Sinceramente, já nem me incomodo pois sei que não agi mal ou tão mal como antes. Cometo erros, sei que os cometo, mas eu próprio me julgo. Era mais fácil se houvesse alguém que mos apontasse constantemente mas, nos casos que mais me interessam, a única pessoa que o puderia fazer exige que seja eu quem o faça. Com ela errei, errei constantemente e de uma forma parva (quase tão pequena como eu sou alto) e até sei que, à maneira dela - insuficiente para mim - mo tentou mostrar. Não peço que ela mude, que aja de outra maneira; é assim que ela é e é dela que eu julgo gostar; fosse um bocado mais compreensiva, só isso.
Escrevo e pinto à minha maneira porque o que digo não me é suficiente. Ah! se ouvisse as palavras que não dei a ninguém ela veria, veria que nada é um capricho como ela diz, cm ela me mostra. Nunca consigo; a sua presença, que nunca me incomoda, desperta a descrença em mim mesmo que agora sei ser o único grande mal de que padeço ou pelo menos aquele que me afasta de quem só me quero aproximar.
Tenho medo de a beijar, tenho medo de dizer o que penso, tenho medo de fazer o que quero e não medo dela como ela percebeu.
Nunca houve um capricho, houve o que (eu) dizia mas nunca por mim.
Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)
quarta-feira, setembro 22, 2004
domingo, setembro 19, 2004
254
De que me serve escrever o que não consideram meu?
Fiz-lhe um soneto e, como o outro, dei-lho. Fi-lo, sei que o fiz e não me arrependo de o ter feito; escrevesse, dessa vez, um bocado pior.
Fiz-lhe um soneto e, como o outro, dei-lho. Fi-lo, sei que o fiz e não me arrependo de o ter feito; escrevesse, dessa vez, um bocado pior.
quinta-feira, setembro 16, 2004
253
Entre os seus lábios rubros e os seus corpos quentes estava uma persona que nunca interessou a ninguém. Ao contrário do resto, a sua cor era quase humana.
252
Há pescoços que apetecem ser percorridos pelos lábios que respiram o que o corpo ofega. Ah! Pousá-los delicadamente na pele que, juntamente com o resto, o forma;beijar cada sinal que existe levantado apenas parte do rubro que não quer perder o que agora gosta de sentir e treme com cada arrepio.
Apetecia-me percorrer aquele pescoço, senti-lo perto dos meus lábios, arrepiado, dado por quem o possuiu. Seria o começo do rito mais antigo.
Apetecia-me percorrer aquele pescoço, senti-lo perto dos meus lábios, arrepiado, dado por quem o possuiu. Seria o começo do rito mais antigo.
terça-feira, setembro 14, 2004
251
Estupidamente sempre que no metro toca algo eu encontro uma relação com o que sinto na altura. Hoje tocava "and i need love..."; é engraçado, ainda agora estive sentado, desesperando e ansiando, não pelo cigarro que enrolara há instantes nem pelo copo de sumo que amargamente me mata a sede - só queria que, por ela, o telefone vibrasse, que eu soubesse que aquilo de que preciso precisa de mim.
O resto que, naquele instante, estava à minha volta consistia num aglomerado de sentimentos definidos, separados por tinta de caneta preta. Cada um deles me fazia viver o momento de uma forma diferente.
Esperei,
Esperei,
Esperei,
e não vibrou.
O resto que, naquele instante, estava à minha volta consistia num aglomerado de sentimentos definidos, separados por tinta de caneta preta. Cada um deles me fazia viver o momento de uma forma diferente.
Esperei,
Esperei,
Esperei,
e não vibrou.
250
Estou mal disposto como nos dias em que vou p'ra lx para ter aulas; é p'ra lá que eu vou, mas vou receber € em vez de sermões sobre o que a moeda representa.
Ao sair de casa deu-me o 1º enjoo. Achei-o devido ao leite da maria, que tanto custa a digerir, e não à minha incapacidade de controlar ânsias. Fui até ao comboio parando uma vez para aliviar o estômago.
Parti à hora que me comprometera e cheiro nauseabundo estava nos meus dedos. O comboio marcava à medida que avançava mais um aperto no estômago. Escrevo p'ra me distrair...até oeiras funcionou; vou começar a desenhar.
Ao sair de casa deu-me o 1º enjoo. Achei-o devido ao leite da maria, que tanto custa a digerir, e não à minha incapacidade de controlar ânsias. Fui até ao comboio parando uma vez para aliviar o estômago.
Parti à hora que me comprometera e cheiro nauseabundo estava nos meus dedos. O comboio marcava à medida que avançava mais um aperto no estômago. Escrevo p'ra me distrair...até oeiras funcionou; vou começar a desenhar.
249
Hoje o Orfeu mulher revelou-me, numa das frases que de uma forma melodiosa compõe, que qualquer dia a vida "vai exigir mais que um papel". Eu sei-o; mas qualquer dia exijo alguém que os tenha lido e compreendido a minha forma de ser.
Sidoro não é má pessoa, Sidoro não é desonesto, Sidoro até é bem simples. Egocentrismos à parte - tentem compreende-lo como uma criança que mal sabe pisar o solo que por vezes se levanta para depois cair.
Sidoro não é má pessoa, Sidoro não é desonesto, Sidoro até é bem simples. Egocentrismos à parte - tentem compreende-lo como uma criança que mal sabe pisar o solo que por vezes se levanta para depois cair.
segunda-feira, setembro 13, 2004
247
Nem querendo ouvia o segredo púrpura. O seu nariz de pinóquio criava uma distância impossível. Se ela não visse, se ela só ouvisse, era tudo mais fácil e óbvio; como o céu azul sobre a terra com um verde estranho.
246
I had never seen her so happy 'til that day...E assim começa um texto que talvez nada tenha a ver com isso.
Uma amiga (acho que já lhe posso chamar isso) escreveu que a lisonja (se é a nós que se dirige) alimenta o nosso amor próprio. É verdade como todos, de certo, consideram. P'ra mim, a melhor forma do manter vivo é sentir que alguém gosta de nós. O problema é quando quem gosta sente que o que sente não passa de um substrato ao ego.
I had never seen her so happy 'til that day. Quando se soube, um deixou de ter, o outro de sorrir.
Uma amiga (acho que já lhe posso chamar isso) escreveu que a lisonja (se é a nós que se dirige) alimenta o nosso amor próprio. É verdade como todos, de certo, consideram. P'ra mim, a melhor forma do manter vivo é sentir que alguém gosta de nós. O problema é quando quem gosta sente que o que sente não passa de um substrato ao ego.
I had never seen her so happy 'til that day. Quando se soube, um deixou de ter, o outro de sorrir.
sábado, setembro 11, 2004
245
Revi-a finalmente. Labão, por fim, me mostrou a única filha que eu gosto de ver. Parece que o tempo que esteve distante a tornou mais bela. Falei-lhe sobre o texto que a sua irmã lhe levara tentei falar mais mas, segundo ela, como eu, é tímida. Não sabia o que dizer mais, tive gestos infantis (parecia a criança que não sabe enfrentar um adulto) e, para não parecer mal, fugi.
Passei por ela mais duas ou três vezes e acho que me sorriu. Não estou certo, desviei o olhar...Quando saí, disse-lhe adeus.
Passei por ela mais duas ou três vezes e acho que me sorriu. Não estou certo, desviei o olhar...Quando saí, disse-lhe adeus.
quarta-feira, setembro 08, 2004
244
Os três cavaleiros sairam da carruagem subterrânea com a pressa de um atraso inexistente. O mais alto (eu) e o que, por nome, é estrangeiro viram-na e, os dois, consideraram-na um exemplo da beleza eslava. O outro moveu-se ainda mais apressadamente: não a vira e queria saber quem era...sem saber assumiu. Era metrossexual.
243
"A man does not like to feel he has wasted his time. And, if he really is a man, a goodbye is a goodbye."
O Barros atirou isto ao ar nunca pensando que um dia faria assim.
O Barros atirou isto ao ar nunca pensando que um dia faria assim.
242
"Tu estás livre e eu estou livre
e há uma noite para passar
porque não vamos unidos
porque não vamos ficar
na aventura dos sentidos"
Era tão evidente. Estavamos longe de tudo e não havia nada que nos prendesse à capital de um país que, cada vez menos, vejo como meu. Foram tantas noites aquelas em que te tive perto. Aproximava-me sempre em vão; deixavas-me cercar-te mas eras intransponível como as muralhas de Tróia e Ulisses revisitado não é cabrão como o que o inspira.
Apetecia-me sentir-te e era evidente. Sentia que tu também o querias mas a nossa racionalidade afoga o instinto e extingue aventuras feéricas.
"tu estás só e eu mais só estou
que tu tens o meu olhar
tens a minha mão aberta
à espera de se fechar
nessa tua mão deserta"
Tu estavas triste, qualquer um o via. Na tua cabeça não havia mais que fragmentos de raciocínos que noutra altura talvez tivessem significado; era tanto ao mesmo tempo e tu, nunca parecendo, eras frágil. Eu queria-te, ansiava todos os instantes em que mais ninguém nos via para, à minha maneira e, de acordo com as tuas cedências, te percorrer. Tu tinhas-me a mim e eu não tinha mais que uma estátua imóvel que por vezes aquecia. Nunca pedindo ter-me-ias a teu sempre que triste a tua voz voltasse de longe...parvo não vi que a tua mão deserta estava por uma questão de escolha, de espera, de pensamento (quando quisesses terias a minha).
"Vem que o amor não é o Tempo
Nem é o tempo que o faz
Vem que o amor é o momento
Em que eu me dou e em que te dás"
Foi rápido admitamos, mas o tempo não passa de uma medida que nada de exacto tem. As coisas surgem no seu tempo e nunca por este se acumular. Amor? Nunca existiu no não humano. Só existe quando há reciprocidade: quando os dois dão; quando os dois recebem.
"Tu que buscas companhia
E eu que busco quem quiser
Ser o fim desta energia
Ser um corpo de prazer,
ser o fim de mais um dia"
No fundo querias alguém, alguém que não eu. Não percebi a segunda parte da frase anterior. Pensei que quisesses os pequenos gestos que te tinha para dar; aqueles que só se dão a quem realmente importa. Não foste o fim dos meus gestos foste só o seu fim.
"Tu continuas à espera
Do melhor que já não vem
Que a esperança foi encontrada
Antes de ti por alguém,
e eu sou melhor que nada"
Acho que o problema é este. Disse-to falando para ela enquanto os meus sentidos aos poucos se adormeciam: as mulheres não gostam de sentir que se sacrificaram em vão. O homem é diferente; eu sou diferente. Aquilo que tu não és pega no tempo perdido, gasto, atirado ao vazio e, ao invês de justificar um maior sacrifício, lamenta-o.
Eu sou melhor que nada; sei que sou melhor (e tu sabes que comparação está aqui a ser feita). Acredita: que seja p'ra ti algo que só a fé nos permite ver.
"Vem que o amor não é o Tempo
Nem é o tempo que o faz
Vem que o amor é o momento
Em que eu me dou e que te dás"
E insisto. Ao mesmo que se aprenda isto.
e há uma noite para passar
porque não vamos unidos
porque não vamos ficar
na aventura dos sentidos"
Era tão evidente. Estavamos longe de tudo e não havia nada que nos prendesse à capital de um país que, cada vez menos, vejo como meu. Foram tantas noites aquelas em que te tive perto. Aproximava-me sempre em vão; deixavas-me cercar-te mas eras intransponível como as muralhas de Tróia e Ulisses revisitado não é cabrão como o que o inspira.
Apetecia-me sentir-te e era evidente. Sentia que tu também o querias mas a nossa racionalidade afoga o instinto e extingue aventuras feéricas.
"tu estás só e eu mais só estou
que tu tens o meu olhar
tens a minha mão aberta
à espera de se fechar
nessa tua mão deserta"
Tu estavas triste, qualquer um o via. Na tua cabeça não havia mais que fragmentos de raciocínos que noutra altura talvez tivessem significado; era tanto ao mesmo tempo e tu, nunca parecendo, eras frágil. Eu queria-te, ansiava todos os instantes em que mais ninguém nos via para, à minha maneira e, de acordo com as tuas cedências, te percorrer. Tu tinhas-me a mim e eu não tinha mais que uma estátua imóvel que por vezes aquecia. Nunca pedindo ter-me-ias a teu sempre que triste a tua voz voltasse de longe...parvo não vi que a tua mão deserta estava por uma questão de escolha, de espera, de pensamento (quando quisesses terias a minha).
"Vem que o amor não é o Tempo
Nem é o tempo que o faz
Vem que o amor é o momento
Em que eu me dou e em que te dás"
Foi rápido admitamos, mas o tempo não passa de uma medida que nada de exacto tem. As coisas surgem no seu tempo e nunca por este se acumular. Amor? Nunca existiu no não humano. Só existe quando há reciprocidade: quando os dois dão; quando os dois recebem.
"Tu que buscas companhia
E eu que busco quem quiser
Ser o fim desta energia
Ser um corpo de prazer,
ser o fim de mais um dia"
No fundo querias alguém, alguém que não eu. Não percebi a segunda parte da frase anterior. Pensei que quisesses os pequenos gestos que te tinha para dar; aqueles que só se dão a quem realmente importa. Não foste o fim dos meus gestos foste só o seu fim.
"Tu continuas à espera
Do melhor que já não vem
Que a esperança foi encontrada
Antes de ti por alguém,
e eu sou melhor que nada"
Acho que o problema é este. Disse-to falando para ela enquanto os meus sentidos aos poucos se adormeciam: as mulheres não gostam de sentir que se sacrificaram em vão. O homem é diferente; eu sou diferente. Aquilo que tu não és pega no tempo perdido, gasto, atirado ao vazio e, ao invês de justificar um maior sacrifício, lamenta-o.
Eu sou melhor que nada; sei que sou melhor (e tu sabes que comparação está aqui a ser feita). Acredita: que seja p'ra ti algo que só a fé nos permite ver.
"Vem que o amor não é o Tempo
Nem é o tempo que o faz
Vem que o amor é o momento
Em que eu me dou e que te dás"
E insisto. Ao mesmo que se aprenda isto.
241
A sua vida era cor de rosa. Não tinha significado: não sabia o que era sofrer por algo e nem sequer temia. Ela ria de tudo e o riso não era cruel. Ao longe, alguém, supostamente fiel, lançava um olhar macabro. Era um cabrão e ela era só mais uma.
A vida tinha a cor rosa
Era amarela tão forte
Não sabendo tinha a sorte
(Não ousando talvez possa)
Era tudo cor de rosa
Alguém, de mal, o viu
As mentiras ela ouviu
Nunc'houve cores na fossa.
A vida tinha a cor rosa
Era amarela tão forte
Não sabendo tinha a sorte
(Não ousando talvez possa)
Era tudo cor de rosa
Alguém, de mal, o viu
As mentiras ela ouviu
Nunc'houve cores na fossa.
300 + qqr coisa (memórias)
So esperei uma vez por ela naquele aglomerado comercial. Ela, a meu ver, esperava-me em qualquer parte (só o vejo agora). Chegou, nessa vez, um pouco atrasada e eu não me importei. Ela cansou-se de esperar que eu fizesse algo...nunca o fiz - somos altos mas as nossas alturas são diferentes.
Ironicamente esta a oeste de tudo; Onde o sol nasce primeiro, tudo cresce mais cedo.
Ironicamente esta a oeste de tudo; Onde o sol nasce primeiro, tudo cresce mais cedo.
segunda-feira, setembro 06, 2004
240
São quatro da manhã certas. Sidoro está exausto. Sidoro está a tornar-se ele mesmo.
São quatro da manhã e dois minutos: ele vai dormir e sonhar. Ao acordar esquece-se de tudo o que não será real.
São quatro da manhã e três.
São quatro da manhã e dois minutos: ele vai dormir e sonhar. Ao acordar esquece-se de tudo o que não será real.
São quatro da manhã e três.
239
O Pedro tem um blog. O blog tem um nome giro; como quem lá escreve tem sentido (às vezes complicado) e fala de tudo um pouco. Ele é Rasca como nós. Gosto muito de o ler, tal como gosto muito do meu amigo, embora confesse que às vezes sou preguiçoso demais para o ler a fundo - talvez até seja um bocado egoísta já que exijo muitas vezes que torne tudo mais simples (logo eu que sou um complicado e que tenho o meu amigo sempre para me ouvir e que, muitas vezes sem pedir, tenta descodificar os meus escritos irracionais).
O Pedro é um bom amigo e o seu blog é um bom blog. Mesmo que sejam egoístas nunca serão como eu (um em muitos) só mais um.
O Pedro é um bom amigo e o seu blog é um bom blog. Mesmo que sejam egoístas nunca serão como eu (um em muitos) só mais um.
237
Ao longe um pássaro respondia ao canto de outro que já lhe respondera antes. O carro estava imóvel (ou assim me pareceu - um físico fez-me acreditar que estamos sempre em movimento) era o apoio das minhas costas que ainda sentiam o peso de me ter sentado de pernas cruzadas para comer peixe vendido a um preço bastante inflacionado.
A minha boca ainda sabia a saké e a tabaco holandês. O sushi tinha um sabor leve e o flurry só deixa marcas se o comermos vezes suficientes. Não pensei em saúde, ainda sou novo demais para isso, pensei no que sou e, consequentemente, em tudo o que me define - só depois entrei no carro sem fechar a porta. Acho que cresci; estou mais perto do homem que disseram que um dia eu seria. Olho para trás e sinto que agi mal, que dei passos desmesurados e que muitos mais ficaram por dar. Só me magoam os inspirados na minha falta de visão.
Por que não vi aquilo?Porquê?Não chorei, pensei até me levantar e limitar o meu espaço.
A minha boca ainda sabia a saké e a tabaco holandês. O sushi tinha um sabor leve e o flurry só deixa marcas se o comermos vezes suficientes. Não pensei em saúde, ainda sou novo demais para isso, pensei no que sou e, consequentemente, em tudo o que me define - só depois entrei no carro sem fechar a porta. Acho que cresci; estou mais perto do homem que disseram que um dia eu seria. Olho para trás e sinto que agi mal, que dei passos desmesurados e que muitos mais ficaram por dar. Só me magoam os inspirados na minha falta de visão.
Por que não vi aquilo?Porquê?Não chorei, pensei até me levantar e limitar o meu espaço.
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