Já tou farto da merda que me dão.
O resto, sim o resto, de que me serve?
O descontentamento aos poucos ferve;
Só arrefece a anciã paixão.
Questiono-me. Pergunto o que dirão.
A resposta será que ninguem teme?
Procura de mansinho talvez reste
algo do que te jurara servidão
Julguei ser grande; era só mais um servo.
Quando quiseste ouviste mais que um sim
mas hoje parvo aviso assim o fim
Desta pedra a que a lapa se pegou;
Aos poucos consumiste e assim findou:
As asas não abriu antes do enterro.
Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)
segunda-feira, fevereiro 02, 2004
domingo, fevereiro 01, 2004
104 (Prepare yourself, it might work)
Ainda hei-de perceber onde erro. Ate lá, decididamente, vou passar a ser o que nunca fui um autentico cabrao com um egoismo requintado: de que me vale ser o queriducho o anormal que está lá sempre que precisam?Caralho para todas essas que fizeram o que eu me proponho fazer.
Sei que não vou conseguir- não sou eu- mas que se lixe, o que conta é a intençao.
Sei que não vou conseguir- não sou eu- mas que se lixe, o que conta é a intençao.
103 (Uma merda qualquer)
As palavras têm de fluir, escapar por entre os dedos: prisioneiras nunca terão sentido.
102 (back in action.(really?))
"Sim!?".Repetiu esta palavra 3 vezes acumulando-se a raiva. Desligou à terceira;devia ser engano
101 (holiday in(n))
As mágoas que não se veêm saturam aos poucos o copo que se esvazia. Julgamos quando não estamos aptos a julgar que conseguimos estar mais perto do que não tinhamos. Caímos ao curto prazo de um tempo qualquer (talvez maior, talvez menor, não interessa); voltamos saturados do que tinhamos.
Sem perguntar sem ver o que causou, repetimos o ritual até não podermos; só é mais uma queda desta vez sem erguer.
Sem perguntar sem ver o que causou, repetimos o ritual até não podermos; só é mais uma queda desta vez sem erguer.
quarta-feira, janeiro 28, 2004
100
Escrevi.
Preenchi o branco do papel.
Borrei aos poucos a dor
Dei formas tristes ao mundo.
Escrevi
Saí aos pouco de mim:
Era e não sou
Preenchi o branco do papel.
Borrei aos poucos a dor
Dei formas tristes ao mundo.
Escrevi
Saí aos pouco de mim:
Era e não sou
terça-feira, janeiro 27, 2004
99 (Na margem do fim)
Termina com história o que começou com orelhas de burro em Setembro. No princípio eram ridículas as ideias que logicamente procuravamos explicar, no final, de uma forma ridícula, vou ordenar o que tão logicamente me ensinaram. Não sei o que sinto nos dois extremos, mas há quem se ria nos dois (não, não são os mesmos).
Em tão pouco tempo tanto se passou. Nada é como antes. Eu não sou o mesmo. O resto resume-se numa página, este semestre foi um em muitos.
Em tão pouco tempo tanto se passou. Nada é como antes. Eu não sou o mesmo. O resto resume-se numa página, este semestre foi um em muitos.
97 (Try to read in russian)
ses lèvres demandent quelque chose, mais le nez enrhumé crée une barrière de ce qui a provoqué cet état
sábado, janeiro 24, 2004
96 (Olá boa tarde isto é para uma estatística)
Perguntaram-me se pensava. Sem pensar disse que sim.
Mas, se digo que penso e não penso, será que penso por pensar que sim?
Mas, se digo que penso e não penso, será que penso por pensar que sim?
95 (While wainting for the martinis)
Estavas ao fundo. Falavas p'ra frente; p'ra quem? Nem reparo.
Ele falava, segurava no preçário censurando o mundano da vida; interrompia por vezes para citar uma sinfonia que gostaria de ouvir. Nem reparo.
Paraste. Mexeste os lábios por mais uma vez enquanto, p'la quarta vez, ajeitaste o cabelo. O mundo? o que é o mundo? Nem reparo.
Ele falava, segurava no preçário censurando o mundano da vida; interrompia por vezes para citar uma sinfonia que gostaria de ouvir. Nem reparo.
Paraste. Mexeste os lábios por mais uma vez enquanto, p'la quarta vez, ajeitaste o cabelo. O mundo? o que é o mundo? Nem reparo.
sexta-feira, janeiro 23, 2004
94
quando escrevo parece que expludo
Eu tão negro, tão morto crio um mundo de cores que , embora vistas, nunca senti. Expando-me por horizontes que desconheço. Quando escrevo não sou eu; sou eu e o mundo que não tenho, que de certo nunca vou ter. Ao escrever sou mais alto sou o que aspiro: solto um grito que não possuo; mudo o que será sempre assim.
Eu tão negro, tão morto crio um mundo de cores que , embora vistas, nunca senti. Expando-me por horizontes que desconheço. Quando escrevo não sou eu; sou eu e o mundo que não tenho, que de certo nunca vou ter. Ao escrever sou mais alto sou o que aspiro: solto um grito que não possuo; mudo o que será sempre assim.
93
A minha cor, melhor, a cor que sinto neste instante é triste. Não peço para a mudar, seria pedir demais e iria contra a minha humildade; mas, e peço por favor, deêm-lhe um tom mais alegre. Custa, mas não custa tanto
segunda-feira, janeiro 19, 2004
92 (Almost the end)
Só o cachecol era verde. Virei a cara. O adeus que não ouviste era mesmo um adeus.
domingo, janeiro 18, 2004
91 (À primeira)
Falei-te e parecia que o tempo não havia passado por ti: eras a mesma só que o miúdo que fugia nos corredores cada vez mais estreitos de ti cresceu. Não é o medo que nos afasta mas o tempo que em ti não se vê.
sábado, janeiro 17, 2004
90 ([∑ (x-μ)^2.f(x)])
Foste-te e começou a chover. A caminho de casa fui-me, aos poucos, purificando.
quinta-feira, janeiro 08, 2004
89 (No Porto depois de Mozart)
"Vai minha tristeza", é assim que o brasileiro começa. Ouvi-o vezes sem conta nunca percebendo o que a simples musica dizia. Ouvia, "tocava-me" dizia eu; mas a saudade nunca existiu em mim.
Fomos p'ro Norte. Estava longe, cá dentro, de ti. Era esquisito, só pensava no sorriso que tão poucas vezes me deste, nas poucas tardes que contigo passei. Com a distância, mesmo pequena, cresceu o desconhecido. Desta vez não minto; sinto-o e é estranho.
Fomos p'ro Norte. Estava longe, cá dentro, de ti. Era esquisito, só pensava no sorriso que tão poucas vezes me deste, nas poucas tardes que contigo passei. Com a distância, mesmo pequena, cresceu o desconhecido. Desta vez não minto; sinto-o e é estranho.
segunda-feira, janeiro 05, 2004
86 (Era loira e gostava de laranja)
Lembro-me da camisola vermelha que a cobria coberta de um manto dourado felizmente livre. Lembro-me de um sorriso sincero de criança. Lembro-me de pulos de alegria por algo que me é banal. Lembro-me da forma como me falava...Lembro-me de tudo, mas só assim a quero recordar.
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