Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Wallet house cleaning? is it feasible?

I - Dois cafés pingados e uma sandes (é o que diz no papel)

A preta continua a cantar à minha chegada certa
áquela hora que eu, por rotina
orgâ
ni
camente
sei que chegou.

Estou farto de pensar
nas minhas emoções entristecidas
somente por mim.
o vazio.
esse que é meu so o é por falta de par
ti
lha
de compor sozinho a música que canto
mas que
por falta de ouvido
ou memória
acaba por se perder no vácuo que sou.

Puxa!
E puxada cessa lentamente de existir
Tudo
Como até os tristes dias que
por qualquer razão
sei ainda serem meus.

II
E Aqui vai mais um escrito no mesmo recibo de um café...não não é uma factura porque senão tinham de pagar impostos...TOMA!
Tentem cantar isto pq eu não consigo.
Lhe dê um nome,
lhe dê uma cor
o meu amor
não pode estar só
Lhe dê uma voz
Lhe dê um som
O meu amor
o meu amor
o meu amor
tem de ser de todos
e de todos é o meu amor...
III e não não é de vez.
Tudo é tão simples
quando existe
algo p'ra dar.

Quanto mais em cima mais (menos) p'ra baixo se olha.

Sou responsável de x por $; arquitecto por vocação.

Era simpático o sr. que desenho o elefante que me parecia um rinoceronte e que acabou por mo dar justificando que o papel de mesa tinha uma textura particular, bem explorada pelo desenho.

Era um homem dividido por entre dois mundos que o encaixotavam em categorias distintas, duas, e nunca entre elas por portuguesamente tal não nos ser permitido. Tristeza lisboeta com cais categóricos em que cada um atraca; Lisboa é Lisboa, Cacilhas é Cacilhas e o Barreiro já foi Cuf (...) para além deles pouco ou nada há com nome e aqui o exótico é asiático.

Quem é bom mandam matar

A redoma é de todos mas nem todos inferem, cingindo-se a maioria a sobreviver por entre aqueles com quem partilha o ar com que num exalar mais ou menos competitivo ciclicamente se repete.

Nada é de facto nosso, tudo circula, se ganha e se perde, de uns para outros, mesmos que por transformação.

E sobrevivemos aos dias, até o dia, em que o dia fragma se cessa de contrair permanecendo em nós que num instantante guardámos, num instante triste em que tudo acabou. Derrotados descontraímos, é o último reflexo que temos, descontraímos e vamos. Não há mais lutas, não há mais esforços, pesos, melancolias, ultima tudo quando tudo está como lutamos por estar mas que só o fim garante.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

ao Virar da página um novo menino surge

I
18/02/10

É de tarde quanto o Relógio de puslo aponta com a certeza que nos desfaz a lógica estruturada sobre um cinzento e um frio atípico, tanto num ano como no espaço de poucos dias.

Deveriam ser horas de trabalho de venda do tempo que cada vez remanesce menos mas, promovido pela inconstância que aparenta todos rodear, conto-o perdendo palavras nesta folha que, aparentemente, vou acabar por preencher nunca a rasurando.

Sigo, sigo em frente mas só agora assume que mas que isto nunca fiz; aceitando ao longo os dias o que eles me trazem, pelas pessoas ou gestos que me partilham, de mim a consequência do meu caminho; seham eles quentes ou frios, verdadeiros ou falsos, certos ou inesperados, eu sigo, sigo em frente como um burro que antes de dormir consciente e pondo a preguiça de lado se apercebe do que antes lhe toldara a visão - sem qualquer evidência de álcool.

Dou mais um trago no leite pela garrafa que bem sabe! que bem sabe o dia que cada vez é mais meu; não me importa sequer o frio, as mãos exangues e pálidas, as pernas escanzeladas e onde o que sou mal circula...tudo isto é meu, tão meu e tão mais que o meu rosto num retrato corporativo que rapidamente por cansaço se marcou, que um corpo transfigurado pelo cinzento de que sempre, sem saber, fugiu.

Os gritos, já nem os gritos estremecem como antes assustando-me ao lado do que se libertou e ergueu; grilhões, esferas metálicas, fardos de palha e de merda, dor - já os vi, já os conheço.

É tarde. Sigo. Dou mais um trago (o último). Gritos? não, não obrigado.

II
"Dá-se à consequência causa, o que é previsto liberta"

Ganha a causa consequência,
Liberta-nos o que é previsto.
De que serve a vida, vende-a.
- E a cada hora dada grito.

E lá sigo, sigo em frente
Com o que sou como peso,
Bracejando pela gente
Não sendo, por ela, o mesmo.

Mas que importa afinal ser,
Isto, aquilo ou aqueloutro,
O que alimenta faz perder
De comer se fez o monstro.

III

Disse o senhor taxista na sua certeza de anos que somam caras, rostos, gestos e tons, que o poema prévio, depois de ouvido e descrito como tal (poema), estava giro.

Sorri.

"É sobre sentimentos, sobre pessoas?". É.

Lembro-me do que o Brandão disse ao almoço. Supostamente alguém, lá da terra, vendo o poço seco pediu aos bombeiros que o enchessem. Poesia é: rubra e com vida com o seu quê de saloia.

Sorri de novo.

"Quando fala de comer está a falar de Deus n é? Acredita?". Sim, à minha maneira. "Pois. Também eu. Não gosto daqueles sacrifícios".

De novo sorri.

Lembrei-me de uma história contada num filme sobre cinema. Era sobre alguém que esperava se se ralar com intempéries. Supostamente iria fazê-lo por cem mas aos 99 deixou de o fazer. Respeito, há quem diga respeito, eu fico-me por atitude.

Guardei um sorriso matreiro.

IV

Hello my friend it's time to(day) [die].