Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)
quinta-feira, agosto 21, 2008
O senhor engravatadito perdidito em berlim.
Acentos nao custam muito. A nao ser e claro que seja um estrangeiro a ler e nao consiga perceber o contexto do texto e se veja a procurar num dicionario um significado mais complexo do que aquele que a palavra realmente detem. E a ironia da vida que se condensa num problema semantico mas que so parte do ortograficamente errado. Lembro-me dos ditados a que fui sujeito vezes sem conta e de repente tudo fez logica sendo o tudo a moral que estava impressa naquela repeticao cada vez mais frenetica e cada vez menos repetitiva de palavras que ainda hoje muita gente, eu inclusive, nao sabe escrever. Estava no ditado a moral pois na copia era so ela que havia: agora no ditado, no ditado meus amigos, nessas lindas palavras soltas que tento prender pelos meus ouvidos para mais tarde as libertar pelos meus dedos na interpretacao onirica de um som por um miudo de tenra idade e o seu ganhar de forma em letras que so passaram a ser o potenciar de um reflexo perdido que esta o seu lindo lindo lindo som.
Tudo perde a essencia aos poucos, a medida que escuda o seu corpo do mundo por uma qualquer proteccao por mais mediocre que seja, que ela seja meu Deus. Mas o corpo estranha o peso e do estranhar pesa ainda mais do que antes e coitado dele que de repente fica obeso mas de uma natureza nunca flacida porque ao flacido, nada ,mas nada, se permite! Mas ha quem consiga enverdar com o escudo as costas e carregar o seu corpo com ele em frente em frente passando pelo mundo como se ele fosse um riacho mas tao pequenito, tao seco e tao sem forca que nem o sente mesmo que saiba que ele esta la. Sao senhores, cavaleiros de uma verdade propria que se mostra ao longe como um farol mas nao para aqueles que a procuram. Eles impoem/se cobertos de glorias que outros como eles inventaram, guiados por aquilo que outros como eles guiaram, despojados de qualquer opobrio porque o opobrio e um deles que define.
Ja tirei a gravata. Sao 5 e 45 em Berlim. Nao me apetecia muito estar aqui mas acho que deve fazer parte deste crescimento que me foi imposto a teledistancia. Digamos que figuras paternas nao tinham uma presenca maior que a televisao e estavam inclusive a mesma distancia dela. Vi-a os meus pais filmados de uma forma desfocada ate perceber que era miope, lia as legendas e tentava perceber uma historia qualquer. Como era miudo tal como o poupas o meu pai tinha coisas importantes para me dizer tendo acabado inclusivamente a ensinar-me a escrever e a ler. O meu pai tinha mais o exclusivo de me explicar como se comia tanto a mesa como a cama quem ja me viu diz/me que explicou bem. A minha mae por sua vez ensinou-me a ser um pouquinho mais desconfiado principalmente de mim proprio.
Acabei um paragrafo. Sao 5 e 50 em Berlim. Nao me apetecia muito estar aqui na mesma mas sinceramente nao sei o que faca e insisto que nao sei so sei que e um bocadinho triste. Nao sou mais que um mutante p'lo humano que tenho tao envolvido pelo cinzento.
"Quero ir-me embora eu quero dar o fora e quero que voce venha comigo..."
terça-feira, agosto 19, 2008
Renascido das cinzas como uma fénix uma ave rara da poesia contemporânea que não crê em mitologia eis que retorna o poeta. inspirado por quem? Alguém
Dão a uma criança pequenita, cerca de 1,30 de altura, um presente a 2 m da mesma distância ao chão. Este ser em pleno desenvolvimento sem recorrer a qualquer tipo de ferramenta mais tarde ou mais cedo será provido de uma dimensão que ao que lhe é de direito permitirá chegar - isto se estiver nos percentis normais desta moderna geração alimentada a papas suiças. Se ele fosse anão e tivesse a mesma altura aí a história é que já seria outra. Sou então o último do último parágrafo, por mais que me esticasse só pintaria rodapés. O problema não seria do tecto, muitos o alcançariam, o problema é só meu porque nem com o meu maior esforço, o melhor dos condicionamentos físicos, lhe conseguiria desprovido de qualquer tipo de ferramentas ou, em outras palavras, ao natural.
Ao natural é que interessa. Refiro-me á música claro. O resto acredito que tem de ser muito bem pensado e daí estruturado. Como não percebo de música nem sei dar música sobre ela prefiro entrar num concerto de rompante e tirar as minhas conclusões mas, se o início me custar, saio logo dali.
quinta-feira, agosto 07, 2008
sábado, agosto 02, 2008
que ele está sozinho
só quer sentir que gostam dele
quer um carinho
não mais que isso
está sozinho
quer sentir que gostam dele.
Fodas são fáceis
por menos gratuitas que se consigam
mas as feridas essas não saram
venham quecas elas passam
desde que seja bem fodido.
A cama é como o mundo
é so um ponto de passagem
acumulam-se gentes por mais imundas
tempos que não mudam que não param.
nomes que se perdem que não perduram
faces que só mudam por guincharem.
Outras ficam
outras saram
a cama é um ponto de passagem.
II
Quer o poeta não foder,
Quer companhia com um tom sério
quase jocoso
daquele que preenche paredes que não são paredes mas páginas de jornal.
É um animal por vezes que esta não são,
quer o contrário
o que precisa
o que vulgarmente uma mãe ao filho dá.
Mas a mãe não é o filho que escolhe
e a que o filho escolhe pode não ser mãe dos seus netos.
É uma merda
(pois é)
mas é uma merda que tem de ser assim.
Escolhi escolher
Saio-me cócó.
quarta-feira, julho 30, 2008
Tube, metro umderground u-bahn
A linha estendeu-se mais um pouco
Chega agora aonde não posso entrar.
Crescemos os dois em sentidos opostos
é crónico, é assim que é.
São 15:50 e ponto
acaba de falar a voz mecânica
promoveu por instantes a reutilização.
O preço subiu mas agora o bilhete tem algo de electrónico.
Não é hora de ponta ainda
Posso reparar em todos os que alcança o meu olhar miópe
Estã0 tristes
Por mais que cresça só vão em sentidos limitados.
Estão fechados
neles mesmos.
II
Não consigo escrever
O metro na baixa já não chega vazio
As pessoas ainda não sorriem
Tangentes que estão de perceber o que é a vida.
Se cresceram não sei não tenho referências
O puto do acordeão é que parece ter crescido
O cão mais velho por problemas dentários
o copinho já não carrega na boca.
A idade tem destas coisas
O que era um reflexo só passa a ser esforço
Não era o puto parecia ao longe
O cão era outro bem mais velho.
III
Lês o jornal senhor
maquilhas.te ó mulher
Velha esqueces a dor
Come a puta quem quer
terça-feira, julho 22, 2008
Quê?Quê?
Brincávamos por de baixo da mesa de vidro
e um edredon aparava-nos as quedas de uma luta inofensiva.
Os gestos nunca eram premeditados por mais que doessem,
Acreditavamos que as palavras do pai eram assim.
Tinhas cabelo á tigela de um loiro que nunca vou ser capaz de pintar
O meu nunca fora tão claro,
Tinhas saias que condiziam com os meus calções
E um sorriso irritante que reproduzias
sempre que dizias abrir quando era para fechar.
Foi teu o meu berço,
Foram tuas as minhas grades e as paredes que conheceste.
Até o meu chapéu de pele branca à russo
em momentos que mais que uma fotografia guarda.
Noutras pego-te ao colo assustado mais magro do que era no ínicio
Tinha um carinho que, com o teu crescer, embruteceu.
Estudaste na mesma escola que eu,
Os corredores que me levaram sempre frios foram também os teus.
Os cantos em que brincava, sempre mais tímido que tu,
Até os ferros a que eu não chegava mas que tu percorrias sem medo de cair.
Quem me embalou embalou-te na vida
Quem me deu à boca foi à tua boca que deu
Quem me buscava às cinco às cinco te buscou
Quem se juntou por ti por mim o fez...
__________________________________________________
Crescemos, crescemos com o mesmo.
Que subtileza nos fez distintos?
Nos fez gritar com aparente maldade
Chorar por gestos que não percebemos?
O que PORRA? O QUE?
O que tive a mais e tu a menos
O que a mentos tive e tu a mais tiveste?
O QUE?
Choro agora a frente de um computador de merda que nem sequer é meu não tendo dormido as horas que são minhas porque também tuas foram
o que?
O que me dá a consciência aos actos que tu não tens e o que me faz não perceber o que tu percebes?
O que porra? O que?
o que?
O que?
abraçasse-te
abraçasse o teu choro abraçasses o meu.
Os olhos brilhavam como só o escuro do
mundo promove.
Arfava o que a consumia e
inspirando
sentia-se o estado.
Vem para a caminha são horas de dormir.
Vem que estás vem que não estás bem.
Vem,
Quero-te envolver nos meus braços que
tentando proteger-te
muitas vezes sentistes brutos.
Vem,
Somos injustos com quem em nós vê justiça
vem,
vem devagarinho
não ajas com a pressa a que te entregaste consumindo
vem devagarinho
admitindo
que é devagar que o fazes.
II
Vais somando cl até somarem nada.
Levas de arrasto um momento,
Passa estranho pela glote
"Sou tão forte já bebi bebi muito
Mas não bebi o suficiente..."
Diluido o cerebro com ele vai a consciência
O coração esse foi-se mais cedo
1
12
123
1234
12345
Desperta o corpo pois já não sente!
Salta mais alto não tem medo de cair...
sobe,sobe,sobe,sobe
sobe,
sobe,
sobe,
5
4
3
2
1
desce,
desce,
descem, desce, desce, desce
São horas de ir dormir.
A rua é uma cama
a almofada é um lancil
São horas de ir dormir
De ser um bébé bem comportado
De cair para o lado
Com dentes desinfectados
Com o hálito a elixir
São horas de ir dormir
O mundo é o meu quarto.
segunda-feira, julho 21, 2008
segunda-feira, julho 14, 2008
domingo, julho 13, 2008
momma's housecleaning I. 2003
que num jardim armado por betão
tao triste erecto desumano vão
oxidam as palavras com a dor.
Quando ha cor é de carne dessa flor
que o tempo faz para comer glutão
serve-se o corpo antes da queda o chao
c'o peróxido limpo se há de por.
Ganha tudo um sentido nao so nosso
a rosa empalidece pouco a pouco
pouco a pouco faz parte do que envolve
das a resposta que teu ser resolve.
Trazes as flores ao peito mas nao posso
pinta-las na estrutura tudo é oco.
quinta-feira, julho 10, 2008
Hoje que não faço muito muito escrevo.
título: "De manhã a ouvir ein berliner radio."
Os texas diziam que precisavam de um amigo e não de um namorado. O que quererá a DJ mostrar com tal musica, tal música tão fofinha...soubesse eu. Agora londres arde e sim eu vivo junto a um rio a um rio maior que qualquer outro um rio lindo um rio que é meu que preciso quando estou longe e que acalma qualquer chama que me queime por dentro só por eu o sentir à distância pelos meus dedos envolto e eu por ele envolvido.
Mon petit cerveaux,
s'est un peux defoncé
j'ai beaucoup crée.
Mon ombre a besoin
d' eau qui est seulement mienne
mienne
meine
"man, lá tás tu com essas macacadas estrangeiras!" Exclama o leitor português que até aparenta estar um pouco mais chateado com a vida que não tem porque perde o seu tempo a ler a merda que, como o parkinson escrevia em todos os seus textos, alfabeticamente orquestrei.
O que será feito do Parkinson. Esse grande homem que, segundo me lembro e não com algum tipo de raiva, era um bocado tremeliques. A última vez que o vi estava a apanhar um comboio para lisboa - perdão para Cascais - e lá estava ele a olhar para a linha que um dia o havia feito escrever um poema que até acabou por enviar para o público. Ele nunca foi egoista, gostava de partilhar aquela linda paisagem com o mundo indo até o aparentemente mais pequeno dos detalhes: gaivotas, variações cromáticas, barcos de pescador, faróis...
Era um Alberto Caeiro que estudava literatura e que por isso tinha mais requinte. Lembro-me que falamos sobre o que estava a ler para uma das suas cadeiras. O último livro que passara página a página pelas suas mãos fora o príncipe do machiavel. Fora uma leitura não prazenteira pelo que os seus tristes olhos mostravam e pelo suspiro que lançou para o Tejo como se a beleza do que à sua esquerda estava fosse a única verdade do mundo.
O tejo estava tão bonito,
Passavam gaivotas pela linha que divide,
o sol nesse limite se ia...
Chorava o mundo agora sem o seu calor
sem a cor que antes de ir era rubra.
Pouca-terra, pouca-terra, pouca-terra
lá diz o comboio entre os seus tchus tchus.
Pudesse sair na próxima estação e correr em direcção do sol
abraça-lo contra o meu corpo frio
disforme face o peso da ciência que me foi imposta.
Pudesse sair da máquina que é a vida.
Sou mais uma engrenagem num sistema mal oleado
gasto há medida que cada ponteiro marca um mês, um dia, um ano novo.
mas tudo se atrasa lentamente
tudo há de marcar + cedo ou + tarde algo errado
Todo o império há de cair
cair
cair
cair.
Mas isso nunca me interessou...
não vivo o tempo sou por ele levado
vou em direcção de uma direcção entregue
desde o instante em que ensovado respirei.
"never thought you'd fucked with my brain"
never
but there was nothing else you did.
quarta-feira, julho 09, 2008
Sentado numa cadeira de cabedal qualquer manhosa
capaz até de alterar as características ergonómicas
Satisfazendo nesse instante o conforto que o profissional,
o que supostamente sou por estar assim vestido
Reparo que assim tão limpo nunca vira o céu
que daqui sentado o horizonte não existe.
Passam pássaros em terra não por haver tempestade
Fica gente em casa perdendo-se por entre os lençois que a carne encontra
adormece quem o pode por entre as horas em que o que sou pernoita
mas com eles também dorme o corpo que a eles carrega.
Ao fundo o mar sei que existe mesmo que não possa ir de encontro dele,
As ondas trazem de volta à terra o que cada idiota lhe deu
A merda, a merda vem ao de cima partindo do fundo que só ela conhece
e o homem banha-se, revira-se, fode e sente por entre o que dele saiu
Ñojentos os homens que não aqui estão, como a grua que limita o céu quando não estou míope.
Voasse para longe e encontrasse o que me está tão perto,
Desta altura não lhe chego e fico triste...
subisse a escada sem medo, oh sentisse por entre cada entranha
por entre o bocadinho da minha pele que é minha
a qu'embora não o pareça, sei que não o parece e isso irrita-me,
SENTISSE o que de facto é meu e me define.
Grito por entre todos estes senhores de mundo num tom que nem um cão sente.
Ao alto só chega o nojento e o óbvio o resultado do processo
a formiga, a que trabalha, a que limpa a merda essa é que sabe o cheiro da vida
O quão redondo é um número que, como um ferreiro, martelou
martelou martelou martelou a cada instante de um horário mesmo que dele esteja isento.
E marcham as formiguinhas as formiguinhas marcham
tão pequeninas que são e cegas a sentir um cheiro a mijo da que precede
da que a precede mas que a ela vÊ de cima.
as formiguinhas marcham, marcham as formiguinhas...
Tivesse um isqueiro e queimasse uma a uma pois com a lupa não consigo...
Não percebem o quao pequeninas são depois do que a rainha lhes disse
"sem vocês não como não como não como ñ como
se não como morro e sem rainha não há formiguinhas"
Coitadinhas têm de trabalhar de dar à senhora de comer.
Têm.
E vão e vêm no caminho que lhes é dado a partida mas cortado por o que
entre um 1 e um 5, sim entre dois números em termos reais está definido,
Têm, vão vão vêm, vão vão vêm vêm vão vão vêm Têm.
o caminho é so um
mas pode ser cortado
traço um risco e nesse instante acabo
o trilho que alguém percorreu.
Vejo agora o céu,
insisto no quão limpido está e que deste angulo não há horizonte.
Sorrio por saber que o tentei procurar.
Escreve em português o meninito. ou será menino?ou será criança?
terça-feira, julho 08, 2008
Nunca me vou esquecer da forma como previa que o Tim iria cantar determinada palavra e até a forma como a iria cantar por entre as guitarradas funks que ela, tão pequenina, promovia com as palavras tão meigas e que, criteriosamente escolhidas, de mãos dadas ao seu absoluto ouvido tinham o único sentido do mundo, eram tudo.
Nunca mais lhe falei mas vejo-a sempre que toca a música com que acordo. Elas que despertam ao mesmo som que eu não sabem o quão amplo pode ser o diametro do meu braço que, talvez por ela lá estar, é sempre mais quente e acolhedor. Fui piroso agora. Peço desculpa a mim mesmo o único a quem esta merda interessa...
Só eu ouço o Sr. Maia, nao o meu vizinho que embora tambem seja para o inchadote não é preto nem canta funk, como eu ouço neste gabinete, neste escritório, neste mundo de gente engravatada e não engravatada de pederastas punheteiros filhos da puta que recorrem a putas não tão grandes como as suas mães e talvez outros mais nojentos e sempre católicos.
MERDA, merda de mundo em que só eu e quem eu quero não têm a coragem ou a tesão para fazerem aquilo que querem...
Falo e não faço, nunca fiz ou quando o fiz só me lembro com tristeza.
Estou a ouvir música muito melosa que uma vez me mostraram num carro, cuja marca sou dos poucos que sabe pronunciar correctamente, junto à praia.
quarta-feira, julho 02, 2008
Once i went to Ibiza.
segunda-feira, junho 30, 2008
Tríptico (repetição em 3 partes de uma ideia, ou sensação, irrepetível)
I
Já se ergueu o sol lá fora
Cada peça inicia
O processo que num dia
Se prolonga até á hora
Em que toca p'rá partida.
Um veste-se de oleo sujo
Outro dá o nó à seda
O primeiro corre tenta
Chegar à hora que tudo
O segundo lhe apresenta
Cansa-se o corpo do s'forço
não só de erguer como ter
Perdido o fôlego a ser
Cala-se e segue o troço
Vai-se p'ra casa morrer.
sexta-feira, junho 27, 2008
quarta-feira, junho 25, 2008
In the end only english exists. Stupid.
Basically i can speak with my erroneous ideosincracies and bad ortography because nobody will care about it and correct it with a red marker like many other people would do to the words that i know write. (Thank god i do not allow mtf comments).
The problem of english to me resides in the fact that i get much less sensitive when i speak it. A lot of people even think i am a different person as my personality assumes a fair more dry character and also more straight to the point. Some guys even think i am dangerous and sleezy when i am the most caring living being that exists. Some girls open their legs in a fairly wider fashion anf that saddens cause for me fucking can never be that simple as this language promotes.
Repeting pronouns is also quite disturbing. Not beeing able to write poetry it's even worse.
Attempt one.
I start with a line.
Now you know by whom the text was started.
Without a line it would have been fairly more complicated,
You could have also done the same,
Or worse,
An imperative statement it would have been,
And me always so keen
to my actions
Would have accused you of something probably wrong.
But the only erroneous statement is
If the reader can my thoughts perceive
The one that i started with a line,
That continues in the paragraph to give.
No not yet
Who do you think you are?
It's my who writes it's me who leads
By the God that exists please let me continue...
I was never a man to trust
The only guidance was the lust
And the things i said just to me
As you can see i tell this publicly
Honesty in these verses can never be.
Mary the maiden had the name of Jesus' mother
She cooked everyday to me.
When i went to bed she told me stories
that when lacked were just repeated.
She tried to make me sing but my voice was bad,
not caring a new song she would teach.
whenever i sing only she can listen
only her know what the kid is.
Mary the maiden had the name of Jesus' mother
I'm not Jesus thankfully.
Attemp II
A maria tinha o nome da mãe do menino Jesus.
Cozinhava todos os dias para mim.
Deu-me frango, pataniscas de bacalhau e sopa á boca
Deu-me histórias que conto como quem vive
Podou-me até onde chegou só querendo que eu bem crescesse.
Ensinou-me cantigas que nunca aprendi a cantar,
mas ouvia-me sempre que as palavras repetia mesmo que com um tom só meu.
"ó laurindinha vem à janela
vem ver a tropa..."
ai umas quantas vezes
"vai para a guerra"
Ganhou rugas com cada dia que cuidou de mim,
Ganhou rugas que eu não percebia enquanto por elas passeava
Perdeu cor no cabelo por entre os meus dedos que o afagavam
Perdeu os dentes com que mastigaria o meu sustento
Perdeu o andar que um dia me suportou.
Tudo comigo
Tudo comigo e eu não via por o nosso trilho ser o mesmo.
Agora os dias que partilho com ela dias intercalam,
Uma semana agora é como o vento no topo de uma árvore,
Agita mais do antes
do que ainda abraço com um carinho que aqueles braços nunca limitaram.
Era tão pequeno, tão pequeno maria
Tinha uns calções de quadradinhos tão bonito
O meu cabelo reflectia o sol sem qualquer tipo de condicionador
Era bonito,
Inocente como só a ignorância a que aspiro permite,
era feliz enquanto a tua sombra me protegia do sol deste mundo que ainda não percebo.
Era!
Era!?
Era?
Só tu sabes que ainda o sou.
E agora! Sim Agora! ao Som da linda abertura de uma flauta mágica.
Escribir en castellano es mas dificil que hablar.
Lo que escribes tiene una reaccion que no se puede controlar pués no se ve.
Lo que dices no lo haces solo.
Estraño,
escribo en castellano
Podria escribir en ingles
Pero ingles es una lengua muy sucia
Como solo el obvio es.
Sonidos.
Tudo san sonidos que conozco o no,
tudo san sonidos que me hacen comportar tener una reaccion.
Estraño,
Pienso en castellano y soy otro.
Escribo lo que siento e me siento otro.
Miro lo que fuye e fuye un monstro
Pero otro
que hacia rimas menos faciles.
No pienso dos veces en versos que ya saliran,
conozco sonidos no conozco palavras,
soy un chiquitito pequeñito que no sabe quanto pesa dicir cojones
que cojones escribe porque no hay mas por donde escoger,
que tiene de ir porque el jefe lo pide.
Fluxo de uma consciencia triste ao som, mais uma vez, de um rach 3.
O som reproduz-se na cabeça,
pueril nasce uma ideia qualquer em mim que,
pelas teclas não tocarem tão rápido quanto eu penso,
As minhas sim as minhas ó meu cabrão,
Acaba sempre por ficar a meio o que é complicado.
Não penso, nunca pensei, nunca me apeteceu fazê-lo sai tudo de mim como por instinto.
Minto,
já pensei noutros tempos em que tudo parecia mais triste
Como aquela árvore que
crescendo numa cidade qualquer
só serve de urinol de pau para um cão que qualquer também é.
Ai ai ai ai ai ai,
agora tocou por uns segundos mais rápido,
Estava mais efusiva a mulher que não sei ser estrábica
mas estrábica também é uma palavra interessante
faz sentido até quando adjectiva um andar não comum
Um andar estranho estranho como um estrábico
estranho como gente com o olhar desalinhado
com o olhar feio por ser incompreendido e não previsível...
O homem só teme o que não sabe e toda a gente sabe isso
ninguém teme esta ideia quase tão certa como a metafísica que guia este mundo e evita fodas que deviam haver.
QUE DEVIAM HAVER PORRA.
Onde está agora a menina que supostamente se parece comigo quando a preto e branco é fotografada
Onde está a menina que se parece comigo a preto e branco
Onde está a que se parece comigo a preto e branco
Onde está?
Onde?
Foi-se.
Mas p'ra que interessa saber que se foi a menina que coitadinha nem sequer me percebeu?
PARA Quê?
Merdas de perguntas estúpidas que te pões ó poeta vê-se logo que não és homem de ciência.
MERDAS?
Porque raio haveria de ser uma merda esta pergunta que até faz bem sentido por eu não saber porque o faz?
Compreendessem quem escreve é o que eu vos digo!
Ouve-me e assimila ó meu filho da puta
OU-VE--ME.
Que ouviste?
.
..
...
.....
......
.......
Nada?
Um conjunto vazio de sons?
nem sequer monossilábicos?
Nada...
Então era o que tinhas de ouvir.
terça-feira, junho 24, 2008
Sidoro hace una pregunta que solo Dios o ella pueden contestar
El eco es un fenómeno relacionado con la reflexión del sonido. La señal acústica original se ha extinguido, pero aún devuelve sonido en forma de onda reflejada
O meu chefe que do seu nome só tem o nome diz que estou num instante de coçá-los.
Mit Baby face Sasha Pawelstik (eine merkwurdige Leiche) (Sidoro kann nicht Deutsche sprechen oder schreiben)
sie sind geradezu pathognomonisch
sie haben einen hut mit vier ecken,
er wirkt nicht so harmonisch,
aber man kann sich darunter verstecken.
Mein hut hat nur sechs ecken,
drei ecken hat nicht mein hut,
oh so viel ich denke
wenn ich denke ich bin kaputt.
puntz puntz puntz puntz
das lied macht wie eine uhr,
oh so viel ich denke
wenn ich denke ich bin kaputt.
Ich fuhle eine hand auf meiner haut
wenn ich fuhle ich denke nicht
segunda-feira, junho 23, 2008
domingo, junho 22, 2008
sexta-feira, junho 20, 2008
Um cadáver esquisto entre Sidoro Brago e Laufo Poncase
El soneto de un hidalgo que no conoce más que dós nombres.
És casi cerca pero llega tarde,
Un dia te termina, que te passe
con sus dedos subtiles, como viste
por tu cuerpo assustado pues se existe
de haver no necessita, que te marque
Como un gesto sencillo que te enfade
El abrigo cogido siempre triste.
Voy a beber es l'una un vaso es dos,
Recuerdos tan borachos traeré,
y el whisky tendrá toda mi voz.
Despertaré más tarde y con el gris
Por el sucio camino teneré
[tus pasitos que pasan a lejus velozes.]
y los momientos que te vi (Sonris)
À saída da auto-estrada uma vez joguei bowling. Num bar perto da praia quase que senti mais que as orelinhas mais linda de uma Raquel qualquer que por acaso até tem um apelido. Na praia a seguir apanhei a minha primeira bebedeira promovida por um primo qualquer que teve a festa de anos num restaurante com nome de santa e que por sua vez até diz que serve de ponto de paragem para um barco qualquer com rodas e um imposto de selo mais caro que a soma total das minhas contas de luz. Mais á frente na mesma estrada mas abrigado dei o meu primeiro beijo à rapariga que um amigo meu mais tarde agarrou quando eu falhei o remate à baliza. Mais à frente ainda estava o parque onde eu fui com ela um dia.
Ando para trás e para a frente nas minhas memórias à procura de um sentido qualquer que ainda julgo ser meu, não quero pensar em humanidade quando penso em mim. Tenho de ser distinto, as minhas memórias por mais partilhadas que sejam hão de ser só minhas e, o que delas resulta só pode ser o EU que eu grito entre linhas soltas com a tristeza que nutre a concentração que a escrita exige.
Um grito nunca passou de um refúgio triste, e um refúgio não tem mais valor por nos isolar do mundo. Tanto faz que as paredes sejam de palha, madeira, de betão, de betão embebido de uma lã de vidro ou de pedra qualquer. Tanto faz que o vidro que me faz ver seja de vidro velho escorrido de vidro duplo e só por isso esquizofrénico nas temperaturas desiguais que promove, à prova de bala ou pressões que só se sentem no fundo do fosso das marianas.
Um grito! A minha escrita é um grito! um acto estúpido e egoísta que só resulta da MINHA MINHA MINHA MINHA MINHA estúpida tristeza que insisto mais uma vez ser MINHA.
Lembro-me de mais momentos. Lembro-me, nunca me lembro de ter escrito feliz.
domingo, junho 15, 2008
O bom filho à casa torna diz o Filho do pai porque à casa dele já voltou um dia. Rejeitei o que queria e sem tomates foi-se comigo embora. Custa, sei que custa, e, por mais maneiras que se possa fugir ou deixar alguém insisto, não há senão uma de deixarmos nós próprios. Essa infelizmente não implica um reset mas um anular total que, aos olhos Dele do pai do senhor que não conheço, pode ser visto da pior maneira possível isto se acreditarmos que algo mais para além disto existe...não interessa voltei.
Como das outra vezes vi nela o que vira e, como da outra vez, a unica mulher sanguinamente a mim ligada identificou em nós (eu e outra) pontos comums. Estranho, estranho é mas é assim.
Hei de ir "ene" vezes ver até me cansar de ir.
sábado, junho 14, 2008
Dar-se ao ar e pelo ar cair.
"Ou existe ou não existe". Que se foda todo. Sou novo demais para generalizar as coisas e velho demais para não tirar conclusões.
"Querias que o amor fosse física quântica" O amor não é controlável e a necessidade depende das circunstâncias...A minha necessidade de estar comigo pode incapacitar a minha capacidade de estar com os outros" "Consegues estar com alguém sem ver durante um mês essas pessoas". "é como mijar" a privação aumenta a necessidade-.
Merda só cito naão penso por mim que merda tenho de gerir as minhas necessidades tenho tenho tenho. São necessidades e a capacidade de gerir as necessidades é assim mesmo.
QUE MERDA.
expando-me para os lados como se houvesse mais que um horizonte.
"Diogo isto não há maneira de piorar as coisas" é a Joana".
quarta-feira, junho 04, 2008

Eu estava estupefacto enquanto ela não chegava e ao passear no jardim dos passarinhos vi um pombinho malandrão e uma pomba falsa púdica.
Senti com uma certeza que não me é comum que ele estava bastante sarcástico naquela tarde ou bastante literário pelas figuras de estilo que utilizava. Não as explico porque creio que me se me conhecerem, coisa que duvido, perceberam isto. De facto pouca gente me conhece. Digo muita coisa e muito rapidamente mas por mais que me ouçam nunca hão-de perceber se sou bem ou mal intencionado. Isto, a meu ver, resulta de uma idiotice que é comum ao ser moderno que procura compreender o que deles nunca foi sem sequer uma questão lançar como o pombo que incha para ser rejeitado. Se me perguntassem eu diria.
Farto de ver tentativas falhadas de cópula entre membros de uma espécie que repudio dirigi-me então ao estabelecimento de encontro. Bebi o meu trinaranjus de limão enquanto desenhava. Entretanto ela chegou. Continuei a beber e pus o bloco de lado porque agora precisava de ver. Pediu-me uma bolacha de chocolate e enquanto continuava a beber comi-a.
Eventualmente tivemos de sair. O caminho era bonito mas pouco reparei nele.
A casa era preenchida por memórias que uma vida permite. Nem a guardiã dos segredos se apercebera de tudo o que estava pelo pó envolto. Xícaras, caixas com segredos de uma antepassada qualquer e um jornal que de outro antepassado falava utilizando as suas próprias palavras numa entrevista dada, daquela vez, a outro qualquer.
Deitei-me no chão 2, 3 ou mais vezes enquanto ela fazia o arroz doce. O motivo de tudo era o arroz doce que finalmente percebi como se fazia e as paredes ganhavam sempre um novo sentido sempre que de novo o chão estava à distância de um tapete.
Distâncias, nunca percebi delas mais que um pouco. Nunca lhes fui tangente, nunca as senti perto por mais que elas existissem. Tinha o meu canto que sempre me esteve próximo e tudo o resto, o longínquo, nunca me interessou. Sonhava, e só pelo que o meu ser criava suspirei. Sempre foi assim. Percebi-o quando com a primeira falei e vi que ELA só em mim estava.
Sentou-se ao meu lado. Mostrou-me os seus no seu computador branco com a sua maçã meio trincada e eu apoiado no seu colo vi-os, não percebendo de distâncias, nunca me senti tão próximo.
A prima chegou e eu fui. A minha mãe perguntou-me quem ela era. Inventei. Disse que fazíamos coisas em grupo
Não tinha cigarros desde o fumar dessa madrugada e a carteira estava vazia do beber. Experiências anexas e acima de tudo conexas para um homem com os seus vícios.
Falou o chefe, falou o subalterno colega mas que já subiu duas letras no alfabeto e insistiu em falar mais e a colocar questões absurdas por entre as palavras sábias de quem podia saber mais. Doía-me a cabeça da falta de nicotina e a mente da falta de qualquer coisa que ali não havia.
Eu só escutei. A voz arranhava-me como se o corpo me pesasse depois de me ter expandido, tivesse assim feito. Cingi-me a dizer merda, disparates disconexos e a dar apalpões brutos numa anca qualquer que acabou por me fugir com um ódio ainda mais vil. Tivesse.
...
Agora deveria trabalhar.
terça-feira, junho 03, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
I think i called it catarsis
50 ways to leave your lover
sábado, maio 24, 2008
No noobai depois do despertar ou durante ele.
Até que estava calmo o artista,
Já não entrestecia o desconhecimento da essência da foda.
Tudo vem com o tempo e chega quanto tem de vir.
O tempo, esse estava como ele,
Rasgos de sol intercalavam momentos de brisa
Havia até quem dissesse que podia chover.
Tempos atrás Petrarca um soneto teria escrito,
p'la incerteza de locus não seria bom.
Mas que interessa?
tudo vem com o tempo
Tudo chega quando tem de vir.
II
Abanavam os girassóis de plástico
o artificial não gira
Reacção é natural
o que não é não se domina.
III
Olhos há que de ver doiem
Doiem os meus de não ter visto
Abro e expando p'ros lados - como cristo
Só p'la cruz sei p'ra que existo.
sexta-feira, maio 23, 2008
terça-feira, maio 20, 2008
Respondo como o fiz.
"there is no time to write, i am working til late and if i can do something besides work i end up painting or drinking in a dark corner" - Basically the two things i can only do, and do good, if i am not seeing what i am doing.
segunda-feira, maio 12, 2008
Parte a parte do todo o todo se perde ou melhor o nada chega
Gostava que pudesses sentir aquilo que é teu desprovidade de suportes binários e tão analógica como me atraiste mas à primeira declaração de entrega gritaste baixinho que não muito antes do estafeta partir. Cada um de nós tem uma parte do outro nem que seja pelas recordações adocicadas de um dia que só a imaginação por completo saboreou mas quem tem parte nunca há de ter tudo pois é tudo que compõem uma pessoa e o nada é tudo o que ela não é.
Mais não digo, só escrevo merda.
sexta-feira, maio 09, 2008
there are 50 ways to leave your lover (or at least 50, i think there are even more)
50 ways to leave your lover he said only one to leave a feeling.
Esquecer no fundo é o unico remedio a receitar a um ser que procura eliminar uma parte de sim que depende de outro um sentimento que, lover ou não, existe. MErda
only one to leave a feeling.
terça-feira, maio 06, 2008
segunda-feira, maio 05, 2008
quinta-feira, maio 01, 2008
No aeroplain sim aeroplain com 5 horas de atraso as mesmas horas sem um cigarro e trabalho para fazer
Tudo começa
com o fim de uma ignorância adquirida
ou pelo menos falta de de bom senso imposto.
"Por favor fiquem de pé mais uns segundos"
não neste lado
agora fiquem do outro
"HA HA HA"
gargalhada britânica de humor filho da puta
da puta, da puta puta feia que o pariu
Só agora o poeta viu
o quão puta é que ela era.
*,#,$ pertencem a {! ? . , !? ; !!!!!}
IV
Ai os nervos miudinhos destes grandes senhores
Vejam
notem como ele trata o tão simpático empregado de bordo
Ein flugbegleiter
sim
é assim que se diz em alemão
essa linha estranha em que nada soa ao que é
e vejam
vejam
Reparem como o simpático flugbegleiter
(esse grande senhor)
Também lhe responde com um tom
malandro.
Que merda.
TIVESSE A MERDA DE
um cigarro neste instante
,neste porque já não aguento mais.
a conspurcar-me cada pulmão
cada alvéolo
traqueia
bronquiolo
laringe
faringe
e eu sei lá que mais que me compõe o sistema respiratório
Não aguento
não aguento
não aguento
É assim a metafísica do mundo, é?
num instante tudo se resume a uma necessidade induzida
a um gesto que muitos usam para nos definir
fumasse um cigarro e fosse com ele em mim
Visso o que só o fumo percorre
o que o cinzento marca ao me fazer.
Estou cansado, é tarde e mais cansado me sinto.
esforço de manter os olhos abertos faz com que só se veja o que se precisa
filto do que substancialmente importa.
o que vejo? o que há de mim?
Tremo, tremo como se o corpo fosse um mandíbula
um predador de mim que me mastiga
que me leva em frente ruminando
até ao instante em que cesso de existir...
fica só o corpo, dentição gasta, boca de uma vida.
É isto que vejo agora por não querer dormir
por não poder fazer o que sei que preciso
Não podes, ñ podes, n podes
POSSO!
N, não podes, não podes!
posso?
Ñ.
E parecendo que não é sempre a negação que ganha
(suspiro)
E ganha mesmo-
O cabrão do capitão, o cabrão, o cabrão, o cabrão (cantado)
Acaba de informar o senhor passageiro
EU?
que daqui não vai sair assim tão
quer dizer
assim tão
acho que já perceberam
assim tão cedo.
Estou a dar em louco e não por pensamentos metafísicos
não, desta vez não é nada disto
é ainda mais simples
Estou um bocadinho chateado
podia estar a fazer tantas outras coisas
"Fumar um cigarro?" (voz off)
Sim mas como devem imaginar tantas outras coisas
tantas
Mandar uma queca até que era bom
digamos que sabia bem
"Isso implica fumar um cigarro depois ó malandrão!" (voz off)
Digamos que sim
Mas também poucos são os vícios que sabem mal em cadeia...
Bom bom bom
Era
e vocês que não sabem experimentem
Bom
Era uma grandessíssima foda
Aquelas às antigas
Uma das que até revira os olhos
Que traz o estrábico mais próximo do mundo
Faz o vesgo não vesgo
e
em alguns casos se diz
Põe o coxo a andar
e o atleta dormente.
Sim era uma dessas que eu queria
sim
Só uma dessas e mais nada
Podia até morrer de seguida.
Tenho tanta fome, tanta sede
claustrofóbico estou no vazio que há em mim...
já se ligou o avião e os motores ressoam
fala o senhor agora a boa notícia
Aponta, aponta para longe, aponta
Aponta para bem longe daqui.
IV
doiem-me os olhos de ver,
sonhei de mais
perdi o hábito ao passar da luz
Adiferença é tanta
nem ao espelho me reconheço
mudado que estou em mim.
chove lá fora e o vidro se molha lentamente
com a frequência do gota a gota
passo a passo sempre foi a nossa medida
passo a passo
De olhos fechados sentia que corríamos
não chovia onde estávamos e só te via a ti
corríamos
levados por conversas e por um gin a haver
por amostras de beijos só parcialmente dados
Corríamos
eu em ti e tu em mim
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
e agora
doiem-me os olhos de ver.
V
Fatal
não
como se diz em español
Fá Tál
de facto este instante tem o som que disto
nomeadamente
- lá estou eu mais uma vez-
entre desconhecidos
com o meu john que caminhando
que caminhando
caminhando
caminhando
me leva para outro lado qualquer
giro
engraçado
Fá Tál
arrumação de quarto III, e de escritório um pouco.
Tem a física o peso
que a química multiplica
A foda, a 1ª, a de cognome assustada
Nem sequer sabia o que esperar
OS filmes da especialidade receitavam gritos,
e só os de uma superior conhecia
gemidos
Era um menino assustado pela lingua da carne
que sem saber sustentava o seu caminho
Carinhos
esses nao se veem noma performance acrobática
numa representação da natureza que prima pelo exagero
n faz parte
tremia
à vibraçao do que só imaginava
Vibrava
queria
mas só quis mal.
II variação sobre a frase inicial
Nem sequer sabia o que esperar
o outro corpo estava habituado
o piso pisado
só tinha que andar
seguir
conspurcar o conspurcado
assustou-se e assustado
vira o que não via
o menino
a criancinha
num instante num pensou.
III 2ª variação a com base
Nem sequer sabia o que esperar
pensar
esse era o mal com remédio
levado
uma vez pelo [menos]
levou-me levando cedo
o que queria carregar.
Dar?
só lhe dei o que era
como quem espera
tudo receber.
IV
Repetição do repetido
ganha sentido
n há lógica que fundamente
V
Só nos pede o corpo que aquilo que teve
é idiota como a mente que só reproduz baseada no conhecido
Escrevo por um gesto que domino por domesticar complexo.
Tabefes bem dados num corpo embrutecido por ser
A dor alinha a multidão parida em série
um conjunto sempre limitado por o tempo também o ser
Faz com que um corpo se evidencie na massa
que de [ ] se preenche na horas que limitam.
Escrevesse uma ode às sensações
juntasse r's e ressoasse como uma máquina
fosse a base mais plural na sua essência
As passam com os dias
os dias passam com as horas
e falo no grau intermédio para um mais geral
banal como os outros
É triste sei que é triste
mas o que reproduzo não passa do que sou
(com mais ou menos mentira).
VI Sobre o que sair, a [ ] do homem que gosta
Para quem trabalha é relativamente tarde
o sol pôs-se já há algum tempo
o sol ergue-se em provavelmente menos
e as horas só seguem a somar.
Triste este instante em que isolado escrevo como quem
não tendo algo a fazer
se multiplica em páginas cada vez menos brancas
e que assim se torna mais pura
ouvir por extracção
triste
triste
triste
triste
e triste com um pouco mais de tempo
a sua vivência só a multiplica
Pai
só tu de certa forma me entendes mesmo que com uma certeza mais sóbria
mostraste-me o caminho que em parte trilharia
Deste-me o que a ninguém devo dar
diz lá que não foi sempre assim?
Revês-te-te no que ajudaste a conceber
segui essa lógica quase matemática e tendi para um conjunto vazio
nunca fui eu próprio
nunca soube o que queria e hoje
hoje pai
pq hoje é o instante em que vivo
quero tanto que não sei para onde ir.
Difiro do que eras e tu sabendo orgulhaste
sorris por dar a cada uma delas o que me ensinaste
e las por instantes são felizes porque me dou
ou assim a dar o faço.
quarta-feira, abril 30, 2008
FAço o que quero fazer e só o faço para mim o resto encaro como um desafio que não desafia e que muito menos interessa ao ser humano banal como eu. Ai não sejas assim Dioguinho que é uma coisa muito pesada e a mentalidade só te faz mal e deturpa a verdadeira essência do teu ser.
Que raio é isto? Eu próprio a anular o meu espirito que se prolonga em letras cada vez mais limitadas? MErda
Insisto que merda merda merda e ah pois é mta merda meus amigos.
!
"
#
?
1
2
3 E a ssim que é. Acabou a festa acabou acabou.
tou farto e só sai merda.
Á - há A á . há pois é.
filhos de uma grande puta que só se mede a palmos de um gigante a quem um gato talvez um dia roube as botaS!!!!
segunda-feira, abril 28, 2008
At sheraton park lane with a turkish at my right and some whisky in me
Tal como aos poucos o copo se tornava tristemente.
(suspiro)
O copo vaza lentamente, lentamente. Quase que toca o topo do liquido a base deste copo sujo, enjoado e triste.
(suspiro, suspiro 2x)
E la muerte nos cogia un poco más de alcol. Su sonrisa nos hacia dicir si hasta el momento en que nos otros ya no podriamos dicir. Solo existe ese problema; hablamos demasiado, como una musica buena e repetitiva que, enquanto escuchaos, mismo que nos alegrando nada más nos dá.
Solo musica
Poca vida
solo
y insisto
solo la mierda de la musica
e la pelicula
si la pelicula
ni empezo a empezar
III
Até que
Ele agora subia
Lost was the boy that stole
sábado, abril 12, 2008
Limpeza de casa número dois ou segunda (gosto mais desta versão).
quarta-feira, abril 09, 2008
Na maria caxuxa sem ningúem perto para me xuxar
A espera ganha o teor
que a chegada exponencia
É mais triste que lida
É uma tristeza que se vive.
Encolhe os ombros
compactas a paciência
quebra os limites lentamente
Rapidamente tudo se anula
Fa-lo, falo com o tom que é teu
sente o que em mim viste
sê injusta e comete
o erro que preciso de sentir.
Ouvir faz-me mover
não para longe longe de tudo
Mudo como os dias que passam
Mudo, aos poucos não sou o que era.
II
Desfaço a parte que é tua
no resto que me compões
são momentos e uma vida
por eles feita os anula.
Que mais há para dizer entre os gritos
controlados por uma voz gasta
desfeita em vícios esquecedores
e em alturas que já não atinjo?
Conhecemo-nos tão bem
vimo-nos tantas vezes despidos
expostos a uma tristeza causada
algumas vezes só por nós
Estou tão farto, cansado
Custa-me também ouvi-lo
a diferença é que te digo
Cada palavra como um gesto
III
1,2,3
e o nada
a tristeza sozinha
o tempo que não passa
a ressaca não percebida
O corpo so sente o peso
depois de um sono adquirido
acordo
levanto-me para a morte
com passinhos de lã nauseabundos
ah pq faz isto porque me dá?
n o sei
n o pergunto
pq depois já não o faz.
IV
E acaba
como a chuva que dá espaço ao sol
Ficamos mais velhos
mais sabidos pouco a pouco
e o pouco é sempre muito.
Quero-te mas n o que me dás
um carinho controlado pela mente que te deram
Esperei tanto mais
coisas diferentes na essencia
o oposto talves e agora assim parto
mas também, que me interessa?
Trabalhamos amanhã e é tarde.
terça-feira, abril 01, 2008
Limpeza de casa. Caderno I
Uma gillette azulada, descartável
reutilizável mais que um dia
a certeza que alguém teria
ou poderia ter
uma noite com pernas a envolver.
Mtos me invejam
mas o incesto é nojento
soubesse eu de outras, de outras vidas
soubesse de outras lâminas perdidas
DE pernas preparadas a me receber.
Fase de lapidar uma pedra embrutecida
genético o código
quem diria
q num destes o negro se iria tornar
Pai que empurra
mãe que amortece a queda
(volvo com pernas na tecnologia de um impacto não só flanqueado)
Velhice presente que educa
num tempo só a este emprego empregado
Estrutura
no que já foi é baseado.
Escola
alguém mais como nós no caminho.
sozinho
é o percurso de quem vive.
Arrasto-me pelos dias que me restam
Com a força que aos poucos cessa de existir
É triste, sei-o
Tal como o facto de estar só, só com um copo de whisky
e outros tantos à distância de um gesto.
É uma troca simples,
Troco uma parte de mim por outra,
fico com a que relativamente tem menos peso
Um trago
Dou um trago e desce como há pouco tudo fez
Vai e arrasta com ele tudo
Tudo!
Escrevo intercalado por goles
Tenho o ritmo que à minha música
à minha arte
à minha vida falta
no mero instante em que me anulo
em que me desfaço
através de uma receita escocesa qualquer.
Caminha joão
Caminha!
Leva-me contigo de arrasto para a cama
Leva-me já que ainda não me és comum.
Arrasto-me
Arrasto-me pelos dias que me restam
com a força queaos poucos deixa de existir.
domingo, janeiro 20, 2008
Ao teles que escrevia poemas com Cristo mas que Dele nada tinham.
O processo é bem fácil: temos de seguir aquilo que uma campanha publicitária qualquer definiu criteriosamente como o caminho da felicidade. Já ninguém se interessa por uma pedra alquimica ou por um elixir que prlonga a vida; queremos o sorriso que uma loira qualquer, na Damaia num Mupi, mostra de uma forma tão gratuita e só aparentemente não estudada.
Nunca fomos assim. Quando olhávamos para ela, do tão humano que somos, só vinha a vontade de a comer de uma forma animalesca mas sentida. Aquela que tu, tão bem quanto eu, sabes que é humana e que pouca gente sentiu.
Estás longe. Sinto-o. Não tenho vergonha, como nunca antes tive, em to admitir. Estivesses perto. Bebessemos os nossos copos sem pensar no amanhã numa praia que uma luz artificial limita e que por instantes ela fosse marcada pela nossa sombra. Estás longe. Sinto-o.
Só queremos o que não queremos e é só o onde estamos que nos incomoda. Se assim não for, mais que tristes, somos desinteressantes.
Lembro-me de uma aula de filosofia. O meu professor extremamente católico tentava explicar a uma turma, como qualquer outra composta de adolescentes à procura de um significado definido por logotipos que, só por isso nunca o iria perceberm que a vida para Sartre só tinha sentido enquanto metas forem definidas. Isto, a meu ver, tem a ver com o primeiro parágrafo. O que me irrita é que, por nunca as atingirmos, ninguém comete suicídio, ninguém fica farto, e assim continua-se a sonhar.
que se esqueçam os carros. que se viva.
Conclusões que um banho de alcool permite
putas e vacas
putas e vacas
tentas tudo mas o vento nao passa
putas e
putas e vacas
o que tu queres é so o que para
putas e
putas e vacas.
Doi-te o corpo já é tão tarde
Duvida o homem que isto passe
mas que importa é só uma criança
vive no fundo e funda a lembrança.
Vem a puta dá-se a matança
Esquece na foda qualquer esperança
soma de tudo soma de nadas,
putas e vacas
putas e vacas
tentas tudo mas o vento nao passa
putas e
putas e vacas
o que tu queres é so o que para
putas e
putas e vacas.
putas e
putas e vacas
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Provérbio ou aforismo? se for o último é o IV
Até ela cair não saberás se te molhas.
Teste teste que venha o que venha
$$$ \ \ \ \ $ da gravata $ / / / $$$
baixa actividade
Chove lentamente e gota a gota se preenche o espaço entre cada pedra da calçada. Chove lentamente, duvido que transborde. Consigo vê-lo no dia desocupado.
Exactamente por debaixo do chão que piso, neste instante, crianças adultas dão forma ao balão que antes nem preenchia um saco. Outro senhor, um que nunca vi, cobre a mesa de pastéis de nata e doces que não tenho na memória ter comido.
Alguém entretanto terá de se vestir de Pai Natal. De certeza alguém contratado. Será o anfitrião daqueles que, de facto, são crianças e o promotor de um sonho que, mais cedo ou mais tarde, por maldade ou por perda de inocência um dia deixará de ser.
Não me lembro de quando o Natal se me mudou. Lembro-me de um aspirador que me carregava; lembro-me de um avião dos GI joes tão grande mas que entretanto se reduziu a uma dimensão insignificante; lembro-me do avô e do sorriso da avó. Lembro-me de pouco do muito que já vivi. O tempo traz e tira e, tanto um como o outro, sem qualquer opinião de quem recebe ou perde: quero lá saber do açoite que levei na quarta classe, quero momentos na memória que partilhei com quem hoje já não está.
Fora os que rebentaram já estão cheios os balões, daqui a nada chegam as crianças e a água continua a cair. Parte de mim escorre por entre a calçada, que só com esforço do tempo ou do homem se desfaz, e acumula-se por entre o piso permeável que a recebe enquanto pode. Chove, chove, chove...o que irá restar de mim?
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Para o pedro que põe num post o que sinto
Estou mais velho e não falo num sentido temporal; a vida carrega-nos quando achamos que a carregamos e, de estudantes ébrios que se perdem em dias que são noites porque o podem, de repente passamos a senhores do tipo doutor. Somos armados com um fato que alguém nos compra e, de computador ao ombro, já pisamos o chão axadrezado, já sentimos o peso, não do bem nem do mal, mas do que é assumido como uma responsabilidade, sempre monetária, nossa.
Nós que, íamos contra a corrente de um rio, sorrindo e cansados das horas em que a maioria dormia, como um pequeno bote acabámos por ser arrastados no mesmo sentido e, agora que já não o temos, olhamos de lado para quem o tem.
Ouço agora The Doors Pedro, o teu último post. Lembro-me do Sol que se punha enquanto nós despertávamos de uma vida que nunca nos fez muito sentido no teu carro que sempre te orgulhaste de ser um jipe. Quantas vezes não ouviamos o jim a cantar, nenhuma delas sem reparar num num detalhe que a seguir trauteávamos, na direcção de algo que hoje sinto que já não consigo alcançar? Lembras-te? Moledo, Guincho, Carcavelos, S.Pedro do Sul e daqui...
Éramos uns putos porreiros cujo sentido maior era não terem nenhum sentido no espaço que deles não era. Por arrasto já não sou um puto, pelo que sou sentido ainda não tenho.












