Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

terça-feira, abril 01, 2008

Tempos houve em que o fui:

Antipatico de natureza, simpatico por interesse.
I

Arrasto-me pelos dias que me restam
Com a força que aos poucos cessa de existir
É triste, sei-o
Tal como o facto de estar só, só com um copo de whisky
e outros tantos à distância de um gesto.
É uma troca simples,
Troco uma parte de mim por outra,
fico com a que relativamente tem menos peso
Um trago
Dou um trago e desce como há pouco tudo fez
Vai e arrasta com ele tudo
Tudo!
Escrevo intercalado por goles
Tenho o ritmo que à minha música
à minha arte
à minha vida falta
no mero instante em que me anulo
em que me desfaço
através de uma receita escocesa qualquer.

Caminha joão
Caminha!
Leva-me contigo de arrasto para a cama
Leva-me já que ainda não me és comum.

Arrasto-me
Arrasto-me pelos dias que me restam
com a força queaos poucos deixa de existir.

II
A segunda tentativa não acrescenta
Limita a expansão agora controlada
Faz história
Da estória já bem escrita.
É assim que isto sempre foi,
ou foi?
q interessa o português na expresssão só escrita?
Um estado de alma é fascista,
enquanto existe.
Leva
guia um corpo que talvez seja discreto
desprovido de medalhas
de símbolos de conquistas ou de uma derrota qualquer.
Indiferente pode estar o maior senhor da guerra!
Alegre,
talvez esteja
Quem subjugado foi.
III
A terceira só resume,
Dizia a velha que era de vez.
mas o que pedir
ou tirar
De quem se preenche de fogo?
O jogo
é a vida que desfez.
(um quadrado)
Sentavam-se todos c'o ar desconte
Indiferentes como quem só se ri por expressão
Ignorâcia.
Há quem lhe chame assim...
Humanidade por outros é definida.
Noite
Nada a perder entre um grupo de desconhecidos
Sozinhos trintões, corpos usados
(mal usados)
Percorridos por um desejo sem qualquer tipo de gosto!
Gorda
Namorado ao lado com ar idiota
amiga frustrada que insisto é mal fodida
e 2 machos não machos para se assumirem.
Um porteiro que se ri
(como ele se ri!!!)
Um copo que aos poucos se esvazia.
V
Um pentágono cardealmente cinco vezes aponta
Invertido cinco vezes o faz.
Ao contrário não é o mesmo
Como o o corpo depois de usado.
VI
Vi no sexto algo que antes não antes não vira
É engraçada a piada de um trocadilho qualquer
Considero agora que só quem vê para além do visto
consegue ter um qualquer tipo de humor não óbvio
P'ra que nos servem reflexos sem ser no coito?
A divagar começo sem querer
Mudo-me com o alcool a que ritualmente me dou.
transportado vejo o mundo não de onde estava
Gosto desta sensação, admito-o
Gosto
Aos poucos vou-me mostrando o que de facto sou
Não é no escuro que nos escondemos?
Não é lá que fundamos o nosso ser?
AH!
Não fosse momentâneo o que sinto
vivesse o que sou na luz.
VII
A música também não ajudava.
Tinha o seu quê de piroso,
[e] neste estado o piroso não ajuda
faz sentido
[e] isso
só pode entristecer.
(um octogono(um octogono qualquer)qualquer)
Eram oito as paredes que oito arcos limitavam
8!
Sou novo de + mais para saber porquê
E a coragem falta-me para o entender.
Há muito e muitas maneira há para o perceber.
Foram 8 os meses que preenchemos com o nosso nome
Crianças que éramos num bairro que o jorge chamava d'amor
Gritávamos por um Deus com tom materno
pintando de preto as paredes que no escuro ng via.
A estrutura?
Essa era suportada por oito pontos interligados por pedras alinhadas
e sempre de uma forma que se sustentando
por pressão talvez gravítica
acabou por ser a que ficou.
Hoje é regada por 1 de nós
pequenos arquitectos ou engenheiros que nem no civil eram
Rego,
Rego,
Rego,
Talvez murche
Sinto que cresça.
IX
Quando lá chegar dir-te-ei o que penso.
X
Até que acaba com o meio que transpõe
Chegou
lentamente aqui chegou.
Acabou no dez
Na mouche se quedou.

domingo, janeiro 20, 2008

Ao teles que escrevia poemas com Cristo mas que Dele nada tinham.

Ó meu caro, estás tão longe. tenho saudades de ti. Pareço um pouco lamechas mas tu és dos poucos que sabe o quanto eu posso sentir. Arte da guerra à parte sabes melhor que muito que nesta vida são poucas as coisas que o ser mostra. Somos uns cobardes que nos anulamos nas palavras que, raramente a dedo, escolhemos.

O processo é bem fácil: temos de seguir aquilo que uma campanha publicitária qualquer definiu criteriosamente como o caminho da felicidade. Já ninguém se interessa por uma pedra alquimica ou por um elixir que prlonga a vida; queremos o sorriso que uma loira qualquer, na Damaia num Mupi, mostra de uma forma tão gratuita e só aparentemente não estudada.

Nunca fomos assim. Quando olhávamos para ela, do tão humano que somos, só vinha a vontade de a comer de uma forma animalesca mas sentida. Aquela que tu, tão bem quanto eu, sabes que é humana e que pouca gente sentiu.

Estás longe. Sinto-o. Não tenho vergonha, como nunca antes tive, em to admitir. Estivesses perto. Bebessemos os nossos copos sem pensar no amanhã numa praia que uma luz artificial limita e que por instantes ela fosse marcada pela nossa sombra. Estás longe. Sinto-o.
Perdemos, no instante em que tudo cai, tudo. É redundante, sei-o e sei-o bem. Também sei que sei seguido de um pronome pode ter um carácter sexual mas isso eu sempre quis saber melhor.No fundo, tudo aquilo que nos interesa, por uma questão de tempo ou simplesmente de capacidade, é tudo aquilo que nunca conseguiremos atingir. Sofro agora pelo primeiro motivo. Não alcanço o que de facto me estimula por não ter tempo para caminhar nesse sentido.

Só queremos o que não queremos e é só o onde estamos que nos incomoda. Se assim não for, mais que tristes, somos desinteressantes.

Lembro-me de uma aula de filosofia. O meu professor extremamente católico tentava explicar a uma turma, como qualquer outra composta de adolescentes à procura de um significado definido por logotipos que, só por isso nunca o iria perceberm que a vida para Sartre só tinha sentido enquanto metas forem definidas. Isto, a meu ver, tem a ver com o primeiro parágrafo. O que me irrita é que, por nunca as atingirmos, ninguém comete suicídio, ninguém fica farto, e assim continua-se a sonhar.

que se esqueçam os carros. que se viva.

Permissa para um instante de felicidade mas que por ser simples exige um leitor mais que experiente talentoso

Foder? Só se for a valer.

Conclusões que um banho de alcool permite

dá-se por tudo num instante em que tudo podia ter sido dado.
soma de tudo soma de nadas,
putas e vacas
putas e vacas
tentas tudo mas o vento nao passa
putas e
putas e vacas
o que tu queres é so o que para
putas e
putas e vacas.

Doi-te o corpo já é tão tarde
Duvida o homem que isto passe
mas que importa é só uma criança
vive no fundo e funda a lembrança.
Vem a puta dá-se a matança
Esquece na foda qualquer esperança

soma de tudo soma de nadas,
putas e vacas
putas e vacas
tentas tudo mas o vento nao passa
putas e
putas e vacas
o que tu queres é so o que para
putas e
putas e vacas.
putas e
putas e vacas

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Provérbio ou aforismo? se for o último é o IV

Ai e tal com esta chuva não devia ter ido ao cabeleireiro!?

Até ela cair não saberás se te molhas.

Aforismo descritivo I aforismo III

Alto, um bocado para o parvo. Começou a usar fato recentemente.

Aforismo "" = 2 se " for 1. Em romano será II. Será?

A paixão, a saudade, a mocidade perdida

Aforismo ou lá como se chama.

O nojo da forma, o asco do conteúdo. Este miúdo é uma merda.

Aforismo ou lá como se chama.

O nojo da forma, o asco do conteúdo. Este miúdo é uma merda.

Teste teste que venha o que venha

$$$$$$
$ $ \ \ \ $ O nó, $ / / / $$
$$$ \ \ \ \ $ da gravata $ / / / $$$
$$$$ \ \ $ aperta mais q $ / / $$$$
$$$$$$ qualquer forca $$$$$$
Uma pessoa
Isto se humana
essa pessoa ainda
sem qualquer dúvida
Aparentemente ilógica
For. Há se sentir um nojo
Uma dor no seu pescoço,
Há de chorar em vez de se
rir. Ai que dói ai que não sou
Este caminho a que tempo dou
Do tempo que triste é e será só
meu está preso por uma corda solta
Puxada por uma mão invísivel que não
tendo sensibilidade senão ao lucro
há-de a puxar se eu no mundo
fraca produtividade
baixa actividade
acabar por ter
vou morrer
mas luto
defunto
!!!!!




Hoje faz frio na terra que pelo calor atrai. Parece irónico mas no dia em que se foi é o que sinto.

Chove lentamente e gota a gota se preenche o espaço entre cada pedra da calçada. Chove lentamente, duvido que transborde. Consigo vê-lo no dia desocupado.

Exactamente por debaixo do chão que piso, neste instante, crianças adultas dão forma ao balão que antes nem preenchia um saco. Outro senhor, um que nunca vi, cobre a mesa de pastéis de nata e doces que não tenho na memória ter comido.

Alguém entretanto terá de se vestir de Pai Natal. De certeza alguém contratado. Será o anfitrião daqueles que, de facto, são crianças e o promotor de um sonho que, mais cedo ou mais tarde, por maldade ou por perda de inocência um dia deixará de ser.

Não me lembro de quando o Natal se me mudou. Lembro-me de um aspirador que me carregava; lembro-me de um avião dos GI joes tão grande mas que entretanto se reduziu a uma dimensão insignificante; lembro-me do avô e do sorriso da avó. Lembro-me de pouco do muito que já vivi. O tempo traz e tira e, tanto um como o outro, sem qualquer opinião de quem recebe ou perde: quero lá saber do açoite que levei na quarta classe, quero momentos na memória que partilhei com quem hoje já não está.

Fora os que rebentaram já estão cheios os balões, daqui a nada chegam as crianças e a água continua a cair. Parte de mim escorre por entre a calçada, que só com esforço do tempo ou do homem se desfaz, e acumula-se por entre o piso permeável que a recebe enquanto pode. Chove, chove, chove...o que irá restar de mim?

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Para o pedro que põe num post o que sinto

O meu amigo Pedro voltou a escrever. Eu, que agora não escrevo por não escreve ou por fazê-lo mal, só hoje prestei atenção às linhas dele e a música de outros.

Estou mais velho e não falo num sentido temporal; a vida carrega-nos quando achamos que a carregamos e, de estudantes ébrios que se perdem em dias que são noites porque o podem, de repente passamos a senhores do tipo doutor. Somos armados com um fato que alguém nos compra e, de computador ao ombro, já pisamos o chão axadrezado, já sentimos o peso, não do bem nem do mal, mas do que é assumido como uma responsabilidade, sempre monetária, nossa.

Nós que, íamos contra a corrente de um rio, sorrindo e cansados das horas em que a maioria dormia, como um pequeno bote acabámos por ser arrastados no mesmo sentido e, agora que já não o temos, olhamos de lado para quem o tem.

Ouço agora The Doors Pedro, o teu último post. Lembro-me do Sol que se punha enquanto nós despertávamos de uma vida que nunca nos fez muito sentido no teu carro que sempre te orgulhaste de ser um jipe. Quantas vezes não ouviamos o jim a cantar, nenhuma delas sem reparar num num detalhe que a seguir trauteávamos, na direcção de algo que hoje sinto que já não consigo alcançar? Lembras-te? Moledo, Guincho, Carcavelos, S.Pedro do Sul e daqui...

Éramos uns putos porreiros cujo sentido maior era não terem nenhum sentido no espaço que deles não era. Por arrasto já não sou um puto, pelo que sou sentido ainda não tenho.

sábado, novembro 24, 2007

Já não escrevo, faz muito, como gosto. Estou piroso e isso enoja-me, continuasse a ser estúpido e desprovido de lógica, como é bom, pelo menos para mim.

Num sábado. Num dos dias que até tenho para mim.

Num sábado. Num dos dias que até tenho para mim estou cansado como só uma noitada de trabalho me põe. Compenso agora no pouco que é mais só meu.

Cada vez mais longe do que há uns meses era, não é p'lo tempo mas p'lo que sou que me assusto.

sexta-feira, novembro 09, 2007

A luz começa a por-se em Lisboa e Kwh ganha mais zeros que à tardinha.
Perguntaram-me hoje quem é que era com um sentido que exige mais que um nome como resposta. è estranho porque tantas vezes me perguntei isso e nunca soube responder. Quem sou? o que faço aqui? De facto posso perguntar de uma forma simples ou mais complicada. o que faço aqui e nunca vou conseguir ser sincero. Fui arrastado? Nao, não fui. Acabei por vir aqui parar e até gosto disto mais ou menos. Nao pinto nao escrevo poesia maluca ou textos com o sentido que é so meu mas tambem se o fizesse e ganhasse disso nao estava a ser sinbcero comigoproprio. nao escrevo para outros, para me comprarem. Escrevo para mim para responder a pergunta que me fizeram e que tantas vezs me fiz.

Nunca cheguei a nenhuma conclusao como tantas vezes disse. nao passo de um tipo indefenivel. Porque mesmo que seja a para b eu nao passo de um a para um b que não sabe sequer a opinião do c que é completamente contraria e não, por consequencia, completamente invalida. Se calhar o b para mim é uma peste daquela que provoca a morte dolorosa e obriga a usar máscaras com uma grande penca (algo que gostoparticularmente) mas para o supracitado C tal pessoa é a melhor do mundo, quer ter filhos dele e o facto de ser um alcoolico adultero não importa para nada. E é assim que a vida é.

(Pausa)


II (Dois não segundo que isso soa mal)

Lá fora passa um barco longe,
nao lhe toco com os dedos mas com os dedos o limito no horizonte que é meu.
Nunca sequer me aproximei dela,
Limito-me a partida e eu nem o senti.
Faz parte tudo o que aparentemente é repartido
NAda é uno, nada é nosso.

O sol põe-se,
Lá fora.
Mas lá por fora
faz sol.

Não vejo,
Escrevo sem de olhos precisar.
PAra que se não me dão a luz.
PAra que ver o escuro
Para que o nque não se quer num instante
nmas que só o olho apreende.

Estou la por fora
Estou a s sol
Estou longe
Lá fora
não é aqui.

Limito-me
Limito o mundo
Cerco-me do que criei.
Das janelas vê-se o rio que por obrigação parece que não existe. Perdemo-nos nas linhas que compõem um espectáculo de acetato que, só literalmente traduzido, ganha esse nome.

Lá fora os cacilheiros deixam marcado o seu percurso por um tempo que não sendo capaz de definir sei que por certo é imperceptível a quem não o vê. Trabalha de x a x carregando o peso dos outros e só sente parte do que eles deixam no seu depósito. Este, ao fim de x viagens, é ,de novo, preenchido para, de novo, ser gasto.

Rotinas. Percursos que cavamos num caminho sempre igual e que, de súbito e por excesso, deixa de existir. Cada vez mais fundo já nada mais que uma parede nos rodeia, tudo fica escuro mas, por hábito, seguimos sempre na direcção certa como um cego que conta os passos entre a 1ª carruagem do metro e os degraus que tem de subir não percebendo a riqueza que o rodeia: a velha alegre, o jovem triste, o rapaz que desenha e a gorda gótica que acredita ser uma fada encantada por uma regra celta qualquer.

O sol entretanto começou a pôr-se. As luzes da ponte acendem-se. O barco perde aos poucos a cor.

Daqui a nada saio. Volto ao mesmo de ser eu.