O Sidoro está triste e embora, numa primeira análise, tal sentimento resulte do output do exame, não residem só nesse ponto as suas causas. Em termos gerais nada está como ele acha que deveria estar: está cansado de tanto e está cioso de()mais.
Peguemos no dia de hoje. O exame (até) correu bem mas, logo de seguida, um conjunto de situações aproximaram do piso o que, acima do rodapé, já estava. Não, não foi a fralda dentro das calças (até o elogiaram por isso), foi o silêncio pautado por raciocínios inconstantes fundamentados em nadas que do silêncio provinham; foi a reunião de merda (e este adjectivo é o que melhor se aplica) acerca de algo que as pessoas falam sem saber.
Peguemos no dia de hoje. Esqueçamos por instantes os que lhe antecedem. Peguemos no dia de hoje...Peguemos e esqueçamo-lo como o resto. Como disse a que tem meu sangue "Anima-te".
Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)
quinta-feira, junho 03, 2004
201 (errata)
Os posts anteriores são uma simples criação da mente artista do autor deste blog. No fundo ele não se considera inferior apresentando até uma auto-estima por vezes corrosiva. Porém é isso que infelizmente ele transpõe; os outros, incapazes de o perceber, exigem que seja ele (sim só ele) a compreendê.los. Não considera o fiel leitor tal requerimento ridículo? Sidoro é o sidoro, sidoro até gostaria de mudar um pouco de ficar mais ao alcance do comum; mas não consegue.
Há quem alegue que é mais fácil descer um degrau que o subir. Mas, se as escadas forem descobertas, quanto mais alto estivermos melhor será a nossa vista. Por que motivo descer se só com a subida o que está mais baixo ganha? Assim fala sidoro.
Sidoro gosta. Sidoro se diz que gosta é por que está a ser sincero. Se Sidoro se comporta de uma maneira estranha é porque Sidoro assim é. Se gostam de Sidoro têm de gostar dele da maneira que ele é tal como ele gosta de quem gosta por gostar da maneira de quem é gostado.
Se Sidoro pergutna é porque não sabe. Se Sidoro devia saber e não sabe digam. Se não respondem ele nunca vai saber. Sidoro escreve mas escreve só sobre o que ele sente e muitas vezes, antes de estar certo, Sidoro não sabe que está certo e, antes de estar certo, não escreve sobre o que sente. Agora não exijam que Sidoro perceba o que sintam, porque se lhe custa perceber o que sente e resolve essas dúvidas perguntando a si mesmo (porque é ele mesmo que sente), imaginem o quão moroso é o processo se às suas questões não encontra resposta.
Embora Sidoro inquira e insista nas questões raramente encontra respostas. O que sucede é uma rebaldaria: chatices, discussões, gritos (mesmo que inaudíveis), e estaladas (na maior parte das vezes mentais). Sidoro chora por dentro: "por qu'é que tenho de magoar aquela que me importa?Por quê?". Quantas vezes não tentou responder a esta questão, quantas. Numa fase mais pessimistas as respostas foram aquelas que antecederam este post e que vos digo são ridículas. Porém hoje em dia Sidoro percebe que o problema está na falta de diálogo que, para Sidoro, é essencial.
Portanto advirto. Se Sidoro pergunta, tentem responder. Se Sidoro pergunta é porque precisa de saber. Se Sidoro anseia por uma resposta é porque não quer confusões.
Há quem alegue que é mais fácil descer um degrau que o subir. Mas, se as escadas forem descobertas, quanto mais alto estivermos melhor será a nossa vista. Por que motivo descer se só com a subida o que está mais baixo ganha? Assim fala sidoro.
Sidoro gosta. Sidoro se diz que gosta é por que está a ser sincero. Se Sidoro se comporta de uma maneira estranha é porque Sidoro assim é. Se gostam de Sidoro têm de gostar dele da maneira que ele é tal como ele gosta de quem gosta por gostar da maneira de quem é gostado.
Se Sidoro pergutna é porque não sabe. Se Sidoro devia saber e não sabe digam. Se não respondem ele nunca vai saber. Sidoro escreve mas escreve só sobre o que ele sente e muitas vezes, antes de estar certo, Sidoro não sabe que está certo e, antes de estar certo, não escreve sobre o que sente. Agora não exijam que Sidoro perceba o que sintam, porque se lhe custa perceber o que sente e resolve essas dúvidas perguntando a si mesmo (porque é ele mesmo que sente), imaginem o quão moroso é o processo se às suas questões não encontra resposta.
Embora Sidoro inquira e insista nas questões raramente encontra respostas. O que sucede é uma rebaldaria: chatices, discussões, gritos (mesmo que inaudíveis), e estaladas (na maior parte das vezes mentais). Sidoro chora por dentro: "por qu'é que tenho de magoar aquela que me importa?Por quê?". Quantas vezes não tentou responder a esta questão, quantas. Numa fase mais pessimistas as respostas foram aquelas que antecederam este post e que vos digo são ridículas. Porém hoje em dia Sidoro percebe que o problema está na falta de diálogo que, para Sidoro, é essencial.
Portanto advirto. Se Sidoro pergunta, tentem responder. Se Sidoro pergunta é porque precisa de saber. Se Sidoro anseia por uma resposta é porque não quer confusões.
200 Resumo (é o post 200 merece-o)
Do alto do monte, algo ou alguém superior, nunca em tom de profecia, proferiu :
-Azar daqueles que o amam. Pena daquela que é amada.
(o "o" sou eu)
-Azar daqueles que o amam. Pena daquela que é amada.
(o "o" sou eu)
segunda-feira, maio 31, 2004
196
Um dia fechei-me num cacifo verde que ficou cheio de mim. Esperei ansioso que me mostrasse o que por ranhuras eu não via. Eu era um bouquet, um cartão colorido... Eu era e, desta forma, esperava.
Não sei quando chegou; só me lembro que não acreditou: era bom de mais para ser eu.
Não sei quando chegou; só me lembro que não acreditou: era bom de mais para ser eu.
sábado, maio 29, 2004
195
Há janelas que têm escrito "janela de emergência" e, para as usar, temos de recorrer ao martelinho vermelho - isto se ainda lá estiver.
Estas janelas já me salvaram tantas vezes (Quantas vezes não passei por elas). Protegem-me do muda em segundos, do que me dão a conhecer. VEjo o mar, vejo a terra; vejo o sol e vejo o nada que outros como eu fizeram. Vejo a noite, vejo o dia; vejo dor e alegria: vejo o que faz o mundo e salvo-me de mim mesmo...nunca parti um vidro.
Estas janelas já me salvaram tantas vezes (Quantas vezes não passei por elas). Protegem-me do muda em segundos, do que me dão a conhecer. VEjo o mar, vejo a terra; vejo o sol e vejo o nada que outros como eu fizeram. Vejo a noite, vejo o dia; vejo dor e alegria: vejo o que faz o mundo e salvo-me de mim mesmo...nunca parti um vidro.
194
Entrei no comboio e fui recebido pelo som de um trio cigano (arranjo para pandeireta, guitarra e acordeon). Nunca nenhum branco me recebeu assim. Pediam, mas o que deram não fora suficiente para justificar a troca.
192
Porque o braço está inserido no corpo onde se insere a mente, é visto como o resto, julgam-no demente. Veêm o suporte, julgam a estrutura: acham-na ridícula - não veêm que ela é que é suportada. O corpo move-se de acordo com o pensamento, o braço cria porque o resto sentiu.
Só julgam o corpo. Ridículos! Percebessem o que ele encerra, vissem que não faz porque o que se quer é grande: vissem. Fossem outros que não ridículos...fossem assim.
Só julgam o corpo. Ridículos! Percebessem o que ele encerra, vissem que não faz porque o que se quer é grande: vissem. Fossem outros que não ridículos...fossem assim.
191
Tudo nasce de uma parceria, mesmo que seja vã e entre partes do mesmo. Se há noite é porque há sol e porque a terra gira; só há dia por isso. Só se ve porque há algo a ser visto e o resto se aplica a cada sensação; só se sente porque há algo a ser sentido.
Tudo nasce de uma parceria: tudo. O mínimo contacto pode gerar a magnificiência. O vão pode trazer o que sempre se quis.
Eu sinto,eu penso no que sinto e cada membro cria. Tudo nasce de uma parceria mesmo que seja vã e entre partes do mesmo. (Até este texto)
Tudo nasce de uma parceria: tudo. O mínimo contacto pode gerar a magnificiência. O vão pode trazer o que sempre se quis.
Eu sinto,eu penso no que sinto e cada membro cria. Tudo nasce de uma parceria mesmo que seja vã e entre partes do mesmo. (Até este texto)
190
Meu caro, a vida continua até deixar de o fazer. Quando pára já não volta (salvo excepções milagrosas).
quarta-feira, maio 05, 2004
189 (A bela "adormecida")
Uma dose quase letal de xanax fez com que o seu sono se prolongasse. O príncipe surgiu do nada com adrenalina que quis dar e a química despertou-a. Viveram quase felizes; romance nunca houve.
187
Ao abrir a flor tudo ganha e perde significado. Depois da semente crescer (os passos não interessam) forma-se um botão; o esforço foi grande e não importa de quem - cresceu com carinho.
No momento certo, quando os factores são ideais, o botão abre-se e mostra a cor que encerrava. Tem de estar tudo certo a beleza não pode ser conspurcada (tem de se mostrar por ela nunca pelos outros).
O processo de quem estima atinge a sua plenitude; num instante revela-se o resultado de momentos. Feliz quem trata vê que culminou e, depois do êxtase, pode repousar - há outras plantas que o esperam.
No momento certo, quando os factores são ideais, o botão abre-se e mostra a cor que encerrava. Tem de estar tudo certo a beleza não pode ser conspurcada (tem de se mostrar por ela nunca pelos outros).
O processo de quem estima atinge a sua plenitude; num instante revela-se o resultado de momentos. Feliz quem trata vê que culminou e, depois do êxtase, pode repousar - há outras plantas que o esperam.
186 (Sigh!)
O que diz um suspiro ouvido do nada? O que diz? Sonhos que caiem, alegrias instantâneas, dúvidas momentâneas, simplesmente saudades.
Um suspiro, um instinto não animal...Ai, ai...O passado, o que tenho, o que terei...Um suspiro diz tudo o que importa.
Um suspiro, um instinto não animal...Ai, ai...O passado, o que tenho, o que terei...Um suspiro diz tudo o que importa.
185 (Sobre a matemática, sobre[]tudo)
A não experiência não implica falta de jeito. O treino, como é lógico, ajuda mas há coisa que são inatas.
184 (Cálculo prático)
Apeteceu-me escrever enquanto o senhor professor falava da hessiana orlada e de optimizações. Para o jovem pedagogo era tudo tão simples; com um sistema e uma matriz determina se um ponto estacionário é um máximo um mínimo ou outra coisa qualquer.
Por mais que leia ou aprenda nunca terei a sua genialidade e savoir faire: as contas são rápidas quer tenham ou não quadrados e a matriz é logo preenchida (mesmo que o faça não sei interpretar determinantes).
Apeteceu-me escrever. Que mais faço com gosto? Aprendo merdas que não utilizo - não há mulheres orladas, não há um lambda que me auxilie. Escrevo porque me apetece, escrevo porque não me optimizo.
Por mais que leia ou aprenda nunca terei a sua genialidade e savoir faire: as contas são rápidas quer tenham ou não quadrados e a matriz é logo preenchida (mesmo que o faça não sei interpretar determinantes).
Apeteceu-me escrever. Que mais faço com gosto? Aprendo merdas que não utilizo - não há mulheres orladas, não há um lambda que me auxilie. Escrevo porque me apetece, escrevo porque não me optimizo.
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