"Have you ever seen a live mess up?"- perguntava a amplificada cantora que entre os gritos não ouviu o meu sim. Continuou, recitou a sua moderna poesia;e, no fim, só no fim, entre os gritos, desta vez dela, o mote que é título ganhou sentido.
O ano que começa colorido faz esquecer a hora morta do lobo.
Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)
sexta-feira, janeiro 02, 2004
81 (le prince n'est plus petit)
J'utilise seulement les mots que tu m'as offri:
"Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé".
"Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé".
terça-feira, dezembro 30, 2003
80 (Cera e mais nada)
O teu tom laranja escondia um amarelo pálido. Estavas triste, ou eras, não sei: só deste algo quente.
Tinhas medo de quem?de quê?
Aqui os por quês não têm motivo.
Tinhas medo de quem?de quê?
Aqui os por quês não têm motivo.
segunda-feira, dezembro 29, 2003
79 (Novidade?)
Finalmente encontrei-a. É parecida comigo e, a meu ver, compreende-me. Não, coração, não te solto (só me pediu para não te dar asas).
terça-feira, dezembro 23, 2003
segunda-feira, dezembro 22, 2003
77
Já estou farto. Vou parar de me ridicularizar em vão e estupidamente à medida que sou rejeitado. Sou tão superior aquelas que me inferiorizam; tenho somente de ter consciência disso e obrigá-las a olhar para cima...
Que sintam a faltam daquilo que nunca terão; dos nadas que eu sem querer dava; que chorem por terem perdido tudo.
Que sintam a faltam daquilo que nunca terão; dos nadas que eu sem querer dava; que chorem por terem perdido tudo.
75
Sinto falta das mensagens ridículas mas sentidas que enchiam a curta memoria do meu telemóvel: tinham as mesmas palavras que inúmeras vezes me foram segredadas. Sinto falta dos abraços que me envolviam sempre que a tristeza me trazia o frio. Sinto falta de chegar a casa e ter de dizer que tudo correu bem, que estou bom, que me vou deitar...Sinto falta das merdas que ouvia e de sentir que o que eu dizia era ouvido.
sinto falta de tudo isto.
Há uma vaga por preencher!
sinto falta de tudo isto.
Há uma vaga por preencher!
sábado, dezembro 20, 2003
73
Falou-me na desparasitação que outro escrevera e que eu já pensara. Poucos são os que não se ofendem face tal acto, ele é um deles: Tão diferente mas tão mais que os outros igual a mim é assim que ele é. Não conheço as suas palavras; provavelmente serão aquelas que me faltam, aquelas que só tempo sabe se um dia serão minhas (talvez, talvez um dia). Decadente e certo disso: felizmente há frutos que não apodrecem.
72
Quando, de facto, te (re)conheci as flores uma a uma secaram, a boca não se viu. O espanto fora coberto com a mão que restava; pouco a pouco me esborratei no negro que me rodeou.
71
Dois bêbedos, um interrogatório; respostas vagas, ausentes típicas daqules que tudo dominam - deve ser do concentrado a que eles chamam sangue. Lá p'lo meio - findada a história de tias- ouve-se: " P'ra onde vais?". O menos ébrio exclama, transpirando metafísica, que só Deus o sabe. Ironia; quem está na fossa acredita.
sexta-feira, dezembro 19, 2003
70
Disseste tudo o que eu sinto. Escreveste as palavras que, desde o início, foram minhas de uma maneira que será sempre mais tua; e, como pensara, soaram bem. Claro que percebeste que eram para ti; mesmo que as escreva noutro lugar elas serão sempre tuas: foste tu que as despertaste:
"Quand je te vois je ne pense qu'à tes lèvres"
"Quand je te vois je ne pense qu'à tes lèvres"
quinta-feira, dezembro 18, 2003
69 (Férias mas de quê?)
Estou de férias e nunca estive tão cansado. Hoje acordei relativamente cedo para quem se deitou às quatro da manhã ressacado, não da sangria, mas de um trabalho de cálculo que se prolongou. Uma hora depois do pequeno-almoço levantei-me; vejo as horas e percevo que estava atrasado ("merda aidna tenho de comprar o livro"). Saí a correr de casa e faço um desvio até à Parede, mas de nada serviu; a livraria fechara, perdi mais tempo, perdi um comboio. Sentei-me na estação para fazer o trabalho que só acabei no bar da faculdade pouco tempo ddepois de ela ter chegado.
Perguntava p'ra que servia o lambda quando a porta, como de outras vezes, bateu. Olhei, olhei e vi-a; mesmo que tentasse já não estaria indiferente. Oh o sorriso que ela me deu, aquele que, de uma forma estranha, já me tocara ao som de mozart, ainda por cima conjugado com o meu nome foi o que bastou. Disse-me o que queria e ajudei como pude. Agradeceu-me e fui.
Davam presentes e chocolates ao seu Diogo e ele, por isso, era feliz. Sempre precisei de mais do que isso; estou certo desde que a porta bateu...
Cheguei à mesa redonda - mais tarde, mas tinha um bom motivo. Acabou e parti p'lo caminho chuvoso que, aos poucos, diluiu o que me fora dado. Já em casa poucos eram os vestígios, só me via a dormir. Acordei e decidi que já não vou ser mais poético, desta vez quero que me compreenda: isto é o resultado.
Perguntava p'ra que servia o lambda quando a porta, como de outras vezes, bateu. Olhei, olhei e vi-a; mesmo que tentasse já não estaria indiferente. Oh o sorriso que ela me deu, aquele que, de uma forma estranha, já me tocara ao som de mozart, ainda por cima conjugado com o meu nome foi o que bastou. Disse-me o que queria e ajudei como pude. Agradeceu-me e fui.
Davam presentes e chocolates ao seu Diogo e ele, por isso, era feliz. Sempre precisei de mais do que isso; estou certo desde que a porta bateu...
Cheguei à mesa redonda - mais tarde, mas tinha um bom motivo. Acabou e parti p'lo caminho chuvoso que, aos poucos, diluiu o que me fora dado. Já em casa poucos eram os vestígios, só me via a dormir. Acordei e decidi que já não vou ser mais poético, desta vez quero que me compreenda: isto é o resultado.
68 (A partida)
O comboio chegou mais cedo e de nada me serviria correr. Vejo-o separado por grades cinzentas duas ruas distante de mim. Continuo, chego à estação ; uma figura andrógina desequipa-se, guarda a sua mota; uma velha, como sempre, lê o horário ; cinco surfistas (serão?) vêm da praia.
Sem pressa vou para a plataforma. Penso no soneto que não chego a escrever; penso num desenho que não faço; escrevo isto até o comboio chegar...Chegou!
Sem pressa vou para a plataforma. Penso no soneto que não chego a escrever; penso num desenho que não faço; escrevo isto até o comboio chegar...Chegou!
segunda-feira, dezembro 15, 2003
67
O que resulta de um amontoado de coisas?(Pergunto de uma forma retórica; sem me interessar creio que já captei a atenção). Só posso dizer que nada.
Juntei à vida as cores que encontrei. Somei-as; criei outras novas. De nada serviu. Elas vivem, mas só consigo e para si.
Eu, tão abstracto, só vos peço para não me darem significado. Não me tentem compreender. Que a insignificância seja a minha maior característica:
Não deem, ao que não tem, sentido!
Juntei à vida as cores que encontrei. Somei-as; criei outras novas. De nada serviu. Elas vivem, mas só consigo e para si.
Eu, tão abstracto, só vos peço para não me darem significado. Não me tentem compreender. Que a insignificância seja a minha maior característica:
Não deem, ao que não tem, sentido!
sexta-feira, dezembro 12, 2003
66
A desilusão ilude-nos. Movidos por sentimentos de revolta chegamos a dar maior importância àquilo que, nunca sendo, nos era importante.
65
Campanha de inverno da DKNY: New york tales. Pessoas felizes numa cidade atribulada, lindas (com tudo no sítio) a envergar roupa, casual, mas chic.
A minha (nossa?) história não se passa em nova iorque nem envolve pessoas daquele tipo. Tomara ter o sorriso que eles demonstram (as roupas e o resto ponho de parte, não quero ser consumista nem passar por mulherengo).
Ah! Eu um deles, ela uma delas...Publicidade à vida que nunca tive.
Olho para nós e penso num título: why did it have to be such a sad story?
Era tudo laranja, como gostavas, esbatido no azul.
A minha (nossa?) história não se passa em nova iorque nem envolve pessoas daquele tipo. Tomara ter o sorriso que eles demonstram (as roupas e o resto ponho de parte, não quero ser consumista nem passar por mulherengo).
Ah! Eu um deles, ela uma delas...Publicidade à vida que nunca tive.
Olho para nós e penso num título: why did it have to be such a sad story?
Era tudo laranja, como gostavas, esbatido no azul.
segunda-feira, dezembro 08, 2003
64 (Ao som de "black eyed pees")
A música perguntava onde está o amor. Já existiu em nós, desvaneceu-se quando nos separámos. Sentada no sofá olho-te e és a mesma mas não és o mesmo para mim; o tempo consumiu-nos, fez-nos ver com outros olhos o que nos era banal.
sábado, dezembro 06, 2003
63 (O seu diário)
Querido diário, andei de escorrega. É tão giro: subimos, esforçados, tão alto para depois descer tão depressa.
sexta-feira, dezembro 05, 2003
61 (The fallen)
De braços abertos tentas albergar a luz que deixaste. Já não as usas,as penas caíram-te. De que te serve?
60
No bar acumulam-se tristezas que o homem do piano (inexistente) cantava; já fora assim antes, mostrou Degas, e nem o fumo as escondia.
Todos tinham o seu copo.Todos bebiam.
Todos tinham o seu copo.Todos bebiam.
segunda-feira, novembro 24, 2003
59 (Depois da febre)
Tem-me custado, cada vez mais, a escrever. As ideias vão surgindo; os ímpetos são cada vez maiores patrocinados por temperaturas que o mercúrio habitualmente registou (na maior parte das vezes é o sangue diluído). Partindo de um abrigo faço de gritos monumentos. Acumulam-se ladainhas harmoniosas e aos poucos, por preguiça, vou esquecendo as linhas que apoiam o que agora crio. No final, só o fim resta: até a causa foi esquecida.
Pergunto-me porque assim estou e a única conclusão ( e sim só será esta) a que chego é que não sei o motivo. Estou apático. Tantas vezes ansiei por algo, por tudo, mas hoje já nem isso há e, sem ser isso, o que mais motiva? A culpa é minha: nunca soube jogar esse jogo não matemático e, por isso, complexo (talvez também por envolver 2 jogadores...) a que muitos desconhecedores de tudo são mestres. Se calhar até sou acusado de não respeitar os requisitos máximos. Só pode ser disso:
Quem mais escreveria uma merda destas?
Pergunto-me porque assim estou e a única conclusão ( e sim só será esta) a que chego é que não sei o motivo. Estou apático. Tantas vezes ansiei por algo, por tudo, mas hoje já nem isso há e, sem ser isso, o que mais motiva? A culpa é minha: nunca soube jogar esse jogo não matemático e, por isso, complexo (talvez também por envolver 2 jogadores...) a que muitos desconhecedores de tudo são mestres. Se calhar até sou acusado de não respeitar os requisitos máximos. Só pode ser disso:
Quem mais escreveria uma merda destas?
58 (Acrobacias e Truques)
Disseram-me hoje algo que eu nunca deduziria: "é acrobata". Segundo reza a história um autêntico espectáculo, num terraço com vista para o Tejo, embasbacou os poucos que tiveram a sorte de o ver. A emoção, mesmo quando narrada, é intensa: tão poucos terão coragem para algo tão pequeno e grandioso (quanto mais aos olhos de outros).
Percorre-me uma mescla de inveja e incredulidade. Nunca diria.À minha miopia acrescento a minha inexistente capacidade de julgar carácteres
Percorre-me uma mescla de inveja e incredulidade. Nunca diria.À minha miopia acrescento a minha inexistente capacidade de julgar carácteres
quinta-feira, novembro 20, 2003
56 (Ícaro)
Ícaro,
Sou quase,não sendo,
Como tu!
Também vivi pouco;
Não tinha vista para o mar,
mas navegava entre as pedras com os olhos.
Cresci,
ele, mais velho, também lá estava
Mas nunca me deu as asas
que, com a idade, fiz.
Voei e voo,
E até hoje não houve
Uma última
vez.
Não sei porquê,
Fico sempre,
entre o céu e a terra.
Sou quase,não sendo,
Como tu!
Também vivi pouco;
Não tinha vista para o mar,
mas navegava entre as pedras com os olhos.
Cresci,
ele, mais velho, também lá estava
Mas nunca me deu as asas
que, com a idade, fiz.
Voei e voo,
E até hoje não houve
Uma última
vez.
Não sei porquê,
Fico sempre,
entre o céu e a terra.
quarta-feira, novembro 19, 2003
domingo, novembro 16, 2003
53 (Ataraxia)
Aos poucos contaminou-me. Somava-me e reduzia-me. O que resultou é indiferente; antecedo de dois pontos e coloco entre aspas: " "
sábado, novembro 15, 2003
50 (Prática de História)
Falas.
Tuas mãos mexem connosco.
Reviras a história,
Desdobras,
o que é visto em volumes.
É de papel o caminho que percorro,
e sofro,
por não o saber!
Tuas mãos mexem connosco.
Reviras a história,
Desdobras,
o que é visto em volumes.
É de papel o caminho que percorro,
e sofro,
por não o saber!
quarta-feira, novembro 12, 2003
49
Foi em Mileto, usavas as vestes que melhor te ficavam. O Fórum estava cheio mas só de ti e do que te envolvia. Estavas verde, mas lembro-me em tons sépia.
terça-feira, novembro 11, 2003
48
Considero-me diferente não por uma questão de moda mas por causa dela.
É normal o vazio. É normal resumir tudo a três coisas que no fundo são o mesmo. Hedonistas, narcisistas (muito mais do que eu), vulgares, seriados, limitados, iludidos...rascas no fundo, compõe a realidade a que me deram sem o pedir.
É normal o vazio. É normal resumir tudo a três coisas que no fundo são o mesmo. Hedonistas, narcisistas (muito mais do que eu), vulgares, seriados, limitados, iludidos...rascas no fundo, compõe a realidade a que me deram sem o pedir.
domingo, novembro 09, 2003
sábado, novembro 08, 2003
sexta-feira, novembro 07, 2003
42 (Querido?!)
As minhas amigas dizem de uma forma querida que eu sou querido. Ignorante ou ingrato pergunto de que me serve.
quinta-feira, novembro 06, 2003
41 (Dado auto-biográfico)
Sou estranho. A não compreensão dos meus actos e o seu requinte fazem com que me defina de uma forma resumida o adjectivo "importado".
40 (Sofia)
Uma especialista na matéria dizia: "há que se ter uma pontinha de maldade e crueldade; é mt mais interessante".
A ponta dela era um cume.
A ponta dela era um cume.
quarta-feira, novembro 05, 2003
34 (Underground)
À força de um embôlo humano entrei nas suas veias. Fechou-se a ferida ao som de três pis, e passei a ser um-elemento não figurado de lx. Duas pessoas mais definidas, em termos genéticos, que eu falavam de amor, de ciúme, da maneira que deveriam agir perante quem queriam até do que Mercúrio deveria transmitir! Preocupações banais alimentaram o discurso que durou uma viagem que me fez pensar.
terça-feira, novembro 04, 2003
33 (Adam)
Constantemente volto ao local que, por decisão minha, me é proibido. Crio leis a mim mesmo e não as cumpro. É ridículo, eu sei; mas a vontade suplanta o juízo. Deliro com aqueles instantes em que vejo o que não deveria:expando-me por dentro mas- questões formais- regulo-me.
O que seria de mim se não houvesse a maçã?
O que seria de mim se não houvesse a maçã?
31 (Será Fado)
Ouvia o que tu sentias. Nem ele que tocava se aproximava de ti...A qualquer palavra falta sempre a tua voz.
30 (Atrasado)
Hoje puderia ter tido tudo o que todos gostariam de ter mas, agarrado a convicções que ninguém conhece, disse que não. Fui estúpido, é a única conclusão a que chego.
quinta-feira, outubro 30, 2003
quarta-feira, outubro 29, 2003
28 (No Metro entre as 5 e as 6)
Quero ser a ceara protegida do vento. Para quê sentir? Mais vale pensar que o não faço, esquecer por quem sinto, e ser, enquanto assim faço, quase feliz.
27 (Módulo de Informática 2)
O que é a idade mais que um mero rótulo sem sentido? Chamaste-me puto, foi escusado. Tens mais rugas, mas o que me torna inferior? O que sou resulta não dos anos acumulados mas do que neles acumulei; e isso tu não vês...
terça-feira, outubro 28, 2003
26 (epitáfio)
Conheci-te. Obrigado por seres sincera.
Imagem - "Do que não sei ao que agora tenho"
.
Imagem - "Do que não sei ao que agora tenho"
.
segunda-feira, outubro 27, 2003
domingo, outubro 26, 2003
23 (Precocemente)
Dei-te a entender cedo de mais. Era inevitável o que aconteceu. Depois de pagarmos, de nos despedirmos, deixámos o confessionário barulhento. Ficaste no meu espaço a ler aquilo que teu é; ouviste tudo o que até ti me leva. Incomodada quiseste partir.
22 (Despertar)
Acabei de acordar, acabei o sonho que queria. Por tão pouco tive o que nunca me vais dar, fui feliz.
O dia, desta vez não chuvoso, traz consigo a chuva que sobre nós não caiu.
O dia, desta vez não chuvoso, traz consigo a chuva que sobre nós não caiu.
21 (Resumo de uma noite)
Era bom de mais para ser verdade; até tinha deixado de chover. Depois de entrarmos perguntou o que já sabia. Fui sincero, disse que sim. Sinceramente disse que não. Mais uma que não quis nada; e assim se faz a regra...
sábado, outubro 25, 2003
20 (A Espera)
Chove. Dizem que ha cheias. Eu, indif'rente, só me preocupo com Mercúrio: ainda não voltou de tua casa.
quinta-feira, outubro 23, 2003
quarta-feira, outubro 22, 2003
18 (Tudo começa e acaba com Mozart)
"The good die young" escreveu Tupac Shakur.
Ele era enorme; morreu cedissímo. Ouviste a sua última sinfonia-prelúdio de um fim injusto. Sorriste, gostaste. Quantas mais há como tu? Júpiter? Nem marte está ao alcance do comum. Não o és. Sorrio; sorrio e choro por isso: sei que mais cedo ou mais tarde acabarei fixado em ti e que, como das outras vezes, não terei o que quero. Sofrerei, consciente, já longe de ti.
Imperceptíveis estas linhas tortas são o prelúdio do fim, não de mim, mas de tudo o que não existiria. (Nas seguintes, só vem o nada).
Ele era enorme; morreu cedissímo. Ouviste a sua última sinfonia-prelúdio de um fim injusto. Sorriste, gostaste. Quantas mais há como tu? Júpiter? Nem marte está ao alcance do comum. Não o és. Sorrio; sorrio e choro por isso: sei que mais cedo ou mais tarde acabarei fixado em ti e que, como das outras vezes, não terei o que quero. Sofrerei, consciente, já longe de ti.
Imperceptíveis estas linhas tortas são o prelúdio do fim, não de mim, mas de tudo o que não existiria. (Nas seguintes, só vem o nada).
15 (Tu I)
As palavras
infinitas
Não chegam para te cobrir.
Tão laranja
Não te misturas
E és tu que seguras
O mundo que criei!
infinitas
Não chegam para te cobrir.
Tão laranja
Não te misturas
E és tu que seguras
O mundo que criei!
16 (Tu II)
Cerco-te.
Toco-te por vezes,
Mas uma palavra não chega.
Não percebes;
Indiferente
Não vês o que te rodeia!
Toco-te por vezes,
Mas uma palavra não chega.
Não percebes;
Indiferente
Não vês o que te rodeia!
terça-feira, outubro 21, 2003
14
É in gostar-se de alguém. Sou out, não gosto e ,se gosto, digo que não!
Nâo tenho amor próprio, como posso exigir que alguém me ame? Se me interesso, afasto-me. Custa, mas poupo na dor que, incerto, sei que terei.
Nâo tenho amor próprio, como posso exigir que alguém me ame? Se me interesso, afasto-me. Custa, mas poupo na dor que, incerto, sei que terei.
13 (Cálculo I)
Sabe-se à partida que uma progressão geométrica cujo módulo da razão é menor que um é convergente ( tenderá p'ra um limite). A minha vida, tão abstracta, à medida que os dias se acumulam só se aproxima do vazio.
segunda-feira, outubro 20, 2003
11 (Teórica de História)
Falas de máquinas, de revoluções, de um chinfrim monocórdico que só tu vives. Nós, embalados, nem com a força do vapor entramos no teu mundo. A história tem um peso que só a idade suporta.
10 (Uma tarde)
Numa altura em que não existia disse-o e não o repeti. Só ouvias a cidade, o resto, por mais sincero que fosse, era-te indiferente. .
9 (Introdução à Micro)
O imposto, segundo as ciências económicas, implica uma redução do desempenho. Se lhe dermos outro nome também se aplica à vida.
8 (Resumo de um fim-de-semana)
João Miguel Silva considera-se "ridículo" por "somar a não o nada". Eu faço as mesmas contas e ainda multiplico o vazio que, por ser absorvente, torna tudo mais fácil.
sexta-feira, outubro 17, 2003
7 (módulo das duas)
Falavas um inglês binário, ridículo apoiado em pixels anónimos. Eras minúsculo, nós tínhamos o mundo, mas o muro proibía-te a vida.
6 ("Revoluçao" por Ashton)
Falam de história;
Ouço música.
Não quero saber de estatísticas.
(Somos vítimas do conhecimento).
Tudo lento,
quase não passa...
Mil e uma sinfonias
ao compasso de um ponteiro.
E no salto derradeiro
Já ressaco de som
Ouço música.
Não quero saber de estatísticas.
(Somos vítimas do conhecimento).
Tudo lento,
quase não passa...
Mil e uma sinfonias
ao compasso de um ponteiro.
E no salto derradeiro
Já ressaco de som
5
Parti. No caminho oxidável, o que ao ar deste estava em mim. Lembrei-me do que o Barros uma vez me disse. Sorri. Era verdade. "Há nadas que são tudo".
quinta-feira, outubro 16, 2003
3
Sem ti esta ilha de betão que agora habito era só mais uma qualquer. O monótono, o vácuo, todo o resto moderno diluiem-se num sorriso que ecoa "Júpiter" de quem Deus ama.
quarta-feira, outubro 15, 2003
2
Cheguei há pouco tempo; ainda me são vagos os corredores que te pertencem.
Vi-te no segundo dia. As verdes orelhas e a tinta diluiram-se no sorriso que, não sabendo, me deste. Chamaste-me p'lo nome que leste e eu fui. De perto, a tua cara já não me era nova. Falei-te mas a trela encurtou cedo.
Encontrámo-nos de novo. Só duas das vezes sabendo, o resto só por acaso. Numa das vezes falaste de Amadeus e fui eu quem sorriu, tendo, de fundo, o que ecoavas com o prazo de um dia.
Era "Júpiter" que ouvíamos: um fim que era um começo.
Vi-te no segundo dia. As verdes orelhas e a tinta diluiram-se no sorriso que, não sabendo, me deste. Chamaste-me p'lo nome que leste e eu fui. De perto, a tua cara já não me era nova. Falei-te mas a trela encurtou cedo.
Encontrámo-nos de novo. Só duas das vezes sabendo, o resto só por acaso. Numa das vezes falaste de Amadeus e fui eu quem sorriu, tendo, de fundo, o que ecoavas com o prazo de um dia.
Era "Júpiter" que ouvíamos: um fim que era um começo.
0
Escrevo pouco. A vontade é muita, porém, tal como a Bernardo Soares, "o meu instinto de perfeição inibe-me". Às vezes escapo-lhe e, escrevendo só por escrever, acumulo linhas cujo conteúdo não me interessa por saber, à partida, que não tem interesse nenhum. Hoje é um desses dias; a vontade foi superior ao instinto e é aqui que o manifesto. Este blog não é mais que o resultado da minha "cobardia".
quinta-feira, janeiro 01, 1970
91 (Pós-exame)
Nunca me considerei um ponto de acumulação: só um delta muito grande faz com que a minha vizinhança não seja vazia.
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