vez na fuel tv a fazer proezas, milagrosas segundo a maioria dos comentadores, no half-pipe. Não almoça (pelos mesmos motivos supra-citados) mas volta mais cedo para lanchar com substância antes de ir dormir uma soneca que, infelizmente para o mundo, pode implicar a morte de muita gente em África.
Por volta das sete da tarde ligam-lhe do serviço despertar e ele dedica-se a verificar que mensagens lhe deixaram no gravador quando a pomba sua amiga decide não o chatear. Chateando-o , como quase sempre, ele acaba por não ligar patavina ao que lhe disseram. Uma vez Maria ameaçou-o de divórcio por causa desta atitude, por isso ele tem ficado mais atento e pôs o seu número com um toque diferente,, muito mais estridente, que branda aos céus para ver se acorda. "ainda bem que inventei as novas tecnologias" - Disse ele.
Infelizmente, e por regras por ele criadas a neve acaba por se ir. Custa-lhe. Nunca sabe para onde ir a seguir...uma vez arrependeu-se. Estava indeciso entre as maldivas e o Bali. Digamos que teve um dia bombástico. "Que fiquem com Alá" - resmungou.
domingo, junho 14, 2009
momma's house cleaning III
Triste quem é celibatário
Quem fode dignatários
Ou diz que o faz por uma questão e honra
Porra!
Mas que merda de caminho
Tenho o meu castigo
Mas só fodo porque fodo.
Quem fode dignatários
Ou diz que o faz por uma questão e honra
Porra!
Mas que merda de caminho
Tenho o meu castigo
Mas só fodo porque fodo.
momma's housecleaning II
Soneto do Sr. Doutor
Já percebi que só percebes nada
de nada que de cor me impões.
A lógica não tocas, de ilusões
Os dias tu preenches e assim páras.
O saber nos suporta, uma casa,
O chão vai conhecer sem fundações
mas como um só servente tu lá pões
Janelas na parede e o vento passa.
e Hora a hora passando, assim ficam
Lengalengas que estavam que são tuas
do outro tempo em que ainda te sentavas
entre outros como nós mas só escutavas.
Só te invejo porém que outros o sintam
"Tem sonho forma, de uma aula às duas"
Já percebi que só percebes nada
de nada que de cor me impões.
A lógica não tocas, de ilusões
Os dias tu preenches e assim páras.
O saber nos suporta, uma casa,
O chão vai conhecer sem fundações
mas como um só servente tu lá pões
Janelas na parede e o vento passa.
e Hora a hora passando, assim ficam
Lengalengas que estavam que são tuas
do outro tempo em que ainda te sentavas
entre outros como nós mas só escutavas.
Só te invejo porém que outros o sintam
"Tem sonho forma, de uma aula às duas"
quarta-feira, junho 10, 2009
Da chefia à mestria batendo no fundo que o crescimento exige...regressar às origens há quem diga.
I - A JG depois do trabalho
Não fiques tristes, és maior que a tristeza,
És mais do que assim te põe
E não tens de tolerar o cheiro a merda.
Sê. sê tu mesmo por entre o que te carrega
Pesas mais que o que a muitos importa
E o nada, esse nunca foi mais que ele próprio.
II - Sento-me
Final de uma dia num sítio qualquer,
igual a outro para quem não vê.
Um monstro ao lado,
Um rio ao fundo,
O que hoje sou fá-lo diferente.
III - Revisito o passado
"Três mulheres, tão distintas tão iguais, esperam por Ulisses que, não o sendo, é o mesmo", só o tempo e o nome mudaram.
Não gosto mesmo nada desta merda das leggings, só por vezes o elástico bem comprime tudo. Coisas há que não se devem expandir: simples uma questão de equilíbrio que nem o chapitô entre copos resolve.
IV - Observo e chego a conclusões merdosas...
Caga o cão come se apanhasse no cú; há quem goste, eu não, de ver.
V - ... eis que o mestre chega...
5, quinto, V de vedeta
Pincelada artística auto-prazenteira
Ideias que nem ao autor fazem sentido
por entre mais de um lado que flanqueia
Um sudoku de palavras feito
feio na lógica que não se partilha
Alguém sério que tão verde espreita
Numa só direcção que tudo resume.
VI - ... And the pupil listens.
Sentasse-me do teu jeito,
ó mestre antes de partir.
Quem ascende vai cair
Caísse como eu te vejo.
Estivesse do chão perto,
Nunca por sonhos perdido
Partilhasse o todo visto,
Dissesse o que já sei certo.
Cruzasse a perna levado,
De cada vez por mais pouco,
Citasse as regras de um jogo
Que o homem joga obrigado.
Começa em mim acaba num foguete se e só se soubermos inglês ou simplesmente malandro o leitor for. Sempre sério no início.
I
Meus irmãos [ ] da idiotice; gostaria de vos comunicar por escrito que pretendo que aquilo que escrevo e i passe a estar presente neste mundo num suporte mais físico que aquele que um ecrã acaba por ser hoje de uma forma limitativa.
Gostaria que quem me lesse, de facto e seriamente, tivesse em casa um exemplar do que será sempre meu do uma forma que me é própria e única por mais que conte com o escolhido criteriosamente também por vós.
Têm o meu mail. Digam que número ou título gostariam que surgisse.
II
Só o que sou dou; dado não aguentam.
III - Ao foguete festivo.
A menina sorria ao balcãi a que não me aproximei até o sorriso desaparece por, sem qualquer obrigação, me ter pedido um copo, com a àgua que me apetecia beber. Era neste ou no outro café que eu a via mais ou menos levado como, ou diferentemente de, ela, pelas rotinas que compõem um descansar dum mundo que realmente se tem, encontrados pelo acaso que tudo regula e a coincidência que só mais tarde, tão mais tarde, acaba por fazer sentido.
Sorria a menina um dia com uma guitarra às costas num lancil sentada longe de mas com vista para o mar. Aproximei-me e ergui a voz menos tímida que o costume, mais lenta que o normal, e fiz-lhe uma pergunta, aparentemente estranha, que motivou uma discussão entre amigos que, com tão pouco, se preocupavam
"O que importa mais nas portas a maçaneta ou a dobradiça?"
Respondeu como eu respondera. Mais foi dito, mais foi solto. A menina agora tinha nome.
Cresci com os anos que parraram. Com conversas trocadas entre momentos mais ou menos curtos do silêncio que acabavam por justificar a sua duração e conteúdo. Crescia e ela comigo o mesmo fez trilhando cada um o caminho seu que um dia, há tão pouco, acabou por se cruzar num local em que o código de estrada, por não ser aplicado, acabou por promover colisões de frente. Diz-se no auto "sabia que isto ia acontecer", dói, não se percebe, até o instante em que o reboquee, esse carro especializado, chega. Chega. Cansado estou de andar em mim!
terça-feira, junho 09, 2009
Para a excelentíssima MJ que não sendo pinhão dá pinhas ou é madeira desta árvore
Tem a séria uma, tem a outra as que quiser, ou, se preferirem, " Santo António não me protege, por ele eu nunca bebi".
Há quem se sacrifique por uma causa mais ou menos certa; há causas que são o que somos e há divindades que nunca deixam de ser carnais com um peso que pode implicar um custo maior ou menor, de acordo com a parte do animal de onde provém, e pouca é a gente que de facto conhece, por ter estudado ou simplesmente aprendido, esta ciência.
Devoção. Que mais exige uma atitude para ser séria mesmo que pequena o seja aos olhos de quem só o grande, entre as apsas que a ironia me permite, julga que conhece? Não me digam que nunca houve quem matasse por arte ou que também não houve quem simplesmente destruísse com a maior genialidade? Haja dedicação, insisto, sei que impacto haverá também.
Nunca rezou a menina desde o dia em que percebeu que tudo ficou numa caixa de mensagens, tão, tão cheia, que somente aquelas que começavam com a palavra sexo ou tesão eram ouvidas pois, havendo Deus, ele estava farto de histórias mórbidas e/ou relacionadas com $ que foi das poucas coisas que à sua imagem não foram feitas; porque Deus nunca foi cunhado em suportes que só homens grandes carregam com o peso do metal que, só no Inferno, naturalmente derreteria.
Era pequena, e pequena permaneceu no que pequeno o tempo não obrigou a deixar de ser. A pele tinha rugas é certo mas, por entre elas, tanta coisa ficou por passar e ser definido pelo que elas comprimem, e foi evado em parte pelos outros e no resto pelo êxodo que o rural que tão pouca gente soletra, ou sabe, obriga.
Um cartão com uma imagem sua reflectida deu-lhe acesso a rituais e a verdades mais comuns; ao contráriro do de antes não parava na esquina da rua que sendo torta era direita, nos copos, por onde todos os outros - cada vez menos - beberam, tornada que estava a esquina cada vez maior e menos dela pelo seu jeito e arte.
Lá em baixo por vezes as gentes juntavam-se em devoção aos Santos, sempre calvos e de nariz vermelho, um por pensar e outro por estar farto de o fazer. Um de muitos prometia casório, o evento para o qual havia sido educada e, segundo se conta, falava com os peixes e, existindo - ela queria que ele existisse - tanto os seus problemas como parte dos do seu país seriam resolvidos num só instante. Só não percebia a forma como ele era chamado.
Mais gente do que aquela que tinha crescido a conhecer acumulava-se na rua à procura do que já sabiam que queriam e que no plástico, não de 3/4, era servido perdido entre a multidão
de gente que com ela fluia num sentido mais inconsciente do que o trago que, mesmo na consciência, só fora aprendido a ser tomado.
Estava triste, nunca se havia dedicado à causa quase a vir por entre os anos a, a, a, a, acumulados. "Seria esse o motivo de tudo? Será a culpa a minha somente?". Chorava.
Quanto maior a gente maior a merda. Só o riacho à beira de tua casa é limpo e só a couve que à tua boca que à tua boca foi dada sabes de onde provém. Não sabes o cetrto por entre as liteiras de um mundo que não dorme por entre os templos erectos em ovação ao mau-dormir que só quem mal desperta - por entre o betão ó mulher - conhece.
O rio td leva, o rio td leva. O teu riacho leva ao rio e sustenta o que te sustentou um dia e as mãos de teu pai lavou antes de te erguer aos céus e te largar na corrente que só o homem, de entre todos os animais com problemas dentários, tentou controlar: "Dizem mal do rio, mas ninguém das margens que o comprime." Acrescento não dizem mal de quem vive, de quem se esconde no nada, do todo para que nasceu.
Não, não chores. Sorri! sim eu sei que o fazes ou assim espero eu. Respira. Ainda vês tanto azul. Respira. Estás de costas para o fundo. Respira, Respira mulher! Respira, não te envolve o que assusta, o que sabes não estar certo por mais que tenha a cor que aprendeste ser a certa.
E o nada continua a fluir, e o tempo passa. Nada o é, só o mesmo.
Há quem se sacrifique por uma causa mais ou menos certa; há causas que são o que somos e há divindades que nunca deixam de ser carnais com um peso que pode implicar um custo maior ou menor, de acordo com a parte do animal de onde provém, e pouca é a gente que de facto conhece, por ter estudado ou simplesmente aprendido, esta ciência.
Devoção. Que mais exige uma atitude para ser séria mesmo que pequena o seja aos olhos de quem só o grande, entre as apsas que a ironia me permite, julga que conhece? Não me digam que nunca houve quem matasse por arte ou que também não houve quem simplesmente destruísse com a maior genialidade? Haja dedicação, insisto, sei que impacto haverá também.
Nunca rezou a menina desde o dia em que percebeu que tudo ficou numa caixa de mensagens, tão, tão cheia, que somente aquelas que começavam com a palavra sexo ou tesão eram ouvidas pois, havendo Deus, ele estava farto de histórias mórbidas e/ou relacionadas com $ que foi das poucas coisas que à sua imagem não foram feitas; porque Deus nunca foi cunhado em suportes que só homens grandes carregam com o peso do metal que, só no Inferno, naturalmente derreteria.
Era pequena, e pequena permaneceu no que pequeno o tempo não obrigou a deixar de ser. A pele tinha rugas é certo mas, por entre elas, tanta coisa ficou por passar e ser definido pelo que elas comprimem, e foi evado em parte pelos outros e no resto pelo êxodo que o rural que tão pouca gente soletra, ou sabe, obriga.
Um cartão com uma imagem sua reflectida deu-lhe acesso a rituais e a verdades mais comuns; ao contráriro do de antes não parava na esquina da rua que sendo torta era direita, nos copos, por onde todos os outros - cada vez menos - beberam, tornada que estava a esquina cada vez maior e menos dela pelo seu jeito e arte.
Lá em baixo por vezes as gentes juntavam-se em devoção aos Santos, sempre calvos e de nariz vermelho, um por pensar e outro por estar farto de o fazer. Um de muitos prometia casório, o evento para o qual havia sido educada e, segundo se conta, falava com os peixes e, existindo - ela queria que ele existisse - tanto os seus problemas como parte dos do seu país seriam resolvidos num só instante. Só não percebia a forma como ele era chamado.
Mais gente do que aquela que tinha crescido a conhecer acumulava-se na rua à procura do que já sabiam que queriam e que no plástico, não de 3/4, era servido perdido entre a multidão
de gente que com ela fluia num sentido mais inconsciente do que o trago que, mesmo na consciência, só fora aprendido a ser tomado.
Estava triste, nunca se havia dedicado à causa quase a vir por entre os anos a, a, a, a, acumulados. "Seria esse o motivo de tudo? Será a culpa a minha somente?". Chorava.
Quanto maior a gente maior a merda. Só o riacho à beira de tua casa é limpo e só a couve que à tua boca que à tua boca foi dada sabes de onde provém. Não sabes o cetrto por entre as liteiras de um mundo que não dorme por entre os templos erectos em ovação ao mau-dormir que só quem mal desperta - por entre o betão ó mulher - conhece.
O rio td leva, o rio td leva. O teu riacho leva ao rio e sustenta o que te sustentou um dia e as mãos de teu pai lavou antes de te erguer aos céus e te largar na corrente que só o homem, de entre todos os animais com problemas dentários, tentou controlar: "Dizem mal do rio, mas ninguém das margens que o comprime." Acrescento não dizem mal de quem vive, de quem se esconde no nada, do todo para que nasceu.
Não, não chores. Sorri! sim eu sei que o fazes ou assim espero eu. Respira. Ainda vês tanto azul. Respira. Estás de costas para o fundo. Respira, Respira mulher! Respira, não te envolve o que assusta, o que sabes não estar certo por mais que tenha a cor que aprendeste ser a certa.
E o nada continua a fluir, e o tempo passa. Nada o é, só o mesmo.
quinta-feira, junho 04, 2009
Sem peso nas costinhas do menino
Sinto-me aliviado ao ponto de me considerar atlas antes de, estupidamente, tão estupidamente, ter ido na conversa de hércules que acabou por lhe devolver o feio, o mau, o trágico, o que mesmo antes lhe havia tirado de uma forma que só lhe poderia prejudicar a espalda.
Imagino a cara deste titã nos momentos em que se sentiu deveras libertado de tudo sem peso na consciência que a grandeza exige:
"Coitado do grande senhor. Coitado dele e das suas costas pelo peso da carga suportada conjugada de ética quasi divina."
Só queria ser mau ser outro. O resto que rolasse no vazio.
Imagino a cara deste titã nos momentos em que se sentiu deveras libertado de tudo sem peso na consciência que a grandeza exige:
"Coitado do grande senhor. Coitado dele e das suas costas pelo peso da carga suportada conjugada de ética quasi divina."
Só queria ser mau ser outro. O resto que rolasse no vazio.
sexta-feira, maio 29, 2009
Alimenta o monstro o ol que o que me importa Dilui.
Que que que que que que merda sou um tonto,
Lá me deixei levar por uma balela
Como? se a tu visão era janela
Paguem-me um copo que eu já vos conto.
mais mais mais mais mais um só mais outro!
A culpa não foi minha foi só dela.
Como? é tão pequenina uma donzela!
Já se fez filme em que um coelho é monstro.
Ah meu senhor foste enganado parvo
Até quem mais pensou um dia viu,
Que o era num instante tão mais acre.
Não chores nesse canto não és raro.
Pouca pérola há que ao vinagre
o mais velho o rei vinho não sumiu.
Lá me deixei levar por uma balela
Como? se a tu visão era janela
Paguem-me um copo que eu já vos conto.
mais mais mais mais mais um só mais outro!
A culpa não foi minha foi só dela.
Como? é tão pequenina uma donzela!
Já se fez filme em que um coelho é monstro.
Ah meu senhor foste enganado parvo
Até quem mais pensou um dia viu,
Que o era num instante tão mais acre.
Não chores nesse canto não és raro.
Pouca pérola há que ao vinagre
o mais velho o rei vinho não sumiu.
terça-feira, maio 19, 2009
"Agora falando sério" como já o francisco de holanda dizia.
Não me deixo irritar por coisas de dimensão bastante assustadora dado que sou irritável pelas mais pequenas ao ponto de quase provocar um terremoto que, infelizmente para o equilíbrio natural das coisas, só tem repercussões no meu interior. Há vezes porém em que manifesto fisicamente este estado e me pareço com um telemóvel de design inovador, grande e em tal estado de vibração como se tivesse algo a dizer a quem perceber que há uma chamada qualquer em curso.
Infelizmente durante dias ninguém me atende e, muito antes de chegar a dizer alguma coisa - acredito sempre que existiria essa possibilidade - como qualquer aparelho movido a baterias, mesmo que de iões de lítio, por não estar ligado à corrente, acabo por perder a vibração referida com o esgotar da minha fonte energética móvel, com a minha exaustão.
Ainda noutro dia tentei perceber porque é que fico tantas vezes a chamar em vão. Até considerei fatalismos tão antigos: do tempo em que o fumo era a tecnologia de ponta e que pombos podiam ser carteiros. Ri-me ironicamente porque provavelmente o comunicado também seria outro: a voz varia com aquilo que se diz e quem sente percebe-o. Faço-o até ficar sem pilhas e acumular umas de nervos o que é chato.
E assim começa o autor:
Sem qualquer graça a ingratidão nos turva
O mundo que p'la vista já não vê,
Na injustiça só o justo muda.
C'o susto só perguntas "mas porquê?"
Erguemos o estandarte de uma luta
não partilhada, "e a que ninguém se dê."
espalhas o medo e gritas pelas ruas,
Só a tua cabeça diz-te "Sê".
Marchas e marchas só em ti sem fim
pelo que a passo e passo vais trilhando.
É no grito que insistes dizes "VI"
levas tudo o que à frente vais achando.
Dói-te o corpo do peso já vergado,
Cais com ele na cama só cansado.
E muda o tom depois de perceber o que é a verdade. Até escreve em negrito o menino que há quem chame minino.
Estou a vibrar ainda, e em vão.
Caio da mesa para o chão.
Doi como sempre doeu.
Eu?
Eu sou só um menino que
há também quem minino chame.
Há.
Quem?
Pergunta o mais interessado.
Pergunta
per
pergunta
muda o tom com o silêncio
Quem perguntei-te eu?
Quem?
Quem?
Quem?
Não sei,
já soube
não ouve
quando chamo.
Infelizmente durante dias ninguém me atende e, muito antes de chegar a dizer alguma coisa - acredito sempre que existiria essa possibilidade - como qualquer aparelho movido a baterias, mesmo que de iões de lítio, por não estar ligado à corrente, acabo por perder a vibração referida com o esgotar da minha fonte energética móvel, com a minha exaustão.
Ainda noutro dia tentei perceber porque é que fico tantas vezes a chamar em vão. Até considerei fatalismos tão antigos: do tempo em que o fumo era a tecnologia de ponta e que pombos podiam ser carteiros. Ri-me ironicamente porque provavelmente o comunicado também seria outro: a voz varia com aquilo que se diz e quem sente percebe-o. Faço-o até ficar sem pilhas e acumular umas de nervos o que é chato.
E assim começa o autor:
Sem qualquer graça a ingratidão nos turva
O mundo que p'la vista já não vê,
Na injustiça só o justo muda.
C'o susto só perguntas "mas porquê?"
Erguemos o estandarte de uma luta
não partilhada, "e a que ninguém se dê."
espalhas o medo e gritas pelas ruas,
Só a tua cabeça diz-te "Sê".
Marchas e marchas só em ti sem fim
pelo que a passo e passo vais trilhando.
É no grito que insistes dizes "VI"
levas tudo o que à frente vais achando.
Dói-te o corpo do peso já vergado,
Cais com ele na cama só cansado.
E muda o tom depois de perceber o que é a verdade. Até escreve em negrito o menino que há quem chame minino.
Estou a vibrar ainda, e em vão.
Caio da mesa para o chão.
Doi como sempre doeu.
Eu?
Eu sou só um menino que
há também quem minino chame.
Há.
Quem?
Pergunta o mais interessado.
Pergunta
per
pergunta
muda o tom com o silêncio
Quem perguntei-te eu?
Quem?
Quem?
Quem?
Não sei,
já soube
não ouve
quando chamo.
quinta-feira, maio 07, 2009
Keep it simple dude: complexity freightens
I
Estou farto de perder o tempo com coisas pequenas.
Coisas tacanhas como o mundo que se sabe andar à roda,
Devagar, devagarinho
não atirando a merda para fora.
Estou farto!
Farto ao ponto das verdades mais banais solidificarem o sentido:
"Achas que eu com a idade que tenho sei do que gosto?
Quem és tu para dizer o que gosto?"
Soltou a largar o sério que só o é sendo simples...
Larguei tudo, quase tudo, pelo caminho.
Coisas tacanhas como o mundo que se sabe andar à roda,
Devagar, devagarinho
não atirando a merda para fora.
Estou farto!
Farto ao ponto das verdades mais banais solidificarem o sentido:
"Achas que eu com a idade que tenho sei do que gosto?
Quem és tu para dizer o que gosto?"
Soltou a largar o sério que só o é sendo simples...
Larguei tudo, quase tudo, pelo caminho.
II
Conhecesse as pessoas por testes clínicos de interesse;
Capacidade cognitiva também poderia ajudar mas,
necessitando um ser como eu de ouvir e ser ouvido
limito-me somente ao conteúdo da conversa.
Profundidade acaba por ser demasiado profunda,
Demasiado...
Basta somente o entendimento de alguma piada mais subtil:
De soslaio se diz
ou pode ser dito,
tudo o que de facto importa:
É bonito o banal que é sério.
Capacidade cognitiva também poderia ajudar mas,
necessitando um ser como eu de ouvir e ser ouvido
limito-me somente ao conteúdo da conversa.
Profundidade acaba por ser demasiado profunda,
Demasiado...
Basta somente o entendimento de alguma piada mais subtil:
De soslaio se diz
ou pode ser dito,
tudo o que de facto importa:
É bonito o banal que é sério.
segunda-feira, maio 04, 2009
Depois de algo.
I no Noobai, 1ª tentativa, por o ser também em versão não Românica
Levatam os chapéus, arrumam-nos
No Ritual que alguns sabem de cor
E salteado é o resto que já foi
Por entre se e quem o viveu mesmo que por pouco.
Põe-se o Sol que dede que erguido se começara a pôr,
E mais um dia se fez desta vez com luz.
Na alma o soco é seco,
Desinibido
Tanto quanto o desprezo o permite.
Qualquer cuidado é paliativo
Só o corpo por si se regenera
Td o resto só se espera
Que acabe morrendo em choro
mais que gasto antes de tudo se ir.
Fica o arder no olho esforçado
Uma porta fechada por vergonha
de uma casa desfeita por patilha
Por litigância sem qualquer imparcialidade.
Levatam os chapéus, arrumam-nos
No Ritual que alguns sabem de cor
E salteado é o resto que já foi
Por entre se e quem o viveu mesmo que por pouco.
Põe-se o Sol que dede que erguido se começara a pôr,
E mais um dia se fez desta vez com luz.
II
Na alma o soco é seco,
Desinibido
Tanto quanto o desprezo o permite.
Qualquer cuidado é paliativo
Só o corpo por si se regenera
Td o resto só se espera
Que acabe morrendo em choro
mais que gasto antes de tudo se ir.
Fica o arder no olho esforçado
Uma porta fechada por vergonha
de uma casa desfeita por patilha
Por litigância sem qualquer imparcialidade.
III
Á que o título apresenta é e será de vez,
Foi assim que me foi dito que Ele fazia as contas
certas independentemente da forma como as expunha.
A lógica não permite alcançar nada que o seja também
Fragmentos somam-se num "story board" feio (...) tão feito,
Do desiquilíbrio só pode resultar o enjoo.
Para um lado para o outro
Para um lado para o outro
Para um lado para o outro
Para um lado para o outro
Para um lado para o outro
Blargh! (Cuspo para o chão) Como se arrancasse uma parte de mim mais suja,
Escovo-me selectivamente com o lado verde do scotch britt
NOJONOJONOJONOJONOJONOJONOJONOJO
E cada vez tenho mais certezas por entre as fodas boas e os sorrisos que agora
Sim Agora pq agora é que vivo fodasse
Aparentavam ter sido do mais sincero.
Vómito, vómito me dá a minha tristeza,
"Não sei quem lixou mais quem, se eu a vida ou ela a mim"
(Rima fácil)
É assim,
Sidoro o Pai natal não existe!
não existe?!
não existe?!
Então que merda era aquela?
Porque me fizeram acreditar em coisas tão parvas como renas voadoras
e que um senhor
que já devia ser reformado
Trabalhava tanto num dia para os meninos bem comportados?
Quero é saber das outras
O que quero, ao ponto de ver, não há!
Foi assim que me foi dito que Ele fazia as contas
certas independentemente da forma como as expunha.
A lógica não permite alcançar nada que o seja também
Fragmentos somam-se num "story board" feio (...) tão feito,
Do desiquilíbrio só pode resultar o enjoo.
Para um lado para o outro
Para um lado para o outro
Para um lado para o outro
Para um lado para o outro
Para um lado para o outro
Blargh! (Cuspo para o chão) Como se arrancasse uma parte de mim mais suja,
Escovo-me selectivamente com o lado verde do scotch britt
NOJONOJONOJONOJONOJONOJONOJONOJO
E cada vez tenho mais certezas por entre as fodas boas e os sorrisos que agora
Sim Agora pq agora é que vivo fodasse
Aparentavam ter sido do mais sincero.
Vómito, vómito me dá a minha tristeza,
"Não sei quem lixou mais quem, se eu a vida ou ela a mim"
(Rima fácil)
É assim,
Sidoro o Pai natal não existe!
não existe?!
não existe?!
Então que merda era aquela?
Porque me fizeram acreditar em coisas tão parvas como renas voadoras
e que um senhor
que já devia ser reformado
Trabalhava tanto num dia para os meninos bem comportados?
Quero é saber das outras
O que quero, ao ponto de ver, não há!
IV
Como qualquer sonho até queimar vive, pela carne entranha-se
quinta-feira, abril 23, 2009
Desperta o poeta nas horas em que supostamente dormiria levado pelo que se acumula ironica e merdosamente à sua volta.
Quero matar quem exige que o cérebro pense exausto.
Levado pelo esforço que nem o negro conheceu!
Vinte horas senhores vinte horas este escroque aguentou
Fez mais pela vida de um número fiscal do que alguém pela sua fez.
Quero matar quem pede nada pedindo de si
De quem se ri entre eles pelo suor que os outros libertam
Atirando para o ar que ainda mais se faz de seguida.
Quero matar quem não diz não por mim e quem não responder pelo que só eu sei
os que sobre os outros se edificam sabendo que a estrutura nunca abala
E que abalando atiram como se nada fosse para o chão conspurcado já tantas vezes pelos outros.
Eu avisei-te disse-te como era.
Não precisas de tanto meu pequenino
Deverias ser médico falta um na família
Devias devias devias devias devias devias devias devias
E viver meu Deus onde está isso na merda dos meus dias
Onde está meu Senhor de tudo o que está desgovernado face os valores que os teus livros promovem?
MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA
Da grossa.
Só eu não fujo de mim.
Levado pelo esforço que nem o negro conheceu!
Vinte horas senhores vinte horas este escroque aguentou
Fez mais pela vida de um número fiscal do que alguém pela sua fez.
Quero matar quem pede nada pedindo de si
De quem se ri entre eles pelo suor que os outros libertam
Atirando para o ar que ainda mais se faz de seguida.
Quero matar quem não diz não por mim e quem não responder pelo que só eu sei
os que sobre os outros se edificam sabendo que a estrutura nunca abala
E que abalando atiram como se nada fosse para o chão conspurcado já tantas vezes pelos outros.
Eu avisei-te disse-te como era.
Não precisas de tanto meu pequenino
Deverias ser médico falta um na família
Devias devias devias devias devias devias devias devias
E viver meu Deus onde está isso na merda dos meus dias
Onde está meu Senhor de tudo o que está desgovernado face os valores que os teus livros promovem?
MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA
Da grossa.
Só eu não fujo de mim.
quarta-feira, abril 22, 2009
The day the heart almost stopped
I
Desperta o poeta com o exagero que lhe é próprio
Escondendo por entre gritos o que calmamente sussura
de
Si.
Decidido pela obrigação sempre imposta ergue-se o doutor
O especialista no alheio impróprio.
O autor de obras a publica no assim não tão cedo.
Carrega ao peito o pese de algo o que a sua falta impõe;
É a diferença que o move
a ele e não ao poeta
Mas só peito se importa
É a hora
È a hora de partir
d
de
de
ir.
Veste o fato.
Tão mais imponente,
Esconde-se o poeta por entre a gente
O vinco vê.se sobre o amarrotado
Vai o bicho domado
Ninguém
Nim-guém, nim nim nim guem guem
Ninguém
Tem
Medo.
II - o que espero que saia bem.
Saí de casa sem sequer pensar em surpresa.
Estou cansado ao ponto de só assumir o óbvio, e
De obviamente por desconforto só pensar no impossível.
Rotinas definem um homem adulto que se constrói
São os escapes do incerto a conversa em horas mais mortas
São o tudo que dita o caminho que se percorreu
O tempo em que se limam arestas mais falsas,
O ditador que maioritariamente, muitas vezes, foi eleito.
Peço o meu copo e observo como sempre enquanto ele dura
Desta vez não é Domingo e mais gente me rodeia
Como que se o seu Deus só agora estivesse desperto.
As rosas continuam a ser vendidas, algumas compradas,
A gente bebe, a gente fala, casais trocam afectos,
[ É meu castigo], é só mais uma noite, só não é Domingo.
III - Sobre o que foi dito de mim
Quero honestidade, só isso
Quero a falta de virtude dos outros
Face a virtude que é só minha
Quero senti-la, ter o seu peso nos meus dedos
Manuseá-la nas estruturas que são minhas.
Depois de humanamente as ter julgado aceito-as ou não
Ironicamento choro ou rio
Quem é perfeito neste mundo ó senhor talvez de todos
Criador da diferença que ainda neste instante me inspira?
Quem? (voz mais branda)
Fodasse quem? (percebe-se que é cantado)
Não quero santos, quero gente!
Daquela que escarra no caminho que não é só delas,
Daquela que mija contra o vento que sabe ir na sua direcção
Daquela que se banha no frio ou no que escalda,
Da que não vê o que tem à frente.
P´ra mim já basto eu com as minhas manias de criança
Venham os impuros deem colo colo colo
ColiINHO
Sendo querido...
Deles é.
IV
Está num canto o pequenino ouviu
Tantas coisas tão tristes que só chora
Só queria voar, agora, agora;
Mas não o tenta de saltar caiu.
Está no escuro o pequenino viu
Tantas coisas tão feias que só cora
Só queria sair ir para fora;
Mas não o tenta de sair fugiu.
Está tão só já nem em si confia
E o corpo tem a dor que não suporta
Tudo o que ele sonhou já não importa,
P'la forma que o escuro já lhe deu.
Assim ficou o homem que sorria,
Ficou por dar o colo que era Seu.
segunda-feira, abril 20, 2009
This song is an epitaph, now even in a cab music makes me sad.
Interlúdio
Deu-me a vida tudo de mão aberta para mais tarde com o punho fechado m'o tirar. Só vê o homem o que os olhos veêm mas quando ele sente por vezes o não visto se materializa por mais certo ou incerto que um sentimento seja.
Estou com o peso de um vazio de arrancado à força. Tombou um castelo pela fundação, aquele que, como outros diziam, foi construído e se susteve , depois de tantas tentativas, sobre um terreno pantanoso qualquer. Não o preciso por querer acreditar que até me tenho em conta. The... The... Fall, ou algo do género, foi o que me aconteceu.
Merda o que é que o era? Se o era o que de facto o foi? Nunca gostei de ilusionismo, de merdas sem jeito desajeitadas, de idiotices infantis de corridas imberbes de tomadas de fúria; cresci até perceber o que as faz. Estou ressacada, estou ressacado de algo que me fez feliz um dia, que começava e acabava cada um das minhas rotinas estúpidas ou mais sérias, o que era...[ ? ]surgiu de súbito o que de súbito se desfez.
Un por un
los suenõs
não o são.
II - Recaída I primeiro copo
O que guardará em si mais forte que o abdicar de tudo o que supostamente importava sabendo, e isto só porque foi dito, que o que estruturava, o que se tinha, continua a existir por entre as horas mais mortas e escuras?
O cansaço, o cansaço que me percorre consome-me a razão que sempre assumi como certa no que sou e ao ponto de ser o seu único valor. Divido-me por entre duas partes de mim que só simbolicamente são morfologicamente distintas mas que, mesmo sendo o mesmo, me dizem verdades supostas tão contrárias só comprovando a bi-polaridade dos valores que nos são tão distintamente impostos, anulando-se ainda mais numa soma nula qualquer que a vida nunca deveria, pelo que me foi ensinada, ser. E dói. Dói mais que qualquer gesto ou palavra bruta porque essas sentem-se ou ouvem-se e pensar, desde que assim o faço, só me custa com o seu agrupar de argumentos e de saltos tão quânticos como a loucura vivida.
III - A continuação do II o primeiro do copo que já a meio está.
Repete-se o ciclo
Quem roda desta vez sou eu
Avanço e recuo
Sou velho e usado
E em instantes descontínuo.
Giro, Giro Giro
Toco cada vez mais baixinho
(Insuficiente o volume na sala que se compõe)
Giro
Giro e toco o mesmo
Já não há quem ouça
Já nada sou.
Levanta-se o braço
Lá vou eu!
Sou guardado
Primeiro num saco
Depois no outro....
IV - Em termos de copos é o segundo. Quero lá saber de quem morreu em Itália
"Longe de mim a terra, no abanar
Que de tão esperado não parou
Como um grito de Deus sem me chegar
Um pai sem filho e ele sem pai deixou.
Por debaixo de mim no engonhar
Que nunca o esperando se acabou
Como um segredo bruto a escutar
Parte de um todo em partes se quedou.
O choro de uma de outra o grito é
- A harmonia que só mal nos soa -
Divide-se em membros a pessoa
Somando-os e nunca p'ro que era.
Compõe-se assim a vida passa a perna
Só penso no porquê fico ché-ché"
V- E fico cada vez mais diluído - some pour out some pour it in some do the same.
Estou num bar qualquer que é sempre o mesmo
Por dentro choro entre sorrisos soltos aparentemente sinceros
Procurando em mim o que lhes é dado aparentemente de graça,
Por exigência de uma razão que só aparentemente eu conheço.
O copo e o maço cada vez se parecem mais comigo,
Vão-se no pouco que sou, no que trouxe de casa,
Num destino que papel define sem poucas consequências.
Sou como o vapor de um como o fumo que um outro traz por reacção minha
Sinto-me mas não me toco de indefinido
Como a luz que agora há que não aquece.
Nada tem sentido por mais que os os momento que dura.
O copo continua a se esvaziar, e o cinzeiro acumula-se da parte que em mim não fica
Oh! fosse como tu e contasse, contasse cada gesto meu
Cada instinto fosse mensurável, quantificado mais do que é.
Porra! Porra! Porque não choro como antes como quando era pequenino
Porque me consumo consumindo e tenho medo de mim.
Fosse como eles tão certos na sua incerteza mundana de não saber em que quarto dormem.
Corpos são corpos e só para copos servem
Preencho-os comigo nunca sendo preenchido em mim.
Fala o casal a meu lado trocando verdades de hoje,
As verdades que a eles e só a eles importam
Culminam com um abraço que hoje é sentido.
Tenho inveja, quero um, quero mais outro
Quero sentir que o meu corpo é embalado por instantes
Quero ser levado para bem dormir
"Ah és tão piroso Sidoro nesse teu pequeno mundo
Não vês que tão pouco depende ainda hoje de ti
Tens o copo e bebes e esqueces cada vez mais recorrentemente
Chegas a casa e dormes como um bébé alcoolizado
No fazer bem do alcatrão que não respira
Até pões incenso só para te enganares porque alguém te disse que ajuda
És uma merda
És uma merda
ÉS uma Merda (Cantar)
E continuo por entre coisas sóbrias só querendo ver o senso comum
O conhecimento não partilhado e cada vez menos consciente
A consciência pesa, pesa cada vez mais
Quero lá saber o que se sabe
És uma merda
És uma merda
ÉS uma Merda
És uma merda
ÉS uma Merda
Traz o paquistanês rosas rosas para quem já fodeu
Jogos que pouco a pouco perderam o sentido
O sentido
O sentido
4 + 1 dá cinco
cinco beatas desde o último virar do cinzeiro, 5
És uma merda
És uma merda
ÉS uma Merda (cantar)
És uma merda
ÉS uma Merda (cantar)
Um copo e meio
És uma merda
És uma merda
ÉS uma Merda (cantar)
És uma merda
ÉS uma Merda (cantar)
E a tecla batida toca sempre o mesmo,
Á mente soa por cada gole diferente...
Só se quer diluir a verdade
Olhou, olhou para mim, olhou para mim.
Não olho de volta, amanhã trabalho e entro cedinho, cedinho.
Preciso,
Uma pedra, um dedinho
Deêm-me mais um copo
VI - There are more drinks but the bar is closed.
Diz quem sabe não quem faz, O resto são histórias que ninguém vive
Enganamo-nos por entre parágrafos construídos mentalmente
Por entre palavras ordenadas por instinto desumano
e o que isso nos faz diferir de outros seres.
Chorasse, deixasse e fosse e fosse assim tão simples como tirar e por
Tirasse toda esta merda de mim e de soslaio e fosse e fosse assim tão simples como tirar e pôr
Merda, porque penso caralho mesmo em horas que são de dormir, de dormir.
Sou um cobarde com medo da solidão que tenho fujo por entre os meus dedos que
Fragilmente, sempre tão fragilmente, fragilmente
Tiram de mim por pouco o que carrego
Com um acto que aprendido ficou reflexo
De uma forma de ser cada vez mais triste.
Estou quase, Estou quase cansado,
Mais um trago, mais um cigarro
Mais um trago mais um cigarro
Pouco a pouco
mais e mais e cansado
Daqui a nada vou dormir.
sexta-feira, abril 17, 2009
A vigília
Lembro-me de estados de alma tão pequenos em noites,
a luz existia por tão pouco natural como nós,
e o corpo embalava-se ao ritmo do andar de outros.
Os sinos tocavam estridentes por entre as horas
envolvidos pelo bréu do detrás da vista,
O frio chegava e punha-se com o nosso começo e fim.
Ah! Recordo-me do acordar imposto e da mochila pesada
De uma parca com um verde que me persegue
De um carinho dado entre gritos que soltava
contínuo por mais que continuamente o fizesse.
Memórias o que são? Já não existem para além de um anexo em mim:
Um quarto só de paredes composto, raramente iluminado nunca idêntico ao que antes fora.
Sempre aquilo que eu quero mesmo que escuro.
"Está uma moldura naquela parede está um retrato agora
não é um sorriso é um menino que até joga à bola
não não não não não não não
É uma menina cuja voz não conheço com o cabelo preso e duas covinhas na face
Oh meu Deus como brilha quando sorri.
NÂO PORRA
É uma mão que se abre e que num instante se fecha
é uma cabeça zangada mas que também se Ri
é um pedido uma desculpa depois de tudo ter tirado
É uma senhora que não mexe um braço
Com o outro vende taludas."
Tenho frio. Tenho o frio que a febre imposta impõe.
Pensasse, pensasse como antes,
Atingisse a plenitude de um não não desejado
Sorrise irónico da desgraça comum.
Já tão pouco sou do que me definia.
Tanta gente faz tanta coisa
Há quem construa há quem delire há quem finja há quem minta há quem só veja há quem só gaste há quem sorria há quem grite há quem bata há quem faça tudo e há o eu.
Quero um pouco um pouco de tudo meu DEUS
Quero até um pouco de TI
Quero ser preenchido no vácuo que mijei pelo caminho que me foi dado quase sem escolher
POR TI? POR MIM? POR ELES? POR NÓS?
O que sou, o que sou do que fui?
O quê?
O que^?
Lembro-me de estados de alma tão pequenos em noites,
a luz existia por tão pouco natural como nós,
e o corpo embalava-se ao ritmo do andar de outros.
Os sinos tocavam estridentes por entre as horas
envolvidos pelo bréu do detrás da vista,
O frio chegava e punha-se com o nosso começo e fim.
Já nada é assim.
a luz existia por tão pouco natural como nós,
e o corpo embalava-se ao ritmo do andar de outros.
Os sinos tocavam estridentes por entre as horas
envolvidos pelo bréu do detrás da vista,
O frio chegava e punha-se com o nosso começo e fim.
Ah! Recordo-me do acordar imposto e da mochila pesada
De uma parca com um verde que me persegue
De um carinho dado entre gritos que soltava
contínuo por mais que continuamente o fizesse.
Memórias o que são? Já não existem para além de um anexo em mim:
Um quarto só de paredes composto, raramente iluminado nunca idêntico ao que antes fora.
Sempre aquilo que eu quero mesmo que escuro.
"Está uma moldura naquela parede está um retrato agora
não é um sorriso é um menino que até joga à bola
não não não não não não não
É uma menina cuja voz não conheço com o cabelo preso e duas covinhas na face
Oh meu Deus como brilha quando sorri.
NÂO PORRA
É uma mão que se abre e que num instante se fecha
é uma cabeça zangada mas que também se Ri
é um pedido uma desculpa depois de tudo ter tirado
É uma senhora que não mexe um braço
Com o outro vende taludas."
Tenho frio. Tenho o frio que a febre imposta impõe.
Pensasse, pensasse como antes,
Atingisse a plenitude de um não não desejado
Sorrise irónico da desgraça comum.
Já tão pouco sou do que me definia.
Tanta gente faz tanta coisa
Há quem construa há quem delire há quem finja há quem minta há quem só veja há quem só gaste há quem sorria há quem grite há quem bata há quem faça tudo e há o eu.
Quero um pouco um pouco de tudo meu DEUS
Quero até um pouco de TI
Quero ser preenchido no vácuo que mijei pelo caminho que me foi dado quase sem escolher
POR TI? POR MIM? POR ELES? POR NÓS?
O que sou, o que sou do que fui?
O quê?
O que^?
Lembro-me de estados de alma tão pequenos em noites,
a luz existia por tão pouco natural como nós,
e o corpo embalava-se ao ritmo do andar de outros.
Os sinos tocavam estridentes por entre as horas
envolvidos pelo bréu do detrás da vista,
O frio chegava e punha-se com o nosso começo e fim.
Já nada é assim.
quinta-feira, abril 16, 2009
Sobre o que se chama de casa passando primeiro pelo terreno. Arquitectura, engenharia civil e edificação incluidos.
Já ninguém vive no mato ou em recantos escuros a não ser que, por uma via ou outra, a vida o frio nos tenha imposto da forma que, neste alegoria contemporânea com sorrisos alinhados e brancos, se acaba sempre por se considerar fatal mesmo que já ninguém utilize este adjectivo desta maneira. Há, no meu modesto entender, também quem o procure activamente e mesmo contra a vontade das tecedeiras de tapetes mais místicos que os de arraiolos e esses fatalmente são parvos.
Não podemos avaliar uma casa cingindo-nos ao potencial do seu terreno. Claro que uns 1000 m2 com vista para o mar ou numa montanha são à partida muito mais agradáveis que um terreno baldio numa zona industrial para preparar um acampamento mas há quem queira mais que uma caravana e um churrasco: há quem queira a arte que só edificada nos envolve.
Um bom arquitecto vê para além do óbvio ao mesmo tempo que é o ponto que une a ciência do pilar, a estética que ele permite e a carteira de quem o paga. Onde só se via terra suja e mato ele vê o belo que o esforço, um material aparentemente bruto, uma mistura de etnias normalmente marginal, limitações camarárias, o azul de um saco e o tempo acabam por concretizar para o tempo de outros, SE BEM FEITO TUDO O RESTO, ser bom, acolhedor.
Só quero uma casa. Não quero ver o mar que nunca vai ser meu e que nunca é o mesmo. Não quero montanhas. Não quero passarinhos. Quero andar nú sem frio em paredes que são minhas e que no meu tempo se ergueram.
II
Quer o menino um brinquedo
Tem-no e joga-o para o chão
Não é um pião
Não faz sentido.
Caiu está partido.
Chora o menino
Não queria o que fez.
III
Back to the basics my friend.
Não podemos avaliar uma casa cingindo-nos ao potencial do seu terreno. Claro que uns 1000 m2 com vista para o mar ou numa montanha são à partida muito mais agradáveis que um terreno baldio numa zona industrial para preparar um acampamento mas há quem queira mais que uma caravana e um churrasco: há quem queira a arte que só edificada nos envolve.
Um bom arquitecto vê para além do óbvio ao mesmo tempo que é o ponto que une a ciência do pilar, a estética que ele permite e a carteira de quem o paga. Onde só se via terra suja e mato ele vê o belo que o esforço, um material aparentemente bruto, uma mistura de etnias normalmente marginal, limitações camarárias, o azul de um saco e o tempo acabam por concretizar para o tempo de outros, SE BEM FEITO TUDO O RESTO, ser bom, acolhedor.
Só quero uma casa. Não quero ver o mar que nunca vai ser meu e que nunca é o mesmo. Não quero montanhas. Não quero passarinhos. Quero andar nú sem frio em paredes que são minhas e que no meu tempo se ergueram.
II
Quer o menino um brinquedo
Tem-no e joga-o para o chão
Não é um pião
Não faz sentido.
Caiu está partido.
Chora o menino
Não queria o que fez.
III
Back to the basics my friend.
it's hard to be wrong when everybody's right
Eles vão todos dizer-me que estavam certos que eles sabiam melhor do que eu. "tu tinhas um olho fechado", e aqui não estou a ser vulgar nas minhas referências cinjo-me só áqueles que veêm ou melhor àqueles que deveriam ter visto.
"Nao vale a pena forçar uma coisa que pode ter fragilidades de base", disse-me uma vez alguém que não estava à espera que o dissesse - tou a ver que é recorrente - e agora que olho com olhos de ver até que compreendo o que este senhor me disse com a amizade que, no meio da pressão que partilhamos em horas que de mortas e cinzentas não queríamos nossas, se mostra cada vez mais estruturada. Há coisas que não me fazem sentido e que, por isso, eu nunca as faria mas o meu sentido é o meu a minha direcção é a minha e, como se sabe, nem todos vão para mem martins. Poderia questionar-me mais uma vez e chegar às mesmas respostas em relação a tudo mas para quê? Há coisas que são tão pouco por muito que considerassemos que tão mais fosse: sentimos ou achamos que sentimos turvando a mente que um jardim via num terreno pantanoso enganados pela publicidade plasticamente contemporânea e os conselhos superficiais. A Natureza não muda porque o homem quer destrói-se pelo querer do homem.
I told you so, i told you so na na na na na na (cantando). Eu acreditei, até hoje acreditei por entre a fragilidade do não-dormir mas embalado pelo que vi e me deu sossego. Visse comigo e dormisse não desse razão ao mundo que nunca a viu.
"Nao vale a pena forçar uma coisa que pode ter fragilidades de base", disse-me uma vez alguém que não estava à espera que o dissesse - tou a ver que é recorrente - e agora que olho com olhos de ver até que compreendo o que este senhor me disse com a amizade que, no meio da pressão que partilhamos em horas que de mortas e cinzentas não queríamos nossas, se mostra cada vez mais estruturada. Há coisas que não me fazem sentido e que, por isso, eu nunca as faria mas o meu sentido é o meu a minha direcção é a minha e, como se sabe, nem todos vão para mem martins. Poderia questionar-me mais uma vez e chegar às mesmas respostas em relação a tudo mas para quê? Há coisas que são tão pouco por muito que considerassemos que tão mais fosse: sentimos ou achamos que sentimos turvando a mente que um jardim via num terreno pantanoso enganados pela publicidade plasticamente contemporânea e os conselhos superficiais. A Natureza não muda porque o homem quer destrói-se pelo querer do homem.
I told you so, i told you so na na na na na na (cantando). Eu acreditei, até hoje acreditei por entre a fragilidade do não-dormir mas embalado pelo que vi e me deu sossego. Visse comigo e dormisse não desse razão ao mundo que nunca a viu.
terça-feira, abril 14, 2009
Trabalho
Estou farto estou farto
fartinho
caralho
O trabalho
só cansa
não anda...
quem não vê.
Porquê tens tudo
há sonhos de miúdo que valem tão menos
são pequenos os sonhos de tantos ao teu lado
Rapaz tens de ter cuidado que assim a vida dá merda...
Passa a perna de soslaio!
Caralho
cansa e não é pouco.
fartinho
caralho
O trabalho
só cansa
não anda...
quem não vê.
Porquê tens tudo
há sonhos de miúdo que valem tão menos
são pequenos os sonhos de tantos ao teu lado
Rapaz tens de ter cuidado que assim a vida dá merda...
Passa a perna de soslaio!
Caralho
cansa e não é pouco.
terça-feira, março 31, 2009
segunda-feira, março 30, 2009
Versos de amor de um onanista que precisa de alguém para o ser.
I - Sobre fodas ao som de barry white.
Nem todos os que passam a ponte se ficam pela caparica.
II - De coisas fáceis dificilmente se escreve
Sorris enviesada pelo tão bem te assenta.
Mulher! há gestos que só a nós são próprios.
Noutras mãos tanta coisa perderia o sentido.
III
Está vazia a casa
Faltas ao espaço que outro com tanto jeito talvez filmasse
dás sentido à conversa que ele tão bem filmou.
Eram de outros o brçaos
Era falso quase tudo de tudo
Tinha a graça somente de se haver registado numa memória mais perpétua
De prata era e só por isso de todos os que a vira.
O que toco e sinto só eu conheço
São meus os caminhos que como teclas percorri.
São minhas as expressões que desajeitado ou não toquei
tal como as palavras que dadas passaram a ser tuas.
Caiu mais uma noita
Passou só mais um dia.
Há somas que se anulam
Há coisas que vão no tempo.
IV
A casa exige um regresso
Voltando és que exijo.
V
Sono
Mal dormir
no corpo
Ir com ele não te tendo.
IV - Resumo epitáfio ou a puta que o pariu.
Quer o menino dizer o que não se diz, vezes repetidas, porque ninguém lhe ensinou que coisas há que não se dizem, ou perguntam, coisas essas que se têm de ver ou sentir por outro sentido que não este a que se refere.
Nem todos os que passam a ponte se ficam pela caparica.
II - De coisas fáceis dificilmente se escreve
Sorris enviesada pelo tão bem te assenta.
Mulher! há gestos que só a nós são próprios.
Noutras mãos tanta coisa perderia o sentido.
III
Está vazia a casa
Faltas ao espaço que outro com tanto jeito talvez filmasse
dás sentido à conversa que ele tão bem filmou.
Eram de outros o brçaos
Era falso quase tudo de tudo
Tinha a graça somente de se haver registado numa memória mais perpétua
De prata era e só por isso de todos os que a vira.
O que toco e sinto só eu conheço
São meus os caminhos que como teclas percorri.
São minhas as expressões que desajeitado ou não toquei
tal como as palavras que dadas passaram a ser tuas.
Caiu mais uma noita
Passou só mais um dia.
Há somas que se anulam
Há coisas que vão no tempo.
IV
A casa exige um regresso
Voltando és que exijo.
V
Sono
Mal dormir
no corpo
Ir com ele não te tendo.
IV - Resumo epitáfio ou a puta que o pariu.
Quer o menino dizer o que não se diz, vezes repetidas, porque ninguém lhe ensinou que coisas há que não se dizem, ou perguntam, coisas essas que se têm de ver ou sentir por outro sentido que não este a que se refere.
Ao senhor doutor João Cotrim de Figueiredo
Função de Ω é engraçada
especialmente pela forma
que lhe é associada.
Digamos que redondinha
não sendo circular:
Seguindo-a
não voltamos ao início
e a isto
há quem chame de crescer.
especialmente pela forma
que lhe é associada.
Digamos que redondinha
não sendo circular:
Seguindo-a
não voltamos ao início
e a isto
há quem chame de crescer.
Alterado pela calma que tão pouco ou mal conheço.
I
Estou com uma calma que me é tão estranha,
Escrevo com um gesto e impeto lentos
Devagar como eu me sinto.
Falam as gentes,
Sinto o trago que desce
De uma imperial que cada um se vai.
Passam
Passam um e mais uns
Fico
De rojos
Arrastando-me em mim.
II
Somos como os dias em que o Sol se nasce e põe.
Temos um pico, temos nuvens temos luz e breu
E cada coisa nos dá o que outra coisa tira.
III
Daqui a nada são horas de de deitar
amando ou não acordaremos.
Mais um dia só será mais um em tantos.
Havemos de vestir o que um dia usámos e que noutro usaremos.
Só na estreia e na vez última não há de ser assim.
Só na estreia e na vez última não há de ser assim.
O mundo há-de ser verde ou grisalho
há-de nascer e de ser pôr
Tudo.
Tudo flui no rio que temos...
Vê quem pode e quem quer ver
vai-se só que vê e não luta.
O sujo vai sempre dar ao mar.
IV
Falam.
Percebo as partes que ouço,
não percebo o que dizem
partes não bastam
julgo só pelo tom.
Enganam-se.
Dão-se como a voz falsos
não percebem que o hábito fez ser parte
Incham só pelo tom.
Surdo fosse
Não veria o que ouço.
VI - I - O da razão de ser
Acordo e durmo
Vivo.
Durmo e acordo
Sou.
Sinto a mentira, o que prende
Penso ou penso que o faço no sonho.
Compõem-se as paletes no turno
em que a linha de montagem fechou.
Pesa a mente da ordem
Sua o corpo do resto.
IV - II - O outro
Houve dias em que a inocência ditou
Cada passou que culminou num caminho
num trajecto qualquer que percorri
como se a memória de outros nada me dissesse.
A história escrevia-se imagens bi-dimensionais
se calhar não tinha a noção de perspectiva que agora acumulo no que conto.
Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.
Relembro e revisito tudo com um ângulo qualquer
Há espaço atrás do móel há alguém que se esconde atrás do arbusto.
Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.
Aé eu tenho espaços que
de onde me encontro
não consigo ver.
sou tão humano como sou
não controlo tudo
não o fosse e saberia o que se acumula em mim
ou o que fui.
olá pequenino
não faças isso
VAIS:TE queimar!!!
-Diria eu agora ao que antes me era certo.
Como a minha mãe sou outro.
Não tivesse acontecido talvez hoje outro fosse,
Tenho fobias que nem hoje fui capaz de explicar.
nem com o peso da minha formação chegou ao detalhe que ainda hoje procuro!
Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.
Estou com uma calma que me é tão estranha,
Escrevo com um gesto e impeto lentos
Devagar como eu me sinto.
Falam as gentes,
Sinto o trago que desce
De uma imperial que cada um se vai.
Passam
Passam um e mais uns
Fico
De rojos
Arrastando-me em mim.
II
Somos como os dias em que o Sol se nasce e põe.
Temos um pico, temos nuvens temos luz e breu
E cada coisa nos dá o que outra coisa tira.
III
Daqui a nada são horas de de deitar
amando ou não acordaremos.
Mais um dia só será mais um em tantos.
Havemos de vestir o que um dia usámos e que noutro usaremos.
Só na estreia e na vez última não há de ser assim.
Só na estreia e na vez última não há de ser assim.
O mundo há-de ser verde ou grisalho
há-de nascer e de ser pôr
Tudo.
Tudo flui no rio que temos...
Vê quem pode e quem quer ver
vai-se só que vê e não luta.
O sujo vai sempre dar ao mar.
IV
Falam.
Percebo as partes que ouço,
não percebo o que dizem
partes não bastam
julgo só pelo tom.
Enganam-se.
Dão-se como a voz falsos
não percebem que o hábito fez ser parte
Incham só pelo tom.
Surdo fosse
Não veria o que ouço.
VI - I - O da razão de ser
Acordo e durmo
Vivo.
Durmo e acordo
Sou.
Sinto a mentira, o que prende
Penso ou penso que o faço no sonho.
Compõem-se as paletes no turno
em que a linha de montagem fechou.
Pesa a mente da ordem
Sua o corpo do resto.
IV - II - O outro
Houve dias em que a inocência ditou
Cada passou que culminou num caminho
num trajecto qualquer que percorri
como se a memória de outros nada me dissesse.
A história escrevia-se imagens bi-dimensionais
se calhar não tinha a noção de perspectiva que agora acumulo no que conto.
Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.
Relembro e revisito tudo com um ângulo qualquer
Há espaço atrás do móel há alguém que se esconde atrás do arbusto.
Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.
Aé eu tenho espaços que
de onde me encontro
não consigo ver.
sou tão humano como sou
não controlo tudo
não o fosse e saberia o que se acumula em mim
ou o que fui.
olá pequenino
não faças isso
VAIS:TE queimar!!!
-Diria eu agora ao que antes me era certo.
Como a minha mãe sou outro.
Não tivesse acontecido talvez hoje outro fosse,
Tenho fobias que nem hoje fui capaz de explicar.
nem com o peso da minha formação chegou ao detalhe que ainda hoje procuro!
Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.
sexta-feira, março 06, 2009
Perde-se-me a graça com a idade, com o calcificar dos dedos que barulhentos já só escrevem mais lentos do que aquilo que a mente, lenta, lenta, lenta lenta, lenta lenta lentamente debita por impulsos que se sabem ser eléctricos.
Sou como uma maquina registadora.
Das electrónicas, das novas.
As antigas têm uma graça e uma exactidão maquinal
Estraga-se e levam com óleo
Cada uma das peças que aos olhos se veêm...
As novas,
as novas são muito mais "secretas" (jocoso).
Escondem cada um dos seus módulos em
tão feias placas de circuito integradas de detalhe microscópico
que só quem vê À luz de uma engenharia que não o é percebe.
Tenho uma gaveta completamente desorganizada
Nada briosa.
Para quem rouba é o mesmo é o mesmo é o mesmo
para o resto é um bocado diferente.
Demoro tanto tanto tanto tanto tantot tanto tanto tanto
Tempo
a dar uma merda de um troco
se este claro
for baseado
em combinações de
5 ou mais
moedas
diferentes:
88
cêntimos claro
a 50 precisa de somar
20
e a estes (insisto nos cêntimos)
vou por mais dez
e aos que já referi
ponho só assim de jeitinho
um dois e cinco
fico
com 88 certinhos.
Menina? Olhe o seu troco
Venha cá estou-lhe a dar o que é seu
Tinha aqui estava era muito muito muito misturado
Perdido na catastrofe que nem perdi muito tempo a descrever
MENINA!!!
MENINA!!!
VENHA CÀ POR FAVOR...
....fui educado em instituções judaico cristâs e vivo no binómio em que devo ou não devo emprestar
(será roubar? não interessa merda)
Menina não lhe quero ficar com isso...
é tão chato menina
não vou para o céu
acho que vou chorar...
PUFF
fui bonzinho e então jesus?
Só tenho uns trocos na mão que perdi tempo a encontrar.
Sou como uma maquina registadora.
Das electrónicas, das novas.
As antigas têm uma graça e uma exactidão maquinal
Estraga-se e levam com óleo
Cada uma das peças que aos olhos se veêm...
As novas,
as novas são muito mais "secretas" (jocoso).
Escondem cada um dos seus módulos em
tão feias placas de circuito integradas de detalhe microscópico
que só quem vê À luz de uma engenharia que não o é percebe.
Tenho uma gaveta completamente desorganizada
Nada briosa.
Para quem rouba é o mesmo é o mesmo é o mesmo
para o resto é um bocado diferente.
Demoro tanto tanto tanto tanto tantot tanto tanto tanto
Tempo
a dar uma merda de um troco
se este claro
for baseado
em combinações de
5 ou mais
moedas
diferentes:
88
cêntimos claro
a 50 precisa de somar
20
e a estes (insisto nos cêntimos)
vou por mais dez
e aos que já referi
ponho só assim de jeitinho
um dois e cinco
fico
com 88 certinhos.
Menina? Olhe o seu troco
Venha cá estou-lhe a dar o que é seu
Tinha aqui estava era muito muito muito misturado
Perdido na catastrofe que nem perdi muito tempo a descrever
MENINA!!!
MENINA!!!
VENHA CÀ POR FAVOR...
....fui educado em instituções judaico cristâs e vivo no binómio em que devo ou não devo emprestar
(será roubar? não interessa merda)
Menina não lhe quero ficar com isso...
é tão chato menina
não vou para o céu
acho que vou chorar...
PUFF
fui bonzinho e então jesus?
Só tenho uns trocos na mão que perdi tempo a encontrar.
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Mantivesse-a mantivesse-a. Fosse um pouco mais feliz.
Cinzentos cada vez mais, cada vez menos nosso é o dia.
I
Sinto saudades de escrever. Não do acto em si mas de tudo o que ele implica ou ava.
Uma viagem de comboio sozinho e rotineira nos sentidos que durante anos conheci e que por eles fui deixando de ver achando que entre os detalhes nenhum novo seria. Um dia cujo fim e princípio eram as viagens e que por ele caminhava sempre em busca de algo novo: de pessoas cujo nome não me lembro de excessos que o dinheiro limitado permitia e da liberdade que levou quase 20 dos meus anos a conhecer.
Uma viagem de comboio sozinho e rotineira nos sentidos que durante anos conheci e que por eles fui deixando de ver achando que entre os detalhes nenhum novo seria. Um dia cujo fim e princípio eram as viagens e que por ele caminhava sempre em busca de algo novo: de pessoas cujo nome não me lembro de excessos que o dinheiro limitado permitia e da liberdade que levou quase 20 dos meus anos a conhecer.
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