Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

quarta-feira, abril 30, 2008

que merda. é a única coisa que me apetece dizer como se berrasse nesta merda de aeroporto internacional da gente, que se achanado superiores a tudo porque bebem chá graças aos portugueses que também lhes deram as colónias primeiras não passa de merdosa.





Á - há A á . há pois é.



filhos de uma grande puta que só se mede a palmos de um gigante a quem um gato talvez um dia roube as botaS!!!!
If there was only one language tudo seria más fácil. Je comprends that du vershendst nicht.

segunda-feira, abril 28, 2008

At sheraton park lane with a turkish at my right and some whisky in me



















A cadeira, a mais próxima, essa estava sempre vazia.
Tal como aos poucos o copo se tornava tristemente.

Nem fumar podia pela legislação moderna e discriminatória.

Mais fica por preencher no pulmão que não há-de fica mais saudável com o tempo.
Um cigarro tivesse um cigarro como me tem o vazio que me preenche. Antes, será que antes era assim?

(suspiro)

O copo vaza lentamente, lentamente. Quase que toca o topo do liquido a base deste copo sujo, enjoado e triste.
(suspiro, suspiro 2x)
E continua.
E acabou











II

E la muerte nos cogia un poco más de alcol. Su sonrisa nos hacia dicir si hasta el momento en que nos otros ya no podriamos dicir. Solo existe ese problema; hablamos demasiado, como una musica buena e repetitiva que, enquanto escuchaos, mismo que nos alegrando nada más nos dá.
Solo musica
Poca vida
solo
y insisto
solo la mierda de la musica
e la pelicula
si la pelicula
ni empezo a empezar













III

Até que
caindo do céu
duas asas passaram
a ser suas



Ele agora subia
subia subia subia
devagarinho
Era um ser paciente
tinha a idade que lhe permitia
apreciar cada momento da sua ascensão
Cada
Cada novo ângulo
digamos
detalhe
tinha asas
delas agora se servia











IV
But suddenly the tab was to big to be paid or so screamed the crazy boy that ran away with a secret scream.Or so he thought as the hand had grabbed him already with a hunger for something bigger that what she lost.
Lost was the boy that stole


V
Le fin
The end
or even
el final
o fim
acabou
it's over
Mó dah fóques

sábado, abril 12, 2008

Limpeza de casa número dois ou segunda (gosto mais desta versão).

Texto isolado. O príncipio do sentimento que se explana na série. (ai, que merda é esta?)
É a vida como uma trela
que aperta o pescoço de um cão de um cãozinho
que por mais grande ou pequenino
só segue p'lo caminho que lhe dá ar.
Tenta lutar mas por mais que ladra ou morda
nunca se altera o que já há tanto nos definiu.
I
E assim começa o poeta uma lengalenga sempre antiga
talvez escreva algo de novo
mas já antes o pescoço esse mesmo,
mas outro
aperto sentiu.
Talvez alguém se reveja
talvez alguém entenda,
talvez aquilo que ele escreva
Tenha um sentido não só dele
I
Veste de cinzento o senhor
Esconde a paleta de cor
com que pinta o seu ser
Chama-se a isto crescer
Ninguém o diz mas subentende-se
Perde-se a fé em nós mas crê-se
Num Deus que só se sabe opaco.
II
Dá-se um prazo à tarega
que atarefa por um prazo que se sabe
Todo o ser daqui parte
só se lega se se sabe quando
Infelizmente há excepçoes e explico:
quem não sabe e pensa atarefado
sem saber perde o prazo
nd fez da tarefa que tinha
IV
Discussões merdas banais rotinas
puxões na tela que é a vida
que sem patilhão e na constância
só se move em três dos pontos
(isto se só quatro definirmos)
Tudo depende da perspectiva
Há quem 3 em 5 parta e outros há quem os 5 em 9 divida
Tudo depende da perspectiva
Há quem queira estar do outro lado
e até passar o cabo
só havia quem o queria.
V
Mão suja de nada fazer
Morrer de não viver
Chorar sem saber o que é sorrir
Cair nunca estando de pé
Ter fé não acreditando no mundo
Luto sem sentir a morte
sorte sem saber o que é fome
bater uma não fodendo ninguém
Ter mas querer o que o outro tem
alguém que nunca de fulano passou
som que a natureza produziu
viu e nem sequer reparou
Casou à primeira sem pensar
amar sem saber o que isso é
fé que aos dois meses foi imposta
Escola que o fez sem saber
Morrer consciente que é produto
VI
Juntando um v ao i passou a letra a ser seis
pergunto se se leria VI
não esperando respostas a perguntas estúpidas.
já dorme no quarto ou talvez espere por mim
não mo pergunta
é tarde demais para pensar
é tarde
Passam os carros na rua do eléctrico
ouço-os bem
quase tão bem como as pessoas que acompanhavam o monstrengo
3 negros tocavam p'ra eles e sem saber para mim
um casal discutia pela voz da mulher
que
ao som da guitarra
parecia mais castiça
ao meu lado ela sentava-se
e não me faldo monstrava-me que tarde chegou p'los seus olhos tristes.
Ouvisse um grito por vezes
Domina-me agora o silêncio
algo que nunca antes tive.
Faz isto faz aquilo e nada
(assim é que me ordena)
Nada me diz quem está ao meu nível
(um incompetente)
Só me mostra quem tudo me deveria dizer
(um sonho p«ra outros espaços de tempo)
Cresço
cada dia que passo cresço
É tarde
temo
que um dia seja tarde d +
VII
E assim acaba o poeta
aquele que
sem qualquer métrica se expandiu
um artista plástico desconstrutivista
na opinião de quem julgo não existir
"uma merda literária"
na opinião de quem respeito
Também me julgo não julguem não o faço
Também me julgo
julgo-me não neste fim.
E assim
O poeta acabou.

quarta-feira, abril 09, 2008

Na maria caxuxa sem ningúem perto para me xuxar

I

A espera ganha o teor
que a chegada exponencia
É mais triste que lida
É uma tristeza que se vive.

Encolhe os ombros
compactas a paciência
quebra os limites lentamente
Rapidamente tudo se anula

Fa-lo, falo com o tom que é teu
sente o que em mim viste
sê injusta e comete
o erro que preciso de sentir.

Ouvir faz-me mover
não para longe longe de tudo
Mudo como os dias que passam
Mudo, aos poucos não sou o que era.

II

Desfaço a parte que é tua
no resto que me compões
são momentos e uma vida
por eles feita os anula.

Que mais há para dizer entre os gritos
controlados por uma voz gasta
desfeita em vícios esquecedores
e em alturas que já não atinjo?

Conhecemo-nos tão bem
vimo-nos tantas vezes despidos
expostos a uma tristeza causada
algumas vezes só por nós

Estou tão farto, cansado
Custa-me também ouvi-lo
a diferença é que te digo
Cada palavra como um gesto

III

1,2,3
e o nada
a tristeza sozinha
o tempo que não passa
a ressaca não percebida

O corpo so sente o peso
depois de um sono adquirido
acordo
levanto-me para a morte
com passinhos de lã nauseabundos
ah pq faz isto porque me dá?
n o sei
n o pergunto
pq depois já não o faz.

IV

E acaba
como a chuva que dá espaço ao sol

Ficamos mais velhos
mais sabidos pouco a pouco
e o pouco é sempre muito.

Quero-te mas n o que me dás
um carinho controlado pela mente que te deram

Esperei tanto mais
coisas diferentes na essencia
o oposto talves e agora assim parto
mas também, que me interessa?
Trabalhamos amanhã e é tarde.





terça-feira, abril 01, 2008

Limpeza de casa. Caderno I

No fundo, no chão de uma banheira, a minha ou a que minha já foi

Uma gillette azulada, descartável
reutilizável mais que um dia
a certeza que alguém teria
ou poderia ter
uma noite com pernas a envolver.

Mtos me invejam
mas o incesto é nojento
soubesse eu de outras, de outras vidas
soubesse de outras lâminas perdidas
DE pernas preparadas a me receber.

A Bela, O Monstro e a agonia de ser triste,
Senta-se no canto aprumada
Ergue-se no olhar que julga
Passam
Não muda
O rosto que baseado definiu.
Enconsta-se num canto assustado
Mostra-se c'o olhar que procura
Pessam
E funda
A alegria por instantes num ros to que viu
Solidão
Expansão e clausura
ignorância profunda
do ser
-tanto num como noutro-
A bela
e o monstro
A agonia de ser triste.
A sintaxe a semântica e a merda da pragmática
I
Por ser boa a rapariga peca
face a que boa rapariga é,
Tem crédito a fé
que à ordem o homem cria.
Jurar depois do feito é b
"a" é se antes se jurou
C nem sei como se define
Existe,
1 regra qualquer humana
mas do tipo insensível
(pedra mortuária
lápide por consequência)
que não existindo à demência
Leva só quem já não sente.
II
Diz-me o que disseste e reproduz
o tom
nada mais quero
O conteúdo é já o ponto 3
(ou talvez não mas que interessa só estudei economia)
(?)
Tótó
Amor
(com alguma ironia)
Carne
querer
foder
morrer
prazer
Bom
Um som
Não quero mais que isso
Palavras
isoladas
mentes limitadas
a um som por letras definidas
Prazer
Morrer
No simples é que é bom.
III
Dá-me 1 contexto
insere nesse instante o que sou
diz-me o que vês
Vou,
De acordo com o que antes julgavas?
Um momento faz um homem
redefine por vezes o que momentos criaram
num segundo aos olhos mudaram
num segundo cessa o que olhos viram.
IV
Concluo
Sou o que digo
Importando sempre quando o faço
A lógica de um passo
é a do antes e depois.
O melhor do mundo são as crianças
Infância Perdida
Mocidade
Fase de lapidar uma pedra embrutecida
genético o código
quem diria
q num destes o negro se iria tornar

Pai que empurra
mãe que amortece a queda
(volvo com pernas na tecnologia de um impacto não só flanqueado)

Velhice presente que educa
num tempo só a este emprego empregado
Estrutura
no que já foi é baseado.

Escola
alguém mais como nós no caminho.
sozinho
é o percurso de quem vive.

A miúda o sexo oposto a calça com um buraco a mais por baixo.
A miúda
o sexo oposto
a calça com um buraco a mais por baixo.
A descoberta
a ciência na diferença baseada
Espanto,
quebranto de um dia até então escuro
O mundo
ganha o seu sentido com outro medo...
E acumulam-se os sonhos....
É tão grande a vergonha
num corpo imberbe que nem percebe o desejo
Um beijo,
aprende-se com uma novela brasileira. [qualquer]
A maldade e a mentira que nessa altura não tinha mal nenhum.
É tão fácil a intriga ser criada,
quem não pensa não sabe o que é mentira
"o joão disse que eras um mariquinhas"
O joão leva com a pedra a seguir.
Também havia no recreio quem contasse
que no centro da terra treinava karaté
Acto de fé
Dizer triste que só aponta o que o adjectiva.
"o meu pai tem um relógio
Chama um helicóptero
Só carregar neste e neste botão"
Prende-se a imaginação
Naquela altura faziam-se assim amigos.
Nada muda
o ser é que entretanto cresce
sendo a arte a mesma
trabalha-se um pouco o estilo
Amigos?
só os há de outros tempos!
O que vem cedo
é o que vem e fica.
A escolha, a irresponsabilidade de um acto, o corpo que sangra a seguir.
Tão novos,
quão novos dão
1º passo num qualquer destino
Segue-se um amigo
Obedece-se ao que quem concebe decidiu.
Vai-se e não se ouviu
Quem de facto mais importa
a escola
Essa já não é igual a todos
Um Dr. não será engenheiro
Um arquitecto jamais doutor será
Criança um homem se dá
A uma escolha raramente promíscua.
3 anos depois repete-se a escolha, a boa, só com sorte, existe

Tempos houve em que o fui:

Antipatico de natureza, simpatico por interesse.
I

Arrasto-me pelos dias que me restam
Com a força que aos poucos cessa de existir
É triste, sei-o
Tal como o facto de estar só, só com um copo de whisky
e outros tantos à distância de um gesto.
É uma troca simples,
Troco uma parte de mim por outra,
fico com a que relativamente tem menos peso
Um trago
Dou um trago e desce como há pouco tudo fez
Vai e arrasta com ele tudo
Tudo!
Escrevo intercalado por goles
Tenho o ritmo que à minha música
à minha arte
à minha vida falta
no mero instante em que me anulo
em que me desfaço
através de uma receita escocesa qualquer.

Caminha joão
Caminha!
Leva-me contigo de arrasto para a cama
Leva-me já que ainda não me és comum.

Arrasto-me
Arrasto-me pelos dias que me restam
com a força queaos poucos deixa de existir.

II
A segunda tentativa não acrescenta
Limita a expansão agora controlada
Faz história
Da estória já bem escrita.
É assim que isto sempre foi,
ou foi?
q interessa o português na expresssão só escrita?
Um estado de alma é fascista,
enquanto existe.
Leva
guia um corpo que talvez seja discreto
desprovido de medalhas
de símbolos de conquistas ou de uma derrota qualquer.
Indiferente pode estar o maior senhor da guerra!
Alegre,
talvez esteja
Quem subjugado foi.
III
A terceira só resume,
Dizia a velha que era de vez.
mas o que pedir
ou tirar
De quem se preenche de fogo?
O jogo
é a vida que desfez.
(um quadrado)
Sentavam-se todos c'o ar desconte
Indiferentes como quem só se ri por expressão
Ignorâcia.
Há quem lhe chame assim...
Humanidade por outros é definida.
Noite
Nada a perder entre um grupo de desconhecidos
Sozinhos trintões, corpos usados
(mal usados)
Percorridos por um desejo sem qualquer tipo de gosto!
Gorda
Namorado ao lado com ar idiota
amiga frustrada que insisto é mal fodida
e 2 machos não machos para se assumirem.
Um porteiro que se ri
(como ele se ri!!!)
Um copo que aos poucos se esvazia.
V
Um pentágono cardealmente cinco vezes aponta
Invertido cinco vezes o faz.
Ao contrário não é o mesmo
Como o o corpo depois de usado.
VI
Vi no sexto algo que antes não antes não vira
É engraçada a piada de um trocadilho qualquer
Considero agora que só quem vê para além do visto
consegue ter um qualquer tipo de humor não óbvio
P'ra que nos servem reflexos sem ser no coito?
A divagar começo sem querer
Mudo-me com o alcool a que ritualmente me dou.
transportado vejo o mundo não de onde estava
Gosto desta sensação, admito-o
Gosto
Aos poucos vou-me mostrando o que de facto sou
Não é no escuro que nos escondemos?
Não é lá que fundamos o nosso ser?
AH!
Não fosse momentâneo o que sinto
vivesse o que sou na luz.
VII
A música também não ajudava.
Tinha o seu quê de piroso,
[e] neste estado o piroso não ajuda
faz sentido
[e] isso
só pode entristecer.
(um octogono(um octogono qualquer)qualquer)
Eram oito as paredes que oito arcos limitavam
8!
Sou novo de + mais para saber porquê
E a coragem falta-me para o entender.
Há muito e muitas maneira há para o perceber.
Foram 8 os meses que preenchemos com o nosso nome
Crianças que éramos num bairro que o jorge chamava d'amor
Gritávamos por um Deus com tom materno
pintando de preto as paredes que no escuro ng via.
A estrutura?
Essa era suportada por oito pontos interligados por pedras alinhadas
e sempre de uma forma que se sustentando
por pressão talvez gravítica
acabou por ser a que ficou.
Hoje é regada por 1 de nós
pequenos arquitectos ou engenheiros que nem no civil eram
Rego,
Rego,
Rego,
Talvez murche
Sinto que cresça.
IX
Quando lá chegar dir-te-ei o que penso.
X
Até que acaba com o meio que transpõe
Chegou
lentamente aqui chegou.
Acabou no dez
Na mouche se quedou.

domingo, janeiro 20, 2008

Ao teles que escrevia poemas com Cristo mas que Dele nada tinham.

Ó meu caro, estás tão longe. tenho saudades de ti. Pareço um pouco lamechas mas tu és dos poucos que sabe o quanto eu posso sentir. Arte da guerra à parte sabes melhor que muito que nesta vida são poucas as coisas que o ser mostra. Somos uns cobardes que nos anulamos nas palavras que, raramente a dedo, escolhemos.

O processo é bem fácil: temos de seguir aquilo que uma campanha publicitária qualquer definiu criteriosamente como o caminho da felicidade. Já ninguém se interessa por uma pedra alquimica ou por um elixir que prlonga a vida; queremos o sorriso que uma loira qualquer, na Damaia num Mupi, mostra de uma forma tão gratuita e só aparentemente não estudada.

Nunca fomos assim. Quando olhávamos para ela, do tão humano que somos, só vinha a vontade de a comer de uma forma animalesca mas sentida. Aquela que tu, tão bem quanto eu, sabes que é humana e que pouca gente sentiu.

Estás longe. Sinto-o. Não tenho vergonha, como nunca antes tive, em to admitir. Estivesses perto. Bebessemos os nossos copos sem pensar no amanhã numa praia que uma luz artificial limita e que por instantes ela fosse marcada pela nossa sombra. Estás longe. Sinto-o.
Perdemos, no instante em que tudo cai, tudo. É redundante, sei-o e sei-o bem. Também sei que sei seguido de um pronome pode ter um carácter sexual mas isso eu sempre quis saber melhor.No fundo, tudo aquilo que nos interesa, por uma questão de tempo ou simplesmente de capacidade, é tudo aquilo que nunca conseguiremos atingir. Sofro agora pelo primeiro motivo. Não alcanço o que de facto me estimula por não ter tempo para caminhar nesse sentido.

Só queremos o que não queremos e é só o onde estamos que nos incomoda. Se assim não for, mais que tristes, somos desinteressantes.

Lembro-me de uma aula de filosofia. O meu professor extremamente católico tentava explicar a uma turma, como qualquer outra composta de adolescentes à procura de um significado definido por logotipos que, só por isso nunca o iria perceberm que a vida para Sartre só tinha sentido enquanto metas forem definidas. Isto, a meu ver, tem a ver com o primeiro parágrafo. O que me irrita é que, por nunca as atingirmos, ninguém comete suicídio, ninguém fica farto, e assim continua-se a sonhar.

que se esqueçam os carros. que se viva.

Permissa para um instante de felicidade mas que por ser simples exige um leitor mais que experiente talentoso

Foder? Só se for a valer.

Conclusões que um banho de alcool permite

dá-se por tudo num instante em que tudo podia ter sido dado.
soma de tudo soma de nadas,
putas e vacas
putas e vacas
tentas tudo mas o vento nao passa
putas e
putas e vacas
o que tu queres é so o que para
putas e
putas e vacas.

Doi-te o corpo já é tão tarde
Duvida o homem que isto passe
mas que importa é só uma criança
vive no fundo e funda a lembrança.
Vem a puta dá-se a matança
Esquece na foda qualquer esperança

soma de tudo soma de nadas,
putas e vacas
putas e vacas
tentas tudo mas o vento nao passa
putas e
putas e vacas
o que tu queres é so o que para
putas e
putas e vacas.
putas e
putas e vacas

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Provérbio ou aforismo? se for o último é o IV

Ai e tal com esta chuva não devia ter ido ao cabeleireiro!?

Até ela cair não saberás se te molhas.

Aforismo descritivo I aforismo III

Alto, um bocado para o parvo. Começou a usar fato recentemente.

Aforismo "" = 2 se " for 1. Em romano será II. Será?

A paixão, a saudade, a mocidade perdida

Aforismo ou lá como se chama.

O nojo da forma, o asco do conteúdo. Este miúdo é uma merda.

Aforismo ou lá como se chama.

O nojo da forma, o asco do conteúdo. Este miúdo é uma merda.

Teste teste que venha o que venha

$$$$$$
$ $ \ \ \ $ O nó, $ / / / $$
$$$ \ \ \ \ $ da gravata $ / / / $$$
$$$$ \ \ $ aperta mais q $ / / $$$$
$$$$$$ qualquer forca $$$$$$
Uma pessoa
Isto se humana
essa pessoa ainda
sem qualquer dúvida
Aparentemente ilógica
For. Há se sentir um nojo
Uma dor no seu pescoço,
Há de chorar em vez de se
rir. Ai que dói ai que não sou
Este caminho a que tempo dou
Do tempo que triste é e será só
meu está preso por uma corda solta
Puxada por uma mão invísivel que não
tendo sensibilidade senão ao lucro
há-de a puxar se eu no mundo
fraca produtividade
baixa actividade
acabar por ter
vou morrer
mas luto
defunto
!!!!!




Hoje faz frio na terra que pelo calor atrai. Parece irónico mas no dia em que se foi é o que sinto.

Chove lentamente e gota a gota se preenche o espaço entre cada pedra da calçada. Chove lentamente, duvido que transborde. Consigo vê-lo no dia desocupado.

Exactamente por debaixo do chão que piso, neste instante, crianças adultas dão forma ao balão que antes nem preenchia um saco. Outro senhor, um que nunca vi, cobre a mesa de pastéis de nata e doces que não tenho na memória ter comido.

Alguém entretanto terá de se vestir de Pai Natal. De certeza alguém contratado. Será o anfitrião daqueles que, de facto, são crianças e o promotor de um sonho que, mais cedo ou mais tarde, por maldade ou por perda de inocência um dia deixará de ser.

Não me lembro de quando o Natal se me mudou. Lembro-me de um aspirador que me carregava; lembro-me de um avião dos GI joes tão grande mas que entretanto se reduziu a uma dimensão insignificante; lembro-me do avô e do sorriso da avó. Lembro-me de pouco do muito que já vivi. O tempo traz e tira e, tanto um como o outro, sem qualquer opinião de quem recebe ou perde: quero lá saber do açoite que levei na quarta classe, quero momentos na memória que partilhei com quem hoje já não está.

Fora os que rebentaram já estão cheios os balões, daqui a nada chegam as crianças e a água continua a cair. Parte de mim escorre por entre a calçada, que só com esforço do tempo ou do homem se desfaz, e acumula-se por entre o piso permeável que a recebe enquanto pode. Chove, chove, chove...o que irá restar de mim?