I
As minhas capacidades de liderança, apesar de as sentir agitadas no que sou, assemelham-se a uma criança bruta e perspicaz sem capacidade de se mover e de controlar as suas cordas vocais. Sou algo em potência que se perdeu durante anos em desabafos imberbes que a poucos mais valem que àqueles que me conhecem para além do meu pseudónimo parvo. Tenho ideias, apetece-me dar estaladinhas de luva branca a tanta gente que o recurso à luvaria Ulisses será limitado às intervenções públicas de maior "categoria" - tudo uma questão de custos. Falta-me é decidir quais delas aplico, ponderá-las bem e sair do acto de ponderação. Não é preguiça, insisto, é falta de decisão.
O problema que me prende a um lugar passa pela falta da segurança moldada pelo paradigma que me acompanhou, maioritariamente, durante o meu desenvolvimento. Tentei procurá-la em pessoas exteriores ao meu meio envolvente mas, nas rifas que me calhavam, a maioria das pessoas que me tentavam suportar, eu não as tinha na consideração que deveria e, por isso principalmente, o que de bom me davam passava ao meu lado sem sequer ser sentido. Que me perdoem e mais que isto não posso fazer neste momento.
O futuro já implicará outro tipo de compensação, gratificação ou prova de afecto. Serei eu próprio e executarei o que proponho e cada um de vós terá algo do que se execute, da execução ou da génese em si da ideia, porque tudo o que sou também é de vós que parte e assim a concretização de algo meu terá de ter algo vosso.
A estruturação dos elementos e dos processos necessários ao acto criativo, pessoal e do grupo, serão numa primeira fase a minha prioridade. Digamos que o meu tempo é actualmente limitado e, já que o que faço agora também tem a ver com esta actividade, vou tentar juntar o que faço e o que quero fazer para aproveitar eventuais economias de escalas.
- Perguntas a responder!
- Calendário
- Eventuais membros do grupo
- Actividades a realizar
- Estrutura a utilizar para potenciar as actividades
- Cada uma delas terá impacto nas outras e por isso será adaptado
Vou começar hoje com os dois primeiros.
II
Qual o melhor modelo para ligar o aparentemente não intersectável mundo artístico ao seu oposto de uma forma que lhe restaure a capacidade de influenciar a realidade e que lhe garanta a subsistência dos seus constituintes?
- Quais os principais erros da estrutura existente? Dos seus intervenientes? Das suas intervenções?
- Que pode Portugal aprender com outros países na actualidade? No Passado?
- Porque é que os artistas têm a mania que não são pessoas inseridas numa sociedade? Porque é que a sociedade os considera alternativos em pretérito de indivíduos? Porque é que não têm uma noção empresarial/ empreendedora?
- ...
Continua.