Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)
terça-feira, junho 24, 2008
Mit Baby face Sasha Pawelstik (eine merkwurdige Leiche) (Sidoro kann nicht Deutsche sprechen oder schreiben)
sie sind geradezu pathognomonisch
sie haben einen hut mit vier ecken,
er wirkt nicht so harmonisch,
aber man kann sich darunter verstecken.
Mein hut hat nur sechs ecken,
drei ecken hat nicht mein hut,
oh so viel ich denke
wenn ich denke ich bin kaputt.
puntz puntz puntz puntz
das lied macht wie eine uhr,
oh so viel ich denke
wenn ich denke ich bin kaputt.
Ich fuhle eine hand auf meiner haut
wenn ich fuhle ich denke nicht
segunda-feira, junho 23, 2008
domingo, junho 22, 2008
sexta-feira, junho 20, 2008
Um cadáver esquisto entre Sidoro Brago e Laufo Poncase
El soneto de un hidalgo que no conoce más que dós nombres.
És casi cerca pero llega tarde,
Un dia te termina, que te passe
con sus dedos subtiles, como viste
por tu cuerpo assustado pues se existe
de haver no necessita, que te marque
Como un gesto sencillo que te enfade
El abrigo cogido siempre triste.
Voy a beber es l'una un vaso es dos,
Recuerdos tan borachos traeré,
y el whisky tendrá toda mi voz.
Despertaré más tarde y con el gris
Por el sucio camino teneré
[tus pasitos que pasan a lejus velozes.]
y los momientos que te vi (Sonris)
À saída da auto-estrada uma vez joguei bowling. Num bar perto da praia quase que senti mais que as orelinhas mais linda de uma Raquel qualquer que por acaso até tem um apelido. Na praia a seguir apanhei a minha primeira bebedeira promovida por um primo qualquer que teve a festa de anos num restaurante com nome de santa e que por sua vez até diz que serve de ponto de paragem para um barco qualquer com rodas e um imposto de selo mais caro que a soma total das minhas contas de luz. Mais á frente na mesma estrada mas abrigado dei o meu primeiro beijo à rapariga que um amigo meu mais tarde agarrou quando eu falhei o remate à baliza. Mais à frente ainda estava o parque onde eu fui com ela um dia.
Ando para trás e para a frente nas minhas memórias à procura de um sentido qualquer que ainda julgo ser meu, não quero pensar em humanidade quando penso em mim. Tenho de ser distinto, as minhas memórias por mais partilhadas que sejam hão de ser só minhas e, o que delas resulta só pode ser o EU que eu grito entre linhas soltas com a tristeza que nutre a concentração que a escrita exige.
Um grito nunca passou de um refúgio triste, e um refúgio não tem mais valor por nos isolar do mundo. Tanto faz que as paredes sejam de palha, madeira, de betão, de betão embebido de uma lã de vidro ou de pedra qualquer. Tanto faz que o vidro que me faz ver seja de vidro velho escorrido de vidro duplo e só por isso esquizofrénico nas temperaturas desiguais que promove, à prova de bala ou pressões que só se sentem no fundo do fosso das marianas.
Um grito! A minha escrita é um grito! um acto estúpido e egoísta que só resulta da MINHA MINHA MINHA MINHA MINHA estúpida tristeza que insisto mais uma vez ser MINHA.
Lembro-me de mais momentos. Lembro-me, nunca me lembro de ter escrito feliz.
domingo, junho 15, 2008
O bom filho à casa torna diz o Filho do pai porque à casa dele já voltou um dia. Rejeitei o que queria e sem tomates foi-se comigo embora. Custa, sei que custa, e, por mais maneiras que se possa fugir ou deixar alguém insisto, não há senão uma de deixarmos nós próprios. Essa infelizmente não implica um reset mas um anular total que, aos olhos Dele do pai do senhor que não conheço, pode ser visto da pior maneira possível isto se acreditarmos que algo mais para além disto existe...não interessa voltei.
Como das outra vezes vi nela o que vira e, como da outra vez, a unica mulher sanguinamente a mim ligada identificou em nós (eu e outra) pontos comums. Estranho, estranho é mas é assim.
Hei de ir "ene" vezes ver até me cansar de ir.
sábado, junho 14, 2008
Dar-se ao ar e pelo ar cair.
"Ou existe ou não existe". Que se foda todo. Sou novo demais para generalizar as coisas e velho demais para não tirar conclusões.
"Querias que o amor fosse física quântica" O amor não é controlável e a necessidade depende das circunstâncias...A minha necessidade de estar comigo pode incapacitar a minha capacidade de estar com os outros" "Consegues estar com alguém sem ver durante um mês essas pessoas". "é como mijar" a privação aumenta a necessidade-.
Merda só cito naão penso por mim que merda tenho de gerir as minhas necessidades tenho tenho tenho. São necessidades e a capacidade de gerir as necessidades é assim mesmo.
QUE MERDA.
expando-me para os lados como se houvesse mais que um horizonte.
"Diogo isto não há maneira de piorar as coisas" é a Joana".
quarta-feira, junho 04, 2008

Eu estava estupefacto enquanto ela não chegava e ao passear no jardim dos passarinhos vi um pombinho malandrão e uma pomba falsa púdica.
Senti com uma certeza que não me é comum que ele estava bastante sarcástico naquela tarde ou bastante literário pelas figuras de estilo que utilizava. Não as explico porque creio que me se me conhecerem, coisa que duvido, perceberam isto. De facto pouca gente me conhece. Digo muita coisa e muito rapidamente mas por mais que me ouçam nunca hão-de perceber se sou bem ou mal intencionado. Isto, a meu ver, resulta de uma idiotice que é comum ao ser moderno que procura compreender o que deles nunca foi sem sequer uma questão lançar como o pombo que incha para ser rejeitado. Se me perguntassem eu diria.
Farto de ver tentativas falhadas de cópula entre membros de uma espécie que repudio dirigi-me então ao estabelecimento de encontro. Bebi o meu trinaranjus de limão enquanto desenhava. Entretanto ela chegou. Continuei a beber e pus o bloco de lado porque agora precisava de ver. Pediu-me uma bolacha de chocolate e enquanto continuava a beber comi-a.
Eventualmente tivemos de sair. O caminho era bonito mas pouco reparei nele.
A casa era preenchida por memórias que uma vida permite. Nem a guardiã dos segredos se apercebera de tudo o que estava pelo pó envolto. Xícaras, caixas com segredos de uma antepassada qualquer e um jornal que de outro antepassado falava utilizando as suas próprias palavras numa entrevista dada, daquela vez, a outro qualquer.
Deitei-me no chão 2, 3 ou mais vezes enquanto ela fazia o arroz doce. O motivo de tudo era o arroz doce que finalmente percebi como se fazia e as paredes ganhavam sempre um novo sentido sempre que de novo o chão estava à distância de um tapete.
Distâncias, nunca percebi delas mais que um pouco. Nunca lhes fui tangente, nunca as senti perto por mais que elas existissem. Tinha o meu canto que sempre me esteve próximo e tudo o resto, o longínquo, nunca me interessou. Sonhava, e só pelo que o meu ser criava suspirei. Sempre foi assim. Percebi-o quando com a primeira falei e vi que ELA só em mim estava.
Sentou-se ao meu lado. Mostrou-me os seus no seu computador branco com a sua maçã meio trincada e eu apoiado no seu colo vi-os, não percebendo de distâncias, nunca me senti tão próximo.
A prima chegou e eu fui. A minha mãe perguntou-me quem ela era. Inventei. Disse que fazíamos coisas em grupo
Não tinha cigarros desde o fumar dessa madrugada e a carteira estava vazia do beber. Experiências anexas e acima de tudo conexas para um homem com os seus vícios.
Falou o chefe, falou o subalterno colega mas que já subiu duas letras no alfabeto e insistiu em falar mais e a colocar questões absurdas por entre as palavras sábias de quem podia saber mais. Doía-me a cabeça da falta de nicotina e a mente da falta de qualquer coisa que ali não havia.
Eu só escutei. A voz arranhava-me como se o corpo me pesasse depois de me ter expandido, tivesse assim feito. Cingi-me a dizer merda, disparates disconexos e a dar apalpões brutos numa anca qualquer que acabou por me fugir com um ódio ainda mais vil. Tivesse.
...
Agora deveria trabalhar.
terça-feira, junho 03, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
I think i called it catarsis
50 ways to leave your lover
sábado, maio 24, 2008
No noobai depois do despertar ou durante ele.
Até que estava calmo o artista,
Já não entrestecia o desconhecimento da essência da foda.
Tudo vem com o tempo e chega quanto tem de vir.
O tempo, esse estava como ele,
Rasgos de sol intercalavam momentos de brisa
Havia até quem dissesse que podia chover.
Tempos atrás Petrarca um soneto teria escrito,
p'la incerteza de locus não seria bom.
Mas que interessa?
tudo vem com o tempo
Tudo chega quando tem de vir.
II
Abanavam os girassóis de plástico
o artificial não gira
Reacção é natural
o que não é não se domina.
III
Olhos há que de ver doiem
Doiem os meus de não ter visto
Abro e expando p'ros lados - como cristo
Só p'la cruz sei p'ra que existo.
sexta-feira, maio 23, 2008
terça-feira, maio 20, 2008
Respondo como o fiz.
"there is no time to write, i am working til late and if i can do something besides work i end up painting or drinking in a dark corner" - Basically the two things i can only do, and do good, if i am not seeing what i am doing.
segunda-feira, maio 12, 2008
Parte a parte do todo o todo se perde ou melhor o nada chega
Gostava que pudesses sentir aquilo que é teu desprovidade de suportes binários e tão analógica como me atraiste mas à primeira declaração de entrega gritaste baixinho que não muito antes do estafeta partir. Cada um de nós tem uma parte do outro nem que seja pelas recordações adocicadas de um dia que só a imaginação por completo saboreou mas quem tem parte nunca há de ter tudo pois é tudo que compõem uma pessoa e o nada é tudo o que ela não é.
Mais não digo, só escrevo merda.
sexta-feira, maio 09, 2008
there are 50 ways to leave your lover (or at least 50, i think there are even more)
50 ways to leave your lover he said only one to leave a feeling.
Esquecer no fundo é o unico remedio a receitar a um ser que procura eliminar uma parte de sim que depende de outro um sentimento que, lover ou não, existe. MErda
only one to leave a feeling.
terça-feira, maio 06, 2008
segunda-feira, maio 05, 2008
quinta-feira, maio 01, 2008
No aeroplain sim aeroplain com 5 horas de atraso as mesmas horas sem um cigarro e trabalho para fazer
Tudo começa
com o fim de uma ignorância adquirida
ou pelo menos falta de de bom senso imposto.
"Por favor fiquem de pé mais uns segundos"
não neste lado
agora fiquem do outro
"HA HA HA"
gargalhada britânica de humor filho da puta
da puta, da puta puta feia que o pariu
Só agora o poeta viu
o quão puta é que ela era.
*,#,$ pertencem a {! ? . , !? ; !!!!!}
IV
Ai os nervos miudinhos destes grandes senhores
Vejam
notem como ele trata o tão simpático empregado de bordo
Ein flugbegleiter
sim
é assim que se diz em alemão
essa linha estranha em que nada soa ao que é
e vejam
vejam
Reparem como o simpático flugbegleiter
(esse grande senhor)
Também lhe responde com um tom
malandro.
Que merda.
TIVESSE A MERDA DE
um cigarro neste instante
,neste porque já não aguento mais.
a conspurcar-me cada pulmão
cada alvéolo
traqueia
bronquiolo
laringe
faringe
e eu sei lá que mais que me compõe o sistema respiratório
Não aguento
não aguento
não aguento
É assim a metafísica do mundo, é?
num instante tudo se resume a uma necessidade induzida
a um gesto que muitos usam para nos definir
fumasse um cigarro e fosse com ele em mim
Visso o que só o fumo percorre
o que o cinzento marca ao me fazer.
Estou cansado, é tarde e mais cansado me sinto.
esforço de manter os olhos abertos faz com que só se veja o que se precisa
filto do que substancialmente importa.
o que vejo? o que há de mim?
Tremo, tremo como se o corpo fosse um mandíbula
um predador de mim que me mastiga
que me leva em frente ruminando
até ao instante em que cesso de existir...
fica só o corpo, dentição gasta, boca de uma vida.
É isto que vejo agora por não querer dormir
por não poder fazer o que sei que preciso
Não podes, ñ podes, n podes
POSSO!
N, não podes, não podes!
posso?
Ñ.
E parecendo que não é sempre a negação que ganha
(suspiro)
E ganha mesmo-
O cabrão do capitão, o cabrão, o cabrão, o cabrão (cantado)
Acaba de informar o senhor passageiro
EU?
que daqui não vai sair assim tão
quer dizer
assim tão
acho que já perceberam
assim tão cedo.
Estou a dar em louco e não por pensamentos metafísicos
não, desta vez não é nada disto
é ainda mais simples
Estou um bocadinho chateado
podia estar a fazer tantas outras coisas
"Fumar um cigarro?" (voz off)
Sim mas como devem imaginar tantas outras coisas
tantas
Mandar uma queca até que era bom
digamos que sabia bem
"Isso implica fumar um cigarro depois ó malandrão!" (voz off)
Digamos que sim
Mas também poucos são os vícios que sabem mal em cadeia...
Bom bom bom
Era
e vocês que não sabem experimentem
Bom
Era uma grandessíssima foda
Aquelas às antigas
Uma das que até revira os olhos
Que traz o estrábico mais próximo do mundo
Faz o vesgo não vesgo
e
em alguns casos se diz
Põe o coxo a andar
e o atleta dormente.
Sim era uma dessas que eu queria
sim
Só uma dessas e mais nada
Podia até morrer de seguida.
Tenho tanta fome, tanta sede
claustrofóbico estou no vazio que há em mim...
já se ligou o avião e os motores ressoam
fala o senhor agora a boa notícia
Aponta, aponta para longe, aponta
Aponta para bem longe daqui.
IV
doiem-me os olhos de ver,
sonhei de mais
perdi o hábito ao passar da luz
Adiferença é tanta
nem ao espelho me reconheço
mudado que estou em mim.
chove lá fora e o vidro se molha lentamente
com a frequência do gota a gota
passo a passo sempre foi a nossa medida
passo a passo
De olhos fechados sentia que corríamos
não chovia onde estávamos e só te via a ti
corríamos
levados por conversas e por um gin a haver
por amostras de beijos só parcialmente dados
Corríamos
eu em ti e tu em mim
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
e agora
doiem-me os olhos de ver.
V
Fatal
não
como se diz em español
Fá Tál
de facto este instante tem o som que disto
nomeadamente
- lá estou eu mais uma vez-
entre desconhecidos
com o meu john que caminhando
que caminhando
caminhando
caminhando
me leva para outro lado qualquer
giro
engraçado
Fá Tál
arrumação de quarto III, e de escritório um pouco.
Tem a física o peso
que a química multiplica
A foda, a 1ª, a de cognome assustada
Nem sequer sabia o que esperar
OS filmes da especialidade receitavam gritos,
e só os de uma superior conhecia
gemidos
Era um menino assustado pela lingua da carne
que sem saber sustentava o seu caminho
Carinhos
esses nao se veem noma performance acrobática
numa representação da natureza que prima pelo exagero
n faz parte
tremia
à vibraçao do que só imaginava
Vibrava
queria
mas só quis mal.
II variação sobre a frase inicial
Nem sequer sabia o que esperar
o outro corpo estava habituado
o piso pisado
só tinha que andar
seguir
conspurcar o conspurcado
assustou-se e assustado
vira o que não via
o menino
a criancinha
num instante num pensou.
III 2ª variação a com base
Nem sequer sabia o que esperar
pensar
esse era o mal com remédio
levado
uma vez pelo [menos]
levou-me levando cedo
o que queria carregar.
Dar?
só lhe dei o que era
como quem espera
tudo receber.
IV
Repetição do repetido
ganha sentido
n há lógica que fundamente
V
Só nos pede o corpo que aquilo que teve
é idiota como a mente que só reproduz baseada no conhecido
Escrevo por um gesto que domino por domesticar complexo.
Tabefes bem dados num corpo embrutecido por ser
A dor alinha a multidão parida em série
um conjunto sempre limitado por o tempo também o ser
Faz com que um corpo se evidencie na massa
que de [ ] se preenche na horas que limitam.
Escrevesse uma ode às sensações
juntasse r's e ressoasse como uma máquina
fosse a base mais plural na sua essência
As passam com os dias
os dias passam com as horas
e falo no grau intermédio para um mais geral
banal como os outros
É triste sei que é triste
mas o que reproduzo não passa do que sou
(com mais ou menos mentira).
VI Sobre o que sair, a [ ] do homem que gosta
Para quem trabalha é relativamente tarde
o sol pôs-se já há algum tempo
o sol ergue-se em provavelmente menos
e as horas só seguem a somar.
Triste este instante em que isolado escrevo como quem
não tendo algo a fazer
se multiplica em páginas cada vez menos brancas
e que assim se torna mais pura
ouvir por extracção
triste
triste
triste
triste
e triste com um pouco mais de tempo
a sua vivência só a multiplica
Pai
só tu de certa forma me entendes mesmo que com uma certeza mais sóbria
mostraste-me o caminho que em parte trilharia
Deste-me o que a ninguém devo dar
diz lá que não foi sempre assim?
Revês-te-te no que ajudaste a conceber
segui essa lógica quase matemática e tendi para um conjunto vazio
nunca fui eu próprio
nunca soube o que queria e hoje
hoje pai
pq hoje é o instante em que vivo
quero tanto que não sei para onde ir.
Difiro do que eras e tu sabendo orgulhaste
sorris por dar a cada uma delas o que me ensinaste
e las por instantes são felizes porque me dou
ou assim a dar o faço.
quarta-feira, abril 30, 2008
FAço o que quero fazer e só o faço para mim o resto encaro como um desafio que não desafia e que muito menos interessa ao ser humano banal como eu. Ai não sejas assim Dioguinho que é uma coisa muito pesada e a mentalidade só te faz mal e deturpa a verdadeira essência do teu ser.
Que raio é isto? Eu próprio a anular o meu espirito que se prolonga em letras cada vez mais limitadas? MErda
Insisto que merda merda merda e ah pois é mta merda meus amigos.
!
"
#
?
1
2
3 E a ssim que é. Acabou a festa acabou acabou.
tou farto e só sai merda.
Á - há A á . há pois é.
filhos de uma grande puta que só se mede a palmos de um gigante a quem um gato talvez um dia roube as botaS!!!!
segunda-feira, abril 28, 2008
At sheraton park lane with a turkish at my right and some whisky in me
Tal como aos poucos o copo se tornava tristemente.
(suspiro)
O copo vaza lentamente, lentamente. Quase que toca o topo do liquido a base deste copo sujo, enjoado e triste.
(suspiro, suspiro 2x)
E la muerte nos cogia un poco más de alcol. Su sonrisa nos hacia dicir si hasta el momento en que nos otros ya no podriamos dicir. Solo existe ese problema; hablamos demasiado, como una musica buena e repetitiva que, enquanto escuchaos, mismo que nos alegrando nada más nos dá.
Solo musica
Poca vida
solo
y insisto
solo la mierda de la musica
e la pelicula
si la pelicula
ni empezo a empezar
III
Até que
Ele agora subia
Lost was the boy that stole
sábado, abril 12, 2008
Limpeza de casa número dois ou segunda (gosto mais desta versão).
quarta-feira, abril 09, 2008
Na maria caxuxa sem ningúem perto para me xuxar
A espera ganha o teor
que a chegada exponencia
É mais triste que lida
É uma tristeza que se vive.
Encolhe os ombros
compactas a paciência
quebra os limites lentamente
Rapidamente tudo se anula
Fa-lo, falo com o tom que é teu
sente o que em mim viste
sê injusta e comete
o erro que preciso de sentir.
Ouvir faz-me mover
não para longe longe de tudo
Mudo como os dias que passam
Mudo, aos poucos não sou o que era.
II
Desfaço a parte que é tua
no resto que me compões
são momentos e uma vida
por eles feita os anula.
Que mais há para dizer entre os gritos
controlados por uma voz gasta
desfeita em vícios esquecedores
e em alturas que já não atinjo?
Conhecemo-nos tão bem
vimo-nos tantas vezes despidos
expostos a uma tristeza causada
algumas vezes só por nós
Estou tão farto, cansado
Custa-me também ouvi-lo
a diferença é que te digo
Cada palavra como um gesto
III
1,2,3
e o nada
a tristeza sozinha
o tempo que não passa
a ressaca não percebida
O corpo so sente o peso
depois de um sono adquirido
acordo
levanto-me para a morte
com passinhos de lã nauseabundos
ah pq faz isto porque me dá?
n o sei
n o pergunto
pq depois já não o faz.
IV
E acaba
como a chuva que dá espaço ao sol
Ficamos mais velhos
mais sabidos pouco a pouco
e o pouco é sempre muito.
Quero-te mas n o que me dás
um carinho controlado pela mente que te deram
Esperei tanto mais
coisas diferentes na essencia
o oposto talves e agora assim parto
mas também, que me interessa?
Trabalhamos amanhã e é tarde.
terça-feira, abril 01, 2008
Limpeza de casa. Caderno I
Uma gillette azulada, descartável
reutilizável mais que um dia
a certeza que alguém teria
ou poderia ter
uma noite com pernas a envolver.
Mtos me invejam
mas o incesto é nojento
soubesse eu de outras, de outras vidas
soubesse de outras lâminas perdidas
DE pernas preparadas a me receber.
Fase de lapidar uma pedra embrutecida
genético o código
quem diria
q num destes o negro se iria tornar
Pai que empurra
mãe que amortece a queda
(volvo com pernas na tecnologia de um impacto não só flanqueado)
Velhice presente que educa
num tempo só a este emprego empregado
Estrutura
no que já foi é baseado.
Escola
alguém mais como nós no caminho.
sozinho
é o percurso de quem vive.
Arrasto-me pelos dias que me restam
Com a força que aos poucos cessa de existir
É triste, sei-o
Tal como o facto de estar só, só com um copo de whisky
e outros tantos à distância de um gesto.
É uma troca simples,
Troco uma parte de mim por outra,
fico com a que relativamente tem menos peso
Um trago
Dou um trago e desce como há pouco tudo fez
Vai e arrasta com ele tudo
Tudo!
Escrevo intercalado por goles
Tenho o ritmo que à minha música
à minha arte
à minha vida falta
no mero instante em que me anulo
em que me desfaço
através de uma receita escocesa qualquer.
Caminha joão
Caminha!
Leva-me contigo de arrasto para a cama
Leva-me já que ainda não me és comum.
Arrasto-me
Arrasto-me pelos dias que me restam
com a força queaos poucos deixa de existir.
domingo, janeiro 20, 2008
Ao teles que escrevia poemas com Cristo mas que Dele nada tinham.
O processo é bem fácil: temos de seguir aquilo que uma campanha publicitária qualquer definiu criteriosamente como o caminho da felicidade. Já ninguém se interessa por uma pedra alquimica ou por um elixir que prlonga a vida; queremos o sorriso que uma loira qualquer, na Damaia num Mupi, mostra de uma forma tão gratuita e só aparentemente não estudada.
Nunca fomos assim. Quando olhávamos para ela, do tão humano que somos, só vinha a vontade de a comer de uma forma animalesca mas sentida. Aquela que tu, tão bem quanto eu, sabes que é humana e que pouca gente sentiu.
Estás longe. Sinto-o. Não tenho vergonha, como nunca antes tive, em to admitir. Estivesses perto. Bebessemos os nossos copos sem pensar no amanhã numa praia que uma luz artificial limita e que por instantes ela fosse marcada pela nossa sombra. Estás longe. Sinto-o.
Só queremos o que não queremos e é só o onde estamos que nos incomoda. Se assim não for, mais que tristes, somos desinteressantes.
Lembro-me de uma aula de filosofia. O meu professor extremamente católico tentava explicar a uma turma, como qualquer outra composta de adolescentes à procura de um significado definido por logotipos que, só por isso nunca o iria perceberm que a vida para Sartre só tinha sentido enquanto metas forem definidas. Isto, a meu ver, tem a ver com o primeiro parágrafo. O que me irrita é que, por nunca as atingirmos, ninguém comete suicídio, ninguém fica farto, e assim continua-se a sonhar.
que se esqueçam os carros. que se viva.
Conclusões que um banho de alcool permite
putas e vacas
putas e vacas
tentas tudo mas o vento nao passa
putas e
putas e vacas
o que tu queres é so o que para
putas e
putas e vacas.
Doi-te o corpo já é tão tarde
Duvida o homem que isto passe
mas que importa é só uma criança
vive no fundo e funda a lembrança.
Vem a puta dá-se a matança
Esquece na foda qualquer esperança
soma de tudo soma de nadas,
putas e vacas
putas e vacas
tentas tudo mas o vento nao passa
putas e
putas e vacas
o que tu queres é so o que para
putas e
putas e vacas.
putas e
putas e vacas
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Provérbio ou aforismo? se for o último é o IV
Até ela cair não saberás se te molhas.
Teste teste que venha o que venha
$$$ \ \ \ \ $ da gravata $ / / / $$$
baixa actividade
Chove lentamente e gota a gota se preenche o espaço entre cada pedra da calçada. Chove lentamente, duvido que transborde. Consigo vê-lo no dia desocupado.
Exactamente por debaixo do chão que piso, neste instante, crianças adultas dão forma ao balão que antes nem preenchia um saco. Outro senhor, um que nunca vi, cobre a mesa de pastéis de nata e doces que não tenho na memória ter comido.
Alguém entretanto terá de se vestir de Pai Natal. De certeza alguém contratado. Será o anfitrião daqueles que, de facto, são crianças e o promotor de um sonho que, mais cedo ou mais tarde, por maldade ou por perda de inocência um dia deixará de ser.
Não me lembro de quando o Natal se me mudou. Lembro-me de um aspirador que me carregava; lembro-me de um avião dos GI joes tão grande mas que entretanto se reduziu a uma dimensão insignificante; lembro-me do avô e do sorriso da avó. Lembro-me de pouco do muito que já vivi. O tempo traz e tira e, tanto um como o outro, sem qualquer opinião de quem recebe ou perde: quero lá saber do açoite que levei na quarta classe, quero momentos na memória que partilhei com quem hoje já não está.
Fora os que rebentaram já estão cheios os balões, daqui a nada chegam as crianças e a água continua a cair. Parte de mim escorre por entre a calçada, que só com esforço do tempo ou do homem se desfaz, e acumula-se por entre o piso permeável que a recebe enquanto pode. Chove, chove, chove...o que irá restar de mim?
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Para o pedro que põe num post o que sinto
Estou mais velho e não falo num sentido temporal; a vida carrega-nos quando achamos que a carregamos e, de estudantes ébrios que se perdem em dias que são noites porque o podem, de repente passamos a senhores do tipo doutor. Somos armados com um fato que alguém nos compra e, de computador ao ombro, já pisamos o chão axadrezado, já sentimos o peso, não do bem nem do mal, mas do que é assumido como uma responsabilidade, sempre monetária, nossa.
Nós que, íamos contra a corrente de um rio, sorrindo e cansados das horas em que a maioria dormia, como um pequeno bote acabámos por ser arrastados no mesmo sentido e, agora que já não o temos, olhamos de lado para quem o tem.
Ouço agora The Doors Pedro, o teu último post. Lembro-me do Sol que se punha enquanto nós despertávamos de uma vida que nunca nos fez muito sentido no teu carro que sempre te orgulhaste de ser um jipe. Quantas vezes não ouviamos o jim a cantar, nenhuma delas sem reparar num num detalhe que a seguir trauteávamos, na direcção de algo que hoje sinto que já não consigo alcançar? Lembras-te? Moledo, Guincho, Carcavelos, S.Pedro do Sul e daqui...
Éramos uns putos porreiros cujo sentido maior era não terem nenhum sentido no espaço que deles não era. Por arrasto já não sou um puto, pelo que sou sentido ainda não tenho.
sábado, novembro 24, 2007
Num sábado. Num dos dias que até tenho para mim.
Cada vez mais longe do que há uns meses era, não é p'lo tempo mas p'lo que sou que me assusto.
sexta-feira, novembro 09, 2007
Nunca cheguei a nenhuma conclusao como tantas vezes disse. nao passo de um tipo indefenivel. Porque mesmo que seja a para b eu nao passo de um a para um b que não sabe sequer a opinião do c que é completamente contraria e não, por consequencia, completamente invalida. Se calhar o b para mim é uma peste daquela que provoca a morte dolorosa e obriga a usar máscaras com uma grande penca (algo que gostoparticularmente) mas para o supracitado C tal pessoa é a melhor do mundo, quer ter filhos dele e o facto de ser um alcoolico adultero não importa para nada. E é assim que a vida é.
(Pausa)
II (Dois não segundo que isso soa mal)
Lá fora passa um barco longe,
nao lhe toco com os dedos mas com os dedos o limito no horizonte que é meu.
Nunca sequer me aproximei dela,
Limito-me a partida e eu nem o senti.
Faz parte tudo o que aparentemente é repartido
NAda é uno, nada é nosso.
O sol põe-se,
Lá fora.
Mas lá por fora
faz sol.
Não vejo,
Escrevo sem de olhos precisar.
PAra que se não me dão a luz.
PAra que ver o escuro
Para que o nque não se quer num instante
nmas que só o olho apreende.
Estou la por fora
Estou a s sol
Estou longe
Lá fora
não é aqui.
Limito-me
Limito o mundo
Cerco-me do que criei.
Lá fora os cacilheiros deixam marcado o seu percurso por um tempo que não sendo capaz de definir sei que por certo é imperceptível a quem não o vê. Trabalha de x a x carregando o peso dos outros e só sente parte do que eles deixam no seu depósito. Este, ao fim de x viagens, é ,de novo, preenchido para, de novo, ser gasto.
Rotinas. Percursos que cavamos num caminho sempre igual e que, de súbito e por excesso, deixa de existir. Cada vez mais fundo já nada mais que uma parede nos rodeia, tudo fica escuro mas, por hábito, seguimos sempre na direcção certa como um cego que conta os passos entre a 1ª carruagem do metro e os degraus que tem de subir não percebendo a riqueza que o rodeia: a velha alegre, o jovem triste, o rapaz que desenha e a gorda gótica que acredita ser uma fada encantada por uma regra celta qualquer.
O sol entretanto começou a pôr-se. As luzes da ponte acendem-se. O barco perde aos poucos a cor.
Daqui a nada saio. Volto ao mesmo de ser eu.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Pedira-lhe à última da hora o tipo meu homónimo que alterasse um documento que nem sequer era da responsabilidade dele. Bruno, pequeno quanto eu, teve de acatar a decisão do tipo que seguiu logo para casa de certo com propósitos onanistas da vertente de quem se gosta de ver com um polo de uma universidade americana só e sempre paga pelos nossos papás. Coitado tem trinta anos, uma idade triste quando se é criança. Fode-se para ter um amigo que, por mais que chore, nunca há de chorar tão alto quanto ele.
"papá quero uma casa numa zona central e cara". " o meu audi já tá velho como tu, dá-me um antes que morras e perca a tua fortuna".
Tristeza feia e sebosa como a testa de quem o seu que pesa nervoso dá ao outro que só carrega tudo o que nunca foi dele.
Quase que fui atropelado. Pimba.
O meu sapato por vezes escorrega.
Tenho pernas compridas, dificulta a compra de um fato.
Tenho colegas porreiros e outros chatos.
Moro ao lado do emprego.
Já tive medo do escuro.
Ladrão que rouba a ladrão tem x anos de perdão. ( e o x pertence a um conjunto tão finito quanto a vida deste senhor que, se tiver às portas da morte, considera este acto talvez altruista bastante indecente)
No meio de muita gente veêm-me bem à distância. sou alto.
Já corri p'lo menos cem metros de seguida 2 vezes sem parar.
Estou um bocado estúpido.
Digamos que muito estúpido.
Não vou escrever mais.
segunda-feira, outubro 08, 2007
Minor compositon in Csus minor
Soube dela e procurou o seu nome entre linhas que se formam pelo descodificar de zeros e uns. Admira-se, interessa-se, assusta-se por exemplo. Acima de tudo, aqui não interessa a ordem. A música vai ganhando intensidade. Conhece-a. Fala-lhe...
EXPLOSÃO
Finalmente a conheceu.
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O resto? Esse é d + para compor.
domingo, outubro 07, 2007
Nada é o mesmo. A balança regista outros valores à presença de o que antes se sabia ter um certo peso e não foram as unidades que mudaram. Merda! Merda merda e merda mais uma vez.
Não me anulo. Escondo-me.
quarta-feira, setembro 26, 2007
Meus amigos,
Este Sidoro que vos escreve mesmo que o exija não deixa de ser tratado por doutor. Quem agora vos escreve, como puderam constatar pelas linhas que rabisquei de rajada há bem pouco, está a viver num paradigma diferente e tão diferente está que parece um tal de Samsa descrito por um tal de Kafka que, embora escrevesse em alemão, pelos checos é assumido como um deles.
Acordei com medo de chegar atrasado no primeiro dia sem sequer saber o que me esperava no instante em que abrisse a porta para o mundo: a luz não mingava e as pessoas caminhavam no mesmo sentido que eu. Senti de súbito que agora pertencia ao grupo que antes me olhava de lado: era um "deles" que agora "deles" era.
No palacete foram-me dadas folhas com espaços a preencher e linhas para, com as letras mais amplas do meu nome, cruzar, e, no final, dando-me um novo número firmou-se contracto com a certeza da minha presença a qualquer hora, pois, agora, deles também era.
Viva ao sr. do mercedes
180º livremente inspirado numa frase de quem tem a voz una
domingo, julho 29, 2007
Aquecimento depois de meses de frio e que consequentemente antes de quente vai estar morno.
Um comboio. Mais um no conjunto que infelizmente não converge para infinito mas não como a vida, ou parte dela, que, mesmo que de súbito, um dia há-de convergir para (zero), no sentido literal e não natural que o vazio encerra.
Um comboio. Nada mais que isso; quer dizer, um comboio que apanhei e que, consequentemente, mesmo sendo um comboio, difere dos que não apanhei porque andei nele. Neste caso até escrevi nele; não foi, portanto, um comboio qualquer.
II
Na marina.
Estava bastante ventosa a terra que se envolve pelo mar. O vento sibilava como um viseense a tentar contornar as defesas de uma mulher ao passar por entre os mastros despidos das velas que o homem de bem içando não suportaria.
Apetecia.me beber no bar que me protegia do frio com o seu calor excessivo, mas, sendo bar de gente de bem, ali só bem se paga.
É triste: faz vento lá fora, apetece beber e por bem não faço.
III
Uma expressão não se forma num só instante; é criado por um processo sequencial. Vejamos:
A mulher faz um olhar que se define pela colocação do extremo exterior dos olhos (o mais próximo das orelhas) um pouco mais acima de uma linha horizontal paralela aos eixos do rosto e o outro extremo abaixo da mesma. Daqui muitas coisas se podem formar. Não falo das narinas que, embora tenham grande carga expressiva, são tão complexas de descrever que, para o fazer, nem um ensaio bastante denso com muitas páginas a transbordar de pinceladas não descodificáveis, por outro que não o autor, serviria.
Segue-se então a boca. Se sorrir quer festa, senão é chatice.
IV
Tudo tem um limite mesmo que esse não seja definido por uma regra que um gajo qualquer chamado Cauchy definiu. No fundo o quociente de (zeros) sempre criou problemas à humanidade que nunca viu o nada como algo natural e que da sua existência até explica Cartesianamente que Deus existe. Mas cartesianamente está errado, se ele existe é por tudo que está à nossa volta; tal como a cabra que empina o seu cú de uma maneira provocante.
Quem tem cú tem medo diz o Pipo e, provavelmente, alguém antes dele. Não interessa, o que interessa é que ela deveria sentir medo mas para fazer o que faz nunca soube o que ele é e se o soube deixou rapidamente de saber.
Descartes dizia ou escrevia que sim. Ela levanta-o como só a mão Dele permite.
terça-feira, junho 12, 2007
O retorno da criança que vai acabar por partir. Tal como este pensamento que vai
Há um tempo atrás havia um forte em que se fortificavam jovens imberbes pelo lençol, não de água mas de vida, que nem por aquelas paredes, aparentemente só altas, se viam a passar. A comandar estava o senhor que, pela hierarquia e pela linhagem que por suposto Deus definiu, era pelos seus irmãos subordinados tradatos também por irmão com a especificidade de dirigir.
Tudo o resto, o que não envolvia Deus, aos meus olhos era pior que admissível sendo só o que o antónimo desta palavra define de facto não não admissível. Tudo o resto era nojento.
Há um tempo atrás havia num forte dois rapazes que, não tão sólidos, aguentavam talvez a uma pressão mais forte e ao mesmo sol e ao mesmo frio e que por isso se fortificavam e deixavam de ser imberbes até um certo limite que a vida, por ser ali vivida, definia de uma forma que dos dois jovens que vou, a seguir, referir conseguiu mais tarde definir de uma forma, que por saber qual é, está correcta. O jovem número um e o jovem número dois fechavam-se num quarto que andava com as suas pernas num fundo de um corredor cuja porta, se houve, era bastante complicada sendo o trinco - vejam que até o trinco era assim para o estranho - dependia de uma mistura de palavras que teriam de ser ditas de uma forma, como todas as outras, codificada para que o sistema de processamento central tolerasse como algo processável, pois computável é uma palavra feia.
Destrancado que foi um deles, e não me refero a coisas imundas que o comum do leitor, se tiver pila e não a usar muito, logo começou a imaginar na sua cabeça que, por mais pequena que seja, chega pelo menos para dois e que, tendo um papel de parede agradável e/ou oléo com cheiro a flores interessante, até serve de cenário para um filme pornográfico dos anos 70 daqueles que toda a gente define como bons e cuja visualização faz inclusivé sinos de igrejar badalar como nunca antes se viu - talvez mais alto até que o space shuttle a descolar-, só nos resta falar do outro.
O menino supra-citado, o outro, nunca mudou.
quarta-feira, março 14, 2007
"Primas"
Falei-lhe e sentámo-nos enquanto a elas me apresentei ou fui apresentado. Só ele e o espaço eram sempre o mesmo naquela corte itinerante no pouco, ou muito, que a constitui.
Pedi um copo. Virei-me para o lado e disse o meu nome de novo, de novo recebendo outro nome de volta mas que dessa vez fixei. Estranhamente tinha a cara apregoada pelo que ouvira: tinha o mesmo jeito das que esse nome possuem. Era, e pelo que sei, continua triste ao ponto de se sentir exageradamente enferma com o que o destino lhe concedeu. "um kilo era-lhe uma tonelada". Concluí eu inspirado pela metade que já não restava no copo.
Falámos por mais 5 só de dois dependendo o diálogo. Lera muito e possuía o léxico que, temas sem qualquer palpabilidade, ler permite. A solidão não era o que é, tinha algo de metafísico. Não sabia o que era a vida mas tinha uma ideia do que era.
"All art is quite useless".
Um último gole, mais um cigarro, e seguimos pelo caminho frio, longo e pesado no corpo carregado de algo inflamável só por pouco tempo. Preseguimos sazonais, boémios recebidos p'lo do costume na porta de um templo onde o rei é quase sacerdote.
Ela estava lá já há algum tempo transportada que foi no seu coche real existente pelo e a distância que o mostrador converte numa quantia que, para nós, só em nós existiria e existiu. Não lhe falei concentrado que estava a agitar p'ra fora de mim o que numa semana se acumulou e que, naquele instante, como já se sabe diluído, era eliminado pelos poros abertos, seguros de que no altar seríamos salvos.
Chamaram-me falando do velho que sou, chamaram-me e foram-se. Nada mais que o meu nome ouvi. Fui-me mas, não como o profeta, andei até casa.
Naquele canto, só ele, na outra vez, na que se seguiu, estava. Bebemos celebrando o fim de algo que não se sabia ainda, ou ao começo. (Não sabia nada disso, nem hoje sei mais). Mas acabei no templo, como sempre, como sempre devoto a uma fé que poucos percebem porque poucos são como eu. Encontrei-a lá e falamos de novo mas, desta vez, ambos comungáramos e, cheios do sangue qeu queima ao ser bebido, principámos o ritual mais antigo. Aquele a que tantos não serão iniciados.
Quem me me via via-me como se apertasse os sapatos. Um gesto que previne o tropeçar futuro. Mentira; acabei por tropeçar.
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Pesou dessa vez também o caminho que antes só provocara o imaculado: doía-lhe o pescoço de ao falso se ter vergado.
terça-feira, janeiro 09, 2007
Cada papel, assinado somente na presença de um notário que estabeleceu a relação muito tempo antes de ela se ter concretizado, pode apresentar alineas muito, pouco ou nada diferentes dependendo somente das partes envolvidas. Basicamente o agente 1, que nas linhas seguintes vou tratar por eu, e o agente 2, que varia ao longo do espaço de tempo que é a minha vida e que tanto pode ser Joana, Clara ou Maria (nomes ficticios talvez mas sempre no feminino), encontram-se e criam uma relação com regras estabelicidas p'la sociedade e sinergias que tautologicamente por ela são escritas.
Assume, de acordo com as imposições feitas pelas partes, um nome diferente cada relação entre o eu e elas lda. Algumas exigem exclusividade contratual por um tempo certo que sempre que o é é curto. O nome até é parecido com o último adjectivo da última frase e as mais valias também são de curta duração: muitas vezes só existe uma e, se os participantes estiverem inebriados, nem chegam a haver.
Há casos em que as partes se aproximam com o intuito de preencher uma vaga na empresa de cada um: um out sourcing de recursos com o intuito de culmatar uma falha que mais tarde se percebe que só mão de obra especializada culmataria. P'lo menos enquanto dura a produtividade aumenta mesmo que pouco e só por pouco até se achar alguém mais apto. A quebra do contrato é que pode ser bem chata:com as partes a confundir a sua função e os escritório já habituados àquele funcionário.
Raras vezes, e sem qualquer previsão do mercado, encontram-se as condições para se ter o mais complexo de todos os acordos. Há casos em que tudo começa com uma sucessão de entrevistas inspiradas em características exteriores e facilmente avaliáveis que, após nos permitirem conhecer o entrevistando nunca por obrigação entrevistado, acabam por fazer com que ele receba uma proposta, muitas vezes discreta, de trabalho que, se ele for perspicaz, aceita se quiser. Outros casos têm início no outro tipo contrato ou simplesmente parecem que vão acabar num deles mas, havendo qualquer coisa que pode ser qualquer coisa e por ser qualquer coisa é imprevisível acabam por ser do tipo a que neste parágrafo me refiro.
O último quando acaba se acaba bem bem o faz. Caso contrário é uma merda. Insisto uma merda. Uma merda tão grande que duas linhas isoladas são só para o dizer. Espero que assim vejam a merda que é.
O pior é quando não percebem porque se rescinde o contrato. As partes tendem sempre a ser egoístas, egocÊntricas ou simplesmente estúpidas. Só interessa o lucro mesmo que o espaço que cada um é se inunde de um ódio que só se quer repercurtir em peso no outro. Esquece-se tudo o que se viveu:
"O outro é outro; já não é mais aquele do tempo em que estava relacionado comigo ou então nunca foi. Agora que eu vejo que ele só tem projectos de curto prazo percebo que ele nunca foi um estandarte da estabilidade que acenava diante de mim"
Triste.
Agora que não há nunca houve. Já nem as memórias bastam perante o presente. Nunca assinei um contrato, nunca escrevi um. A vida fê-lo por mim e bastou viver p'ra se exigir algo que nunca foi nosso. Imagino perante Deus e o peso da sua mão.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Poderia perguntar: e se tivesse feito y?ou X? ou Z?Mas de que serviria. Comecei p'ra acabar, um acabar homogéneo com o resto, por definir em que consistia. Só comecei com esse propósito.
Por isso, e só por, já não lamento nã ter escrito mais que duas páginas por um só texto. Se tivesse que o fazer tê-lo-ia feito. É bem simples até.
Preciso de estruturas que talvez um dia tenha, de uam ideia e da capacidade de a expor em 1000 ao invés de 100 palavras por uma centena não ser suficiente. Criar imagens, paralelismos, insistindo na ideia que, pela sua redundância e repeticão, no texto exposto, quem a leia a veja como dele.
Ideias. Talvez me faltem ou talvez as tenha em excesso. P'ra ser grande, e lido, tem de se ser mediano.
É uma questão sem escolha.
Entrei na 1ª divisão dentro daquela em que já estava e, depois de obrigado ter fechado a porta, fiz aquilo p'ra que vim, lavando as mãos de seguida - ainda não se tinha ido.
"Está contente". Inspirada p'lo meu canto, como sempre, fora de tom. "Já está de férias". No fundo, por brio, só agora posso dizer que estou; "Não, já estou há muito!". Há tanto quanto estou farto daquele antro onde raramente ponho os pés.
Pegando na merda que não sentia p'lo amarelo que vergava disse que a vida era como era a vida. Ri-me e disse que era triste pensar assim estando triste porque não mijei de pé.
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Ham on rye
Outro comboio acabara de chegar de Lisboa. Assustei-me, agora certo que lera por 15 minutos parte da história e que, durante esse tempo, parte das palavras podiam ser minhas.
Continuei no meu caminho, aquele que tantas vezes fizera, avançando mais em mim do que no asfalto. Era interrompido constantemente pelos carros da gente que há pouco se levantara e que, naquele instante, agora no seu transporte não público, continuava sentada na parte final do trajecto.
Detesto companhia nesta estreita estrada , nestra estrada paralela a um caminho mecânico que, no pouco que existe, nunca chega a tocar.
Para onde é que vou afinal? Não quero nada disto. Irritam-me as pessoas que me rodeiam; quase todas carregam o peso de um objectivo comum, de ideais moldados em série e entregues de porta em porta com a facilidade que o gratuito permite. Enojam-me, enquanto que o cão que, como sempre ladra daquela casa com aspecto de barraca perdida entre moradias minimamente decoradas, por não me meter medo, separados que estamos por um muro, só me chateia e incomoda como o frio.
Depois da esquina segui, como sempre o fiz, pelo caminho perpendicular olhando como que por instinto para aquele candeeiro de rua que sempre espera por mim para se acender - provavelmente sou sempre o primeiro como ele a a passar por ali. A sua luz é tão diferente, mais alva, mais pura não como a outra que de 10 em 10 metros se irradia.
Desta vez, num cruzamento, cruzaram-se duas carrinhas que mesmo distantas p'las marcas e por elas. Acabam por carregar o mesmo. Dois homens de fato, ninguém à direita uma cadeira de bebé atrás. Destino que talvez um dia partilhe, tenho a porta aberta.
Olhei para trás. Estava um pouco mais amarela. "Só precisa de tempo para ser como o resto".
Já não pensei mais.
Quem nunca o soube, como resposta a quem era, lá a porta me abriu.
Depois de uma torrada sem códea mas com queijo e presunto.
Podia ter aquecido o pão industrialmente fatiado e despido só um bocadinho de nada mais. Como no amor, ou em qualquer outra experiência a temperaturas, ou a outras, como a quantidade em gramas de manteiga e até de presunto, controladas, uma pequena variação pode ter um impacto desagradável no resultado. Neste caso nem muito. Não estava óptima mas comia-se.
Teles, o grande escritor da meia hora que falta, escrevia, p'lo que me pareceu, sobre Noé e clubes de futebol. É óbvia a relação entre os dois, mesmo sendo os estádios mais volumosos; surpreende-me porém ser sobre eles que ele escreve.
Enquanto preparava o meu pãozinho, que, como já sabem podia estar mais quente, e perguntei à minha exma. pessoa o que seria se sonhasse os sonhos de outros. No fundo já estava farto, por mais que tentasse, continuava a sonhar o mesmo e se o mesmo sonhamos - quero que isto fique bem claro- é porque não passa de um sonho e, se Aquele continuar com o seu humor um bocadito recorrente, nunca do que é vai passar.
E frustra. E se queda frustrado. E frustra. E frustra. E frustra ... até chegar ao ponto de só o adjectivo fazer sentido.
Tivesse o dos outros tendo o meu. Era uma como que uma lufada de ar fresco...novos cenários, novas caras, novos golos...
Retiro o que disse há pouco. Tivesse dos outros sonhos agradáveis, daqueles que eu gosto e, quem sabe daqueles que, mal acorde, deixem de os ser. Sonhe por A que faço o B que já fiz, sonho por C que já vi D da E com quem já fiz G - coisa que o F tanto sonhou.
(Suspiro)
O escritor continua a desenvolver a ideia de que se modela como o mesmo coisas que, não sendo o mesmo, por algum motivo talvez o mesmo sejam.
Aplausos à criação artistica tão vulgarmente avaliada num estabelecimento que, tendo matriz jacobiana com determinante não nulo e logo por isso quadrada, de ganadaria só é o inverso.
Aplausos então a Noé que, já velho de mais para jogar no moreirense, nos seus tempos fez os possíveis para que os estádios hoje estivessem cheios.
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Sobre o que acabar por ser.
Estou na faculdade. Reparem na força da palavra faculdade: faculdade, faculdade. Repito isto mais uma vez. E outra e outra.
Estivesse o Sr. Ferreira certo, perdesse o sentido. Estivesse o filosofo certo: que a consciência dos limites nos concedesse a liberdade. Que o peso dos grilhões acabasse por os diluir numa consciência que, por consciente, só mais nos pesa.
Porque é que não se aplica tudo o que é bonito de ler? Porquê?
Faculdade, faculdade. Faculdade e mais infinito...
e
SÓ ME SINTO
claustrofóbico.
sábado, dezembro 09, 2006
Um humilde regresso.
Antigamente era mais simples. Simplesmente saía um texto completamente irracional e de sentido mais dúbio que outra coisa qualquer.
A verdade é que só assim Sidoro, por ser egoista, como tantas outras pessoas tão bem o definem, fica feliz com a sua escrita - só assim verdadeiramente é dele.
A questão que se pode colocar, ele a ele, pois o leitor não interessa nem um bocadiho à escrita de um livro de memórias transcrito somente com o intuito de ser percebido mais tarde pelo seu escritor - Sidoro escreve àrabe da esquerda para a direita sem saber o que àrabe é -, é: "Por que raio é que tu" - melhor ainda - "por que raio é que eu me propus escrever dessa forma?"
Por malicia podia deixar a questão no ar mas um egoísta pode ser bonzinho e esse é o caso de Sidoro.
Por vezes um homem, ou criança, tanto faz, sente a necessidade de mudar e, se o decide fazer, é porque, mesmo que por erro da mente, acha que é num sentido de crescimento que o faz. Foi isso que se passou com Sidoro. Egoista, mas, como podem ver, bom e agora consciente.
Quantas vezes não falara ele de mudar por reacção, por sucessão de acontecimentos, para depois ir contra a sua lógica: p'lo menos agora percebeu.
Percebeu que daquela forma nada escrevia, mas isso era o bom do mau. Por pensar não era ele, não era sincero; forjava tudo quando só pouco ou parte queria partilhar com ele próprio no futuro.
Ironicamente por pensar era um idiota. Fatalmente e agora acaba a crescer.
quinta-feira, setembro 21, 2006
Parti do mesmo sitio e lá chegado por um caminho diferente com a mesma chegada eu, como antes, só dela me despedi.
antes de partir perguntou-me se custara a fechar a mala que só com o meu peso pluma se fechou. Chorei. Disse que sim e, depois, que não custou fazê-la. Até a roupa foi dobrada para mais tempo ter: organizei-a, fechei-a com o cuidado que um checo tem até a virar a pagina de um jornal. NÂO O QUERIA FAZER: UMA MALA FEITA OU DESFEITA NUM CANTO A ESPERA SIGNIFICAM SEMPRE O MESMO, O MESMO!
Nao viajo, parto, e isso implica regresso em tempo indefinido. E ao chegar é o meu pai quem me leva.
Volto a rotina de uma vila que é cidade.
Choro p'lo que deixei p'lo que foi e pelo deixar.
quinta-feira, julho 27, 2006
Nunca tive um momento de responsabilidade mais longo do que segundo e assim esperava eu que fosse sempre. Nunca tive um sentimento que se prolongasse por mais que uns dias e assim esperava que fosse sempre.
Esperando esperei e agora que o fiz vejo que de nada me serve esperar. Já não acredito no futuro que prevejo já que, como as caras, não o consigo ver que não de uma forma incerta. Sou ingénuo como a maturidade, sim a maturidade, o permite; estou velho de mais para ver para além das minhas certezas criadas em estimativas marteladas em segundos. Sim, já me imbebi no que um mês vi os outros fazerem; velho mas aprendo, mudo continuando velho.
Constantemente me lembro do que via e que, mesmo não vendo, sei que continua lá. O mar que com luz estava à minha direita e que sem ela à minha esquerda estava, isto se olhasse na direcção em que ia - tantas vezes foram as que não encarei o meu destino. A beleza de uma àrvore que, como eu, era cercada por um bando de pedras frias; limites à expansão do que a suportava estando a base consolidada no que relativamente era cada vez mais pequeno.
Mas via tão mais tão mais:
a fadiga não só consome o corpo: um esforço é um esforço, um ponto cada vez mais implica o fim.









