Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

quinta-feira, junho 03, 2004

203

O Sidoro está triste e embora, numa primeira análise, tal sentimento resulte do output do exame, não residem só nesse ponto as suas causas. Em termos gerais nada está como ele acha que deveria estar: está cansado de tanto e está cioso de()mais.

Peguemos no dia de hoje. O exame (até) correu bem mas, logo de seguida, um conjunto de situações aproximaram do piso o que, acima do rodapé, já estava. Não, não foi a fralda dentro das calças (até o elogiaram por isso), foi o silêncio pautado por raciocínios inconstantes fundamentados em nadas que do silêncio provinham; foi a reunião de merda (e este adjectivo é o que melhor se aplica) acerca de algo que as pessoas falam sem saber.

Peguemos no dia de hoje. Esqueçamos por instantes os que lhe antecedem. Peguemos no dia de hoje...Peguemos e esqueçamo-lo como o resto. Como disse a que tem meu sangue "Anima-te".

202 (errata à errata)

Ou então Sidoro não escuta.

201 (errata)

Os posts anteriores são uma simples criação da mente artista do autor deste blog. No fundo ele não se considera inferior apresentando até uma auto-estima por vezes corrosiva. Porém é isso que infelizmente ele transpõe; os outros, incapazes de o perceber, exigem que seja ele (sim só ele) a compreendê.los. Não considera o fiel leitor tal requerimento ridículo? Sidoro é o sidoro, sidoro até gostaria de mudar um pouco de ficar mais ao alcance do comum; mas não consegue.

Há quem alegue que é mais fácil descer um degrau que o subir. Mas, se as escadas forem descobertas, quanto mais alto estivermos melhor será a nossa vista. Por que motivo descer se só com a subida o que está mais baixo ganha? Assim fala sidoro.

Sidoro gosta. Sidoro se diz que gosta é por que está a ser sincero. Se Sidoro se comporta de uma maneira estranha é porque Sidoro assim é. Se gostam de Sidoro têm de gostar dele da maneira que ele é tal como ele gosta de quem gosta por gostar da maneira de quem é gostado.

Se Sidoro pergutna é porque não sabe. Se Sidoro devia saber e não sabe digam. Se não respondem ele nunca vai saber. Sidoro escreve mas escreve só sobre o que ele sente e muitas vezes, antes de estar certo, Sidoro não sabe que está certo e, antes de estar certo, não escreve sobre o que sente. Agora não exijam que Sidoro perceba o que sintam, porque se lhe custa perceber o que sente e resolve essas dúvidas perguntando a si mesmo (porque é ele mesmo que sente), imaginem o quão moroso é o processo se às suas questões não encontra resposta.

Embora Sidoro inquira e insista nas questões raramente encontra respostas. O que sucede é uma rebaldaria: chatices, discussões, gritos (mesmo que inaudíveis), e estaladas (na maior parte das vezes mentais). Sidoro chora por dentro: "por qu'é que tenho de magoar aquela que me importa?Por quê?". Quantas vezes não tentou responder a esta questão, quantas. Numa fase mais pessimistas as respostas foram aquelas que antecederam este post e que vos digo são ridículas. Porém hoje em dia Sidoro percebe que o problema está na falta de diálogo que, para Sidoro, é essencial.

Portanto advirto. Se Sidoro pergunta, tentem responder. Se Sidoro pergunta é porque precisa de saber. Se Sidoro anseia por uma resposta é porque não quer confusões.

200 Resumo (é o post 200 merece-o)

Do alto do monte, algo ou alguém superior, nunca em tom de profecia, proferiu :
-Azar daqueles que o amam. Pena daquela que é amada.

(o "o" sou eu)

199

Há quem pergunte se eu tenho auto-estima. Todos ouvem que já houve.

198

Detesto-me. Incoscientemente sou má pessoa (isto se o for).

197

Percebesse menos de números, percebesse menos de contas. visse o mundo, visse as pessoas.

segunda-feira, maio 31, 2004

196

Um dia fechei-me num cacifo verde que ficou cheio de mim. Esperei ansioso que me mostrasse o que por ranhuras eu não via. Eu era um bouquet, um cartão colorido... Eu era e, desta forma, esperava.

Não sei quando chegou; só me lembro que não acreditou: era bom de mais para ser eu.

sábado, maio 29, 2004

195

Há janelas que têm escrito "janela de emergência" e, para as usar, temos de recorrer ao martelinho vermelho - isto se ainda lá estiver.
Estas janelas já me salvaram tantas vezes (Quantas vezes não passei por elas). Protegem-me do muda em segundos, do que me dão a conhecer. VEjo o mar, vejo a terra; vejo o sol e vejo o nada que outros como eu fizeram. Vejo a noite, vejo o dia; vejo dor e alegria: vejo o que faz o mundo e salvo-me de mim mesmo...nunca parti um vidro.

194

Entrei no comboio e fui recebido pelo som de um trio cigano (arranjo para pandeireta, guitarra e acordeon). Nunca nenhum branco me recebeu assim. Pediam, mas o que deram não fora suficiente para justificar a troca.

193

A beleza de um ser cresce com a sua entrega.

192

Porque o braço está inserido no corpo onde se insere a mente, é visto como o resto, julgam-no demente. Veêm o suporte, julgam a estrutura: acham-na ridícula - não veêm que ela é que é suportada. O corpo move-se de acordo com o pensamento, o braço cria porque o resto sentiu.

Só julgam o corpo. Ridículos! Percebessem o que ele encerra, vissem que não faz porque o que se quer é grande: vissem. Fossem outros que não ridículos...fossem assim.

191

Tudo nasce de uma parceria, mesmo que seja vã e entre partes do mesmo. Se há noite é porque há sol e porque a terra gira; só há dia por isso. Só se ve porque há algo a ser visto e o resto se aplica a cada sensação; só se sente porque há algo a ser sentido.

Tudo nasce de uma parceria: tudo. O mínimo contacto pode gerar a magnificiência. O vão pode trazer o que sempre se quis.

Eu sinto,eu penso no que sinto e cada membro cria. Tudo nasce de uma parceria mesmo que seja vã e entre partes do mesmo. (Até este texto)

190

Meu caro, a vida continua até deixar de o fazer. Quando pára já não volta (salvo excepções milagrosas).

quarta-feira, maio 05, 2004

189 (A bela "adormecida")

Uma dose quase letal de xanax fez com que o seu sono se prolongasse. O príncipe surgiu do nada com adrenalina que quis dar e a química despertou-a. Viveram quase felizes; romance nunca houve.

188 (O saber pagão)

Disse a fada: "as princesas não se importam com isso pá"

187

Ao abrir a flor tudo ganha e perde significado. Depois da semente crescer (os passos não interessam) forma-se um botão; o esforço foi grande e não importa de quem - cresceu com carinho.
No momento certo, quando os factores são ideais, o botão abre-se e mostra a cor que encerrava. Tem de estar tudo certo a beleza não pode ser conspurcada (tem de se mostrar por ela nunca pelos outros).
O processo de quem estima atinge a sua plenitude; num instante revela-se o resultado de momentos. Feliz quem trata vê que culminou e, depois do êxtase, pode repousar - há outras plantas que o esperam.

186 (Sigh!)

O que diz um suspiro ouvido do nada? O que diz? Sonhos que caiem, alegrias instantâneas, dúvidas momentâneas, simplesmente saudades.
Um suspiro, um instinto não animal...Ai, ai...O passado, o que tenho, o que terei...Um suspiro diz tudo o que importa.

185 (Sobre a matemática, sobre[]tudo)

A não experiência não implica falta de jeito. O treino, como é lógico, ajuda mas há coisa que são inatas.

184 (Cálculo prático)

Apeteceu-me escrever enquanto o senhor professor falava da hessiana orlada e de optimizações. Para o jovem pedagogo era tudo tão simples; com um sistema e uma matriz determina se um ponto estacionário é um máximo um mínimo ou outra coisa qualquer.
Por mais que leia ou aprenda nunca terei a sua genialidade e savoir faire: as contas são rápidas quer tenham ou não quadrados e a matriz é logo preenchida (mesmo que o faça não sei interpretar determinantes).

Apeteceu-me escrever. Que mais faço com gosto? Aprendo merdas que não utilizo - não há mulheres orladas, não há um lambda que me auxilie. Escrevo porque me apetece, escrevo porque não me optimizo.