Numa lógica ou pressuposto
Vi-te a passar tão menina
Fazendo-te mulher com cada passo
cresces, cresces indo
Indo te vais e teces
Cresces indo cresces
vais em cada dia de ti
até que
ao fim
nada te sobra.
Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)
quarta-feira, setembro 23, 2009
Outro (esperança, o restaurante)
Pesa-me cada átomo do meu corpo ao ponto de prever que, mais cedo ou mais tarde, como um lego nas mãos de um recém-nascido, eu estruturalment definharei em cada molécula de mim.
Há ondas que chegam ao âmago de nós, que agitam partes criteriosamente por frequência seleccionadas a dedo. Que se dane quem sabe de cor e salteado à maneira antiga e que pelo coração se move: é isto que me irritada a sério.
O subterrâneo diz o Fiodor, esse local invejável onde guardo o melhor mim cingindo-me a mostrar o que é feio ao mundo que o aprecia na sua felicidade; esse recanto onde so gente gente me pode buscar na sua anormaliade assumida. Não me escondo no escuro, escondo-me em mim que, na sua qualidade, tão mais sombria pode ser, mas, quem o faz, sou eu, que também a mão no que a luz permite assenta pois tendo-a nada mais belo há.
Só me falta aprender a ser porteiro de mim mesmo e definir critérios óptimos de entrada. Nada mais dói que em nos alguém ser bruto ao ponto de desalinhar nem que seja um quadro que, por mais piroso, só connosco fora partilhado.
O Resto= o resto são merdas que a chorar esquecemos e que com o que nos resta tentamos nunca mais ver.
Há ondas que chegam ao âmago de nós, que agitam partes criteriosamente por frequência seleccionadas a dedo. Que se dane quem sabe de cor e salteado à maneira antiga e que pelo coração se move: é isto que me irritada a sério.
O subterrâneo diz o Fiodor, esse local invejável onde guardo o melhor mim cingindo-me a mostrar o que é feio ao mundo que o aprecia na sua felicidade; esse recanto onde so gente gente me pode buscar na sua anormaliade assumida. Não me escondo no escuro, escondo-me em mim que, na sua qualidade, tão mais sombria pode ser, mas, quem o faz, sou eu, que também a mão no que a luz permite assenta pois tendo-a nada mais belo há.
Só me falta aprender a ser porteiro de mim mesmo e definir critérios óptimos de entrada. Nada mais dói que em nos alguém ser bruto ao ponto de desalinhar nem que seja um quadro que, por mais piroso, só connosco fora partilhado.
O Resto= o resto são merdas que a chorar esquecemos e que com o que nos resta tentamos nunca mais ver.
No esperança de novo, novo comboio parece.
I
É tudo tão irónico,
Há o que quero (o que procuro)
Há o que posso.
Cruzam-se tão poucas vezes e nunca certas
Irónico,
Rio-me em falta de melhor que se faça
Arregaço as mangas antes de lidar com tudo
Movo um móvel de um lado ao outro
Acreditando que o oriental faz sentido aqui
Logo aqui
de onde partiu o o senhor que o brasileiro
o que traduziu
acabou por parir no tempo.
Rio-me
por entre as pessoas que passam
independentemente do meu olhar agressivo
amigo, fodido, apreensivo, convidativo
ou outra coisa qualquer que até podiam procurar
As pessoas.
O que são as pessoas no meio disto que vejo
São meros pontos
coordenadas que defino
no meio
no meio estou eu e mais ninguém,
mais ninguém.
II
Dói-te o corpo?
Afaga-o com um ungento qualquer
um antigo cuja força bem conheças.
Dói-te a alma?
Esfrega-te num corpo
um novo
vê se te faz diferença.
III
Esquece como alguém tão pequeno que,
Chegado ao u
só talvez se lembre que o A existe.
IV
Foge, Foge de ti ao ponto de ao que és já não poderes voltar.
segunda-feira, setembro 14, 2009
Trascrição de poema dito durante uma noite qualquer triste.
Encontraram.se na rua com um estranho tamanho
venho pelo caminho por onde sempre vou
Estranho?
Não.
que importa? isso não vem com o tempo.
ou dás cedo ou não dás
Deste-te
foste em frente como um cego
sem conhecer o caminho
e perdido
numa cidade em que o metro
não é amigo dos invisuais
ouves um som: talvez consiga entrar (cantado)
Tentas não entras cais
só que a morte vem por alta tensão ou voltagem
nunca percebi muito de química
fiz perguntas a mais
porque porque porque porque porque?
nao percebendo a reacção que se passava
do mais simples físico
de vectores de entrada e de saída
meninas que coleccionava como se fossem selos
que permitiam o envio postal rápido ou não
para outro país qualquer
havendo descontos claros para a uniao europeia
tamanha era a dor que em mim se acumuluva
tudo o resto pesava como um sol que nao levanta
e que puxa puxa puxa puxa mas nao para cima e só para baixo
coberto por nunves que tornam tudo mais quente.
Promotoras de um irrealidade
promotoras de uma tristeza
Gentes que na miudeza se acham grandes
nao produzem só consomem
fogem da vida entre merdas que a crédito se acumulam em sua casa
entre um ecra de plasma uma mesa um sofá
Até o livro com um cartão fnac é comprado
10% de juros 10% de juros (voz de vendedor) de taxa anual efectiva
quem percebe isto esta gente nem sequer faz matémátca
e quando a faz é porque houve beneficios num exame qualquer
Uma mulher é so uma mulher que eu quero
alguém que me afague o corpo que me
que me
que me
que me afague a cabeça no seu ombro
alguém que me dê um carinho um carinho que não tive
alguém que seja como ela é sempre que não tenha medo de se mostrar
que me
que me alicie
que me dê tudo o resto sem eu pedir
sem eu pedir.
venho pelo caminho por onde sempre vou
Estranho?
Não.
que importa? isso não vem com o tempo.
ou dás cedo ou não dás
Deste-te
foste em frente como um cego
sem conhecer o caminho
e perdido
numa cidade em que o metro
não é amigo dos invisuais
ouves um som: talvez consiga entrar (cantado)
Tentas não entras cais
só que a morte vem por alta tensão ou voltagem
nunca percebi muito de química
fiz perguntas a mais
porque porque porque porque porque?
nao percebendo a reacção que se passava
do mais simples físico
de vectores de entrada e de saída
meninas que coleccionava como se fossem selos
que permitiam o envio postal rápido ou não
para outro país qualquer
havendo descontos claros para a uniao europeia
tamanha era a dor que em mim se acumuluva
tudo o resto pesava como um sol que nao levanta
e que puxa puxa puxa puxa mas nao para cima e só para baixo
coberto por nunves que tornam tudo mais quente.
Promotoras de um irrealidade
promotoras de uma tristeza
Gentes que na miudeza se acham grandes
nao produzem só consomem
fogem da vida entre merdas que a crédito se acumulam em sua casa
entre um ecra de plasma uma mesa um sofá
Até o livro com um cartão fnac é comprado
10% de juros 10% de juros (voz de vendedor) de taxa anual efectiva
quem percebe isto esta gente nem sequer faz matémátca
e quando a faz é porque houve beneficios num exame qualquer
Uma mulher é so uma mulher que eu quero
alguém que me afague o corpo que me
que me
que me
que me afague a cabeça no seu ombro
alguém que me dê um carinho um carinho que não tive
alguém que seja como ela é sempre que não tenha medo de se mostrar
que me
que me alicie
que me dê tudo o resto sem eu pedir
sem eu pedir.
(esboça um sorriso o escritor e escreve)
nada a escrever. nada como antes é movido por uma triste quase que por mim imposta. Ouço o Serge: la decadense. Ela não sabia cantar, tentava a pequena inglesa. Eram loucos com léxicos e grámitas diferentes. Tentavam.
I
Estava tão cansada a menina de cruzar o rio.
Chegou, não conhecia ninguém.
Sentou
se, a perder nada tinha
não perdeu nada.
Levantou
se, apetecia dançar
a dançar acabou.
Ouviu as história do amigo chato
muitas vezes
evitado
desta vez falou.
Betinhos só betinhos à volta
de todos deles de todos
Só betinhos
à volta
à volta
os dois que dançavam
Altos
os braços eram compassos
defeniam um raio incerto
Riam-se
Sentiam-se
a metros da distância partilhada
nenhuma das pessoas alteradas
Personalidades mudadas?
Só as dos outros
à volta
à volta
só betinhos betinhos só.
à volta
à volta
como na antiga escola
só betinhos
só
só só só.
Que interessa se são betinhos
neste cantinho só estão os dois divertidos
eles é que olham com o medo
são meio maricões
Têm colhões daqueles que só enfeitam.
"não não tenho MD, ou ecstasy ou uma dessas merdas
a minha perna
esta
e esta outra também
movem-se do que tem
naturalmente o corpo a bombear
Gritar?
isso é só nos filmes.
finges?
só quando digo que te faço.
à volta À volta à volta
a chuva regou o resto
o resto ficou para trás.
Zas
Caeiro na avenida
na avenida junto ao Tejo
ironicamente o que dele não era.
à volta os betinhos já não estavam.
à volta
à volta
à volta
à volta nada mudou.
ninguém gritou À porta de uma casa partilhada.
II
Antes de dormir sonhou.
Ou pensou.
Sentiu que era um senhor.
ai a dor da correcção
de um teste face a matriz americana
"pus mal a cruz na primeira e na terceira
já nao entro em medicina diz o aluno muito convicto"
Quem nunca votou não há de ser presidente.
Mas também desta gente?!
Pela densidade e pelo peso
só mesmo ares.
III
A joaninha voa
voa para fora de lisboa
A joaninha não é vermelha
se fosse moínho não seria do Pigalle.
Tem pintas
tem.
Vai joaninha vem
O vento há-de vir do mar.
IV
Um domingo na vida do Sr.
Do sr. que eu sou.
Vou
Sou eu mesmo
Não tenho medo
Falo para caraças como pratico
Reivindico as verdades que quase ninguém partilha.
Regista a menina na superfície o que faço?
Passo
não deixo marcas escuras ou sangrentas.
Senta
te imagino o que serias às avessas.
Princesas
não é um prédio que as faz.
Trás
Só o que vales
se tiver cabeça julgo.
Há quem não queira aprender há. Há, quem se esconda por detrás de barreiras que insistem que se domine tudo com uma intentsidade que só quem exige pode definir, há. Há merda e o bom há. Há quem se perca no escuro e não queira mais que isso porque e só porque o olho que nunca a viu nunca poderá ver a luz crescido que está o corpo e cada uma das partes há. Há o que é há.
quinta-feira, setembro 10, 2009
A Deus, esse técnico informático do ser humano.
Tenho um pequeno problema no que diz respeito aos passos mencionados no teu thread. Quando me reinicio e ponho o dedo no umbigo para aceder ao menú aparece efectivamente uma imagem azul onde posso escolher o Programa de instalação de personalidade porém nunca aparecem as opções que referiste na segunda imagem mais indigo ficando bloqueado todo o organismo nesse passo. Tens alguma ideia do que pode estar a acontecer? Obrigado pela ajuda. Cumprimentos.
Sidoro Brago ( 24 anos, >1,80m, 2 diopterias mas usa lentes, sistema de calmantes de raíz, fumador frequente, bebe alcool em ambientes recreativos, Rookie)
_____________________________________________________________________
Espera aí Deus, eu mando o link para a página com a informação detalhada. Agradeço-Te que ponhas o meu nome no posto pois acho que mereço um pouco de crédito
Jesus Nazareno (2009 anos, altura incerta, vê o que mais ninguém vê, tão calmo que morrer por outros, não fuma, enólogo imbatível tem uma produtora de vinho caseira - diz-se que importa uvas clandestinamente mas nunca ninguém as viu a entrar, Administrador/ Moderador)
____________________________________________________________________
Muito boa a informação detalhada de formatação, muito obrigado pela vossa ajuda, só tive um bocado de dificuldade com a parte das partições e na eliminação selectiva de conteúdo, creio que deveriam explicitar melhor. Boa Vida e obrigado.
Sidoro Brago ( 24 anos, >1,80m, 2 diopterias mas usa lentes, sistema de calmantes de raíz, fumador frequente, bebe alcool em ambientes recreativos, Rookie)
Sidoro Brago ( 24 anos, >1,80m, 2 diopterias mas usa lentes, sistema de calmantes de raíz, fumador frequente, bebe alcool em ambientes recreativos, Rookie)
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Espera aí Deus, eu mando o link para a página com a informação detalhada. Agradeço-Te que ponhas o meu nome no posto pois acho que mereço um pouco de crédito
Jesus Nazareno (2009 anos, altura incerta, vê o que mais ninguém vê, tão calmo que morrer por outros, não fuma, enólogo imbatível tem uma produtora de vinho caseira - diz-se que importa uvas clandestinamente mas nunca ninguém as viu a entrar, Administrador/ Moderador)
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Muito boa a informação detalhada de formatação, muito obrigado pela vossa ajuda, só tive um bocado de dificuldade com a parte das partições e na eliminação selectiva de conteúdo, creio que deveriam explicitar melhor. Boa Vida e obrigado.
Sidoro Brago ( 24 anos, >1,80m, 2 diopterias mas usa lentes, sistema de calmantes de raíz, fumador frequente, bebe alcool em ambientes recreativos, Rookie)
quarta-feira, setembro 09, 2009
(já perdi a conta e tou farto de pensar)
Há coisas na vida como os pinos de um qualquer bairro histórico lisboeta. Tanto estão para cima como para baixo, para cima estando são difíceis de se mover. Tudo depende de alguém sentado num canto que imagino escuro e cuja cara desconhecemos. Uns Deuses alimentados a pequenos múltiplos de um salário mínimo.
quinta-feira, setembro 03, 2009
Dans le studio Astolfí ali para os lados das salgadeiras. Ideia dela poema meu.
I
A partir do tema A beleza do erro e dedicado a J. Astolfi que a ele (não ao erro) tanto tempo dedica.
"Erro essa, pequena coisa a que alguns chamam experiência" ( Alguém)
1º [quadrado] - Obviamente certo
2º [quadrado] - O seu quê de certo
3º [quadrado] - Resultado incerto
4º [quadrado] - Merda
E perdemo-nos por entre as formas geométricas,
Esquecemo-nos.
No centro de tudo nada é naturalmente recto.
Certo,
O que é aos olhos de um homem ou mulher bebidade
De tudo aquilo
Que o irracional só sente por instinto?
Eu sei,
Diz um senhor perdido por entre um racíciocinio que só ele tem por mais que o comunique.
Existe uma resposta a tudo?
Só um parvo assume que um dos quadrados a cruzar
(Entre todos os outros)
É melhor do que aqueles que à parte referi.
Mas insisto, no iNatural do recto
na inexistência de um PI por não haver circunferência no mundo
nem o mundo é um globo
A gravidade só permite o oval.
O normal é imperfeito
O instável é um rio
E a nossa bomba vermelha é uma merda falacionsa e deturpadora do que é formatado.
Errado
ahn ahn ahn ahnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnN (gutural)
Vem um telex de longo.
Estou a lê.lo por entre os meus dedos que aos poucos as lágrimas envolvem.
Já não quero nada contigo
Percebi tudo não me amas
Mê mê, faz a ovelha,
p'ra mim é mé é erda
Só te queria dizer o que já sabes
(presumi eu que era amor)
Sabias outra coisa
Afinal era a 1ª que estava erra a a da. (como se fosse da música do MAX)
II
"Estás cansado, molha os pés num alguidar, diz alguém que ajuda"
Nunca gostei de espelhos,
custa-me encarar
por mais bem que o tenha concebido
o que eu mostro de mim ao mundo.
Em pequenino fui uma vez à feira popular
- os meus pais tinha medo que
por ficar de pernas para o ar
o meu cérebro até então programado a ser um de bom rapaz
de repente, não mais que de repente (notem que estou a citar)
Se transformasse no oposto e que lhes mete medo.
Lembro-me de sardinhas
creio que por não ter gostado
naquela altura não percebi o peso de uma nódoa
e também de tantas outras coisas que
caso fosse o que não sou
seriam bastante poucas.
Havia uma casa com espelhos que deformavam as pessoas
Uns para cima
Outros para baixo
e muitos para dentro com alguns para fora (ou se quisermos para o lado)
Lembro-me de nunca me ter sentido tão eu:
Muita gente se ria,
Inclusivé o meu pai que gozava com o meu nariz,
Mas eu sorria de uma felicidade até então desconhecida
como se fora cristo
depois de lhe espetarem um dos pregos.
Tudo era instável, destrutivo ou creativo
Alto ou baixo
feio ou bonito
Silencioso ou como um grito sempre demasiado alto.
Um refelho espelhado numa superfície instável
Transformável como eu com cada passo, passinho ou corrida que dou...
Quem é que diz EU VOU,
num sentido certo?
Sou um encoberto de mim mesmo não de um império
Durmo com as memórias do que um dia fui
Sonhando e esquecendo de seguida o que sonho ainda ser...
Como se aos pés da cama que por vezes nem comigo partilho
Estivesse uma piscina onde me perco mas me vejo.
quarta-feira, setembro 02, 2009
I
E volta a repetição de dizer que tudo
- ou quase tudo se formos optimistas -
se vai repetindo por entre os dias
nas partes controladas ou que não o são.
E repete-se o ruído
que vai roendo como um rato
de um rei que é um rabo
um daqueles que não põe rolha.
estou muito cansado de esperar por quase nada quando estou disposto a dar tudo desde que forma justificada.
Paga?
Não.
Hoje é o dia da menina.
Sabe somos um casal
um casal moderno
Partilhamos tudo tudo tudo!!!
Até o pagamento segundo a lógica ancestral do pim pu neta.
Claro que com a prática já se sabe à partida onde tudo vai parar
A idade também traz destas coisas que há quem chame de manha!!!
Tem cuidado
dizia a minha avô na sua consciencia a vinte de centenária.
Parecia que partilhava parte da verdade que só entre elas é comum.
Sabe-a toda como tu.
E já conto umas quantas águas das pedras em meu redor.
Ficam bem ao lado das outras muito mais simplistas na sua transparência discreta.
A água faz bem ao corpo (com sotaque russo)
dizia o professor de tango do bairro
que sentia o quanto queria
comer
o que abraçava de uma maneira artística
e
por isso
só por isso
invejável e compreensível.
à cabeça... não sei (com o mesmo sotaque, mas mais dramático, é uma conclusão).
___________________________________________________________
Arranca-a
põe-na debaixo do sovaco de seguida.
dá uns toques
pratica
atira-a contra a parede com força
joga ao mata
põe alguém à rabia
Agita.
Quando estiveres preparado
o que fazes de seguida
é pegar no que resta da cabecita
por contra o teu colo como as rosas da rainha
uma expansão de uma barriga que é barriga
ergue-la lentamente como se fosse uma taça
(Até podia ser até então estava calada)
Sentir cada uma das marcas que na pele ficaram
e então já preparada
põe-na no lugar.
(sempre sem te preocupar em pôr
exactamente como ela estava).
terça-feira, setembro 01, 2009
Outro
Quando é preciso
quando é mesmo preciso
no verso de uma caixa de amorfos
Até se escreve um poema a murro.
quando é mesmo preciso
no verso de uma caixa de amorfos
Até se escreve um poema a murro.
segunda-feira, agosto 31, 2009
Like every sunday the boy kept walking, on every stop he wrote something he told..
I - Genérico.
Até o 35 mm tem limites de ampliação,
certo que maior que aqueles de 16 mm
E o grão, nem se fala do grão, que a película permite.
Mas existe, e peço desculpa por insistir, um limite.
Nada é como o que naturalmente vive,
por tamanho, excesso ou defeito,
a vida,
como quem vive.
II - Apresentação dos personagens
Porrada no cano, sai o chumbo da caixa de aço.
Ritual tão lento da morte que só pode ser certeira.
Distância e diâmetro, reguladores do calibre.
Nem mais nem menos só da se for o certo.
III - The first victim/ o primeiro golpe
Someone cries ouve-se um sorriso macabro
Vem do fundo: ah ah ah ah AH
Alto, decibeis desumanos, a dwarf arrives a jester
and a 3ª bola atirada é apanhada pelo chão
O corpo à escala 1:2 torpe cai
A 1ª empurra a cabeça
Á segunda queda, sobre o corpo
fica a dor de um riso subitamente solto
pela 1ª vítima of the first blow.
IV - Now it's all the same. Surpreende-me bébé.
O que está negro mais negro não fica
Ou a cor se perde ou avermelha
depende da forma como o corpo se prolonga somente.
Da densidade do que se amplia.
aí já nada se sente está morto
"está gasto pelo tempo, já se foi,
o tapete estendido, que entre quem quiser"
não se deforma mais o espaço.
Surprise me girl, faz aquilo
agora ali que ninguém conhece.
faz isso, já me aborrece
o tédio do estático que antecedo.
V - La salida se queda en el otro lado de la oficina.
Creo que está casi a llegar.
Pensa alguém enquantoe foge do ponto de encontro
aquele que cobardemente nao é estático-
A ampulheta foi enchendo o copo compassadamente esvaziado.
Conscientemente alguém já sabe...
Aproxima-se a porta que entretanto se abriu.
It's over there!!!
Estou quase a chegar.
VI - The other side (Á J. de cadeia de hóteis internacionais)
Há portas abertas que dão para a rua não óbvias.
Há cadeiras onde o assento se tem sem convite.
Há conversas a ter sem argumentos aperfeiçoados.
Há o que é o que se mostra.
E há quem diga o que diz.
E há quem diga o que diz.
Sons épicos chegam com a descoberta
Sentido tem o que não se queria...
Há lados (outros) em que o que somos, de facto importa.
Borrachas há que dão sentido.
Ido,
Já não estou.
VII - A passagem para a outra margem. (à L. que por lá está)
O rio é o mesmo.
E a linha, a que divie nunca vai deixar de o ser,
nem no nome nem na forma que comigo muda.
Mas se de um lado se vê o outro,
o monstro do lobo diz que monstro ele é.
P.S.:
mesmo que o mesmo marque
nenhum relógio o faz na mesma.
Conversa de quem atrás se sentava.
Pergunta o puto de 3 anos: o que é o tempo das vacas gordas?
Responde o irmão de cinco:
Era o tempo em que não havia crise!
Pensa o pai que ouvia:
"é desde o dia em que conheço a tua mãe."
segunda-feira, agosto 17, 2009
Quinta I
É tão de tarde quanto o meu corpo gasto permite. Ri-se por entre estas paredes que já limitaram brincadeiras alimentadas por uma energia que só por obrigação se esvaneceu com o cerrar de uns olhos que, até ao último instante, gostariam de ter coragem para desafiar aqueles que pelo 1º nome nunca foram tratados.
O processo é o mesmo mas o ângulo mudou como tudo o resto que está predestinado trignometricamente mesmo que por valores fracamente tabelados e com normas mais frágeis ou tristes que senos, cosenos - p'ra não falar de tangentes - da vida.
Está tudo igual mesmo que mais velho e que inclua elementos modernos à mistura. O caderno do tecto é laranja, o bisavô está ao fundo (na parede) o móvel é azul e tem pegas muito 70 show.
Está tudo igual, só que eu me deito à hora que quero.
O processo é o mesmo mas o ângulo mudou como tudo o resto que está predestinado trignometricamente mesmo que por valores fracamente tabelados e com normas mais frágeis ou tristes que senos, cosenos - p'ra não falar de tangentes - da vida.
Está tudo igual mesmo que mais velho e que inclua elementos modernos à mistura. O caderno do tecto é laranja, o bisavô está ao fundo (na parede) o móvel é azul e tem pegas muito 70 show.
Está tudo igual, só que eu me deito à hora que quero.
quarta-feira, julho 29, 2009
A comer no esperança.
I
Momento para mim.
só para mim.
Escrevo-me sobre o meu trabalho.
Puxo um cigarro
Anulo o whisky.
Sabe ao primeiro
Não me aflige como o 1º sabe.
Vejo
Escuto
Só para mim, tudo
Puxo
Sinto-me enquanto sou.
II
Está uma menina sentada
ao meu lado ou por detrás de mim.
É bonita como outras já o foram
Faz-me lembrar muito
muito do pouco a que aspiro.
Tenho de mover o pescoço
o pescoço deste moço, o pescoço deste moço
para a ver de uma forma que intimida.
É tímida a menina
É tímida
É!
A menina?
Sim.
Ao meu lado ou á minha frente
Estão duas mulheres sentadas.
Vestem-se de gente.
São da gente à beira mar plantada.
Fazem-me lembrar muito
Muito do pouco que falo
criado por entra palavras ouvidas
Que ao longo de tudo acumulei.
A calçada essa está disforme
Em volume e cor inferior ao da estrada
Qual delas a mais pisada?
Qual delas tem mais de mim?
III
Fosses os tempos outros,
Não houvesse um tempo certo
Por entre o que define um dia.
Risse, risse sem peso
na consciência cada vez mais imposta.
E corresse, e parasse e andasse,
Com uma verdade; que já não sei ser minha.
segunda-feira, julho 13, 2009
I - Lá me vou ficcionando
Era tarde, relativamente tarde quanto um relógio biológico permitia inferir. Tudo era estranho naquele espaço que pejo não tinha de tudo o que simbolizava: abertas estavam todas as portas para o mundo.
A maioria das pessoas estavam a começar a sua refeição não tendo mais que um copo, umas azeitonas e um par de talheres de perfil moderno em frente. Tocavam-se de ladlo a lado e entiam a falta do pano que até há pouco os afastava da mesa aparentemente limpa. Por cada mesa, de 4 ou de 2 - não se incluindo os os topos - havia uma vela que iluminava mais que a luz que, por moda, era fraca.
O campo de batalha estava exposto mas mesmo assim não existiam sinais de futuras conquistas. Os empregados iam carregando de mesa em mesa elementos aparentemente fortuitos mas que não mostrava levar a lado nenhum.
Barulho, muito barulho, aquele que só a paz permitte por não haver nada a perdoar, nada a bradar aos céus, nenhum agradecimento que implique a queda de um outro corpo qualquer. Barulho, barulo de multidões que discutem o formal de um dia certo. Ruído de armas que já não se afiam.
Havia também um menino que já devia estar a dormir e que também contrastava pela sua tez mediterrânica do lado de lá. Reclinava-se na cadeira apoiando a sua nuca como se descanssasse de um dia quase trágico. Um dia haveria de perceber que é a sorte que o leva neste mundo desde que dali, do outro lado, o tirou. Um dia haveria de perceber que mãe só há uma e que as duas se movem numa cruzada anti-católica e melancólica pelo olhar que carregam. Movia-se constantemente de um lado ao outro da mesa como as prefrências que se trocam no decorrer de uma vida. Reclinava-se outra vez e outra e outra com a nuca, como se já, e tão inconscientemente, aguardasse uma resposta pesada a tudo.
Na rua iam passando pessoas que por vezes paravam para olhar, de urbano e tardio. Por mais que vissem só apreendiam um ou outro detalhe mas, no geral, era a actividade que os prendia e que a elas empregava. Uma era loira, e outra era morena. Uma brasileira e outra portuguesa. Ao contrário da rima tudo o resto fazia sentido nem que seja por [ ] ou entre elas estar tudo ao contráio. Elas viam, elas viram tanto e, se pudessem, tão mais, quanto a sua linda cabeça o permitisse, teriam escrito. Não podem, trabalham, vão e vêm em mais que um sentido aparente. Não as estranho, vejo-as, quase que tudo, num instante, tem ou faz sentido.
A maioria das pessoas estavam a começar a sua refeição não tendo mais que um copo, umas azeitonas e um par de talheres de perfil moderno em frente. Tocavam-se de ladlo a lado e entiam a falta do pano que até há pouco os afastava da mesa aparentemente limpa. Por cada mesa, de 4 ou de 2 - não se incluindo os os topos - havia uma vela que iluminava mais que a luz que, por moda, era fraca.
O campo de batalha estava exposto mas mesmo assim não existiam sinais de futuras conquistas. Os empregados iam carregando de mesa em mesa elementos aparentemente fortuitos mas que não mostrava levar a lado nenhum.
Barulho, muito barulho, aquele que só a paz permitte por não haver nada a perdoar, nada a bradar aos céus, nenhum agradecimento que implique a queda de um outro corpo qualquer. Barulho, barulo de multidões que discutem o formal de um dia certo. Ruído de armas que já não se afiam.
Havia também um menino que já devia estar a dormir e que também contrastava pela sua tez mediterrânica do lado de lá. Reclinava-se na cadeira apoiando a sua nuca como se descanssasse de um dia quase trágico. Um dia haveria de perceber que é a sorte que o leva neste mundo desde que dali, do outro lado, o tirou. Um dia haveria de perceber que mãe só há uma e que as duas se movem numa cruzada anti-católica e melancólica pelo olhar que carregam. Movia-se constantemente de um lado ao outro da mesa como as prefrências que se trocam no decorrer de uma vida. Reclinava-se outra vez e outra e outra com a nuca, como se já, e tão inconscientemente, aguardasse uma resposta pesada a tudo.
Na rua iam passando pessoas que por vezes paravam para olhar, de urbano e tardio. Por mais que vissem só apreendiam um ou outro detalhe mas, no geral, era a actividade que os prendia e que a elas empregava. Uma era loira, e outra era morena. Uma brasileira e outra portuguesa. Ao contrário da rima tudo o resto fazia sentido nem que seja por [ ] ou entre elas estar tudo ao contráio. Elas viam, elas viram tanto e, se pudessem, tão mais, quanto a sua linda cabeça o permitisse, teriam escrito. Não podem, trabalham, vão e vêm em mais que um sentido aparente. Não as estranho, vejo-as, quase que tudo, num instante, tem ou faz sentido.
quarta-feira, julho 08, 2009
As horas não digo porque só agora comecei. será ficção ou auto-biográfico. Aqui vai doutores.
I
Era uma vez um rapaz que gostava de jogar playstation. jogava playstation e ficava feliz. depois de foder lá ia ele jogar playstation mas de uma maneira especial, quando comparado com as outras acções que poderiam dele partir.
Tinha uma namorada que geralmente respeitava. Não fodia com qualquer uma recorrentemente porém, quando estava com esse estado de espírito, não era tão feliz na maioria das vezes, por respeito, não jogava Playstation às vezes, e, nas vezes em que não era na casa dele, não jogava de certeza porque os seus comandos tinham algo de especial.
Os seus amigos também partilhavam dos mesmo hábitos. Quando estavam juntos também bebiam cervejas e de garrafas de litro que partilhavam pelo gargalo ao contrário dos comandos que só conheciam o suor de um par de mãos - ou de uma como é o caso do chico maneta que recorria a uma joystick bocal para mover os seus jogadores da bola electrónica de uma forma que até ao cristiano ronaldo seria impossível mesmo sendo mais que 1s e 0s: pelo que sei é um 7 e um 9.
Eram felizes. Pediam pouco mais que electricidade da vida e que afastassem caricas da sua frente no caso do nelito e do josé que vinham de viseu com hábitos estranhos.
Era uma vez um rapaz que gostava de jogar playstation. jogava playstation e ficava feliz. depois de foder lá ia ele jogar playstation mas de uma maneira especial, quando comparado com as outras acções que poderiam dele partir.
Tinha uma namorada que geralmente respeitava. Não fodia com qualquer uma recorrentemente porém, quando estava com esse estado de espírito, não era tão feliz na maioria das vezes, por respeito, não jogava Playstation às vezes, e, nas vezes em que não era na casa dele, não jogava de certeza porque os seus comandos tinham algo de especial.
Os seus amigos também partilhavam dos mesmo hábitos. Quando estavam juntos também bebiam cervejas e de garrafas de litro que partilhavam pelo gargalo ao contrário dos comandos que só conheciam o suor de um par de mãos - ou de uma como é o caso do chico maneta que recorria a uma joystick bocal para mover os seus jogadores da bola electrónica de uma forma que até ao cristiano ronaldo seria impossível mesmo sendo mais que 1s e 0s: pelo que sei é um 7 e um 9.
Eram felizes. Pediam pouco mais que electricidade da vida e que afastassem caricas da sua frente no caso do nelito e do josé que vinham de viseu com hábitos estranhos.
Late again...professionaly (cantado como o alone again)
Estou á espera. Continuo à espera de uma merda que entre ás, às e hás vai e volta para trás pelo brio que ortograficamente exige de um ser que maquinalmente foi ensinado, por ser humano, a pensar. Só fica cada vez mais tarde e já é tão tarde agora.
Distraiem-me músicas enviadas talvez com um segundo sentido que, pelo contexto, já não perco muito tempo a perceber. A clpa é minha, eu sei que é minha, mas a que se esconde por detrás de cantorias francesas acompanhadas de um vídeo que ganha sentido agora que escrevo e que por isso eu não partilho. Vi parte dele agora, neste preciso instante, neste momento tão pequeno como o meu dia já foi: uma menina dança; dança uma menina à volta de um homem: um homem joga snooker e move um taco move-o; swing dizem os outros; outros não há, neste preciso instante estou sozinho.
Cum diacho. Mais um desabafo que foi escrito.
Distraiem-me músicas enviadas talvez com um segundo sentido que, pelo contexto, já não perco muito tempo a perceber. A clpa é minha, eu sei que é minha, mas a que se esconde por detrás de cantorias francesas acompanhadas de um vídeo que ganha sentido agora que escrevo e que por isso eu não partilho. Vi parte dele agora, neste preciso instante, neste momento tão pequeno como o meu dia já foi: uma menina dança; dança uma menina à volta de um homem: um homem joga snooker e move um taco move-o; swing dizem os outros; outros não há, neste preciso instante estou sozinho.
Cum diacho. Mais um desabafo que foi escrito.
Momento de ficção.
As ruas são como pequenos pontos de uma constelação cada vez mais conhecida. Corpos que já percorridos perdem qualquer interesse à alma que cresce pelos lugares comuns que implican a quem vive. "Bom dia, quero uma bica!", lá pedimos nós vados por uma certeza que já nos é propria, num café do costume, levados, acima de tudo, não por sabermosmais mas por não querermos correr riscos independentemente da qualidade do café. O açucar sabe sempre o mesmo e mata qualquer excesso que exija a presença dele.
Quantas caras não conhecemos deste e neste percurso que percorremos só por isso não sozinhos. Acompanham-nos mem´orias mais ou menos trágicas, menos ou mais lúcidas regadas que estão das drogas que os sentimentos são, sempre tomadas a colheradas que contra a física aparentam não transbordar. Queixávamo-nos do óleo de fígado; não éramos meninos?! Toma lá que crescemos e aprendemos c'o processo...malandros. Somos todos uns malandros.
O vento passa e dá mais peso a tudo pelo arrancar das camadas que entretanto ficam mais finas. Fica um homem despido há quem diga, há quem saiba que homem deixa de ser. Ganha cor lentamente...lentamente fica azul se lhe ocorrer A, fica verde se vier ao de cima um N muito grande, fica vermelho se o recordado for um IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII do tamanho do mundo que sem saber, porque a Remax disso não fala, habita.
E o rio? de que nos serve o rio para além de escoar a merda que em nós, em casa, e no primeiro espaço referido nesta pequena prosa se acumula? Até com os olhos cagamos; e o que deles sai não fertiliza...Quanto não foram levados até ao mar embalados por um corpo que se agitava mais turbulento ou mais calmo consoante a corrente de um Tejo desgovernado e saudoso do tempo em que a terra que é pisada só naturalmente com ele co-existia. Conquista o homem tudo achando que mais que os bichos são dele. Os bichos.
E de repente tudo cai sobre nós para depois cairmos sobre tudo que depois acaba por cair de novo naquilo com que levou. O mundo, a terra, os prédios, as ruas, nós. Nós edificamos aquilo que por nós acaba por ruir.
segunda-feira, julho 06, 2009
Dor de barriga, ai valha-me Deus.
Começa a subir como uma chama moribunda,
Por pequenas rabanadas de um vento empurrada,
Não dizes nada achas que passa
Até que num instante só te apetece arrotar.
Fode-te o queimar
Que só se sente verde.
Agora o senhor poeta sente-se um pouco infeliz o que, conjugado com a sua dorzinha de barriga, o põe irado, danado e cansado porque num instante tem de lidar com tantas sensações negativas. Não gostou nada do que escreveu há pouco. Acha, quase como sempre, que podia dar mais ao mundo mas desiste logo porque não se sente obrigado. Não.
Desabafa o poeta pelas palavras que dá.
Olha para os lados e ninguém está...lá
Segue pelo conhecido trilho
Pé ante pé cuidado está sozinho.
Consigo
Tudo eu vou mudar
Consigo
não posso parar.
Só preciso de um ritmo de uma merda qualquer
Comecem meus filhos quando o pai quiser
mas deixemos de nadas de conteúdos vazios
Até um chulo de sucesso tem brio.
Consigo
Tudo eu vou mudar
Consigo
não posso parar.
Por pequenas rabanadas de um vento empurrada,
Não dizes nada achas que passa
Até que num instante só te apetece arrotar.
Fode-te o queimar
Que só se sente verde.
Agora o senhor poeta sente-se um pouco infeliz o que, conjugado com a sua dorzinha de barriga, o põe irado, danado e cansado porque num instante tem de lidar com tantas sensações negativas. Não gostou nada do que escreveu há pouco. Acha, quase como sempre, que podia dar mais ao mundo mas desiste logo porque não se sente obrigado. Não.
Desabafa o poeta pelas palavras que dá.
Olha para os lados e ninguém está...lá
Segue pelo conhecido trilho
Pé ante pé cuidado está sozinho.
Consigo
Tudo eu vou mudar
Consigo
não posso parar.
Só preciso de um ritmo de uma merda qualquer
Comecem meus filhos quando o pai quiser
mas deixemos de nadas de conteúdos vazios
Até um chulo de sucesso tem brio.
Consigo
Tudo eu vou mudar
Consigo
não posso parar.
Porcaria.
E o fim.
E o fim.
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