Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

sábado, dezembro 05, 2009

My own house cleaning

I

Estou á espera num bar qualquer nos limites que não conheço de mim
Arrasto um medo que nunca me foi próprio
pelas ruas, vielas e travessas que sempre me aliviaram.
Estranho tudo o que sou ou fui.

Saltam das janelas como alvos de treino
- num filme de policias manhoso qualquer-
memórias tão frescas como um quejo que propositadamente cheira mal
Sque já provou e gosta é que não desconfia.
Pum, Pum, Tr tr tr
Maus um que foi abatido.

"Cuidado não alvvejes o refem que não te quer mal nenhum coitadito"

Café
(mais um)
cigarro
(um de muitos)
sono
(o de sempre)
Companhias funestas à plenitude do ser.
P'lo menos ao contrário do resto são auto induzidas,
Por entre dias feio bons maus bonitos
Tardes de merda tardes de riso
Noites de punheta de foda e [luxúria]
Por entre a vida que dura até que a cobardia aguente.

"São só rotinas são só rotinas
mais cedo ou mais tarde vais estar assim"

Disse-me alguém alguém em cada uma delas,
Alguém sempre um pouco mais frio, mais seco
Como eu com o envelhecer de um corpo cada vez mais rijo
mais impermeável ao choro que agora
mais do que antes
arde ao sair.

Está tudo sobre a pele, à sua flor.
Chegasse ao coração ou ao centro de tudo o que sinto
tudo aquilo que me turva o olhar.
PErcebesse porra o que se passa o que me consome,
Desse ao mundo o que nem a mim mesmo dou.

Riem-se todos ao meu redor.
Dois pretos, duas gajas e um gajo
mais dois
mais ou menos brancos que não vejo.
Falam da vida, veêm a bola
parlham o que nem ao papel dou
Não quero ser mais como eles, não posso pedir isso.
Gosto de mais de mim para me eliminar em momentos de loucura
de [ ]
Quero que me tomem como sou com as minhas regras básicas:
Valores, moral, gostos e tudo exponho tão gratuitamente
tão obviamente
tão monotomament
tão
Porque ão me dão o mesmo mesmo depois de eu pedir
Porque?

Acho que acertei num transeunte.

II (III de outro)

Nada pode ser tudo
Tudo pode ser nada
C'o tempo vem o luto
luto contra a ressaca

Tento e tento e não passa,
Como se um whisky fosse
Dos que o corpo arrasta
cada vez p'ra mais longe.

Esqueço o futuro hoje
Só o passado enxuto,
Caído p'lo que trouxe
Sem nada me ergo e mudo.

III ( IV de outros)

Solto palavras guilherme,
Como eu quero ouvir.
Imagina alguém ao leme
na altura de decidir
Duvido que certo te leve
o que desconhece
é por onde deve ir.

Guilherme o que escreveste
é parvo é pequeno
onde é que o aprendeste?
Qual é que foi o teu medo?
Quando é que tu percebeste
que essa vil gente
é mais sério do que o vento?

Guilherme, foste feliz
com essa atitude?
Consegues ver o que fiz?
não menti na juventude
Elogios nunca os quis
Vi-os por um triz
só duvido que alguém mude.


quinta-feira, dezembro 03, 2009

Continuando. ´(há mas são verdes, há quem diga que estivessem)

Introdução.

Verde do que há,
e à verde de nojo
ou de verde de monstro
nojentamente criado
verde de gasto
sem sequer ter tido uso
verde do que não mudo
verde
verde
verde
verde

verde do que só verde é
e verde nunca como um monte
ou árvore também esverdeada
à juventude acabada
sem sequer ter envelhecido.

pobrezito,
fosse a culpa da côr.

Receitas
1º Dito
Depois de um murro, ainda com a pala
só precisa de um olho o poeta
perspectiva da a mente
com os seus pontos de fuga partilhados
cansados ou não não importa
zarolho ou não tenta ver o mundo
ou simulá-lo
na caixa de petri que ele é e incuba
tudo o que talvez por causa importe.
2º dito
moraliza o senhor autor
no valor que ele assume universal
película ele é de tudo
ampliável ao ponto que a sua alma
mais ou menos fraca potencia
e dita o senhor poeta a verdade resteliana
ou negreiramente do futuro apologista
nao interessa só maldita tem de ser
a puta da vida que rege
a mão que escreve
a propria com ou quase sem instinto
controlado p'lo apre(e)ndido
estimulado pelo que lhe mete medo
credo.credo
no que só de mim dele parte.
Maldito
Falaram-me uma vez no que se esconde
apontaram-me uma vez o que surge
Ditaram-me uma vez em pequenito o que rege
Grito por vozes que tudo mude
Mas o que é um bloco de papel por timbrar
Assinado à letra de quem não assina
O que é um velho que ensina
Um conjunto de peixes já por si salgados?
E vem, e vem id(o) ao de cima
e o papel fica negro não estruturado
Preenche-se num canto acabando noutro lado
e a forma aos poucos fica gasta
ninguém percebe nem quem o faz
(institivamente é claro contraria o apreendido
apreensivamente o homem assustado
põe tudo de um só gesto tão bem educado
Aquilo que parecia ser dele
numa pequena folha de papel
e sente-se aos poucos um pouco expurgado
saiu toda a merda esta alividado...)
E num instante sem saber como
em gesto em forma e até no modo
foi tudo dito do que havia por dizer
Mal dito o dito ninguém vai perceber,
Gritou-se no escuro,
Tivessem escutado.
Ego cogito, ergo sum
E duvido que mude sem ser medicado
só sinto por vezes
e fico alterado.
A base
Tempo, Kronos o que comia calhaus.
Engana o tempo o vício
ícios mudam com ele
Até o papel
já foi mais escuro e frágil.
Dá-se o corpo à mente
sente-se como petrarca
Dá-se o mundo à máquina
as flores que há são dentadas.
Essas cores alturas há em que soam
e sons há que por vezes sabem
mudam-se os tempos e as vontades com eles
o mundo que é nosso não era o seu.
O mestre e o calhau, não come mas atura-o
Ó tu que me lês e citas,
serás um pouco parvo?
Tu que olhas para um quadro
Em tudo o q'vês acreditas?
Consideras que o vermelho
Estruturalmente é pensado,
Que o monstro tão bem deitado,
maior é que o seu tamanho?
Ah meu homem tem cuidado,
Pedras que pinto não tomo,
A tudo aquilo que posso,
Rodeia vil tracejado.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Último dia senhor para cantar o fado.

De onde?

Mas que raio de pergunta essa.
Deus nos livre de destinos com carácter local.

terça-feira, novembro 24, 2009

Quadra natalícia

A solidão potencia
O frio que a rua transmite
A tristeza de um pedinte
Do olhar de alguém que passa.

A merda do trabalho.

Caro
não parece ser fácil o que me pedes
não é nada fácil
nada
caro
duvido até que consiga
isto é
digamos
uma grande porcaria
assim não sei
não
o que faço caralho para estimar o potencial
o potencial deste mercado
caralho
não sei
não sei
não sei
E estou a ficar cada vez mais nervoso
ao ponto
de me apetecer explodir
levar comigo tudo de arrasto
de arrasto comigo
comigo para longe daqui
assim
hei-de ter algum impacto.
Fraco?
talvez
mas pesa tanto que me dói.

sexta-feira, novembro 20, 2009

tentativa de criação sobre um conceito definido pelo próprio autor.

génese I

O que cita I.i

Abana o vento a árvore,
pelO eixo o resto treme.
Enraizado tudo se agita,
Pelo medo o resto cede.

Uni, não bi a lapa
Nunca vai c´o a corrente
Move-se na rocha segura,
Descalça chega lentamente.

A pedra essa com ela não muda
Não leva a água a parte dela
O pouco do velho tanto mais dura
Quanto mais de outro é.

O que cita I.i (take 2)

Diz o que o outro diz ou disse
Cresce no mausoléu paciente.

O que cita I.i (take 3)

Tão grande és e vê.
pleo que a tumba de outrém dá
não muda nem um pouco
- nem sequer traduz-
o outro
se sabe
entende-o

Ás cavalitas vai
aos ombros.
Os outros
só são uns
nunca chegaram a ser eles.

O que cita I.i (take 4)

Toma toma toma que cito
é desta que tu tremes
não conheces?!
eu já sabia
eu já sabia
eu conhecia tão mais que tu.
Um
nunca hei-de ser
Estou a dizer
Tudo o que outro disse
Tudo o que existe
também e só por mim

"Fim"
e sim
estou a citar.

O que brinca aos trapos I.ii

Flanqueia a gaivota no azul torpe
De um que do verde desperta
que como o sol se põe.

Não notas que o caminho também e meu?
Um dia vai chegar triste áquele sítio
ao mesmo onde ele já fumava charros.
Aqueles
Aqueles que solitários
são
pequeno com ninguém ele os partilha
as colheitas do dia do nigga
Que ás vezes tem material de primeira"

Deixa,
Deixa estar ó homem
é bonito
e é só por isso que interessa
depressa
é so a quinta
a 1ª a 2ªa a 3ª a 4ª a 5ª a 6ª
Ou qualquer outra
Que te servir.

O que pintar I.iii

A que diz B fica bem perto de C
O ponto
se usado correctamente
por mais que o texto fique diferente
esteticamente
é uma arma . ! ?
A seguido de C com o elemento final
contido
num conjunto definido
entre chavetas anormalmente colocadas.
Não se diz nada
Sente-se
Diferente/ fica/ cada mente...agitada.

Não digas
I.iiiv

Guarda em ti a verdade
A que saber ser mais que tua
Uma pessoa não muda
pouco ou mais que nada.
Guarda,
Sê egoísta nas conclusões
Emoções não são partilhadas
Sente o que resta como ninguém o fez
Sente, sabes que ninguém toma
nele mais que ele próprio
Dá ao opóbrio
ao que tudo na mesma deixa.

Faz I.v

Traz
o impacto é sonoro
É assim que deve ser feito
r.r.r.r.r.r.r.r.r.r.r eterno
maqunal
Anal é tudo o que vai contra o feito
Feitio
merdas instítuidas
Um azul tão bonito,
aquele que vês
nos meus olhos quee termicos
a luz dos olhos têm
Continuamente fechado o alado profano
Por favor....tenho medo
não me obrigues assim não quero
por favor
se for sincero
Fodo-me como só fodia
Escrevi.
E assim começo.

terça-feira, novembro 03, 2009

É tarde.

É tarde. A luz do sol já se pôs talvez há muito; não sei, descobri a evidência ao fumar um cigarro no exterior permitido ao escuro de uma falha técnica qualquer que talvez, fatalmente ao olho do iniciado, faça sentido, quando a outrém só o desagrado levanta por ser só naquele quarteirão.

"Sonhos diluiem-se no que vais acumulando ao longo da vida", disse-me uma vez quem agora, de certa forma, a minha vida comanda porque na sua maior parte a faz contaminando-me com cada palavra que aparentemente em vão nunca soltou. Talvez seja isto a que alguns chamam de crescer mas, à parte de tudo, espero que daquilo que importa nunca se açabarque.

Remorsos vou aos poucos desconhecendo dando lugar a uma indiferença sólida como uma rocha que previne acima de tudo o agitar de uma lágrima que faltando nunca há de promover a erosão a que ainda há pouco me lembro de ter entregado por tal me ter sido permitido. Perco aos poucos a minha humanidade, e nada menor que isso eu sinto em mim quando tenho tempo disso me aperceber.

Estou cansado, tão cansado. As vozes que vêm dos bares aos poucos perdem a força que só um copo, um de gesto tomado me permitiria ver.

quarta-feira, outubro 21, 2009

(alivia a garganta como se se preparasse para dizer algo de importante a uma audiência que talvez importe ou não)

Amigos desta vida,
Desta que me dá forma aos dias que a enformam
Que me faz sorrir ou me enferma
Amigos.

Estou obstinado naquilo que o CO2 permite.
Estou.
Pesa-me o corpo por assim ser, não manso.
Acobardo-me violentamente por entre as pessoas que
irritando-me
me
assustam.

Pessoas que se esquecem que um poema tem de ser harmonioso...
que um conjunto de palavras tem de se conjugar de uma forma sonante...
Que transumância nunca há de soar bem
que o anemómetro
pela aula de código
ficou.

BuH.

Estão assustados?
não tanto quanto eu.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Comparison. A simple one.

Há quem tente inalar o que só um abraço, um a sério, um forte, um sentido, possibilita.

quase 6 da tarde.

São quase seis da tarde.
Estou cansado pela falta de sono que,
por melhor que seja justificada,
pesa tanto como a que não a foi.

Arrasto o meu corpo que arrasta uma mente em si.
Ambos pelo dia que retenho a pouco
a pouco
a pouco e pouco
pouco
e pouco
poucuchinho.

Fosse tudo mais lento. vagaroso.
Como o barco que ao fundo aparenta não se mover.
Aproveitasse cada detalhe no seu mais pequeno componente:
soubesse onde um bronzeado acaba
só só só só só só
pelo meu toque paciente.
Pelo que já não tenho há mais que muito,
Pelo que dedicado
talvez em vão
foi entregue...

II

É de noite e a menina,
a visita,
-Nunca ali quis viver-
Já dorme.
Fechou-se no meu de mim.
É tarde e a visita,
a menina
- porque de facto o era-
trabalha amanhã bem cedo
e é num horário que o faz.
Traz
Pressa
Está ali ao lado a dormir
Embala-me a espera.
Um dia acorda e vai.

III

Ai por favor não me chateiem merdas,
Dessas só fartam. Dói-me o corpo estou
Com o famoso génio em que só dou
Gritos de raiva quand'alguém me esfrega.

Aqui não se dão desejos, coisas dessas,
inventou um qualquer senhor e dou
Tor mente já está feito, agora vou
pr'aquele canto, o resto desta peça.

Oh menina nao m'olhe desse jeito...
Até parece que o que disse é novo,
Tudo tem de ser visto como um jogo.

Claro que as regras são feitas por alguém
Que como elas não sei. Sendo eu ninguém,
Seja então rei deste pequeno reino.

IV - Ó tio Álvaro dás-me uma ajuda neste? não ando no barrow nem de cacilheiro mas pelo menos já deixei alguém a meio-caminho do barreiro movido de um cavalheirismo estranho.

Estou a meio de tudo o que me importa,
Vivendo na tristeza de não estar nem num lado
nem no outro
Da parede que divide os opostos a que aspiro.

Como o cal velho que começa a cair aos poucos sou consumido,
Pelo sol que de um lado se impõe e dos encontros,
mais ou menos sonoros/físicos que alguém me dá.
Por dentro vejo algo a erguer-se apoiado em mim,
Ganho camadas de vida de tristeza de alegrias
Privo com o que mais privado poderia ter mas
armado pelo betão não chego a quem sorri por beijo paternal
ou a quem na rua passa movido ao compasso de uma mão que alguém deu.

A parede, a parede, a parede, a parede,
A única verdade absolutamente física de o que nos rodeia
Cortando a visão o abrigando do frio.
A parede cómodo na sua perfeição matemática
Na sua capacidade inata de resistir a um tremor
De uma terra que só o homem é que cava
mesmo que com o apoio do hidráulico que também o que definiu a parede define.

A parede, a parede, a parede
A parede não se move está bem onde está
Ou então pensa demasiado ao ponto de
dali
ela nao querer sair
Vê, observa a fraca
prefere pensar no que seria tudo se tudo fosse diferente
Como um senhor daqueles nojentos com binóculos
cujo estímulo que procura nunca é o dele.

A parede, a parede, a?

A parede.

O muro,
O muro ainda é mais triste
ainda é mais triste o muro
muito mais...tem verde de um lado ou de outro
mas ele não ele não ele não ele não ele não
Ele só sente o ramo que pelo vento por mero acaso lhe tocou ou
se for um muro que o permita pode ter uma trepadeirita
daquelas bem verdes e floridas a cobri-lo numa
relação que na minha opinião nunca vai deixar de ser parasitária e triste.
Ao menos fica enfeitada na sua debilidade motora.

o muro. o muro. o rumo. o muro. o rum.

Infiltrada,
A parede desaba
Se não for tratada.
A tempo.

evite
confusões das grandes.
Desumidifique
Não ponha grafite
O muro sim o muro
esse senhor assim para o duvidoso
Duvido que não agradeça.

V

Percorre-me o corpo e move-se o meu gesto.
e nunca, nunca sujo da forma suja,
só do sujo que respeita e dá.












quinta-feira, setembro 24, 2009

Momento para pensar ou outra coisa qualquer. Se fosse uma formiga andaria em fila indiana. Isto sem xenofobia é uma expressão idiomática.

Só mais um só um mais dia. Deitar tarde e cedo tentar acordar, vestir e barbear e voltar tudo ao mesmo. Mãos a transpirar, casaco cada vez mais gasto do uso apressado olhos cansados de procurar um sentido em tudo. Grunhos para mim de peso, gente que não conheço, bons dias que não partilho.

quarta-feira, setembro 23, 2009

E o armário tem cada vez menos lá dentro. Não, não sou. Fui é educado por mulheres.

I
Pesa-me o caminho de estranho,
De, desta vez, não ser partilhado,
mostrar que algo mudou no tempo.
Alinham-se todos por detrás da linha que garante a vida
Todos c'oa pressa de chegar a algum lado.
Esperados que serão em qualquer encontro.
Não tenho pressa. Não estou atrasado
Sentome com o bilhete verde que por mim guardo
só uma vez me levará - estrago-os.

Tinhas sempre um para mim
Rias-te sabias que o meu não funcionava
Depois de tantas tentativas frustradas
Agora só dura uma viagem.

Antigo desenhei uma alemã ao lado

Numa lógica ou pressuposto
Vi-te a passar tão menina
Fazendo-te mulher com cada passo
cresces, cresces indo
Indo te vais e teces
Cresces indo cresces
vais em cada dia de ti
até que
ao fim
nada te sobra.

Outro (esperança, o restaurante)

Pesa-me cada átomo do meu corpo ao ponto de prever que, mais cedo ou mais tarde, como um lego nas mãos de um recém-nascido, eu estruturalment definharei em cada molécula de mim.

Há ondas que chegam ao âmago de nós, que agitam partes criteriosamente por frequência seleccionadas a dedo. Que se dane quem sabe de cor e salteado à maneira antiga e que pelo coração se move: é isto que me irritada a sério.

O subterrâneo diz o Fiodor, esse local invejável onde guardo o melhor mim cingindo-me a mostrar o que é feio ao mundo que o aprecia na sua felicidade; esse recanto onde so gente gente me pode buscar na sua anormaliade assumida. Não me escondo no escuro, escondo-me em mim que, na sua qualidade, tão mais sombria pode ser, mas, quem o faz, sou eu, que também a mão no que a luz permite assenta pois tendo-a nada mais belo há.

Só me falta aprender a ser porteiro de mim mesmo e definir critérios óptimos de entrada. Nada mais dói que em nos alguém ser bruto ao ponto de desalinhar nem que seja um quadro que, por mais piroso, só connosco fora partilhado.

O Resto= o resto são merdas que a chorar esquecemos e que com o que nos resta tentamos nunca mais ver.

No esperança de novo, novo comboio parece.

I
É tudo tão irónico,
Há o que quero (o que procuro)
Há o que posso.
Cruzam-se tão poucas vezes e nunca certas
Irónico,
Rio-me em falta de melhor que se faça
Arregaço as mangas antes de lidar com tudo
Movo um móvel de um lado ao outro
Acreditando que o oriental faz sentido aqui
Logo aqui
de onde partiu o o senhor que o brasileiro
o que traduziu
acabou por parir no tempo.
Rio-me
por entre as pessoas que passam
independentemente do meu olhar agressivo
amigo, fodido, apreensivo, convidativo
ou outra coisa qualquer que até podiam procurar
As pessoas.
O que são as pessoas no meio disto que vejo
São meros pontos
coordenadas que defino
no meio
no meio estou eu e mais ninguém,
mais ninguém.
II
Dói-te o corpo?
Afaga-o com um ungento qualquer
um antigo cuja força bem conheças.
Dói-te a alma?
Esfrega-te num corpo
um novo
vê se te faz diferença.
III
Esquece como alguém tão pequeno que,
Chegado ao u
só talvez se lembre que o A existe.
IV
Foge, Foge de ti ao ponto de ao que és já não poderes voltar.

segunda-feira, setembro 14, 2009

Trascrição de poema dito durante uma noite qualquer triste.

Encontraram.se na rua com um estranho tamanho
venho pelo caminho por onde sempre vou
Estranho?
Não.
que importa? isso não vem com o tempo.
ou dás cedo ou não dás
Deste-te
foste em frente como um cego
sem conhecer o caminho
e perdido
numa cidade em que o metro
não é amigo dos invisuais

ouves um som: talvez consiga entrar (cantado)
Tentas não entras cais
só que a morte vem por alta tensão ou voltagem
nunca percebi muito de química
fiz perguntas a mais
porque porque porque porque porque?
nao percebendo a reacção que se passava
do mais simples físico
de vectores de entrada e de saída
meninas que coleccionava como se fossem selos
que permitiam o envio postal rápido ou não
para outro país qualquer
havendo descontos claros para a uniao europeia
tamanha era a dor que em mim se acumuluva
tudo o resto pesava como um sol que nao levanta
e que puxa puxa puxa puxa mas nao para cima e só para baixo
coberto por nunves que tornam tudo mais quente.
Promotoras de um irrealidade
promotoras de uma tristeza
Gentes que na miudeza se acham grandes
nao produzem só consomem
fogem da vida entre merdas que a crédito se acumulam em sua casa
entre um ecra de plasma uma mesa um sofá
Até o livro com um cartão fnac é comprado
10% de juros 10% de juros (voz de vendedor) de taxa anual efectiva
quem percebe isto esta gente nem sequer faz matémátca
e quando a faz é porque houve beneficios num exame qualquer
Uma mulher é so uma mulher que eu quero
alguém que me afague o corpo que me
que me
que me
que me afague a cabeça no seu ombro
alguém que me dê um carinho um carinho que não tive
alguém que seja como ela é sempre que não tenha medo de se mostrar
que me
que me alicie
que me dê tudo o resto sem eu pedir
sem eu pedir.
Especial? fora do comum? Coisa assim para o fantástico como só se vê na TV shop?

Só se for para melhor...assim coisas boas. Para pior tenho-me a mim.

(esboça um sorriso o escritor e escreve)

nada a escrever. nada como antes é movido por uma triste quase que por mim imposta. Ouço o Serge: la decadense. Ela não sabia cantar, tentava a pequena inglesa. Eram loucos com léxicos e grámitas diferentes. Tentavam.

I
Estava tão cansada a menina de cruzar o rio.
Chegou, não conhecia ninguém.
Sentou
se, a perder nada tinha
não perdeu nada.
Levantou
se, apetecia dançar
a dançar acabou.
Ouviu as história do amigo chato
muitas vezes
evitado
desta vez falou.
Betinhos só betinhos à volta
de todos deles de todos
Só betinhos
à volta
à volta
os dois que dançavam
Altos
os braços eram compassos
defeniam um raio incerto
Riam-se
Sentiam-se
a metros da distância partilhada
nenhuma das pessoas alteradas
Personalidades mudadas?
Só as dos outros
à volta
à volta
só betinhos betinhos só.
à volta
à volta
como na antiga escola
só betinhos
só só só.
Que interessa se são betinhos
neste cantinho só estão os dois divertidos
eles é que olham com o medo
são meio maricões
Têm colhões daqueles que só enfeitam.
"não não tenho MD, ou ecstasy ou uma dessas merdas
a minha perna
esta
e esta outra também
movem-se do que tem
naturalmente o corpo a bombear
Gritar?
isso é só nos filmes.
finges?
só quando digo que te faço.
à volta À volta à volta
a chuva regou o resto
o resto ficou para trás.
Zas
Caeiro na avenida
na avenida junto ao Tejo
ironicamente o que dele não era.
à volta os betinhos já não estavam.
à volta
à volta
à volta
à volta nada mudou.
ninguém gritou À porta de uma casa partilhada.
II
Antes de dormir sonhou.
Ou pensou.
Sentiu que era um senhor.
ai a dor da correcção
de um teste face a matriz americana
"pus mal a cruz na primeira e na terceira
já nao entro em medicina diz o aluno muito convicto"
Quem nunca votou não há de ser presidente.
Mas também desta gente?!
Pela densidade e pelo peso
só mesmo ares.
III
A joaninha voa
voa para fora de lisboa
A joaninha não é vermelha
se fosse moínho não seria do Pigalle.
Tem pintas
tem.
Vai joaninha vem
O vento há-de vir do mar.
IV
Um domingo na vida do Sr.
Do sr. que eu sou.
Vou
Sou eu mesmo
Não tenho medo
Falo para caraças como pratico
Reivindico as verdades que quase ninguém partilha.
Regista a menina na superfície o que faço?
Passo
não deixo marcas escuras ou sangrentas.
Senta
te imagino o que serias às avessas.
Princesas
não é um prédio que as faz.
Trás
Só o que vales
se tiver cabeça julgo.
Há quem não queira aprender há. Há, quem se esconda por detrás de barreiras que insistem que se domine tudo com uma intentsidade que só quem exige pode definir, há. Há merda e o bom há. Há quem se perca no escuro e não queira mais que isso porque e só porque o olho que nunca a viu nunca poderá ver a luz crescido que está o corpo e cada uma das partes há. Há o que é há.


quinta-feira, setembro 10, 2009

A Deus, esse técnico informático do ser humano.

Tenho um pequeno problema no que diz respeito aos passos mencionados no teu thread. Quando me reinicio e ponho o dedo no umbigo para aceder ao menú aparece efectivamente uma imagem azul onde posso escolher o Programa de instalação de personalidade porém nunca aparecem as opções que referiste na segunda imagem mais indigo ficando bloqueado todo o organismo nesse passo. Tens alguma ideia do que pode estar a acontecer? Obrigado pela ajuda. Cumprimentos.

Sidoro Brago ( 24 anos, >1,80m, 2 diopterias mas usa lentes, sistema de calmantes de raíz, fumador frequente, bebe alcool em ambientes recreativos, Rookie)

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Espera aí Deus, eu mando o link para a página com a informação detalhada. Agradeço-Te que ponhas o meu nome no posto pois acho que mereço um pouco de crédito

Jesus Nazareno (2009 anos, altura incerta, vê o que mais ninguém vê, tão calmo que morrer por outros, não fuma, enólogo imbatível tem uma produtora de vinho caseira - diz-se que importa uvas clandestinamente mas nunca ninguém as viu a entrar, Administrador/ Moderador)

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Muito boa a informação detalhada de formatação, muito obrigado pela vossa ajuda, só tive um bocado de dificuldade com a parte das partições e na eliminação selectiva de conteúdo, creio que deveriam explicitar melhor. Boa Vida e obrigado.

Sidoro Brago ( 24 anos, >1,80m, 2 diopterias mas usa lentes, sistema de calmantes de raíz, fumador frequente, bebe alcool em ambientes recreativos, Rookie)