Campanha de inverno da DKNY: New york tales. Pessoas felizes numa cidade atribulada, lindas (com tudo no sítio) a envergar roupa, casual, mas chic.
A minha (nossa?) história não se passa em nova iorque nem envolve pessoas daquele tipo. Tomara ter o sorriso que eles demonstram (as roupas e o resto ponho de parte, não quero ser consumista nem passar por mulherengo).
Ah! Eu um deles, ela uma delas...Publicidade à vida que nunca tive.
Olho para nós e penso num título: why did it have to be such a sad story?
Era tudo laranja, como gostavas, esbatido no azul.
Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)
sexta-feira, dezembro 12, 2003
segunda-feira, dezembro 08, 2003
64 (Ao som de "black eyed pees")
A música perguntava onde está o amor. Já existiu em nós, desvaneceu-se quando nos separámos. Sentada no sofá olho-te e és a mesma mas não és o mesmo para mim; o tempo consumiu-nos, fez-nos ver com outros olhos o que nos era banal.
sábado, dezembro 06, 2003
63 (O seu diário)
Querido diário, andei de escorrega. É tão giro: subimos, esforçados, tão alto para depois descer tão depressa.
sexta-feira, dezembro 05, 2003
61 (The fallen)
De braços abertos tentas albergar a luz que deixaste. Já não as usas,as penas caíram-te. De que te serve?
60
No bar acumulam-se tristezas que o homem do piano (inexistente) cantava; já fora assim antes, mostrou Degas, e nem o fumo as escondia.
Todos tinham o seu copo.Todos bebiam.
Todos tinham o seu copo.Todos bebiam.
segunda-feira, novembro 24, 2003
59 (Depois da febre)
Tem-me custado, cada vez mais, a escrever. As ideias vão surgindo; os ímpetos são cada vez maiores patrocinados por temperaturas que o mercúrio habitualmente registou (na maior parte das vezes é o sangue diluído). Partindo de um abrigo faço de gritos monumentos. Acumulam-se ladainhas harmoniosas e aos poucos, por preguiça, vou esquecendo as linhas que apoiam o que agora crio. No final, só o fim resta: até a causa foi esquecida.
Pergunto-me porque assim estou e a única conclusão ( e sim só será esta) a que chego é que não sei o motivo. Estou apático. Tantas vezes ansiei por algo, por tudo, mas hoje já nem isso há e, sem ser isso, o que mais motiva? A culpa é minha: nunca soube jogar esse jogo não matemático e, por isso, complexo (talvez também por envolver 2 jogadores...) a que muitos desconhecedores de tudo são mestres. Se calhar até sou acusado de não respeitar os requisitos máximos. Só pode ser disso:
Quem mais escreveria uma merda destas?
Pergunto-me porque assim estou e a única conclusão ( e sim só será esta) a que chego é que não sei o motivo. Estou apático. Tantas vezes ansiei por algo, por tudo, mas hoje já nem isso há e, sem ser isso, o que mais motiva? A culpa é minha: nunca soube jogar esse jogo não matemático e, por isso, complexo (talvez também por envolver 2 jogadores...) a que muitos desconhecedores de tudo são mestres. Se calhar até sou acusado de não respeitar os requisitos máximos. Só pode ser disso:
Quem mais escreveria uma merda destas?
58 (Acrobacias e Truques)
Disseram-me hoje algo que eu nunca deduziria: "é acrobata". Segundo reza a história um autêntico espectáculo, num terraço com vista para o Tejo, embasbacou os poucos que tiveram a sorte de o ver. A emoção, mesmo quando narrada, é intensa: tão poucos terão coragem para algo tão pequeno e grandioso (quanto mais aos olhos de outros).
Percorre-me uma mescla de inveja e incredulidade. Nunca diria.À minha miopia acrescento a minha inexistente capacidade de julgar carácteres
Percorre-me uma mescla de inveja e incredulidade. Nunca diria.À minha miopia acrescento a minha inexistente capacidade de julgar carácteres
quinta-feira, novembro 20, 2003
56 (Ícaro)
Ícaro,
Sou quase,não sendo,
Como tu!
Também vivi pouco;
Não tinha vista para o mar,
mas navegava entre as pedras com os olhos.
Cresci,
ele, mais velho, também lá estava
Mas nunca me deu as asas
que, com a idade, fiz.
Voei e voo,
E até hoje não houve
Uma última
vez.
Não sei porquê,
Fico sempre,
entre o céu e a terra.
Sou quase,não sendo,
Como tu!
Também vivi pouco;
Não tinha vista para o mar,
mas navegava entre as pedras com os olhos.
Cresci,
ele, mais velho, também lá estava
Mas nunca me deu as asas
que, com a idade, fiz.
Voei e voo,
E até hoje não houve
Uma última
vez.
Não sei porquê,
Fico sempre,
entre o céu e a terra.
quarta-feira, novembro 19, 2003
domingo, novembro 16, 2003
53 (Ataraxia)
Aos poucos contaminou-me. Somava-me e reduzia-me. O que resultou é indiferente; antecedo de dois pontos e coloco entre aspas: " "
sábado, novembro 15, 2003
50 (Prática de História)
Falas.
Tuas mãos mexem connosco.
Reviras a história,
Desdobras,
o que é visto em volumes.
É de papel o caminho que percorro,
e sofro,
por não o saber!
Tuas mãos mexem connosco.
Reviras a história,
Desdobras,
o que é visto em volumes.
É de papel o caminho que percorro,
e sofro,
por não o saber!
quarta-feira, novembro 12, 2003
49
Foi em Mileto, usavas as vestes que melhor te ficavam. O Fórum estava cheio mas só de ti e do que te envolvia. Estavas verde, mas lembro-me em tons sépia.
terça-feira, novembro 11, 2003
48
Considero-me diferente não por uma questão de moda mas por causa dela.
É normal o vazio. É normal resumir tudo a três coisas que no fundo são o mesmo. Hedonistas, narcisistas (muito mais do que eu), vulgares, seriados, limitados, iludidos...rascas no fundo, compõe a realidade a que me deram sem o pedir.
É normal o vazio. É normal resumir tudo a três coisas que no fundo são o mesmo. Hedonistas, narcisistas (muito mais do que eu), vulgares, seriados, limitados, iludidos...rascas no fundo, compõe a realidade a que me deram sem o pedir.
domingo, novembro 09, 2003
sábado, novembro 08, 2003
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