Mais um. O meu primeiro. (brainwasherpt@hotmail.com)

segunda-feira, setembro 28, 2009

Comparison. A simple one.

Há quem tente inalar o que só um abraço, um a sério, um forte, um sentido, possibilita.

quase 6 da tarde.

São quase seis da tarde.
Estou cansado pela falta de sono que,
por melhor que seja justificada,
pesa tanto como a que não a foi.

Arrasto o meu corpo que arrasta uma mente em si.
Ambos pelo dia que retenho a pouco
a pouco
a pouco e pouco
pouco
e pouco
poucuchinho.

Fosse tudo mais lento. vagaroso.
Como o barco que ao fundo aparenta não se mover.
Aproveitasse cada detalhe no seu mais pequeno componente:
soubesse onde um bronzeado acaba
só só só só só só
pelo meu toque paciente.
Pelo que já não tenho há mais que muito,
Pelo que dedicado
talvez em vão
foi entregue...

II

É de noite e a menina,
a visita,
-Nunca ali quis viver-
Já dorme.
Fechou-se no meu de mim.
É tarde e a visita,
a menina
- porque de facto o era-
trabalha amanhã bem cedo
e é num horário que o faz.
Traz
Pressa
Está ali ao lado a dormir
Embala-me a espera.
Um dia acorda e vai.

III

Ai por favor não me chateiem merdas,
Dessas só fartam. Dói-me o corpo estou
Com o famoso génio em que só dou
Gritos de raiva quand'alguém me esfrega.

Aqui não se dão desejos, coisas dessas,
inventou um qualquer senhor e dou
Tor mente já está feito, agora vou
pr'aquele canto, o resto desta peça.

Oh menina nao m'olhe desse jeito...
Até parece que o que disse é novo,
Tudo tem de ser visto como um jogo.

Claro que as regras são feitas por alguém
Que como elas não sei. Sendo eu ninguém,
Seja então rei deste pequeno reino.

IV - Ó tio Álvaro dás-me uma ajuda neste? não ando no barrow nem de cacilheiro mas pelo menos já deixei alguém a meio-caminho do barreiro movido de um cavalheirismo estranho.

Estou a meio de tudo o que me importa,
Vivendo na tristeza de não estar nem num lado
nem no outro
Da parede que divide os opostos a que aspiro.

Como o cal velho que começa a cair aos poucos sou consumido,
Pelo sol que de um lado se impõe e dos encontros,
mais ou menos sonoros/físicos que alguém me dá.
Por dentro vejo algo a erguer-se apoiado em mim,
Ganho camadas de vida de tristeza de alegrias
Privo com o que mais privado poderia ter mas
armado pelo betão não chego a quem sorri por beijo paternal
ou a quem na rua passa movido ao compasso de uma mão que alguém deu.

A parede, a parede, a parede, a parede,
A única verdade absolutamente física de o que nos rodeia
Cortando a visão o abrigando do frio.
A parede cómodo na sua perfeição matemática
Na sua capacidade inata de resistir a um tremor
De uma terra que só o homem é que cava
mesmo que com o apoio do hidráulico que também o que definiu a parede define.

A parede, a parede, a parede
A parede não se move está bem onde está
Ou então pensa demasiado ao ponto de
dali
ela nao querer sair
Vê, observa a fraca
prefere pensar no que seria tudo se tudo fosse diferente
Como um senhor daqueles nojentos com binóculos
cujo estímulo que procura nunca é o dele.

A parede, a parede, a?

A parede.

O muro,
O muro ainda é mais triste
ainda é mais triste o muro
muito mais...tem verde de um lado ou de outro
mas ele não ele não ele não ele não ele não
Ele só sente o ramo que pelo vento por mero acaso lhe tocou ou
se for um muro que o permita pode ter uma trepadeirita
daquelas bem verdes e floridas a cobri-lo numa
relação que na minha opinião nunca vai deixar de ser parasitária e triste.
Ao menos fica enfeitada na sua debilidade motora.

o muro. o muro. o rumo. o muro. o rum.

Infiltrada,
A parede desaba
Se não for tratada.
A tempo.

evite
confusões das grandes.
Desumidifique
Não ponha grafite
O muro sim o muro
esse senhor assim para o duvidoso
Duvido que não agradeça.

V

Percorre-me o corpo e move-se o meu gesto.
e nunca, nunca sujo da forma suja,
só do sujo que respeita e dá.












quinta-feira, setembro 24, 2009

Momento para pensar ou outra coisa qualquer. Se fosse uma formiga andaria em fila indiana. Isto sem xenofobia é uma expressão idiomática.

Só mais um só um mais dia. Deitar tarde e cedo tentar acordar, vestir e barbear e voltar tudo ao mesmo. Mãos a transpirar, casaco cada vez mais gasto do uso apressado olhos cansados de procurar um sentido em tudo. Grunhos para mim de peso, gente que não conheço, bons dias que não partilho.

quarta-feira, setembro 23, 2009

E o armário tem cada vez menos lá dentro. Não, não sou. Fui é educado por mulheres.

I
Pesa-me o caminho de estranho,
De, desta vez, não ser partilhado,
mostrar que algo mudou no tempo.
Alinham-se todos por detrás da linha que garante a vida
Todos c'oa pressa de chegar a algum lado.
Esperados que serão em qualquer encontro.
Não tenho pressa. Não estou atrasado
Sentome com o bilhete verde que por mim guardo
só uma vez me levará - estrago-os.

Tinhas sempre um para mim
Rias-te sabias que o meu não funcionava
Depois de tantas tentativas frustradas
Agora só dura uma viagem.

Antigo desenhei uma alemã ao lado

Numa lógica ou pressuposto
Vi-te a passar tão menina
Fazendo-te mulher com cada passo
cresces, cresces indo
Indo te vais e teces
Cresces indo cresces
vais em cada dia de ti
até que
ao fim
nada te sobra.

Outro (esperança, o restaurante)

Pesa-me cada átomo do meu corpo ao ponto de prever que, mais cedo ou mais tarde, como um lego nas mãos de um recém-nascido, eu estruturalment definharei em cada molécula de mim.

Há ondas que chegam ao âmago de nós, que agitam partes criteriosamente por frequência seleccionadas a dedo. Que se dane quem sabe de cor e salteado à maneira antiga e que pelo coração se move: é isto que me irritada a sério.

O subterrâneo diz o Fiodor, esse local invejável onde guardo o melhor mim cingindo-me a mostrar o que é feio ao mundo que o aprecia na sua felicidade; esse recanto onde so gente gente me pode buscar na sua anormaliade assumida. Não me escondo no escuro, escondo-me em mim que, na sua qualidade, tão mais sombria pode ser, mas, quem o faz, sou eu, que também a mão no que a luz permite assenta pois tendo-a nada mais belo há.

Só me falta aprender a ser porteiro de mim mesmo e definir critérios óptimos de entrada. Nada mais dói que em nos alguém ser bruto ao ponto de desalinhar nem que seja um quadro que, por mais piroso, só connosco fora partilhado.

O Resto= o resto são merdas que a chorar esquecemos e que com o que nos resta tentamos nunca mais ver.

No esperança de novo, novo comboio parece.

I
É tudo tão irónico,
Há o que quero (o que procuro)
Há o que posso.
Cruzam-se tão poucas vezes e nunca certas
Irónico,
Rio-me em falta de melhor que se faça
Arregaço as mangas antes de lidar com tudo
Movo um móvel de um lado ao outro
Acreditando que o oriental faz sentido aqui
Logo aqui
de onde partiu o o senhor que o brasileiro
o que traduziu
acabou por parir no tempo.
Rio-me
por entre as pessoas que passam
independentemente do meu olhar agressivo
amigo, fodido, apreensivo, convidativo
ou outra coisa qualquer que até podiam procurar
As pessoas.
O que são as pessoas no meio disto que vejo
São meros pontos
coordenadas que defino
no meio
no meio estou eu e mais ninguém,
mais ninguém.
II
Dói-te o corpo?
Afaga-o com um ungento qualquer
um antigo cuja força bem conheças.
Dói-te a alma?
Esfrega-te num corpo
um novo
vê se te faz diferença.
III
Esquece como alguém tão pequeno que,
Chegado ao u
só talvez se lembre que o A existe.
IV
Foge, Foge de ti ao ponto de ao que és já não poderes voltar.

segunda-feira, setembro 14, 2009

Trascrição de poema dito durante uma noite qualquer triste.

Encontraram.se na rua com um estranho tamanho
venho pelo caminho por onde sempre vou
Estranho?
Não.
que importa? isso não vem com o tempo.
ou dás cedo ou não dás
Deste-te
foste em frente como um cego
sem conhecer o caminho
e perdido
numa cidade em que o metro
não é amigo dos invisuais

ouves um som: talvez consiga entrar (cantado)
Tentas não entras cais
só que a morte vem por alta tensão ou voltagem
nunca percebi muito de química
fiz perguntas a mais
porque porque porque porque porque?
nao percebendo a reacção que se passava
do mais simples físico
de vectores de entrada e de saída
meninas que coleccionava como se fossem selos
que permitiam o envio postal rápido ou não
para outro país qualquer
havendo descontos claros para a uniao europeia
tamanha era a dor que em mim se acumuluva
tudo o resto pesava como um sol que nao levanta
e que puxa puxa puxa puxa mas nao para cima e só para baixo
coberto por nunves que tornam tudo mais quente.
Promotoras de um irrealidade
promotoras de uma tristeza
Gentes que na miudeza se acham grandes
nao produzem só consomem
fogem da vida entre merdas que a crédito se acumulam em sua casa
entre um ecra de plasma uma mesa um sofá
Até o livro com um cartão fnac é comprado
10% de juros 10% de juros (voz de vendedor) de taxa anual efectiva
quem percebe isto esta gente nem sequer faz matémátca
e quando a faz é porque houve beneficios num exame qualquer
Uma mulher é so uma mulher que eu quero
alguém que me afague o corpo que me
que me
que me
que me afague a cabeça no seu ombro
alguém que me dê um carinho um carinho que não tive
alguém que seja como ela é sempre que não tenha medo de se mostrar
que me
que me alicie
que me dê tudo o resto sem eu pedir
sem eu pedir.
Especial? fora do comum? Coisa assim para o fantástico como só se vê na TV shop?

Só se for para melhor...assim coisas boas. Para pior tenho-me a mim.

(esboça um sorriso o escritor e escreve)

nada a escrever. nada como antes é movido por uma triste quase que por mim imposta. Ouço o Serge: la decadense. Ela não sabia cantar, tentava a pequena inglesa. Eram loucos com léxicos e grámitas diferentes. Tentavam.

I
Estava tão cansada a menina de cruzar o rio.
Chegou, não conhecia ninguém.
Sentou
se, a perder nada tinha
não perdeu nada.
Levantou
se, apetecia dançar
a dançar acabou.
Ouviu as história do amigo chato
muitas vezes
evitado
desta vez falou.
Betinhos só betinhos à volta
de todos deles de todos
Só betinhos
à volta
à volta
os dois que dançavam
Altos
os braços eram compassos
defeniam um raio incerto
Riam-se
Sentiam-se
a metros da distância partilhada
nenhuma das pessoas alteradas
Personalidades mudadas?
Só as dos outros
à volta
à volta
só betinhos betinhos só.
à volta
à volta
como na antiga escola
só betinhos
só só só.
Que interessa se são betinhos
neste cantinho só estão os dois divertidos
eles é que olham com o medo
são meio maricões
Têm colhões daqueles que só enfeitam.
"não não tenho MD, ou ecstasy ou uma dessas merdas
a minha perna
esta
e esta outra também
movem-se do que tem
naturalmente o corpo a bombear
Gritar?
isso é só nos filmes.
finges?
só quando digo que te faço.
à volta À volta à volta
a chuva regou o resto
o resto ficou para trás.
Zas
Caeiro na avenida
na avenida junto ao Tejo
ironicamente o que dele não era.
à volta os betinhos já não estavam.
à volta
à volta
à volta
à volta nada mudou.
ninguém gritou À porta de uma casa partilhada.
II
Antes de dormir sonhou.
Ou pensou.
Sentiu que era um senhor.
ai a dor da correcção
de um teste face a matriz americana
"pus mal a cruz na primeira e na terceira
já nao entro em medicina diz o aluno muito convicto"
Quem nunca votou não há de ser presidente.
Mas também desta gente?!
Pela densidade e pelo peso
só mesmo ares.
III
A joaninha voa
voa para fora de lisboa
A joaninha não é vermelha
se fosse moínho não seria do Pigalle.
Tem pintas
tem.
Vai joaninha vem
O vento há-de vir do mar.
IV
Um domingo na vida do Sr.
Do sr. que eu sou.
Vou
Sou eu mesmo
Não tenho medo
Falo para caraças como pratico
Reivindico as verdades que quase ninguém partilha.
Regista a menina na superfície o que faço?
Passo
não deixo marcas escuras ou sangrentas.
Senta
te imagino o que serias às avessas.
Princesas
não é um prédio que as faz.
Trás
Só o que vales
se tiver cabeça julgo.
Há quem não queira aprender há. Há, quem se esconda por detrás de barreiras que insistem que se domine tudo com uma intentsidade que só quem exige pode definir, há. Há merda e o bom há. Há quem se perca no escuro e não queira mais que isso porque e só porque o olho que nunca a viu nunca poderá ver a luz crescido que está o corpo e cada uma das partes há. Há o que é há.


quinta-feira, setembro 10, 2009

A Deus, esse técnico informático do ser humano.

Tenho um pequeno problema no que diz respeito aos passos mencionados no teu thread. Quando me reinicio e ponho o dedo no umbigo para aceder ao menú aparece efectivamente uma imagem azul onde posso escolher o Programa de instalação de personalidade porém nunca aparecem as opções que referiste na segunda imagem mais indigo ficando bloqueado todo o organismo nesse passo. Tens alguma ideia do que pode estar a acontecer? Obrigado pela ajuda. Cumprimentos.

Sidoro Brago ( 24 anos, >1,80m, 2 diopterias mas usa lentes, sistema de calmantes de raíz, fumador frequente, bebe alcool em ambientes recreativos, Rookie)

_____________________________________________________________________

Espera aí Deus, eu mando o link para a página com a informação detalhada. Agradeço-Te que ponhas o meu nome no posto pois acho que mereço um pouco de crédito

Jesus Nazareno (2009 anos, altura incerta, vê o que mais ninguém vê, tão calmo que morrer por outros, não fuma, enólogo imbatível tem uma produtora de vinho caseira - diz-se que importa uvas clandestinamente mas nunca ninguém as viu a entrar, Administrador/ Moderador)

____________________________________________________________________

Muito boa a informação detalhada de formatação, muito obrigado pela vossa ajuda, só tive um bocado de dificuldade com a parte das partições e na eliminação selectiva de conteúdo, creio que deveriam explicitar melhor. Boa Vida e obrigado.

Sidoro Brago ( 24 anos, >1,80m, 2 diopterias mas usa lentes, sistema de calmantes de raíz, fumador frequente, bebe alcool em ambientes recreativos, Rookie)

Se Ele fosse vivo

Se Jesus fosse vivo
seria meu amigo
no facebook!

quarta-feira, setembro 09, 2009

(já perdi a conta e tou farto de pensar)

Há coisas na vida como os pinos de um qualquer bairro histórico lisboeta. Tanto estão para cima como para baixo, para cima estando são difíceis de se mover. Tudo depende de alguém sentado num canto que imagino escuro e cuja cara desconhecemos. Uns Deuses alimentados a pequenos múltiplos de um salário mínimo.

quinta-feira, setembro 03, 2009

Dans le studio Astolfí ali para os lados das salgadeiras. Ideia dela poema meu.

I
A partir do tema A beleza do erro e dedicado a J. Astolfi que a ele (não ao erro) tanto tempo dedica.
"Erro essa, pequena coisa a que alguns chamam experiência" ( Alguém)
1º [quadrado] - Obviamente certo
2º [quadrado] - O seu quê de certo
3º [quadrado] - Resultado incerto
4º [quadrado] - Merda
E perdemo-nos por entre as formas geométricas,
Esquecemo-nos.
No centro de tudo nada é naturalmente recto.
Certo,
O que é aos olhos de um homem ou mulher bebidade
De tudo aquilo
Que o irracional só sente por instinto?
Eu sei,
Diz um senhor perdido por entre um racíciocinio que só ele tem por mais que o comunique.
Existe uma resposta a tudo?
Só um parvo assume que um dos quadrados a cruzar
(Entre todos os outros)
É melhor do que aqueles que à parte referi.
Mas insisto, no iNatural do recto
na inexistência de um PI por não haver circunferência no mundo
nem o mundo é um globo
A gravidade só permite o oval.
O normal é imperfeito
O instável é um rio
E a nossa bomba vermelha é uma merda falacionsa e deturpadora do que é formatado.
Errado
ahn ahn ahn ahnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnN (gutural)
Vem um telex de longo.
Estou a lê.lo por entre os meus dedos que aos poucos as lágrimas envolvem.
Já não quero nada contigo
Percebi tudo não me amas
Mê mê, faz a ovelha,
p'ra mim é mé é erda
Só te queria dizer o que já sabes
(presumi eu que era amor)
Sabias outra coisa
Afinal era a 1ª que estava erra a a da. (como se fosse da música do MAX)
II
"Estás cansado, molha os pés num alguidar, diz alguém que ajuda"
Nunca gostei de espelhos,
custa-me encarar
por mais bem que o tenha concebido
o que eu mostro de mim ao mundo.
Em pequenino fui uma vez à feira popular
- os meus pais tinha medo que
por ficar de pernas para o ar
o meu cérebro até então programado a ser um de bom rapaz
de repente, não mais que de repente (notem que estou a citar)
Se transformasse no oposto e que lhes mete medo.
Lembro-me de sardinhas
creio que por não ter gostado
naquela altura não percebi o peso de uma nódoa
e também de tantas outras coisas que
caso fosse o que não sou
seriam bastante poucas.
Havia uma casa com espelhos que deformavam as pessoas
Uns para cima
Outros para baixo
e muitos para dentro com alguns para fora (ou se quisermos para o lado)
Lembro-me de nunca me ter sentido tão eu:
Muita gente se ria,
Inclusivé o meu pai que gozava com o meu nariz,
Mas eu sorria de uma felicidade até então desconhecida
como se fora cristo
depois de lhe espetarem um dos pregos.
Tudo era instável, destrutivo ou creativo
Alto ou baixo
feio ou bonito
Silencioso ou como um grito sempre demasiado alto.
Um refelho espelhado numa superfície instável
Transformável como eu com cada passo, passinho ou corrida que dou...
Quem é que diz EU VOU,
num sentido certo?
Sou um encoberto de mim mesmo não de um império
Durmo com as memórias do que um dia fui
Sonhando e esquecendo de seguida o que sonho ainda ser...
Como se aos pés da cama que por vezes nem comigo partilho
Estivesse uma piscina onde me perco mas me vejo.

quarta-feira, setembro 02, 2009

I

E volta a repetição de dizer que tudo
- ou quase tudo se formos optimistas -
se vai repetindo por entre os dias
nas partes controladas ou que não o são.

E repete-se o ruído
que vai roendo como um rato
de um rei que é um rabo
um daqueles que não põe rolha.

estou muito cansado de esperar por quase nada quando estou disposto a dar tudo desde que forma justificada.

Paga?

Não.

Hoje é o dia da menina.
Sabe somos um casal
um casal moderno
Partilhamos tudo tudo tudo!!!
Até o pagamento segundo a lógica ancestral do pim pu neta.
Claro que com a prática já se sabe à partida onde tudo vai parar
A idade também traz destas coisas que há quem chame de manha!!!

Tem cuidado
dizia a minha avô na sua consciencia a vinte de centenária.
Parecia que partilhava parte da verdade que só entre elas é comum.
Sabe-a toda como tu.

E já conto umas quantas águas das pedras em meu redor.
Ficam bem ao lado das outras muito mais simplistas na sua transparência discreta.

A água faz bem ao corpo (com sotaque russo)
dizia o professor de tango do bairro
que sentia o quanto queria
comer
o que abraçava de uma maneira artística
e
por isso
só por isso
invejável e compreensível.

à cabeça... não sei (com o mesmo sotaque, mas mais dramático, é uma conclusão).

___________________________________________________________

Arranca-a
põe-na debaixo do sovaco de seguida.
dá uns toques
pratica
atira-a contra a parede com força
joga ao mata
põe alguém à rabia
Agita.
Quando estiveres preparado
o que fazes de seguida
é pegar no que resta da cabecita
por contra o teu colo como as rosas da rainha
uma expansão de uma barriga que é barriga
ergue-la lentamente como se fosse uma taça
(Até podia ser até então estava calada)
Sentir cada uma das marcas que na pele ficaram
e então já preparada
põe-na no lugar.
(sempre sem te preocupar em pôr
exactamente como ela estava).

terça-feira, setembro 01, 2009

Outro

Quando é preciso
quando é mesmo preciso
no verso de uma caixa de amorfos
Até se escreve um poema a murro.