Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

quinta-feira, setembro 03, 2009

Dans le studio Astolfí ali para os lados das salgadeiras. Ideia dela poema meu.

I
A partir do tema A beleza do erro e dedicado a J. Astolfi que a ele (não ao erro) tanto tempo dedica.
"Erro essa, pequena coisa a que alguns chamam experiência" ( Alguém)
1º [quadrado] - Obviamente certo
2º [quadrado] - O seu quê de certo
3º [quadrado] - Resultado incerto
4º [quadrado] - Merda
E perdemo-nos por entre as formas geométricas,
Esquecemo-nos.
No centro de tudo nada é naturalmente recto.
Certo,
O que é aos olhos de um homem ou mulher bebidade
De tudo aquilo
Que o irracional só sente por instinto?
Eu sei,
Diz um senhor perdido por entre um racíciocinio que só ele tem por mais que o comunique.
Existe uma resposta a tudo?
Só um parvo assume que um dos quadrados a cruzar
(Entre todos os outros)
É melhor do que aqueles que à parte referi.
Mas insisto, no iNatural do recto
na inexistência de um PI por não haver circunferência no mundo
nem o mundo é um globo
A gravidade só permite o oval.
O normal é imperfeito
O instável é um rio
E a nossa bomba vermelha é uma merda falacionsa e deturpadora do que é formatado.
Errado
ahn ahn ahn ahnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnN (gutural)
Vem um telex de longo.
Estou a lê.lo por entre os meus dedos que aos poucos as lágrimas envolvem.
Já não quero nada contigo
Percebi tudo não me amas
Mê mê, faz a ovelha,
p'ra mim é mé é erda
Só te queria dizer o que já sabes
(presumi eu que era amor)
Sabias outra coisa
Afinal era a 1ª que estava erra a a da. (como se fosse da música do MAX)
II
"Estás cansado, molha os pés num alguidar, diz alguém que ajuda"
Nunca gostei de espelhos,
custa-me encarar
por mais bem que o tenha concebido
o que eu mostro de mim ao mundo.
Em pequenino fui uma vez à feira popular
- os meus pais tinha medo que
por ficar de pernas para o ar
o meu cérebro até então programado a ser um de bom rapaz
de repente, não mais que de repente (notem que estou a citar)
Se transformasse no oposto e que lhes mete medo.
Lembro-me de sardinhas
creio que por não ter gostado
naquela altura não percebi o peso de uma nódoa
e também de tantas outras coisas que
caso fosse o que não sou
seriam bastante poucas.
Havia uma casa com espelhos que deformavam as pessoas
Uns para cima
Outros para baixo
e muitos para dentro com alguns para fora (ou se quisermos para o lado)
Lembro-me de nunca me ter sentido tão eu:
Muita gente se ria,
Inclusivé o meu pai que gozava com o meu nariz,
Mas eu sorria de uma felicidade até então desconhecida
como se fora cristo
depois de lhe espetarem um dos pregos.
Tudo era instável, destrutivo ou creativo
Alto ou baixo
feio ou bonito
Silencioso ou como um grito sempre demasiado alto.
Um refelho espelhado numa superfície instável
Transformável como eu com cada passo, passinho ou corrida que dou...
Quem é que diz EU VOU,
num sentido certo?
Sou um encoberto de mim mesmo não de um império
Durmo com as memórias do que um dia fui
Sonhando e esquecendo de seguida o que sonho ainda ser...
Como se aos pés da cama que por vezes nem comigo partilho
Estivesse uma piscina onde me perco mas me vejo.

quarta-feira, setembro 02, 2009

I

E volta a repetição de dizer que tudo
- ou quase tudo se formos optimistas -
se vai repetindo por entre os dias
nas partes controladas ou que não o são.

E repete-se o ruído
que vai roendo como um rato
de um rei que é um rabo
um daqueles que não põe rolha.

estou muito cansado de esperar por quase nada quando estou disposto a dar tudo desde que forma justificada.

Paga?

Não.

Hoje é o dia da menina.
Sabe somos um casal
um casal moderno
Partilhamos tudo tudo tudo!!!
Até o pagamento segundo a lógica ancestral do pim pu neta.
Claro que com a prática já se sabe à partida onde tudo vai parar
A idade também traz destas coisas que há quem chame de manha!!!

Tem cuidado
dizia a minha avô na sua consciencia a vinte de centenária.
Parecia que partilhava parte da verdade que só entre elas é comum.
Sabe-a toda como tu.

E já conto umas quantas águas das pedras em meu redor.
Ficam bem ao lado das outras muito mais simplistas na sua transparência discreta.

A água faz bem ao corpo (com sotaque russo)
dizia o professor de tango do bairro
que sentia o quanto queria
comer
o que abraçava de uma maneira artística
e
por isso
só por isso
invejável e compreensível.

à cabeça... não sei (com o mesmo sotaque, mas mais dramático, é uma conclusão).

___________________________________________________________

Arranca-a
põe-na debaixo do sovaco de seguida.
dá uns toques
pratica
atira-a contra a parede com força
joga ao mata
põe alguém à rabia
Agita.
Quando estiveres preparado
o que fazes de seguida
é pegar no que resta da cabecita
por contra o teu colo como as rosas da rainha
uma expansão de uma barriga que é barriga
ergue-la lentamente como se fosse uma taça
(Até podia ser até então estava calada)
Sentir cada uma das marcas que na pele ficaram
e então já preparada
põe-na no lugar.
(sempre sem te preocupar em pôr
exactamente como ela estava).

terça-feira, setembro 01, 2009

Outro

Quando é preciso
quando é mesmo preciso
no verso de uma caixa de amorfos
Até se escreve um poema a murro.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Like every sunday the boy kept walking, on every stop he wrote something he told..

I - Genérico.
Até o 35 mm tem limites de ampliação,
certo que maior que aqueles de 16 mm
E o grão, nem se fala do grão, que a película permite.
Mas existe, e peço desculpa por insistir, um limite.
Nada é como o que naturalmente vive,
por tamanho, excesso ou defeito,
a vida,
como quem vive.
II - Apresentação dos personagens
Porrada no cano, sai o chumbo da caixa de aço.
Ritual tão lento da morte que só pode ser certeira.
Distância e diâmetro, reguladores do calibre.
Nem mais nem menos só da se for o certo.
III - The first victim/ o primeiro golpe
Someone cries ouve-se um sorriso macabro
Vem do fundo: ah ah ah ah AH
Alto, decibeis desumanos, a dwarf arrives a jester
and a 3ª bola atirada é apanhada pelo chão
O corpo à escala 1:2 torpe cai
A 1ª empurra a cabeça
Á segunda queda, sobre o corpo
fica a dor de um riso subitamente solto
pela 1ª vítima of the first blow.
IV - Now it's all the same. Surpreende-me bébé.
O que está negro mais negro não fica
Ou a cor se perde ou avermelha
depende da forma como o corpo se prolonga somente.
Da densidade do que se amplia.
aí já nada se sente está morto
"está gasto pelo tempo, já se foi,
o tapete estendido, que entre quem quiser"
não se deforma mais o espaço.
Surprise me girl, faz aquilo
agora ali que ninguém conhece.
faz isso, já me aborrece
o tédio do estático que antecedo.
V - La salida se queda en el otro lado de la oficina.
Creo que está casi a llegar.
Pensa alguém enquantoe foge do ponto de encontro
aquele que cobardemente nao é estático-
A ampulheta foi enchendo o copo compassadamente esvaziado.
Conscientemente alguém já sabe...
Aproxima-se a porta que entretanto se abriu.
It's over there!!!
Estou quase a chegar.
VI - The other side (Á J. de cadeia de hóteis internacionais)
Há portas abertas que dão para a rua não óbvias.
Há cadeiras onde o assento se tem sem convite.
Há conversas a ter sem argumentos aperfeiçoados.
Há o que é o que se mostra.
E há quem diga o que diz.
Sons épicos chegam com a descoberta
Sentido tem o que não se queria...
Há lados (outros) em que o que somos, de facto importa.
Borrachas há que dão sentido.
Ido,
Já não estou.
VII - A passagem para a outra margem. (à L. que por lá está)
O rio é o mesmo.
E a linha, a que divie nunca vai deixar de o ser,
nem no nome nem na forma que comigo muda.
Mas se de um lado se vê o outro,
o monstro do lobo diz que monstro ele é.
P.S.:
mesmo que o mesmo marque
nenhum relógio o faz na mesma.
Conversa de quem atrás se sentava.
Pergunta o puto de 3 anos: o que é o tempo das vacas gordas?
Responde o irmão de cinco:
Era o tempo em que não havia crise!
Pensa o pai que ouvia:
"é desde o dia em que conheço a tua mãe."

segunda-feira, agosto 17, 2009

Quinta I

É tão de tarde quanto o meu corpo gasto permite. Ri-se por entre estas paredes que já limitaram brincadeiras alimentadas por uma energia que só por obrigação se esvaneceu com o cerrar de uns olhos que, até ao último instante, gostariam de ter coragem para desafiar aqueles que pelo 1º nome nunca foram tratados.

O processo é o mesmo mas o ângulo mudou como tudo o resto que está predestinado trignometricamente mesmo que por valores fracamente tabelados e com normas mais frágeis ou tristes que senos, cosenos - p'ra não falar de tangentes - da vida.

Está tudo igual mesmo que mais velho e que inclua elementos modernos à mistura. O caderno do tecto é laranja, o bisavô está ao fundo (na parede) o móvel é azul e tem pegas muito 70 show.

Está tudo igual, só que eu me deito à hora que quero.

quarta-feira, julho 29, 2009

A comer no esperança.

I
Momento para mim.
só para mim.
Escrevo-me sobre o meu trabalho.
Puxo um cigarro
Anulo o whisky.
Sabe ao primeiro
Não me aflige como o 1º sabe.
Vejo
Escuto
Só para mim, tudo
Puxo
Sinto-me enquanto sou.
II
Está uma menina sentada
ao meu lado ou por detrás de mim.
É bonita como outras já o foram
Faz-me lembrar muito
muito do pouco a que aspiro.
Tenho de mover o pescoço
o pescoço deste moço, o pescoço deste moço
para a ver de uma forma que intimida.
É tímida a menina
É tímida
É!
A menina?
Sim.
Ao meu lado ou á minha frente
Estão duas mulheres sentadas.
Vestem-se de gente.
São da gente à beira mar plantada.
Fazem-me lembrar muito
Muito do pouco que falo
criado por entra palavras ouvidas
Que ao longo de tudo acumulei.
A calçada essa está disforme
Em volume e cor inferior ao da estrada
Qual delas a mais pisada?
Qual delas tem mais de mim?
III
Fosses os tempos outros,
Não houvesse um tempo certo
Por entre o que define um dia.
Risse, risse sem peso
na consciência cada vez mais imposta.
E corresse, e parasse e andasse,
Com uma verdade; que já não sei ser minha.

segunda-feira, julho 13, 2009

I - Lá me vou ficcionando

Era tarde, relativamente tarde quanto um relógio biológico permitia inferir. Tudo era estranho naquele espaço que pejo não tinha de tudo o que simbolizava: abertas estavam todas as portas para o mundo.

A maioria das pessoas estavam a começar a sua refeição não tendo mais que um copo, umas azeitonas e um par de talheres de perfil moderno em frente. Tocavam-se de ladlo a lado e entiam a falta do pano que até há pouco os afastava da mesa aparentemente limpa. Por cada mesa, de 4 ou de 2 - não se incluindo os os topos - havia uma vela que iluminava mais que a luz que, por moda, era fraca.

O campo de batalha estava exposto mas mesmo assim não existiam sinais de futuras conquistas. Os empregados iam carregando de mesa em mesa elementos aparentemente fortuitos mas que não mostrava levar a lado nenhum.

Barulho, muito barulho, aquele que só a paz permitte por não haver nada a perdoar, nada a bradar aos céus, nenhum agradecimento que implique a queda de um outro corpo qualquer. Barulho, barulo de multidões que discutem o formal de um dia certo. Ruído de armas que já não se afiam.

Havia também um menino que já devia estar a dormir e que também contrastava pela sua tez mediterrânica do lado de lá. Reclinava-se na cadeira apoiando a sua nuca como se descanssasse de um dia quase trágico. Um dia haveria de perceber que é a sorte que o leva neste mundo desde que dali, do outro lado, o tirou. Um dia haveria de perceber que mãe só há uma e que as duas se movem numa cruzada anti-católica e melancólica pelo olhar que carregam. Movia-se constantemente de um lado ao outro da mesa como as prefrências que se trocam no decorrer de uma vida. Reclinava-se outra vez e outra e outra com a nuca, como se já, e tão inconscientemente, aguardasse uma resposta pesada a tudo.

Na rua iam passando pessoas que por vezes paravam para olhar, de urbano e tardio. Por mais que vissem só apreendiam um ou outro detalhe mas, no geral, era a actividade que os prendia e que a elas empregava. Uma era loira, e outra era morena. Uma brasileira e outra portuguesa. Ao contrário da rima tudo o resto fazia sentido nem que seja por [ ] ou entre elas estar tudo ao contráio. Elas viam, elas viram tanto e, se pudessem, tão mais, quanto a sua linda cabeça o permitisse, teriam escrito. Não podem, trabalham, vão e vêm em mais que um sentido aparente. Não as estranho, vejo-as, quase que tudo, num instante, tem ou faz sentido.

quarta-feira, julho 08, 2009

As horas não digo porque só agora comecei. será ficção ou auto-biográfico. Aqui vai doutores.

I

Era uma vez um rapaz que gostava de jogar playstation. jogava playstation e ficava feliz. depois de foder lá ia ele jogar playstation mas de uma maneira especial, quando comparado com as outras acções que poderiam dele partir.

Tinha uma namorada que geralmente respeitava. Não fodia com qualquer uma recorrentemente porém, quando estava com esse estado de espírito, não era tão feliz na maioria das vezes, por respeito, não jogava Playstation às vezes, e, nas vezes em que não era na casa dele, não jogava de certeza porque os seus comandos tinham algo de especial.

Os seus amigos também partilhavam dos mesmo hábitos. Quando estavam juntos também bebiam cervejas e de garrafas de litro que partilhavam pelo gargalo ao contrário dos comandos que só conheciam o suor de um par de mãos - ou de uma como é o caso do chico maneta que recorria a uma joystick bocal para mover os seus jogadores da bola electrónica de uma forma que até ao cristiano ronaldo seria impossível mesmo sendo mais que 1s e 0s: pelo que sei é um 7 e um 9.

Eram felizes. Pediam pouco mais que electricidade da vida e que afastassem caricas da sua frente no caso do nelito e do josé que vinham de viseu com hábitos estranhos.

Late again...professionaly (cantado como o alone again)

Estou á espera. Continuo à espera de uma merda que entre ás, às e hás vai e volta para trás pelo brio que ortograficamente exige de um ser que maquinalmente foi ensinado, por ser humano, a pensar. Só fica cada vez mais tarde e já é tão tarde agora.

Distraiem-me músicas enviadas talvez com um segundo sentido que, pelo contexto, já não perco muito tempo a perceber. A clpa é minha, eu sei que é minha, mas a que se esconde por detrás de cantorias francesas acompanhadas de um vídeo que ganha sentido agora que escrevo e que por isso eu não partilho. Vi parte dele agora, neste preciso instante, neste momento tão pequeno como o meu dia já foi: uma menina dança; dança uma menina à volta de um homem: um homem joga snooker e move um taco move-o; swing dizem os outros; outros não há, neste preciso instante estou sozinho.

Cum diacho. Mais um desabafo que foi escrito.

Momento de ficção.
As ruas são como pequenos pontos de uma constelação cada vez mais conhecida. Corpos que já percorridos perdem qualquer interesse à alma que cresce pelos lugares comuns que implican a quem vive. "Bom dia, quero uma bica!", lá pedimos nós vados por uma certeza que já nos é propria, num café do costume, levados, acima de tudo, não por sabermosmais mas por não querermos correr riscos independentemente da qualidade do café. O açucar sabe sempre o mesmo e mata qualquer excesso que exija a presença dele.
Quantas caras não conhecemos deste e neste percurso que percorremos só por isso não sozinhos. Acompanham-nos mem´orias mais ou menos trágicas, menos ou mais lúcidas regadas que estão das drogas que os sentimentos são, sempre tomadas a colheradas que contra a física aparentam não transbordar. Queixávamo-nos do óleo de fígado; não éramos meninos?! Toma lá que crescemos e aprendemos c'o processo...malandros. Somos todos uns malandros.
O vento passa e dá mais peso a tudo pelo arrancar das camadas que entretanto ficam mais finas. Fica um homem despido há quem diga, há quem saiba que homem deixa de ser. Ganha cor lentamente...lentamente fica azul se lhe ocorrer A, fica verde se vier ao de cima um N muito grande, fica vermelho se o recordado for um IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII do tamanho do mundo que sem saber, porque a Remax disso não fala, habita.
E o rio? de que nos serve o rio para além de escoar a merda que em nós, em casa, e no primeiro espaço referido nesta pequena prosa se acumula? Até com os olhos cagamos; e o que deles sai não fertiliza...Quanto não foram levados até ao mar embalados por um corpo que se agitava mais turbulento ou mais calmo consoante a corrente de um Tejo desgovernado e saudoso do tempo em que a terra que é pisada só naturalmente com ele co-existia. Conquista o homem tudo achando que mais que os bichos são dele. Os bichos.
E de repente tudo cai sobre nós para depois cairmos sobre tudo que depois acaba por cair de novo naquilo com que levou. O mundo, a terra, os prédios, as ruas, nós. Nós edificamos aquilo que por nós acaba por ruir.

segunda-feira, julho 06, 2009

Dor de barriga, ai valha-me Deus.

Começa a subir como uma chama moribunda,
Por pequenas rabanadas de um vento empurrada,
Não dizes nada achas que passa
Até que num instante só te apetece arrotar.

Fode-te o queimar
Que só se sente verde.

Agora o senhor poeta sente-se um pouco infeliz o que, conjugado com a sua dorzinha de barriga, o põe irado, danado e cansado porque num instante tem de lidar com tantas sensações negativas. Não gostou nada do que escreveu há pouco. Acha, quase como sempre, que podia dar mais ao mundo mas desiste logo porque não se sente obrigado. Não.

Desabafa o poeta pelas palavras que dá.
Olha para os lados e ninguém está...lá
Segue pelo conhecido trilho
Pé ante pé cuidado está sozinho.

Consigo
Tudo eu vou mudar
Consigo
não posso parar.

Só preciso de um ritmo de uma merda qualquer
Comecem meus filhos quando o pai quiser
mas deixemos de nadas de conteúdos vazios
Até um chulo de sucesso tem brio.

Consigo
Tudo eu vou mudar
Consigo
não posso parar.

Porcaria.

E o fim.

quinta-feira, junho 25, 2009

Before bed time.

I - o leite derramado

Derramado sobre algo,
Sem sequer pensar no quente,
Estraga-se aquilo que a gente
consome com cada passo.

Mesmo que não vejas sentes
Que algo se faz de errado.
Por estupidez dás um trago
Igualas-te então às gentes,

Áquelas que nunca foste,
que com brio eliminaste.
Mas c'o sol tu fraquejaste
Ah como era lindo pôs-se
[Aquele que entretanto pôs-se.]

II - Complexo vitamínico
De a a z,
Completo ou com quase tudo.
Vi-te a minha face, luto
percorre-te o que antecede e mudo.
A de a de ar de algo.
B de broa de boa de b.
C do que antecede o d
que
Dê se o é bem melhor o faz
precedendo é
o que sempre foi.
E continua o alfabeto com variações que o Y o K e o w
O duplo V
o 55 escrito por um aprendiz de romano
o V V que não passa de ele próprio
o V V que para o crítico literário é sinal de aliteração
é onomatopeica representação de som
a ar de condicionado não silenciado
que
melhor
no ruim do meu portugês
que e
que
e que
para algumas vítimas
´Vítimas senhor meu deus que todos amas independentemente da idade
da cor
do tipo de cabelo
da pele ser oleasa ou não
do sexo nas suas duas principais variantes
as que têm feito no fim e uma dualidade quasi divina a antecedê-lo
do absolutismo de ouvido
do despotismo de um dos sentidos perante os outros todos que nem são muitos
por ser em determinada tonalidade
acaba mesmo por levar à loucura.
E ela dura e
e dura ela e
e
e
e dura e
e e e e e e
e
Ela dura.
Como se já não bastasse o que na rádio toca
até a minha escrita meio
no seu inteiro
cigana
engana
como um cinzeiro num restaurante de luxo.
Acho que este rapaz não está bem.
Acho que comeu algo estragado.
acho.
acho.
Sei porém que há também
quem a maior das certezas tenha.
Quem?
pergunta o poeta a alguém que talvez neste preciso instante o guie.
sabe porém
pela certeza da hora internáutica
que se não for para a cama será ensonado cáustica
caos
causticamente.
Limpa a merda!!!
Sê gente caralho!!!
Amanhã trabalho
sim!
Sim...
Trabalho amanhã!
Sim.
Sim sim sim sim sim sim sim.
Tchan an
Fim.
_____________________________________________________________________
Vitamina à boca
Copo de água num só gesto
Gritos de não presto
enfim...
e assim,
de A a Z se toma o que mal sabe.
III - Sobre o devir
Há devir. Há. Muita gente sabe que há devir. Poucos sabem porém que não hão de chegar, que o nome irá sempre existir.

terça-feira, junho 23, 2009

No nood all by myself. (Reparem no piroso que eu estava)

O mal dito dito dito está,
Por mais mal que o esteja
Dito o mal dito já não está,
dentro de quem de por quem é dito.
Está escrito mesmo que mal
dito foi o que se escreveu
Insisto que foi mal
cito o que se apreendeu
Dito, dito, mal o dito
Cujo
Se a razão ainda permite
Mudo
Mal!
e dito foi tudo
Ele => fa-lo
Ele => fa-lo
ELE FALO
ELE FÀ-LO
como consideram as feministas
sempre
quase sempre
Ele
Falo mal.

segunda-feira, junho 22, 2009

Ao ouvir vinicius depois de um francesismo tão manhoso quanto ele.

O eléctrico estava sem,
Ninguém que importasse nele,
Passava e á frente dele,
Estava tudo o que não tem.

Só nada ele sabe o que é ter.
Faz um hábito um monge
tudo ao lado mas tão longe
e o vidro isolava o mexer.

De que lhe serve o tamanho!?!?
Reduz-se só no que q'ria...
Sem peso nada seria
o que o é e que não tenho.

sexta-feira, junho 19, 2009

Momma's houscleaning, mais uma vez.

I


Pelo reflexo olho,

choro

pq ninguém me vê.

Por aquilo que eu tinha.


Lembro-me de outrora,

Com a porta fechada

um espelho por partir.


II - Sobre a técnica da mão dormente


Não gosto. É como se nã fosse eu fazê-lo, parece que está lá outra pessoa e isso é quase sexo.



terça-feira, junho 16, 2009

Back to the basics again.

Pede-se pouco, até menos que fumo, desde que algo sinalize. O sentido é base de qualquer acção.

momma's house cleaning IV

I

Nem a bifana a um euro lhe serve.
Coitado espera no fim da fila e ninguém lhe cede
o passo que certo a fome mata.

Faz-me lembrar o cão que não tendo pra mijar
do outro lado da porta que não abria
cheirava o mijo com vontade de beber.

Os dois sujos pelo mundo e por eles,
O mesmo olhar mamífero triste.

Tinham os dois o mesmo,
e só o cão era gozado [gordo]

II (i)

Perdemos o significado num filtro
numa beata que arde sozinha
ou entre outras que já arderam ou ardem.
Usamo-nos
levamo-nos ao limite do que somos
sempre em nós talvez entre outros
pequenos voos que aliviam o peso da terra.

Esperamos
Com a certeza que é certa,
na incerta
certeza do que vai chegar.

(ii) Os cavaleiros da verdade

Santo é quem não é mártir,
Humilde é quem é Santo,
vamos de quebranto
somos a nossa graça.

(...)

III - Lar de Terceira Idade

Saiu a puta do mais velho dos sítios
Feita outra p'lo feito. Só aceita
Castigo dado ao fim. Funda à receita
num só valor valor que ache d'vido.

Enquanto dura dura uma gesto amigo
Aceita o que lhe é dado não se queixa
Destino foi-nos dado nesta seita
Por ter maneiras cobre só o linho.

O velho estava mais que só só tinha,
Nostálgico rubor a rodeá-lo.
Foi bom enquanto aguentou, durou,
Um pouco mais do que havia pago.

Abre-se a porta ao fundo outra fechou.se
e num distinto quarto hoje é noitinha.

IV

A tristeza que cresce
Cada dia que passa
A minha vida tece
Dela faz uma farsa.

Finjo sentir alegria
num mundo de dor
Digo que quero a vida
mas só sinto rancor.

V - Manisfesto anti-catedrático ou quase porque isso é um clube a que poucos pertence

Existe ou é por simplesmente o ser
não é de quem se senta mas de quem a usou e vice
Morre o senhor e p'la soma de bolas
talvez de alunos que as perderam
outro senhor de certo velho e certamente influente
de certo ignóbil e só em si crente
nunca o fazendo lá se pode sentar.

Cabrões; Puta de assento messiânico
D. Sebastião de Pau Brasil
onzeneiros sem medo [concedido]
Senhores de um valor que nunca chega a [cristo]
Caprichos de um Deus, realidade do que se lhe opõe
Monstros sem a cabeça que impões
cientistas de ilusões temporárias
Oficiais da verdade sem opostos
Cavaleiros da fome do nada que os faz
Tecedores de um tapete lilás
Só na parte que é deles.

E insisto, e insisto, cabrões
Chulos que levam mas não trazem
Só nos dando quando outro nos passe a não dar.

segunda-feira, junho 15, 2009

Sobre a falta de inocência e do jeito que só ela traz.

Ás vezes Deus treme com a cara que o mundo lhe faz. Percebo que ele passe umas férias em Aspen envolvido por um branco mais límpido que o dos céus cada vez mais químico mas demasiado ácido. Sabe-lhe bem passear por entre gente endinheirada que não perde tempo com rezas repetitivas e agradecimentos que só poderiam ser irónicos, e o quentinho da lareira de uma casa de férias em madeira, tão natural como a natureza que Ele há tanto criou, e o LCD a passar os últimos videos da Angelina Jolie intercalado por sessões seleccionadas da Bloomberg para saber onde é que deve investir o seu acto de criação.

As suas rotinas são do mais simples possível. Acorda cedinho para não apanhar o buffet com gente a mais e delicia-se com um número controlado de enchidos porque a idade já não lhe permite exageros...fica carrancudo e as consequências desse estado ele já as conhece demasiado bem para as querer rever. Segue-se uma pequena sessão de aquecimento a anteceder o esquiar. Uma vez tentou fazer snowboard mas para ele isso são coisas de miúdos e, como qualquer pai, não gosta de se sentir inferior ao seu filho. Jesus é um artista tendo até aparecido uma vez na fuel tv a fazer proezas, milagrosas segundo a maioria dos comentadores, no half-pipe. Não almoça (pelos mesmos motivos supra-citados) mas volta mais cedo para lanchar com substância antes de ir dormir uma soneca que, infelizmente para o mundo, pode implicar a morte de muita gente em África.

Por volta das sete da tarde ligam-lhe do serviço despertar e ele dedica-se a verificar que mensagens lhe deixaram no gravador quando a pomba sua amiga decide não o chatear. Chateando-o , como quase sempre, ele acaba por não ligar patavina ao que lhe disseram. Uma vez Maria ameaçou-o de divórcio por causa desta atitude, por isso ele tem ficado mais atento e pôs o seu número com um toque diferente,, muito mais estridente, que branda aos céus para ver se acorda. "ainda bem que inventei as novas tecnologias" - Disse ele.

Infelizmente, e por regras por ele criadas a neve acaba por se ir. Custa-lhe. Nunca sabe para onde ir a seguir...uma vez arrependeu-se. Estava indeciso entre as maldivas e o Bali. Digamos que teve um dia bombástico. "Que fiquem com Alá" - resmungou.

domingo, junho 14, 2009

momma's house cleaning III

Triste quem é celibatário
Quem fode dignatários
Ou diz que o faz por uma questão e honra
Porra!
Mas que merda de caminho
Tenho o meu castigo
Mas só fodo porque fodo.

momma's housecleaning II

Soneto do Sr. Doutor



Já percebi que só percebes nada

de nada que de cor me impões.

A lógica não tocas, de ilusões

Os dias tu preenches e assim páras.



O saber nos suporta, uma casa,

O chão vai conhecer sem fundações

mas como um só servente tu lá pões

Janelas na parede e o vento passa.



e Hora a hora passando, assim ficam

Lengalengas que estavam que são tuas

do outro tempo em que ainda te sentavas

entre outros como nós mas só escutavas.


Só te invejo porém que outros o sintam
"Tem sonho forma, de uma aula às duas"

quarta-feira, junho 10, 2009

Da chefia à mestria batendo no fundo que o crescimento exige...regressar às origens há quem diga.

I - A JG depois do trabalho

Não fiques tristes, és maior que a tristeza,
És mais do que assim te põe
E não tens de tolerar o cheiro a merda.

Sê. sê tu mesmo por entre o que te carrega
Pesas mais que o que a muitos importa
E o nada, esse nunca foi mais que ele próprio.

II - Sento-me
Final de uma dia num sítio qualquer,
igual a outro para quem não vê.
Um monstro ao lado,
Um rio ao fundo,
O que hoje sou fá-lo diferente.
III - Revisito o passado
"Três mulheres, tão distintas tão iguais, esperam por Ulisses que, não o sendo, é o mesmo", só o tempo e o nome mudaram.
Não gosto mesmo nada desta merda das leggings, só por vezes o elástico bem comprime tudo. Coisas há que não se devem expandir: simples uma questão de equilíbrio que nem o chapitô entre copos resolve.
IV - Observo e chego a conclusões merdosas...
Caga o cão come se apanhasse no cú; há quem goste, eu não, de ver.
V - ... eis que o mestre chega...
5, quinto, V de vedeta
Pincelada artística auto-prazenteira
Ideias que nem ao autor fazem sentido
por entre mais de um lado que flanqueia
Um sudoku de palavras feito
feio na lógica que não se partilha
Alguém sério que tão verde espreita
Numa só direcção que tudo resume.
VI - ... And the pupil listens.
Sentasse-me do teu jeito,
ó mestre antes de partir.
Quem ascende vai cair
Caísse como eu te vejo.
Estivesse do chão perto,
Nunca por sonhos perdido
Partilhasse o todo visto,
Dissesse o que já sei certo.
Cruzasse a perna levado,
De cada vez por mais pouco,
Citasse as regras de um jogo
Que o homem joga obrigado.