Uma pequena e complexa história como todas as que são minhas. Um conjunto de palavras caídas.
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Ementa
Prato principal
sobremesa
E o que o chefe aconselha.
Peça
Vá e venha
- sempre disposto a servir
Ouça mas se ouvir
Não vai perceber.
I
O semestre começou
Ele acordou mais cedo
com um despertar de máquina.
Nc gostou das paredes
que
como aquelas pessoas
amareladamente vâs
mais ainda o isolavam.
Ainda por cima as praxes
Coisas sem sentido
Que
como devem
chegam de negro.
Tradiçoes não antigas
Taras e manias
que tem quem não quer.
Chegou,
chorou,
Por dentro.
II
Não se apresentando foi apresentado
Ninguém disse os nomes, eles foram ditos
Mas ele
não os fixou.
Há coisas que o calor não permite
como ele já uma vez disse
há uma temperatura optima de funcionamento
perto não há raciocínio.
N te olhou, nem te viu!
N te falou não te ouviu
(nem sequer nisso pensou)
Eras só mais uma num mar de negro
concentrado de calor.
Entre as capas e as batinas
estava uma pessoa.
III
Revi-te.
Reconheci-te (é melhor assim).
A noite alongara-se alimentada a alcool,
Os músculos cediam sem eu sentir
E cansado demais eu falava-te.
Nunca gostei daquilo
Nunca gostei de pessoas em massa
de pessoas que testemunham o que não é delas.
Vim mais tarde a saber que nada havia a ver
(eu sou sincero aqui nada vi)
Ouviste-me por instantes
tinhas de partir.
Eu fiquei
até ficar sem ar.
IV
Fui ao norte, pisei o teu chão.
As paredes negras que envolviam
não eram como tu.
Estranhamente senti-me bem
Parecia que herdara mais que um nome.
Estava longe mas em casa
E nada era como tu.
Nâo conhecia o teu mundo mas achava
que ele não era assim.
Vim
Pisei o teu chão
e errado estive bem.
[mais tarde acabei
por voltar]
V
Não quero mas já sinto na forma como tremo a seu lado
Que não desejo estar melhor que assim.
Fosse tudo tão simples com um só cabelo
não como os cachos que se formam deles.
Ah! saisse de mim, não fosse como antes
Não quisesse o que quero o que já quis igual.
Há tipos com sorte, eu não sou assim.
O final é o mesmo mesmo que eu me esforce,
E eu não gosto gostando de histórias repetitivas!!!
Acumulam-se momentos que só diferem no tempo e nos espaço
O meu é o mesmo e o que o preenche nunca varia.
Digo que agirei de outra forma
que querendo serei outro!!!
Vi-a de novo
vi o que não queria ver
Pq me falou daquela forma?
pq me mostrou como era?
Não quero,
insisto
não quero!!!
Alguém o visse
Alguem o ajudasse!!!
Não quero,
basta querer.
VI
Mostrou-me mas só outros viram
Disse mas outros me disseram.
"Não acredito! Não sei ser diferente"
Outros insistem que já o é.
"É evidente faz",
Nunca ouvindo o fiz.
Sou óbvio d + o que é o esforço?
Aperto com um braço que não vejo o pescoço
Só não respiro pq não deixo.
Disse tudo
Disse o que me faz dizer
Associei a sons que me fazem lembrar
Ela se quisesse perceberia.
Sou óbvio d + não precisei dizer
Sou óbvio,
em papel e gestos me dou
Só quem quer não vê.
O seu olhar enganava disse-me ela que eu ouvi.
Nunca em olhares acreditei
sou egoista de + para o fazer
Sou óbvio o que eu faço mais ng diz.
Penso, penso, penso
aonde chego nunca me basta
Penso mais e mais e mais
Nc vou a lado nenhum
Eles dizem que é evidente
Mas é evidente que p'ra mim não é.
Ela dá-se eles me dizem
eu ouço e não acredito...
Sou óbvio é assim que sou
com palavras e gestos me dou
Não preciso de dizer.
Merda,
fossem os outros assim.
VII
Tinha de a ver mas depois de a ver foi-se.
Procurei-a por aí
Não a vi.
Enrolei os meus nervos em papel de arroz branco
Amortalhei-os como um dia me vão cobrir
Instintivamenta achava-a perto
Dentro do poiso dos livros que ng vê.
Sou um deles
o mais pesado e menos acessivel
Ng me mexe e eu não sou leve para o fazer
- só me toca quem me procura.
Achava-a perto e entrei
Pisei o chão de uma forma ritmada
ouvi no fundo do que sou um bater
compassado p'lo que faz a vida-
à medida que me aproximei de onde a achava
O som era mais intenso;
Do chão se ouviam os meus passos
e do alto os dentes que quase rangiam.
Apertava os dedos contras as mãos
Como se preparasse um conflito com tudo o que me rodeava
um conflito que, como tudo, partia de mim.
Estava mais perto
achava eu
e só por achar o que antes tinha se acumulou...
cheguei
não a vi
fiquei o qu'era antes.
Estava feliz, evitei o confronto!
A cobardia sentiu-se repleta!!!
Onde estava já não me interessa
Amanhã é outro dia!