Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

segunda-feira, março 30, 2009

Ao senhor doutor João Cotrim de Figueiredo

Função de Ω é engraçada
especialmente pela forma
que lhe é associada.
Digamos que redondinha
não sendo circular:

Seguindo-a
não voltamos ao início
e a isto
há quem chame de crescer.

Alterado pela calma que tão pouco ou mal conheço.

I

Estou com uma calma que me é tão estranha,
Escrevo com um gesto e impeto lentos
Devagar como eu me sinto.
Falam as gentes,
Sinto o trago que desce
De uma imperial que cada um se vai.
Passam
Passam um e mais uns
Fico
De rojos
Arrastando-me em mim.

II

Somos como os dias em que o Sol se nasce e põe.
Temos um pico, temos nuvens temos luz e breu
E cada coisa nos dá o que outra coisa tira.

III

Daqui a nada são horas de de deitar
amando ou não acordaremos.
Mais um dia só será mais um em tantos.

Havemos de vestir o que um dia usámos e que noutro usaremos.
Só na estreia e na vez última não há de ser assim.
Só na estreia e na vez última não há de ser assim.

O mundo há-de ser verde ou grisalho
há-de nascer e de ser pôr
Tudo.
Tudo flui no rio que temos...
Vê quem pode e quem quer ver
vai-se só que vê e não luta.

O sujo vai sempre dar ao mar.

IV

Falam.

Percebo as partes que ouço,
não percebo o que dizem
partes não bastam
julgo só pelo tom.

Enganam-se.

Dão-se como a voz falsos
não percebem que o hábito fez ser parte
Incham só pelo tom.

Surdo fosse
Não veria o que ouço.

VI - I - O da razão de ser

Acordo e durmo
Vivo.

Durmo e acordo
Sou.

Sinto a mentira, o que prende
Penso ou penso que o faço no sonho.

Compõem-se as paletes no turno
em que a linha de montagem fechou.

Pesa a mente da ordem
Sua o corpo do resto.

IV - II - O outro

Houve dias em que a inocência ditou
Cada passou que culminou num caminho
num trajecto qualquer que percorri
como se a memória de outros nada me dissesse.

A história escrevia-se imagens bi-dimensionais
se calhar não tinha a noção de perspectiva que agora acumulo no que conto.

Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.

Relembro e revisito tudo com um ângulo qualquer
Há espaço atrás do móel há alguém que se esconde atrás do arbusto.

Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.

Aé eu tenho espaços que
de onde me encontro
não consigo ver.
sou tão humano como sou
não controlo tudo
não o fosse e saberia o que se acumula em mim
ou o que fui.

olá pequenino
não faças isso
VAIS:TE queimar!!!
-Diria eu agora ao que antes me era certo.
Como a minha mãe sou outro.
Não tivesse acontecido talvez hoje outro fosse,
Tenho fobias que nem hoje fui capaz de explicar.
nem com o peso da minha formação chegou ao detalhe que ainda hoje procuro!

Nada. Só o nada continua tão plano como o papel.

sexta-feira, março 06, 2009

Perde-se-me a graça com a idade, com o calcificar dos dedos que barulhentos já só escrevem mais lentos do que aquilo que a mente, lenta, lenta, lenta lenta, lenta lenta lentamente debita por impulsos que se sabem ser eléctricos.

Sou como uma maquina registadora.
Das electrónicas, das novas.
As antigas têm uma graça e uma exactidão maquinal
Estraga-se e levam com óleo
Cada uma das peças que aos olhos se veêm...
As novas,
as novas são muito mais "secretas" (jocoso).
Escondem cada um dos seus módulos em
tão feias placas de circuito integradas de detalhe microscópico
que só quem vê À luz de uma engenharia que não o é percebe.

Tenho uma gaveta completamente desorganizada
Nada briosa.
Para quem rouba é o mesmo é o mesmo é o mesmo
para o resto é um bocado diferente.
Demoro tanto tanto tanto tanto tantot tanto tanto tanto
Tempo
a dar uma merda de um troco
se este claro
for baseado
em combinações de
5 ou mais
moedas
diferentes:

88
cêntimos claro
a 50 precisa de somar
20
e a estes (insisto nos cêntimos)
vou por mais dez
e aos que já referi
ponho só assim de jeitinho
um dois e cinco
fico
com 88 certinhos.

Menina? Olhe o seu troco
Venha cá estou-lhe a dar o que é seu
Tinha aqui estava era muito muito muito misturado
Perdido na catastrofe que nem perdi muito tempo a descrever

MENINA!!!
MENINA!!!

VENHA CÀ POR FAVOR...
....fui educado em instituções judaico cristâs e vivo no binómio em que devo ou não devo emprestar
(será roubar? não interessa merda)
Menina não lhe quero ficar com isso...
é tão chato menina
não vou para o céu
acho que vou chorar...

PUFF

fui bonzinho e então jesus?
Só tenho uns trocos na mão que perdi tempo a encontrar.







sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Não tenho escrito muito ou muito bem. Digamos que me falta qualquer coisa. Parece que a pena de pato é de outra ave ainda menos rara qualquer pela escassez de estilo demonstrada.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Mantivesse-a mantivesse-a. Fosse um pouco mais feliz.

Cinzentos cada vez mais, cada vez menos nosso é o dia.

I

Sinto saudades de escrever. Não do acto em si mas de tudo o que ele implica ou ava.



Uma viagem de comboio sozinho e rotineira nos sentidos que durante anos conheci e que por eles fui deixando de ver achando que entre os detalhes nenhum novo seria. Um dia cujo fim e princípio eram as viagens e que por ele caminhava sempre em busca de algo novo: de pessoas cujo nome não me lembro de excessos que o dinheiro limitado permitia e da liberdade que levou quase 20 dos meus anos a conhecer.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Soubesse eu tudo e não tivesse de perguntar uma, duas ou três vezes a mesma coisa em momentos distintos e perguntar mais vezes mais e mais ao ponto de achar que ignoro sempre. Respondessem.me direito à primeira sem rodeios com a merda que à primeira lhes vem à cabeça. Agissem de acordo com o seu contéudo comessem de acordo com a sua fome e dessem o mesmo que lhes é oferecido.



Seja o mundo daqueles que não são e seja o céu daqueles que se espelham de facto no mundo. Que só ascendam aqueles que de facto se mostram aqueles que olham com olhos que ferem quando têm de ferir, aqueles que olham com carinho quando é ele que tem de ser dado, e que na terra fiquem todos os que se escondem no escuro que a noite nos traz achando que o mundo está diferente só porque os seus olhos tão bem não o veêm.



Põe-se tão lento o sol atrás do monte,

Chega p'la terra o frio alaga o breu

Subitamente tudo; chega ao céu!!!

E os homens choram pelo que antes houve.



"tudo aquilo que um dia nos trouxe

empilha-se em palletes mausoléu

é a memória de um homem réu

fica-lhe o corpo do que não se ouve."



A ladainha que só se ouve cessa

Tudo parece que vai mais depressa.

e o sono chega mesmo usando turnos.



Quem era pequenito vai crescer

e entre os grandes ninguém vai perceber:

"Por um dia perdido foi-se o mundo"





"Deus corrige quem ama", segundo S. Paulo que pela luz a luz viu. Mudou de nome e tudo e o nome antigo não conheço ninguém quem tenha. Desfez-se o erro desfez-se o que o apelidava e todo um novo mundo se criou.



Deus ama todos os seus filhos de acordo com aquele que mais gente conhece e que por essa mesma gente acabou morrer segundo se lê num suposto original de um dos seus contemporâneos. Também esse diz que o filho que volta depois de errar é perdoado incondicionalmente e, se lermos nas entrelinhas, rapidamente percebemos que esta situção pode causar desconforto ao outro (filho) mas, por ser educado por um Pai capaz, percebe a atitude e se calhar ainda o ama mais.



Eu não tenho filhos por mais que ame outras pessoas. Não tenho ninguém para corrigir e por isso não corrijo ninguém. Amo só quem por outros foi definido e lido só pelo que outros foi imposto. Aceito ou não tal como aceite ou não sou: aponto o que desequilibra com graus de inocência ou de paciência cada vez menores até o desgaste ser máximo. Ainda há pachorra para fazer isto mas tenho vindo a perceber que de nada serve dizer tudo...não! não digo que se minta mas aconselho a partir com as nossas só nossas preocupações, pois tal como o filho de outrém só quando pródigo algo mudou. Se em nós estiver o mesmo dar-lhe-emos o colo de onde partiu.



Deus é omniconsciente. Deus sabe tudo. Deus conhece todos os defeitos de cada um de nós face a sua matriz de perfeição (Ele próprio?). Eu não sou omniconsciente por mais que ache que conheço algo ou alguém. Tudo o que em mim se acumula é de experiência feito: o sorriso 1 quer dizer A e o tom 45 quer dizer algo entre V e N. Interpreto de acordo com o impacto que essas experiências tiveram com as minhas estruturas cognitivas. Não pensem que sou inflexível pois, se assim for o caso, elas adaptam-se ao que de novo experimento mas, com o acumular de tudo, há cada vez menos casos em que isso acontece.



Vendo o céu azul e nenhuma nuvem nele num ecrã televisivo qualquer com uma legenda que me diz que é o dia 30 eu assumo que nesse dia o tempo estava bom. Se o dia em que estou for exactamente esse dia se calhar até faço o meu rol com óculos de sol incluídos (nunca se sabe o que pode acontecer) para ir a uma praia qualquer. Alguns minutos depois saio de casa, vejo a luz do dia e com ela o mundo com maior clareza que num ecrã televisivo qualquer.



"AHn!?" - digo eu perplexo depois de ter passado o incadeamento dos meus olhos. Afinal o tempo está uma porcaria..."Será que fui enganado?"

Deus é omnipotente não dorme. há coisas que vistas só me dão vontade de dormir.

"meus amigos adeus boa noite,
Já são horas de irmos deitar
Com saudades nos vamos embora
mas convosco ficamos a sonhar" (canção cantada na polana moçambique)

E adormeçoaosom de outra música que não esta qualquer. Ou da chuva talvez. Choveu tanto hoje e só por ela no quarto vazio fui embalado Não a vi, sentia-a mesmo com a janela fechada e o meu corpo limpou-se como antes nunca o fez escorrendo a merda que acumulou por entre as suas extremidades.

____________________________________________""_______________________

Não julgo um livro pela capa nem um jornal pelas gordas. Ficcionado o conteúdo tem de ser bom, já um relato informativo tem de ser o mais verídico possível tal como a opiniãodo leitor de um de outro ou de ambos.

Todo o juízo é baseadp na fonte de uma informação qualquer dado por um ecrã televisivo, informático ou página de um jornal. Claro que a opinião/juízo se vai limitar ao que é percebido/visto mas a escolha passa não por quem escreve mas por quem dita, compila ou paga.

Claro que podemos culpar o leitor pela suaescolha de leitura (claro que podemos) mas na omissão a culpa nunca pode ser dele, da maioria ou minoria (valha-me deus) desinformada.

_______________________________________" "___________________________

Chega de metáforas estou farto de me enganar com promessas vãs e comparações no que sou baseadas ecompromissos nao firmados contratualmente. o pródigo insisto o pródigo voltou e com ele o arrependimento corrigido que estava pela vida. não corrijo ninguém. Duvido que alguém se corrija.











terça-feira, janeiro 27, 2009

Eis que, quando o público menos o esperava, o nosso herói regressa...mais ou menos extenso.

Caros amigos leitores,



O que vocês duplamente são nunca se poderá dissociar completamente. É simples o motivo; só tem pachorra para me ler quem me conhece e conhecendo, ao contrário da maioria, não me guarda qualquer rancor. Esta situação poderá tender a desaparecer, principalmente entre aqueles que me leêm: escrevo cada vez menos enganado que fui por mim depois de ela, a vida, me ter ludibriado com promessas deuradas e com sucesso no fim. Não tenho o tempo depois de o ter gasto em coisas tão humanas como uma folha de cálculo que suporta todo um excel desumano com os seus zeros zeros e uns. Uns até parece que gostam disto outros parece-me que se escondem num canto qualquer que não os permite ser.



Era uma vez um menino que sendo menino não sabia o que era ser grande mas que tinha a ideia de que envolveria comer os chocolates que o pai escondia no topo lá no topo do armário sem ter medo de cair. Era era e ele tinha um ar dócil era gordo e não falava uma palavra qualquer sem que soasse estranha ou redutora. Ora umas vezes chorava, andava olhava para o céu e brincava com bonecos que representavam para ele as histórias que, segundo ele se lembra, nunca ninguém lhe contou ou, se prefirerem, ofereceu.



Tinha calções listrados pelos joelhos e tinha medo do escuro e do seu pai. Era grande tão grande o senhor que ele precisou de crescer tanto para o ver de cima com um chocolate de todo o tamanho na mão. Não nunca o fez por maldade, este que ficara jovem e que um dia se julgaria um senhor poeta, um construtor de fábulas numa vida que é e será sempre sempre triste. Ris-te jovem leitor? não percebes a carga emotiva por certo pois só percebe quem a vive.

Rio-me porque entretanto esqueci.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

a batatinha matutano

matu
matuta
matu
matuta
ma-tu-tA an A an A an A no.

Ondulado ou simples com nomes que,
nada dizem ao senhor consumidor se este nunca tiver consumido ou
olhado para a singela embalagem.

É preciso abrir e experimentar é o que vos digo.

Matu
matuta
matu
matuta
matutano.

Até vem com sabores e tudo
e de uma escolha muito variada (diz alguém)
quer dizer
Aparentemente estúpida (diz outrem)
Até pode agradar ao mais selecto do freguês
ou ao mais ignorante
A língua varia de pessoa para pessoa
Bem como o gosto que mais ou menos a língua estimula. (voz irritante)

há quem diga que muda

Matu
Matuta
Matu
Matuta
Tuta
Muda
Matu
Tu
Tano.

Ai que pena o pacote acabou
Será que o freguês gostou?
Muito (com ar de alegria parva)
Finito o pacote atira para o chão...
Voa o pacote como num turbilhão (cantado)
ão ão ão.

Vou voltar ao supermercado até comia mais um bocado.
Vejo a montra....
Está fechado? (ar triste)
está fechado tendo eu esta fome?
Queria experimentar aquele outro sabor
o de presunto ibérico
ou outro qualquer
mediterrânico mas já nao ondulado...

ESTOU ESFOMEADO PORRA!

O que se passa com este mundo...
Deu-me aquilo e tira-me tudo
estando tudo há minha frente?
Eles são nada não são gente para andar na rua

matu
matuta
matu
matuta
mAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAa
tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
taaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
no.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Escrever no escuro e sim é literal.

Horas de ir deitar
Dorme o que sou acorda talvez outro
um que não sei por não lembrar os sonhos

Por onde andará?
Em que cantos se perde=
O que receia o que de facto quer?

Serão melhores as causas mais simples?
Será que existe algo assim em mim?

O Passarão quer uma passarinha
No fundo o oposto ao que ele é
Volta o passarão por ela
E só por ela parte.

Como está a passarinha?
Perguntam ao passarão
Soubessem que ele pergunta o mesmo
Só quer saber da Passarinha.

.............................................

Chega de infantilidades
Escritos no escuro a menos de meia luz
Como se esse conceito existisse.

A meia luz de uma lâmpada
é de facto metade dela
De duas velas é só uma

Com watts já é mais complexo
Por isso deles ou quando deles falamos
é com velas que comparamos
É só soprar....
Bufar....

Pffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff

Sem r's e com o mesmo impacto fatal
nem que seja por sair sempre do mesmo
e aqui não há meia luz...

II

Último antes de ir dormir.

Estou deitado na cama velha
Tenho a nova
aqui ao lado
pronta a ser montada.

Foi sempre assim
o fim
o fim
nunca me foi imposto
chegou com a mudança
muitas
senão todas
as vezes sem eu a pedir.
Foi assim que me educaram.

Sei que é triste muito triste
Fui, fui fui
e eu
como só eu posso estar sei que estou
Reajo e só por isso assim me sento
frente a frente de mim
de outros
de todos não
me importa...

É precio ter fé eu sei
merda eu sei
por entre os meus dedos que nada têm
e que se enrolam com nós que escuteiros nunca hão-de aprender por mais que tentem
nunca lhes irá ser ensinado....

Ó senhor assim acabo
Por culpa Dele a culpa é nossa.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Once again he talks about them sObre eles. ou ele? não interessa

caríssima,



Assim começo a preencher este moleskine em versão solo porque a outra não conta em termos de trabalho individual já que a sua letra aprimora também a página que, mais que esta, além de espessa é suja pela minha tão indecifrável letra ou, se quisermos, caligrafia.



Tivemos um muito bom final de semana e final de semana em si. Estivemos juntos como nunca antes estiveramos e senti ou imos como nunca o fizeramos. Deixemo-nos de merdas digo eu. Gostamos é muito um, sim um, do outro.



Era uma vez um menino tão lindo aos olhoes quem lindo o achava pelos motivosa que lindo o faziam. Havia quem disesse que era por A ou por B ou por voar em executiva ou até mesmo por ter algum pilim. Estavam errados e nem sequer iam à natureza da coisa pelo cansaço que exige ir para além do que a vista prende, de um horizonte ocidentalmente limitado por estruturas de betão feias e sombrias na consequência. Costumes tristes e frios.



Era uma vez uma menina tão linda aos olhos que quem linda a achava pelos motivos que linda a faziam. Havia quem dissesse que era por A ou por B ou por aparecer um ecrã ou noutro ou por ir a festas que muitos quereriam ir. Estavam errados e nem sequer iam à natureza da coisa pelo cansaço que exige viver a vida neste mundo ocidentalmente limitado pela ânsia pela merda que é Pilim e que embora verde como a árvore como ela não é: vale por sonhos não por natureza e é símbolo de tudo o que nos faz não ver e querer acreditar em fantasia. Costumes da maioria triste com algo de frio.



Estavam os dois num canto de um canto inclinado da cidade com inclinanços, uns mais fortes outros mais fracos mas sempre de ângulos diversos, que é Lisboa. Cada um estava entretido, mais ou menos não importa pois não sei avaliar tal coisa - de todos os artistas não me incluo no grupo que os críticos perfazem -, num conjunto de pessoas que só poderiam ser parte de uma rotina qualquer mais ou menos diária e por isso conhecida.



Por qualquer motivo, ao qual ainda sou alheio, fora clara a necessidade de aliviar a bexiga, passou por ela que tão linda era mas nunca lhe parecera, porque nunca a vira ele que tão lindo era mas que a ela nunca parecera porque ela nunca o vira.



Rufaram tambores num circo qualquer, num país qualquer. Chen, Cardinalli, Vitor Hugo ou Lizete. Alguém deu uma pirueta tripla quase mortal, um senhor apanhou uma trapezista largada a metros de distância do chão, uma mulher não beirã tinha uma barba tão forte que aguentava com 50 kg de uma coisa qualquer que 50 kg pesava. Ali não rufou nada mas quem viu conta que se passavam desempenhos de natureza totalmente circense:



"João Tobias 43 anos aluno do 2º ano do técnico, natural de Viana do Castelo, segundo ele diz mas na verdade de Anais, bebeu três copos de imperial do bicaense em 30 minutos. Aqui o que choca é o preço"



"Matilde Simões de qualquer coisa 17 anos de verdade 24 para os outros, depois de ir ajeitar o pensinho (ou de ir fazer outra coisa qualquer) com o namorado á casa de banho do funicular conseguiu andar com os saltos das suas botas Stilleto por entre o obstáculo que é o carril"



"Ludwig kettler, aluno erasmus, enroulou três charros à frente do grupo excursionista vai tu segundo ele, de facto fumou oregãos com tabaco e não estava habituado a nicotina"



"Dona Ermelinda a rosa para os amigos do bairro depois de ver a novela da TVI ainda bebeu um chá e falou com os gatos deitando-se quando a rua já estava vazia"



"Sr. Sidoro Brago escritor de textos oníricos ou somente chalados mesmo com um bigode farto aguentou a bebida na sua bexiguita e procurou um lugar para esvazia-la numa rua mais vazia que não tão perto ficava"



"Maria Nareió artista aclamada mas por gente de clubes restritos vendo um rapaz aflito, o ainda agora citado, o seu pescoço como nunca antes fizera rodou, rodou"



E aqui começa a dança que tocada poderia fugir por entre os dedos de um pianista mais virtuoso no absinto ou pelas palavras de um escritor no mesmo com a mesma ou ainda mais virtude. (Pede-se tolerância a excessos literários ou simplesmente onanistas).



Perdido naquele olhar e limitado por uma bexiga de volume perfeito Brago atira o seu português com a mestria técnica de um lançador de dardos:



"Linda senhora creio que nunca a vi por estras bandas, corrija-me se estiver errado, ou simplesmente responda-me a esta simples pergunta. Alguma vez tive a sorte de a ter conhecido?



Meia confusa por tal charme aplicado Maria Nareió e escudada pelo azul dos seus olhos e impulsionada por uma força nunca antes vista naquele corpo contra-atacou:



"Se me tivesse visto não me teria esquecido, não faria tal pergunta a não ser claro que seja um bocadito pândulas..."



TERROR! que ousadia, que classe que formação...só podia o jovem seguir em frente e não ao som de tambores que rufavam. Só se ouvia o mítico U án, án án án ánnnnnnn; aquele som que desde putos só os surdos não sabem que implica derrota ou a destruição de tudo...



Seguiu. Aliviou a bexiga, tentou de novo mas não conseguiu falar com ela depois de tão grande derrota.



eMe é eRre Dê Á.



MERDA!


Fugiu para o vício. (Ele) e sem saber seguiu-o o azar: não havia tabaco em lado algum. Foi beber ao mesmo tempo que ela e sem saberem e sem quererem foram ao mesmo sítio. Tentaram de novo, arrancaram bem até. Desde aí, desde aí...não parou.
Parou ou não? Parou? Não! Entã0?
"Conheço-a?"
"Creio que não".

terça-feira, novembro 11, 2008

Os irmão lutavam verdes apontavam defeitos subjectivos.


A culpa foi tua só tua não minha,

és parvo ou quê? tu é que desarrumas.

A amiga é minha não é tua

O que é que isso tem a ver?

Ouve

Ai!

Não sejas casmurro ó meu idiota

Eu?

Sim tu quem é que havia de ser?

Vou-me embora...

Não.

vou eu primeiro.

domingo, novembro 09, 2008

Outro

Naquele dia estava particularmente triste a menina. Os seus olhos reflectiam a dor de perder um brinquedo que, por mais ou menos tempo, nos acompanhou durante o acumular de unidades métricas. Qualquer um que não a conhecesse iria a correr na sua direcção confortá-la mas, infelizmente, estava longe de tudo - era o periodo de férias só quem a conhecia se aproximava dela.

Cansada das suas paredes e de tudo que nelas se acumulava (tantas coisas, tantas coisas lindas) decidiu sair para o jardim que, tantas vezes maior que a casa, parecia nao impor limites a uma liberdade que ainda hoje está a aprender que poucas em tantas vezes existe. Nao quis a piscina ou o escorrega. Queria um canto onde chorar.

Á medida que cada lágrima secava, o vento, sem ela se perceber soprava, pouco a pouco, mais forte. Estranhamente os olhos saravam mais depressa e, passado o ardor, abriu-os dando de caras com uma semente coverta de penugem que voava - um careca na gíria beirã que o lisboeta apelidade de bruxinha - na sua direcção. Desviou a cabeça e fixando-a deixou passar e, sem notar, seguiu-a ao ponto de ela se fixar na sua camisola.

Estimou-a ao longo do dia. Instintivamente o fortuito ganhou um peso fatalístico e o que nas mãos lhe caira era o que até então só por entre os dedos lhe passara.

És o que eu mais quero do mundo. Dou-te tudo mesmo que não o peças". Também inapto o calvo nada lhe pediria.

A noite entretanto caiu sorrateiramente - nem se apercebeu coitadita. Soprava, voava, agarrava e repetia mais um mais uma e mais uma vez. Soprou

São horas de ir jantar! Vamos papar menina." - Gritou quem a conhecia. Olhou enquanto ele voou; desta vez para longe.

Agora como a RTP além de internacional tem não só açores como África

www.um-maputo.blogspot.com

sábado, setembro 20, 2008

"Everything's alright"

Corre, corre por entre as paredes que só verde têm por qualquer benção que um qualquer duvido que explique. Queima os pés pelo caminho que tantos outros já tiveram e consome o ar que muitos mais expeliram. Corre, corre e faz-te abraçando o reflexo que te segue - tudo o que tens neste triste mundo a que dás em cada lágrima que libertas, tão mais que o teu sangue carregada que está do que o mundo te deu e tu digeriste.

Corre mas vê.

terça-feira, setembro 09, 2008

Cada vez se lembra menos o homem do que fora um dia. Dias há que só certos estímulos nos fazem recordá-los por mais óbvios que eles sejam ou não. Independentemente de tudo do acumular de cada um deles se forma um conjunto que, ao atingir o seu máximo possível, converge imediatamente para o vazio ou se quisermos para o O com um traço.

A puberdade traz um conjunto de características comuns a quem a atinge. Não falando de desenvolvimento da personalidade de cada um, até então quase adormecido pela falta de estímulos da sociedade ou até mesmo pela inactividade sexual que, na maioria dos casos, só então deixam de faltar e de estar inactivos irei então focar-me no desenvolvimento/crescimento de caracteres sexuais. Mas neste caso foco-me no pêlo, no pêlo facial.

Sempre quisera ter um bigode o nosso jovem herói. Infelizmente por qualquer problema hormonal este parecia não querer crescer como nos outros que o poderiam ter farto e vistoso se assim o desejassem. Inúmeras tentativas levou a cabo mas o pêlo sempre lhe ficara tão ralado e disforme que não conseguia olhar-se ao espelho sem desepertar o seu próprio riso. Logo de seguida cortava-o.

Um dia foi chamado para trabalhar. Não lhe deram uma farda mas definiram critérios não escritos de "regras de apresentação". Tinha de estar como os outros e o cinzento só se perdia numa gravata mais ou menos colorida mas nunca demasiado fantasiosa - eles não eram artistas. De noite ele podia mudar-se e fazia-o rapidamente fazendo-me agora lembrar um super-herói mas só dele mesmo...ZAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS...agora passou a ser outro. Ninguém diria que ele faria o que fazia e havia quem adivinhasse o que ele gostava de fazer.

Durante um ano foi o que lhe aconteceu. Ele ansiava as férias. Ele queria tanto poder ser de dia o que de noite era. Ele queria...Estavam quase quase a chegar...

Tan tan tan tan tan tan (toque de telemóvel polifónico)

"Sim"- disse ele de uma forma surpreendida, o número que vira era da empresa
"Só vais tar metade das férias" - disse alguém que era mulher e que tinha uma voz de quem tentando nunca conseguiria enganar ninguém.

4 dias se passaram e passaram tão lentos agora que parte dos planos estava cortado. Os dias iriam ser metade. METADE porra!

Tan xxx tan xxx tan xxx tan xxx tan xxx tan (toque de telemóvel polifónico mas entretanto com ruído depois de uma queda maior do que o habitual)

"Sim"- disse ele de uma forma surpreendida mas irritada, o número que vira era da empresa
"Só vais tar metade da neta férias" - disse alguém que ainda era mulher e que tinha uma voz de quem tentando nunca conseguiria enganar ninguém mas que tinha dado a volta a este senhor.

"MERDA" gritou ele depois de ter desligado.

Quando o seu espaço de trabalho se começou a esvaziar ele voltou a ter o mesmo desejo de antes. Queria ter o seu bigode farto e deixou-o crescer. Cada dia e com muito esforço ele se tornava maior maior maior como o que dentro do jovem se acumulava mas que não tinha outra forma para sair que não aquela ralada mas pilosa. Alguém o ouvisse.

O caminho para case é que era sempre o mesmo. E no mesmo algúem o ouviu.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Carissima, raramente escrevi para alguém que não eu.

Caríssima, raramente escrevi para alguém que não eu. Conhecendo-a e sabendo que já me conhece como de facto já o faz presumo que, ao ler a frase que esta antecede, terá torcido um pouco esse seu tão agradável nariz. Sabe tão bem como eu que o autor deste texto começa sempre assim uma justificação insegura para o que à partida poderá, na sua modesta mas exigente opinião, ter falta de uma assumida qualidade que, mesmo não sabendo bem dizer de qual se trata, rege como o mais forte dos princípios a criação artística deste senhor tão bem tratado por eu por mim.

Não sei á partida sobre o quê lhe escrever. Há um grande leque de temas a escolher e isto sem sequer incluir trivialidades que fazem parte do meu, do seu ou do nosso dia-a-dia, visto não passarem no meu suposto filtro literário. Há dias em que os dedos, por mais ageis que sejam, não têm capacidade de seguir a mente febril ou não. Há também conteúdos cujo juz nenhuma palavra faz. Há também outros motivos. Há também um começo inesperado.

Doia-lhe a cabeça das marretadas, das inesperadas marretadas, com que tinha acordado mergulhando numa parede qualquer. Não sabia que lugar era aquele que, embora parecendo cada vez mais correcto ao longo do seu raciocínio à medida que o peso se aliviava, só o fazia sentir mal.

Sentou-se. Puxou um cigarro por algum motivo molhado e enquanto puxava com esforço foi chegando a conclusões demasiado perspicazes para um mero narrador omnipresente descrever através do seu indirecto discuro. Sabe-se simplesmente de que se lembrou de lugares parecidos (isto para não dizer comuns). Claro que o que via era diferente. Claro que o mal sentido era outro...

E escuro tudo ficou de repente como se a luz não fizesse mais falta encontrado que estava o sentido.

Rotinas definem uma vida quer se queira quer não tal como os gestos que também ajudam a definir um homem como aquele que de súbito deixei de ver como já tantas outras vezes o fiz. Um dia a luz vai voltar. Ele vai ver melhor. Vai andar. Por um motivo qualquer vai correr. Por esse mesmo motivo vai saltar dar piruetas que nem um palhacito qualquer que agora não faz palhaçadas mas sim desempenhos até que um dia ele [o motivo (tom jocoso e baixo)] cessa de existir e a queda até então amparada dá-se contra um obstáculo que, infelizmente neste mundo que agora imagino, é uma obra de arte de engenharia civil dada a falta de resistência à tensão e à rigidez de cacete sob o efeito Citrato de sildenafila ou do mais tradicional pau de cabinda.

Merda, fodasse, caralho, puta que pariu, caralhete - diz ele em agonia e sem qualquer tipo de maldade.

Nunca mais vou fazer isto. Vou ficar no meu cantinho sossegado. Piruetas dá o carlos artistita de desempenho palhaço único nisto da vida. - diz ele em fúria mas sem qualquer tipo de maldade para o mundo pois está só irritado com ele. Até acreditava no que diz coitadinho mas sempre sentiu que um dia, um dia qualquer, a luz que voltasse seria melhor, o que visse seria melhor, andaria certo, certo seria o motivo para correr, o mesmo que faria dar piruetas mas desta vez não como um palhaço mas como outra coisa qualquer que dê piruetas e seja boa e nunca iria cair sem ser amparado pelo que a queda promevera.

Estranho. Já o vejo de novo. Tão rápido?! Que merda é esta?! não estava á espera de algo assim na minha omnipotência! Espera. Fodasse. Dá-me espaço para literatura. Assim não dá. Já está a correr o cabrão. Que merda. que merda! que salto é esse? deixa-me apontá.lo nunca saltaste assim! Fodasse Fodasse Fodasse. Pára e pensa porra! Fodasse. Quem é ela caralho.

Insisto no caralho. Já não o vejo de novo. Há dias em que os dedos, por mais ageis que sejam, não têm capacidade de seguir a mente febril ou não. Há também conteúdos cujo juz nenhuma palavra faz. Há também outros motivos. Há também um começo inesperado e por vezes um fim que não faz sentido.






sexta-feira, setembro 05, 2008

Cansado como só o Álvaro apregoava.

Olho pela falta de luz de uma forma não natural para o monitor,
Até ver assumiu um tom rotineiro como o despertar cada vez mais tarde.
Espero pelas cinco ciente que inconcsciente elas vão passar por mim.
As mãos tenho secas de percorrer o mundo com a força delas
o corpo tem sede.

Toca uma guitarra ao fundo que nunca verei ser tocada.
Expando-me com registos por vezes melhores por vezes piores.
Nunca vivi nada do que me move, que me impele quando só estou .
Imagino na minha tristeza o que a consciência me traz,
E é nela ou com ela que vivo.

Estou tão cansado, cansado como só o Álvaro apregoava,
Mas choro como o Bernardo não foi capaz de definir.
Li-o tantas vezes tantas tantas mas só agora
Depois de muitas ter lido agarro o que ele dizia,
nas palavras que tenho mas que nunca juntei assim.

De que me serve sair daqui? Chove lá fora e a calçada
É consumida a uma intensidade diferente da do andar.
Por onde vou? aos poucos não conheço o toque do caminho por onde vim.
O que sou hoje? o que sou agora criança mais crescida a tragos
assustados de uma mama que só o tempo sabe ser?
MEDO. é so medo que sinto em cada passo que não dou
que não dou!
Seguisse em frente pelo que sei meu pelo menos
pelo menos tivesse a coragem para ser eu próprio ou o que julgo
agora neste instante que, em partidas e chegadas do hierarquicamente superior,
fica mais ou menos meu.
No fundo quero é fugir de tudo e, com as minhas mãozinhas alcançar o que eu em pequenino
(agora esqueci mas o que importa)
sonhava...

não sei o que quero mas quero fugir.

terça-feira, setembro 02, 2008

E repete-se o ciclo vicioso
É um jogo que me faz com as regras.

XIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
não não é onze
Sim é para ler
CHIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Barulho.
Ruído daquele que aflige
Que comprime o cerebro que o filtra.
Pisa
Pisa e não é pouco.

Ritmo
Começa a ter forma o mundo que a mente aos poucos criou.
Da destruição é que tudo parte
Da explosão é que tudo se forma
Tudo o império se desfaz para um novo
um novo.

O menino anda pela rua meio confuso.
Está um pouco mudado aos olhos de quem o conhece.
Há quem diga que cresceu
"Quase que bate com a cabeça na porta; está tão grandito"
Outros,
Aqueles que se acham mais perspicazes acusam uma mudança mais interina
"Está um homem vê a vida de um ponto muito mais alto"

caminhou coitadito
e é isso que se aponta...
Já não quer o que queria
No fundo nunca soube o que é que isso era
uma merda
uma merda insisto...
Ninguém sabe o que nele se passa o que ele quer ou precisa
São poucas as meninas que têm algo de mulher.

E dói o corpo
Desfaz-se pouco a pouco
julga que é da zona...

tocado de uma forma fugidia

E assim começa o escritor, ou simplesmente aquele que não sabe o que é mas que, neste instante, neste momento um pouco diferente dos outros, se assume como tal, a perder-se nas palavras que fugazmente, enquanto neste forma se encontra, possui para logo de seguida se encontrar quando as reler no estado que, não lhe sendo natural, é o que normalmente possui.

Nunca soube escrever sobre algo se tivesse intenção de o fazer. Era entristecido e incomodado pelo que se forçava a fazer: um objectivo implica um sucesso ou um insucesso, pouco há de mais bi-polar que ele e, não alcançando o primeiro, só poderia viver com o peso do segundo. Raramente sabia também sobre o quê iria escrever.

Tenho os braços vazios vertido que está o que tão aconchegamante continham para o mundo. Tudo tem de partir. Tudo tem de partir. TUDO.´

A caminha está suja.
Quem lá dorme está sujo como e por ela,
O porco revira-se no que para nós é imundo.
O sujo não é sujo para todos.