I
A espera ganha o teor
que a chegada exponencia
É mais triste que lida
É uma tristeza que se vive.
Encolhe os ombros
compactas a paciência
quebra os limites lentamente
Rapidamente tudo se anula
Fa-lo, falo com o tom que é teu
sente o que em mim viste
sê injusta e comete
o erro que preciso de sentir.
Ouvir faz-me mover
não para longe longe de tudo
Mudo como os dias que passam
Mudo, aos poucos não sou o que era.
II
Desfaço a parte que é tua
no resto que me compões
são momentos e uma vida
por eles feita os anula.
Que mais há para dizer entre os gritos
controlados por uma voz gasta
desfeita em vícios esquecedores
e em alturas que já não atinjo?
Conhecemo-nos tão bem
vimo-nos tantas vezes despidos
expostos a uma tristeza causada
algumas vezes só por nós
Estou tão farto, cansado
Custa-me também ouvi-lo
a diferença é que te digo
Cada palavra como um gesto
III
1,2,3
e o nada
a tristeza sozinha
o tempo que não passa
a ressaca não percebida
O corpo so sente o peso
depois de um sono adquirido
acordo
levanto-me para a morte
com passinhos de lã nauseabundos
ah pq faz isto porque me dá?
n o sei
n o pergunto
pq depois já não o faz.
IV
E acaba
como a chuva que dá espaço ao sol
Ficamos mais velhos
mais sabidos pouco a pouco
e o pouco é sempre muito.
Quero-te mas n o que me dás
um carinho controlado pela mente que te deram
Esperei tanto mais
coisas diferentes na essencia
o oposto talves e agora assim parto
mas também, que me interessa?
Trabalhamos amanhã e é tarde.
A espera ganha o teor
que a chegada exponencia
É mais triste que lida
É uma tristeza que se vive.
Encolhe os ombros
compactas a paciência
quebra os limites lentamente
Rapidamente tudo se anula
Fa-lo, falo com o tom que é teu
sente o que em mim viste
sê injusta e comete
o erro que preciso de sentir.
Ouvir faz-me mover
não para longe longe de tudo
Mudo como os dias que passam
Mudo, aos poucos não sou o que era.
II
Desfaço a parte que é tua
no resto que me compões
são momentos e uma vida
por eles feita os anula.
Que mais há para dizer entre os gritos
controlados por uma voz gasta
desfeita em vícios esquecedores
e em alturas que já não atinjo?
Conhecemo-nos tão bem
vimo-nos tantas vezes despidos
expostos a uma tristeza causada
algumas vezes só por nós
Estou tão farto, cansado
Custa-me também ouvi-lo
a diferença é que te digo
Cada palavra como um gesto
III
1,2,3
e o nada
a tristeza sozinha
o tempo que não passa
a ressaca não percebida
O corpo so sente o peso
depois de um sono adquirido
acordo
levanto-me para a morte
com passinhos de lã nauseabundos
ah pq faz isto porque me dá?
n o sei
n o pergunto
pq depois já não o faz.
IV
E acaba
como a chuva que dá espaço ao sol
Ficamos mais velhos
mais sabidos pouco a pouco
e o pouco é sempre muito.
Quero-te mas n o que me dás
um carinho controlado pela mente que te deram
Esperei tanto mais
coisas diferentes na essencia
o oposto talves e agora assim parto
mas também, que me interessa?
Trabalhamos amanhã e é tarde.