A chuva cessou de cair. Estava sol. Acordei mais tarde que habitual - não ter aulas é uma benção. Lentamente levantei-me ao som de árias que, em vão, tento cantar. Ergui os estores; entrou o que já não via, o que, com o calor, senti. Pressenti algo de novo...
A água quente parecia que escorria mais delicadamente em mim. Sob ela passei mais tempo. Vesti-me e fui chegando 3 minutos antes da partida (Que sorte!).
No comboio tentei fazer o projecto que me mostrara mas não me lembrei das medidas. Cingi-me a olhar o mar mais azul, o forte que quase toquei e a lembrar-me da ilha que antes havia.
Cheguei a Lisboa na hora certa, ofereceram-me um livro que não consegui ler. P'lo menos alguém dá linhas, não interessa o que têm: que alguém leia. O destino, supostamente final, vi-o dois minutos depois do combinada, mas ainda esperei ao som do piano que mais gosto.
Passeamos, rimos e até lemos. Foi o que me bastou. Despedi-me como uma criança imberbe que nunca havia pisado aquele solo.
A cidade, como o dia, era-me outra. Voltei, desta vez, feliz.