Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)
terça-feira, junho 24, 2008
O meu chefe que do seu nome só tem o nome diz que estou num instante de coçá-los.
Mit Baby face Sasha Pawelstik (eine merkwurdige Leiche) (Sidoro kann nicht Deutsche sprechen oder schreiben)
sie sind geradezu pathognomonisch
sie haben einen hut mit vier ecken,
er wirkt nicht so harmonisch,
aber man kann sich darunter verstecken.
Mein hut hat nur sechs ecken,
drei ecken hat nicht mein hut,
oh so viel ich denke
wenn ich denke ich bin kaputt.
puntz puntz puntz puntz
das lied macht wie eine uhr,
oh so viel ich denke
wenn ich denke ich bin kaputt.
Ich fuhle eine hand auf meiner haut
wenn ich fuhle ich denke nicht
segunda-feira, junho 23, 2008
domingo, junho 22, 2008
sexta-feira, junho 20, 2008
Um cadáver esquisto entre Sidoro Brago e Laufo Poncase
El soneto de un hidalgo que no conoce más que dós nombres.
És casi cerca pero llega tarde,
Un dia te termina, que te passe
con sus dedos subtiles, como viste
por tu cuerpo assustado pues se existe
de haver no necessita, que te marque
Como un gesto sencillo que te enfade
El abrigo cogido siempre triste.
Voy a beber es l'una un vaso es dos,
Recuerdos tan borachos traeré,
y el whisky tendrá toda mi voz.
Despertaré más tarde y con el gris
Por el sucio camino teneré
[tus pasitos que pasan a lejus velozes.]
y los momientos que te vi (Sonris)
À saída da auto-estrada uma vez joguei bowling. Num bar perto da praia quase que senti mais que as orelinhas mais linda de uma Raquel qualquer que por acaso até tem um apelido. Na praia a seguir apanhei a minha primeira bebedeira promovida por um primo qualquer que teve a festa de anos num restaurante com nome de santa e que por sua vez até diz que serve de ponto de paragem para um barco qualquer com rodas e um imposto de selo mais caro que a soma total das minhas contas de luz. Mais á frente na mesma estrada mas abrigado dei o meu primeiro beijo à rapariga que um amigo meu mais tarde agarrou quando eu falhei o remate à baliza. Mais à frente ainda estava o parque onde eu fui com ela um dia.
Ando para trás e para a frente nas minhas memórias à procura de um sentido qualquer que ainda julgo ser meu, não quero pensar em humanidade quando penso em mim. Tenho de ser distinto, as minhas memórias por mais partilhadas que sejam hão de ser só minhas e, o que delas resulta só pode ser o EU que eu grito entre linhas soltas com a tristeza que nutre a concentração que a escrita exige.
Um grito nunca passou de um refúgio triste, e um refúgio não tem mais valor por nos isolar do mundo. Tanto faz que as paredes sejam de palha, madeira, de betão, de betão embebido de uma lã de vidro ou de pedra qualquer. Tanto faz que o vidro que me faz ver seja de vidro velho escorrido de vidro duplo e só por isso esquizofrénico nas temperaturas desiguais que promove, à prova de bala ou pressões que só se sentem no fundo do fosso das marianas.
Um grito! A minha escrita é um grito! um acto estúpido e egoísta que só resulta da MINHA MINHA MINHA MINHA MINHA estúpida tristeza que insisto mais uma vez ser MINHA.
Lembro-me de mais momentos. Lembro-me, nunca me lembro de ter escrito feliz.
domingo, junho 15, 2008
O bom filho à casa torna diz o Filho do pai porque à casa dele já voltou um dia. Rejeitei o que queria e sem tomates foi-se comigo embora. Custa, sei que custa, e, por mais maneiras que se possa fugir ou deixar alguém insisto, não há senão uma de deixarmos nós próprios. Essa infelizmente não implica um reset mas um anular total que, aos olhos Dele do pai do senhor que não conheço, pode ser visto da pior maneira possível isto se acreditarmos que algo mais para além disto existe...não interessa voltei.
Como das outra vezes vi nela o que vira e, como da outra vez, a unica mulher sanguinamente a mim ligada identificou em nós (eu e outra) pontos comums. Estranho, estranho é mas é assim.
Hei de ir "ene" vezes ver até me cansar de ir.
sábado, junho 14, 2008
Dar-se ao ar e pelo ar cair.
"Ou existe ou não existe". Que se foda todo. Sou novo demais para generalizar as coisas e velho demais para não tirar conclusões.
"Querias que o amor fosse física quântica" O amor não é controlável e a necessidade depende das circunstâncias...A minha necessidade de estar comigo pode incapacitar a minha capacidade de estar com os outros" "Consegues estar com alguém sem ver durante um mês essas pessoas". "é como mijar" a privação aumenta a necessidade-.
Merda só cito naão penso por mim que merda tenho de gerir as minhas necessidades tenho tenho tenho. São necessidades e a capacidade de gerir as necessidades é assim mesmo.
QUE MERDA.
expando-me para os lados como se houvesse mais que um horizonte.
"Diogo isto não há maneira de piorar as coisas" é a Joana".
quarta-feira, junho 04, 2008

Eu estava estupefacto enquanto ela não chegava e ao passear no jardim dos passarinhos vi um pombinho malandrão e uma pomba falsa púdica.
Senti com uma certeza que não me é comum que ele estava bastante sarcástico naquela tarde ou bastante literário pelas figuras de estilo que utilizava. Não as explico porque creio que me se me conhecerem, coisa que duvido, perceberam isto. De facto pouca gente me conhece. Digo muita coisa e muito rapidamente mas por mais que me ouçam nunca hão-de perceber se sou bem ou mal intencionado. Isto, a meu ver, resulta de uma idiotice que é comum ao ser moderno que procura compreender o que deles nunca foi sem sequer uma questão lançar como o pombo que incha para ser rejeitado. Se me perguntassem eu diria.
Farto de ver tentativas falhadas de cópula entre membros de uma espécie que repudio dirigi-me então ao estabelecimento de encontro. Bebi o meu trinaranjus de limão enquanto desenhava. Entretanto ela chegou. Continuei a beber e pus o bloco de lado porque agora precisava de ver. Pediu-me uma bolacha de chocolate e enquanto continuava a beber comi-a.
Eventualmente tivemos de sair. O caminho era bonito mas pouco reparei nele.
A casa era preenchida por memórias que uma vida permite. Nem a guardiã dos segredos se apercebera de tudo o que estava pelo pó envolto. Xícaras, caixas com segredos de uma antepassada qualquer e um jornal que de outro antepassado falava utilizando as suas próprias palavras numa entrevista dada, daquela vez, a outro qualquer.
Deitei-me no chão 2, 3 ou mais vezes enquanto ela fazia o arroz doce. O motivo de tudo era o arroz doce que finalmente percebi como se fazia e as paredes ganhavam sempre um novo sentido sempre que de novo o chão estava à distância de um tapete.
Distâncias, nunca percebi delas mais que um pouco. Nunca lhes fui tangente, nunca as senti perto por mais que elas existissem. Tinha o meu canto que sempre me esteve próximo e tudo o resto, o longínquo, nunca me interessou. Sonhava, e só pelo que o meu ser criava suspirei. Sempre foi assim. Percebi-o quando com a primeira falei e vi que ELA só em mim estava.
Sentou-se ao meu lado. Mostrou-me os seus no seu computador branco com a sua maçã meio trincada e eu apoiado no seu colo vi-os, não percebendo de distâncias, nunca me senti tão próximo.
A prima chegou e eu fui. A minha mãe perguntou-me quem ela era. Inventei. Disse que fazíamos coisas em grupo
Não tinha cigarros desde o fumar dessa madrugada e a carteira estava vazia do beber. Experiências anexas e acima de tudo conexas para um homem com os seus vícios.
Falou o chefe, falou o subalterno colega mas que já subiu duas letras no alfabeto e insistiu em falar mais e a colocar questões absurdas por entre as palavras sábias de quem podia saber mais. Doía-me a cabeça da falta de nicotina e a mente da falta de qualquer coisa que ali não havia.
Eu só escutei. A voz arranhava-me como se o corpo me pesasse depois de me ter expandido, tivesse assim feito. Cingi-me a dizer merda, disparates disconexos e a dar apalpões brutos numa anca qualquer que acabou por me fugir com um ódio ainda mais vil. Tivesse.
...
Agora deveria trabalhar.





