Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

segunda-feira, março 15, 2004

130 (my first gift)

Tudo acaba quando começo a gostar.

quinta-feira, março 11, 2004

129 (Cálculo 2)

Pediram-me que desenhasse uma floresta. Fi-lo: desenhei-me - melhor- tentei fazê-lo em tons de púrpura e azul.

O local mais sombrio, aquele que mais receio, é o meu âmago; é só nele que me perco. Os pensamentos como àrvores têm vida e tentam constantemente me prender na penumbra que não cessa.

Oiço gritos que são meus, que não soltei. Ninguém os escuta.

O piso é pantanoso, nunca é sólido:(Quando é que uma mente o foi?)

Só me vale o cansaço. Caio p'ro lado e adormeço.

sexta-feira, março 05, 2004

127

A noite prolongou-se mais que o comum. Foi como sempre ùnica. Os ânimos animaram-se à medida que o tempo me consumia - no fundo sou só um corpo e o que vivo é inércia...O atrito?Não deve existir: é uma questão de tempo...Há horas, e há horas e tudo precisa de descanso.

126 (Cálculo 2º)

Módulo do supremo: a minha vizinhança é quadrada.

sábado, fevereiro 28, 2004

34 (Ao spike)

Lembrei-me de um amigo meu.O spike. Já não lhe falo desde as férias grandes, já não o vejo desde que partiu. Lembrei-me, lembrei-me dele com saudade, do tanto tempo que passamos juntos. Criámos teorias, trocamos ideias, ajudou-me com a experiência que nunca terei; é das poucas pessoas que me tornaram assim...

(E se eu lhe ligasse?)

125

Há quanto tempo nos conhecemos meu sacana? Parece que não há um primeiro dia. As palavras não se gastam, só ganham novos sentidos com as conversas que não terminam. Terminou tanto do que nos rodeava; outras coisas parece que só agora se mostraram: umas para bem, a maior parte para mal. Nós, uma simples dupla que, quando certos estão se expande, safámo-nos.

Não interessa o que tenho o que sinto: sei que és meu amigo e que sem pedir estás.

123 (I can not say in a word)

Ao som de xutos disse que escrevia o que ao som de xutos surgiu.

Foi há tão pouco, foi tanto e já passou. O tempo consome tudo menos a memória - eu lembro-me. Agora um simples sorriso, uma simples voz fininha, um complexo cigarro sedutor têm o peso de uma era que já não existe sem ser em mim - talvez em nós mas, como o disse, sem ser em mim não sinto.

Cada minuto que dispensa, cada palavra que gasta...suportes incautos à minha memória - eu lembro-me e pesa...

Ao som de xutos disse que escrevia o que ao som de xutos surgiu.Eu lembro-me. Escrevi. Há presenças que trazem saudade.

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

122 ( A alguém não quer se saiba)

Juntas as palavras de uma forma que sempre me será estranha. Tu narras. Eu a teu lado já nem o ouso fazer. Humilde não mostras o que em ti acumulas com um interesse raro (Que linhas desconheces afinal?).

Eu, que vi parte, que vi pouco, sou maior por isso.

121 (remember moledo)

Não era eu. Não, não era.
O que compunha a mesa viu, num instante, o chão: sujou-o e, insisto, não fui eu. Pegou na "joaninha" (nome querido da bomba de asma), minha, não dele, e colocou-a no canto da mesa que, assim, p'la primeira vez era saudável. Com a máquina registou o momento. Há quem lhe chame Arte. Eu não sei; não é meu.

sábado, fevereiro 21, 2004

120

O que se deixou já não se quer. Deixou-se no caminho: o que se deixou seguiu.

quarta-feira, fevereiro 18, 2004

119

O comboio leva-me enquanto penso embalado por mais um dia. Em casa às 4 (por volta disso): há viagens tão certas (o indice de pontualidade da cp é de 98%) e outras que jamais terminam.

Estou à janela mas não sinto para além de mim; foi sempre assim, não estranho. Nenhum estranho me incomoda só prolongaria o raciocionio (mas qual?Não vou a lado nenhum). A voz maquinal debita uma estação: distraio-me; cessa a viagem pouco depois. Continuamos em seguida; volto aos poucos ao meu mundo (para quê?não vou a lado nenhum).

O mar à direita é guardado por uma velha que tricota o seu destino; e o meu quem o faz?"Não vou para oeiras continuo neste".Penso,Penso,Penso,Penso,Penso; a velha acelera estimula ainda mais o meu pensar. (para quê?porquê?Não vou a lado nenhum.Sou o ùnico que o vê e mesmo assim continuo.)

Chegámos, mas a viagem não terminou.

118

Esperava o comboio que tardou. Só há instantes vira o quão mais levava a chegar. Sentei-me; a plataforma vazia confirmava a longa espera.
Olhei o rio que os armazens cobriam; Lembrei-me das poucas vezes que o cruzei seguro por um cabo de aço: mais um mês e faz mais um ano.
O 3º dia estava a ser como os outros do outro semestre. As mesmas caras, as mesmas salas e, não querendo, parece ser a mesma (passou por mim e sorriu, pouco mais disse).
Continuei à espera. OS velhos começeram a invadir o meu espaço movidos por um hábito que aos poucos cesso de estranhar: estava quase. Levantaram-se; imitei-os; chegou.

segunda-feira, fevereiro 16, 2004

117 (Quarto das duas)

Sócrates fala aos sofistas. Tem um canto estridente harmonioso aos gestos inexplicáveis. Apoia o ombro, melhor, o corpo e tudo o que ele guarda num suporte facilmente removível; paguem-me, deêm-me ouro que refuto o que ele diz. A parteira ajudava mas a sua mãe não quis.

116 (3º das duas)

A tabuada do ratinho marca o lugaer que é meu. Falas de fórmulas que ninguem compreende essencialmente quando há quem não perceba o que o rato diz; a utilidade é nenhuma. Escola da vida? 10*10 é 100 1*1 é 1. Mesmo que o tal coeficiente corrija os erros de que falas como corrijo as minhas acções? Publicidade, vendas, caralho para eles. Ensinem-me o que quero o que não consigo aprender por mim mesmo! Eu estudo; prometo- já sei que é dificil.

115 (2º das duas)

A estatística de nada me serve. Aplico-a constantemente no meu dia-a-dia e? E nada. Os erros diferem pela diferença das pessoas; só a moda se aplica: só o nao existe. A média é irrelevante (eles são tão diferentes). Não escrutino os casos, de nada serviria.
Só a moda se aplica.
Só o não existe.

114 (1º das 2)

Tinhas o que mais me falta: a experiência. Coçavas o escroto com a vivacidade que é rara num jovem...pesam-te tanto como tempo que os consumiu. Médias, desvios; não há padrões na vida. Se os houvesse estava noutro curso.

113 (Errata)

Agarro-me às palavras quando me faltam os gestos.

112 (Resumo)

O problema do meu gostar é que envolve outra pessoa que não eu.

111

Passei como antigamente o suposto dia dos namorados sozinho. Fechei-me no meu quarto com o peso da noite de sexta e, à medida que o dia que só de tarde começou avançava, era o peso de Valentim que se acumulava nos meus ombros. Tantas vezes ferido por um dos filhos de marte e eis-me só - o humor percorre a minha vida e, pior que brejeiro, é mitológico.
O hábito fortalece o espírito. Cada ano é só mais um e, em cada um deles, acontece exactamente o mesmo; já espero tudo antes da colisão...
Passei como antigamente o suposto dia dos namorados: sozinho. O que perdi?nada. Estive com os poucos que gostam de facto de mim, foram momentos que só a solidão permite. Ninguem me esperava por isso fui e, quando a frase que entitulava o filme surgiu, ri-me: "Life is like anything else", não tem lógica alguma. Só devemos esperar por aquilo que fazemos; eu n fiz e o que fiz fiz mal.
Passei como antigamente o suposto dia dos namorados:sozinho. A culpa é minha.

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

110

Estou de férias. Raros são os momentos que passo em casa: gosto de sair.

Tenho o meu espaço como é lógico: adoro o meu quarto. Ele é o meu melhor amigo; escuta, ouve e vê tudo o que se passa comigo e nada pede em troca. Enquanto escrevo no computador estou de costas para um MUPI (será assim que se escreve?) da ABSOLUT; de certa forma sou sacana, esqueço o que ele representa até precisar.

À minha direita tenho uma estante mais alta que larga. No ùltimo piso garrafas vazias da marca citada fazem-me lembrar, não as alegrias momentaneas que me deram, mas as mágoas que me fizeram esquecer por momentos. Por baixo acumulo livros que versam rimando e outros que versam sem sentido; li-os todos: gostei de alguns, adoro todos de um e há um ou dois que detesto. Na parte central merdas encimam os livros de direito civil que espero não ler.

No meu lado esquerdo sem sentido acumulo as folhas que preencho. Olho para elas e lembro-me de tudo até do que já não é mas desta vez as recordações cingem-se a ser o que são. O que passo para palavras ou cores deixou de estar em mim; deixou de ser um peso que só eu conhecia. Sou cobarde, mas só assim consigo. Só assim, cobarde e egoista, é que consigo escrever.

Estou de férias. Raros são os momentos que passo em casa: gosto de sair.

Quando saio à noite consigo divertir-me a maior parte das vezes. Não recorro ao alcool para me animar; p'lo contrário, a fluidez que me dá concentro no raciocinio exagerado que, como quem pensa sabe, só leva a merda. Podia ter aquela conversa do "não interessa o espaço mas sim as pessoas com quem vais" mas, como só eu sei, não sou mentiroso: interessa e bem. Não gosto de ambientes petulantes. É detestável ver como pessoas nos avaliam sem sequer saber o que pensamos (afinal o que define o que somos?).

No meio da diversão por vezes surge alguém que me desperta o olhar. Vacilo. Imagino como será. Estatiscamente não me é normal meter conversa, usualmente tem sido. Quando não falo é tão estranho perpetuo o que começou no instante que a vi e, movido por cobardia e um certo egoismo, recorro a um nada ABSOLUTo que me prolonga os juizos que julgo ajuizar. A noite termina em casa: o que escreveu é um rascunho, o que dorme está quase a nascer.

Estou de férias. Raros são os momentos que passo em casa: gosto de sair.


109

Sinceramente; de que me servem as palavras que só eu por inteiro compreendo? Escrevo tanto (não bem, é claro) e tudo o que tem destinatário as leu.Ah! se as vissem; se eu lhes conseguisse mostrar...

Porque não veêm?Porque não consigo?Acumulam-se as páginas, acumula-se o tempo na solidão que não passa;
Ah se vissem, se eu fosse mais claro!!!

Sou eu e rejeitam-me; sou cada folha marcada a tinta ou a carvão que soltam e voa até não voar mais; sou os zeros e uns que não se manifestam graficamente.Porquê?porquê?porquê?Porquê?

Não te chamo mais ó Deus: sempre que me ligas cobras no meu destino.

108

Estive a ver as fotografias que tirei desde as férias do verão. Encontrei uma bastante interessante e que se aplica. Estou eu de vermelho com cara de parvo a olhar para um sinal que, não sendo azul e vermelho e não tendo o artigo mais escrito do código escrito, nos diz o mesmo que o sinal citado. Percebam a admiração: se estacionasse estava sujeito a reboque.

quarta-feira, fevereiro 11, 2004

105 (Há coisas que não se dizem pela net)

Não gostou; ofendeu-se aos poucos com as palavras que leu. De certo algo estava errado se assim não fosse p'ra quê me dar o silêncio?

O tempo passou: envia um mensageiro atolado, um burro que não é numérico.

segunda-feira, fevereiro 09, 2004

107

Fui outra vez estúpido da mesma maneira que só um estúpido consegue ser de uma forma repetida. Porra eu que antes nem uma merda de uma frase dizia agora digo frases a mais; a forma difere o que sai é sempre o mesmo. Penso na calma que por momentos tenho esquecendo que assim, e só assim, arrisco, com a hipótese de ficar com nada de tudo o que, de certa forma, eu tenho (ou tinha).
Se tudo fosse como os números que disponho facilmente, se houvesse uma versão da tabuada do ratinho que me ensinasse a lidar com ela(s)...nada é e não há. As minhas conquistas são sempre as mesmas e todas elas solitárias.

segunda-feira, fevereiro 02, 2004

106 (2 quadras, dois tercetos, um grito)

Já tou farto da merda que me dão.
O resto, sim o resto, de que me serve?
O descontentamento aos poucos ferve;
Só arrefece a anciã paixão.

Questiono-me. Pergunto o que dirão.
A resposta será que ninguem teme?
Procura de mansinho talvez reste
algo do que te jurara servidão

Julguei ser grande; era só mais um servo.
Quando quiseste ouviste mais que um sim
mas hoje parvo aviso assim o fim

Desta pedra a que a lapa se pegou;
Aos poucos consumiste e assim findou:
As asas não abriu antes do enterro.

domingo, fevereiro 01, 2004

104 (Prepare yourself, it might work)

Ainda hei-de perceber onde erro. Ate lá, decididamente, vou passar a ser o que nunca fui um autentico cabrao com um egoismo requintado: de que me vale ser o queriducho o anormal que está lá sempre que precisam?Caralho para todas essas que fizeram o que eu me proponho fazer.

Sei que não vou conseguir- não sou eu- mas que se lixe, o que conta é a intençao.

103 (Uma merda qualquer)

As palavras têm de fluir, escapar por entre os dedos: prisioneiras nunca terão sentido.

102 (back in action.(really?))

"Sim!?".Repetiu esta palavra 3 vezes acumulando-se a raiva. Desligou à terceira;devia ser engano

101 (holiday in(n))

As mágoas que não se veêm saturam aos poucos o copo que se esvazia. Julgamos quando não estamos aptos a julgar que conseguimos estar mais perto do que não tinhamos. Caímos ao curto prazo de um tempo qualquer (talvez maior, talvez menor, não interessa); voltamos saturados do que tinhamos.
Sem perguntar sem ver o que causou, repetimos o ritual até não podermos; só é mais uma queda desta vez sem erguer.

quarta-feira, janeiro 28, 2004

100

Escrevi.
Preenchi o branco do papel.
Borrei aos poucos a dor
Dei formas tristes ao mundo.
Escrevi
Saí aos pouco de mim:
Era e não sou

terça-feira, janeiro 27, 2004

99 (Na margem do fim)

Termina com história o que começou com orelhas de burro em Setembro. No princípio eram ridículas as ideias que logicamente procuravamos explicar, no final, de uma forma ridícula, vou ordenar o que tão logicamente me ensinaram. Não sei o que sinto nos dois extremos, mas há quem se ria nos dois (não, não são os mesmos).
Em tão pouco tempo tanto se passou. Nada é como antes. Eu não sou o mesmo. O resto resume-se numa página, este semestre foi um em muitos.

98

Seul toi me donnes la tranquilité pour étudier l'histoire qui n'economize aucun de mon temps

97 (Try to read in russian)

ses lèvres demandent quelque chose, mais le nez enrhumé crée une barrière de ce qui a provoqué cet état

sábado, janeiro 24, 2004

96 (Olá boa tarde isto é para uma estatística)

Perguntaram-me se pensava. Sem pensar disse que sim.

Mas, se digo que penso e não penso, será que penso por pensar que sim?

95 (While wainting for the martinis)

Estavas ao fundo. Falavas p'ra frente; p'ra quem? Nem reparo.
Ele falava, segurava no preçário censurando o mundano da vida; interrompia por vezes para citar uma sinfonia que gostaria de ouvir. Nem reparo.
Paraste. Mexeste os lábios por mais uma vez enquanto, p'la quarta vez, ajeitaste o cabelo. O mundo? o que é o mundo? Nem reparo.

sexta-feira, janeiro 23, 2004

94

quando escrevo parece que expludo

Eu tão negro, tão morto crio um mundo de cores que , embora vistas, nunca senti. Expando-me por horizontes que desconheço. Quando escrevo não sou eu; sou eu e o mundo que não tenho, que de certo nunca vou ter. Ao escrever sou mais alto sou o que aspiro: solto um grito que não possuo; mudo o que será sempre assim.

93

A minha cor, melhor, a cor que sinto neste instante é triste. Não peço para a mudar, seria pedir demais e iria contra a minha humildade; mas, e peço por favor, deêm-lhe um tom mais alegre. Custa, mas não custa tanto

segunda-feira, janeiro 19, 2004

92 (Almost the end)

Só o cachecol era verde. Virei a cara. O adeus que não ouviste era mesmo um adeus.

domingo, janeiro 18, 2004

91 (À primeira)

Falei-te e parecia que o tempo não havia passado por ti: eras a mesma só que o miúdo que fugia nos corredores cada vez mais estreitos de ti cresceu. Não é o medo que nos afasta mas o tempo que em ti não se vê.

sábado, janeiro 17, 2004

90 ([∑ (x-μ)^2.f(x)])

Foste-te e começou a chover. A caminho de casa fui-me, aos poucos, purificando.

quinta-feira, janeiro 08, 2004

89 (No Porto depois de Mozart)

"Vai minha tristeza", é assim que o brasileiro começa. Ouvi-o vezes sem conta nunca percebendo o que a simples musica dizia. Ouvia, "tocava-me" dizia eu; mas a saudade nunca existiu em mim.
Fomos p'ro Norte. Estava longe, cá dentro, de ti. Era esquisito, só pensava no sorriso que tão poucas vezes me deste, nas poucas tardes que contigo passei. Com a distância, mesmo pequena, cresceu o desconhecido. Desta vez não minto; sinto-o e é estranho.

segunda-feira, janeiro 05, 2004

88 (A quem me lê)

Não julguem as linhas que escrevo o que interessa é o que nelas está contido.

87 (Fuck the pain away II)

Laranja de desejo tentava, mas era ela que me fodia.

86 (Era loira e gostava de laranja)

Lembro-me da camisola vermelha que a cobria coberta de um manto dourado felizmente livre. Lembro-me de um sorriso sincero de criança. Lembro-me de pulos de alegria por algo que me é banal. Lembro-me da forma como me falava...Lembro-me de tudo, mas só assim a quero recordar.

sexta-feira, janeiro 02, 2004

85 (one more night at lux)

Movido por uma bravura tão rara aproximei-me. Disse que tinha algo para lhe dar e, depois de aceitar o pouco que me o'frecia, dei-lhe:
上海女孩从美丽 (versão simplificada). Esta que o era não o sabia ler.

84 (if you had to be me)

O actor principal pega no telemóvel marca um número e simula que está a ligar.
(sinal de chamada)

Actor 2: Nem sabes quem vi ontem...
(sinal de chamada)
Actor principal:(um bocado nervoso) Espera estou a telefonar...
(sinal de chamada)
(sinal de chamada)
(Actor principal ainda mais nervoso)
(sinal de chamada)
Ouve-se o telemóvel a ser atendido. De fundo uma batida estridente.

Actor 1: (mais calmo) Bom ano!!!
(Voz metalizada e incompreensivel)
Actor 1: não compreendo nada mas espero que me estejas a ouvir. Diverte-te.
(voz metalizada e incompreensivel)
Actor 1: beijinhos (desliga o telemóvel- corta a batida- e volta-se para o seu amigo). Foi mau não foi?


83 (Let's get to the point)

Sem recorrer a metáforas ou a qualquer outra figura de estilo- burocracias desnecessárias p'ra quem sente não p'ra quem escreve:
Estou triste.

82 (Fuck the pain away)

"Have you ever seen a live mess up?"- perguntava a amplificada cantora que entre os gritos não ouviu o meu sim. Continuou, recitou a sua moderna poesia;e, no fim, só no fim, entre os gritos, desta vez dela, o mote que é título ganhou sentido.

O ano que começa colorido faz esquecer a hora morta do lobo.

81 (le prince n'est plus petit)

J'utilise seulement les mots que tu m'as offri:
"Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé".

terça-feira, dezembro 30, 2003

80 (Cera e mais nada)

O teu tom laranja escondia um amarelo pálido. Estavas triste, ou eras, não sei: só deste algo quente.
Tinhas medo de quem?de quê?

Aqui os por quês não têm motivo.

segunda-feira, dezembro 29, 2003

79 (Novidade?)

Finalmente encontrei-a. É parecida comigo e, a meu ver, compreende-me. Não, coração, não te solto (só me pediu para não te dar asas).

terça-feira, dezembro 23, 2003

78 (Acrílico)

Os seus olhos clamavam por ajuda. Ninguém ouvia.

segunda-feira, dezembro 22, 2003

77

Já estou farto. Vou parar de me ridicularizar em vão e estupidamente à medida que sou rejeitado. Sou tão superior aquelas que me inferiorizam; tenho somente de ter consciência disso e obrigá-las a olhar para cima...
Que sintam a faltam daquilo que nunca terão; dos nadas que eu sem querer dava; que chorem por terem perdido tudo.

76 (Sobre ela[s])

I just need to watch (actually I've rarely tasted) to get severly addicted.

75

Sinto falta das mensagens ridículas mas sentidas que enchiam a curta memoria do meu telemóvel: tinham as mesmas palavras que inúmeras vezes me foram segredadas. Sinto falta dos abraços que me envolviam sempre que a tristeza me trazia o frio. Sinto falta de chegar a casa e ter de dizer que tudo correu bem, que estou bom, que me vou deitar...Sinto falta das merdas que ouvia e de sentir que o que eu dizia era ouvido.

sinto falta de tudo isto.

Há uma vaga por preencher!

74 (A question of flavour)


Sometimes it is best to be bitter than taste bad.

sábado, dezembro 20, 2003

73

Falou-me na desparasitação que outro escrevera e que eu já pensara. Poucos são os que não se ofendem face tal acto, ele é um deles: Tão diferente mas tão mais que os outros igual a mim é assim que ele é. Não conheço as suas palavras; provavelmente serão aquelas que me faltam, aquelas que só tempo sabe se um dia serão minhas (talvez, talvez um dia). Decadente e certo disso: felizmente há frutos que não apodrecem.

72

Quando, de facto, te (re)conheci as flores uma a uma secaram, a boca não se viu. O espanto fora coberto com a mão que restava; pouco a pouco me esborratei no negro que me rodeou.

71

Dois bêbedos, um interrogatório; respostas vagas, ausentes tí­picas daqules que tudo dominam - deve ser do concentrado a que eles chamam sangue. Lá p'lo meio - findada a história de tias- ouve-se: " P'ra onde vais?". O menos ébrio exclama, transpirando metafísica, que só Deus o sabe. Ironia; quem está na fossa acredita.

sexta-feira, dezembro 19, 2003

70

Disseste tudo o que eu sinto. Escreveste as palavras que, desde o início, foram minhas de uma maneira que será sempre mais tua; e, como pensara, soaram bem. Claro que percebeste que eram para ti; mesmo que as escreva noutro lugar elas serão sempre tuas: foste tu que as despertaste:
"Quand je te vois je ne pense qu'à tes lèvres"

quinta-feira, dezembro 18, 2003

69 (Férias mas de quê?)

Estou de férias e nunca estive tão cansado. Hoje acordei relativamente cedo para quem se deitou às quatro da manhã ressacado, não da sangria, mas de um trabalho de cálculo que se prolongou. Uma hora depois do pequeno-almoço levantei-me; vejo as horas e percevo que estava atrasado ("merda aidna tenho de comprar o livro"). Saí a correr de casa e faço um desvio até à Parede, mas de nada serviu; a livraria fechara, perdi mais tempo, perdi um comboio. Sentei-me na estação para fazer o trabalho que só acabei no bar da faculdade pouco tempo ddepois de ela ter chegado.

Perguntava p'ra que servia o lambda quando a porta, como de outras vezes, bateu. Olhei, olhei e vi-a; mesmo que tentasse já não estaria indiferente. Oh o sorriso que ela me deu, aquele que, de uma forma estranha, já me tocara ao som de mozart, ainda por cima conjugado com o meu nome foi o que bastou. Disse-me o que queria e ajudei como pude. Agradeceu-me e fui.

Davam presentes e chocolates ao seu Diogo e ele, por isso, era feliz. Sempre precisei de mais do que isso; estou certo desde que a porta bateu...

Cheguei à mesa redonda - mais tarde, mas tinha um bom motivo. Acabou e parti p'lo caminho chuvoso que, aos poucos, diluiu o que me fora dado. Já em casa poucos eram os vestígios, só me via a dormir. Acordei e decidi que já não vou ser mais poético, desta vez quero que me compreenda: isto é o resultado.

68 (A partida)

O comboio chegou mais cedo e de nada me serviria correr. Vejo-o separado por grades cinzentas duas ruas distante de mim. Continuo, chego à estação ; uma figura andrógina desequipa-se, guarda a sua mota; uma velha, como sempre, lê o horário ; cinco surfistas (serão?) vêm da praia.
Sem pressa vou para a plataforma. Penso no soneto que não chego a escrever; penso num desenho que não faço; escrevo isto até o comboio chegar...Chegou!

segunda-feira, dezembro 15, 2003

67

O que resulta de um amontoado de coisas?(Pergunto de uma forma retórica; sem me interessar creio que já captei a atenção). Só posso dizer que nada.
Juntei à vida as cores que encontrei. Somei-as; criei outras novas. De nada serviu. Elas vivem, mas só consigo e para si.
Eu, tão abstracto, só vos peço para não me darem significado. Não me tentem compreender. Que a insignificância seja a minha maior característica:

Não deem, ao que não tem, sentido!

sexta-feira, dezembro 12, 2003

66

A desilusão ilude-nos. Movidos por sentimentos de revolta chegamos a dar maior importância àquilo que, nunca sendo, nos era importante.

65

Campanha de inverno da DKNY: New york tales. Pessoas felizes numa cidade atribulada, lindas (com tudo no sítio) a envergar roupa, casual, mas chic.
A minha (nossa?) história não se passa em nova iorque nem envolve pessoas daquele tipo. Tomara ter o sorriso que eles demonstram (as roupas e o resto ponho de parte, não quero ser consumista nem passar por mulherengo).
Ah! Eu um deles, ela uma delas...Publicidade à vida que nunca tive.
Olho para nós e penso num título: why did it have to be such a sad story?

Era tudo laranja, como gostavas, esbatido no azul.

segunda-feira, dezembro 08, 2003

64 (Ao som de "black eyed pees")

A música perguntava onde está o amor. Já existiu em nós, desvaneceu-se quando nos separámos. Sentada no sofá olho-te e és a mesma mas não és o mesmo para mim; o tempo consumiu-nos, fez-nos ver com outros olhos o que nos era banal.

sábado, dezembro 06, 2003

63 (O seu diário)

Querido diário, andei de escorrega. É tão giro: subimos, esforçados, tão alto para depois descer tão depressa.

sexta-feira, dezembro 05, 2003

62 (Contrariedades)

A tua cor favorita era a que pior te ficava.

61 (The fallen)

De braços abertos tentas albergar a luz que deixaste. Já não as usas,as penas caíram-te. De que te serve?

60

No bar acumulam-se tristezas que o homem do piano (inexistente) cantava; já fora assim antes, mostrou Degas, e nem o fumo as escondia.
Todos tinham o seu copo.Todos bebiam.

segunda-feira, novembro 24, 2003

59 (Depois da febre)

Tem-me custado, cada vez mais, a escrever. As ideias vão surgindo; os ímpetos são cada vez maiores patrocinados por temperaturas que o mercúrio habitualmente registou (na maior parte das vezes é o sangue diluído). Partindo de um abrigo faço de gritos monumentos. Acumulam-se ladainhas harmoniosas e aos poucos, por preguiça, vou esquecendo as linhas que apoiam o que agora crio. No final, só o fim resta: até a causa foi esquecida.
Pergunto-me porque assim estou e a única conclusão ( e sim só será esta) a que chego é que não sei o motivo. Estou apático. Tantas vezes ansiei por algo, por tudo, mas hoje já nem isso há e, sem ser isso, o que mais motiva? A culpa é minha: nunca soube jogar esse jogo não matemático e, por isso, complexo (talvez também por envolver 2 jogadores...) a que muitos desconhecedores de tudo são mestres. Se calhar até sou acusado de não respeitar os requisitos máximos. Só pode ser disso:

Quem mais escreveria uma merda destas?

58 (Acrobacias e Truques)

Disseram-me hoje algo que eu nunca deduziria: "é acrobata". Segundo reza a história um autêntico espectáculo, num terraço com vista para o Tejo, embasbacou os poucos que tiveram a sorte de o ver. A emoção, mesmo quando narrada, é intensa: tão poucos terão coragem para algo tão pequeno e grandioso (quanto mais aos olhos de outros).
Percorre-me uma mescla de inveja e incredulidade. Nunca diria.À minha miopia acrescento a minha inexistente capacidade de julgar carácteres

54

A minha loucura é mesurável em unidades de temperatura (ou será de concentração?).

quinta-feira, novembro 20, 2003

56 (Ícaro)

Ícaro,
Sou quase,não sendo,
Como tu!
Também vivi pouco;
Não tinha vista para o mar,
mas navegava entre as pedras com os olhos.
Cresci,
ele, mais velho, também lá estava
Mas nunca me deu as asas
que, com a idade, fiz.

Voei e voo,
E até hoje não houve
Uma última
vez.
Não sei porquê,
Fico sempre,
entre o céu e a terra.

quarta-feira, novembro 19, 2003

55

Eu, que sou estranho, estranho o que sinto.

domingo, novembro 16, 2003

53 (Ataraxia)

Aos poucos contaminou-me. Somava-me e reduzia-me. O que resultou é indiferente; antecedo de dois pontos e coloco entre aspas: " "

52 (Em Roma estrangeiro)

A festa era em Russo, as legendas em cirílico.

51

Nada dizias. Sem te preocupares as coisas passavam a teu lado; entre elas, estavam pessoas.

sábado, novembro 15, 2003

50 (Prática de História)

Falas.
Tuas mãos mexem connosco.
Reviras a história,
Desdobras,
o que é visto em volumes.

É de papel o caminho que percorro,
e sofro,
por não o saber!

quarta-feira, novembro 12, 2003

49

Foi em Mileto, usavas as vestes que melhor te ficavam. O Fórum estava cheio mas só de ti e do que te envolvia. Estavas verde, mas lembro-me em tons sépia.

terça-feira, novembro 11, 2003

48

Considero-me diferente não por uma questão de moda mas por causa dela.

É normal o vazio. É normal resumir tudo a três coisas que no fundo são o mesmo. Hedonistas, narcisistas (muito mais do que eu), vulgares, seriados, limitados, iludidos...rascas no fundo, compõe a realidade a que me deram sem o pedir.

domingo, novembro 09, 2003

47 (Aquela conversa que nunca nos interessou)

A sua cara só dizia: "qual é o direito da coisa?"

46

Jogava futebol, playstation, saía e falava de gajas. Não lia poesia, era feliz.

sábado, novembro 08, 2003

45 (Vaidade?)

Sempre gostei mais do meu reflexo.

sexta-feira, novembro 07, 2003

42 (Querido?!)

As minhas amigas dizem de uma forma querida que eu sou querido. Ignorante ou ingrato pergunto de que me serve.

44 (Aniversário)

No teu aniversário sou a vela que não se apaga.

43 (Sintra)

Ó Mónica, é que eu nem sequer sorria...

quinta-feira, novembro 06, 2003

41 (Dado auto-biográfico)

Sou estranho. A não compreensão dos meus actos e o seu requinte fazem com que me defina de uma forma resumida o adjectivo "importado".

40 (Sofia)

Uma especialista na matéria dizia: "há que se ter uma pontinha de maldade e crueldade; é mt mais interessante".
A ponta dela era um cume.

39 (Aula de cálculo, apontamentos de cera III)

Tu não és a realidade, só fazes parte dela.

38 (Aula de cálculo, apontamentos de cera II)

Só és máximo absoluto se a vizinhança te for estranha

37 (Aula de cálculo, apontamentos de cera I )

Não tens inversa; nunca foste injectiva.

quarta-feira, novembro 05, 2003

36

Disse-te que ficavas melhor. Soltaste-o, mas nunca para mim.

34 (Underground)

À força de um embôlo humano entrei nas suas veias. Fechou-se a ferida ao som de três pis, e passei a ser um-elemento não figurado de lx. Duas pessoas mais definidas, em termos genéticos, que eu falavam de amor, de ciúme, da maneira que deveriam agir perante quem queriam até do que Mercúrio deveria transmitir! Preocupações banais alimentaram o discurso que durou uma viagem que me fez pensar.

terça-feira, novembro 04, 2003

33 (Lógica da Surpresa)

Se deres muito nas vistas deixará de o ser.

33 (Adam)

Constantemente volto ao local que, por decisão minha, me é proibido. Crio leis a mim mesmo e não as cumpro. É ridículo, eu sei; mas a vontade suplanta o juízo. Deliro com aqueles instantes em que vejo o que não deveria:expando-me por dentro mas- questões formais- regulo-me.
O que seria de mim se não houvesse a maçã?

32

Passaste por mim no escuro. Vi-te, eras...Já nem sei. Mas uma parte de ti ficou.

31 (Será Fado)

Ouvia o que tu sentias. Nem ele que tocava se aproximava de ti...A qualquer palavra falta sempre a tua voz.

30 (Atrasado)

Hoje puderia ter tido tudo o que todos gostariam de ter mas, agarrado a convicções que ninguém conhece, disse que não. Fui estúpido, é a única conclusão a que chego.

quinta-feira, outubro 30, 2003

29 (Momento de Quirologia)

Abre a mão que não me deste; tu que não sabes tens lá tudo.