Lembro-me de estados de alma tão pequenos em noites,
a luz existia por tão pouco natural como nós,
e o corpo embalava-se ao ritmo do andar de outros.
Os sinos tocavam estridentes por entre as horas
envolvidos pelo bréu do detrás da vista,
O frio chegava e punha-se com o nosso começo e fim.
Ah! Recordo-me do acordar imposto e da mochila pesada
De uma parca com um verde que me persegue
De um carinho dado entre gritos que soltava
contínuo por mais que continuamente o fizesse.
Memórias o que são? Já não existem para além de um anexo em mim:
Um quarto só de paredes composto, raramente iluminado nunca idêntico ao que antes fora.
Sempre aquilo que eu quero mesmo que escuro.
"Está uma moldura naquela parede está um retrato agora
não é um sorriso é um menino que até joga à bola
não não não não não não não
É uma menina cuja voz não conheço com o cabelo preso e duas covinhas na face
Oh meu Deus como brilha quando sorri.
NÂO PORRA
É uma mão que se abre e que num instante se fecha
é uma cabeça zangada mas que também se Ri
é um pedido uma desculpa depois de tudo ter tirado
É uma senhora que não mexe um braço
Com o outro vende taludas."
Tenho frio. Tenho o frio que a febre imposta impõe.
Pensasse, pensasse como antes,
Atingisse a plenitude de um não não desejado
Sorrise irónico da desgraça comum.
Já tão pouco sou do que me definia.
Tanta gente faz tanta coisa
Há quem construa há quem delire há quem finja há quem minta há quem só veja há quem só gaste há quem sorria há quem grite há quem bata há quem faça tudo e há o eu.
Quero um pouco um pouco de tudo meu DEUS
Quero até um pouco de TI
Quero ser preenchido no vácuo que mijei pelo caminho que me foi dado quase sem escolher
POR TI? POR MIM? POR ELES? POR NÓS?
O que sou, o que sou do que fui?
O quê?
O que^?
Lembro-me de estados de alma tão pequenos em noites,
a luz existia por tão pouco natural como nós,
e o corpo embalava-se ao ritmo do andar de outros.
Os sinos tocavam estridentes por entre as horas
envolvidos pelo bréu do detrás da vista,
O frio chegava e punha-se com o nosso começo e fim.
Já nada é assim.
Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)
sexta-feira, abril 17, 2009
quinta-feira, abril 16, 2009
Sobre o que se chama de casa passando primeiro pelo terreno. Arquitectura, engenharia civil e edificação incluidos.
Já ninguém vive no mato ou em recantos escuros a não ser que, por uma via ou outra, a vida o frio nos tenha imposto da forma que, neste alegoria contemporânea com sorrisos alinhados e brancos, se acaba sempre por se considerar fatal mesmo que já ninguém utilize este adjectivo desta maneira. Há, no meu modesto entender, também quem o procure activamente e mesmo contra a vontade das tecedeiras de tapetes mais místicos que os de arraiolos e esses fatalmente são parvos.
Não podemos avaliar uma casa cingindo-nos ao potencial do seu terreno. Claro que uns 1000 m2 com vista para o mar ou numa montanha são à partida muito mais agradáveis que um terreno baldio numa zona industrial para preparar um acampamento mas há quem queira mais que uma caravana e um churrasco: há quem queira a arte que só edificada nos envolve.
Um bom arquitecto vê para além do óbvio ao mesmo tempo que é o ponto que une a ciência do pilar, a estética que ele permite e a carteira de quem o paga. Onde só se via terra suja e mato ele vê o belo que o esforço, um material aparentemente bruto, uma mistura de etnias normalmente marginal, limitações camarárias, o azul de um saco e o tempo acabam por concretizar para o tempo de outros, SE BEM FEITO TUDO O RESTO, ser bom, acolhedor.
Só quero uma casa. Não quero ver o mar que nunca vai ser meu e que nunca é o mesmo. Não quero montanhas. Não quero passarinhos. Quero andar nú sem frio em paredes que são minhas e que no meu tempo se ergueram.
II
Quer o menino um brinquedo
Tem-no e joga-o para o chão
Não é um pião
Não faz sentido.
Caiu está partido.
Chora o menino
Não queria o que fez.
III
Back to the basics my friend.
Não podemos avaliar uma casa cingindo-nos ao potencial do seu terreno. Claro que uns 1000 m2 com vista para o mar ou numa montanha são à partida muito mais agradáveis que um terreno baldio numa zona industrial para preparar um acampamento mas há quem queira mais que uma caravana e um churrasco: há quem queira a arte que só edificada nos envolve.
Um bom arquitecto vê para além do óbvio ao mesmo tempo que é o ponto que une a ciência do pilar, a estética que ele permite e a carteira de quem o paga. Onde só se via terra suja e mato ele vê o belo que o esforço, um material aparentemente bruto, uma mistura de etnias normalmente marginal, limitações camarárias, o azul de um saco e o tempo acabam por concretizar para o tempo de outros, SE BEM FEITO TUDO O RESTO, ser bom, acolhedor.
Só quero uma casa. Não quero ver o mar que nunca vai ser meu e que nunca é o mesmo. Não quero montanhas. Não quero passarinhos. Quero andar nú sem frio em paredes que são minhas e que no meu tempo se ergueram.
II
Quer o menino um brinquedo
Tem-no e joga-o para o chão
Não é um pião
Não faz sentido.
Caiu está partido.
Chora o menino
Não queria o que fez.
III
Back to the basics my friend.
it's hard to be wrong when everybody's right
Eles vão todos dizer-me que estavam certos que eles sabiam melhor do que eu. "tu tinhas um olho fechado", e aqui não estou a ser vulgar nas minhas referências cinjo-me só áqueles que veêm ou melhor àqueles que deveriam ter visto.
"Nao vale a pena forçar uma coisa que pode ter fragilidades de base", disse-me uma vez alguém que não estava à espera que o dissesse - tou a ver que é recorrente - e agora que olho com olhos de ver até que compreendo o que este senhor me disse com a amizade que, no meio da pressão que partilhamos em horas que de mortas e cinzentas não queríamos nossas, se mostra cada vez mais estruturada. Há coisas que não me fazem sentido e que, por isso, eu nunca as faria mas o meu sentido é o meu a minha direcção é a minha e, como se sabe, nem todos vão para mem martins. Poderia questionar-me mais uma vez e chegar às mesmas respostas em relação a tudo mas para quê? Há coisas que são tão pouco por muito que considerassemos que tão mais fosse: sentimos ou achamos que sentimos turvando a mente que um jardim via num terreno pantanoso enganados pela publicidade plasticamente contemporânea e os conselhos superficiais. A Natureza não muda porque o homem quer destrói-se pelo querer do homem.
I told you so, i told you so na na na na na na (cantando). Eu acreditei, até hoje acreditei por entre a fragilidade do não-dormir mas embalado pelo que vi e me deu sossego. Visse comigo e dormisse não desse razão ao mundo que nunca a viu.
"Nao vale a pena forçar uma coisa que pode ter fragilidades de base", disse-me uma vez alguém que não estava à espera que o dissesse - tou a ver que é recorrente - e agora que olho com olhos de ver até que compreendo o que este senhor me disse com a amizade que, no meio da pressão que partilhamos em horas que de mortas e cinzentas não queríamos nossas, se mostra cada vez mais estruturada. Há coisas que não me fazem sentido e que, por isso, eu nunca as faria mas o meu sentido é o meu a minha direcção é a minha e, como se sabe, nem todos vão para mem martins. Poderia questionar-me mais uma vez e chegar às mesmas respostas em relação a tudo mas para quê? Há coisas que são tão pouco por muito que considerassemos que tão mais fosse: sentimos ou achamos que sentimos turvando a mente que um jardim via num terreno pantanoso enganados pela publicidade plasticamente contemporânea e os conselhos superficiais. A Natureza não muda porque o homem quer destrói-se pelo querer do homem.
I told you so, i told you so na na na na na na (cantando). Eu acreditei, até hoje acreditei por entre a fragilidade do não-dormir mas embalado pelo que vi e me deu sossego. Visse comigo e dormisse não desse razão ao mundo que nunca a viu.
terça-feira, abril 14, 2009
Trabalho
Estou farto estou farto
fartinho
caralho
O trabalho
só cansa
não anda...
quem não vê.
Porquê tens tudo
há sonhos de miúdo que valem tão menos
são pequenos os sonhos de tantos ao teu lado
Rapaz tens de ter cuidado que assim a vida dá merda...
Passa a perna de soslaio!
Caralho
cansa e não é pouco.
fartinho
caralho
O trabalho
só cansa
não anda...
quem não vê.
Porquê tens tudo
há sonhos de miúdo que valem tão menos
são pequenos os sonhos de tantos ao teu lado
Rapaz tens de ter cuidado que assim a vida dá merda...
Passa a perna de soslaio!
Caralho
cansa e não é pouco.
terça-feira, março 31, 2009
segunda-feira, março 30, 2009
Versos de amor de um onanista que precisa de alguém para o ser.
I - Sobre fodas ao som de barry white.
Nem todos os que passam a ponte se ficam pela caparica.
II - De coisas fáceis dificilmente se escreve
Sorris enviesada pelo tão bem te assenta.
Mulher! há gestos que só a nós são próprios.
Noutras mãos tanta coisa perderia o sentido.
III
Está vazia a casa
Faltas ao espaço que outro com tanto jeito talvez filmasse
dás sentido à conversa que ele tão bem filmou.
Eram de outros o brçaos
Era falso quase tudo de tudo
Tinha a graça somente de se haver registado numa memória mais perpétua
De prata era e só por isso de todos os que a vira.
O que toco e sinto só eu conheço
São meus os caminhos que como teclas percorri.
São minhas as expressões que desajeitado ou não toquei
tal como as palavras que dadas passaram a ser tuas.
Caiu mais uma noita
Passou só mais um dia.
Há somas que se anulam
Há coisas que vão no tempo.
IV
A casa exige um regresso
Voltando és que exijo.
V
Sono
Mal dormir
no corpo
Ir com ele não te tendo.
IV - Resumo epitáfio ou a puta que o pariu.
Quer o menino dizer o que não se diz, vezes repetidas, porque ninguém lhe ensinou que coisas há que não se dizem, ou perguntam, coisas essas que se têm de ver ou sentir por outro sentido que não este a que se refere.
Nem todos os que passam a ponte se ficam pela caparica.
II - De coisas fáceis dificilmente se escreve
Sorris enviesada pelo tão bem te assenta.
Mulher! há gestos que só a nós são próprios.
Noutras mãos tanta coisa perderia o sentido.
III
Está vazia a casa
Faltas ao espaço que outro com tanto jeito talvez filmasse
dás sentido à conversa que ele tão bem filmou.
Eram de outros o brçaos
Era falso quase tudo de tudo
Tinha a graça somente de se haver registado numa memória mais perpétua
De prata era e só por isso de todos os que a vira.
O que toco e sinto só eu conheço
São meus os caminhos que como teclas percorri.
São minhas as expressões que desajeitado ou não toquei
tal como as palavras que dadas passaram a ser tuas.
Caiu mais uma noita
Passou só mais um dia.
Há somas que se anulam
Há coisas que vão no tempo.
IV
A casa exige um regresso
Voltando és que exijo.
V
Sono
Mal dormir
no corpo
Ir com ele não te tendo.
IV - Resumo epitáfio ou a puta que o pariu.
Quer o menino dizer o que não se diz, vezes repetidas, porque ninguém lhe ensinou que coisas há que não se dizem, ou perguntam, coisas essas que se têm de ver ou sentir por outro sentido que não este a que se refere.
Ao senhor doutor João Cotrim de Figueiredo
Função de Ω é engraçada
especialmente pela forma
que lhe é associada.
Digamos que redondinha
não sendo circular:
Seguindo-a
não voltamos ao início
e a isto
há quem chame de crescer.
especialmente pela forma
que lhe é associada.
Digamos que redondinha
não sendo circular:
Seguindo-a
não voltamos ao início
e a isto
há quem chame de crescer.
Alterado pela calma que tão pouco ou mal conheço.
I
Estou com uma calma que me é tão estranha,
Escrevo com um gesto e impeto lentos
Devagar como eu me sinto.
Falam as gentes,
Sinto o trago que desce
De uma imperial que cada um se vai.
Passam
Passam um e mais uns
Fico
De rojos
Arrastando-me em mim.
II
Somos como os dias em que o Sol se nasce e põe.
Temos um pico, temos nuvens temos luz e breu
E cada coisa nos dá o que outra coisa tira.
III
Daqui a nada são horas de de deitar
amando ou não acordaremos.
Mais um dia só será mais um em tantos.
Havemos de vestir o que um dia usámos e que noutro usaremos.
Só na estreia e na vez última não há de ser assim.
Só na estreia e na vez última não há de ser assim.
O mundo há-de ser verde ou grisalho
há-de nascer e de ser pôr
Tudo.
Tudo flui no rio que temos...
Vê quem pode e quem quer ver
vai-se só que vê e não luta.
O sujo vai sempre dar ao mar.
IV
Falam.
Percebo as partes que ouço,
não percebo o que dizem
partes não bastam
julgo só pelo tom.
Enganam-se.
Dão-se como a voz falsos
não percebem que o hábito fez ser parte
Incham só pelo tom.
Surdo fosse
Não veria o que ouço.
VI - I - O da razão de ser
Acordo e durmo
Vivo.
Durmo e acordo
Sou.
Sinto a mentira, o que prende
Penso ou penso que o faço no sonho.
Compõem-se as paletes no turno
em que a linha de montagem fechou.
Pesa a mente da ordem
Sua o corpo do resto.
IV - II - O outro
Houve dias em que a inocência ditou
Cada passou que culminou num caminho
num trajecto qualquer que percorri
como se a memória de outros nada me dissesse.
A história escrevia-se imagens bi-dimensionais
se calhar não tinha a noção de perspectiva que agora acumulo no que conto.
Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.
Relembro e revisito tudo com um ângulo qualquer
Há espaço atrás do móel há alguém que se esconde atrás do arbusto.
Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.
Aé eu tenho espaços que
de onde me encontro
não consigo ver.
sou tão humano como sou
não controlo tudo
não o fosse e saberia o que se acumula em mim
ou o que fui.
olá pequenino
não faças isso
VAIS:TE queimar!!!
-Diria eu agora ao que antes me era certo.
Como a minha mãe sou outro.
Não tivesse acontecido talvez hoje outro fosse,
Tenho fobias que nem hoje fui capaz de explicar.
nem com o peso da minha formação chegou ao detalhe que ainda hoje procuro!
Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.
Estou com uma calma que me é tão estranha,
Escrevo com um gesto e impeto lentos
Devagar como eu me sinto.
Falam as gentes,
Sinto o trago que desce
De uma imperial que cada um se vai.
Passam
Passam um e mais uns
Fico
De rojos
Arrastando-me em mim.
II
Somos como os dias em que o Sol se nasce e põe.
Temos um pico, temos nuvens temos luz e breu
E cada coisa nos dá o que outra coisa tira.
III
Daqui a nada são horas de de deitar
amando ou não acordaremos.
Mais um dia só será mais um em tantos.
Havemos de vestir o que um dia usámos e que noutro usaremos.
Só na estreia e na vez última não há de ser assim.
Só na estreia e na vez última não há de ser assim.
O mundo há-de ser verde ou grisalho
há-de nascer e de ser pôr
Tudo.
Tudo flui no rio que temos...
Vê quem pode e quem quer ver
vai-se só que vê e não luta.
O sujo vai sempre dar ao mar.
IV
Falam.
Percebo as partes que ouço,
não percebo o que dizem
partes não bastam
julgo só pelo tom.
Enganam-se.
Dão-se como a voz falsos
não percebem que o hábito fez ser parte
Incham só pelo tom.
Surdo fosse
Não veria o que ouço.
VI - I - O da razão de ser
Acordo e durmo
Vivo.
Durmo e acordo
Sou.
Sinto a mentira, o que prende
Penso ou penso que o faço no sonho.
Compõem-se as paletes no turno
em que a linha de montagem fechou.
Pesa a mente da ordem
Sua o corpo do resto.
IV - II - O outro
Houve dias em que a inocência ditou
Cada passou que culminou num caminho
num trajecto qualquer que percorri
como se a memória de outros nada me dissesse.
A história escrevia-se imagens bi-dimensionais
se calhar não tinha a noção de perspectiva que agora acumulo no que conto.
Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.
Relembro e revisito tudo com um ângulo qualquer
Há espaço atrás do móel há alguém que se esconde atrás do arbusto.
Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.
Aé eu tenho espaços que
de onde me encontro
não consigo ver.
sou tão humano como sou
não controlo tudo
não o fosse e saberia o que se acumula em mim
ou o que fui.
olá pequenino
não faças isso
VAIS:TE queimar!!!
-Diria eu agora ao que antes me era certo.
Como a minha mãe sou outro.
Não tivesse acontecido talvez hoje outro fosse,
Tenho fobias que nem hoje fui capaz de explicar.
nem com o peso da minha formação chegou ao detalhe que ainda hoje procuro!
Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.
sexta-feira, março 06, 2009
Perde-se-me a graça com a idade, com o calcificar dos dedos que barulhentos já só escrevem mais lentos do que aquilo que a mente, lenta, lenta, lenta lenta, lenta lenta lentamente debita por impulsos que se sabem ser eléctricos.
Sou como uma maquina registadora.
Das electrónicas, das novas.
As antigas têm uma graça e uma exactidão maquinal
Estraga-se e levam com óleo
Cada uma das peças que aos olhos se veêm...
As novas,
as novas são muito mais "secretas" (jocoso).
Escondem cada um dos seus módulos em
tão feias placas de circuito integradas de detalhe microscópico
que só quem vê À luz de uma engenharia que não o é percebe.
Tenho uma gaveta completamente desorganizada
Nada briosa.
Para quem rouba é o mesmo é o mesmo é o mesmo
para o resto é um bocado diferente.
Demoro tanto tanto tanto tanto tantot tanto tanto tanto
Tempo
a dar uma merda de um troco
se este claro
for baseado
em combinações de
5 ou mais
moedas
diferentes:
88
cêntimos claro
a 50 precisa de somar
20
e a estes (insisto nos cêntimos)
vou por mais dez
e aos que já referi
ponho só assim de jeitinho
um dois e cinco
fico
com 88 certinhos.
Menina? Olhe o seu troco
Venha cá estou-lhe a dar o que é seu
Tinha aqui estava era muito muito muito misturado
Perdido na catastrofe que nem perdi muito tempo a descrever
MENINA!!!
MENINA!!!
VENHA CÀ POR FAVOR...
....fui educado em instituções judaico cristâs e vivo no binómio em que devo ou não devo emprestar
(será roubar? não interessa merda)
Menina não lhe quero ficar com isso...
é tão chato menina
não vou para o céu
acho que vou chorar...
PUFF
fui bonzinho e então jesus?
Só tenho uns trocos na mão que perdi tempo a encontrar.
Sou como uma maquina registadora.
Das electrónicas, das novas.
As antigas têm uma graça e uma exactidão maquinal
Estraga-se e levam com óleo
Cada uma das peças que aos olhos se veêm...
As novas,
as novas são muito mais "secretas" (jocoso).
Escondem cada um dos seus módulos em
tão feias placas de circuito integradas de detalhe microscópico
que só quem vê À luz de uma engenharia que não o é percebe.
Tenho uma gaveta completamente desorganizada
Nada briosa.
Para quem rouba é o mesmo é o mesmo é o mesmo
para o resto é um bocado diferente.
Demoro tanto tanto tanto tanto tantot tanto tanto tanto
Tempo
a dar uma merda de um troco
se este claro
for baseado
em combinações de
5 ou mais
moedas
diferentes:
88
cêntimos claro
a 50 precisa de somar
20
e a estes (insisto nos cêntimos)
vou por mais dez
e aos que já referi
ponho só assim de jeitinho
um dois e cinco
fico
com 88 certinhos.
Menina? Olhe o seu troco
Venha cá estou-lhe a dar o que é seu
Tinha aqui estava era muito muito muito misturado
Perdido na catastrofe que nem perdi muito tempo a descrever
MENINA!!!
MENINA!!!
VENHA CÀ POR FAVOR...
....fui educado em instituções judaico cristâs e vivo no binómio em que devo ou não devo emprestar
(será roubar? não interessa merda)
Menina não lhe quero ficar com isso...
é tão chato menina
não vou para o céu
acho que vou chorar...
PUFF
fui bonzinho e então jesus?
Só tenho uns trocos na mão que perdi tempo a encontrar.
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Mantivesse-a mantivesse-a. Fosse um pouco mais feliz.
Cinzentos cada vez mais, cada vez menos nosso é o dia.
I
Sinto saudades de escrever. Não do acto em si mas de tudo o que ele implica ou ava.
Uma viagem de comboio sozinho e rotineira nos sentidos que durante anos conheci e que por eles fui deixando de ver achando que entre os detalhes nenhum novo seria. Um dia cujo fim e princípio eram as viagens e que por ele caminhava sempre em busca de algo novo: de pessoas cujo nome não me lembro de excessos que o dinheiro limitado permitia e da liberdade que levou quase 20 dos meus anos a conhecer.
Uma viagem de comboio sozinho e rotineira nos sentidos que durante anos conheci e que por eles fui deixando de ver achando que entre os detalhes nenhum novo seria. Um dia cujo fim e princípio eram as viagens e que por ele caminhava sempre em busca de algo novo: de pessoas cujo nome não me lembro de excessos que o dinheiro limitado permitia e da liberdade que levou quase 20 dos meus anos a conhecer.
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Soubesse eu tudo e não tivesse de perguntar uma, duas ou três vezes a mesma coisa em momentos distintos e perguntar mais vezes mais e mais ao ponto de achar que ignoro sempre. Respondessem.me direito à primeira sem rodeios com a merda que à primeira lhes vem à cabeça. Agissem de acordo com o seu contéudo comessem de acordo com a sua fome e dessem o mesmo que lhes é oferecido.
Seja o mundo daqueles que não são e seja o céu daqueles que se espelham de facto no mundo. Que só ascendam aqueles que de facto se mostram aqueles que olham com olhos que ferem quando têm de ferir, aqueles que olham com carinho quando é ele que tem de ser dado, e que na terra fiquem todos os que se escondem no escuro que a noite nos traz achando que o mundo está diferente só porque os seus olhos tão bem não o veêm.
Põe-se tão lento o sol atrás do monte,
Chega p'la terra o frio alaga o breu
Subitamente tudo; chega ao céu!!!
E os homens choram pelo que antes houve.
"tudo aquilo que um dia nos trouxe
empilha-se em palletes mausoléu
é a memória de um homem réu
fica-lhe o corpo do que não se ouve."
A ladainha que só se ouve cessa
Tudo parece que vai mais depressa.
e o sono chega mesmo usando turnos.
Quem era pequenito vai crescer
e entre os grandes ninguém vai perceber:
"Por um dia perdido foi-se o mundo"
"Deus corrige quem ama", segundo S. Paulo que pela luz a luz viu. Mudou de nome e tudo e o nome antigo não conheço ninguém quem tenha. Desfez-se o erro desfez-se o que o apelidava e todo um novo mundo se criou.
Deus ama todos os seus filhos de acordo com aquele que mais gente conhece e que por essa mesma gente acabou morrer segundo se lê num suposto original de um dos seus contemporâneos. Também esse diz que o filho que volta depois de errar é perdoado incondicionalmente e, se lermos nas entrelinhas, rapidamente percebemos que esta situção pode causar desconforto ao outro (filho) mas, por ser educado por um Pai capaz, percebe a atitude e se calhar ainda o ama mais.
Eu não tenho filhos por mais que ame outras pessoas. Não tenho ninguém para corrigir e por isso não corrijo ninguém. Amo só quem por outros foi definido e lido só pelo que outros foi imposto. Aceito ou não tal como aceite ou não sou: aponto o que desequilibra com graus de inocência ou de paciência cada vez menores até o desgaste ser máximo. Ainda há pachorra para fazer isto mas tenho vindo a perceber que de nada serve dizer tudo...não! não digo que se minta mas aconselho a partir com as nossas só nossas preocupações, pois tal como o filho de outrém só quando pródigo algo mudou. Se em nós estiver o mesmo dar-lhe-emos o colo de onde partiu.
Deus é omniconsciente. Deus sabe tudo. Deus conhece todos os defeitos de cada um de nós face a sua matriz de perfeição (Ele próprio?). Eu não sou omniconsciente por mais que ache que conheço algo ou alguém. Tudo o que em mim se acumula é de experiência feito: o sorriso 1 quer dizer A e o tom 45 quer dizer algo entre V e N. Interpreto de acordo com o impacto que essas experiências tiveram com as minhas estruturas cognitivas. Não pensem que sou inflexível pois, se assim for o caso, elas adaptam-se ao que de novo experimento mas, com o acumular de tudo, há cada vez menos casos em que isso acontece.
Vendo o céu azul e nenhuma nuvem nele num ecrã televisivo qualquer com uma legenda que me diz que é o dia 30 eu assumo que nesse dia o tempo estava bom. Se o dia em que estou for exactamente esse dia se calhar até faço o meu rol com óculos de sol incluídos (nunca se sabe o que pode acontecer) para ir a uma praia qualquer. Alguns minutos depois saio de casa, vejo a luz do dia e com ela o mundo com maior clareza que num ecrã televisivo qualquer.
"AHn!?" - digo eu perplexo depois de ter passado o incadeamento dos meus olhos. Afinal o tempo está uma porcaria..."Será que fui enganado?"
Deus é omnipotente não dorme. há coisas que vistas só me dão vontade de dormir.
"meus amigos adeus boa noite,
Já são horas de irmos deitar
Com saudades nos vamos embora
mas convosco ficamos a sonhar" (canção cantada na polana moçambique)
E adormeçoaosom de outra música que não esta qualquer. Ou da chuva talvez. Choveu tanto hoje e só por ela no quarto vazio fui embalado Não a vi, sentia-a mesmo com a janela fechada e o meu corpo limpou-se como antes nunca o fez escorrendo a merda que acumulou por entre as suas extremidades.
____________________________________________""_______________________
Não julgo um livro pela capa nem um jornal pelas gordas. Ficcionado o conteúdo tem de ser bom, já um relato informativo tem de ser o mais verídico possível tal como a opiniãodo leitor de um de outro ou de ambos.
Todo o juízo é baseadp na fonte de uma informação qualquer dado por um ecrã televisivo, informático ou página de um jornal. Claro que a opinião/juízo se vai limitar ao que é percebido/visto mas a escolha passa não por quem escreve mas por quem dita, compila ou paga.
Claro que podemos culpar o leitor pela suaescolha de leitura (claro que podemos) mas na omissão a culpa nunca pode ser dele, da maioria ou minoria (valha-me deus) desinformada.
_______________________________________" "___________________________
Chega de metáforas estou farto de me enganar com promessas vãs e comparações no que sou baseadas ecompromissos nao firmados contratualmente. o pródigo insisto o pródigo voltou e com ele o arrependimento corrigido que estava pela vida. não corrijo ninguém. Duvido que alguém se corrija.
Seja o mundo daqueles que não são e seja o céu daqueles que se espelham de facto no mundo. Que só ascendam aqueles que de facto se mostram aqueles que olham com olhos que ferem quando têm de ferir, aqueles que olham com carinho quando é ele que tem de ser dado, e que na terra fiquem todos os que se escondem no escuro que a noite nos traz achando que o mundo está diferente só porque os seus olhos tão bem não o veêm.
Põe-se tão lento o sol atrás do monte,
Chega p'la terra o frio alaga o breu
Subitamente tudo; chega ao céu!!!
E os homens choram pelo que antes houve.
"tudo aquilo que um dia nos trouxe
empilha-se em palletes mausoléu
é a memória de um homem réu
fica-lhe o corpo do que não se ouve."
A ladainha que só se ouve cessa
Tudo parece que vai mais depressa.
e o sono chega mesmo usando turnos.
Quem era pequenito vai crescer
e entre os grandes ninguém vai perceber:
"Por um dia perdido foi-se o mundo"
"Deus corrige quem ama", segundo S. Paulo que pela luz a luz viu. Mudou de nome e tudo e o nome antigo não conheço ninguém quem tenha. Desfez-se o erro desfez-se o que o apelidava e todo um novo mundo se criou.
Deus ama todos os seus filhos de acordo com aquele que mais gente conhece e que por essa mesma gente acabou morrer segundo se lê num suposto original de um dos seus contemporâneos. Também esse diz que o filho que volta depois de errar é perdoado incondicionalmente e, se lermos nas entrelinhas, rapidamente percebemos que esta situção pode causar desconforto ao outro (filho) mas, por ser educado por um Pai capaz, percebe a atitude e se calhar ainda o ama mais.
Eu não tenho filhos por mais que ame outras pessoas. Não tenho ninguém para corrigir e por isso não corrijo ninguém. Amo só quem por outros foi definido e lido só pelo que outros foi imposto. Aceito ou não tal como aceite ou não sou: aponto o que desequilibra com graus de inocência ou de paciência cada vez menores até o desgaste ser máximo. Ainda há pachorra para fazer isto mas tenho vindo a perceber que de nada serve dizer tudo...não! não digo que se minta mas aconselho a partir com as nossas só nossas preocupações, pois tal como o filho de outrém só quando pródigo algo mudou. Se em nós estiver o mesmo dar-lhe-emos o colo de onde partiu.
Deus é omniconsciente. Deus sabe tudo. Deus conhece todos os defeitos de cada um de nós face a sua matriz de perfeição (Ele próprio?). Eu não sou omniconsciente por mais que ache que conheço algo ou alguém. Tudo o que em mim se acumula é de experiência feito: o sorriso 1 quer dizer A e o tom 45 quer dizer algo entre V e N. Interpreto de acordo com o impacto que essas experiências tiveram com as minhas estruturas cognitivas. Não pensem que sou inflexível pois, se assim for o caso, elas adaptam-se ao que de novo experimento mas, com o acumular de tudo, há cada vez menos casos em que isso acontece.
Vendo o céu azul e nenhuma nuvem nele num ecrã televisivo qualquer com uma legenda que me diz que é o dia 30 eu assumo que nesse dia o tempo estava bom. Se o dia em que estou for exactamente esse dia se calhar até faço o meu rol com óculos de sol incluídos (nunca se sabe o que pode acontecer) para ir a uma praia qualquer. Alguns minutos depois saio de casa, vejo a luz do dia e com ela o mundo com maior clareza que num ecrã televisivo qualquer.
"AHn!?" - digo eu perplexo depois de ter passado o incadeamento dos meus olhos. Afinal o tempo está uma porcaria..."Será que fui enganado?"
Deus é omnipotente não dorme. há coisas que vistas só me dão vontade de dormir.
"meus amigos adeus boa noite,
Já são horas de irmos deitar
Com saudades nos vamos embora
mas convosco ficamos a sonhar" (canção cantada na polana moçambique)
E adormeçoaosom de outra música que não esta qualquer. Ou da chuva talvez. Choveu tanto hoje e só por ela no quarto vazio fui embalado Não a vi, sentia-a mesmo com a janela fechada e o meu corpo limpou-se como antes nunca o fez escorrendo a merda que acumulou por entre as suas extremidades.
____________________________________________""_______________________
Não julgo um livro pela capa nem um jornal pelas gordas. Ficcionado o conteúdo tem de ser bom, já um relato informativo tem de ser o mais verídico possível tal como a opiniãodo leitor de um de outro ou de ambos.
Todo o juízo é baseadp na fonte de uma informação qualquer dado por um ecrã televisivo, informático ou página de um jornal. Claro que a opinião/juízo se vai limitar ao que é percebido/visto mas a escolha passa não por quem escreve mas por quem dita, compila ou paga.
Claro que podemos culpar o leitor pela suaescolha de leitura (claro que podemos) mas na omissão a culpa nunca pode ser dele, da maioria ou minoria (valha-me deus) desinformada.
_______________________________________" "___________________________
Chega de metáforas estou farto de me enganar com promessas vãs e comparações no que sou baseadas ecompromissos nao firmados contratualmente. o pródigo insisto o pródigo voltou e com ele o arrependimento corrigido que estava pela vida. não corrijo ninguém. Duvido que alguém se corrija.
terça-feira, janeiro 27, 2009
Eis que, quando o público menos o esperava, o nosso herói regressa...mais ou menos extenso.
Caros amigos leitores,
O que vocês duplamente são nunca se poderá dissociar completamente. É simples o motivo; só tem pachorra para me ler quem me conhece e conhecendo, ao contrário da maioria, não me guarda qualquer rancor. Esta situação poderá tender a desaparecer, principalmente entre aqueles que me leêm: escrevo cada vez menos enganado que fui por mim depois de ela, a vida, me ter ludibriado com promessas deuradas e com sucesso no fim. Não tenho o tempo depois de o ter gasto em coisas tão humanas como uma folha de cálculo que suporta todo um excel desumano com os seus zeros zeros e uns. Uns até parece que gostam disto outros parece-me que se escondem num canto qualquer que não os permite ser.
Era uma vez um menino que sendo menino não sabia o que era ser grande mas que tinha a ideia de que envolveria comer os chocolates que o pai escondia no topo lá no topo do armário sem ter medo de cair. Era era e ele tinha um ar dócil era gordo e não falava uma palavra qualquer sem que soasse estranha ou redutora. Ora umas vezes chorava, andava olhava para o céu e brincava com bonecos que representavam para ele as histórias que, segundo ele se lembra, nunca ninguém lhe contou ou, se prefirerem, ofereceu.
Tinha calções listrados pelos joelhos e tinha medo do escuro e do seu pai. Era grande tão grande o senhor que ele precisou de crescer tanto para o ver de cima com um chocolate de todo o tamanho na mão. Não nunca o fez por maldade, este que ficara jovem e que um dia se julgaria um senhor poeta, um construtor de fábulas numa vida que é e será sempre sempre triste. Ris-te jovem leitor? não percebes a carga emotiva por certo pois só percebe quem a vive.
Rio-me porque entretanto esqueci.
O que vocês duplamente são nunca se poderá dissociar completamente. É simples o motivo; só tem pachorra para me ler quem me conhece e conhecendo, ao contrário da maioria, não me guarda qualquer rancor. Esta situação poderá tender a desaparecer, principalmente entre aqueles que me leêm: escrevo cada vez menos enganado que fui por mim depois de ela, a vida, me ter ludibriado com promessas deuradas e com sucesso no fim. Não tenho o tempo depois de o ter gasto em coisas tão humanas como uma folha de cálculo que suporta todo um excel desumano com os seus zeros zeros e uns. Uns até parece que gostam disto outros parece-me que se escondem num canto qualquer que não os permite ser.
Era uma vez um menino que sendo menino não sabia o que era ser grande mas que tinha a ideia de que envolveria comer os chocolates que o pai escondia no topo lá no topo do armário sem ter medo de cair. Era era e ele tinha um ar dócil era gordo e não falava uma palavra qualquer sem que soasse estranha ou redutora. Ora umas vezes chorava, andava olhava para o céu e brincava com bonecos que representavam para ele as histórias que, segundo ele se lembra, nunca ninguém lhe contou ou, se prefirerem, ofereceu.
Tinha calções listrados pelos joelhos e tinha medo do escuro e do seu pai. Era grande tão grande o senhor que ele precisou de crescer tanto para o ver de cima com um chocolate de todo o tamanho na mão. Não nunca o fez por maldade, este que ficara jovem e que um dia se julgaria um senhor poeta, um construtor de fábulas numa vida que é e será sempre sempre triste. Ris-te jovem leitor? não percebes a carga emotiva por certo pois só percebe quem a vive.
Rio-me porque entretanto esqueci.
sexta-feira, dezembro 12, 2008
a batatinha matutano
matu
matuta
matu
matuta
ma-tu-tA an A an A an A no.
Ondulado ou simples com nomes que,
nada dizem ao senhor consumidor se este nunca tiver consumido ou
olhado para a singela embalagem.
É preciso abrir e experimentar é o que vos digo.
Matu
matuta
matu
matuta
matutano.
Até vem com sabores e tudo
e de uma escolha muito variada (diz alguém)
quer dizer
Aparentemente estúpida (diz outrem)
Até pode agradar ao mais selecto do freguês
ou ao mais ignorante
A língua varia de pessoa para pessoa
Bem como o gosto que mais ou menos a língua estimula. (voz irritante)
há quem diga que muda
Matu
Matuta
Matu
Matuta
Tuta
Muda
Matu
Tu
Tano.
Ai que pena o pacote acabou
Será que o freguês gostou?
Muito (com ar de alegria parva)
Finito o pacote atira para o chão...
Voa o pacote como num turbilhão (cantado)
ão ão ão.
Vou voltar ao supermercado até comia mais um bocado.
Vejo a montra....
Está fechado? (ar triste)
está fechado tendo eu esta fome?
Queria experimentar aquele outro sabor
o de presunto ibérico
ou outro qualquer
mediterrânico mas já nao ondulado...
ESTOU ESFOMEADO PORRA!
O que se passa com este mundo...
Deu-me aquilo e tira-me tudo
estando tudo há minha frente?
Eles são nada não são gente para andar na rua
matu
matuta
matu
matuta
mAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAa
tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
taaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
no.
matuta
matu
matuta
ma-tu-tA an A an A an A no.
Ondulado ou simples com nomes que,
nada dizem ao senhor consumidor se este nunca tiver consumido ou
olhado para a singela embalagem.
É preciso abrir e experimentar é o que vos digo.
Matu
matuta
matu
matuta
matutano.
Até vem com sabores e tudo
e de uma escolha muito variada (diz alguém)
quer dizer
Aparentemente estúpida (diz outrem)
Até pode agradar ao mais selecto do freguês
ou ao mais ignorante
A língua varia de pessoa para pessoa
Bem como o gosto que mais ou menos a língua estimula. (voz irritante)
há quem diga que muda
Matu
Matuta
Matu
Matuta
Tuta
Muda
Matu
Tu
Tano.
Ai que pena o pacote acabou
Será que o freguês gostou?
Muito (com ar de alegria parva)
Finito o pacote atira para o chão...
Voa o pacote como num turbilhão (cantado)
ão ão ão.
Vou voltar ao supermercado até comia mais um bocado.
Vejo a montra....
Está fechado? (ar triste)
está fechado tendo eu esta fome?
Queria experimentar aquele outro sabor
o de presunto ibérico
ou outro qualquer
mediterrânico mas já nao ondulado...
ESTOU ESFOMEADO PORRA!
O que se passa com este mundo...
Deu-me aquilo e tira-me tudo
estando tudo há minha frente?
Eles são nada não são gente para andar na rua
matu
matuta
matu
matuta
mAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAa
tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
taaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
no.
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Escrever no escuro e sim é literal.
Horas de ir deitar
Dorme o que sou acorda talvez outro
um que não sei por não lembrar os sonhos
Por onde andará?
Em que cantos se perde=
O que receia o que de facto quer?
Serão melhores as causas mais simples?
Será que existe algo assim em mim?
O Passarão quer uma passarinha
No fundo o oposto ao que ele é
Volta o passarão por ela
E só por ela parte.
Como está a passarinha?
Perguntam ao passarão
Soubessem que ele pergunta o mesmo
Só quer saber da Passarinha.
.............................................
Chega de infantilidades
Escritos no escuro a menos de meia luz
Como se esse conceito existisse.
A meia luz de uma lâmpada
é de facto metade dela
De duas velas é só uma
Com watts já é mais complexo
Por isso deles ou quando deles falamos
é com velas que comparamos
É só soprar....
Bufar....
Pffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff
Sem r's e com o mesmo impacto fatal
nem que seja por sair sempre do mesmo
e aqui não há meia luz...
II
Último antes de ir dormir.
Estou deitado na cama velha
Tenho a nova
aqui ao lado
pronta a ser montada.
Foi sempre assim
o fim
o fim
nunca me foi imposto
chegou com a mudança
muitas
senão todas
as vezes sem eu a pedir.
Foi assim que me educaram.
Sei que é triste muito triste
Fui, fui fui
e eu
como só eu posso estar sei que estou
Reajo e só por isso assim me sento
frente a frente de mim
de outros
de todos não
me importa...
É precio ter fé eu sei
merda eu sei
por entre os meus dedos que nada têm
e que se enrolam com nós que escuteiros nunca hão-de aprender por mais que tentem
nunca lhes irá ser ensinado....
Ó senhor assim acabo
Por culpa Dele a culpa é nossa.
Dorme o que sou acorda talvez outro
um que não sei por não lembrar os sonhos
Por onde andará?
Em que cantos se perde=
O que receia o que de facto quer?
Serão melhores as causas mais simples?
Será que existe algo assim em mim?
O Passarão quer uma passarinha
No fundo o oposto ao que ele é
Volta o passarão por ela
E só por ela parte.
Como está a passarinha?
Perguntam ao passarão
Soubessem que ele pergunta o mesmo
Só quer saber da Passarinha.
.............................................
Chega de infantilidades
Escritos no escuro a menos de meia luz
Como se esse conceito existisse.
A meia luz de uma lâmpada
é de facto metade dela
De duas velas é só uma
Com watts já é mais complexo
Por isso deles ou quando deles falamos
é com velas que comparamos
É só soprar....
Bufar....
Pffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff
Sem r's e com o mesmo impacto fatal
nem que seja por sair sempre do mesmo
e aqui não há meia luz...
II
Último antes de ir dormir.
Estou deitado na cama velha
Tenho a nova
aqui ao lado
pronta a ser montada.
Foi sempre assim
o fim
o fim
nunca me foi imposto
chegou com a mudança
muitas
senão todas
as vezes sem eu a pedir.
Foi assim que me educaram.
Sei que é triste muito triste
Fui, fui fui
e eu
como só eu posso estar sei que estou
Reajo e só por isso assim me sento
frente a frente de mim
de outros
de todos não
me importa...
É precio ter fé eu sei
merda eu sei
por entre os meus dedos que nada têm
e que se enrolam com nós que escuteiros nunca hão-de aprender por mais que tentem
nunca lhes irá ser ensinado....
Ó senhor assim acabo
Por culpa Dele a culpa é nossa.
segunda-feira, novembro 24, 2008
Once again he talks about them sObre eles. ou ele? não interessa
caríssima,
Assim começo a preencher este moleskine em versão solo porque a outra não conta em termos de trabalho individual já que a sua letra aprimora também a página que, mais que esta, além de espessa é suja pela minha tão indecifrável letra ou, se quisermos, caligrafia.
Tivemos um muito bom final de semana e final de semana em si. Estivemos juntos como nunca antes estiveramos e senti ou imos como nunca o fizeramos. Deixemo-nos de merdas digo eu. Gostamos é muito um, sim um, do outro.
Era uma vez um menino tão lindo aos olhoes quem lindo o achava pelos motivosa que lindo o faziam. Havia quem disesse que era por A ou por B ou por voar em executiva ou até mesmo por ter algum pilim. Estavam errados e nem sequer iam à natureza da coisa pelo cansaço que exige ir para além do que a vista prende, de um horizonte ocidentalmente limitado por estruturas de betão feias e sombrias na consequência. Costumes tristes e frios.
Era uma vez uma menina tão linda aos olhos que quem linda a achava pelos motivos que linda a faziam. Havia quem dissesse que era por A ou por B ou por aparecer um ecrã ou noutro ou por ir a festas que muitos quereriam ir. Estavam errados e nem sequer iam à natureza da coisa pelo cansaço que exige viver a vida neste mundo ocidentalmente limitado pela ânsia pela merda que é Pilim e que embora verde como a árvore como ela não é: vale por sonhos não por natureza e é símbolo de tudo o que nos faz não ver e querer acreditar em fantasia. Costumes da maioria triste com algo de frio.
Estavam os dois num canto de um canto inclinado da cidade com inclinanços, uns mais fortes outros mais fracos mas sempre de ângulos diversos, que é Lisboa. Cada um estava entretido, mais ou menos não importa pois não sei avaliar tal coisa - de todos os artistas não me incluo no grupo que os críticos perfazem -, num conjunto de pessoas que só poderiam ser parte de uma rotina qualquer mais ou menos diária e por isso conhecida.
Por qualquer motivo, ao qual ainda sou alheio, fora clara a necessidade de aliviar a bexiga, passou por ela que tão linda era mas nunca lhe parecera, porque nunca a vira ele que tão lindo era mas que a ela nunca parecera porque ela nunca o vira.
Rufaram tambores num circo qualquer, num país qualquer. Chen, Cardinalli, Vitor Hugo ou Lizete. Alguém deu uma pirueta tripla quase mortal, um senhor apanhou uma trapezista largada a metros de distância do chão, uma mulher não beirã tinha uma barba tão forte que aguentava com 50 kg de uma coisa qualquer que 50 kg pesava. Ali não rufou nada mas quem viu conta que se passavam desempenhos de natureza totalmente circense:
"João Tobias 43 anos aluno do 2º ano do técnico, natural de Viana do Castelo, segundo ele diz mas na verdade de Anais, bebeu três copos de imperial do bicaense em 30 minutos. Aqui o que choca é o preço"
"Matilde Simões de qualquer coisa 17 anos de verdade 24 para os outros, depois de ir ajeitar o pensinho (ou de ir fazer outra coisa qualquer) com o namorado á casa de banho do funicular conseguiu andar com os saltos das suas botas Stilleto por entre o obstáculo que é o carril"
"Ludwig kettler, aluno erasmus, enroulou três charros à frente do grupo excursionista vai tu segundo ele, de facto fumou oregãos com tabaco e não estava habituado a nicotina"
"Dona Ermelinda a rosa para os amigos do bairro depois de ver a novela da TVI ainda bebeu um chá e falou com os gatos deitando-se quando a rua já estava vazia"
"Sr. Sidoro Brago escritor de textos oníricos ou somente chalados mesmo com um bigode farto aguentou a bebida na sua bexiguita e procurou um lugar para esvazia-la numa rua mais vazia que não tão perto ficava"
"Maria Nareió artista aclamada mas por gente de clubes restritos vendo um rapaz aflito, o ainda agora citado, o seu pescoço como nunca antes fizera rodou, rodou"
E aqui começa a dança que tocada poderia fugir por entre os dedos de um pianista mais virtuoso no absinto ou pelas palavras de um escritor no mesmo com a mesma ou ainda mais virtude. (Pede-se tolerância a excessos literários ou simplesmente onanistas).
Perdido naquele olhar e limitado por uma bexiga de volume perfeito Brago atira o seu português com a mestria técnica de um lançador de dardos:
"Linda senhora creio que nunca a vi por estras bandas, corrija-me se estiver errado, ou simplesmente responda-me a esta simples pergunta. Alguma vez tive a sorte de a ter conhecido?
Meia confusa por tal charme aplicado Maria Nareió e escudada pelo azul dos seus olhos e impulsionada por uma força nunca antes vista naquele corpo contra-atacou:
"Se me tivesse visto não me teria esquecido, não faria tal pergunta a não ser claro que seja um bocadito pândulas..."
TERROR! que ousadia, que classe que formação...só podia o jovem seguir em frente e não ao som de tambores que rufavam. Só se ouvia o mítico U án, án án án ánnnnnnn; aquele som que desde putos só os surdos não sabem que implica derrota ou a destruição de tudo...
Seguiu. Aliviou a bexiga, tentou de novo mas não conseguiu falar com ela depois de tão grande derrota.
eMe é eRre Dê Á.
Assim começo a preencher este moleskine em versão solo porque a outra não conta em termos de trabalho individual já que a sua letra aprimora também a página que, mais que esta, além de espessa é suja pela minha tão indecifrável letra ou, se quisermos, caligrafia.
Tivemos um muito bom final de semana e final de semana em si. Estivemos juntos como nunca antes estiveramos e senti ou imos como nunca o fizeramos. Deixemo-nos de merdas digo eu. Gostamos é muito um, sim um, do outro.
Era uma vez um menino tão lindo aos olhoes quem lindo o achava pelos motivosa que lindo o faziam. Havia quem disesse que era por A ou por B ou por voar em executiva ou até mesmo por ter algum pilim. Estavam errados e nem sequer iam à natureza da coisa pelo cansaço que exige ir para além do que a vista prende, de um horizonte ocidentalmente limitado por estruturas de betão feias e sombrias na consequência. Costumes tristes e frios.
Era uma vez uma menina tão linda aos olhos que quem linda a achava pelos motivos que linda a faziam. Havia quem dissesse que era por A ou por B ou por aparecer um ecrã ou noutro ou por ir a festas que muitos quereriam ir. Estavam errados e nem sequer iam à natureza da coisa pelo cansaço que exige viver a vida neste mundo ocidentalmente limitado pela ânsia pela merda que é Pilim e que embora verde como a árvore como ela não é: vale por sonhos não por natureza e é símbolo de tudo o que nos faz não ver e querer acreditar em fantasia. Costumes da maioria triste com algo de frio.
Estavam os dois num canto de um canto inclinado da cidade com inclinanços, uns mais fortes outros mais fracos mas sempre de ângulos diversos, que é Lisboa. Cada um estava entretido, mais ou menos não importa pois não sei avaliar tal coisa - de todos os artistas não me incluo no grupo que os críticos perfazem -, num conjunto de pessoas que só poderiam ser parte de uma rotina qualquer mais ou menos diária e por isso conhecida.
Por qualquer motivo, ao qual ainda sou alheio, fora clara a necessidade de aliviar a bexiga, passou por ela que tão linda era mas nunca lhe parecera, porque nunca a vira ele que tão lindo era mas que a ela nunca parecera porque ela nunca o vira.
Rufaram tambores num circo qualquer, num país qualquer. Chen, Cardinalli, Vitor Hugo ou Lizete. Alguém deu uma pirueta tripla quase mortal, um senhor apanhou uma trapezista largada a metros de distância do chão, uma mulher não beirã tinha uma barba tão forte que aguentava com 50 kg de uma coisa qualquer que 50 kg pesava. Ali não rufou nada mas quem viu conta que se passavam desempenhos de natureza totalmente circense:
"João Tobias 43 anos aluno do 2º ano do técnico, natural de Viana do Castelo, segundo ele diz mas na verdade de Anais, bebeu três copos de imperial do bicaense em 30 minutos. Aqui o que choca é o preço"
"Matilde Simões de qualquer coisa 17 anos de verdade 24 para os outros, depois de ir ajeitar o pensinho (ou de ir fazer outra coisa qualquer) com o namorado á casa de banho do funicular conseguiu andar com os saltos das suas botas Stilleto por entre o obstáculo que é o carril"
"Ludwig kettler, aluno erasmus, enroulou três charros à frente do grupo excursionista vai tu segundo ele, de facto fumou oregãos com tabaco e não estava habituado a nicotina"
"Dona Ermelinda a rosa para os amigos do bairro depois de ver a novela da TVI ainda bebeu um chá e falou com os gatos deitando-se quando a rua já estava vazia"
"Sr. Sidoro Brago escritor de textos oníricos ou somente chalados mesmo com um bigode farto aguentou a bebida na sua bexiguita e procurou um lugar para esvazia-la numa rua mais vazia que não tão perto ficava"
"Maria Nareió artista aclamada mas por gente de clubes restritos vendo um rapaz aflito, o ainda agora citado, o seu pescoço como nunca antes fizera rodou, rodou"
E aqui começa a dança que tocada poderia fugir por entre os dedos de um pianista mais virtuoso no absinto ou pelas palavras de um escritor no mesmo com a mesma ou ainda mais virtude. (Pede-se tolerância a excessos literários ou simplesmente onanistas).
Perdido naquele olhar e limitado por uma bexiga de volume perfeito Brago atira o seu português com a mestria técnica de um lançador de dardos:
"Linda senhora creio que nunca a vi por estras bandas, corrija-me se estiver errado, ou simplesmente responda-me a esta simples pergunta. Alguma vez tive a sorte de a ter conhecido?
Meia confusa por tal charme aplicado Maria Nareió e escudada pelo azul dos seus olhos e impulsionada por uma força nunca antes vista naquele corpo contra-atacou:
"Se me tivesse visto não me teria esquecido, não faria tal pergunta a não ser claro que seja um bocadito pândulas..."
TERROR! que ousadia, que classe que formação...só podia o jovem seguir em frente e não ao som de tambores que rufavam. Só se ouvia o mítico U án, án án án ánnnnnnn; aquele som que desde putos só os surdos não sabem que implica derrota ou a destruição de tudo...
Seguiu. Aliviou a bexiga, tentou de novo mas não conseguiu falar com ela depois de tão grande derrota.
eMe é eRre Dê Á.
MERDA!
Fugiu para o vício. (Ele) e sem saber seguiu-o o azar: não havia tabaco em lado algum. Foi beber ao mesmo tempo que ela e sem saberem e sem quererem foram ao mesmo sítio. Tentaram de novo, arrancaram bem até. Desde aí, desde aí...não parou.
Parou ou não? Parou? Não! Entã0?
"Conheço-a?"
"Creio que não".
terça-feira, novembro 11, 2008
Os irmão lutavam verdes apontavam defeitos subjectivos.
A culpa foi tua só tua não minha,
és parvo ou quê? tu é que desarrumas.
A amiga é minha não é tua
O que é que isso tem a ver?
Ouve
Ai!
Não sejas casmurro ó meu idiota
Eu?
Sim tu quem é que havia de ser?
Vou-me embora...
Não.
vou eu primeiro.
domingo, novembro 09, 2008
Outro
Naquele dia estava particularmente triste a menina. Os seus olhos reflectiam a dor de perder um brinquedo que, por mais ou menos tempo, nos acompanhou durante o acumular de unidades métricas. Qualquer um que não a conhecesse iria a correr na sua direcção confortá-la mas, infelizmente, estava longe de tudo - era o periodo de férias só quem a conhecia se aproximava dela.
Cansada das suas paredes e de tudo que nelas se acumulava (tantas coisas, tantas coisas lindas) decidiu sair para o jardim que, tantas vezes maior que a casa, parecia nao impor limites a uma liberdade que ainda hoje está a aprender que poucas em tantas vezes existe. Nao quis a piscina ou o escorrega. Queria um canto onde chorar.
Á medida que cada lágrima secava, o vento, sem ela se perceber soprava, pouco a pouco, mais forte. Estranhamente os olhos saravam mais depressa e, passado o ardor, abriu-os dando de caras com uma semente coverta de penugem que voava - um careca na gíria beirã que o lisboeta apelidade de bruxinha - na sua direcção. Desviou a cabeça e fixando-a deixou passar e, sem notar, seguiu-a ao ponto de ela se fixar na sua camisola.
Estimou-a ao longo do dia. Instintivamente o fortuito ganhou um peso fatalístico e o que nas mãos lhe caira era o que até então só por entre os dedos lhe passara.
És o que eu mais quero do mundo. Dou-te tudo mesmo que não o peças". Também inapto o calvo nada lhe pediria.
A noite entretanto caiu sorrateiramente - nem se apercebeu coitadita. Soprava, voava, agarrava e repetia mais um mais uma e mais uma vez. Soprou
São horas de ir jantar! Vamos papar menina." - Gritou quem a conhecia. Olhou enquanto ele voou; desta vez para longe.
Cansada das suas paredes e de tudo que nelas se acumulava (tantas coisas, tantas coisas lindas) decidiu sair para o jardim que, tantas vezes maior que a casa, parecia nao impor limites a uma liberdade que ainda hoje está a aprender que poucas em tantas vezes existe. Nao quis a piscina ou o escorrega. Queria um canto onde chorar.
Á medida que cada lágrima secava, o vento, sem ela se perceber soprava, pouco a pouco, mais forte. Estranhamente os olhos saravam mais depressa e, passado o ardor, abriu-os dando de caras com uma semente coverta de penugem que voava - um careca na gíria beirã que o lisboeta apelidade de bruxinha - na sua direcção. Desviou a cabeça e fixando-a deixou passar e, sem notar, seguiu-a ao ponto de ela se fixar na sua camisola.
Estimou-a ao longo do dia. Instintivamente o fortuito ganhou um peso fatalístico e o que nas mãos lhe caira era o que até então só por entre os dedos lhe passara.
És o que eu mais quero do mundo. Dou-te tudo mesmo que não o peças". Também inapto o calvo nada lhe pediria.
A noite entretanto caiu sorrateiramente - nem se apercebeu coitadita. Soprava, voava, agarrava e repetia mais um mais uma e mais uma vez. Soprou
São horas de ir jantar! Vamos papar menina." - Gritou quem a conhecia. Olhou enquanto ele voou; desta vez para longe.
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