Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

sexta-feira, agosto 22, 2008

Ao carlos artista de desempenho


Supostamente era artista,
parecia
dizia-se que não o era
que não era
paneleiro.
Dizia-se que era um daqueles dos desempenhos.
Traduzo literalmente do inglês...
Dessa língua tão linda e ainda mais linda a nomear profissões.
Desempenhava
Desempenhava sim
um papel demasiado irritante.
Apetecia-me cortar-lhe a cabecita
Com uma tesoura de cortar sebes
o seu lindo cabelo parece
uma sebe
que
reflectindo o que dentro dela se acumula
está num estado lastimoso,
de merda.
Vou podar o carlos vou podar o carlos (cantando infatilmente)
"Ai seu assassino
anulador de sonhos de menino"
Serei?
Acho que até agora nunca me dei assim tanto a uma vontade...
"Sabes que na realidade não é assim não sejas um parvalhão"
Não?!?!?
só sigo o caminho que o mundo me parece apontar!
Já estou farto de virtudes divinas que o homem só no outro homem tenta espelhar á custa de discursos
daqueles que só diluiem o bom que talvez um dia foram!
Aqui não ha palavras não ha palavras
Há tesouras da poda e gravatas
e um palhaço no desempenho do projecto que é a vida.
Que a acabe á grande
Que a acabe á antiga
Sem a sua cabecita - que nem um nobre francês (voz de falsete)
Ou com a garganta apertadita
como um usurpador de meninas do tempo
em que os vaqueiros faziam mais que refugados.

Oh Ana!






















Poderia ser verde, se o currículo


p'ra mais que nada me servisse ou acho


Eu que sou pequenito mas que passo,


Por entre os dias sem deter um vínculo.





Não sei quem é, não a conheço, brinco,


Eu que sou pequenito e assim trago


P'ra mais que nada o que já tenho e faço


Brincadeiras imberbes com o que sinto.





Chega o devir para o mundo tudo


o que seu era deixa então de vir


Poderia ser verde e então fugir


Solução fosse para quase tudo.





Pelo azul ali bebido fui levado


Encantou-lhe o bigode já cortado.

quinta-feira, agosto 21, 2008

O senhor engravatadito perdidito em berlim.

Custa-me bastante esta vida na alemanha nem que seja pelo facto de estar a bater texto num teclado em que o z poderia estar noutro lado qualquer.Infelizmente esta em ingles uma lingua bem pior para quem gosta de usar um texto digamos mais cedilhado algo que ja um personagem da guerra das estrelas do porto, talvez por isso mais peludo, dizia.

Acentos nao custam muito. A nao ser e claro que seja um estrangeiro a ler e nao consiga perceber o contexto do texto e se veja a procurar num dicionario um significado mais complexo do que aquele que a palavra realmente detem. E a ironia da vida que se condensa num problema semantico mas que so parte do ortograficamente errado. Lembro-me dos ditados a que fui sujeito vezes sem conta e de repente tudo fez logica sendo o tudo a moral que estava impressa naquela repeticao cada vez mais frenetica e cada vez menos repetitiva de palavras que ainda hoje muita gente, eu inclusive, nao sabe escrever. Estava no ditado a moral pois na copia era so ela que havia: agora no ditado, no ditado meus amigos, nessas lindas palavras soltas que tento prender pelos meus ouvidos para mais tarde as libertar pelos meus dedos na interpretacao onirica de um som por um miudo de tenra idade e o seu ganhar de forma em letras que so passaram a ser o potenciar de um reflexo perdido que esta o seu lindo lindo lindo som.

Tudo perde a essencia aos poucos, a medida que escuda o seu corpo do mundo por uma qualquer proteccao por mais mediocre que seja, que ela seja meu Deus. Mas o corpo estranha o peso e do estranhar pesa ainda mais do que antes e coitado dele que de repente fica obeso mas de uma natureza nunca flacida porque ao flacido, nada ,mas nada, se permite! Mas ha quem consiga enverdar com o escudo as costas e carregar o seu corpo com ele em frente em frente passando pelo mundo como se ele fosse um riacho mas tao pequenito, tao seco e tao sem forca que nem o sente mesmo que saiba que ele esta la. Sao senhores, cavaleiros de uma verdade propria que se mostra ao longe como um farol mas nao para aqueles que a procuram. Eles impoem/se cobertos de glorias que outros como eles inventaram, guiados por aquilo que outros como eles guiaram, despojados de qualquer opobrio porque o opobrio e um deles que define.

Ja tirei a gravata. Sao 5 e 45 em Berlim. Nao me apetecia muito estar aqui mas acho que deve fazer parte deste crescimento que me foi imposto a teledistancia. Digamos que figuras paternas nao tinham uma presenca maior que a televisao e estavam inclusive a mesma distancia dela. Vi-a os meus pais filmados de uma forma desfocada ate perceber que era miope, lia as legendas e tentava perceber uma historia qualquer. Como era miudo tal como o poupas o meu pai tinha coisas importantes para me dizer tendo acabado inclusivamente a ensinar-me a escrever e a ler. O meu pai tinha mais o exclusivo de me explicar como se comia tanto a mesa como a cama quem ja me viu diz/me que explicou bem. A minha mae por sua vez ensinou-me a ser um pouquinho mais desconfiado principalmente de mim proprio.

Acabei um paragrafo. Sao 5 e 50 em Berlim. Nao me apetecia muito estar aqui na mesma mas sinceramente nao sei o que faca e insisto que nao sei so sei que e um bocadinho triste. Nao sou mais que um mutante p'lo humano que tenho tao envolvido pelo cinzento.

"Quero ir-me embora eu quero dar o fora e quero que voce venha comigo..."

terça-feira, agosto 19, 2008

Renascido das cinzas como uma fénix uma ave rara da poesia contemporânea que não crê em mitologia eis que retorna o poeta. inspirado por quem? Alguém

E assim começa com o bater de um tambor mas de uma música que acaba e que ele nunca conseguirá tocar -não por não gostar (tom explicativo)- só por sua mão, ou jeito, para isso não servir.

Dão a uma criança pequenita, cerca de 1,30 de altura, um presente a 2 m da mesma distância ao chão. Este ser em pleno desenvolvimento sem recorrer a qualquer tipo de ferramenta mais tarde ou mais cedo será provido de uma dimensão que ao que lhe é de direito permitirá chegar - isto se estiver nos percentis normais desta moderna geração alimentada a papas suiças. Se ele fosse anão e tivesse a mesma altura aí a história é que já seria outra. Sou então o último do último parágrafo, por mais que me esticasse só pintaria rodapés. O problema não seria do tecto, muitos o alcançariam, o problema é só meu porque nem com o meu maior esforço, o melhor dos condicionamentos físicos, lhe conseguiria desprovido de qualquer tipo de ferramentas ou, em outras palavras, ao natural.

Ao natural é que interessa. Refiro-me á música claro. O resto acredito que tem de ser muito bem pensado e daí estruturado. Como não percebo de música nem sei dar música sobre ela prefiro entrar num concerto de rompante e tirar as minhas conclusões mas, se o início me custar, saio logo dali.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Um de muitos

Farto estava de ser ele próprio tentou ser outro um de muitos talvez

sábado, agosto 02, 2008

nao ves que ele está triste
que ele está sozinho
só quer sentir que gostam dele
quer um carinho
não mais que isso
está sozinho
quer sentir que gostam dele.

Fodas são fáceis
por menos gratuitas que se consigam
mas as feridas essas não saram
venham quecas elas passam
desde que seja bem fodido.

A cama é como o mundo
é so um ponto de passagem
acumulam-se gentes por mais imundas
tempos que não mudam que não param.
nomes que se perdem que não perduram
faces que só mudam por guincharem.
Outras ficam
outras saram
a cama é um ponto de passagem.

II

Quer o poeta não foder,
Quer companhia com um tom sério
quase jocoso
daquele que preenche paredes que não são paredes mas páginas de jornal.

É um animal por vezes que esta não são,
quer o contrário
o que precisa
o que vulgarmente uma mãe ao filho dá.
Mas a mãe não é o filho que escolhe
e a que o filho escolhe pode não ser mãe dos seus netos.
É uma merda
(pois é)
mas é uma merda que tem de ser assim.
Escolhi escolher
Saio-me cócó.

quarta-feira, julho 30, 2008

Só preciso de um afecto
Não de um mão que se afasta ao beijo
de um pescoço que se move com o arfar para longe

um carinho

um gesto

uma prova qualquer que o que tenho não é só meu

Choro num quarto preenchido por momentos que só o sono justificam
Durmo ao lado

sozinho

Tube, metro umderground u-bahn

I

A linha estendeu-se mais um pouco
Chega agora aonde não posso entrar.
Crescemos os dois em sentidos opostos
é crónico, é assim que é.

São 15:50 e ponto
acaba de falar a voz mecânica
promoveu por instantes a reutilização.
O preço subiu mas agora o bilhete tem algo de electrónico.

Não é hora de ponta ainda
Posso reparar em todos os que alcança o meu olhar miópe
Estã0 tristes
Por mais que cresça só vão em sentidos limitados.
Estão fechados
neles mesmos.

II

Não consigo escrever
O metro na baixa já não chega vazio
As pessoas ainda não sorriem
Tangentes que estão de perceber o que é a vida.

Se cresceram não sei não tenho referências
O puto do acordeão é que parece ter crescido
O cão mais velho por problemas dentários
o copinho já não carrega na boca.

A idade tem destas coisas
O que era um reflexo só passa a ser esforço
Não era o puto parecia ao longe
O cão era outro bem mais velho.

III

Lês o jornal senhor
maquilhas.te ó mulher
Velha esqueces a dor
Come a puta quem quer

terça-feira, julho 22, 2008

Quê?Quê?

Lembraste de quando eramos pequeninos?
Brincávamos por de baixo da mesa de vidro
e um edredon aparava-nos as quedas de uma luta inofensiva.
Os gestos nunca eram premeditados por mais que doessem,
Acreditavamos que as palavras do pai eram assim.

Tinhas cabelo á tigela de um loiro que nunca vou ser capaz de pintar
O meu nunca fora tão claro,
Tinhas saias que condiziam com os meus calções
E um sorriso irritante que reproduzias
sempre que dizias abrir quando era para fechar.

Foi teu o meu berço,
Foram tuas as minhas grades e as paredes que conheceste.
Até o meu chapéu de pele branca à russo
em momentos que mais que uma fotografia guarda.
Noutras pego-te ao colo assustado mais magro do que era no ínicio
Tinha um carinho que, com o teu crescer, embruteceu.

Estudaste na mesma escola que eu,
Os corredores que me levaram sempre frios foram também os teus.
Os cantos em que brincava, sempre mais tímido que tu,
Até os ferros a que eu não chegava mas que tu percorrias sem medo de cair.

Quem me embalou embalou-te na vida
Quem me deu à boca foi à tua boca que deu
Quem me buscava às cinco às cinco te buscou
Quem se juntou por ti por mim o fez...

__________________________________________________

Crescemos, crescemos com o mesmo.
Que subtileza nos fez distintos?
Nos fez gritar com aparente maldade
Chorar por gestos que não percebemos?

O que PORRA? O QUE?
O que tive a mais e tu a menos
O que a mentos tive e tu a mais tiveste?

O QUE?
Choro agora a frente de um computador de merda que nem sequer é meu não tendo dormido as horas que são minhas porque também tuas foram
o que?
O que me dá a consciência aos actos que tu não tens e o que me faz não perceber o que tu percebes?
O que porra? O que?

o que?
O que?

abraçasse-te
abraçasse o teu choro abraçasses o meu.
Tinha o sangue como o meu mas mais sujo.
Os olhos brilhavam como só o escuro do
mundo promove.

Arfava o que a consumia e
inspirando
sentia-se o estado.

Vem para a caminha são horas de dormir.
Vem que estás vem que não estás bem.
Vem,
Quero-te envolver nos meus braços que
tentando proteger-te
muitas vezes sentistes brutos.
Vem,
Somos injustos com quem em nós vê justiça
vem,
vem devagarinho
não ajas com a pressa a que te entregaste consumindo
vem devagarinho
admitindo
que é devagar que o fazes.

II

Vais somando cl até somarem nada.
Levas de arrasto um momento,
Passa estranho pela glote

"Sou tão forte já bebi bebi muito
Mas não bebi o suficiente..."

Diluido o cerebro com ele vai a consciência
O coração esse foi-se mais cedo
1
12
123
1234
12345

Desperta o corpo pois já não sente!
Salta mais alto não tem medo de cair...

sobe,sobe,sobe,sobe
sobe,
sobe,
sobe,

5
4
3
2
1
desce,
desce,
descem, desce, desce, desce

São horas de ir dormir.
A rua é uma cama
a almofada é um lancil
São horas de ir dormir
De ser um bébé bem comportado
De cair para o lado
Com dentes desinfectados
Com o hálito a elixir
São horas de ir dormir
O mundo é o meu quarto.

segunda-feira, julho 21, 2008

voutentarchegarnaotardedemais

Auto retrato com maquina a ver.se

domingo, julho 13, 2008

momma's housecleaning I. 2003

Trazes as flores ao peito das-me a cor
que num jardim armado por betão
tao triste erecto desumano vão
oxidam as palavras com a dor.

Quando ha cor é de carne dessa flor
que o tempo faz para comer glutão
serve-se o corpo antes da queda o chao
c'o peróxido limpo se há de por.

Ganha tudo um sentido nao so nosso
a rosa empalidece pouco a pouco
pouco a pouco faz parte do que envolve
das a resposta que teu ser resolve.

Trazes as flores ao peito mas nao posso
pinta-las na estrutura tudo é oco.

quinta-feira, julho 10, 2008

Hoje que não faço muito muito escrevo.

Começo.

título: "De manhã a ouvir ein berliner radio."

Os texas diziam que precisavam de um amigo e não de um namorado. O que quererá a DJ mostrar com tal musica, tal música tão fofinha...soubesse eu. Agora londres arde e sim eu vivo junto a um rio a um rio maior que qualquer outro um rio lindo um rio que é meu que preciso quando estou longe e que acalma qualquer chama que me queime por dentro só por eu o sentir à distância pelos meus dedos envolto e eu por ele envolvido.

Sobretudo sobre elas

Mostram a face que, por base, sempre parece melhor.
Sometimes i just wish things or somethings were different. It's sad but it's true. What do you think? Am i really that crazy to put words like this in fucking page that is not made of paper, am i?

Mon petit cerveaux,
s'est un peux defoncé
j'ai beaucoup crée.

Mon ombre a besoin
d' eau qui est seulement mienne

mienne

meine

"man, lá tás tu com essas macacadas estrangeiras!" Exclama o leitor português que até aparenta estar um pouco mais chateado com a vida que não tem porque perde o seu tempo a ler a merda que, como o parkinson escrevia em todos os seus textos, alfabeticamente orquestrei.

O que será feito do Parkinson. Esse grande homem que, segundo me lembro e não com algum tipo de raiva, era um bocado tremeliques. A última vez que o vi estava a apanhar um comboio para lisboa - perdão para Cascais - e lá estava ele a olhar para a linha que um dia o havia feito escrever um poema que até acabou por enviar para o público. Ele nunca foi egoista, gostava de partilhar aquela linda paisagem com o mundo indo até o aparentemente mais pequeno dos detalhes: gaivotas, variações cromáticas, barcos de pescador, faróis...

Era um Alberto Caeiro que estudava literatura e que por isso tinha mais requinte. Lembro-me que falamos sobre o que estava a ler para uma das suas cadeiras. O último livro que passara página a página pelas suas mãos fora o príncipe do machiavel. Fora uma leitura não prazenteira pelo que os seus tristes olhos mostravam e pelo suspiro que lançou para o Tejo como se a beleza do que à sua esquerda estava fosse a única verdade do mundo.

O tejo estava tão bonito,
Passavam gaivotas pela linha que divide,
o sol nesse limite se ia...
Chorava o mundo agora sem o seu calor
sem a cor que antes de ir era rubra.

Pouca-terra, pouca-terra, pouca-terra
lá diz o comboio entre os seus tchus tchus.
Pudesse sair na próxima estação e correr em direcção do sol
abraça-lo contra o meu corpo frio
disforme face o peso da ciência que me foi imposta.
Pudesse sair da máquina que é a vida.

Sou mais uma engrenagem num sistema mal oleado
gasto há medida que cada ponteiro marca um mês, um dia, um ano novo.
mas tudo se atrasa lentamente
tudo há de marcar + cedo ou + tarde algo errado
Todo o império há de cair
cair
cair
cair.

Mas isso nunca me interessou...
não vivo o tempo sou por ele levado
vou em direcção de uma direcção entregue
desde o instante em que ensovado respirei.

"never thought you'd fucked with my brain"
never
but there was nothing else you did.
queria escrever uma fábula como o senhor das fontes fracês mas, olhando à minha volta, todos os que vejo me fazem lembrar o mesmo animal nojento mesmo que com estaturas diferentes.

quarta-feira, julho 09, 2008

I

Sentado numa cadeira de cabedal qualquer manhosa
capaz até de alterar as características ergonómicas
Satisfazendo nesse instante o conforto que o profissional,
o que supostamente sou por estar assim vestido
Reparo que assim tão limpo nunca vira o céu
que daqui sentado o horizonte não existe.

Passam pássaros em terra não por haver tempestade
Fica gente em casa perdendo-se por entre os lençois que a carne encontra
adormece quem o pode por entre as horas em que o que sou pernoita
mas com eles também dorme o corpo que a eles carrega.

Ao fundo o mar sei que existe mesmo que não possa ir de encontro dele,
As ondas trazem de volta à terra o que cada idiota lhe deu
A merda, a merda vem ao de cima partindo do fundo que só ela conhece
e o homem banha-se, revira-se, fode e sente por entre o que dele saiu
Ñojentos os homens que não aqui estão, como a grua que limita o céu quando não estou míope.

Voasse para longe e encontrasse o que me está tão perto,
Desta altura não lhe chego e fico triste...
subisse a escada sem medo, oh sentisse por entre cada entranha
por entre o bocadinho da minha pele que é minha
a qu'embora não o pareça, sei que não o parece e isso irrita-me,
SENTISSE o que de facto é meu e me define.

Grito por entre todos estes senhores de mundo num tom que nem um cão sente.
Ao alto só chega o nojento e o óbvio o resultado do processo
a formiga, a que trabalha, a que limpa a merda essa é que sabe o cheiro da vida
O quão redondo é um número que, como um ferreiro, martelou
martelou martelou martelou a cada instante de um horário mesmo que dele esteja isento.

E marcham as formiguinhas as formiguinhas marcham
tão pequeninas que são e cegas a sentir um cheiro a mijo da que precede
da que a precede mas que a ela vÊ de cima.
as formiguinhas marcham, marcham as formiguinhas...

Tivesse um isqueiro e queimasse uma a uma pois com a lupa não consigo...
Não percebem o quao pequeninas são depois do que a rainha lhes disse
"sem vocês não como não como não como ñ como
se não como morro e sem rainha não há formiguinhas"
Coitadinhas têm de trabalhar de dar à senhora de comer.
Têm.
E vão e vêm no caminho que lhes é dado a partida mas cortado por o que
entre um 1 e um 5, sim entre dois números em termos reais está definido,
Têm, vão vão vêm, vão vão vêm vêm vão vão vêm Têm.

o caminho é so um
mas pode ser cortado
traço um risco e nesse instante acabo
o trilho que alguém percorreu.

Vejo agora o céu,
insisto no quão limpido está e que deste angulo não há horizonte.
Sorrio por saber que o tentei procurar.

Escreve em português o meninito. ou será menino?ou será criança?

Não sei o que é e por não saber disso sobre isso acabo por escrever.
los dias pesan más
que cualquer noche triste,
en el obscuro existe
la luz la que te dás.

llenas el vaso quieres,
todo de ti vacio
"Mierda! que hago tío?
Cando me llega viernes?"

e el tan rápido tiempo
solo en lunes se frena
un dia más te pesa
"más un vaso yo quiero!"

terça-feira, julho 08, 2008

E um dia a musa foi questionada! Qual o motivo disto tudo?

respondesse por mail...
Estou a ouvir música muito melosa que uma vez me mostraram num carro, cuja marca sou dos poucos que sabe pronunciar correctamente, junto à praia. Não sou presunçoso, simplesmente aquele S não existe nesta língua que, por eu falar melhor que outra e até pensar nela, há-de ser sempre a minha e, por eu a carregar no meu corpo fraco, raquítico, quem a conhece saberá sempre de onde sou.

Nunca me vou esquecer da forma como previa que o Tim iria cantar determinada palavra e até a forma como a iria cantar por entre as guitarradas funks que ela, tão pequenina, promovia com as palavras tão meigas e que, criteriosamente escolhidas, de mãos dadas ao seu absoluto ouvido tinham o único sentido do mundo, eram tudo.

Nunca mais lhe falei mas vejo-a sempre que toca a música com que acordo. Elas que despertam ao mesmo som que eu não sabem o quão amplo pode ser o diametro do meu braço que, talvez por ela lá estar, é sempre mais quente e acolhedor. Fui piroso agora. Peço desculpa a mim mesmo o único a quem esta merda interessa...

Só eu ouço o Sr. Maia, nao o meu vizinho que embora tambem seja para o inchadote não é preto nem canta funk, como eu ouço neste gabinete, neste escritório, neste mundo de gente engravatada e não engravatada de pederastas punheteiros filhos da puta que recorrem a putas não tão grandes como as suas mães e talvez outros mais nojentos e sempre católicos.

MERDA, merda de mundo em que só eu e quem eu quero não têm a coragem ou a tesão para fazerem aquilo que querem...

Falo e não faço, nunca fiz ou quando o fiz só me lembro com tristeza.

Estou a ouvir música muito melosa que uma vez me mostraram num carro, cuja marca sou dos poucos que sabe pronunciar correctamente, junto à praia.

quarta-feira, julho 02, 2008

Once i went to Ibiza.

Once i went to Ibiza. Era tan más pequeño que hoy. Só falava uma língua que me lembre. Aber ich magte jetz tias alemanas.

segunda-feira, junho 30, 2008

Tríptico (repetição em 3 partes de uma ideia, ou sensação, irrepetível)

São horas de acordar

I

Já se ergueu o sol lá fora
Cada peça inicia
O processo que num dia
Se prolonga até á hora
Em que toca p'rá partida.

Um veste-se de oleo sujo
Outro dá o nó à seda
O primeiro corre tenta
Chegar à hora que tudo
O segundo lhe apresenta

Cansa-se o corpo do s'forço
não só de erguer como ter
Perdido o fôlego a ser
Cala-se e segue o troço
Vai-se p'ra casa morrer.

II
Compõem a máquina 5
Seres industriais 6
por lengalengas ensinados 8
Institivamente pais. 7
A alvorada acorda
o que a morte adormece,
inconscientemente trilham
um caminho que só desce.
Talvez Ele venha,
E com ele a verdade
Que se libertem os cordeiros,
que desfarpem a cidade.
III
Não veio ainda.
Há quem espere e prescrute,
o horizonte que não toca.
Na aurora,
Vem a esperança que a noite,
Com a cor lento tirou.
O que passou,
só os fez tão mais fortes,
P'ra aceitar o senhor
A dor,
essa é que não se esquece.

A velha ao fundo caminhava num sentido que um dia talvez seja o meu.


quarta-feira, junho 25, 2008

In the end only english exists. Stupid.

It's easier to speak english than to write it down. Seems awkard to a lot of people but in fact this fact in undeniable to me. I never faced the problematic dubbed movies reality and that is the traumatic event that inhibits spanish, italian, brazilian and i do not know who else's spoken words to sound like an english word.

Basically i can speak with my erroneous ideosincracies and bad ortography because nobody will care about it and correct it with a red marker like many other people would do to the words that i know write. (Thank god i do not allow mtf comments).

The problem of english to me resides in the fact that i get much less sensitive when i speak it. A lot of people even think i am a different person as my personality assumes a fair more dry character and also more straight to the point. Some guys even think i am dangerous and sleezy when i am the most caring living being that exists. Some girls open their legs in a fairly wider fashion anf that saddens cause for me fucking can never be that simple as this language promotes.

Repeting pronouns is also quite disturbing. Not beeing able to write poetry it's even worse.

Attempt one.

I start with a line.
Now you know by whom the text was started.
Without a line it would have been fairly more complicated,
You could have also done the same,
Or worse,
An imperative statement it would have been,
And me always so keen
to my actions
Would have accused you of something probably wrong.
But the only erroneous statement is
If the reader can my thoughts perceive
The one that i started with a line,
That continues in the paragraph to give.
No not yet
Who do you think you are?
It's my who writes it's me who leads
By the God that exists please let me continue...
I was never a man to trust
The only guidance was the lust
And the things i said just to me
As you can see i tell this publicly
Honesty in these verses can never be.

Mary the maiden had the name of Jesus' mother
She cooked everyday to me.
When i went to bed she told me stories
that when lacked were just repeated.
She tried to make me sing but my voice was bad,
not caring a new song she would teach.
whenever i sing only she can listen
only her know what the kid is.
Mary the maiden had the name of Jesus' mother
I'm not Jesus thankfully.

Attemp II

A maria tinha o nome da mãe do menino Jesus.
Cozinhava todos os dias para mim.
Deu-me frango, pataniscas de bacalhau e sopa á boca
Deu-me histórias que conto como quem vive
Podou-me até onde chegou só querendo que eu bem crescesse.

Ensinou-me cantigas que nunca aprendi a cantar,
mas ouvia-me sempre que as palavras repetia mesmo que com um tom só meu.

"ó laurindinha vem à janela
vem ver a tropa..."
ai umas quantas vezes
"vai para a guerra"

Ganhou rugas com cada dia que cuidou de mim,
Ganhou rugas que eu não percebia enquanto por elas passeava
Perdeu cor no cabelo por entre os meus dedos que o afagavam
Perdeu os dentes com que mastigaria o meu sustento
Perdeu o andar que um dia me suportou.
Tudo comigo
Tudo comigo e eu não via por o nosso trilho ser o mesmo.

Agora os dias que partilho com ela dias intercalam,
Uma semana agora é como o vento no topo de uma árvore,
Agita mais do antes
do que ainda abraço com um carinho que aqueles braços nunca limitaram.
Era tão pequeno, tão pequeno maria
Tinha uns calções de quadradinhos tão bonito
O meu cabelo reflectia o sol sem qualquer tipo de condicionador
Era bonito,
Inocente como só a ignorância a que aspiro permite,
era feliz enquanto a tua sombra me protegia do sol deste mundo que ainda não percebo.
Era!
Era!?
Era?

Só tu sabes que ainda o sou.

E agora! Sim Agora! ao Som da linda abertura de uma flauta mágica.

Podria escribir en castellano.
Escribir en castellano es mas dificil que hablar.
Lo que escribes tiene una reaccion que no se puede controlar pués no se ve.
Lo que dices no lo haces solo.

Estraño,
escribo en castellano
Podria escribir en ingles
Pero ingles es una lengua muy sucia
Como solo el obvio es.

Sonidos.
Tudo san sonidos que conozco o no,
tudo san sonidos que me hacen comportar tener una reaccion.

Estraño,
Pienso en castellano y soy otro.
Escribo lo que siento e me siento otro.
Miro lo que fuye e fuye un monstro
Pero otro
que hacia rimas menos faciles.

No pienso dos veces en versos que ya saliran,
conozco sonidos no conozco palavras,
soy un chiquitito pequeñito que no sabe quanto pesa dicir cojones
que cojones escribe porque no hay mas por donde escoger,
que tiene de ir porque el jefe lo pide.

Fluxo de uma consciencia triste ao som, mais uma vez, de um rach 3.

As teclas tocam tocam tocam tocam,
O som reproduz-se na cabeça,
pueril nasce uma ideia qualquer em mim que,
pelas teclas não tocarem tão rápido quanto eu penso,
As minhas sim as minhas ó meu cabrão,
Acaba sempre por ficar a meio o que é complicado.

Não penso, nunca pensei, nunca me apeteceu fazê-lo sai tudo de mim como por instinto.
Minto,
já pensei noutros tempos em que tudo parecia mais triste
Como aquela árvore que
crescendo numa cidade qualquer
só serve de urinol de pau para um cão que qualquer também é.

Ai ai ai ai ai ai,
agora tocou por uns segundos mais rápido,
Estava mais efusiva a mulher que não sei ser estrábica
mas estrábica também é uma palavra interessante
faz sentido até quando adjectiva um andar não comum
Um andar estranho estranho como um estrábico
estranho como gente com o olhar desalinhado
com o olhar feio por ser incompreendido e não previsível...

O homem só teme o que não sabe e toda a gente sabe isso
ninguém teme esta ideia quase tão certa como a metafísica que guia este mundo e evita fodas que deviam haver.
QUE DEVIAM HAVER PORRA.

Onde está agora a menina que supostamente se parece comigo quando a preto e branco é fotografada
Onde está a menina que se parece comigo a preto e branco
Onde está a que se parece comigo a preto e branco
Onde está?
Onde?

Foi-se.
Mas p'ra que interessa saber que se foi a menina que coitadinha nem sequer me percebeu?
PARA Quê?

Merdas de perguntas estúpidas que te pões ó poeta vê-se logo que não és homem de ciência.

MERDAS?

Porque raio haveria de ser uma merda esta pergunta que até faz bem sentido por eu não saber porque o faz?

Compreendessem quem escreve é o que eu vos digo!
Ouve-me e assimila ó meu filho da puta
OU-VE--ME.

Que ouviste?
.
..
...
.....
......
.......
Nada?
Um conjunto vazio de sons?
nem sequer monossilábicos?

Nada...
Então era o que tinhas de ouvir.

O peso nos olhos reflecte o peso que na cabeça faz com que não pense.

terça-feira, junho 24, 2008

Sidoro hace una pregunta que solo Dios o ella pueden contestar

Porque no tienen eco las palavras que te doy?

El eco es un fenómeno relacionado con la reflexión del sonido. La señal acústica original se ha extinguido, pero aún devuelve sonido en forma de onda reflejada

O meu chefe que do seu nome só tem o nome diz que estou num instante de coçá-los.

O acto de coçar raramente tem algo de acto isto se o definirmos, não o primeiro mas o segundo, como o meu querido professor de filosofia me ensinou. É um reflexo a maior parte das vezes conotado negativamente, principalmente por ser um reflexo e por isso individual e, ao contrário de ideiais políticos, ainda pior é se apontar para o centro porque só aí extremista.

The destiny of the used used yellow slides (I of x not X, cause X=10 whilst x belongs to |N, so x is not X and that makes a lot of difference)


Valha.me deus nossa senhora que esta pessoa está doente!

Cm é possível? Não era crente?

era sim minha senhora, pessoa era de virtude

Mit Baby face Sasha Pawelstik (eine merkwurdige Leiche) (Sidoro kann nicht Deutsche sprechen oder schreiben)

die anderen sind sehr, oh sehr, sehr komisch
sie sind geradezu pathognomonisch
sie haben einen hut mit vier ecken,
er wirkt nicht so harmonisch,
aber man kann sich darunter verstecken.

Mein hut hat nur sechs ecken,
drei ecken hat nicht mein hut,
oh so viel ich denke
wenn ich denke ich bin kaputt.

puntz puntz puntz puntz
das lied macht wie eine uhr,
oh so viel ich denke
wenn ich denke ich bin kaputt.

Ich fuhle eine hand auf meiner haut
wenn ich fuhle ich denke nicht

segunda-feira, junho 23, 2008

sexta-feira, junho 20, 2008

Um cadáver esquisto entre Sidoro Brago e Laufo Poncase


O cigarro morria lentamente sobre um IBM profissional

qual dos dois o mais portátil, o mais fatal

no fundo tudo se cinge a uma dicotimia por vez banal ou banalizada

por vezes a carne é só carnal ou apenas estufada.


As manhãs, essas é que nos começavam sempre mais tarde

o sol enrolava-se no cotão vestuto do edredão

O mesmo que abafava docemente do despertador o alarde

e mesmo tropego tratava-te os peitinhos ao entalão.


De todos é no acordar que se dá o homem, instantes

se o que tens a teu lado já não é o de antes

Pesa-te o corpo agora como as memórias fraco

minto-te agora mas jamais durante o acto.



El soneto de un hidalgo que no conoce más que dós nombres.

Casi la una. La mañana triste
És casi cerca pero llega tarde,
Un dia te termina, que te passe
con sus dedos subtiles, como viste

por tu cuerpo assustado pues se existe
de haver no necessita, que te marque
Como un gesto sencillo que te enfade
El abrigo cogido siempre triste.

Voy a beber es l'una un vaso es dos,
Recuerdos tan borachos traeré,
y el whisky tendrá toda mi voz.

Despertaré más tarde y con el gris
Por el sucio camino teneré
[tus pasitos que pasan a lejus velozes.]
y los momientos que te vi (Sonris)
Hoje andei de moto. Passei por sítios que antes já contribuiram para o enredo de esta vida que, agora, culmina neste texto que escrevo. Tantas pessoas passar por nós e, de entre muitos instantes, há sempre um que nos vamos lembrar com um afecto, ou outro sentimento qualquer que promove uma lágrima fraca mas invisível, e que, só por isso, dá a um local um peso que, ao contrário das outraz vezes, acaba por se sentir noutras.

À saída da auto-estrada uma vez joguei bowling. Num bar perto da praia quase que senti mais que as orelinhas mais linda de uma Raquel qualquer que por acaso até tem um apelido. Na praia a seguir apanhei a minha primeira bebedeira promovida por um primo qualquer que teve a festa de anos num restaurante com nome de santa e que por sua vez até diz que serve de ponto de paragem para um barco qualquer com rodas e um imposto de selo mais caro que a soma total das minhas contas de luz. Mais á frente na mesma estrada mas abrigado dei o meu primeiro beijo à rapariga que um amigo meu mais tarde agarrou quando eu falhei o remate à baliza. Mais à frente ainda estava o parque onde eu fui com ela um dia.

Ando para trás e para a frente nas minhas memórias à procura de um sentido qualquer que ainda julgo ser meu, não quero pensar em humanidade quando penso em mim. Tenho de ser distinto, as minhas memórias por mais partilhadas que sejam hão de ser só minhas e, o que delas resulta só pode ser o EU que eu grito entre linhas soltas com a tristeza que nutre a concentração que a escrita exige.

Um grito nunca passou de um refúgio triste, e um refúgio não tem mais valor por nos isolar do mundo. Tanto faz que as paredes sejam de palha, madeira, de betão, de betão embebido de uma lã de vidro ou de pedra qualquer. Tanto faz que o vidro que me faz ver seja de vidro velho escorrido de vidro duplo e só por isso esquizofrénico nas temperaturas desiguais que promove, à prova de bala ou pressões que só se sentem no fundo do fosso das marianas.

Um grito! A minha escrita é um grito! um acto estúpido e egoísta que só resulta da MINHA MINHA MINHA MINHA MINHA estúpida tristeza que insisto mais uma vez ser MINHA.

Lembro-me de mais momentos. Lembro-me, nunca me lembro de ter escrito feliz.

domingo, junho 15, 2008

Hoje vi-a uma vez mais nos seus desbarajustes ou lá como é que ela diz fotográficos. Estava tão linda como sempre.

O bom filho à casa torna diz o Filho do pai porque à casa dele já voltou um dia. Rejeitei o que queria e sem tomates foi-se comigo embora. Custa, sei que custa, e, por mais maneiras que se possa fugir ou deixar alguém insisto, não há senão uma de deixarmos nós próprios. Essa infelizmente não implica um reset mas um anular total que, aos olhos Dele do pai do senhor que não conheço, pode ser visto da pior maneira possível isto se acreditarmos que algo mais para além disto existe...não interessa voltei.

Como das outra vezes vi nela o que vira e, como da outra vez, a unica mulher sanguinamente a mim ligada identificou em nós (eu e outra) pontos comums. Estranho, estranho é mas é assim.

Hei de ir "ene" vezes ver até me cansar de ir.

sábado, junho 14, 2008

pallmaste-me o isqueiro cabrao.

Dar-se ao ar e pelo ar cair.

É fodido ser grande e ter problemas que a essa dimensão reporta. "A pequenada faz-me a cabeça em água; é só escolher não é Diogo? A malta casada...essa é que é diferente que tem processos litogiosos".

"Ou existe ou não existe". Que se foda todo. Sou novo demais para generalizar as coisas e velho demais para não tirar conclusões.

"Querias que o amor fosse física quântica" O amor não é controlável e a necessidade depende das circunstâncias...A minha necessidade de estar comigo pode incapacitar a minha capacidade de estar com os outros" "Consegues estar com alguém sem ver durante um mês essas pessoas". "é como mijar" a privação aumenta a necessidade-.

Merda só cito naão penso por mim que merda tenho de gerir as minhas necessidades tenho tenho tenho. São necessidades e a capacidade de gerir as necessidades é assim mesmo.

QUE MERDA.

expando-me para os lados como se houvesse mais que um horizonte.

"Diogo isto não há maneira de piorar as coisas" é a Joana".

quarta-feira, junho 04, 2008



Eu estava estupefacto enquanto ela não chegava e ao passear no jardim dos passarinhos vi um pombinho malandrão e uma pomba falsa púdica.

Senti com uma certeza que não me é comum que ele estava bastante sarcástico naquela tarde ou bastante literário pelas figuras de estilo que utilizava. Não as explico porque creio que me se me conhecerem, coisa que duvido, perceberam isto. De facto pouca gente me conhece. Digo muita coisa e muito rapidamente mas por mais que me ouçam nunca hão-de perceber se sou bem ou mal intencionado. Isto, a meu ver, resulta de uma idiotice que é comum ao ser moderno que procura compreender o que deles nunca foi sem sequer uma questão lançar como o pombo que incha para ser rejeitado. Se me perguntassem eu diria.

Farto de ver tentativas falhadas de cópula entre membros de uma espécie que repudio dirigi-me então ao estabelecimento de encontro. Bebi o meu trinaranjus de limão enquanto desenhava. Entretanto ela chegou. Continuei a beber e pus o bloco de lado porque agora precisava de ver. Pediu-me uma bolacha de chocolate e enquanto continuava a beber comi-a.

Eventualmente tivemos de sair. O caminho era bonito mas pouco reparei nele.

A casa era preenchida por memórias que uma vida permite. Nem a guardiã dos segredos se apercebera de tudo o que estava pelo pó envolto. Xícaras, caixas com segredos de uma antepassada qualquer e um jornal que de outro antepassado falava utilizando as suas próprias palavras numa entrevista dada, daquela vez, a outro qualquer.

Deitei-me no chão 2, 3 ou mais vezes enquanto ela fazia o arroz doce. O motivo de tudo era o arroz doce que finalmente percebi como se fazia e as paredes ganhavam sempre um novo sentido sempre que de novo o chão estava à distância de um tapete.

Distâncias, nunca percebi delas mais que um pouco. Nunca lhes fui tangente, nunca as senti perto por mais que elas existissem. Tinha o meu canto que sempre me esteve próximo e tudo o resto, o longínquo, nunca me interessou. Sonhava, e só pelo que o meu ser criava suspirei. Sempre foi assim. Percebi-o quando com a primeira falei e vi que ELA só em mim estava.

Sentou-se ao meu lado. Mostrou-me os seus no seu computador branco com a sua maçã meio trincada e eu apoiado no seu colo vi-os, não percebendo de distâncias, nunca me senti tão próximo.

A prima chegou e eu fui. A minha mãe perguntou-me quem ela era. Inventei. Disse que fazíamos coisas em grupo

Hoje não me custou tanto como customa custar sair da cama a uma hora não muito tardia. Estranhei como só algo não natural permite e, entre um espreguiçar e o soltar de uma palavra mais ou menos brejeira, fardei-me e saí de casa com uma pressa induzida e de natureza proletária.

Não tinha cigarros desde o fumar dessa madrugada e a carteira estava vazia do beber. Experiências anexas e acima de tudo conexas para um homem com os seus vícios.

Falou o chefe, falou o subalterno colega mas que já subiu duas letras no alfabeto e insistiu em falar mais e a colocar questões absurdas por entre as palavras sábias de quem podia saber mais. Doía-me a cabeça da falta de nicotina e a mente da falta de qualquer coisa que ali não havia.

Eu só escutei. A voz arranhava-me como se o corpo me pesasse depois de me ter expandido, tivesse assim feito. Cingi-me a dizer merda, disparates disconexos e a dar apalpões brutos numa anca qualquer que acabou por me fugir com um ódio ainda mais vil. Tivesse.

...

Agora deveria trabalhar.

terça-feira, junho 03, 2008

Epitaph

He wrote. He pressed enter followed by a delete. Then he sighed like he never did before.

segunda-feira, junho 02, 2008

I think i called it catarsis


I


Vesti de novo o casaco vermelho, fi-lo como se de um ritual com algo de sagrado se tratasse e que, por isso, todo o tempo que intercala dois momentos em que de vermelho visto, torna um tempo de sacrifício por jejum.


Não sei quanto tempo passou desde a última vez, não me lembro. Se quisesse poderia responder à questão com o rigor que uma agenda electrónica permite, mas de que me serve saber uma unidade de mediade numa realidade que aos olhos de um ser comum só por ele pode ser quantificada?


Anulei-me. Parece que o fiz, mas desengano o leitor e o autor deste texto. Dias desconheço mas sei que muito passou. Lembro-me de gestos, de bebedeiras patrocinadas por um escritório que me protege do frio dando-me o gelo que no fato factualmente se acumula. Lembro-me de palavras soltas com o peso da liberdade e, acima de tudo, com o respeito por ela.


Lembro-me. Já não sinto, sinto só que muito mudou e agora só o tempo, se muito for, promove que algo muito mude. É assim que é.


Vesti de novo o casaco vermelho. Fi-lo como se de um ritual se tratasse. Todo o tempo que passou foi sagrado derivado de um jejum.



II
Vestido não foi o mesmo, se Deus existe não é por ele.

50 ways to leave your lover

É fácil deixar o que não está em nós: um amante, uma amante, não interessa uma pessoa. O que conta, e isso é por estar em nós, é o que sentimos, essa coisa idiota que se acumula, cresce e nasce em nós muitas vezes de forma inesperada.


Estranho.


50 ways to leave a lover and not one to leave me.



We only live as a shadow of our dreams


Os Deuses naquele dia aparentavam não existir. Triste.


sábado, maio 24, 2008

o coração do poeta visto de um ângulo privilegeado. O dele.


No noobai depois do despertar ou durante ele.

I

Até que estava calmo o artista,
Já não entrestecia o desconhecimento da essência da foda.
Tudo vem com o tempo e chega quanto tem de vir.

O tempo, esse estava como ele,
Rasgos de sol intercalavam momentos de brisa
Havia até quem dissesse que podia chover.

Tempos atrás Petrarca um soneto teria escrito,
p'la incerteza de locus não seria bom.

Mas que interessa?
tudo vem com o tempo
Tudo chega quando tem de vir.

II

Abanavam os girassóis de plástico
o artificial não gira
Reacção é natural
o que não é não se domina.

III

Olhos há que de ver doiem
Doiem os meus de não ter visto
Abro e expando p'ros lados - como cristo
Só p'la cruz sei p'ra que existo.

O cérebro do artista em posição de repouso.

terça-feira, maio 20, 2008

una birra una birra y tu nada más quiero en esto rincón que casi conozco mejor que yo.


No outro dia um leitor frequente criticou o facto de eu não escrever faz algum tempo neste meu cantinho que se chama blog mas que de blog não tem nada porque blog é uma palavra bastante pirosa que nada de fofinho tem.

Respondo como o fiz.

"there is no time to write, i am working til late and if i can do something besides work i end up painting or drinking in a dark corner" - Basically the two things i can only do, and do good, if i am not seeing what i am doing.

segunda-feira, maio 12, 2008

Parte a parte do todo o todo se perde ou melhor o nada chega

Não me interessa se me percebem ou não e tu, que o fazes de uma forma automaticamente traduzida todos os dias porque todos os dias me lês, feliz me tornas por saber que é para ti que escrevo. Sabes disso tão bem quanto eu.

Gostava que pudesses sentir aquilo que é teu desprovidade de suportes binários e tão analógica como me atraiste mas à primeira declaração de entrega gritaste baixinho que não muito antes do estafeta partir. Cada um de nós tem uma parte do outro nem que seja pelas recordações adocicadas de um dia que só a imaginação por completo saboreou mas quem tem parte nunca há de ter tudo pois é tudo que compõem uma pessoa e o nada é tudo o que ela não é.

Mais não digo, só escrevo merda.

sexta-feira, maio 09, 2008

there are 50 ways to leave your lover (or at least 50, i think there are even more)

até que é facil deixar uma pessoa pois o que ela é nao esta em nos mas que interessa o qe interessa é o que em nos está. sou uma pessoa comum a mim mesmo e entre os outros será que o o sou? difícil meus amigos e trato-vos assim porque neste instante estou a expor-me de uma maneira que só um TU é capaz de suportar, é deixar o que essa pessoa representa.

50 ways to leave your lover he said only one to leave a feeling.

Esquecer no fundo é o unico remedio a receitar a um ser que procura eliminar uma parte de sim que depende de outro um sentimento que, lover ou não, existe. MErda

only one to leave a feeling.

terça-feira, maio 06, 2008

segunda-feira, maio 05, 2008

quinta-feira, maio 01, 2008

No aeroplain sim aeroplain com 5 horas de atraso as mesmas horas sem um cigarro e trabalho para fazer


Tudo começa
com o fim de uma ignorância adquirida
ou pelo menos falta de de bom senso imposto.
"Por favor fiquem de pé mais uns segundos"
não neste lado
agora fiquem do outro
"HA HA HA"
gargalhada britânica de humor filho da puta
da puta, da puta puta feia que o pariu
Só agora o poeta viu
o quão puta é que ela era.

II
O careca até
que tinha um ar bastante engraçadinho
engraçado de mais até.
Sorria pelo canto do olho
era um homem de um grande e eloquente nível
o careca engraçadinho
Pedi-lhe um copito para me ajudar a digerir a merda que me foi entregue
Duas pedrinhas pedi eu
duas pedrinhas
sim
"De açucar o que havia de ser?"
Ah ah ah
que engraçadinho
Humor negro ao ponto de ter pena de ti
perdido que estás sem luz.
III
Rima (*) que rima (#) é rima ($)

*,#,$ pertencem a {! ? . , !? ; !!!!!}

IV

Ai os nervos miudinhos destes grandes senhores
Vejam
notem como ele trata o tão simpático empregado de bordo
Ein flugbegleiter
sim
é assim que se diz em alemão
essa linha estranha em que nada soa ao que é
e vejam
vejam
Reparem como o simpático flugbegleiter
(esse grande senhor)
Também lhe responde com um tom
malandro.
Que merda.

TIVESSE A MERDA DE

um cigarro neste instante
,neste porque já não aguento mais.
a conspurcar-me cada pulmão
cada alvéolo
traqueia
bronquiolo
laringe
faringe
e eu sei lá que mais que me compõe o sistema respiratório

Não aguento
não aguento
não aguento

É assim a metafísica do mundo, é?

num instante tudo se resume a uma necessidade induzida
a um gesto que muitos usam para nos definir
fumasse um cigarro e fosse com ele em mim
Visso o que só o fumo percorre
o que o cinzento marca ao me fazer.

Estou cansado, é tarde e mais cansado me sinto.
esforço de manter os olhos abertos faz com que só se veja o que se precisa
filto do que substancialmente importa.
o que vejo? o que há de mim?
Tremo, tremo como se o corpo fosse um mandíbula
um predador de mim que me mastiga
que me leva em frente ruminando
até ao instante em que cesso de existir...
fica só o corpo, dentição gasta, boca de uma vida.
É isto que vejo agora por não querer dormir
por não poder fazer o que sei que preciso

Não podes, ñ podes, n podes
POSSO!
N, não podes, não podes!
posso?

Ñ.

E parecendo que não é sempre a negação que ganha

(suspiro)

E ganha mesmo-
O cabrão do capitão, o cabrão, o cabrão, o cabrão (cantado)
Acaba de informar o senhor passageiro
EU?
que daqui não vai sair assim tão
quer dizer
assim tão
acho que já perceberam
assim tão cedo.

Estou a dar em louco e não por pensamentos metafísicos
não, desta vez não é nada disto
é ainda mais simples
Estou um bocadinho chateado
podia estar a fazer tantas outras coisas

"
Fumar um cigarro?" (voz off)

Sim mas como devem imaginar tantas outras coisas
tantas
Mandar uma queca até que era bom
digamos que sabia bem

"Isso implica fumar um cigarro depois ó malandrão!" (voz off)

Digamos que sim
Mas também poucos são os vícios que sabem mal em cadeia...
Bom bom bom
Era
e vocês que não sabem experimentem
Bom
Era uma grandessíssima foda
Aquelas às antigas
Uma das que até revira os olhos
Que traz o estrábico mais próximo do mundo
Faz o vesgo não vesgo
e
em alguns casos se diz
Põe o coxo a andar
e o atleta dormente.
Sim era uma dessas que eu queria
sim
Só uma dessas e mais nada
Podia até morrer de seguida.

Tenho tanta fome, tanta sede
claustrofóbico estou no vazio que há em mim...
já se ligou o avião e os motores ressoam
fala o senhor agora a boa notícia
Aponta, aponta para longe, aponta
Aponta para bem longe daqui.


IV

doiem-me os olhos de ver,
sonhei de mais
perdi o hábito ao passar da luz
Adiferença é tanta
nem ao espelho me reconheço
mudado que estou em mim.
chove lá fora e o vidro se molha lentamente
com a frequência do gota a gota
passo a passo sempre foi a nossa medida
passo a passo
De olhos fechados sentia que corríamos
não chovia onde estávamos e só te via a ti
corríamos
levados por conversas e por um gin a haver
por amostras de beijos só parcialmente dados
Corríamos
eu em ti e tu em mim
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
e agora
doiem-me os olhos de ver.

V

Fatal
não
como se diz em español
Fá Tál
de facto este instante tem o som que disto
nomeadamente
- lá estou eu mais uma vez-
entre desconhecidos
com o meu john que caminhando
que caminhando
caminhando
caminhando
me leva para outro lado qualquer
giro
engraçado
Fá Tál




arrumação de quarto III, e de escritório um pouco.

Sexo ou amor ou outra coisa qualquer.

Tem a física o peso
que a química multiplica

A foda, a 1ª, a de cognome assustada
Nem sequer sabia o que esperar
OS filmes da especialidade receitavam gritos,
e só os de uma superior conhecia
gemidos
Era um menino assustado pela lingua da carne
que sem saber sustentava o seu caminho
Carinhos
esses nao se veem noma performance acrobática
numa representação da natureza que prima pelo exagero
n faz parte
tremia
à vibraçao do que só imaginava
Vibrava
queria
mas só quis mal.


II variação sobre a frase inicial

Nem sequer sabia o que esperar
o outro corpo estava habituado
o piso pisado
só tinha que andar
seguir
conspurcar o conspurcado
assustou-se e assustado
vira o que não via
o menino
a criancinha
num instante num pensou.

III 2ª variação a com base

Nem sequer sabia o que esperar
pensar
esse era o mal com remédio
levado
uma vez pelo [menos]
levou-me levando cedo
o que queria carregar.
Dar?
só lhe dei o que era
como quem espera
tudo receber.

IV

Repetição do repetido
ganha sentido
n há lógica que fundamente

V

Só nos pede o corpo que aquilo que teve
é idiota como a mente que só reproduz baseada no conhecido
Escrevo por um gesto que domino por domesticar complexo.
Tabefes bem dados num corpo embrutecido por ser
A dor alinha a multidão parida em série
um conjunto sempre limitado por o tempo também o ser
Faz com que um corpo se evidencie na massa
que de [ ] se preenche na horas que limitam.
Escrevesse uma ode às sensações
juntasse r's e ressoasse como uma máquina
fosse a base mais plural na sua essência
As passam com os dias
os dias passam com as horas
e falo no grau intermédio para um mais geral
banal como os outros
É triste sei que é triste
mas o que reproduzo não passa do que sou
(com mais ou menos mentira).

VI Sobre o que sair, a [ ] do homem que gosta

Para quem trabalha é relativamente tarde
o sol pôs-se já há algum tempo
o sol ergue-se em provavelmente menos
e as horas só seguem a somar.

Triste este instante em que isolado escrevo como quem
não tendo algo a fazer
se multiplica em páginas cada vez menos brancas
e que assim se torna mais pura
ouvir por extracção
triste
triste
triste
triste
e triste com um pouco mais de tempo
a sua vivência só a multiplica
Pai
só tu de certa forma me entendes mesmo que com uma certeza mais sóbria
mostraste-me o caminho que em parte trilharia
Deste-me o que a ninguém devo dar
diz lá que não foi sempre assim?
Revês-te-te no que ajudaste a conceber
segui essa lógica quase matemática e tendi para um conjunto vazio
nunca fui eu próprio
nunca soube o que queria e hoje
hoje pai
pq hoje é o instante em que vivo
quero tanto que não sei para onde ir.
Difiro do que eras e tu sabendo orgulhaste
sorris por dar a cada uma delas o que me ensinaste
e las por instantes são felizes porque me dou
ou assim a dar o faço.

quarta-feira, abril 30, 2008

Estou cansado de estar aqui á espera que me apanhes e que me leves com um dos teus retratos completamente onanistas. Ou estás de pé mas de cabeça para baixo com os braços a envolve-la como se fosse cair ou ou ou...nem sei. É um acto um bocadinho estranho para mim que nunca nada desse jeito fiz. E considero-me um artista....

FAço o que quero fazer e só o faço para mim o resto encaro como um desafio que não desafia e que muito menos interessa ao ser humano banal como eu. Ai não sejas assim Dioguinho que é uma coisa muito pesada e a mentalidade só te faz mal e deturpa a verdadeira essência do teu ser.

Que raio é isto? Eu próprio a anular o meu espirito que se prolonga em letras cada vez mais limitadas? MErda


Insisto que merda merda merda e ah pois é mta merda meus amigos.


!

"
#

?

1

2

3 E a ssim que é. Acabou a festa acabou acabou.

tou farto e só sai merda.
que merda. é a única coisa que me apetece dizer como se berrasse nesta merda de aeroporto internacional da gente, que se achanado superiores a tudo porque bebem chá graças aos portugueses que também lhes deram as colónias primeiras não passa de merdosa.





Á - há A á . há pois é.



filhos de uma grande puta que só se mede a palmos de um gigante a quem um gato talvez um dia roube as botaS!!!!
If there was only one language tudo seria más fácil. Je comprends that du vershendst nicht.

segunda-feira, abril 28, 2008

At sheraton park lane with a turkish at my right and some whisky in me



















A cadeira, a mais próxima, essa estava sempre vazia.
Tal como aos poucos o copo se tornava tristemente.

Nem fumar podia pela legislação moderna e discriminatória.

Mais fica por preencher no pulmão que não há-de fica mais saudável com o tempo.
Um cigarro tivesse um cigarro como me tem o vazio que me preenche. Antes, será que antes era assim?

(suspiro)

O copo vaza lentamente, lentamente. Quase que toca o topo do liquido a base deste copo sujo, enjoado e triste.
(suspiro, suspiro 2x)
E continua.
E acabou











II

E la muerte nos cogia un poco más de alcol. Su sonrisa nos hacia dicir si hasta el momento en que nos otros ya no podriamos dicir. Solo existe ese problema; hablamos demasiado, como una musica buena e repetitiva que, enquanto escuchaos, mismo que nos alegrando nada más nos dá.
Solo musica
Poca vida
solo
y insisto
solo la mierda de la musica
e la pelicula
si la pelicula
ni empezo a empezar













III

Até que
caindo do céu
duas asas passaram
a ser suas



Ele agora subia
subia subia subia
devagarinho
Era um ser paciente
tinha a idade que lhe permitia
apreciar cada momento da sua ascensão
Cada
Cada novo ângulo
digamos
detalhe
tinha asas
delas agora se servia











IV
But suddenly the tab was to big to be paid or so screamed the crazy boy that ran away with a secret scream.Or so he thought as the hand had grabbed him already with a hunger for something bigger that what she lost.
Lost was the boy that stole


V
Le fin
The end
or even
el final
o fim
acabou
it's over
Mó dah fóques

sábado, abril 12, 2008

Limpeza de casa número dois ou segunda (gosto mais desta versão).

Texto isolado. O príncipio do sentimento que se explana na série. (ai, que merda é esta?)
É a vida como uma trela
que aperta o pescoço de um cão de um cãozinho
que por mais grande ou pequenino
só segue p'lo caminho que lhe dá ar.
Tenta lutar mas por mais que ladra ou morda
nunca se altera o que já há tanto nos definiu.
I
E assim começa o poeta uma lengalenga sempre antiga
talvez escreva algo de novo
mas já antes o pescoço esse mesmo,
mas outro
aperto sentiu.
Talvez alguém se reveja
talvez alguém entenda,
talvez aquilo que ele escreva
Tenha um sentido não só dele
I
Veste de cinzento o senhor
Esconde a paleta de cor
com que pinta o seu ser
Chama-se a isto crescer
Ninguém o diz mas subentende-se
Perde-se a fé em nós mas crê-se
Num Deus que só se sabe opaco.
II
Dá-se um prazo à tarega
que atarefa por um prazo que se sabe
Todo o ser daqui parte
só se lega se se sabe quando
Infelizmente há excepçoes e explico:
quem não sabe e pensa atarefado
sem saber perde o prazo
nd fez da tarefa que tinha
IV
Discussões merdas banais rotinas
puxões na tela que é a vida
que sem patilhão e na constância
só se move em três dos pontos
(isto se só quatro definirmos)
Tudo depende da perspectiva
Há quem 3 em 5 parta e outros há quem os 5 em 9 divida
Tudo depende da perspectiva
Há quem queira estar do outro lado
e até passar o cabo
só havia quem o queria.
V
Mão suja de nada fazer
Morrer de não viver
Chorar sem saber o que é sorrir
Cair nunca estando de pé
Ter fé não acreditando no mundo
Luto sem sentir a morte
sorte sem saber o que é fome
bater uma não fodendo ninguém
Ter mas querer o que o outro tem
alguém que nunca de fulano passou
som que a natureza produziu
viu e nem sequer reparou
Casou à primeira sem pensar
amar sem saber o que isso é
fé que aos dois meses foi imposta
Escola que o fez sem saber
Morrer consciente que é produto
VI
Juntando um v ao i passou a letra a ser seis
pergunto se se leria VI
não esperando respostas a perguntas estúpidas.
já dorme no quarto ou talvez espere por mim
não mo pergunta
é tarde demais para pensar
é tarde
Passam os carros na rua do eléctrico
ouço-os bem
quase tão bem como as pessoas que acompanhavam o monstrengo
3 negros tocavam p'ra eles e sem saber para mim
um casal discutia pela voz da mulher
que
ao som da guitarra
parecia mais castiça
ao meu lado ela sentava-se
e não me faldo monstrava-me que tarde chegou p'los seus olhos tristes.
Ouvisse um grito por vezes
Domina-me agora o silêncio
algo que nunca antes tive.
Faz isto faz aquilo e nada
(assim é que me ordena)
Nada me diz quem está ao meu nível
(um incompetente)
Só me mostra quem tudo me deveria dizer
(um sonho p«ra outros espaços de tempo)
Cresço
cada dia que passo cresço
É tarde
temo
que um dia seja tarde d +
VII
E assim acaba o poeta
aquele que
sem qualquer métrica se expandiu
um artista plástico desconstrutivista
na opinião de quem julgo não existir
"uma merda literária"
na opinião de quem respeito
Também me julgo não julguem não o faço
Também me julgo
julgo-me não neste fim.
E assim
O poeta acabou.

quarta-feira, abril 09, 2008

Na maria caxuxa sem ningúem perto para me xuxar

I

A espera ganha o teor
que a chegada exponencia
É mais triste que lida
É uma tristeza que se vive.

Encolhe os ombros
compactas a paciência
quebra os limites lentamente
Rapidamente tudo se anula

Fa-lo, falo com o tom que é teu
sente o que em mim viste
sê injusta e comete
o erro que preciso de sentir.

Ouvir faz-me mover
não para longe longe de tudo
Mudo como os dias que passam
Mudo, aos poucos não sou o que era.

II

Desfaço a parte que é tua
no resto que me compões
são momentos e uma vida
por eles feita os anula.

Que mais há para dizer entre os gritos
controlados por uma voz gasta
desfeita em vícios esquecedores
e em alturas que já não atinjo?

Conhecemo-nos tão bem
vimo-nos tantas vezes despidos
expostos a uma tristeza causada
algumas vezes só por nós

Estou tão farto, cansado
Custa-me também ouvi-lo
a diferença é que te digo
Cada palavra como um gesto

III

1,2,3
e o nada
a tristeza sozinha
o tempo que não passa
a ressaca não percebida

O corpo so sente o peso
depois de um sono adquirido
acordo
levanto-me para a morte
com passinhos de lã nauseabundos
ah pq faz isto porque me dá?
n o sei
n o pergunto
pq depois já não o faz.

IV

E acaba
como a chuva que dá espaço ao sol

Ficamos mais velhos
mais sabidos pouco a pouco
e o pouco é sempre muito.

Quero-te mas n o que me dás
um carinho controlado pela mente que te deram

Esperei tanto mais
coisas diferentes na essencia
o oposto talves e agora assim parto
mas também, que me interessa?
Trabalhamos amanhã e é tarde.





terça-feira, abril 01, 2008

Limpeza de casa. Caderno I

No fundo, no chão de uma banheira, a minha ou a que minha já foi

Uma gillette azulada, descartável
reutilizável mais que um dia
a certeza que alguém teria
ou poderia ter
uma noite com pernas a envolver.

Mtos me invejam
mas o incesto é nojento
soubesse eu de outras, de outras vidas
soubesse de outras lâminas perdidas
DE pernas preparadas a me receber.

A Bela, O Monstro e a agonia de ser triste,
Senta-se no canto aprumada
Ergue-se no olhar que julga
Passam
Não muda
O rosto que baseado definiu.
Enconsta-se num canto assustado
Mostra-se c'o olhar que procura
Pessam
E funda
A alegria por instantes num ros to que viu
Solidão
Expansão e clausura
ignorância profunda
do ser
-tanto num como noutro-
A bela
e o monstro
A agonia de ser triste.
A sintaxe a semântica e a merda da pragmática
I
Por ser boa a rapariga peca
face a que boa rapariga é,
Tem crédito a fé
que à ordem o homem cria.
Jurar depois do feito é b
"a" é se antes se jurou
C nem sei como se define
Existe,
1 regra qualquer humana
mas do tipo insensível
(pedra mortuária
lápide por consequência)
que não existindo à demência
Leva só quem já não sente.
II
Diz-me o que disseste e reproduz
o tom
nada mais quero
O conteúdo é já o ponto 3
(ou talvez não mas que interessa só estudei economia)
(?)
Tótó
Amor
(com alguma ironia)
Carne
querer
foder
morrer
prazer
Bom
Um som
Não quero mais que isso
Palavras
isoladas
mentes limitadas
a um som por letras definidas
Prazer
Morrer
No simples é que é bom.
III
Dá-me 1 contexto
insere nesse instante o que sou
diz-me o que vês
Vou,
De acordo com o que antes julgavas?
Um momento faz um homem
redefine por vezes o que momentos criaram
num segundo aos olhos mudaram
num segundo cessa o que olhos viram.
IV
Concluo
Sou o que digo
Importando sempre quando o faço
A lógica de um passo
é a do antes e depois.
O melhor do mundo são as crianças
Infância Perdida
Mocidade
Fase de lapidar uma pedra embrutecida
genético o código
quem diria
q num destes o negro se iria tornar

Pai que empurra
mãe que amortece a queda
(volvo com pernas na tecnologia de um impacto não só flanqueado)

Velhice presente que educa
num tempo só a este emprego empregado
Estrutura
no que já foi é baseado.

Escola
alguém mais como nós no caminho.
sozinho
é o percurso de quem vive.

A miúda o sexo oposto a calça com um buraco a mais por baixo.
A miúda
o sexo oposto
a calça com um buraco a mais por baixo.
A descoberta
a ciência na diferença baseada
Espanto,
quebranto de um dia até então escuro
O mundo
ganha o seu sentido com outro medo...
E acumulam-se os sonhos....
É tão grande a vergonha
num corpo imberbe que nem percebe o desejo
Um beijo,
aprende-se com uma novela brasileira. [qualquer]
A maldade e a mentira que nessa altura não tinha mal nenhum.
É tão fácil a intriga ser criada,
quem não pensa não sabe o que é mentira
"o joão disse que eras um mariquinhas"
O joão leva com a pedra a seguir.
Também havia no recreio quem contasse
que no centro da terra treinava karaté
Acto de fé
Dizer triste que só aponta o que o adjectiva.
"o meu pai tem um relógio
Chama um helicóptero
Só carregar neste e neste botão"
Prende-se a imaginação
Naquela altura faziam-se assim amigos.
Nada muda
o ser é que entretanto cresce
sendo a arte a mesma
trabalha-se um pouco o estilo
Amigos?
só os há de outros tempos!
O que vem cedo
é o que vem e fica.
A escolha, a irresponsabilidade de um acto, o corpo que sangra a seguir.
Tão novos,
quão novos dão
1º passo num qualquer destino
Segue-se um amigo
Obedece-se ao que quem concebe decidiu.
Vai-se e não se ouviu
Quem de facto mais importa
a escola
Essa já não é igual a todos
Um Dr. não será engenheiro
Um arquitecto jamais doutor será
Criança um homem se dá
A uma escolha raramente promíscua.
3 anos depois repete-se a escolha, a boa, só com sorte, existe

Tempos houve em que o fui:

Antipatico de natureza, simpatico por interesse.
I

Arrasto-me pelos dias que me restam
Com a força que aos poucos cessa de existir
É triste, sei-o
Tal como o facto de estar só, só com um copo de whisky
e outros tantos à distância de um gesto.
É uma troca simples,
Troco uma parte de mim por outra,
fico com a que relativamente tem menos peso
Um trago
Dou um trago e desce como há pouco tudo fez
Vai e arrasta com ele tudo
Tudo!
Escrevo intercalado por goles
Tenho o ritmo que à minha música
à minha arte
à minha vida falta
no mero instante em que me anulo
em que me desfaço
através de uma receita escocesa qualquer.

Caminha joão
Caminha!
Leva-me contigo de arrasto para a cama
Leva-me já que ainda não me és comum.

Arrasto-me
Arrasto-me pelos dias que me restam
com a força queaos poucos deixa de existir.

II
A segunda tentativa não acrescenta
Limita a expansão agora controlada
Faz história
Da estória já bem escrita.
É assim que isto sempre foi,
ou foi?
q interessa o português na expresssão só escrita?
Um estado de alma é fascista,
enquanto existe.
Leva
guia um corpo que talvez seja discreto
desprovido de medalhas
de símbolos de conquistas ou de uma derrota qualquer.
Indiferente pode estar o maior senhor da guerra!
Alegre,
talvez esteja
Quem subjugado foi.
III
A terceira só resume,
Dizia a velha que era de vez.
mas o que pedir
ou tirar
De quem se preenche de fogo?
O jogo
é a vida que desfez.
(um quadrado)
Sentavam-se todos c'o ar desconte
Indiferentes como quem só se ri por expressão
Ignorâcia.
Há quem lhe chame assim...
Humanidade por outros é definida.
Noite
Nada a perder entre um grupo de desconhecidos
Sozinhos trintões, corpos usados
(mal usados)
Percorridos por um desejo sem qualquer tipo de gosto!
Gorda
Namorado ao lado com ar idiota
amiga frustrada que insisto é mal fodida
e 2 machos não machos para se assumirem.
Um porteiro que se ri
(como ele se ri!!!)
Um copo que aos poucos se esvazia.
V
Um pentágono cardealmente cinco vezes aponta
Invertido cinco vezes o faz.
Ao contrário não é o mesmo
Como o o corpo depois de usado.
VI
Vi no sexto algo que antes não antes não vira
É engraçada a piada de um trocadilho qualquer
Considero agora que só quem vê para além do visto
consegue ter um qualquer tipo de humor não óbvio
P'ra que nos servem reflexos sem ser no coito?
A divagar começo sem querer
Mudo-me com o alcool a que ritualmente me dou.
transportado vejo o mundo não de onde estava
Gosto desta sensação, admito-o
Gosto
Aos poucos vou-me mostrando o que de facto sou
Não é no escuro que nos escondemos?
Não é lá que fundamos o nosso ser?
AH!
Não fosse momentâneo o que sinto
vivesse o que sou na luz.
VII
A música também não ajudava.
Tinha o seu quê de piroso,
[e] neste estado o piroso não ajuda
faz sentido
[e] isso
só pode entristecer.
(um octogono(um octogono qualquer)qualquer)
Eram oito as paredes que oito arcos limitavam
8!
Sou novo de + mais para saber porquê
E a coragem falta-me para o entender.
Há muito e muitas maneira há para o perceber.
Foram 8 os meses que preenchemos com o nosso nome
Crianças que éramos num bairro que o jorge chamava d'amor
Gritávamos por um Deus com tom materno
pintando de preto as paredes que no escuro ng via.
A estrutura?
Essa era suportada por oito pontos interligados por pedras alinhadas
e sempre de uma forma que se sustentando
por pressão talvez gravítica
acabou por ser a que ficou.
Hoje é regada por 1 de nós
pequenos arquitectos ou engenheiros que nem no civil eram
Rego,
Rego,
Rego,
Talvez murche
Sinto que cresça.
IX
Quando lá chegar dir-te-ei o que penso.
X
Até que acaba com o meio que transpõe
Chegou
lentamente aqui chegou.
Acabou no dez
Na mouche se quedou.

domingo, janeiro 20, 2008

Ao teles que escrevia poemas com Cristo mas que Dele nada tinham.

Ó meu caro, estás tão longe. tenho saudades de ti. Pareço um pouco lamechas mas tu és dos poucos que sabe o quanto eu posso sentir. Arte da guerra à parte sabes melhor que muito que nesta vida são poucas as coisas que o ser mostra. Somos uns cobardes que nos anulamos nas palavras que, raramente a dedo, escolhemos.

O processo é bem fácil: temos de seguir aquilo que uma campanha publicitária qualquer definiu criteriosamente como o caminho da felicidade. Já ninguém se interessa por uma pedra alquimica ou por um elixir que prlonga a vida; queremos o sorriso que uma loira qualquer, na Damaia num Mupi, mostra de uma forma tão gratuita e só aparentemente não estudada.

Nunca fomos assim. Quando olhávamos para ela, do tão humano que somos, só vinha a vontade de a comer de uma forma animalesca mas sentida. Aquela que tu, tão bem quanto eu, sabes que é humana e que pouca gente sentiu.

Estás longe. Sinto-o. Não tenho vergonha, como nunca antes tive, em to admitir. Estivesses perto. Bebessemos os nossos copos sem pensar no amanhã numa praia que uma luz artificial limita e que por instantes ela fosse marcada pela nossa sombra. Estás longe. Sinto-o.
Perdemos, no instante em que tudo cai, tudo. É redundante, sei-o e sei-o bem. Também sei que sei seguido de um pronome pode ter um carácter sexual mas isso eu sempre quis saber melhor.No fundo, tudo aquilo que nos interesa, por uma questão de tempo ou simplesmente de capacidade, é tudo aquilo que nunca conseguiremos atingir. Sofro agora pelo primeiro motivo. Não alcanço o que de facto me estimula por não ter tempo para caminhar nesse sentido.

Só queremos o que não queremos e é só o onde estamos que nos incomoda. Se assim não for, mais que tristes, somos desinteressantes.

Lembro-me de uma aula de filosofia. O meu professor extremamente católico tentava explicar a uma turma, como qualquer outra composta de adolescentes à procura de um significado definido por logotipos que, só por isso nunca o iria perceberm que a vida para Sartre só tinha sentido enquanto metas forem definidas. Isto, a meu ver, tem a ver com o primeiro parágrafo. O que me irrita é que, por nunca as atingirmos, ninguém comete suicídio, ninguém fica farto, e assim continua-se a sonhar.

que se esqueçam os carros. que se viva.

Permissa para um instante de felicidade mas que por ser simples exige um leitor mais que experiente talentoso

Foder? Só se for a valer.

Conclusões que um banho de alcool permite

dá-se por tudo num instante em que tudo podia ter sido dado.
soma de tudo soma de nadas,
putas e vacas
putas e vacas
tentas tudo mas o vento nao passa
putas e
putas e vacas
o que tu queres é so o que para
putas e
putas e vacas.

Doi-te o corpo já é tão tarde
Duvida o homem que isto passe
mas que importa é só uma criança
vive no fundo e funda a lembrança.
Vem a puta dá-se a matança
Esquece na foda qualquer esperança

soma de tudo soma de nadas,
putas e vacas
putas e vacas
tentas tudo mas o vento nao passa
putas e
putas e vacas
o que tu queres é so o que para
putas e
putas e vacas.
putas e
putas e vacas

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Provérbio ou aforismo? se for o último é o IV

Ai e tal com esta chuva não devia ter ido ao cabeleireiro!?

Até ela cair não saberás se te molhas.

Aforismo descritivo I aforismo III

Alto, um bocado para o parvo. Começou a usar fato recentemente.

Aforismo "" = 2 se " for 1. Em romano será II. Será?

A paixão, a saudade, a mocidade perdida