I
A partir do tema A beleza do erro e dedicado a J. Astolfi que a ele (não ao erro) tanto tempo dedica.
"Erro essa, pequena coisa a que alguns chamam experiência" ( Alguém)
1º [quadrado] - Obviamente certo
2º [quadrado] - O seu quê de certo
3º [quadrado] - Resultado incerto
4º [quadrado] - Merda
E perdemo-nos por entre as formas geométricas,
Esquecemo-nos.
No centro de tudo nada é naturalmente recto.
Certo,
O que é aos olhos de um homem ou mulher bebidade
De tudo aquilo
Que o irracional só sente por instinto?
Eu sei,
Diz um senhor perdido por entre um racíciocinio que só ele tem por mais que o comunique.
Existe uma resposta a tudo?
Só um parvo assume que um dos quadrados a cruzar
(Entre todos os outros)
É melhor do que aqueles que à parte referi.
Mas insisto, no iNatural do recto
na inexistência de um PI por não haver circunferência no mundo
nem o mundo é um globo
A gravidade só permite o oval.
O normal é imperfeito
O instável é um rio
E a nossa bomba vermelha é uma merda falacionsa e deturpadora do que é formatado.
Errado
ahn ahn ahn ahnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnN (gutural)
Vem um telex de longo.
Estou a lê.lo por entre os meus dedos que aos poucos as lágrimas envolvem.
Já não quero nada contigo
Percebi tudo não me amas
Mê mê, faz a ovelha,
p'ra mim é mé é erda
Só te queria dizer o que já sabes
(presumi eu que era amor)
Sabias outra coisa
Afinal era a 1ª que estava erra a a da. (como se fosse da música do MAX)
II
"Estás cansado, molha os pés num alguidar, diz alguém que ajuda"
Nunca gostei de espelhos,
custa-me encarar
por mais bem que o tenha concebido
o que eu mostro de mim ao mundo.
Em pequenino fui uma vez à feira popular
- os meus pais tinha medo que
por ficar de pernas para o ar
o meu cérebro até então programado a ser um de bom rapaz
de repente, não mais que de repente (notem que estou a citar)
Se transformasse no oposto e que lhes mete medo.
Lembro-me de sardinhas
creio que por não ter gostado
naquela altura não percebi o peso de uma nódoa
e também de tantas outras coisas que
caso fosse o que não sou
seriam bastante poucas.
Havia uma casa com espelhos que deformavam as pessoas
Uns para cima
Outros para baixo
e muitos para dentro com alguns para fora (ou se quisermos para o lado)
Lembro-me de nunca me ter sentido tão eu:
Muita gente se ria,
Inclusivé o meu pai que gozava com o meu nariz,
Mas eu sorria de uma felicidade até então desconhecida
como se fora cristo
depois de lhe espetarem um dos pregos.
Tudo era instável, destrutivo ou creativo
Alto ou baixo
feio ou bonito
Silencioso ou como um grito sempre demasiado alto.
Um refelho espelhado numa superfície instável
Transformável como eu com cada passo, passinho ou corrida que dou...
Quem é que diz EU VOU,
num sentido certo?
Sou um encoberto de mim mesmo não de um império
Durmo com as memórias do que um dia fui
Sonhando e esquecendo de seguida o que sonho ainda ser...
Como se aos pés da cama que por vezes nem comigo partilho
Estivesse uma piscina onde me perco mas me vejo.