Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

quarta-feira, junho 10, 2009

Começa em mim acaba num foguete se e só se soubermos inglês ou simplesmente malandro o leitor for. Sempre sério no início.

I

Meus irmãos [ ] da idiotice; gostaria de vos comunicar por escrito que pretendo que aquilo que escrevo e i passe a estar presente neste mundo num suporte mais físico que aquele que um ecrã acaba por ser hoje de uma forma limitativa.

Gostaria que quem me lesse, de facto e seriamente, tivesse em casa um exemplar do que será sempre meu do uma forma que me é própria e única por mais que conte com o escolhido criteriosamente também por vós.

Têm o meu mail. Digam que número ou título gostariam que surgisse.

II
Só o que sou dou; dado não aguentam.
III - Ao foguete festivo.
A menina sorria ao balcãi a que não me aproximei até o sorriso desaparece por, sem qualquer obrigação, me ter pedido um copo, com a àgua que me apetecia beber. Era neste ou no outro café que eu a via mais ou menos levado como, ou diferentemente de, ela, pelas rotinas que compõem um descansar dum mundo que realmente se tem, encontrados pelo acaso que tudo regula e a coincidência que só mais tarde, tão mais tarde, acaba por fazer sentido.
Sorria a menina um dia com uma guitarra às costas num lancil sentada longe de mas com vista para o mar. Aproximei-me e ergui a voz menos tímida que o costume, mais lenta que o normal, e fiz-lhe uma pergunta, aparentemente estranha, que motivou uma discussão entre amigos que, com tão pouco, se preocupavam
"O que importa mais nas portas a maçaneta ou a dobradiça?"
Respondeu como eu respondera. Mais foi dito, mais foi solto. A menina agora tinha nome.
Cresci com os anos que parraram. Com conversas trocadas entre momentos mais ou menos curtos do silêncio que acabavam por justificar a sua duração e conteúdo. Crescia e ela comigo o mesmo fez trilhando cada um o caminho seu que um dia, há tão pouco, acabou por se cruzar num local em que o código de estrada, por não ser aplicado, acabou por promover colisões de frente. Diz-se no auto "sabia que isto ia acontecer", dói, não se percebe, até o instante em que o reboquee, esse carro especializado, chega. Chega. Cansado estou de andar em mim!

terça-feira, junho 09, 2009

Para a excelentíssima MJ que não sendo pinhão dá pinhas ou é madeira desta árvore

Tem a séria uma, tem a outra as que quiser, ou, se preferirem, " Santo António não me protege, por ele eu nunca bebi".

Há quem se sacrifique por uma causa mais ou menos certa; há causas que são o que somos e há divindades que nunca deixam de ser carnais com um peso que pode implicar um custo maior ou menor, de acordo com a parte do animal de onde provém, e pouca é a gente que de facto conhece, por ter estudado ou simplesmente aprendido, esta ciência.

Devoção. Que mais exige uma atitude para ser séria mesmo que pequena o seja aos olhos de quem só o grande, entre as apsas que a ironia me permite, julga que conhece? Não me digam que nunca houve quem matasse por arte ou que também não houve quem simplesmente destruísse com a maior genialidade? Haja dedicação, insisto, sei que impacto haverá também.

Nunca rezou a menina desde o dia em que percebeu que tudo ficou numa caixa de mensagens, tão, tão cheia, que somente aquelas que começavam com a palavra sexo ou tesão eram ouvidas pois, havendo Deus, ele estava farto de histórias mórbidas e/ou relacionadas com $ que foi das poucas coisas que à sua imagem não foram feitas; porque Deus nunca foi cunhado em suportes que só homens grandes carregam com o peso do metal que, só no Inferno, naturalmente derreteria.

Era pequena, e pequena permaneceu no que pequeno o tempo não obrigou a deixar de ser. A pele tinha rugas é certo mas, por entre elas, tanta coisa ficou por passar e ser definido pelo que elas comprimem, e foi evado em parte pelos outros e no resto pelo êxodo que o rural que tão pouca gente soletra, ou sabe, obriga.

Um cartão com uma imagem sua reflectida deu-lhe acesso a rituais e a verdades mais comuns; ao contráriro do de antes não parava na esquina da rua que sendo torta era direita, nos copos, por onde todos os outros - cada vez menos - beberam, tornada que estava a esquina cada vez maior e menos dela pelo seu jeito e arte.

Lá em baixo por vezes as gentes juntavam-se em devoção aos Santos, sempre calvos e de nariz vermelho, um por pensar e outro por estar farto de o fazer. Um de muitos prometia casório, o evento para o qual havia sido educada e, segundo se conta, falava com os peixes e, existindo - ela queria que ele existisse - tanto os seus problemas como parte dos do seu país seriam resolvidos num só instante. Só não percebia a forma como ele era chamado.

Mais gente do que aquela que tinha crescido a conhecer acumulava-se na rua à procura do que já sabiam que queriam e que no plástico, não de 3/4, era servido perdido entre a multidão
de gente que com ela fluia num sentido mais inconsciente do que o trago que, mesmo na consciência, só fora aprendido a ser tomado.

Estava triste, nunca se havia dedicado à causa quase a vir por entre os anos a, a, a, a, acumulados. "Seria esse o motivo de tudo? Será a culpa a minha somente?". Chorava.

Quanto maior a gente maior a merda. Só o riacho à beira de tua casa é limpo e só a couve que à tua boca que à tua boca foi dada sabes de onde provém. Não sabes o cetrto por entre as liteiras de um mundo que não dorme por entre os templos erectos em ovação ao mau-dormir que só quem mal desperta - por entre o betão ó mulher - conhece.

O rio td leva, o rio td leva. O teu riacho leva ao rio e sustenta o que te sustentou um dia e as mãos de teu pai lavou antes de te erguer aos céus e te largar na corrente que só o homem, de entre todos os animais com problemas dentários, tentou controlar: "Dizem mal do rio, mas ninguém das margens que o comprime." Acrescento não dizem mal de quem vive, de quem se esconde no nada, do todo para que nasceu.

Não, não chores. Sorri! sim eu sei que o fazes ou assim espero eu. Respira. Ainda vês tanto azul. Respira. Estás de costas para o fundo. Respira, Respira mulher! Respira, não te envolve o que assusta, o que sabes não estar certo por mais que tenha a cor que aprendeste ser a certa.

E o nada continua a fluir, e o tempo passa. Nada o é, só o mesmo.

quinta-feira, junho 04, 2009

Sem peso nas costinhas do menino

Sinto-me aliviado ao ponto de me considerar atlas antes de, estupidamente, tão estupidamente, ter ido na conversa de hércules que acabou por lhe devolver o feio, o mau, o trágico, o que mesmo antes lhe havia tirado de uma forma que só lhe poderia prejudicar a espalda.

Imagino a cara deste titã nos momentos em que se sentiu deveras libertado de tudo sem peso na consciência que a grandeza exige:

"Coitado do grande senhor. Coitado dele e das suas costas pelo peso da carga suportada conjugada de ética quasi divina."

Só queria ser mau ser outro. O resto que rolasse no vazio.
Não gosto de estorvar as gentes,
por mais motivos que eu tenha
Prefiro passar sorridente
Estorvando fortemente
Quem eu não quero estorvar.

sexta-feira, maio 29, 2009

Já perdi a conta. Mara(b)ilha

Só p'la forma o que é dito, por mais simples fica.

Alimenta o monstro o ol que o que me importa Dilui.

Que que que que que que merda sou um tonto,
Lá me deixei levar por uma balela
Como? se a tu visão era janela
Paguem-me um copo que eu já vos conto.

mais mais mais mais mais um só mais outro!
A culpa não foi minha foi só dela.
Como? é tão pequenina uma donzela!
Já se fez filme em que um coelho é monstro.

Ah meu senhor foste enganado parvo
Até quem mais pensou um dia viu,
Que o era num instante tão mais acre.
Não chores nesse canto não és raro.

Pouca pérola há que ao vinagre
o mais velho o rei vinho não sumiu.

terça-feira, maio 19, 2009

"Agora falando sério" como já o francisco de holanda dizia.

Não me deixo irritar por coisas de dimensão bastante assustadora dado que sou irritável pelas mais pequenas ao ponto de quase provocar um terremoto que, infelizmente para o equilíbrio natural das coisas, só tem repercussões no meu interior. Há vezes porém em que manifesto fisicamente este estado e me pareço com um telemóvel de design inovador, grande e em tal estado de vibração como se tivesse algo a dizer a quem perceber que há uma chamada qualquer em curso.

Infelizmente durante dias ninguém me atende e, muito antes de chegar a dizer alguma coisa - acredito sempre que existiria essa possibilidade - como qualquer aparelho movido a baterias, mesmo que de iões de lítio, por não estar ligado à corrente, acabo por perder a vibração referida com o esgotar da minha fonte energética móvel, com a minha exaustão.

Ainda noutro dia tentei perceber porque é que fico tantas vezes a chamar em vão. Até considerei fatalismos tão antigos: do tempo em que o fumo era a tecnologia de ponta e que pombos podiam ser carteiros. Ri-me ironicamente porque provavelmente o comunicado também seria outro: a voz varia com aquilo que se diz e quem sente percebe-o. Faço-o até ficar sem pilhas e acumular umas de nervos o que é chato.

E assim começa o autor:

Sem qualquer graça a ingratidão nos turva
O mundo que p'la vista já não vê,
Na injustiça só o justo muda.
C'o susto só perguntas "mas porquê?"

Erguemos o estandarte de uma luta
não partilhada, "e a que ninguém se dê."
espalhas o medo e gritas pelas ruas,
Só a tua cabeça diz-te "Sê".

Marchas e marchas só em ti sem fim
pelo que a passo e passo vais trilhando.
É no grito que insistes dizes "VI"
levas tudo o que à frente vais achando.

Dói-te o corpo do peso já vergado,
Cais com ele na cama só cansado.

E muda o tom depois de perceber o que é a verdade. Até escreve em negrito o menino que há quem chame minino.

Estou a vibrar ainda, e em vão.
Caio da mesa para o chão.
Doi como sempre doeu.

Eu?
Eu sou só um menino que
há também quem minino chame.
Há.
Quem?
Pergunta o mais interessado.
Pergunta
per
pergunta
muda o tom com o silêncio
Quem perguntei-te eu?
Quem?
Quem?
Quem?

Não sei,
já soube
não ouve
quando chamo.

quinta-feira, maio 07, 2009

Keep it simple dude: complexity freightens

I

Estou farto de perder o tempo com coisas pequenas.
Coisas tacanhas como o mundo que se sabe andar à roda,
Devagar, devagarinho
não atirando a merda para fora.

Estou farto!

Farto ao ponto das verdades mais banais solidificarem o sentido:

"Achas que eu com a idade que tenho sei do que gosto?
Quem és tu para dizer o que gosto?"

Soltou a largar o sério que só o é sendo simples...

Larguei tudo, quase tudo, pelo caminho.

II

Conhecesse as pessoas por testes clínicos de interesse;
Capacidade cognitiva também poderia ajudar mas,
necessitando um ser como eu de ouvir e ser ouvido
limito-me somente ao conteúdo da conversa.

Profundidade acaba por ser demasiado profunda,
Demasiado...

Basta somente o entendimento de alguma piada mais subtil:
De soslaio se diz
ou pode ser dito,
tudo o que de facto importa:
É bonito o banal que é sério.




segunda-feira, maio 04, 2009

Depois de algo.

I no Noobai, 1ª tentativa, por o ser também em versão não Românica

Levatam os chapéus, arrumam-nos
No Ritual que alguns sabem de cor
E salteado é o resto que já foi
Por entre se e quem o viveu mesmo que por pouco.

Põe-se o Sol que dede que erguido se começara a pôr,
E mais um dia se fez desta vez com luz.

II

Na alma o soco é seco,
Desinibido
Tanto quanto o desprezo o permite.
Qualquer cuidado é paliativo
Só o corpo por si se regenera
Td o resto só se espera
Que acabe morrendo em choro
mais que gasto antes de tudo se ir.

Fica o arder no olho esforçado
Uma porta fechada por vergonha
de uma casa desfeita por patilha
Por litigância sem qualquer imparcialidade.

III

Á que o título apresenta é e será de vez,
Foi assim que me foi dito que Ele fazia as contas
certas independentemente da forma como as expunha.

A lógica não permite alcançar nada que o seja também
Fragmentos somam-se num "story board" feio (...) tão feito,
Do desiquilíbrio só pode resultar o enjoo.

Para um lado para o outro
Para um lado para o outro
Para um lado para o outro
Para um lado para o outro
Para um lado para o outro

Blargh! (Cuspo para o chão) Como se arrancasse uma parte de mim mais suja,
Escovo-me selectivamente com o lado verde do scotch britt
NOJONOJONOJONOJONOJONOJONOJONOJO
E cada vez tenho mais certezas por entre as fodas boas e os sorrisos que agora
Sim Agora pq agora é que vivo fodasse
Aparentavam ter sido do mais sincero.

Vómito, vómito me dá a minha tristeza,
"Não sei quem lixou mais quem, se eu a vida ou ela a mim"
(Rima fácil)
É assim,

Sidoro o Pai natal não existe!

não existe?!
não existe?!
Então que merda era aquela?
Porque me fizeram acreditar em coisas tão parvas como renas voadoras
e que um senhor
que já devia ser reformado
Trabalhava tanto num dia para os meninos bem comportados?

Quero é saber das outras
O que quero, ao ponto de ver, não há!

IV

Como qualquer sonho até queimar vive, pela carne entranha-se

quinta-feira, abril 23, 2009

Desperta o poeta nas horas em que supostamente dormiria levado pelo que se acumula ironica e merdosamente à sua volta.

Quero matar quem exige que o cérebro pense exausto.
Levado pelo esforço que nem o negro conheceu!
Vinte horas senhores vinte horas este escroque aguentou
Fez mais pela vida de um número fiscal do que alguém pela sua fez.

Quero matar quem pede nada pedindo de si
De quem se ri entre eles pelo suor que os outros libertam
Atirando para o ar que ainda mais se faz de seguida.

Quero matar quem não diz não por mim e quem não responder pelo que só eu sei
os que sobre os outros se edificam sabendo que a estrutura nunca abala
E que abalando atiram como se nada fosse para o chão conspurcado já tantas vezes pelos outros.

Eu avisei-te disse-te como era.
Não precisas de tanto meu pequenino
Deverias ser médico falta um na família
Devias devias devias devias devias devias devias devias

E viver meu Deus onde está isso na merda dos meus dias
Onde está meu Senhor de tudo o que está desgovernado face os valores que os teus livros promovem?

MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA
Da grossa.

Só eu não fujo de mim.

quarta-feira, abril 22, 2009

The day the heart almost stopped

I

Desperta o poeta com o exagero que lhe é próprio
Escondendo por entre gritos o que calmamente sussura
de
Si.
Decidido pela obrigação sempre imposta ergue-se o doutor
O especialista no alheio impróprio.
O autor de obras a publica no assim não tão cedo.
Carrega ao peito o pese de algo o que a sua falta impõe;
É a diferença que o move
a ele e não ao poeta
Mas só peito se importa
É a hora
È a hora de partir
d
de
de
ir.

Veste o fato.
Tão mais imponente,
Esconde-se o poeta por entre a gente
O vinco vê.se sobre o amarrotado
Vai o bicho domado
Ninguém
Nim-guém, nim nim nim guem guem
Ninguém
Tem
Medo.

II - o que espero que saia bem.
Saí de casa sem sequer pensar em surpresa.
Estou cansado ao ponto de só assumir o óbvio, e
De obviamente por desconforto só pensar no impossível.
Rotinas definem um homem adulto que se constrói
São os escapes do incerto a conversa em horas mais mortas
São o tudo que dita o caminho que se percorreu
O tempo em que se limam arestas mais falsas,
O ditador que maioritariamente, muitas vezes, foi eleito.
Peço o meu copo e observo como sempre enquanto ele dura
Desta vez não é Domingo e mais gente me rodeia
Como que se o seu Deus só agora estivesse desperto.
As rosas continuam a ser vendidas, algumas compradas,
A gente bebe, a gente fala, casais trocam afectos,
[ É meu castigo], é só mais uma noite, só não é Domingo.
III - Sobre o que foi dito de mim
Quero honestidade, só isso
Quero a falta de virtude dos outros
Face a virtude que é só minha
Quero senti-la, ter o seu peso nos meus dedos
Manuseá-la nas estruturas que são minhas.
Depois de humanamente as ter julgado aceito-as ou não
Ironicamento choro ou rio
Quem é perfeito neste mundo ó senhor talvez de todos
Criador da diferença que ainda neste instante me inspira?
Quem? (voz mais branda)
Fodasse quem? (percebe-se que é cantado)
Não quero santos, quero gente!
Daquela que escarra no caminho que não é só delas,
Daquela que mija contra o vento que sabe ir na sua direcção
Daquela que se banha no frio ou no que escalda,
Da que não vê o que tem à frente.
P´ra mim já basto eu com as minhas manias de criança
Venham os impuros deem colo colo colo
ColiINHO
Sendo querido...
Deles é.
IV
Está num canto o pequenino ouviu
Tantas coisas tão tristes que só chora
Só queria voar, agora, agora;
Mas não o tenta de saltar caiu.
Está no escuro o pequenino viu
Tantas coisas tão feias que só cora
Só queria sair ir para fora;
Mas não o tenta de sair fugiu.
Está tão só já nem em si confia
E o corpo tem a dor que não suporta
Tudo o que ele sonhou já não importa,
P'la forma que o escuro já lhe deu.
Assim ficou o homem que sorria,
Ficou por dar o colo que era Seu.

segunda-feira, abril 20, 2009

This song is an epitaph, now even in a cab music makes me sad.

Interlúdio
Deu-me a vida tudo de mão aberta para mais tarde com o punho fechado m'o tirar. Só vê o homem o que os olhos veêm mas quando ele sente por vezes o não visto se materializa por mais certo ou incerto que um sentimento seja.
Estou com o peso de um vazio de arrancado à força. Tombou um castelo pela fundação, aquele que, como outros diziam, foi construído e se susteve , depois de tantas tentativas, sobre um terreno pantanoso qualquer. Não o preciso por querer acreditar que até me tenho em conta. The... The... Fall, ou algo do género, foi o que me aconteceu.
Merda o que é que o era? Se o era o que de facto o foi? Nunca gostei de ilusionismo, de merdas sem jeito desajeitadas, de idiotices infantis de corridas imberbes de tomadas de fúria; cresci até perceber o que as faz. Estou ressacada, estou ressacado de algo que me fez feliz um dia, que começava e acabava cada um das minhas rotinas estúpidas ou mais sérias, o que era...[ ? ]surgiu de súbito o que de súbito se desfez.
Un por un
los suenõs
não o são.
II - Recaída I primeiro copo
O que guardará em si mais forte que o abdicar de tudo o que supostamente importava sabendo, e isto só porque foi dito, que o que estruturava, o que se tinha, continua a existir por entre as horas mais mortas e escuras?
O cansaço, o cansaço que me percorre consome-me a razão que sempre assumi como certa no que sou e ao ponto de ser o seu único valor. Divido-me por entre duas partes de mim que só simbolicamente são morfologicamente distintas mas que, mesmo sendo o mesmo, me dizem verdades supostas tão contrárias só comprovando a bi-polaridade dos valores que nos são tão distintamente impostos, anulando-se ainda mais numa soma nula qualquer que a vida nunca deveria, pelo que me foi ensinada, ser. E dói. Dói mais que qualquer gesto ou palavra bruta porque essas sentem-se ou ouvem-se e pensar, desde que assim o faço, só me custa com o seu agrupar de argumentos e de saltos tão quânticos como a loucura vivida.
III - A continuação do II o primeiro do copo que já a meio está.
Repete-se o ciclo
Quem roda desta vez sou eu
Avanço e recuo
Sou velho e usado
E em instantes descontínuo.
Giro, Giro Giro
Toco cada vez mais baixinho
(Insuficiente o volume na sala que se compõe)
Giro
Giro e toco o mesmo
Já não há quem ouça
Já nada sou.
Levanta-se o braço
Lá vou eu!
Sou guardado
Primeiro num saco
Depois no outro....
IV - Em termos de copos é o segundo. Quero lá saber de quem morreu em Itália
"Longe de mim a terra, no abanar
Que de tão esperado não parou
Como um grito de Deus sem me chegar
Um pai sem filho e ele sem pai deixou.
Por debaixo de mim no engonhar
Que nunca o esperando se acabou
Como um segredo bruto a escutar
Parte de um todo em partes se quedou.
O choro de uma de outra o grito é
- A harmonia que só mal nos soa -
Divide-se em membros a pessoa
Somando-os e nunca p'ro que era.
Compõe-se assim a vida passa a perna
Só penso no porquê fico ché-ché"
V- E fico cada vez mais diluído - some pour out some pour it in some do the same.
Estou num bar qualquer que é sempre o mesmo
Por dentro choro entre sorrisos soltos aparentemente sinceros
Procurando em mim o que lhes é dado aparentemente de graça,
Por exigência de uma razão que só aparentemente eu conheço.
O copo e o maço cada vez se parecem mais comigo,
Vão-se no pouco que sou, no que trouxe de casa,
Num destino que papel define sem poucas consequências.
Sou como o vapor de um como o fumo que um outro traz por reacção minha
Sinto-me mas não me toco de indefinido
Como a luz que agora há que não aquece.
Nada tem sentido por mais que os os momento que dura.
O copo continua a se esvaziar, e o cinzeiro acumula-se da parte que em mim não fica
Oh! fosse como tu e contasse, contasse cada gesto meu
Cada instinto fosse mensurável, quantificado mais do que é.
Porra! Porra! Porque não choro como antes como quando era pequenino
Porque me consumo consumindo e tenho medo de mim.
Fosse como eles tão certos na sua incerteza mundana de não saber em que quarto dormem.
Corpos são corpos e só para copos servem
Preencho-os comigo nunca sendo preenchido em mim.
Fala o casal a meu lado trocando verdades de hoje,
As verdades que a eles e só a eles importam
Culminam com um abraço que hoje é sentido.
Tenho inveja, quero um, quero mais outro
Quero sentir que o meu corpo é embalado por instantes
Quero ser levado para bem dormir
"Ah és tão piroso Sidoro nesse teu pequeno mundo
Não vês que tão pouco depende ainda hoje de ti
Tens o copo e bebes e esqueces cada vez mais recorrentemente
Chegas a casa e dormes como um bébé alcoolizado
No fazer bem do alcatrão que não respira
Até pões incenso só para te enganares porque alguém te disse que ajuda
És uma merda
És uma merda
ÉS uma Merda (Cantar)
E continuo por entre coisas sóbrias só querendo ver o senso comum
O conhecimento não partilhado e cada vez menos consciente
A consciência pesa, pesa cada vez mais
Quero lá saber o que se sabe
És uma merda
És uma merda
ÉS uma Merda
Traz o paquistanês rosas rosas para quem já fodeu
Jogos que pouco a pouco perderam o sentido
O sentido
O sentido
4 + 1 dá cinco
cinco beatas desde o último virar do cinzeiro, 5
És uma merda
És uma merda
ÉS uma Merda (cantar)
Um copo e meio
És uma merda
És uma merda
ÉS uma Merda (cantar)
E a tecla batida toca sempre o mesmo,
Á mente soa por cada gole diferente...
Só se quer diluir a verdade
Olhou, olhou para mim, olhou para mim.
Não olho de volta, amanhã trabalho e entro cedinho, cedinho.
Preciso,
Uma pedra, um dedinho
Deêm-me mais um copo
VI - There are more drinks but the bar is closed.
Diz quem sabe não quem faz, O resto são histórias que ninguém vive
Enganamo-nos por entre parágrafos construídos mentalmente
Por entre palavras ordenadas por instinto desumano
e o que isso nos faz diferir de outros seres.
Chorasse, deixasse e fosse e fosse assim tão simples como tirar e por
Tirasse toda esta merda de mim e de soslaio e fosse e fosse assim tão simples como tirar e pôr
Merda, porque penso caralho mesmo em horas que são de dormir, de dormir.
Sou um cobarde com medo da solidão que tenho fujo por entre os meus dedos que
Fragilmente, sempre tão fragilmente, fragilmente
Tiram de mim por pouco o que carrego
Com um acto que aprendido ficou reflexo
De uma forma de ser cada vez mais triste.
Estou quase, Estou quase cansado,
Mais um trago, mais um cigarro
Mais um trago mais um cigarro
Pouco a pouco
mais e mais e cansado
Daqui a nada vou dormir.

sexta-feira, abril 17, 2009

A vigília

Lembro-me de estados de alma tão pequenos em noites,
a luz existia por tão pouco natural como nós,
e o corpo embalava-se ao ritmo do andar de outros.

Os sinos tocavam estridentes por entre as horas
envolvidos pelo bréu do detrás da vista,
O frio chegava e punha-se com o nosso começo e fim.

Ah! Recordo-me do acordar imposto e da mochila pesada
De uma parca com um verde que me persegue
De um carinho dado entre gritos que soltava
contínuo por mais que continuamente o fizesse.
Memórias o que são? Já não existem para além de um anexo em mim:
Um quarto só de paredes composto, raramente iluminado nunca idêntico ao que antes fora.
Sempre aquilo que eu quero mesmo que escuro.

"Está uma moldura naquela parede está um retrato agora
não é um sorriso é um menino que até joga à bola
não não não não não não não
É uma menina cuja voz não conheço com o cabelo preso e duas covinhas na face
Oh meu Deus como brilha quando sorri.
NÂO PORRA
É uma mão que se abre e que num instante se fecha
é uma cabeça zangada mas que também se Ri
é um pedido uma desculpa depois de tudo ter tirado
É uma senhora que não mexe um braço
Com o outro vende taludas."

Tenho frio. Tenho o frio que a febre imposta impõe.
Pensasse, pensasse como antes,
Atingisse a plenitude de um não não desejado
Sorrise irónico da desgraça comum.

Já tão pouco sou do que me definia.
Tanta gente faz tanta coisa
Há quem construa há quem delire há quem finja há quem minta há quem só veja há quem só gaste há quem sorria há quem grite há quem bata há quem faça tudo e há o eu.
Quero um pouco um pouco de tudo meu DEUS
Quero até um pouco de TI
Quero ser preenchido no vácuo que mijei pelo caminho que me foi dado quase sem escolher
POR TI? POR MIM? POR ELES? POR NÓS?
O que sou, o que sou do que fui?
O quê?
O que^?

Lembro-me de estados de alma tão pequenos em noites,
a luz existia por tão pouco natural como nós,
e o corpo embalava-se ao ritmo do andar de outros.

Os sinos tocavam estridentes por entre as horas
envolvidos pelo bréu do detrás da vista,
O frio chegava e punha-se com o nosso começo e fim.

Já nada é assim.

quinta-feira, abril 16, 2009

Sobre o que se chama de casa passando primeiro pelo terreno. Arquitectura, engenharia civil e edificação incluidos.

Já ninguém vive no mato ou em recantos escuros a não ser que, por uma via ou outra, a vida o frio nos tenha imposto da forma que, neste alegoria contemporânea com sorrisos alinhados e brancos, se acaba sempre por se considerar fatal mesmo que já ninguém utilize este adjectivo desta maneira. Há, no meu modesto entender, também quem o procure activamente e mesmo contra a vontade das tecedeiras de tapetes mais místicos que os de arraiolos e esses fatalmente são parvos.

Não podemos avaliar uma casa cingindo-nos ao potencial do seu terreno. Claro que uns 1000 m2 com vista para o mar ou numa montanha são à partida muito mais agradáveis que um terreno baldio numa zona industrial para preparar um acampamento mas há quem queira mais que uma caravana e um churrasco: há quem queira a arte que só edificada nos envolve.

Um bom arquitecto vê para além do óbvio ao mesmo tempo que é o ponto que une a ciência do pilar, a estética que ele permite e a carteira de quem o paga. Onde só se via terra suja e mato ele vê o belo que o esforço, um material aparentemente bruto, uma mistura de etnias normalmente marginal, limitações camarárias, o azul de um saco e o tempo acabam por concretizar para o tempo de outros, SE BEM FEITO TUDO O RESTO, ser bom, acolhedor.

Só quero uma casa. Não quero ver o mar que nunca vai ser meu e que nunca é o mesmo. Não quero montanhas. Não quero passarinhos. Quero andar nú sem frio em paredes que são minhas e que no meu tempo se ergueram.

II

Quer o menino um brinquedo
Tem-no e joga-o para o chão
Não é um pião
Não faz sentido.
Caiu está partido.

Chora o menino
Não queria o que fez.

III

Back to the basics my friend.

it's hard to be wrong when everybody's right

Eles vão todos dizer-me que estavam certos que eles sabiam melhor do que eu. "tu tinhas um olho fechado", e aqui não estou a ser vulgar nas minhas referências cinjo-me só áqueles que veêm ou melhor àqueles que deveriam ter visto.

"Nao vale a pena forçar uma coisa que pode ter fragilidades de base", disse-me uma vez alguém que não estava à espera que o dissesse - tou a ver que é recorrente - e agora que olho com olhos de ver até que compreendo o que este senhor me disse com a amizade que, no meio da pressão que partilhamos em horas que de mortas e cinzentas não queríamos nossas, se mostra cada vez mais estruturada. Há coisas que não me fazem sentido e que, por isso, eu nunca as faria mas o meu sentido é o meu a minha direcção é a minha e, como se sabe, nem todos vão para mem martins. Poderia questionar-me mais uma vez e chegar às mesmas respostas em relação a tudo mas para quê? Há coisas que são tão pouco por muito que considerassemos que tão mais fosse: sentimos ou achamos que sentimos turvando a mente que um jardim via num terreno pantanoso enganados pela publicidade plasticamente contemporânea e os conselhos superficiais. A Natureza não muda porque o homem quer destrói-se pelo querer do homem.

I told you so, i told you so na na na na na na (cantando). Eu acreditei, até hoje acreditei por entre a fragilidade do não-dormir mas embalado pelo que vi e me deu sossego. Visse comigo e dormisse não desse razão ao mundo que nunca a viu.

terça-feira, abril 14, 2009

Trabalho

Estou farto estou farto
fartinho
caralho
O trabalho
só cansa
não anda...

quem não vê.

Porquê tens tudo
há sonhos de miúdo que valem tão menos
são pequenos os sonhos de tantos ao teu lado
Rapaz tens de ter cuidado que assim a vida dá merda...
Passa a perna de soslaio!
Caralho
cansa e não é pouco.

terça-feira, março 31, 2009

"é para sair daqui a 30 minutos. Limpinho ahn!"

Cito, não sei se existo, p'lo menos tenho memória

segunda-feira, março 30, 2009

Versos de amor de um onanista que precisa de alguém para o ser.

I - Sobre fodas ao som de barry white.

Nem todos os que passam a ponte se ficam pela caparica.

II - De coisas fáceis dificilmente se escreve

Sorris enviesada pelo tão bem te assenta.
Mulher! há gestos que só a nós são próprios.
Noutras mãos tanta coisa perderia o sentido.

III

Está vazia a casa
Faltas ao espaço que outro com tanto jeito talvez filmasse
dás sentido à conversa que ele tão bem filmou.

Eram de outros o brçaos
Era falso quase tudo de tudo
Tinha a graça somente de se haver registado numa memória mais perpétua
De prata era e só por isso de todos os que a vira.

O que toco e sinto só eu conheço
São meus os caminhos que como teclas percorri.
São minhas as expressões que desajeitado ou não toquei
tal como as palavras que dadas passaram a ser tuas.

Caiu mais uma noita
Passou só mais um dia.
Há somas que se anulam
Há coisas que vão no tempo.

IV

A casa exige um regresso
Voltando és que exijo.

V

Sono
Mal dormir
no corpo
Ir com ele não te tendo.

IV - Resumo epitáfio ou a puta que o pariu.

Quer o menino dizer o que não se diz, vezes repetidas, porque ninguém lhe ensinou que coisas há que não se dizem, ou perguntam, coisas essas que se têm de ver ou sentir por outro sentido que não este a que se refere.

Ao senhor doutor João Cotrim de Figueiredo

Função de Ω é engraçada
especialmente pela forma
que lhe é associada.
Digamos que redondinha
não sendo circular:

Seguindo-a
não voltamos ao início
e a isto
há quem chame de crescer.

Alterado pela calma que tão pouco ou mal conheço.

I

Estou com uma calma que me é tão estranha,
Escrevo com um gesto e impeto lentos
Devagar como eu me sinto.
Falam as gentes,
Sinto o trago que desce
De uma imperial que cada um se vai.
Passam
Passam um e mais uns
Fico
De rojos
Arrastando-me em mim.

II

Somos como os dias em que o Sol se nasce e põe.
Temos um pico, temos nuvens temos luz e breu
E cada coisa nos dá o que outra coisa tira.

III

Daqui a nada são horas de de deitar
amando ou não acordaremos.
Mais um dia só será mais um em tantos.

Havemos de vestir o que um dia usámos e que noutro usaremos.
Só na estreia e na vez última não há de ser assim.
Só na estreia e na vez última não há de ser assim.

O mundo há-de ser verde ou grisalho
há-de nascer e de ser pôr
Tudo.
Tudo flui no rio que temos...
Vê quem pode e quem quer ver
vai-se só que vê e não luta.

O sujo vai sempre dar ao mar.

IV

Falam.

Percebo as partes que ouço,
não percebo o que dizem
partes não bastam
julgo só pelo tom.

Enganam-se.

Dão-se como a voz falsos
não percebem que o hábito fez ser parte
Incham só pelo tom.

Surdo fosse
Não veria o que ouço.

VI - I - O da razão de ser

Acordo e durmo
Vivo.

Durmo e acordo
Sou.

Sinto a mentira, o que prende
Penso ou penso que o faço no sonho.

Compõem-se as paletes no turno
em que a linha de montagem fechou.

Pesa a mente da ordem
Sua o corpo do resto.

IV - II - O outro

Houve dias em que a inocência ditou
Cada passou que culminou num caminho
num trajecto qualquer que percorri
como se a memória de outros nada me dissesse.

A história escrevia-se imagens bi-dimensionais
se calhar não tinha a noção de perspectiva que agora acumulo no que conto.

Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.

Relembro e revisito tudo com um ângulo qualquer
Há espaço atrás do móel há alguém que se esconde atrás do arbusto.

Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.

Aé eu tenho espaços que
de onde me encontro
não consigo ver.
sou tão humano como sou
não controlo tudo
não o fosse e saberia o que se acumula em mim
ou o que fui.

olá pequenino
não faças isso
VAIS:TE queimar!!!
-Diria eu agora ao que antes me era certo.
Como a minha mãe sou outro.
Não tivesse acontecido talvez hoje outro fosse,
Tenho fobias que nem hoje fui capaz de explicar.
nem com o peso da minha formação chegou ao detalhe que ainda hoje procuro!

Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.

sexta-feira, março 06, 2009

Perde-se-me a graça com a idade, com o calcificar dos dedos que barulhentos já só escrevem mais lentos do que aquilo que a mente, lenta, lenta, lenta lenta, lenta lenta lentamente debita por impulsos que se sabem ser eléctricos.

Sou como uma maquina registadora.
Das electrónicas, das novas.
As antigas têm uma graça e uma exactidão maquinal
Estraga-se e levam com óleo
Cada uma das peças que aos olhos se veêm...
As novas,
as novas são muito mais "secretas" (jocoso).
Escondem cada um dos seus módulos em
tão feias placas de circuito integradas de detalhe microscópico
que só quem vê À luz de uma engenharia que não o é percebe.

Tenho uma gaveta completamente desorganizada
Nada briosa.
Para quem rouba é o mesmo é o mesmo é o mesmo
para o resto é um bocado diferente.
Demoro tanto tanto tanto tanto tantot tanto tanto tanto
Tempo
a dar uma merda de um troco
se este claro
for baseado
em combinações de
5 ou mais
moedas
diferentes:

88
cêntimos claro
a 50 precisa de somar
20
e a estes (insisto nos cêntimos)
vou por mais dez
e aos que já referi
ponho só assim de jeitinho
um dois e cinco
fico
com 88 certinhos.

Menina? Olhe o seu troco
Venha cá estou-lhe a dar o que é seu
Tinha aqui estava era muito muito muito misturado
Perdido na catastrofe que nem perdi muito tempo a descrever

MENINA!!!
MENINA!!!

VENHA CÀ POR FAVOR...
....fui educado em instituções judaico cristâs e vivo no binómio em que devo ou não devo emprestar
(será roubar? não interessa merda)
Menina não lhe quero ficar com isso...
é tão chato menina
não vou para o céu
acho que vou chorar...

PUFF

fui bonzinho e então jesus?
Só tenho uns trocos na mão que perdi tempo a encontrar.







sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Não tenho escrito muito ou muito bem. Digamos que me falta qualquer coisa. Parece que a pena de pato é de outra ave ainda menos rara qualquer pela escassez de estilo demonstrada.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Mantivesse-a mantivesse-a. Fosse um pouco mais feliz.

Cinzentos cada vez mais, cada vez menos nosso é o dia.

I

Sinto saudades de escrever. Não do acto em si mas de tudo o que ele implica ou ava.



Uma viagem de comboio sozinho e rotineira nos sentidos que durante anos conheci e que por eles fui deixando de ver achando que entre os detalhes nenhum novo seria. Um dia cujo fim e princípio eram as viagens e que por ele caminhava sempre em busca de algo novo: de pessoas cujo nome não me lembro de excessos que o dinheiro limitado permitia e da liberdade que levou quase 20 dos meus anos a conhecer.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Soubesse eu tudo e não tivesse de perguntar uma, duas ou três vezes a mesma coisa em momentos distintos e perguntar mais vezes mais e mais ao ponto de achar que ignoro sempre. Respondessem.me direito à primeira sem rodeios com a merda que à primeira lhes vem à cabeça. Agissem de acordo com o seu contéudo comessem de acordo com a sua fome e dessem o mesmo que lhes é oferecido.



Seja o mundo daqueles que não são e seja o céu daqueles que se espelham de facto no mundo. Que só ascendam aqueles que de facto se mostram aqueles que olham com olhos que ferem quando têm de ferir, aqueles que olham com carinho quando é ele que tem de ser dado, e que na terra fiquem todos os que se escondem no escuro que a noite nos traz achando que o mundo está diferente só porque os seus olhos tão bem não o veêm.



Põe-se tão lento o sol atrás do monte,

Chega p'la terra o frio alaga o breu

Subitamente tudo; chega ao céu!!!

E os homens choram pelo que antes houve.



"tudo aquilo que um dia nos trouxe

empilha-se em palletes mausoléu

é a memória de um homem réu

fica-lhe o corpo do que não se ouve."



A ladainha que só se ouve cessa

Tudo parece que vai mais depressa.

e o sono chega mesmo usando turnos.



Quem era pequenito vai crescer

e entre os grandes ninguém vai perceber:

"Por um dia perdido foi-se o mundo"





"Deus corrige quem ama", segundo S. Paulo que pela luz a luz viu. Mudou de nome e tudo e o nome antigo não conheço ninguém quem tenha. Desfez-se o erro desfez-se o que o apelidava e todo um novo mundo se criou.



Deus ama todos os seus filhos de acordo com aquele que mais gente conhece e que por essa mesma gente acabou morrer segundo se lê num suposto original de um dos seus contemporâneos. Também esse diz que o filho que volta depois de errar é perdoado incondicionalmente e, se lermos nas entrelinhas, rapidamente percebemos que esta situção pode causar desconforto ao outro (filho) mas, por ser educado por um Pai capaz, percebe a atitude e se calhar ainda o ama mais.



Eu não tenho filhos por mais que ame outras pessoas. Não tenho ninguém para corrigir e por isso não corrijo ninguém. Amo só quem por outros foi definido e lido só pelo que outros foi imposto. Aceito ou não tal como aceite ou não sou: aponto o que desequilibra com graus de inocência ou de paciência cada vez menores até o desgaste ser máximo. Ainda há pachorra para fazer isto mas tenho vindo a perceber que de nada serve dizer tudo...não! não digo que se minta mas aconselho a partir com as nossas só nossas preocupações, pois tal como o filho de outrém só quando pródigo algo mudou. Se em nós estiver o mesmo dar-lhe-emos o colo de onde partiu.



Deus é omniconsciente. Deus sabe tudo. Deus conhece todos os defeitos de cada um de nós face a sua matriz de perfeição (Ele próprio?). Eu não sou omniconsciente por mais que ache que conheço algo ou alguém. Tudo o que em mim se acumula é de experiência feito: o sorriso 1 quer dizer A e o tom 45 quer dizer algo entre V e N. Interpreto de acordo com o impacto que essas experiências tiveram com as minhas estruturas cognitivas. Não pensem que sou inflexível pois, se assim for o caso, elas adaptam-se ao que de novo experimento mas, com o acumular de tudo, há cada vez menos casos em que isso acontece.



Vendo o céu azul e nenhuma nuvem nele num ecrã televisivo qualquer com uma legenda que me diz que é o dia 30 eu assumo que nesse dia o tempo estava bom. Se o dia em que estou for exactamente esse dia se calhar até faço o meu rol com óculos de sol incluídos (nunca se sabe o que pode acontecer) para ir a uma praia qualquer. Alguns minutos depois saio de casa, vejo a luz do dia e com ela o mundo com maior clareza que num ecrã televisivo qualquer.



"AHn!?" - digo eu perplexo depois de ter passado o incadeamento dos meus olhos. Afinal o tempo está uma porcaria..."Será que fui enganado?"

Deus é omnipotente não dorme. há coisas que vistas só me dão vontade de dormir.

"meus amigos adeus boa noite,
Já são horas de irmos deitar
Com saudades nos vamos embora
mas convosco ficamos a sonhar" (canção cantada na polana moçambique)

E adormeçoaosom de outra música que não esta qualquer. Ou da chuva talvez. Choveu tanto hoje e só por ela no quarto vazio fui embalado Não a vi, sentia-a mesmo com a janela fechada e o meu corpo limpou-se como antes nunca o fez escorrendo a merda que acumulou por entre as suas extremidades.

____________________________________________""_______________________

Não julgo um livro pela capa nem um jornal pelas gordas. Ficcionado o conteúdo tem de ser bom, já um relato informativo tem de ser o mais verídico possível tal como a opiniãodo leitor de um de outro ou de ambos.

Todo o juízo é baseadp na fonte de uma informação qualquer dado por um ecrã televisivo, informático ou página de um jornal. Claro que a opinião/juízo se vai limitar ao que é percebido/visto mas a escolha passa não por quem escreve mas por quem dita, compila ou paga.

Claro que podemos culpar o leitor pela suaescolha de leitura (claro que podemos) mas na omissão a culpa nunca pode ser dele, da maioria ou minoria (valha-me deus) desinformada.

_______________________________________" "___________________________

Chega de metáforas estou farto de me enganar com promessas vãs e comparações no que sou baseadas ecompromissos nao firmados contratualmente. o pródigo insisto o pródigo voltou e com ele o arrependimento corrigido que estava pela vida. não corrijo ninguém. Duvido que alguém se corrija.











terça-feira, janeiro 27, 2009

Eis que, quando o público menos o esperava, o nosso herói regressa...mais ou menos extenso.

Caros amigos leitores,



O que vocês duplamente são nunca se poderá dissociar completamente. É simples o motivo; só tem pachorra para me ler quem me conhece e conhecendo, ao contrário da maioria, não me guarda qualquer rancor. Esta situação poderá tender a desaparecer, principalmente entre aqueles que me leêm: escrevo cada vez menos enganado que fui por mim depois de ela, a vida, me ter ludibriado com promessas deuradas e com sucesso no fim. Não tenho o tempo depois de o ter gasto em coisas tão humanas como uma folha de cálculo que suporta todo um excel desumano com os seus zeros zeros e uns. Uns até parece que gostam disto outros parece-me que se escondem num canto qualquer que não os permite ser.



Era uma vez um menino que sendo menino não sabia o que era ser grande mas que tinha a ideia de que envolveria comer os chocolates que o pai escondia no topo lá no topo do armário sem ter medo de cair. Era era e ele tinha um ar dócil era gordo e não falava uma palavra qualquer sem que soasse estranha ou redutora. Ora umas vezes chorava, andava olhava para o céu e brincava com bonecos que representavam para ele as histórias que, segundo ele se lembra, nunca ninguém lhe contou ou, se prefirerem, ofereceu.



Tinha calções listrados pelos joelhos e tinha medo do escuro e do seu pai. Era grande tão grande o senhor que ele precisou de crescer tanto para o ver de cima com um chocolate de todo o tamanho na mão. Não nunca o fez por maldade, este que ficara jovem e que um dia se julgaria um senhor poeta, um construtor de fábulas numa vida que é e será sempre sempre triste. Ris-te jovem leitor? não percebes a carga emotiva por certo pois só percebe quem a vive.

Rio-me porque entretanto esqueci.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

a batatinha matutano

matu
matuta
matu
matuta
ma-tu-tA an A an A an A no.

Ondulado ou simples com nomes que,
nada dizem ao senhor consumidor se este nunca tiver consumido ou
olhado para a singela embalagem.

É preciso abrir e experimentar é o que vos digo.

Matu
matuta
matu
matuta
matutano.

Até vem com sabores e tudo
e de uma escolha muito variada (diz alguém)
quer dizer
Aparentemente estúpida (diz outrem)
Até pode agradar ao mais selecto do freguês
ou ao mais ignorante
A língua varia de pessoa para pessoa
Bem como o gosto que mais ou menos a língua estimula. (voz irritante)

há quem diga que muda

Matu
Matuta
Matu
Matuta
Tuta
Muda
Matu
Tu
Tano.

Ai que pena o pacote acabou
Será que o freguês gostou?
Muito (com ar de alegria parva)
Finito o pacote atira para o chão...
Voa o pacote como num turbilhão (cantado)
ão ão ão.

Vou voltar ao supermercado até comia mais um bocado.
Vejo a montra....
Está fechado? (ar triste)
está fechado tendo eu esta fome?
Queria experimentar aquele outro sabor
o de presunto ibérico
ou outro qualquer
mediterrânico mas já nao ondulado...

ESTOU ESFOMEADO PORRA!

O que se passa com este mundo...
Deu-me aquilo e tira-me tudo
estando tudo há minha frente?
Eles são nada não são gente para andar na rua

matu
matuta
matu
matuta
mAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAa
tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
taaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
no.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Escrever no escuro e sim é literal.

Horas de ir deitar
Dorme o que sou acorda talvez outro
um que não sei por não lembrar os sonhos

Por onde andará?
Em que cantos se perde=
O que receia o que de facto quer?

Serão melhores as causas mais simples?
Será que existe algo assim em mim?

O Passarão quer uma passarinha
No fundo o oposto ao que ele é
Volta o passarão por ela
E só por ela parte.

Como está a passarinha?
Perguntam ao passarão
Soubessem que ele pergunta o mesmo
Só quer saber da Passarinha.

.............................................

Chega de infantilidades
Escritos no escuro a menos de meia luz
Como se esse conceito existisse.

A meia luz de uma lâmpada
é de facto metade dela
De duas velas é só uma

Com watts já é mais complexo
Por isso deles ou quando deles falamos
é com velas que comparamos
É só soprar....
Bufar....

Pffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff

Sem r's e com o mesmo impacto fatal
nem que seja por sair sempre do mesmo
e aqui não há meia luz...

II

Último antes de ir dormir.

Estou deitado na cama velha
Tenho a nova
aqui ao lado
pronta a ser montada.

Foi sempre assim
o fim
o fim
nunca me foi imposto
chegou com a mudança
muitas
senão todas
as vezes sem eu a pedir.
Foi assim que me educaram.

Sei que é triste muito triste
Fui, fui fui
e eu
como só eu posso estar sei que estou
Reajo e só por isso assim me sento
frente a frente de mim
de outros
de todos não
me importa...

É precio ter fé eu sei
merda eu sei
por entre os meus dedos que nada têm
e que se enrolam com nós que escuteiros nunca hão-de aprender por mais que tentem
nunca lhes irá ser ensinado....

Ó senhor assim acabo
Por culpa Dele a culpa é nossa.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Once again he talks about them sObre eles. ou ele? não interessa

caríssima,



Assim começo a preencher este moleskine em versão solo porque a outra não conta em termos de trabalho individual já que a sua letra aprimora também a página que, mais que esta, além de espessa é suja pela minha tão indecifrável letra ou, se quisermos, caligrafia.



Tivemos um muito bom final de semana e final de semana em si. Estivemos juntos como nunca antes estiveramos e senti ou imos como nunca o fizeramos. Deixemo-nos de merdas digo eu. Gostamos é muito um, sim um, do outro.



Era uma vez um menino tão lindo aos olhoes quem lindo o achava pelos motivosa que lindo o faziam. Havia quem disesse que era por A ou por B ou por voar em executiva ou até mesmo por ter algum pilim. Estavam errados e nem sequer iam à natureza da coisa pelo cansaço que exige ir para além do que a vista prende, de um horizonte ocidentalmente limitado por estruturas de betão feias e sombrias na consequência. Costumes tristes e frios.



Era uma vez uma menina tão linda aos olhos que quem linda a achava pelos motivos que linda a faziam. Havia quem dissesse que era por A ou por B ou por aparecer um ecrã ou noutro ou por ir a festas que muitos quereriam ir. Estavam errados e nem sequer iam à natureza da coisa pelo cansaço que exige viver a vida neste mundo ocidentalmente limitado pela ânsia pela merda que é Pilim e que embora verde como a árvore como ela não é: vale por sonhos não por natureza e é símbolo de tudo o que nos faz não ver e querer acreditar em fantasia. Costumes da maioria triste com algo de frio.



Estavam os dois num canto de um canto inclinado da cidade com inclinanços, uns mais fortes outros mais fracos mas sempre de ângulos diversos, que é Lisboa. Cada um estava entretido, mais ou menos não importa pois não sei avaliar tal coisa - de todos os artistas não me incluo no grupo que os críticos perfazem -, num conjunto de pessoas que só poderiam ser parte de uma rotina qualquer mais ou menos diária e por isso conhecida.



Por qualquer motivo, ao qual ainda sou alheio, fora clara a necessidade de aliviar a bexiga, passou por ela que tão linda era mas nunca lhe parecera, porque nunca a vira ele que tão lindo era mas que a ela nunca parecera porque ela nunca o vira.



Rufaram tambores num circo qualquer, num país qualquer. Chen, Cardinalli, Vitor Hugo ou Lizete. Alguém deu uma pirueta tripla quase mortal, um senhor apanhou uma trapezista largada a metros de distância do chão, uma mulher não beirã tinha uma barba tão forte que aguentava com 50 kg de uma coisa qualquer que 50 kg pesava. Ali não rufou nada mas quem viu conta que se passavam desempenhos de natureza totalmente circense:



"João Tobias 43 anos aluno do 2º ano do técnico, natural de Viana do Castelo, segundo ele diz mas na verdade de Anais, bebeu três copos de imperial do bicaense em 30 minutos. Aqui o que choca é o preço"



"Matilde Simões de qualquer coisa 17 anos de verdade 24 para os outros, depois de ir ajeitar o pensinho (ou de ir fazer outra coisa qualquer) com o namorado á casa de banho do funicular conseguiu andar com os saltos das suas botas Stilleto por entre o obstáculo que é o carril"



"Ludwig kettler, aluno erasmus, enroulou três charros à frente do grupo excursionista vai tu segundo ele, de facto fumou oregãos com tabaco e não estava habituado a nicotina"



"Dona Ermelinda a rosa para os amigos do bairro depois de ver a novela da TVI ainda bebeu um chá e falou com os gatos deitando-se quando a rua já estava vazia"



"Sr. Sidoro Brago escritor de textos oníricos ou somente chalados mesmo com um bigode farto aguentou a bebida na sua bexiguita e procurou um lugar para esvazia-la numa rua mais vazia que não tão perto ficava"



"Maria Nareió artista aclamada mas por gente de clubes restritos vendo um rapaz aflito, o ainda agora citado, o seu pescoço como nunca antes fizera rodou, rodou"



E aqui começa a dança que tocada poderia fugir por entre os dedos de um pianista mais virtuoso no absinto ou pelas palavras de um escritor no mesmo com a mesma ou ainda mais virtude. (Pede-se tolerância a excessos literários ou simplesmente onanistas).



Perdido naquele olhar e limitado por uma bexiga de volume perfeito Brago atira o seu português com a mestria técnica de um lançador de dardos:



"Linda senhora creio que nunca a vi por estras bandas, corrija-me se estiver errado, ou simplesmente responda-me a esta simples pergunta. Alguma vez tive a sorte de a ter conhecido?



Meia confusa por tal charme aplicado Maria Nareió e escudada pelo azul dos seus olhos e impulsionada por uma força nunca antes vista naquele corpo contra-atacou:



"Se me tivesse visto não me teria esquecido, não faria tal pergunta a não ser claro que seja um bocadito pândulas..."



TERROR! que ousadia, que classe que formação...só podia o jovem seguir em frente e não ao som de tambores que rufavam. Só se ouvia o mítico U án, án án án ánnnnnnn; aquele som que desde putos só os surdos não sabem que implica derrota ou a destruição de tudo...



Seguiu. Aliviou a bexiga, tentou de novo mas não conseguiu falar com ela depois de tão grande derrota.



eMe é eRre Dê Á.



MERDA!


Fugiu para o vício. (Ele) e sem saber seguiu-o o azar: não havia tabaco em lado algum. Foi beber ao mesmo tempo que ela e sem saberem e sem quererem foram ao mesmo sítio. Tentaram de novo, arrancaram bem até. Desde aí, desde aí...não parou.
Parou ou não? Parou? Não! Entã0?
"Conheço-a?"
"Creio que não".

terça-feira, novembro 11, 2008

Os irmão lutavam verdes apontavam defeitos subjectivos.


A culpa foi tua só tua não minha,

és parvo ou quê? tu é que desarrumas.

A amiga é minha não é tua

O que é que isso tem a ver?

Ouve

Ai!

Não sejas casmurro ó meu idiota

Eu?

Sim tu quem é que havia de ser?

Vou-me embora...

Não.

vou eu primeiro.

domingo, novembro 09, 2008

Outro

Naquele dia estava particularmente triste a menina. Os seus olhos reflectiam a dor de perder um brinquedo que, por mais ou menos tempo, nos acompanhou durante o acumular de unidades métricas. Qualquer um que não a conhecesse iria a correr na sua direcção confortá-la mas, infelizmente, estava longe de tudo - era o periodo de férias só quem a conhecia se aproximava dela.

Cansada das suas paredes e de tudo que nelas se acumulava (tantas coisas, tantas coisas lindas) decidiu sair para o jardim que, tantas vezes maior que a casa, parecia nao impor limites a uma liberdade que ainda hoje está a aprender que poucas em tantas vezes existe. Nao quis a piscina ou o escorrega. Queria um canto onde chorar.

Á medida que cada lágrima secava, o vento, sem ela se perceber soprava, pouco a pouco, mais forte. Estranhamente os olhos saravam mais depressa e, passado o ardor, abriu-os dando de caras com uma semente coverta de penugem que voava - um careca na gíria beirã que o lisboeta apelidade de bruxinha - na sua direcção. Desviou a cabeça e fixando-a deixou passar e, sem notar, seguiu-a ao ponto de ela se fixar na sua camisola.

Estimou-a ao longo do dia. Instintivamente o fortuito ganhou um peso fatalístico e o que nas mãos lhe caira era o que até então só por entre os dedos lhe passara.

És o que eu mais quero do mundo. Dou-te tudo mesmo que não o peças". Também inapto o calvo nada lhe pediria.

A noite entretanto caiu sorrateiramente - nem se apercebeu coitadita. Soprava, voava, agarrava e repetia mais um mais uma e mais uma vez. Soprou

São horas de ir jantar! Vamos papar menina." - Gritou quem a conhecia. Olhou enquanto ele voou; desta vez para longe.

Agora como a RTP além de internacional tem não só açores como África

www.um-maputo.blogspot.com

sábado, setembro 20, 2008

"Everything's alright"

Corre, corre por entre as paredes que só verde têm por qualquer benção que um qualquer duvido que explique. Queima os pés pelo caminho que tantos outros já tiveram e consome o ar que muitos mais expeliram. Corre, corre e faz-te abraçando o reflexo que te segue - tudo o que tens neste triste mundo a que dás em cada lágrima que libertas, tão mais que o teu sangue carregada que está do que o mundo te deu e tu digeriste.

Corre mas vê.

terça-feira, setembro 09, 2008

Cada vez se lembra menos o homem do que fora um dia. Dias há que só certos estímulos nos fazem recordá-los por mais óbvios que eles sejam ou não. Independentemente de tudo do acumular de cada um deles se forma um conjunto que, ao atingir o seu máximo possível, converge imediatamente para o vazio ou se quisermos para o O com um traço.

A puberdade traz um conjunto de características comuns a quem a atinge. Não falando de desenvolvimento da personalidade de cada um, até então quase adormecido pela falta de estímulos da sociedade ou até mesmo pela inactividade sexual que, na maioria dos casos, só então deixam de faltar e de estar inactivos irei então focar-me no desenvolvimento/crescimento de caracteres sexuais. Mas neste caso foco-me no pêlo, no pêlo facial.

Sempre quisera ter um bigode o nosso jovem herói. Infelizmente por qualquer problema hormonal este parecia não querer crescer como nos outros que o poderiam ter farto e vistoso se assim o desejassem. Inúmeras tentativas levou a cabo mas o pêlo sempre lhe ficara tão ralado e disforme que não conseguia olhar-se ao espelho sem desepertar o seu próprio riso. Logo de seguida cortava-o.

Um dia foi chamado para trabalhar. Não lhe deram uma farda mas definiram critérios não escritos de "regras de apresentação". Tinha de estar como os outros e o cinzento só se perdia numa gravata mais ou menos colorida mas nunca demasiado fantasiosa - eles não eram artistas. De noite ele podia mudar-se e fazia-o rapidamente fazendo-me agora lembrar um super-herói mas só dele mesmo...ZAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS...agora passou a ser outro. Ninguém diria que ele faria o que fazia e havia quem adivinhasse o que ele gostava de fazer.

Durante um ano foi o que lhe aconteceu. Ele ansiava as férias. Ele queria tanto poder ser de dia o que de noite era. Ele queria...Estavam quase quase a chegar...

Tan tan tan tan tan tan (toque de telemóvel polifónico)

"Sim"- disse ele de uma forma surpreendida, o número que vira era da empresa
"Só vais tar metade das férias" - disse alguém que era mulher e que tinha uma voz de quem tentando nunca conseguiria enganar ninguém.

4 dias se passaram e passaram tão lentos agora que parte dos planos estava cortado. Os dias iriam ser metade. METADE porra!

Tan xxx tan xxx tan xxx tan xxx tan xxx tan (toque de telemóvel polifónico mas entretanto com ruído depois de uma queda maior do que o habitual)

"Sim"- disse ele de uma forma surpreendida mas irritada, o número que vira era da empresa
"Só vais tar metade da neta férias" - disse alguém que ainda era mulher e que tinha uma voz de quem tentando nunca conseguiria enganar ninguém mas que tinha dado a volta a este senhor.

"MERDA" gritou ele depois de ter desligado.

Quando o seu espaço de trabalho se começou a esvaziar ele voltou a ter o mesmo desejo de antes. Queria ter o seu bigode farto e deixou-o crescer. Cada dia e com muito esforço ele se tornava maior maior maior como o que dentro do jovem se acumulava mas que não tinha outra forma para sair que não aquela ralada mas pilosa. Alguém o ouvisse.

O caminho para case é que era sempre o mesmo. E no mesmo algúem o ouviu.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Carissima, raramente escrevi para alguém que não eu.

Caríssima, raramente escrevi para alguém que não eu. Conhecendo-a e sabendo que já me conhece como de facto já o faz presumo que, ao ler a frase que esta antecede, terá torcido um pouco esse seu tão agradável nariz. Sabe tão bem como eu que o autor deste texto começa sempre assim uma justificação insegura para o que à partida poderá, na sua modesta mas exigente opinião, ter falta de uma assumida qualidade que, mesmo não sabendo bem dizer de qual se trata, rege como o mais forte dos princípios a criação artística deste senhor tão bem tratado por eu por mim.

Não sei á partida sobre o quê lhe escrever. Há um grande leque de temas a escolher e isto sem sequer incluir trivialidades que fazem parte do meu, do seu ou do nosso dia-a-dia, visto não passarem no meu suposto filtro literário. Há dias em que os dedos, por mais ageis que sejam, não têm capacidade de seguir a mente febril ou não. Há também conteúdos cujo juz nenhuma palavra faz. Há também outros motivos. Há também um começo inesperado.

Doia-lhe a cabeça das marretadas, das inesperadas marretadas, com que tinha acordado mergulhando numa parede qualquer. Não sabia que lugar era aquele que, embora parecendo cada vez mais correcto ao longo do seu raciocínio à medida que o peso se aliviava, só o fazia sentir mal.

Sentou-se. Puxou um cigarro por algum motivo molhado e enquanto puxava com esforço foi chegando a conclusões demasiado perspicazes para um mero narrador omnipresente descrever através do seu indirecto discuro. Sabe-se simplesmente de que se lembrou de lugares parecidos (isto para não dizer comuns). Claro que o que via era diferente. Claro que o mal sentido era outro...

E escuro tudo ficou de repente como se a luz não fizesse mais falta encontrado que estava o sentido.

Rotinas definem uma vida quer se queira quer não tal como os gestos que também ajudam a definir um homem como aquele que de súbito deixei de ver como já tantas outras vezes o fiz. Um dia a luz vai voltar. Ele vai ver melhor. Vai andar. Por um motivo qualquer vai correr. Por esse mesmo motivo vai saltar dar piruetas que nem um palhacito qualquer que agora não faz palhaçadas mas sim desempenhos até que um dia ele [o motivo (tom jocoso e baixo)] cessa de existir e a queda até então amparada dá-se contra um obstáculo que, infelizmente neste mundo que agora imagino, é uma obra de arte de engenharia civil dada a falta de resistência à tensão e à rigidez de cacete sob o efeito Citrato de sildenafila ou do mais tradicional pau de cabinda.

Merda, fodasse, caralho, puta que pariu, caralhete - diz ele em agonia e sem qualquer tipo de maldade.

Nunca mais vou fazer isto. Vou ficar no meu cantinho sossegado. Piruetas dá o carlos artistita de desempenho palhaço único nisto da vida. - diz ele em fúria mas sem qualquer tipo de maldade para o mundo pois está só irritado com ele. Até acreditava no que diz coitadinho mas sempre sentiu que um dia, um dia qualquer, a luz que voltasse seria melhor, o que visse seria melhor, andaria certo, certo seria o motivo para correr, o mesmo que faria dar piruetas mas desta vez não como um palhaço mas como outra coisa qualquer que dê piruetas e seja boa e nunca iria cair sem ser amparado pelo que a queda promevera.

Estranho. Já o vejo de novo. Tão rápido?! Que merda é esta?! não estava á espera de algo assim na minha omnipotência! Espera. Fodasse. Dá-me espaço para literatura. Assim não dá. Já está a correr o cabrão. Que merda. que merda! que salto é esse? deixa-me apontá.lo nunca saltaste assim! Fodasse Fodasse Fodasse. Pára e pensa porra! Fodasse. Quem é ela caralho.

Insisto no caralho. Já não o vejo de novo. Há dias em que os dedos, por mais ageis que sejam, não têm capacidade de seguir a mente febril ou não. Há também conteúdos cujo juz nenhuma palavra faz. Há também outros motivos. Há também um começo inesperado e por vezes um fim que não faz sentido.






sexta-feira, setembro 05, 2008

Cansado como só o Álvaro apregoava.

Olho pela falta de luz de uma forma não natural para o monitor,
Até ver assumiu um tom rotineiro como o despertar cada vez mais tarde.
Espero pelas cinco ciente que inconcsciente elas vão passar por mim.
As mãos tenho secas de percorrer o mundo com a força delas
o corpo tem sede.

Toca uma guitarra ao fundo que nunca verei ser tocada.
Expando-me com registos por vezes melhores por vezes piores.
Nunca vivi nada do que me move, que me impele quando só estou .
Imagino na minha tristeza o que a consciência me traz,
E é nela ou com ela que vivo.

Estou tão cansado, cansado como só o Álvaro apregoava,
Mas choro como o Bernardo não foi capaz de definir.
Li-o tantas vezes tantas tantas mas só agora
Depois de muitas ter lido agarro o que ele dizia,
nas palavras que tenho mas que nunca juntei assim.

De que me serve sair daqui? Chove lá fora e a calçada
É consumida a uma intensidade diferente da do andar.
Por onde vou? aos poucos não conheço o toque do caminho por onde vim.
O que sou hoje? o que sou agora criança mais crescida a tragos
assustados de uma mama que só o tempo sabe ser?
MEDO. é so medo que sinto em cada passo que não dou
que não dou!
Seguisse em frente pelo que sei meu pelo menos
pelo menos tivesse a coragem para ser eu próprio ou o que julgo
agora neste instante que, em partidas e chegadas do hierarquicamente superior,
fica mais ou menos meu.
No fundo quero é fugir de tudo e, com as minhas mãozinhas alcançar o que eu em pequenino
(agora esqueci mas o que importa)
sonhava...

não sei o que quero mas quero fugir.

terça-feira, setembro 02, 2008

E repete-se o ciclo vicioso
É um jogo que me faz com as regras.

XIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
não não é onze
Sim é para ler
CHIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Barulho.
Ruído daquele que aflige
Que comprime o cerebro que o filtra.
Pisa
Pisa e não é pouco.

Ritmo
Começa a ter forma o mundo que a mente aos poucos criou.
Da destruição é que tudo parte
Da explosão é que tudo se forma
Tudo o império se desfaz para um novo
um novo.

O menino anda pela rua meio confuso.
Está um pouco mudado aos olhos de quem o conhece.
Há quem diga que cresceu
"Quase que bate com a cabeça na porta; está tão grandito"
Outros,
Aqueles que se acham mais perspicazes acusam uma mudança mais interina
"Está um homem vê a vida de um ponto muito mais alto"

caminhou coitadito
e é isso que se aponta...
Já não quer o que queria
No fundo nunca soube o que é que isso era
uma merda
uma merda insisto...
Ninguém sabe o que nele se passa o que ele quer ou precisa
São poucas as meninas que têm algo de mulher.

E dói o corpo
Desfaz-se pouco a pouco
julga que é da zona...

tocado de uma forma fugidia

E assim começa o escritor, ou simplesmente aquele que não sabe o que é mas que, neste instante, neste momento um pouco diferente dos outros, se assume como tal, a perder-se nas palavras que fugazmente, enquanto neste forma se encontra, possui para logo de seguida se encontrar quando as reler no estado que, não lhe sendo natural, é o que normalmente possui.

Nunca soube escrever sobre algo se tivesse intenção de o fazer. Era entristecido e incomodado pelo que se forçava a fazer: um objectivo implica um sucesso ou um insucesso, pouco há de mais bi-polar que ele e, não alcançando o primeiro, só poderia viver com o peso do segundo. Raramente sabia também sobre o quê iria escrever.

Tenho os braços vazios vertido que está o que tão aconchegamante continham para o mundo. Tudo tem de partir. Tudo tem de partir. TUDO.´

A caminha está suja.
Quem lá dorme está sujo como e por ela,
O porco revira-se no que para nós é imundo.
O sujo não é sujo para todos.

sexta-feira, agosto 22, 2008

AH!

Estou tão estranho como a normalidade me permite. O que se passa comigo porra que nem consigo descodificar o que na minha cabeça se passa talvez pela variação de pressão atmosférica a que foi submetida! Porra. Tem de ser assim e sempre foi assim que foi e eu nunca o percebi. Á medida que se cresce e as responsabilidades atenuam o que de melhor nos compõe, como uma barragem que através de um limite permite a acumulação de tanto de bom e de tanta merda como a que no fundo se arrasta pelo atrasar de uma corrente.

Tem a barragem maneira de escoar o que excede talvez o corpo não o tenha, talvez não o consiga ter e só dói mais por isso. O trabalho limita o tempo que há para libertar o que em nós se vai somando ou subtraindo - acaba por ser o mesmo pois o que se dá perde-se e o que se recebe tira-se- e o corpo, nunca feito de betão armado, ao invés de rachar como uma qualquer estrutura explode em todas as direcções que conhece e desconhece mas é so por estas últimas que continua o seu trilho...Excessos são tão maiores do que no tempo dos excessos. O que antes se dava ao corpo ao longo de um dia dá-se na mais pequena porção dela. Uma merda.

Podesse sorrir e chorar à frente de qualquer parede. Nenhuma delas me desse o pão a boca depois de o meu corpo o ter posto nas suas mãos. NENHUMA. Voltasse a encontrar tecto no que hoje o meu joelho sente.

Ao carlos artista de desempenho


Supostamente era artista,
parecia
dizia-se que não o era
que não era
paneleiro.
Dizia-se que era um daqueles dos desempenhos.
Traduzo literalmente do inglês...
Dessa língua tão linda e ainda mais linda a nomear profissões.
Desempenhava
Desempenhava sim
um papel demasiado irritante.
Apetecia-me cortar-lhe a cabecita
Com uma tesoura de cortar sebes
o seu lindo cabelo parece
uma sebe
que
reflectindo o que dentro dela se acumula
está num estado lastimoso,
de merda.
Vou podar o carlos vou podar o carlos (cantando infatilmente)
"Ai seu assassino
anulador de sonhos de menino"
Serei?
Acho que até agora nunca me dei assim tanto a uma vontade...
"Sabes que na realidade não é assim não sejas um parvalhão"
Não?!?!?
só sigo o caminho que o mundo me parece apontar!
Já estou farto de virtudes divinas que o homem só no outro homem tenta espelhar á custa de discursos
daqueles que só diluiem o bom que talvez um dia foram!
Aqui não ha palavras não ha palavras
Há tesouras da poda e gravatas
e um palhaço no desempenho do projecto que é a vida.
Que a acabe á grande
Que a acabe á antiga
Sem a sua cabecita - que nem um nobre francês (voz de falsete)
Ou com a garganta apertadita
como um usurpador de meninas do tempo
em que os vaqueiros faziam mais que refugados.

Oh Ana!






















Poderia ser verde, se o currículo


p'ra mais que nada me servisse ou acho


Eu que sou pequenito mas que passo,


Por entre os dias sem deter um vínculo.





Não sei quem é, não a conheço, brinco,


Eu que sou pequenito e assim trago


P'ra mais que nada o que já tenho e faço


Brincadeiras imberbes com o que sinto.





Chega o devir para o mundo tudo


o que seu era deixa então de vir


Poderia ser verde e então fugir


Solução fosse para quase tudo.





Pelo azul ali bebido fui levado


Encantou-lhe o bigode já cortado.

quinta-feira, agosto 21, 2008

O senhor engravatadito perdidito em berlim.

Custa-me bastante esta vida na alemanha nem que seja pelo facto de estar a bater texto num teclado em que o z poderia estar noutro lado qualquer.Infelizmente esta em ingles uma lingua bem pior para quem gosta de usar um texto digamos mais cedilhado algo que ja um personagem da guerra das estrelas do porto, talvez por isso mais peludo, dizia.

Acentos nao custam muito. A nao ser e claro que seja um estrangeiro a ler e nao consiga perceber o contexto do texto e se veja a procurar num dicionario um significado mais complexo do que aquele que a palavra realmente detem. E a ironia da vida que se condensa num problema semantico mas que so parte do ortograficamente errado. Lembro-me dos ditados a que fui sujeito vezes sem conta e de repente tudo fez logica sendo o tudo a moral que estava impressa naquela repeticao cada vez mais frenetica e cada vez menos repetitiva de palavras que ainda hoje muita gente, eu inclusive, nao sabe escrever. Estava no ditado a moral pois na copia era so ela que havia: agora no ditado, no ditado meus amigos, nessas lindas palavras soltas que tento prender pelos meus ouvidos para mais tarde as libertar pelos meus dedos na interpretacao onirica de um som por um miudo de tenra idade e o seu ganhar de forma em letras que so passaram a ser o potenciar de um reflexo perdido que esta o seu lindo lindo lindo som.

Tudo perde a essencia aos poucos, a medida que escuda o seu corpo do mundo por uma qualquer proteccao por mais mediocre que seja, que ela seja meu Deus. Mas o corpo estranha o peso e do estranhar pesa ainda mais do que antes e coitado dele que de repente fica obeso mas de uma natureza nunca flacida porque ao flacido, nada ,mas nada, se permite! Mas ha quem consiga enverdar com o escudo as costas e carregar o seu corpo com ele em frente em frente passando pelo mundo como se ele fosse um riacho mas tao pequenito, tao seco e tao sem forca que nem o sente mesmo que saiba que ele esta la. Sao senhores, cavaleiros de uma verdade propria que se mostra ao longe como um farol mas nao para aqueles que a procuram. Eles impoem/se cobertos de glorias que outros como eles inventaram, guiados por aquilo que outros como eles guiaram, despojados de qualquer opobrio porque o opobrio e um deles que define.

Ja tirei a gravata. Sao 5 e 45 em Berlim. Nao me apetecia muito estar aqui mas acho que deve fazer parte deste crescimento que me foi imposto a teledistancia. Digamos que figuras paternas nao tinham uma presenca maior que a televisao e estavam inclusive a mesma distancia dela. Vi-a os meus pais filmados de uma forma desfocada ate perceber que era miope, lia as legendas e tentava perceber uma historia qualquer. Como era miudo tal como o poupas o meu pai tinha coisas importantes para me dizer tendo acabado inclusivamente a ensinar-me a escrever e a ler. O meu pai tinha mais o exclusivo de me explicar como se comia tanto a mesa como a cama quem ja me viu diz/me que explicou bem. A minha mae por sua vez ensinou-me a ser um pouquinho mais desconfiado principalmente de mim proprio.

Acabei um paragrafo. Sao 5 e 50 em Berlim. Nao me apetecia muito estar aqui na mesma mas sinceramente nao sei o que faca e insisto que nao sei so sei que e um bocadinho triste. Nao sou mais que um mutante p'lo humano que tenho tao envolvido pelo cinzento.

"Quero ir-me embora eu quero dar o fora e quero que voce venha comigo..."

terça-feira, agosto 19, 2008

Renascido das cinzas como uma fénix uma ave rara da poesia contemporânea que não crê em mitologia eis que retorna o poeta. inspirado por quem? Alguém

E assim começa com o bater de um tambor mas de uma música que acaba e que ele nunca conseguirá tocar -não por não gostar (tom explicativo)- só por sua mão, ou jeito, para isso não servir.

Dão a uma criança pequenita, cerca de 1,30 de altura, um presente a 2 m da mesma distância ao chão. Este ser em pleno desenvolvimento sem recorrer a qualquer tipo de ferramenta mais tarde ou mais cedo será provido de uma dimensão que ao que lhe é de direito permitirá chegar - isto se estiver nos percentis normais desta moderna geração alimentada a papas suiças. Se ele fosse anão e tivesse a mesma altura aí a história é que já seria outra. Sou então o último do último parágrafo, por mais que me esticasse só pintaria rodapés. O problema não seria do tecto, muitos o alcançariam, o problema é só meu porque nem com o meu maior esforço, o melhor dos condicionamentos físicos, lhe conseguiria desprovido de qualquer tipo de ferramentas ou, em outras palavras, ao natural.

Ao natural é que interessa. Refiro-me á música claro. O resto acredito que tem de ser muito bem pensado e daí estruturado. Como não percebo de música nem sei dar música sobre ela prefiro entrar num concerto de rompante e tirar as minhas conclusões mas, se o início me custar, saio logo dali.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Um de muitos

Farto estava de ser ele próprio tentou ser outro um de muitos talvez

sábado, agosto 02, 2008

nao ves que ele está triste
que ele está sozinho
só quer sentir que gostam dele
quer um carinho
não mais que isso
está sozinho
quer sentir que gostam dele.

Fodas são fáceis
por menos gratuitas que se consigam
mas as feridas essas não saram
venham quecas elas passam
desde que seja bem fodido.

A cama é como o mundo
é so um ponto de passagem
acumulam-se gentes por mais imundas
tempos que não mudam que não param.
nomes que se perdem que não perduram
faces que só mudam por guincharem.
Outras ficam
outras saram
a cama é um ponto de passagem.

II

Quer o poeta não foder,
Quer companhia com um tom sério
quase jocoso
daquele que preenche paredes que não são paredes mas páginas de jornal.

É um animal por vezes que esta não são,
quer o contrário
o que precisa
o que vulgarmente uma mãe ao filho dá.
Mas a mãe não é o filho que escolhe
e a que o filho escolhe pode não ser mãe dos seus netos.
É uma merda
(pois é)
mas é uma merda que tem de ser assim.
Escolhi escolher
Saio-me cócó.

quarta-feira, julho 30, 2008

Só preciso de um afecto
Não de um mão que se afasta ao beijo
de um pescoço que se move com o arfar para longe

um carinho

um gesto

uma prova qualquer que o que tenho não é só meu

Choro num quarto preenchido por momentos que só o sono justificam
Durmo ao lado

sozinho

Tube, metro umderground u-bahn

I

A linha estendeu-se mais um pouco
Chega agora aonde não posso entrar.
Crescemos os dois em sentidos opostos
é crónico, é assim que é.

São 15:50 e ponto
acaba de falar a voz mecânica
promoveu por instantes a reutilização.
O preço subiu mas agora o bilhete tem algo de electrónico.

Não é hora de ponta ainda
Posso reparar em todos os que alcança o meu olhar miópe
Estã0 tristes
Por mais que cresça só vão em sentidos limitados.
Estão fechados
neles mesmos.

II

Não consigo escrever
O metro na baixa já não chega vazio
As pessoas ainda não sorriem
Tangentes que estão de perceber o que é a vida.

Se cresceram não sei não tenho referências
O puto do acordeão é que parece ter crescido
O cão mais velho por problemas dentários
o copinho já não carrega na boca.

A idade tem destas coisas
O que era um reflexo só passa a ser esforço
Não era o puto parecia ao longe
O cão era outro bem mais velho.

III

Lês o jornal senhor
maquilhas.te ó mulher
Velha esqueces a dor
Come a puta quem quer

terça-feira, julho 22, 2008

Quê?Quê?

Lembraste de quando eramos pequeninos?
Brincávamos por de baixo da mesa de vidro
e um edredon aparava-nos as quedas de uma luta inofensiva.
Os gestos nunca eram premeditados por mais que doessem,
Acreditavamos que as palavras do pai eram assim.

Tinhas cabelo á tigela de um loiro que nunca vou ser capaz de pintar
O meu nunca fora tão claro,
Tinhas saias que condiziam com os meus calções
E um sorriso irritante que reproduzias
sempre que dizias abrir quando era para fechar.

Foi teu o meu berço,
Foram tuas as minhas grades e as paredes que conheceste.
Até o meu chapéu de pele branca à russo
em momentos que mais que uma fotografia guarda.
Noutras pego-te ao colo assustado mais magro do que era no ínicio
Tinha um carinho que, com o teu crescer, embruteceu.

Estudaste na mesma escola que eu,
Os corredores que me levaram sempre frios foram também os teus.
Os cantos em que brincava, sempre mais tímido que tu,
Até os ferros a que eu não chegava mas que tu percorrias sem medo de cair.

Quem me embalou embalou-te na vida
Quem me deu à boca foi à tua boca que deu
Quem me buscava às cinco às cinco te buscou
Quem se juntou por ti por mim o fez...

__________________________________________________

Crescemos, crescemos com o mesmo.
Que subtileza nos fez distintos?
Nos fez gritar com aparente maldade
Chorar por gestos que não percebemos?

O que PORRA? O QUE?
O que tive a mais e tu a menos
O que a mentos tive e tu a mais tiveste?

O QUE?
Choro agora a frente de um computador de merda que nem sequer é meu não tendo dormido as horas que são minhas porque também tuas foram
o que?
O que me dá a consciência aos actos que tu não tens e o que me faz não perceber o que tu percebes?
O que porra? O que?

o que?
O que?

abraçasse-te
abraçasse o teu choro abraçasses o meu.
Tinha o sangue como o meu mas mais sujo.
Os olhos brilhavam como só o escuro do
mundo promove.

Arfava o que a consumia e
inspirando
sentia-se o estado.

Vem para a caminha são horas de dormir.
Vem que estás vem que não estás bem.
Vem,
Quero-te envolver nos meus braços que
tentando proteger-te
muitas vezes sentistes brutos.
Vem,
Somos injustos com quem em nós vê justiça
vem,
vem devagarinho
não ajas com a pressa a que te entregaste consumindo
vem devagarinho
admitindo
que é devagar que o fazes.

II

Vais somando cl até somarem nada.
Levas de arrasto um momento,
Passa estranho pela glote

"Sou tão forte já bebi bebi muito
Mas não bebi o suficiente..."

Diluido o cerebro com ele vai a consciência
O coração esse foi-se mais cedo
1
12
123
1234
12345

Desperta o corpo pois já não sente!
Salta mais alto não tem medo de cair...

sobe,sobe,sobe,sobe
sobe,
sobe,
sobe,

5
4
3
2
1
desce,
desce,
descem, desce, desce, desce

São horas de ir dormir.
A rua é uma cama
a almofada é um lancil
São horas de ir dormir
De ser um bébé bem comportado
De cair para o lado
Com dentes desinfectados
Com o hálito a elixir
São horas de ir dormir
O mundo é o meu quarto.

segunda-feira, julho 21, 2008

voutentarchegarnaotardedemais

Auto retrato com maquina a ver.se

domingo, julho 13, 2008

momma's housecleaning I. 2003

Trazes as flores ao peito das-me a cor
que num jardim armado por betão
tao triste erecto desumano vão
oxidam as palavras com a dor.

Quando ha cor é de carne dessa flor
que o tempo faz para comer glutão
serve-se o corpo antes da queda o chao
c'o peróxido limpo se há de por.

Ganha tudo um sentido nao so nosso
a rosa empalidece pouco a pouco
pouco a pouco faz parte do que envolve
das a resposta que teu ser resolve.

Trazes as flores ao peito mas nao posso
pinta-las na estrutura tudo é oco.

quinta-feira, julho 10, 2008

Hoje que não faço muito muito escrevo.

Começo.

título: "De manhã a ouvir ein berliner radio."

Os texas diziam que precisavam de um amigo e não de um namorado. O que quererá a DJ mostrar com tal musica, tal música tão fofinha...soubesse eu. Agora londres arde e sim eu vivo junto a um rio a um rio maior que qualquer outro um rio lindo um rio que é meu que preciso quando estou longe e que acalma qualquer chama que me queime por dentro só por eu o sentir à distância pelos meus dedos envolto e eu por ele envolvido.

Sobretudo sobre elas

Mostram a face que, por base, sempre parece melhor.