Estou leve tão leve ao ponto de não estar acostumado o mundo a me ver desta forma. Estou doente aos olhos de quem me cuida e me toma e todos são mais hipocritas nas côndrias que eu. Estou só, estou num canto acolchoado, sossegado mas só em mim. Tudo à minha volta irrita-me com um crescendo quase tão clássico como surdo e eu continuo no meu canto sem sequer me mexer em mais do que uma das minhas extremidades pequeninas que me ensinaram darem pelo nome de dedos.
Um dos dedos está estragado
Cortou-se e não a cebola
No seu todo imaculado.
Mas será que assim....cortado,
Não serei meia pessoa?
Parte foi em partes vivas
tão mais rubras do que sou
no cal e gesso caídas
cada uma pequenina
Chora pelo que deixou.
escó rrem rrem dando o espaço
que as que vêm tanto exigem.
fico aos poucos tão tão fraco
cama perto último passo.
Durmo só com as qu'existem.
Pelo menos estou melhor que os outros que estão entupidos, li te ral men te, entupidos nos aeroportos dos países dos centros evoluíditos desta europa. Uma nuvem negra dizem eles e estão, principalmente os alemães, tão assustados. Os tugas, presidente e aníbal, seis miúdos açoreanos, presidente do AEP, e o faria de oliveira, entre outros, de certo também ilustres, apanharam logo o autocarro e comeram sandes e batatinhas fritas numa estação de serviço que, de essência, não mais pode ser que manhosa. De nuvens, principalemnte das negras, sabem muito muito mesmo, está no sangue que lhes dá a vida e inspira a sua arte de viver...hão-de chegar mesmo que tarde e com as costas a arder.