Passei como antigamente o suposto dia dos namorados sozinho. Fechei-me no meu quarto com o peso da noite de sexta e, à medida que o dia que só de tarde começou avançava, era o peso de Valentim que se acumulava nos meus ombros. Tantas vezes ferido por um dos filhos de marte e eis-me só - o humor percorre a minha vida e, pior que brejeiro, é mitológico.
O hábito fortalece o espírito. Cada ano é só mais um e, em cada um deles, acontece exactamente o mesmo; já espero tudo antes da colisão...
Passei como antigamente o suposto dia dos namorados: sozinho. O que perdi?nada. Estive com os poucos que gostam de facto de mim, foram momentos que só a solidão permite. Ninguem me esperava por isso fui e, quando a frase que entitulava o filme surgiu, ri-me: "Life is like anything else", não tem lógica alguma. Só devemos esperar por aquilo que fazemos; eu n fiz e o que fiz fiz mal.
Passei como antigamente o suposto dia dos namorados:sozinho. A culpa é minha.
Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)
segunda-feira, fevereiro 16, 2004
sexta-feira, fevereiro 13, 2004
110
Estou de férias. Raros são os momentos que passo em casa: gosto de sair.
Tenho o meu espaço como é lógico: adoro o meu quarto. Ele é o meu melhor amigo; escuta, ouve e vê tudo o que se passa comigo e nada pede em troca. Enquanto escrevo no computador estou de costas para um MUPI (será assim que se escreve?) da ABSOLUT; de certa forma sou sacana, esqueço o que ele representa até precisar.
À minha direita tenho uma estante mais alta que larga. No ùltimo piso garrafas vazias da marca citada fazem-me lembrar, não as alegrias momentaneas que me deram, mas as mágoas que me fizeram esquecer por momentos. Por baixo acumulo livros que versam rimando e outros que versam sem sentido; li-os todos: gostei de alguns, adoro todos de um e há um ou dois que detesto. Na parte central merdas encimam os livros de direito civil que espero não ler.
No meu lado esquerdo sem sentido acumulo as folhas que preencho. Olho para elas e lembro-me de tudo até do que já não é mas desta vez as recordações cingem-se a ser o que são. O que passo para palavras ou cores deixou de estar em mim; deixou de ser um peso que só eu conhecia. Sou cobarde, mas só assim consigo. Só assim, cobarde e egoista, é que consigo escrever.
Estou de férias. Raros são os momentos que passo em casa: gosto de sair.
Quando saio à noite consigo divertir-me a maior parte das vezes. Não recorro ao alcool para me animar; p'lo contrário, a fluidez que me dá concentro no raciocinio exagerado que, como quem pensa sabe, só leva a merda. Podia ter aquela conversa do "não interessa o espaço mas sim as pessoas com quem vais" mas, como só eu sei, não sou mentiroso: interessa e bem. Não gosto de ambientes petulantes. É detestável ver como pessoas nos avaliam sem sequer saber o que pensamos (afinal o que define o que somos?).
No meio da diversão por vezes surge alguém que me desperta o olhar. Vacilo. Imagino como será. Estatiscamente não me é normal meter conversa, usualmente tem sido. Quando não falo é tão estranho perpetuo o que começou no instante que a vi e, movido por cobardia e um certo egoismo, recorro a um nada ABSOLUTo que me prolonga os juizos que julgo ajuizar. A noite termina em casa: o que escreveu é um rascunho, o que dorme está quase a nascer.
Estou de férias. Raros são os momentos que passo em casa: gosto de sair.
Tenho o meu espaço como é lógico: adoro o meu quarto. Ele é o meu melhor amigo; escuta, ouve e vê tudo o que se passa comigo e nada pede em troca. Enquanto escrevo no computador estou de costas para um MUPI (será assim que se escreve?) da ABSOLUT; de certa forma sou sacana, esqueço o que ele representa até precisar.
À minha direita tenho uma estante mais alta que larga. No ùltimo piso garrafas vazias da marca citada fazem-me lembrar, não as alegrias momentaneas que me deram, mas as mágoas que me fizeram esquecer por momentos. Por baixo acumulo livros que versam rimando e outros que versam sem sentido; li-os todos: gostei de alguns, adoro todos de um e há um ou dois que detesto. Na parte central merdas encimam os livros de direito civil que espero não ler.
No meu lado esquerdo sem sentido acumulo as folhas que preencho. Olho para elas e lembro-me de tudo até do que já não é mas desta vez as recordações cingem-se a ser o que são. O que passo para palavras ou cores deixou de estar em mim; deixou de ser um peso que só eu conhecia. Sou cobarde, mas só assim consigo. Só assim, cobarde e egoista, é que consigo escrever.
Estou de férias. Raros são os momentos que passo em casa: gosto de sair.
Quando saio à noite consigo divertir-me a maior parte das vezes. Não recorro ao alcool para me animar; p'lo contrário, a fluidez que me dá concentro no raciocinio exagerado que, como quem pensa sabe, só leva a merda. Podia ter aquela conversa do "não interessa o espaço mas sim as pessoas com quem vais" mas, como só eu sei, não sou mentiroso: interessa e bem. Não gosto de ambientes petulantes. É detestável ver como pessoas nos avaliam sem sequer saber o que pensamos (afinal o que define o que somos?).
No meio da diversão por vezes surge alguém que me desperta o olhar. Vacilo. Imagino como será. Estatiscamente não me é normal meter conversa, usualmente tem sido. Quando não falo é tão estranho perpetuo o que começou no instante que a vi e, movido por cobardia e um certo egoismo, recorro a um nada ABSOLUTo que me prolonga os juizos que julgo ajuizar. A noite termina em casa: o que escreveu é um rascunho, o que dorme está quase a nascer.
Estou de férias. Raros são os momentos que passo em casa: gosto de sair.
109
Sinceramente; de que me servem as palavras que só eu por inteiro compreendo? Escrevo tanto (não bem, é claro) e tudo o que tem destinatário as leu.Ah! se as vissem; se eu lhes conseguisse mostrar...
Porque não veêm?Porque não consigo?Acumulam-se as páginas, acumula-se o tempo na solidão que não passa;
Ah se vissem, se eu fosse mais claro!!!
Sou eu e rejeitam-me; sou cada folha marcada a tinta ou a carvão que soltam e voa até não voar mais; sou os zeros e uns que não se manifestam graficamente.Porquê?porquê?porquê?Porquê?
Não te chamo mais ó Deus: sempre que me ligas cobras no meu destino.
Porque não veêm?Porque não consigo?Acumulam-se as páginas, acumula-se o tempo na solidão que não passa;
Ah se vissem, se eu fosse mais claro!!!
Sou eu e rejeitam-me; sou cada folha marcada a tinta ou a carvão que soltam e voa até não voar mais; sou os zeros e uns que não se manifestam graficamente.Porquê?porquê?porquê?Porquê?
Não te chamo mais ó Deus: sempre que me ligas cobras no meu destino.
108
Estive a ver as fotografias que tirei desde as férias do verão. Encontrei uma bastante interessante e que se aplica. Estou eu de vermelho com cara de parvo a olhar para um sinal que, não sendo azul e vermelho e não tendo o artigo mais escrito do código escrito, nos diz o mesmo que o sinal citado. Percebam a admiração: se estacionasse estava sujeito a reboque.
quarta-feira, fevereiro 11, 2004
105 (Há coisas que não se dizem pela net)
Não gostou; ofendeu-se aos poucos com as palavras que leu. De certo algo estava errado se assim não fosse p'ra quê me dar o silêncio?
O tempo passou: envia um mensageiro atolado, um burro que não é numérico.
O tempo passou: envia um mensageiro atolado, um burro que não é numérico.
segunda-feira, fevereiro 09, 2004
107
Fui outra vez estúpido da mesma maneira que só um estúpido consegue ser de uma forma repetida. Porra eu que antes nem uma merda de uma frase dizia agora digo frases a mais; a forma difere o que sai é sempre o mesmo. Penso na calma que por momentos tenho esquecendo que assim, e só assim, arrisco, com a hipótese de ficar com nada de tudo o que, de certa forma, eu tenho (ou tinha).
Se tudo fosse como os números que disponho facilmente, se houvesse uma versão da tabuada do ratinho que me ensinasse a lidar com ela(s)...nada é e não há. As minhas conquistas são sempre as mesmas e todas elas solitárias.
Se tudo fosse como os números que disponho facilmente, se houvesse uma versão da tabuada do ratinho que me ensinasse a lidar com ela(s)...nada é e não há. As minhas conquistas são sempre as mesmas e todas elas solitárias.
segunda-feira, fevereiro 02, 2004
106 (2 quadras, dois tercetos, um grito)
Já tou farto da merda que me dão.
O resto, sim o resto, de que me serve?
O descontentamento aos poucos ferve;
Só arrefece a anciã paixão.
Questiono-me. Pergunto o que dirão.
A resposta será que ninguem teme?
Procura de mansinho talvez reste
algo do que te jurara servidão
Julguei ser grande; era só mais um servo.
Quando quiseste ouviste mais que um sim
mas hoje parvo aviso assim o fim
Desta pedra a que a lapa se pegou;
Aos poucos consumiste e assim findou:
As asas não abriu antes do enterro.
O resto, sim o resto, de que me serve?
O descontentamento aos poucos ferve;
Só arrefece a anciã paixão.
Questiono-me. Pergunto o que dirão.
A resposta será que ninguem teme?
Procura de mansinho talvez reste
algo do que te jurara servidão
Julguei ser grande; era só mais um servo.
Quando quiseste ouviste mais que um sim
mas hoje parvo aviso assim o fim
Desta pedra a que a lapa se pegou;
Aos poucos consumiste e assim findou:
As asas não abriu antes do enterro.
domingo, fevereiro 01, 2004
104 (Prepare yourself, it might work)
Ainda hei-de perceber onde erro. Ate lá, decididamente, vou passar a ser o que nunca fui um autentico cabrao com um egoismo requintado: de que me vale ser o queriducho o anormal que está lá sempre que precisam?Caralho para todas essas que fizeram o que eu me proponho fazer.
Sei que não vou conseguir- não sou eu- mas que se lixe, o que conta é a intençao.
Sei que não vou conseguir- não sou eu- mas que se lixe, o que conta é a intençao.
103 (Uma merda qualquer)
As palavras têm de fluir, escapar por entre os dedos: prisioneiras nunca terão sentido.
102 (back in action.(really?))
"Sim!?".Repetiu esta palavra 3 vezes acumulando-se a raiva. Desligou à terceira;devia ser engano
101 (holiday in(n))
As mágoas que não se veêm saturam aos poucos o copo que se esvazia. Julgamos quando não estamos aptos a julgar que conseguimos estar mais perto do que não tinhamos. Caímos ao curto prazo de um tempo qualquer (talvez maior, talvez menor, não interessa); voltamos saturados do que tinhamos.
Sem perguntar sem ver o que causou, repetimos o ritual até não podermos; só é mais uma queda desta vez sem erguer.
Sem perguntar sem ver o que causou, repetimos o ritual até não podermos; só é mais uma queda desta vez sem erguer.
quarta-feira, janeiro 28, 2004
100
Escrevi.
Preenchi o branco do papel.
Borrei aos poucos a dor
Dei formas tristes ao mundo.
Escrevi
Saí aos pouco de mim:
Era e não sou
Preenchi o branco do papel.
Borrei aos poucos a dor
Dei formas tristes ao mundo.
Escrevi
Saí aos pouco de mim:
Era e não sou
terça-feira, janeiro 27, 2004
99 (Na margem do fim)
Termina com história o que começou com orelhas de burro em Setembro. No princípio eram ridículas as ideias que logicamente procuravamos explicar, no final, de uma forma ridícula, vou ordenar o que tão logicamente me ensinaram. Não sei o que sinto nos dois extremos, mas há quem se ria nos dois (não, não são os mesmos).
Em tão pouco tempo tanto se passou. Nada é como antes. Eu não sou o mesmo. O resto resume-se numa página, este semestre foi um em muitos.
Em tão pouco tempo tanto se passou. Nada é como antes. Eu não sou o mesmo. O resto resume-se numa página, este semestre foi um em muitos.
97 (Try to read in russian)
ses lèvres demandent quelque chose, mais le nez enrhumé crée une barrière de ce qui a provoqué cet état
sábado, janeiro 24, 2004
96 (Olá boa tarde isto é para uma estatística)
Perguntaram-me se pensava. Sem pensar disse que sim.
Mas, se digo que penso e não penso, será que penso por pensar que sim?
Mas, se digo que penso e não penso, será que penso por pensar que sim?
95 (While wainting for the martinis)
Estavas ao fundo. Falavas p'ra frente; p'ra quem? Nem reparo.
Ele falava, segurava no preçário censurando o mundano da vida; interrompia por vezes para citar uma sinfonia que gostaria de ouvir. Nem reparo.
Paraste. Mexeste os lábios por mais uma vez enquanto, p'la quarta vez, ajeitaste o cabelo. O mundo? o que é o mundo? Nem reparo.
Ele falava, segurava no preçário censurando o mundano da vida; interrompia por vezes para citar uma sinfonia que gostaria de ouvir. Nem reparo.
Paraste. Mexeste os lábios por mais uma vez enquanto, p'la quarta vez, ajeitaste o cabelo. O mundo? o que é o mundo? Nem reparo.
sexta-feira, janeiro 23, 2004
94
quando escrevo parece que expludo
Eu tão negro, tão morto crio um mundo de cores que , embora vistas, nunca senti. Expando-me por horizontes que desconheço. Quando escrevo não sou eu; sou eu e o mundo que não tenho, que de certo nunca vou ter. Ao escrever sou mais alto sou o que aspiro: solto um grito que não possuo; mudo o que será sempre assim.
Eu tão negro, tão morto crio um mundo de cores que , embora vistas, nunca senti. Expando-me por horizontes que desconheço. Quando escrevo não sou eu; sou eu e o mundo que não tenho, que de certo nunca vou ter. Ao escrever sou mais alto sou o que aspiro: solto um grito que não possuo; mudo o que será sempre assim.
93
A minha cor, melhor, a cor que sinto neste instante é triste. Não peço para a mudar, seria pedir demais e iria contra a minha humildade; mas, e peço por favor, deêm-lhe um tom mais alegre. Custa, mas não custa tanto
segunda-feira, janeiro 19, 2004
92 (Almost the end)
Só o cachecol era verde. Virei a cara. O adeus que não ouviste era mesmo um adeus.
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