Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

quinta-feira, junho 04, 2009

Não gosto de estorvar as gentes,
por mais motivos que eu tenha
Prefiro passar sorridente
Estorvando fortemente
Quem eu não quero estorvar.

sexta-feira, maio 29, 2009

Já perdi a conta. Mara(b)ilha

Só p'la forma o que é dito, por mais simples fica.

Alimenta o monstro o ol que o que me importa Dilui.

Que que que que que que merda sou um tonto,
Lá me deixei levar por uma balela
Como? se a tu visão era janela
Paguem-me um copo que eu já vos conto.

mais mais mais mais mais um só mais outro!
A culpa não foi minha foi só dela.
Como? é tão pequenina uma donzela!
Já se fez filme em que um coelho é monstro.

Ah meu senhor foste enganado parvo
Até quem mais pensou um dia viu,
Que o era num instante tão mais acre.
Não chores nesse canto não és raro.

Pouca pérola há que ao vinagre
o mais velho o rei vinho não sumiu.

terça-feira, maio 19, 2009

"Agora falando sério" como já o francisco de holanda dizia.

Não me deixo irritar por coisas de dimensão bastante assustadora dado que sou irritável pelas mais pequenas ao ponto de quase provocar um terremoto que, infelizmente para o equilíbrio natural das coisas, só tem repercussões no meu interior. Há vezes porém em que manifesto fisicamente este estado e me pareço com um telemóvel de design inovador, grande e em tal estado de vibração como se tivesse algo a dizer a quem perceber que há uma chamada qualquer em curso.

Infelizmente durante dias ninguém me atende e, muito antes de chegar a dizer alguma coisa - acredito sempre que existiria essa possibilidade - como qualquer aparelho movido a baterias, mesmo que de iões de lítio, por não estar ligado à corrente, acabo por perder a vibração referida com o esgotar da minha fonte energética móvel, com a minha exaustão.

Ainda noutro dia tentei perceber porque é que fico tantas vezes a chamar em vão. Até considerei fatalismos tão antigos: do tempo em que o fumo era a tecnologia de ponta e que pombos podiam ser carteiros. Ri-me ironicamente porque provavelmente o comunicado também seria outro: a voz varia com aquilo que se diz e quem sente percebe-o. Faço-o até ficar sem pilhas e acumular umas de nervos o que é chato.

E assim começa o autor:

Sem qualquer graça a ingratidão nos turva
O mundo que p'la vista já não vê,
Na injustiça só o justo muda.
C'o susto só perguntas "mas porquê?"

Erguemos o estandarte de uma luta
não partilhada, "e a que ninguém se dê."
espalhas o medo e gritas pelas ruas,
Só a tua cabeça diz-te "Sê".

Marchas e marchas só em ti sem fim
pelo que a passo e passo vais trilhando.
É no grito que insistes dizes "VI"
levas tudo o que à frente vais achando.

Dói-te o corpo do peso já vergado,
Cais com ele na cama só cansado.

E muda o tom depois de perceber o que é a verdade. Até escreve em negrito o menino que há quem chame minino.

Estou a vibrar ainda, e em vão.
Caio da mesa para o chão.
Doi como sempre doeu.

Eu?
Eu sou só um menino que
há também quem minino chame.
Há.
Quem?
Pergunta o mais interessado.
Pergunta
per
pergunta
muda o tom com o silêncio
Quem perguntei-te eu?
Quem?
Quem?
Quem?

Não sei,
já soube
não ouve
quando chamo.

quinta-feira, maio 07, 2009

Keep it simple dude: complexity freightens

I

Estou farto de perder o tempo com coisas pequenas.
Coisas tacanhas como o mundo que se sabe andar à roda,
Devagar, devagarinho
não atirando a merda para fora.

Estou farto!

Farto ao ponto das verdades mais banais solidificarem o sentido:

"Achas que eu com a idade que tenho sei do que gosto?
Quem és tu para dizer o que gosto?"

Soltou a largar o sério que só o é sendo simples...

Larguei tudo, quase tudo, pelo caminho.

II

Conhecesse as pessoas por testes clínicos de interesse;
Capacidade cognitiva também poderia ajudar mas,
necessitando um ser como eu de ouvir e ser ouvido
limito-me somente ao conteúdo da conversa.

Profundidade acaba por ser demasiado profunda,
Demasiado...

Basta somente o entendimento de alguma piada mais subtil:
De soslaio se diz
ou pode ser dito,
tudo o que de facto importa:
É bonito o banal que é sério.




segunda-feira, maio 04, 2009

Depois de algo.

I no Noobai, 1ª tentativa, por o ser também em versão não Românica

Levatam os chapéus, arrumam-nos
No Ritual que alguns sabem de cor
E salteado é o resto que já foi
Por entre se e quem o viveu mesmo que por pouco.

Põe-se o Sol que dede que erguido se começara a pôr,
E mais um dia se fez desta vez com luz.

II

Na alma o soco é seco,
Desinibido
Tanto quanto o desprezo o permite.
Qualquer cuidado é paliativo
Só o corpo por si se regenera
Td o resto só se espera
Que acabe morrendo em choro
mais que gasto antes de tudo se ir.

Fica o arder no olho esforçado
Uma porta fechada por vergonha
de uma casa desfeita por patilha
Por litigância sem qualquer imparcialidade.

III

Á que o título apresenta é e será de vez,
Foi assim que me foi dito que Ele fazia as contas
certas independentemente da forma como as expunha.

A lógica não permite alcançar nada que o seja também
Fragmentos somam-se num "story board" feio (...) tão feito,
Do desiquilíbrio só pode resultar o enjoo.

Para um lado para o outro
Para um lado para o outro
Para um lado para o outro
Para um lado para o outro
Para um lado para o outro

Blargh! (Cuspo para o chão) Como se arrancasse uma parte de mim mais suja,
Escovo-me selectivamente com o lado verde do scotch britt
NOJONOJONOJONOJONOJONOJONOJONOJO
E cada vez tenho mais certezas por entre as fodas boas e os sorrisos que agora
Sim Agora pq agora é que vivo fodasse
Aparentavam ter sido do mais sincero.

Vómito, vómito me dá a minha tristeza,
"Não sei quem lixou mais quem, se eu a vida ou ela a mim"
(Rima fácil)
É assim,

Sidoro o Pai natal não existe!

não existe?!
não existe?!
Então que merda era aquela?
Porque me fizeram acreditar em coisas tão parvas como renas voadoras
e que um senhor
que já devia ser reformado
Trabalhava tanto num dia para os meninos bem comportados?

Quero é saber das outras
O que quero, ao ponto de ver, não há!

IV

Como qualquer sonho até queimar vive, pela carne entranha-se

quinta-feira, abril 23, 2009

Desperta o poeta nas horas em que supostamente dormiria levado pelo que se acumula ironica e merdosamente à sua volta.

Quero matar quem exige que o cérebro pense exausto.
Levado pelo esforço que nem o negro conheceu!
Vinte horas senhores vinte horas este escroque aguentou
Fez mais pela vida de um número fiscal do que alguém pela sua fez.

Quero matar quem pede nada pedindo de si
De quem se ri entre eles pelo suor que os outros libertam
Atirando para o ar que ainda mais se faz de seguida.

Quero matar quem não diz não por mim e quem não responder pelo que só eu sei
os que sobre os outros se edificam sabendo que a estrutura nunca abala
E que abalando atiram como se nada fosse para o chão conspurcado já tantas vezes pelos outros.

Eu avisei-te disse-te como era.
Não precisas de tanto meu pequenino
Deverias ser médico falta um na família
Devias devias devias devias devias devias devias devias

E viver meu Deus onde está isso na merda dos meus dias
Onde está meu Senhor de tudo o que está desgovernado face os valores que os teus livros promovem?

MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA MERDA
Da grossa.

Só eu não fujo de mim.

quarta-feira, abril 22, 2009

The day the heart almost stopped

I

Desperta o poeta com o exagero que lhe é próprio
Escondendo por entre gritos o que calmamente sussura
de
Si.
Decidido pela obrigação sempre imposta ergue-se o doutor
O especialista no alheio impróprio.
O autor de obras a publica no assim não tão cedo.
Carrega ao peito o pese de algo o que a sua falta impõe;
É a diferença que o move
a ele e não ao poeta
Mas só peito se importa
É a hora
È a hora de partir
d
de
de
ir.

Veste o fato.
Tão mais imponente,
Esconde-se o poeta por entre a gente
O vinco vê.se sobre o amarrotado
Vai o bicho domado
Ninguém
Nim-guém, nim nim nim guem guem
Ninguém
Tem
Medo.

II - o que espero que saia bem.
Saí de casa sem sequer pensar em surpresa.
Estou cansado ao ponto de só assumir o óbvio, e
De obviamente por desconforto só pensar no impossível.
Rotinas definem um homem adulto que se constrói
São os escapes do incerto a conversa em horas mais mortas
São o tudo que dita o caminho que se percorreu
O tempo em que se limam arestas mais falsas,
O ditador que maioritariamente, muitas vezes, foi eleito.
Peço o meu copo e observo como sempre enquanto ele dura
Desta vez não é Domingo e mais gente me rodeia
Como que se o seu Deus só agora estivesse desperto.
As rosas continuam a ser vendidas, algumas compradas,
A gente bebe, a gente fala, casais trocam afectos,
[ É meu castigo], é só mais uma noite, só não é Domingo.
III - Sobre o que foi dito de mim
Quero honestidade, só isso
Quero a falta de virtude dos outros
Face a virtude que é só minha
Quero senti-la, ter o seu peso nos meus dedos
Manuseá-la nas estruturas que são minhas.
Depois de humanamente as ter julgado aceito-as ou não
Ironicamento choro ou rio
Quem é perfeito neste mundo ó senhor talvez de todos
Criador da diferença que ainda neste instante me inspira?
Quem? (voz mais branda)
Fodasse quem? (percebe-se que é cantado)
Não quero santos, quero gente!
Daquela que escarra no caminho que não é só delas,
Daquela que mija contra o vento que sabe ir na sua direcção
Daquela que se banha no frio ou no que escalda,
Da que não vê o que tem à frente.
P´ra mim já basto eu com as minhas manias de criança
Venham os impuros deem colo colo colo
ColiINHO
Sendo querido...
Deles é.
IV
Está num canto o pequenino ouviu
Tantas coisas tão tristes que só chora
Só queria voar, agora, agora;
Mas não o tenta de saltar caiu.
Está no escuro o pequenino viu
Tantas coisas tão feias que só cora
Só queria sair ir para fora;
Mas não o tenta de sair fugiu.
Está tão só já nem em si confia
E o corpo tem a dor que não suporta
Tudo o que ele sonhou já não importa,
P'la forma que o escuro já lhe deu.
Assim ficou o homem que sorria,
Ficou por dar o colo que era Seu.

segunda-feira, abril 20, 2009

This song is an epitaph, now even in a cab music makes me sad.

Interlúdio
Deu-me a vida tudo de mão aberta para mais tarde com o punho fechado m'o tirar. Só vê o homem o que os olhos veêm mas quando ele sente por vezes o não visto se materializa por mais certo ou incerto que um sentimento seja.
Estou com o peso de um vazio de arrancado à força. Tombou um castelo pela fundação, aquele que, como outros diziam, foi construído e se susteve , depois de tantas tentativas, sobre um terreno pantanoso qualquer. Não o preciso por querer acreditar que até me tenho em conta. The... The... Fall, ou algo do género, foi o que me aconteceu.
Merda o que é que o era? Se o era o que de facto o foi? Nunca gostei de ilusionismo, de merdas sem jeito desajeitadas, de idiotices infantis de corridas imberbes de tomadas de fúria; cresci até perceber o que as faz. Estou ressacada, estou ressacado de algo que me fez feliz um dia, que começava e acabava cada um das minhas rotinas estúpidas ou mais sérias, o que era...[ ? ]surgiu de súbito o que de súbito se desfez.
Un por un
los suenõs
não o são.
II - Recaída I primeiro copo
O que guardará em si mais forte que o abdicar de tudo o que supostamente importava sabendo, e isto só porque foi dito, que o que estruturava, o que se tinha, continua a existir por entre as horas mais mortas e escuras?
O cansaço, o cansaço que me percorre consome-me a razão que sempre assumi como certa no que sou e ao ponto de ser o seu único valor. Divido-me por entre duas partes de mim que só simbolicamente são morfologicamente distintas mas que, mesmo sendo o mesmo, me dizem verdades supostas tão contrárias só comprovando a bi-polaridade dos valores que nos são tão distintamente impostos, anulando-se ainda mais numa soma nula qualquer que a vida nunca deveria, pelo que me foi ensinada, ser. E dói. Dói mais que qualquer gesto ou palavra bruta porque essas sentem-se ou ouvem-se e pensar, desde que assim o faço, só me custa com o seu agrupar de argumentos e de saltos tão quânticos como a loucura vivida.
III - A continuação do II o primeiro do copo que já a meio está.
Repete-se o ciclo
Quem roda desta vez sou eu
Avanço e recuo
Sou velho e usado
E em instantes descontínuo.
Giro, Giro Giro
Toco cada vez mais baixinho
(Insuficiente o volume na sala que se compõe)
Giro
Giro e toco o mesmo
Já não há quem ouça
Já nada sou.
Levanta-se o braço
Lá vou eu!
Sou guardado
Primeiro num saco
Depois no outro....
IV - Em termos de copos é o segundo. Quero lá saber de quem morreu em Itália
"Longe de mim a terra, no abanar
Que de tão esperado não parou
Como um grito de Deus sem me chegar
Um pai sem filho e ele sem pai deixou.
Por debaixo de mim no engonhar
Que nunca o esperando se acabou
Como um segredo bruto a escutar
Parte de um todo em partes se quedou.
O choro de uma de outra o grito é
- A harmonia que só mal nos soa -
Divide-se em membros a pessoa
Somando-os e nunca p'ro que era.
Compõe-se assim a vida passa a perna
Só penso no porquê fico ché-ché"
V- E fico cada vez mais diluído - some pour out some pour it in some do the same.
Estou num bar qualquer que é sempre o mesmo
Por dentro choro entre sorrisos soltos aparentemente sinceros
Procurando em mim o que lhes é dado aparentemente de graça,
Por exigência de uma razão que só aparentemente eu conheço.
O copo e o maço cada vez se parecem mais comigo,
Vão-se no pouco que sou, no que trouxe de casa,
Num destino que papel define sem poucas consequências.
Sou como o vapor de um como o fumo que um outro traz por reacção minha
Sinto-me mas não me toco de indefinido
Como a luz que agora há que não aquece.
Nada tem sentido por mais que os os momento que dura.
O copo continua a se esvaziar, e o cinzeiro acumula-se da parte que em mim não fica
Oh! fosse como tu e contasse, contasse cada gesto meu
Cada instinto fosse mensurável, quantificado mais do que é.
Porra! Porra! Porque não choro como antes como quando era pequenino
Porque me consumo consumindo e tenho medo de mim.
Fosse como eles tão certos na sua incerteza mundana de não saber em que quarto dormem.
Corpos são corpos e só para copos servem
Preencho-os comigo nunca sendo preenchido em mim.
Fala o casal a meu lado trocando verdades de hoje,
As verdades que a eles e só a eles importam
Culminam com um abraço que hoje é sentido.
Tenho inveja, quero um, quero mais outro
Quero sentir que o meu corpo é embalado por instantes
Quero ser levado para bem dormir
"Ah és tão piroso Sidoro nesse teu pequeno mundo
Não vês que tão pouco depende ainda hoje de ti
Tens o copo e bebes e esqueces cada vez mais recorrentemente
Chegas a casa e dormes como um bébé alcoolizado
No fazer bem do alcatrão que não respira
Até pões incenso só para te enganares porque alguém te disse que ajuda
És uma merda
És uma merda
ÉS uma Merda (Cantar)
E continuo por entre coisas sóbrias só querendo ver o senso comum
O conhecimento não partilhado e cada vez menos consciente
A consciência pesa, pesa cada vez mais
Quero lá saber o que se sabe
És uma merda
És uma merda
ÉS uma Merda
Traz o paquistanês rosas rosas para quem já fodeu
Jogos que pouco a pouco perderam o sentido
O sentido
O sentido
4 + 1 dá cinco
cinco beatas desde o último virar do cinzeiro, 5
És uma merda
És uma merda
ÉS uma Merda (cantar)
Um copo e meio
És uma merda
És uma merda
ÉS uma Merda (cantar)
E a tecla batida toca sempre o mesmo,
Á mente soa por cada gole diferente...
Só se quer diluir a verdade
Olhou, olhou para mim, olhou para mim.
Não olho de volta, amanhã trabalho e entro cedinho, cedinho.
Preciso,
Uma pedra, um dedinho
Deêm-me mais um copo
VI - There are more drinks but the bar is closed.
Diz quem sabe não quem faz, O resto são histórias que ninguém vive
Enganamo-nos por entre parágrafos construídos mentalmente
Por entre palavras ordenadas por instinto desumano
e o que isso nos faz diferir de outros seres.
Chorasse, deixasse e fosse e fosse assim tão simples como tirar e por
Tirasse toda esta merda de mim e de soslaio e fosse e fosse assim tão simples como tirar e pôr
Merda, porque penso caralho mesmo em horas que são de dormir, de dormir.
Sou um cobarde com medo da solidão que tenho fujo por entre os meus dedos que
Fragilmente, sempre tão fragilmente, fragilmente
Tiram de mim por pouco o que carrego
Com um acto que aprendido ficou reflexo
De uma forma de ser cada vez mais triste.
Estou quase, Estou quase cansado,
Mais um trago, mais um cigarro
Mais um trago mais um cigarro
Pouco a pouco
mais e mais e cansado
Daqui a nada vou dormir.

sexta-feira, abril 17, 2009

A vigília

Lembro-me de estados de alma tão pequenos em noites,
a luz existia por tão pouco natural como nós,
e o corpo embalava-se ao ritmo do andar de outros.

Os sinos tocavam estridentes por entre as horas
envolvidos pelo bréu do detrás da vista,
O frio chegava e punha-se com o nosso começo e fim.

Ah! Recordo-me do acordar imposto e da mochila pesada
De uma parca com um verde que me persegue
De um carinho dado entre gritos que soltava
contínuo por mais que continuamente o fizesse.
Memórias o que são? Já não existem para além de um anexo em mim:
Um quarto só de paredes composto, raramente iluminado nunca idêntico ao que antes fora.
Sempre aquilo que eu quero mesmo que escuro.

"Está uma moldura naquela parede está um retrato agora
não é um sorriso é um menino que até joga à bola
não não não não não não não
É uma menina cuja voz não conheço com o cabelo preso e duas covinhas na face
Oh meu Deus como brilha quando sorri.
NÂO PORRA
É uma mão que se abre e que num instante se fecha
é uma cabeça zangada mas que também se Ri
é um pedido uma desculpa depois de tudo ter tirado
É uma senhora que não mexe um braço
Com o outro vende taludas."

Tenho frio. Tenho o frio que a febre imposta impõe.
Pensasse, pensasse como antes,
Atingisse a plenitude de um não não desejado
Sorrise irónico da desgraça comum.

Já tão pouco sou do que me definia.
Tanta gente faz tanta coisa
Há quem construa há quem delire há quem finja há quem minta há quem só veja há quem só gaste há quem sorria há quem grite há quem bata há quem faça tudo e há o eu.
Quero um pouco um pouco de tudo meu DEUS
Quero até um pouco de TI
Quero ser preenchido no vácuo que mijei pelo caminho que me foi dado quase sem escolher
POR TI? POR MIM? POR ELES? POR NÓS?
O que sou, o que sou do que fui?
O quê?
O que^?

Lembro-me de estados de alma tão pequenos em noites,
a luz existia por tão pouco natural como nós,
e o corpo embalava-se ao ritmo do andar de outros.

Os sinos tocavam estridentes por entre as horas
envolvidos pelo bréu do detrás da vista,
O frio chegava e punha-se com o nosso começo e fim.

Já nada é assim.

quinta-feira, abril 16, 2009

Sobre o que se chama de casa passando primeiro pelo terreno. Arquitectura, engenharia civil e edificação incluidos.

Já ninguém vive no mato ou em recantos escuros a não ser que, por uma via ou outra, a vida o frio nos tenha imposto da forma que, neste alegoria contemporânea com sorrisos alinhados e brancos, se acaba sempre por se considerar fatal mesmo que já ninguém utilize este adjectivo desta maneira. Há, no meu modesto entender, também quem o procure activamente e mesmo contra a vontade das tecedeiras de tapetes mais místicos que os de arraiolos e esses fatalmente são parvos.

Não podemos avaliar uma casa cingindo-nos ao potencial do seu terreno. Claro que uns 1000 m2 com vista para o mar ou numa montanha são à partida muito mais agradáveis que um terreno baldio numa zona industrial para preparar um acampamento mas há quem queira mais que uma caravana e um churrasco: há quem queira a arte que só edificada nos envolve.

Um bom arquitecto vê para além do óbvio ao mesmo tempo que é o ponto que une a ciência do pilar, a estética que ele permite e a carteira de quem o paga. Onde só se via terra suja e mato ele vê o belo que o esforço, um material aparentemente bruto, uma mistura de etnias normalmente marginal, limitações camarárias, o azul de um saco e o tempo acabam por concretizar para o tempo de outros, SE BEM FEITO TUDO O RESTO, ser bom, acolhedor.

Só quero uma casa. Não quero ver o mar que nunca vai ser meu e que nunca é o mesmo. Não quero montanhas. Não quero passarinhos. Quero andar nú sem frio em paredes que são minhas e que no meu tempo se ergueram.

II

Quer o menino um brinquedo
Tem-no e joga-o para o chão
Não é um pião
Não faz sentido.
Caiu está partido.

Chora o menino
Não queria o que fez.

III

Back to the basics my friend.

it's hard to be wrong when everybody's right

Eles vão todos dizer-me que estavam certos que eles sabiam melhor do que eu. "tu tinhas um olho fechado", e aqui não estou a ser vulgar nas minhas referências cinjo-me só áqueles que veêm ou melhor àqueles que deveriam ter visto.

"Nao vale a pena forçar uma coisa que pode ter fragilidades de base", disse-me uma vez alguém que não estava à espera que o dissesse - tou a ver que é recorrente - e agora que olho com olhos de ver até que compreendo o que este senhor me disse com a amizade que, no meio da pressão que partilhamos em horas que de mortas e cinzentas não queríamos nossas, se mostra cada vez mais estruturada. Há coisas que não me fazem sentido e que, por isso, eu nunca as faria mas o meu sentido é o meu a minha direcção é a minha e, como se sabe, nem todos vão para mem martins. Poderia questionar-me mais uma vez e chegar às mesmas respostas em relação a tudo mas para quê? Há coisas que são tão pouco por muito que considerassemos que tão mais fosse: sentimos ou achamos que sentimos turvando a mente que um jardim via num terreno pantanoso enganados pela publicidade plasticamente contemporânea e os conselhos superficiais. A Natureza não muda porque o homem quer destrói-se pelo querer do homem.

I told you so, i told you so na na na na na na (cantando). Eu acreditei, até hoje acreditei por entre a fragilidade do não-dormir mas embalado pelo que vi e me deu sossego. Visse comigo e dormisse não desse razão ao mundo que nunca a viu.

terça-feira, abril 14, 2009

Trabalho

Estou farto estou farto
fartinho
caralho
O trabalho
só cansa
não anda...

quem não vê.

Porquê tens tudo
há sonhos de miúdo que valem tão menos
são pequenos os sonhos de tantos ao teu lado
Rapaz tens de ter cuidado que assim a vida dá merda...
Passa a perna de soslaio!
Caralho
cansa e não é pouco.

terça-feira, março 31, 2009

"é para sair daqui a 30 minutos. Limpinho ahn!"

Cito, não sei se existo, p'lo menos tenho memória

segunda-feira, março 30, 2009

Versos de amor de um onanista que precisa de alguém para o ser.

I - Sobre fodas ao som de barry white.

Nem todos os que passam a ponte se ficam pela caparica.

II - De coisas fáceis dificilmente se escreve

Sorris enviesada pelo tão bem te assenta.
Mulher! há gestos que só a nós são próprios.
Noutras mãos tanta coisa perderia o sentido.

III

Está vazia a casa
Faltas ao espaço que outro com tanto jeito talvez filmasse
dás sentido à conversa que ele tão bem filmou.

Eram de outros o brçaos
Era falso quase tudo de tudo
Tinha a graça somente de se haver registado numa memória mais perpétua
De prata era e só por isso de todos os que a vira.

O que toco e sinto só eu conheço
São meus os caminhos que como teclas percorri.
São minhas as expressões que desajeitado ou não toquei
tal como as palavras que dadas passaram a ser tuas.

Caiu mais uma noita
Passou só mais um dia.
Há somas que se anulam
Há coisas que vão no tempo.

IV

A casa exige um regresso
Voltando és que exijo.

V

Sono
Mal dormir
no corpo
Ir com ele não te tendo.

IV - Resumo epitáfio ou a puta que o pariu.

Quer o menino dizer o que não se diz, vezes repetidas, porque ninguém lhe ensinou que coisas há que não se dizem, ou perguntam, coisas essas que se têm de ver ou sentir por outro sentido que não este a que se refere.

Ao senhor doutor João Cotrim de Figueiredo

Função de Ω é engraçada
especialmente pela forma
que lhe é associada.
Digamos que redondinha
não sendo circular:

Seguindo-a
não voltamos ao início
e a isto
há quem chame de crescer.

Alterado pela calma que tão pouco ou mal conheço.

I

Estou com uma calma que me é tão estranha,
Escrevo com um gesto e impeto lentos
Devagar como eu me sinto.
Falam as gentes,
Sinto o trago que desce
De uma imperial que cada um se vai.
Passam
Passam um e mais uns
Fico
De rojos
Arrastando-me em mim.

II

Somos como os dias em que o Sol se nasce e põe.
Temos um pico, temos nuvens temos luz e breu
E cada coisa nos dá o que outra coisa tira.

III

Daqui a nada são horas de de deitar
amando ou não acordaremos.
Mais um dia só será mais um em tantos.

Havemos de vestir o que um dia usámos e que noutro usaremos.
Só na estreia e na vez última não há de ser assim.
Só na estreia e na vez última não há de ser assim.

O mundo há-de ser verde ou grisalho
há-de nascer e de ser pôr
Tudo.
Tudo flui no rio que temos...
Vê quem pode e quem quer ver
vai-se só que vê e não luta.

O sujo vai sempre dar ao mar.

IV

Falam.

Percebo as partes que ouço,
não percebo o que dizem
partes não bastam
julgo só pelo tom.

Enganam-se.

Dão-se como a voz falsos
não percebem que o hábito fez ser parte
Incham só pelo tom.

Surdo fosse
Não veria o que ouço.

VI - I - O da razão de ser

Acordo e durmo
Vivo.

Durmo e acordo
Sou.

Sinto a mentira, o que prende
Penso ou penso que o faço no sonho.

Compõem-se as paletes no turno
em que a linha de montagem fechou.

Pesa a mente da ordem
Sua o corpo do resto.

IV - II - O outro

Houve dias em que a inocência ditou
Cada passou que culminou num caminho
num trajecto qualquer que percorri
como se a memória de outros nada me dissesse.

A história escrevia-se imagens bi-dimensionais
se calhar não tinha a noção de perspectiva que agora acumulo no que conto.

Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.

Relembro e revisito tudo com um ângulo qualquer
Há espaço atrás do móel há alguém que se esconde atrás do arbusto.

Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.

Aé eu tenho espaços que
de onde me encontro
não consigo ver.
sou tão humano como sou
não controlo tudo
não o fosse e saberia o que se acumula em mim
ou o que fui.

olá pequenino
não faças isso
VAIS:TE queimar!!!
-Diria eu agora ao que antes me era certo.
Como a minha mãe sou outro.
Não tivesse acontecido talvez hoje outro fosse,
Tenho fobias que nem hoje fui capaz de explicar.
nem com o peso da minha formação chegou ao detalhe que ainda hoje procuro!

Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.

sexta-feira, março 06, 2009

Perde-se-me a graça com a idade, com o calcificar dos dedos que barulhentos já só escrevem mais lentos do que aquilo que a mente, lenta, lenta, lenta lenta, lenta lenta lentamente debita por impulsos que se sabem ser eléctricos.

Sou como uma maquina registadora.
Das electrónicas, das novas.
As antigas têm uma graça e uma exactidão maquinal
Estraga-se e levam com óleo
Cada uma das peças que aos olhos se veêm...
As novas,
as novas são muito mais "secretas" (jocoso).
Escondem cada um dos seus módulos em
tão feias placas de circuito integradas de detalhe microscópico
que só quem vê À luz de uma engenharia que não o é percebe.

Tenho uma gaveta completamente desorganizada
Nada briosa.
Para quem rouba é o mesmo é o mesmo é o mesmo
para o resto é um bocado diferente.
Demoro tanto tanto tanto tanto tantot tanto tanto tanto
Tempo
a dar uma merda de um troco
se este claro
for baseado
em combinações de
5 ou mais
moedas
diferentes:

88
cêntimos claro
a 50 precisa de somar
20
e a estes (insisto nos cêntimos)
vou por mais dez
e aos que já referi
ponho só assim de jeitinho
um dois e cinco
fico
com 88 certinhos.

Menina? Olhe o seu troco
Venha cá estou-lhe a dar o que é seu
Tinha aqui estava era muito muito muito misturado
Perdido na catastrofe que nem perdi muito tempo a descrever

MENINA!!!
MENINA!!!

VENHA CÀ POR FAVOR...
....fui educado em instituções judaico cristâs e vivo no binómio em que devo ou não devo emprestar
(será roubar? não interessa merda)
Menina não lhe quero ficar com isso...
é tão chato menina
não vou para o céu
acho que vou chorar...

PUFF

fui bonzinho e então jesus?
Só tenho uns trocos na mão que perdi tempo a encontrar.







sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Não tenho escrito muito ou muito bem. Digamos que me falta qualquer coisa. Parece que a pena de pato é de outra ave ainda menos rara qualquer pela escassez de estilo demonstrada.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Mantivesse-a mantivesse-a. Fosse um pouco mais feliz.

Cinzentos cada vez mais, cada vez menos nosso é o dia.