Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)
terça-feira, maio 20, 2008
Respondo como o fiz.
"there is no time to write, i am working til late and if i can do something besides work i end up painting or drinking in a dark corner" - Basically the two things i can only do, and do good, if i am not seeing what i am doing.
segunda-feira, maio 12, 2008
Parte a parte do todo o todo se perde ou melhor o nada chega
Gostava que pudesses sentir aquilo que é teu desprovidade de suportes binários e tão analógica como me atraiste mas à primeira declaração de entrega gritaste baixinho que não muito antes do estafeta partir. Cada um de nós tem uma parte do outro nem que seja pelas recordações adocicadas de um dia que só a imaginação por completo saboreou mas quem tem parte nunca há de ter tudo pois é tudo que compõem uma pessoa e o nada é tudo o que ela não é.
Mais não digo, só escrevo merda.
sexta-feira, maio 09, 2008
there are 50 ways to leave your lover (or at least 50, i think there are even more)
50 ways to leave your lover he said only one to leave a feeling.
Esquecer no fundo é o unico remedio a receitar a um ser que procura eliminar uma parte de sim que depende de outro um sentimento que, lover ou não, existe. MErda
only one to leave a feeling.
terça-feira, maio 06, 2008
segunda-feira, maio 05, 2008
quinta-feira, maio 01, 2008
No aeroplain sim aeroplain com 5 horas de atraso as mesmas horas sem um cigarro e trabalho para fazer
Tudo começa
com o fim de uma ignorância adquirida
ou pelo menos falta de de bom senso imposto.
"Por favor fiquem de pé mais uns segundos"
não neste lado
agora fiquem do outro
"HA HA HA"
gargalhada britânica de humor filho da puta
da puta, da puta puta feia que o pariu
Só agora o poeta viu
o quão puta é que ela era.
*,#,$ pertencem a {! ? . , !? ; !!!!!}
IV
Ai os nervos miudinhos destes grandes senhores
Vejam
notem como ele trata o tão simpático empregado de bordo
Ein flugbegleiter
sim
é assim que se diz em alemão
essa linha estranha em que nada soa ao que é
e vejam
vejam
Reparem como o simpático flugbegleiter
(esse grande senhor)
Também lhe responde com um tom
malandro.
Que merda.
TIVESSE A MERDA DE
um cigarro neste instante
,neste porque já não aguento mais.
a conspurcar-me cada pulmão
cada alvéolo
traqueia
bronquiolo
laringe
faringe
e eu sei lá que mais que me compõe o sistema respiratório
Não aguento
não aguento
não aguento
É assim a metafísica do mundo, é?
num instante tudo se resume a uma necessidade induzida
a um gesto que muitos usam para nos definir
fumasse um cigarro e fosse com ele em mim
Visso o que só o fumo percorre
o que o cinzento marca ao me fazer.
Estou cansado, é tarde e mais cansado me sinto.
esforço de manter os olhos abertos faz com que só se veja o que se precisa
filto do que substancialmente importa.
o que vejo? o que há de mim?
Tremo, tremo como se o corpo fosse um mandíbula
um predador de mim que me mastiga
que me leva em frente ruminando
até ao instante em que cesso de existir...
fica só o corpo, dentição gasta, boca de uma vida.
É isto que vejo agora por não querer dormir
por não poder fazer o que sei que preciso
Não podes, ñ podes, n podes
POSSO!
N, não podes, não podes!
posso?
Ñ.
E parecendo que não é sempre a negação que ganha
(suspiro)
E ganha mesmo-
O cabrão do capitão, o cabrão, o cabrão, o cabrão (cantado)
Acaba de informar o senhor passageiro
EU?
que daqui não vai sair assim tão
quer dizer
assim tão
acho que já perceberam
assim tão cedo.
Estou a dar em louco e não por pensamentos metafísicos
não, desta vez não é nada disto
é ainda mais simples
Estou um bocadinho chateado
podia estar a fazer tantas outras coisas
"Fumar um cigarro?" (voz off)
Sim mas como devem imaginar tantas outras coisas
tantas
Mandar uma queca até que era bom
digamos que sabia bem
"Isso implica fumar um cigarro depois ó malandrão!" (voz off)
Digamos que sim
Mas também poucos são os vícios que sabem mal em cadeia...
Bom bom bom
Era
e vocês que não sabem experimentem
Bom
Era uma grandessíssima foda
Aquelas às antigas
Uma das que até revira os olhos
Que traz o estrábico mais próximo do mundo
Faz o vesgo não vesgo
e
em alguns casos se diz
Põe o coxo a andar
e o atleta dormente.
Sim era uma dessas que eu queria
sim
Só uma dessas e mais nada
Podia até morrer de seguida.
Tenho tanta fome, tanta sede
claustrofóbico estou no vazio que há em mim...
já se ligou o avião e os motores ressoam
fala o senhor agora a boa notícia
Aponta, aponta para longe, aponta
Aponta para bem longe daqui.
IV
doiem-me os olhos de ver,
sonhei de mais
perdi o hábito ao passar da luz
Adiferença é tanta
nem ao espelho me reconheço
mudado que estou em mim.
chove lá fora e o vidro se molha lentamente
com a frequência do gota a gota
passo a passo sempre foi a nossa medida
passo a passo
De olhos fechados sentia que corríamos
não chovia onde estávamos e só te via a ti
corríamos
levados por conversas e por um gin a haver
por amostras de beijos só parcialmente dados
Corríamos
eu em ti e tu em mim
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
Corríamos
e agora
doiem-me os olhos de ver.
V
Fatal
não
como se diz em español
Fá Tál
de facto este instante tem o som que disto
nomeadamente
- lá estou eu mais uma vez-
entre desconhecidos
com o meu john que caminhando
que caminhando
caminhando
caminhando
me leva para outro lado qualquer
giro
engraçado
Fá Tál
arrumação de quarto III, e de escritório um pouco.
Tem a física o peso
que a química multiplica
A foda, a 1ª, a de cognome assustada
Nem sequer sabia o que esperar
OS filmes da especialidade receitavam gritos,
e só os de uma superior conhecia
gemidos
Era um menino assustado pela lingua da carne
que sem saber sustentava o seu caminho
Carinhos
esses nao se veem noma performance acrobática
numa representação da natureza que prima pelo exagero
n faz parte
tremia
à vibraçao do que só imaginava
Vibrava
queria
mas só quis mal.
II variação sobre a frase inicial
Nem sequer sabia o que esperar
o outro corpo estava habituado
o piso pisado
só tinha que andar
seguir
conspurcar o conspurcado
assustou-se e assustado
vira o que não via
o menino
a criancinha
num instante num pensou.
III 2ª variação a com base
Nem sequer sabia o que esperar
pensar
esse era o mal com remédio
levado
uma vez pelo [menos]
levou-me levando cedo
o que queria carregar.
Dar?
só lhe dei o que era
como quem espera
tudo receber.
IV
Repetição do repetido
ganha sentido
n há lógica que fundamente
V
Só nos pede o corpo que aquilo que teve
é idiota como a mente que só reproduz baseada no conhecido
Escrevo por um gesto que domino por domesticar complexo.
Tabefes bem dados num corpo embrutecido por ser
A dor alinha a multidão parida em série
um conjunto sempre limitado por o tempo também o ser
Faz com que um corpo se evidencie na massa
que de [ ] se preenche na horas que limitam.
Escrevesse uma ode às sensações
juntasse r's e ressoasse como uma máquina
fosse a base mais plural na sua essência
As passam com os dias
os dias passam com as horas
e falo no grau intermédio para um mais geral
banal como os outros
É triste sei que é triste
mas o que reproduzo não passa do que sou
(com mais ou menos mentira).
VI Sobre o que sair, a [ ] do homem que gosta
Para quem trabalha é relativamente tarde
o sol pôs-se já há algum tempo
o sol ergue-se em provavelmente menos
e as horas só seguem a somar.
Triste este instante em que isolado escrevo como quem
não tendo algo a fazer
se multiplica em páginas cada vez menos brancas
e que assim se torna mais pura
ouvir por extracção
triste
triste
triste
triste
e triste com um pouco mais de tempo
a sua vivência só a multiplica
Pai
só tu de certa forma me entendes mesmo que com uma certeza mais sóbria
mostraste-me o caminho que em parte trilharia
Deste-me o que a ninguém devo dar
diz lá que não foi sempre assim?
Revês-te-te no que ajudaste a conceber
segui essa lógica quase matemática e tendi para um conjunto vazio
nunca fui eu próprio
nunca soube o que queria e hoje
hoje pai
pq hoje é o instante em que vivo
quero tanto que não sei para onde ir.
Difiro do que eras e tu sabendo orgulhaste
sorris por dar a cada uma delas o que me ensinaste
e las por instantes são felizes porque me dou
ou assim a dar o faço.
quarta-feira, abril 30, 2008
FAço o que quero fazer e só o faço para mim o resto encaro como um desafio que não desafia e que muito menos interessa ao ser humano banal como eu. Ai não sejas assim Dioguinho que é uma coisa muito pesada e a mentalidade só te faz mal e deturpa a verdadeira essência do teu ser.
Que raio é isto? Eu próprio a anular o meu espirito que se prolonga em letras cada vez mais limitadas? MErda
Insisto que merda merda merda e ah pois é mta merda meus amigos.
!
"
#
?
1
2
3 E a ssim que é. Acabou a festa acabou acabou.
tou farto e só sai merda.
Á - há A á . há pois é.
filhos de uma grande puta que só se mede a palmos de um gigante a quem um gato talvez um dia roube as botaS!!!!
segunda-feira, abril 28, 2008
At sheraton park lane with a turkish at my right and some whisky in me
Tal como aos poucos o copo se tornava tristemente.
(suspiro)
O copo vaza lentamente, lentamente. Quase que toca o topo do liquido a base deste copo sujo, enjoado e triste.
(suspiro, suspiro 2x)
E la muerte nos cogia un poco más de alcol. Su sonrisa nos hacia dicir si hasta el momento en que nos otros ya no podriamos dicir. Solo existe ese problema; hablamos demasiado, como una musica buena e repetitiva que, enquanto escuchaos, mismo que nos alegrando nada más nos dá.
Solo musica
Poca vida
solo
y insisto
solo la mierda de la musica
e la pelicula
si la pelicula
ni empezo a empezar
III
Até que
Ele agora subia
Lost was the boy that stole
sábado, abril 12, 2008
Limpeza de casa número dois ou segunda (gosto mais desta versão).
quarta-feira, abril 09, 2008
Na maria caxuxa sem ningúem perto para me xuxar
A espera ganha o teor
que a chegada exponencia
É mais triste que lida
É uma tristeza que se vive.
Encolhe os ombros
compactas a paciência
quebra os limites lentamente
Rapidamente tudo se anula
Fa-lo, falo com o tom que é teu
sente o que em mim viste
sê injusta e comete
o erro que preciso de sentir.
Ouvir faz-me mover
não para longe longe de tudo
Mudo como os dias que passam
Mudo, aos poucos não sou o que era.
II
Desfaço a parte que é tua
no resto que me compões
são momentos e uma vida
por eles feita os anula.
Que mais há para dizer entre os gritos
controlados por uma voz gasta
desfeita em vícios esquecedores
e em alturas que já não atinjo?
Conhecemo-nos tão bem
vimo-nos tantas vezes despidos
expostos a uma tristeza causada
algumas vezes só por nós
Estou tão farto, cansado
Custa-me também ouvi-lo
a diferença é que te digo
Cada palavra como um gesto
III
1,2,3
e o nada
a tristeza sozinha
o tempo que não passa
a ressaca não percebida
O corpo so sente o peso
depois de um sono adquirido
acordo
levanto-me para a morte
com passinhos de lã nauseabundos
ah pq faz isto porque me dá?
n o sei
n o pergunto
pq depois já não o faz.
IV
E acaba
como a chuva que dá espaço ao sol
Ficamos mais velhos
mais sabidos pouco a pouco
e o pouco é sempre muito.
Quero-te mas n o que me dás
um carinho controlado pela mente que te deram
Esperei tanto mais
coisas diferentes na essencia
o oposto talves e agora assim parto
mas também, que me interessa?
Trabalhamos amanhã e é tarde.
terça-feira, abril 01, 2008
Limpeza de casa. Caderno I
Uma gillette azulada, descartável
reutilizável mais que um dia
a certeza que alguém teria
ou poderia ter
uma noite com pernas a envolver.
Mtos me invejam
mas o incesto é nojento
soubesse eu de outras, de outras vidas
soubesse de outras lâminas perdidas
DE pernas preparadas a me receber.
Fase de lapidar uma pedra embrutecida
genético o código
quem diria
q num destes o negro se iria tornar
Pai que empurra
mãe que amortece a queda
(volvo com pernas na tecnologia de um impacto não só flanqueado)
Velhice presente que educa
num tempo só a este emprego empregado
Estrutura
no que já foi é baseado.
Escola
alguém mais como nós no caminho.
sozinho
é o percurso de quem vive.
Arrasto-me pelos dias que me restam
Com a força que aos poucos cessa de existir
É triste, sei-o
Tal como o facto de estar só, só com um copo de whisky
e outros tantos à distância de um gesto.
É uma troca simples,
Troco uma parte de mim por outra,
fico com a que relativamente tem menos peso
Um trago
Dou um trago e desce como há pouco tudo fez
Vai e arrasta com ele tudo
Tudo!
Escrevo intercalado por goles
Tenho o ritmo que à minha música
à minha arte
à minha vida falta
no mero instante em que me anulo
em que me desfaço
através de uma receita escocesa qualquer.
Caminha joão
Caminha!
Leva-me contigo de arrasto para a cama
Leva-me já que ainda não me és comum.
Arrasto-me
Arrasto-me pelos dias que me restam
com a força queaos poucos deixa de existir.
domingo, janeiro 20, 2008
Ao teles que escrevia poemas com Cristo mas que Dele nada tinham.
O processo é bem fácil: temos de seguir aquilo que uma campanha publicitária qualquer definiu criteriosamente como o caminho da felicidade. Já ninguém se interessa por uma pedra alquimica ou por um elixir que prlonga a vida; queremos o sorriso que uma loira qualquer, na Damaia num Mupi, mostra de uma forma tão gratuita e só aparentemente não estudada.
Nunca fomos assim. Quando olhávamos para ela, do tão humano que somos, só vinha a vontade de a comer de uma forma animalesca mas sentida. Aquela que tu, tão bem quanto eu, sabes que é humana e que pouca gente sentiu.
Estás longe. Sinto-o. Não tenho vergonha, como nunca antes tive, em to admitir. Estivesses perto. Bebessemos os nossos copos sem pensar no amanhã numa praia que uma luz artificial limita e que por instantes ela fosse marcada pela nossa sombra. Estás longe. Sinto-o.
Só queremos o que não queremos e é só o onde estamos que nos incomoda. Se assim não for, mais que tristes, somos desinteressantes.
Lembro-me de uma aula de filosofia. O meu professor extremamente católico tentava explicar a uma turma, como qualquer outra composta de adolescentes à procura de um significado definido por logotipos que, só por isso nunca o iria perceberm que a vida para Sartre só tinha sentido enquanto metas forem definidas. Isto, a meu ver, tem a ver com o primeiro parágrafo. O que me irrita é que, por nunca as atingirmos, ninguém comete suicídio, ninguém fica farto, e assim continua-se a sonhar.
que se esqueçam os carros. que se viva.