Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)
sábado, junho 14, 2008
Dar-se ao ar e pelo ar cair.
"Ou existe ou não existe". Que se foda todo. Sou novo demais para generalizar as coisas e velho demais para não tirar conclusões.
"Querias que o amor fosse física quântica" O amor não é controlável e a necessidade depende das circunstâncias...A minha necessidade de estar comigo pode incapacitar a minha capacidade de estar com os outros" "Consegues estar com alguém sem ver durante um mês essas pessoas". "é como mijar" a privação aumenta a necessidade-.
Merda só cito naão penso por mim que merda tenho de gerir as minhas necessidades tenho tenho tenho. São necessidades e a capacidade de gerir as necessidades é assim mesmo.
QUE MERDA.
expando-me para os lados como se houvesse mais que um horizonte.
"Diogo isto não há maneira de piorar as coisas" é a Joana".
quarta-feira, junho 04, 2008

Eu estava estupefacto enquanto ela não chegava e ao passear no jardim dos passarinhos vi um pombinho malandrão e uma pomba falsa púdica.
Senti com uma certeza que não me é comum que ele estava bastante sarcástico naquela tarde ou bastante literário pelas figuras de estilo que utilizava. Não as explico porque creio que me se me conhecerem, coisa que duvido, perceberam isto. De facto pouca gente me conhece. Digo muita coisa e muito rapidamente mas por mais que me ouçam nunca hão-de perceber se sou bem ou mal intencionado. Isto, a meu ver, resulta de uma idiotice que é comum ao ser moderno que procura compreender o que deles nunca foi sem sequer uma questão lançar como o pombo que incha para ser rejeitado. Se me perguntassem eu diria.
Farto de ver tentativas falhadas de cópula entre membros de uma espécie que repudio dirigi-me então ao estabelecimento de encontro. Bebi o meu trinaranjus de limão enquanto desenhava. Entretanto ela chegou. Continuei a beber e pus o bloco de lado porque agora precisava de ver. Pediu-me uma bolacha de chocolate e enquanto continuava a beber comi-a.
Eventualmente tivemos de sair. O caminho era bonito mas pouco reparei nele.
A casa era preenchida por memórias que uma vida permite. Nem a guardiã dos segredos se apercebera de tudo o que estava pelo pó envolto. Xícaras, caixas com segredos de uma antepassada qualquer e um jornal que de outro antepassado falava utilizando as suas próprias palavras numa entrevista dada, daquela vez, a outro qualquer.
Deitei-me no chão 2, 3 ou mais vezes enquanto ela fazia o arroz doce. O motivo de tudo era o arroz doce que finalmente percebi como se fazia e as paredes ganhavam sempre um novo sentido sempre que de novo o chão estava à distância de um tapete.
Distâncias, nunca percebi delas mais que um pouco. Nunca lhes fui tangente, nunca as senti perto por mais que elas existissem. Tinha o meu canto que sempre me esteve próximo e tudo o resto, o longínquo, nunca me interessou. Sonhava, e só pelo que o meu ser criava suspirei. Sempre foi assim. Percebi-o quando com a primeira falei e vi que ELA só em mim estava.
Sentou-se ao meu lado. Mostrou-me os seus no seu computador branco com a sua maçã meio trincada e eu apoiado no seu colo vi-os, não percebendo de distâncias, nunca me senti tão próximo.
A prima chegou e eu fui. A minha mãe perguntou-me quem ela era. Inventei. Disse que fazíamos coisas em grupo
Não tinha cigarros desde o fumar dessa madrugada e a carteira estava vazia do beber. Experiências anexas e acima de tudo conexas para um homem com os seus vícios.
Falou o chefe, falou o subalterno colega mas que já subiu duas letras no alfabeto e insistiu em falar mais e a colocar questões absurdas por entre as palavras sábias de quem podia saber mais. Doía-me a cabeça da falta de nicotina e a mente da falta de qualquer coisa que ali não havia.
Eu só escutei. A voz arranhava-me como se o corpo me pesasse depois de me ter expandido, tivesse assim feito. Cingi-me a dizer merda, disparates disconexos e a dar apalpões brutos numa anca qualquer que acabou por me fugir com um ódio ainda mais vil. Tivesse.
...
Agora deveria trabalhar.
terça-feira, junho 03, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
I think i called it catarsis
50 ways to leave your lover
sábado, maio 24, 2008
No noobai depois do despertar ou durante ele.
Até que estava calmo o artista,
Já não entrestecia o desconhecimento da essência da foda.
Tudo vem com o tempo e chega quanto tem de vir.
O tempo, esse estava como ele,
Rasgos de sol intercalavam momentos de brisa
Havia até quem dissesse que podia chover.
Tempos atrás Petrarca um soneto teria escrito,
p'la incerteza de locus não seria bom.
Mas que interessa?
tudo vem com o tempo
Tudo chega quando tem de vir.
II
Abanavam os girassóis de plástico
o artificial não gira
Reacção é natural
o que não é não se domina.
III
Olhos há que de ver doiem
Doiem os meus de não ter visto
Abro e expando p'ros lados - como cristo
Só p'la cruz sei p'ra que existo.
sexta-feira, maio 23, 2008
terça-feira, maio 20, 2008
Respondo como o fiz.
"there is no time to write, i am working til late and if i can do something besides work i end up painting or drinking in a dark corner" - Basically the two things i can only do, and do good, if i am not seeing what i am doing.
segunda-feira, maio 12, 2008
Parte a parte do todo o todo se perde ou melhor o nada chega
Gostava que pudesses sentir aquilo que é teu desprovidade de suportes binários e tão analógica como me atraiste mas à primeira declaração de entrega gritaste baixinho que não muito antes do estafeta partir. Cada um de nós tem uma parte do outro nem que seja pelas recordações adocicadas de um dia que só a imaginação por completo saboreou mas quem tem parte nunca há de ter tudo pois é tudo que compõem uma pessoa e o nada é tudo o que ela não é.
Mais não digo, só escrevo merda.
sexta-feira, maio 09, 2008
there are 50 ways to leave your lover (or at least 50, i think there are even more)
50 ways to leave your lover he said only one to leave a feeling.
Esquecer no fundo é o unico remedio a receitar a um ser que procura eliminar uma parte de sim que depende de outro um sentimento que, lover ou não, existe. MErda
only one to leave a feeling.
terça-feira, maio 06, 2008
segunda-feira, maio 05, 2008
quinta-feira, maio 01, 2008
No aeroplain sim aeroplain com 5 horas de atraso as mesmas horas sem um cigarro e trabalho para fazer
Tudo começa
com o fim de uma ignorância adquirida
ou pelo menos falta de de bom senso imposto.
"Por favor fiquem de pé mais uns segundos"
não neste lado
agora fiquem do outro
"HA HA HA"
gargalhada britânica de humor filho da puta
da puta, da puta puta feia que o pariu
Só agora o poeta viu
o quão puta é que ela era.
*,#,$ pertencem a {! ? . , !? ; !!!!!}
IV
Ai os nervos miudinhos destes grandes senhores
Vejam
notem como ele trata o tão simpático empregado de bordo
Ein flugbegleiter
sim
é assim que se diz em alemão
essa linha estranha em que nada soa ao que é
e vejam
vejam
Reparem como o simpático flugbegleiter
(esse grande senhor)
Também lhe responde com um tom
malandro.
Que merda.
TIVESSE A MERDA DE
um cigarro neste instante
,neste porque já não aguento mais.
a conspurcar-me cada pulmão
cada alvéolo
traqueia
bronquiolo
laringe
faringe
e eu sei lá que mais que me compõe o sistema respiratório
Não aguento
não aguento
não aguento
É assim a metafísica do mundo, é?
num instante tudo se resume a uma necessidade induzida
a um gesto que muitos usam para nos definir
fumasse um cigarro e fosse com ele em mim
Visso o que só o fumo percorre
o que o cinzento marca ao me fazer.
Estou cansado, é tarde e mais cansado me sinto.
esforço de manter os olhos abertos faz com que só se veja o que se precisa
filto do que substancialmente importa.
o que vejo? o que há de mim?
Tremo, tremo como se o corpo fosse um mandíbula
um predador de mim que me mastiga
que me leva em frente ruminando
até ao instante em que cesso de existir...
fica só o corpo, dentição gasta, boca de uma vida.
É isto que vejo agora por não querer dormir
por não poder fazer o que sei que preciso
Não podes, ñ podes, n podes
POSSO!
N, não podes, não podes!
posso?
Ñ.
E parecendo que não é sempre a negação que ganha
(suspiro)
E ganha mesmo-
O cabrão do capitão, o cabrão, o cabrão, o cabrão (cantado)
Acaba de informar o senhor passageiro
EU?
que daqui não vai sair assim tão
quer dizer
assim tão
acho que já perceberam
assim tão cedo.
Estou a dar em louco e não por pensamentos metafísicos
não, desta vez não é nada disto
é ainda mais simples
Estou um bocadinho chateado
podia estar a fazer tantas outras coisas
"Fumar um cigarro?" (voz off)
Sim mas como devem imaginar tantas outras coisas
tantas
Mandar uma queca até que era bom
digamos que sabia bem
"Isso implica fumar um cigarro depois ó malandrão!" (voz off)
Digamos que sim
Mas também poucos são os vícios que sabem mal em cadeia...
Bom bom bom
Era
e vocês que não sabem experimentem
Bom
Era uma grandessíssima foda
Aquelas às antigas
Uma das que até revira os olhos
Que traz o estrábico mais próximo do mundo
Faz o vesgo não vesgo
e
em alguns casos se diz
Põe o coxo a andar
e o atleta dormente.
Sim era uma dessas que eu queria
sim
Só uma dessas e mais nada
Podia até morrer de seguida.
Tenho tanta fome, tanta sede
claustrofóbico estou no vazio que há em mim...
já se ligou o avião e os motores ressoam
fala o senhor agora a boa notícia
Aponta, aponta para longe, aponta
Aponta para bem longe daqui.
IV
doiem-me os olhos de ver,
sonhei de mais
perdi o hábito ao passar da luz
Adiferença é tanta
nem ao espelho me reconheço
mudado que estou em mim.
chove lá fora e o vidro se molha lentamente
com a frequência do gota a gota
passo a passo sempre foi a nossa medida
passo a passo
De olhos fechados sentia que corríamos
não chovia onde estávamos e só te via a ti
corríamos
levados por conversas e por um gin a haver
por amostras de beijos só parcialmente dados
Corríamos
eu em ti e tu em mim
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
e agora
doiem-me os olhos de ver.
V
Fatal
não
como se diz em español
Fá Tál
de facto este instante tem o som que disto
nomeadamente
- lá estou eu mais uma vez-
entre desconhecidos
com o meu john que caminhando
que caminhando
caminhando
caminhando
me leva para outro lado qualquer
giro
engraçado
Fá Tál
arrumação de quarto III, e de escritório um pouco.
Tem a física o peso
que a química multiplica
A foda, a 1ª, a de cognome assustada
Nem sequer sabia o que esperar
OS filmes da especialidade receitavam gritos,
e só os de uma superior conhecia
gemidos
Era um menino assustado pela lingua da carne
que sem saber sustentava o seu caminho
Carinhos
esses nao se veem noma performance acrobática
numa representação da natureza que prima pelo exagero
n faz parte
tremia
à vibraçao do que só imaginava
Vibrava
queria
mas só quis mal.
II variação sobre a frase inicial
Nem sequer sabia o que esperar
o outro corpo estava habituado
o piso pisado
só tinha que andar
seguir
conspurcar o conspurcado
assustou-se e assustado
vira o que não via
o menino
a criancinha
num instante num pensou.
III 2ª variação a com base
Nem sequer sabia o que esperar
pensar
esse era o mal com remédio
levado
uma vez pelo [menos]
levou-me levando cedo
o que queria carregar.
Dar?
só lhe dei o que era
como quem espera
tudo receber.
IV
Repetição do repetido
ganha sentido
n há lógica que fundamente
V
Só nos pede o corpo que aquilo que teve
é idiota como a mente que só reproduz baseada no conhecido
Escrevo por um gesto que domino por domesticar complexo.
Tabefes bem dados num corpo embrutecido por ser
A dor alinha a multidão parida em série
um conjunto sempre limitado por o tempo também o ser
Faz com que um corpo se evidencie na massa
que de [ ] se preenche na horas que limitam.
Escrevesse uma ode às sensações
juntasse r's e ressoasse como uma máquina
fosse a base mais plural na sua essência
As passam com os dias
os dias passam com as horas
e falo no grau intermédio para um mais geral
banal como os outros
É triste sei que é triste
mas o que reproduzo não passa do que sou
(com mais ou menos mentira).
VI Sobre o que sair, a [ ] do homem que gosta
Para quem trabalha é relativamente tarde
o sol pôs-se já há algum tempo
o sol ergue-se em provavelmente menos
e as horas só seguem a somar.
Triste este instante em que isolado escrevo como quem
não tendo algo a fazer
se multiplica em páginas cada vez menos brancas
e que assim se torna mais pura
ouvir por extracção
triste
triste
triste
triste
e triste com um pouco mais de tempo
a sua vivência só a multiplica
Pai
só tu de certa forma me entendes mesmo que com uma certeza mais sóbria
mostraste-me o caminho que em parte trilharia
Deste-me o que a ninguém devo dar
diz lá que não foi sempre assim?
Revês-te-te no que ajudaste a conceber
segui essa lógica quase matemática e tendi para um conjunto vazio
nunca fui eu próprio
nunca soube o que queria e hoje
hoje pai
pq hoje é o instante em que vivo
quero tanto que não sei para onde ir.
Difiro do que eras e tu sabendo orgulhaste
sorris por dar a cada uma delas o que me ensinaste
e las por instantes são felizes porque me dou
ou assim a dar o faço.






